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domingo, 31 de julho de 2016

Arlequim Especial

Depois de dois anos de publicação exclusivamente virtual, está circulando uma nova edição real de Arlequim, de Roberto de Hollanda, fanzine de quadrinhos que conta a história de Emília, releitura da famosa personagem de Monteiro Lobato que, nesta versão, é a atual encarregada pela "Commedia dell'Arte", o universo dos personagens dos livros.
Trata-se de uma edição especial, sem numeração, no qual a Arlequim encontra com Castelo e seu nêmesis, o homem de luneta. A história pode parecer enigmática para os novos leitores, então é recomendável vistar o blogue do autor e acessar as edições anteriores para contextualizar melhor as coisas que acontecem neste episódio. As últimas disponíveis são 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30 e 31.
Arlequim é uma das mais criativas e ousadas histórias em quadrinhos alternativas brasileiras, em publicação desde 1997. Os primeiros números já estão esgotados, mas ainda podem ser obtidos diretamente com o autor em edições encadernadas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Arlequim 23

Está circulando o número 23 de Arlequim, de Roberto Hollanda, fanzine de quadrinhos que conta a história de Emília, releitura da boneca de pano criada por Monteiro Lobato que, nesta versão, é a atual encarregada da "Commedia dell'Arte" – um universo habitado pelos personagens dos contos –, e controla sua relação com o mundo dos homens.
Este episódio é a parte 2 de 3 do atual arco de histórias, chamado "Avaliações", que revela como o universo dos contos foi concebido e quem efetivamente o criou, e por quê.
A edição em papel só foi lançada agora, mas uma versão online da hq (que pode ser lida aqui) está disponível desde 2013. Mas o fanzine real tem apelo próprio, pois é complementado por textos explicativos, contextualizando os detalhes vistos no episódio.
Arlequim é, sem dúvida, uma das histórias de maior fôlego dos fanzines brasileiros, um conceito original inspirado, com ótimo tratamento editoral por parte do autor.
Exemplares desta e de outras edições podem ser adquiridos com o autor no endereço Rua de Sousa Aguiar nº 322, casa 5, Rio de Janeiro/RJ, cep 20720-035.

sábado, 18 de maio de 2013

Arlequim 22

Recebi do editor Roberto Hollanda, a novíssima edição 22 do fanzine Arlequim, que avança por um novo e misterioso arco de histórias, mantendo a proposta de trabalhar com relevantes referências da literatura fantástica.
Desta vez, a boneca Emília não participa da história, intitulada "Começando do fim". Hollanda invoca a saga de Gilgamesh, mito sumério que é um dos mais antigos relatos da humanidade, e que muitos consideram precursor da fantasia e da ficção científica. A hq tem um estilo incomum, uma constante dos trabalhos do autor, que lança mão de imagens inspiradas nas tábuas sumérias. Completam a edição artigos sobre Gilgamesh e sobre a série de tiras Boner's Ark, do cartunista estadunidense Mort Walker.
Harlequim 22 tem 28 páginas, capa em cores, e pode ser encomendada com o editor através do email arlequimhc@yahoo.com.br.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arlequim Fase 2

Enfim, depois de mais de um ano de espera, finalmente vem a público o número 21 de Arlequim. Com 24 páginas e capa em cores, a edição dá início a um novo arco de histórias com a 'Commedia Dell'Arte' dos nossos tempos, a humanizada boneca de pano Emília.
Iniciada em 1991, esta surpreendente criação do quadrinhista fluminense Roberto Hollanda estava planejada para se encerrar no número 20, mas o autor percebeu que havia mais a contar depois que os primeiras histórias foram republicadas em formato mais sofisticado, nos álbuns Hora de fazer a fantasia (2007, Marca de Fantasia) e Amor mecânico (2009, do autor). Dessa forma, Arlequim ganhou uma bem vinda sobrevida, apreciada já nesta edição, que insere no universo do Reino das Águas Claras os personagens Cazuza, criação de Viriato Correia no romance homônimo de 1938, e Carlos Lara, emprestado de O feijão e o sonho, de Orígenes Lessa. Acompanha a edição um especial de 12 páginas com uma história avulsa de princesas e dragões.
Arlequim 21 custa R$10,00 e pode ser encomendado pelo email arlequimhc@yahoo.com.br.
Todas a primeira fase do fanzine Arlequim pode ser obtida em formato digital no blogue do autor, aqui.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Arlequim 20

