Chegou-me às mãos, por gentileza da dama do horror vampírico Giulia Moon, a coletânea Flores mortais, publicada pela Giz Editorial, reunindo oito contos da autora com suas principais personagens femininas.
A maioria dos textos foi vista nas antologias das quais a autora participou nos últimos anos, principalmente suas coletâneas anteriores, Vampiros no espelho & outros seres obscuros (2004) e A dama morcega (2006). Mas há, pelo menos, um texto inédito: "A exótica dama oriental e o inesperado Luar", no qual a vampira Kaori contracena com o personagem Luar, de Kizzy Ysatis. Trata-se da primeira parte de um trabalho a quatro mãos, cuja sequência pode ser lida no livro de Ysatis, Eterno castigo, também publicado em 2014 pela Giz.
Kaori é a personagem mais conhecida de Giulia e já apareceu em três romances muito bem recebidos pelos leitores: Perfume de vampira (2009), Coração de vampira (2011) e O samurai sem braço – livro que venceu o prêmio Argos de Melhor Romance de 2013.
Flores mortais tem 224 páginas e apresentação luxuosa, com laminação fosca e reservas de verniz. Traz ainda uma série de competentes ilustrações exclusivas da autora, que abrem cada um dos contos publicados.
Mais detalhes sobre estes e outros livros da autora no saite da Giz, aqui.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Doces vampiras
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
Zumbis atacam no Rio e em Sampa
Com o interesse criado na mídia por histórias com os misteriosos mortos-vivos antropófagos, que gerou no País pelo menos uma antologia de contos de autores nacionais (Zumbis: Quem disse que eles estão mortos?, 2010, All Print), entre outros títulos literários, nossos calados amiguinhos protagonizam agora dois álbuns de quadrinhos produzidos com todo o capricho.
Imagine (zumbis) na Copa é uma novela gráfica de Felipe Castilho e Tainan Rocha, publicada pelo novíssimo selo GiBiz da editora Giz. O título, que faz uma brincadeira com um meme da internet, já entrega mais ou menos o que o leitor vai encontrar, o que, certamente, é uma coisa que a Fifa não autorizaria, ainda mais durante a partida final num Maracanã lotado. Se é possível imaginar algo pior que o maracanazo de 1950, deve ser isso.
Apesar do cenário, ambos os artistas são de São Paulo. Castillho é autor de dois livros recentes que trabalham com mitologia brasileira: Ouro, fogo & megabytes e Prata, terra & Lua cheia , ambos pela editora Gutenberg. Rocha, que publicou de forma independente a coletânea poética Máquina de sujar, tem neste álbum seu primeiro trabalho autoral como ilustrador.
Imagine (zumbis) na Copa tem 48 páginas e pode ser encontrado nas gibiterias.
São Paulo dos mortos é uma coletânea de 96 páginas com cinco histórias curtas, cada uma delas com um tema e um ilustrador diferente, embora sejam todas de autoria do experiente e premiado roteirista Daniel Esteves, criador da série Nanquim descartável.
As histórias mostram episódios mais ou menos independentes, em uma São Paulo tomada pela praga, tendo entre seus cenários o Metrô, a Cracolândia, o Itaquerão e o Palácio dos Bandeirantes. O trabalho de arte foi distribuído entre Al Stefano, Alex Rodrigues, Ibraim Roberson, Laudo Ferreira, Omar Viñole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza e Jozz.
A edição é assinada com o selo Petisco do Estúdio HQ em Foco, e foi financiada pelos leitores através do saite Catarse.
Imagine (zumbis) na Copa é uma novela gráfica de Felipe Castilho e Tainan Rocha, publicada pelo novíssimo selo GiBiz da editora Giz. O título, que faz uma brincadeira com um meme da internet, já entrega mais ou menos o que o leitor vai encontrar, o que, certamente, é uma coisa que a Fifa não autorizaria, ainda mais durante a partida final num Maracanã lotado. Se é possível imaginar algo pior que o maracanazo de 1950, deve ser isso.
Apesar do cenário, ambos os artistas são de São Paulo. Castillho é autor de dois livros recentes que trabalham com mitologia brasileira: Ouro, fogo & megabytes e Prata, terra & Lua cheia , ambos pela editora Gutenberg. Rocha, que publicou de forma independente a coletânea poética Máquina de sujar, tem neste álbum seu primeiro trabalho autoral como ilustrador.
Imagine (zumbis) na Copa tem 48 páginas e pode ser encontrado nas gibiterias.
São Paulo dos mortos é uma coletânea de 96 páginas com cinco histórias curtas, cada uma delas com um tema e um ilustrador diferente, embora sejam todas de autoria do experiente e premiado roteirista Daniel Esteves, criador da série Nanquim descartável.
As histórias mostram episódios mais ou menos independentes, em uma São Paulo tomada pela praga, tendo entre seus cenários o Metrô, a Cracolândia, o Itaquerão e o Palácio dos Bandeirantes. O trabalho de arte foi distribuído entre Al Stefano, Alex Rodrigues, Ibraim Roberson, Laudo Ferreira, Omar Viñole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza e Jozz.
A edição é assinada com o selo Petisco do Estúdio HQ em Foco, e foi financiada pelos leitores através do saite Catarse.