Enfim, após 14 anos de trabalho, Roberto Hollanda cumpre seu objetivo e completa a história de Arlequim, uma das melhores HQs publicadas nos fanzines brasileiros. Mas não se trata de um final, pois Hollanda resolveu continuar a edição do fanzine, que vai entrar numa fase mais profissional, com um acabamento caprichado. A edição já dá o sinal dessa mudança, sendo a primeira a ter a capa em cores.
Hollanda afirma, num texto no final da edição, que tem histórias para publicar até o número 40, e que as HQs de seu outro fanzine, Nouvelle Magic, sairão como material complementar na nova fase de Arlequim.
Outra novidade é que o editor vai disponibilizar em seu blogue Hollanda Comics todas as edições do Arlequim, bem como o material de estudo que desenvolveu na produção das histórias, incluindo a primeira HQ, de 1993, que ainda está inédita.
Para quem não teve a chance de conhecer o Arlequim em sua fase periódica, o autor está republicando todo o material em forma de álbuns. Já saíram dois, sendo que o mais recente, Amor mecânico, compila as histórias vistas nas edições de número 6 a 9. Os pedidos devem ser encaminhados ao editor pelo email arlequimhc@yahoo.com.br.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Arlequim: Amor mecânico

O quadrinhista Roberto Hollanda é uma das referências mais interessantes do meio fanzineiro atual. Há muitos anos publica o fanzine Arlequim, HQs de aventura de fantasia com os personagens de Monteiro Lobato numa releitura surpreendente, e mais recentemente provou que não perdeu o tino ao publicar o fanzine Nouvelle Magique, HQ de fantasia com contornos metalinguísticos.
Em 2008 publicou, pela editora Marca de Fantasia, o álbum Arlequim: Hora de se fazer a fantasia, edição caprichada com uma versão revisada e redesenhada dos primeiros números do fanzine. Ficou a dúvida se o projeto seguiria adiante, mas agora essa dúvida está devidamente afastada. O autor acaba de anunciar a publicação de Arlequim: Amor mecânico, segundo volume da saga da Arlequina, reproduzindo a história publicada nos volumes 6 a 9 de Arlequim, com os desenhos originais restaurados.
Diz a sinopse: "aqui vemos Emília em busca de sua amiga Lúcia, a Narizinho, há muito desaparecida. Contudo, o motivo de seu desaparecimento leva a um plano arquitetado pelo Homem de Lata, agora totalmente renovado como um corpo sintético, que busca o amor perfeito... porém, esse amor pode destruir o nosso mundo."
A edição foi impressa em off-set, tem 80 páginas e traz uma HQ inédita escrita por Hollanda na época da publicação original, ilustrada por Magno Soares exclusivamente para a edição.
Compre esta edição e procure pela anterior, pois valem muito a pena.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Arlequim 19

Costumo postar no Twitter algumas impressões sobre os gibis que acompanho. Ultimamente, tenho comentado com regularidade as edições da revista Vertigo, publicada no Brasil pela Panini, com elogios e críticas às séries de aventura e fantasia que apresenta.
Pois eu não poderia deixar de afirmar, mais uma vez, que a série de histórias da Arlequina, criada e produzida por Roberto Hollanda, coloca todas elas no chinelo, e não é de hoje.
Hollanda começou a produzir seu fanzine ainda nos anos 1990, esteve muito tempo sem publicar e voltou este ano, retomando a história que pretendia concluir no número 20, encerrando a publicação.
A má notícia é que ele a concluiu, neste número 19, que acabei de receber pelo correio e a qual agradeço. Obrigado por isso, Roberto! E a boa notícia é que o editor decidiu continuar com o fanzine e, na próxima edição, inaugura um novo arco que deve se estender até o número 40. É o que diz o editorial e me deixa muito animado. Seria uma grande perda para os quadrinhos se Arlequim deixasse de circular.
Não vou resumir a aventura porque quem quiser saber como se resolveram os problemas da boneca Emília depois que perdeu seus poderes por ter amado um anjo, terá de adquirir o exemplar. Mas posso dizer que, além da história, há dois excelentes artigos que já valem a edição: um sobre as adaptações de O mágico de Oz para os quadrinhos e outro sobre os livros de L. Frank Baum nesse universo, 14 ao todo.
O fanzine, que tem 24 páginas e foi publicado em forma real, em papel, pode ser adquirido com o autor, pelo email arlequimhc@yahoo.com.br.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Chaos FM 1


Completando a nota "Hollandidades", postada há poucos dias, está disponível para download a primeira edição do fanzine Chaos FM, de Roberto de Hollanda, inaugurando uma nova aventura de fantasia, que desta vez envolve, além da magia, conceitos cosmológicos, teologia e sociedades secretas.
A história conta sobre uma garota que sonhou que Deus lhe falava uma determinada palavra. Depois do sonho, toda vez que ela repete a tal palavra para alguém, essa pessoa explode. Ela passa a se divertir com o novo poder, chamando a atenção de sociedades religiosas secretas que decidem detê-la a todo custo.
A edição será lançada futuramente em papel, mas somente nesta versão digital será possível dispor das capas em cores. Aproveite.
As imagens foram digitalizadas a partir dos originais e pode se perceber os esboços e as pinceladas do ilustrador, outro detalhe que certamente se perderá na edição impressa.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Hollandidades


Recebi correspondência do quadrinhista carioca Roberto Hollanda dando noticias sobre suas decisão de retomar os fanzines, e já mandou de cara exemplares de seus mais novos trabalhos: Arlequim 18 e Nouvelle Magique 2, que mantêm a qualidade narrativa vista nas edições anteriores.
Na nova edição de Arlequim, os filhos mutantes de Dorothy falham na missão de resgate de Arlequina, e acabam aprisionados junto com ela, nas masmorras do Marquês de Rabicó. Dorothy assume então o seu destino, manifesto anos antes – e aqui descobrimos como a Dona Benta recuperou sua mocidade – e entra em ação no momento em que um de seus filhos é ameaçado de morte. Agora é Dorothy quem está com a palavra, e ela pode dizer o que quiser. A edição traz textos sobre a orixá Iansâ e sua correlata sincretista Santa Bárbara, que tem tudo a ver com a história em questão.

Já no segundo número de Nouvelle Magique, as jovens quadrinhistas Livia e Miele são abordadas por um casal que revelam ser quadrinhistas europeus de intenções nada amistosas. As meninas terão de fazer uso dos conhecimentos secretos recém-adquiridos para sair dessa sinuca de bico.

Nouvelle Magique tem pressupostos interessantíssimos. A começar, trata-se de uma aventura que ocorre no inicio do século XX e o autor utiliza recursos gráficos que emulam os quadrinhos da época. Na realidade dessa história, a arte dos quadrinhos é mais que simples comunicação, é um atributo mágico poderoso, atrás do qual se esconde uma perigosa sociedade secreta.
Guardadas as devidas proporções, lembra ligeiramente alguns conceitos do mangá ROD, com o uso de garotas jovens como protagonistas e a magia emanando de uma atividade artística (no caso de ROD, é a literatura). Mas Nouvelle Magique tem personalidade própria e deve evoluir nas próximas edições graças ao talento e a inteligência de seu autor.
Tanto Arlequim como Nouvelle Magique são ótimas como quadrinhos, mas eu fico me perguntando o que Roberto Hollanda poderia inventar se resolvesse trabalhar unicamente com a palavra, escrevendo novelas e romances. Não tenho dúvidas de que seria algo muito original no ambiente literário brasileiro.
Hollanda inaugurou há poucas semanas o blogue bilingue Hollanda Comics, através do qual pretende compartilhar materiais de sua criação. Contudo, os fanzines não estão disponíveis online, é preciso solicitar ao autor através do endereço Rua Sousa Aguiar, 322, casa 5, Rio de Janeiro/RJ, CEP 20720-035. Os zines são baratinhos, aproveite e compre a coleção inteira, que está disponível e vale muito a pena.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Novos fanzines de Roberto Hollanda


Há alguns dias recebi a edição 17 do fanzine Arlequim, de Roberto Hollanda, com mais um capítulo da curiosa história de Emília, Narizinho e Pedrinho depois que ficaram adolescentes, quase adultos. Emília agora é Arlequina, uma entidade mágica poderosa que trafega pelos mundos da literatura, convivendo com personagens e ambientes de fantasia de diversas procedências. Narizinho, agora chamada simplesmente de Lúcia, tornou-se uma bela jovem também iniciada nas artes da magia, e Pedrinho, agora Pedro Malazartes, é um delinquente juvenil que deseja apenas satisfazer seu próprio ego.
Nos últimos episódios, acompanhamos a queda de Arlequina que, acusada de adultério por seu marido legal, o Marquês de Rabicó, foi atirada numa espécie de prisão, um limbo onde são lançadas as ideias abandonadas. Neste episódio, Lúcia e Pedro voltam ao Sítio do Picapau Amarelo em busca de ajuda para resgatar a amiga, e conseguem cooptar quatro super-heróis mirins, os filhos de Dorothy, de O mágico de Oz. O grupo invade a prisão e luta com os guardas, mas as coisas não saem muito bem e Dorothy decide interceder para salvar seus filhos.
Hollanda mantém o projeto de concluir este arco de histórias na edição 20, mas no editorial já deu a entender que suas ideias voltaram a fervilhar e, ainda que vá definir a aventura dessa forma, deve publicar mais edições futuramente.

Juntamente com Arlequim 17, recebi o primeiro e único número publicado até o momento do fanzine Nouvelle Magique, igualmente produzido por Roberto Hollanda. Desta vez, Hollanda homenageia os pioneiros dos quadrinhos, numa história que também envolve uma boa dose de fantasia. Ela acontece no início do século XX. A jovem Lívia, apaixonada pelos avanços da arte e da tecnologia, está entusiasmada com a nova arte das Histórias em Quadrinhos. Ela faz aulas de desenho e produz suas histórias, mas seu professor rejeita os trabalhos e a alerta para que não as faça mais. Um pouco desorientada, a menina acompanha Miele, sua colega de classe, para ver Madame Jollit, uma artista que percebe nela um grande talento e a inicia na verdadeira arte secreta dos Quadrinhos, que tem o poder de manipular a realidade.
O desenho de Hollanda, que não é nada realista, pode desagradar os leitores que pensam que o realismo é componente imprescindível nas HQs. Quem pensa assim, infelizmente vai perder um grande trabalho. Não consigo imaginar uma imagem melhor para as histórias que o Hollanda cria, pois os desenhos combinam perfeitamente com o clima de irrealidade do enredo. É possível que o realismo até prejudicasse esse clima.
Para conhecer o trabalho de Roberto Hollanda, leia este post que disponibiliza links para baixar as primeiras edições de Arlequim. Mas quem realmente valoriza o trabalho, não vai se incomodar em escrever para o editor e comprar o fanzine em papel: Rua Sousa Aguiar, 322, casa 5, Rio de Janeiro, RJ. CEP 20720-035.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Arlequins para o computador


Depois de alguns e-mails, quando aproveitei para completar minha coleção do Arlequim, e editor e autor Roberto Holanda me informou que as seis primeiras edições do fanzine, comentado aqui há alguns dias, já estão disponíveis para download.
Então, quem ficou curioso, pode agora pegá-las nos links abaixo.
Os arquivos foram digitalizados a partir dos originais do fanzine, ou seja, para ler é preciso imprimir e montar.


Boa leitura!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Arlequim 16


Fui surpreendido esta semana pela chegada de mais uma edição de Arlequim, um dos meus fanzines favoritos que estava fora do ar há mais ou menos dois anos.
Em 1998, a SBAF - Sociedade Brasileira de Arte Fantástica - entregou ao editor Roberto Hollanda o Prêmio Especial Nova-SBAF como a melhor contribuição à FC&F Brasileira daquele ano, pela publicação do fanzine Arlequim. Uma relação completa dos prêmios Nova pode ser vista aqui.
O universo de Arlequim é o das obras literárias. Nele, os personagens são reais, com citações a diversas obras da Literatura Brasileira, sempre com sensibilidade e elegância, sem cair no mero jogo intelectual.
Em 2007 o autor teve publicado o álbum Arlequim - Hora de se fazer a fantasia, pelo selo Marca de Fantasia, com as primeiras histórias redesenhadas. Era minha esperança que todo material saisse pela mesma editora, mas ficou só no nessa edição. A época, Hollanda pediu que eu escrevesse uma apresentação para álbum e é desse texto que eu retirei alguns trechos para este artigo.
Com publicação do Arlequim 12, em 2003, iniciou-se um novo arco de histórias sob o impronunciável> título de "Memento Z Banalhym Tryptykiem". Hollanda prometeu que tudo seria concluído quando o fanzine completasse 10 anos - o que aconteceu em 2007 - mas, por motivos pessoais, o final ficou engasgado.
Não era segredo que Arlequina é a boneca Emília, de Monteiro Lobato, mas ao longo da história reencontramos outros personagem do Sítio do Picapau Amarelo. Narizinho, chamada Lúcia, já estava na história desde o início; agora temos também Pedrinho, cujo comportamento esquizóide pode chocar leitores mais pudicos.
A partir deste número 16, começamos a compreender os contornos da mitologia engendrada por Hollanda para a Arlequina, do por quê Emília ter se transformado de uma divertida boneca de pano irresponsável em uma fada poderosa e deprimida, das complicações que afligem o Reino das Águas Claras e, por consequência, todo o universo.
Espero que agora coisa engrene e cheguemos até o final da saga. Pelo menos a qualidade narrativa e o mistério continuam tão afiados quanto antes.
Pedidos podem ser encaminhados ao autor pelo endereço postal R. Sousa Aguiar, 322, casa 5, Rio de Janeiro/RJ, CEP 20720-035.