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domingo, 26 de maio de 2013
Agenda: lançamento da antologia Amor Lobo
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Kaori e o samurai sem braço
Depois de um período produtivo investindo em ficção curta, muitas das quais vistas nas coletâneas Luar de vampiros (2003), Vampiros no espelho & Outros seres obscuros (2004) e A dama morcega (2006), a escritora paulista Giulia Moon está agora devotada aos romances, especialmente à série Kaori, iniciada em 2009 com o romance Perfume de vampira, seguido de Coração de vampira em 2011, ambos publicados pela Giz Editorial e bem recebidos pelos leitores.Como a protagonista tem centenas de anos de idade, as histórias se espalham em diversos períodos históricos, não necessariamente lineares. Tanto que este novo título está situado entre os dois romances anteriores, unindo duas tragédias naturais que assolaram o Japão, os terremotos de 2011 e de 1782, quando Kaori conheceu Migite-no-Kitarô, o lendário samurai sem braço, e sua companheira Omitsu, a mulher-raposa. Diz o relise: "O objetivo do trio é exterminar um terrível monstro devorador de almas, mas essa missão os levará ao mais arriscado dos confrontos: o desafio de enfrentar a si mesmo, às próprias fraquezas e arrependimentos, numa luta de vida ou morte!"
A história não exige a leitura prévia dos demais volumes para ser compreendida e traz uma bem vinda novidade: dezoito ótimas ilustrações da própria autora, que assina também a capa da edição.
Outra particularidade é a decisão da autora em transferir 2% dos lucros obtidos com a primeira tiragem de Kaori e o samurai sem braço à entidades assistenciais para auxiliar as vítimas de catástrofes naturais, como os ocorridos no Japão em 2011.
O livro será lançado durante a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 18 de agosto às 18 horas, no estande da Giz Editorial, M-79.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Maquetes e Miniaturas
Como, desde criança, sou entusiasta do maquetismo, chamou muito a minha atenção o livro Maquetes e miniaturas: Técnicas de montagem passo-a-passo, de Regina Mazzocato Nacca, publicado pela editora Giz em 2007, uma edição rara pois há pouquíssima literatura a respeito publicada no Brasil. A maior parte dos livros sérios sobre o assunto, em língua portuguesa, são publicações lusitanas. Ainda mais porque, por aqui, o assunto é geralmente tratado como curiosidade, embora tenha função extremamente técnica no ramo da arquitetura, sendo especialmente importante na área comercial.
Agora, a autora volta ao tema com um novo título. Trata-se de Maquetes e miniaturas: Monte sua minicidade, com uma proposta diferenciada em relação ao primeiro volume da coleção. Desta vez, Regina propõe atividades lúdicas e educativas dirigidas a professores e estudantes do ensino fundamental, aproveitando material descartável como caixas de papelão e embalagens em geral, além do papel, isopor e outros materiais, para construir edifícios, veículos, figuras humanas, ruas, vegetação e outros elementos urbanos.O volume foi lançado na 22ª Bienal do Livro de São Paulo e também é publicação da Editora Giz. Mais informações sobre o trabalho de Regina podem ser obtidas no saite da autora, aqui.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Três da Giz
Conheci o editor da Giz, Ednei Procópio, no inicio de 2007, quando estava em busca de um editor para o Anuário. Indicado por um amigo em comum, estive no escritório da Giz no centro da São Paulo, acompanhado por Marcello Simão Branco, meu colega na autoria do Anuário.Não fechamos com a editora e a edição 2006 do Anuário ainda saiu de forma amadora, mas foi bom ver o quanto a Giz estava se esforçando por colocar no mercado um bom catálogo de ficção fantástica. Desde então, tenho visto Procópio em diversos noticiários culturais na televisão, geralmente falando sobre a edição de livros eletrônicos. A editora diversificou o catálogo e não publicou muitos títulos do gênero nesse período. Mas a coisa pode mudar agora. A Giz anunciou o lançamento simultâneo de três títulos de FC&F neste início de 2012, que já estão em pré-venda.
A escritora Georgette Silen é autores de dois deles: Fábulas ao anoitecer é uma coletânea de 160 páginas, com diversos contos em gêneros variados. Diz o relise: "Terror, amor, magia, criaturas fantásticas como fadas, bruxos, dragões, elfos, e até ficção científica surgem de suas páginas. Mitologia e lendas folclóricas mundiais são revisitadas e conduzem o leitor pelo maravilhoso mundo da Literatura Fantástica Brasileira".
Já As crônicas de Kira é um romance de fantasia heróica, tem 152 páginas e é dirigida ao público juvenil. O texto de divulgação diz: "Kira, a Princesa de Hisipan, terra de fabulosas mulheres guerreiras, parte em uma jornada heróica por reinos distantes, à procura de um artefato mágico. Uma narrativa épica, repleta de reviravoltas e personagens complexos, guerreiros, batalhas espetaculares em terra e mar, criaturas fantásticas, monstros saídos de histórias de terror, belas mulheres e feiticeiros sinistros, que irá hipnotizá-lo do início ao fim".
Fecha o conjunto o romance juvenil O despertar das tatuagens, de Regina Drummond e Rosana Rios, que a editora apresenta da seguinte forma: "Uma profecia pode levar a salvação para o continente devastado. Mas pode também atrair criaturas perigosas: as Sombras, que se alimentam das fraquezas humanas, encontram o campo livre para agir. Entre duas realidades cheias de desafios, Raiziar, o herdeiro da Grande Mãe, luta pelo despertar das nove tatuagens que traz no corpo. Só elas poderão ajudá-lo a encontrar o objeto capaz de devolver força e poder aos seus ancestrais".
A previsão de lançamento é dia 15 de março, e quem comprar um exemplar durante a pré-venda, vai ganhar um brinde surpresa. Mais informações diretamente no saite da Editora Giz.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Kaori 2

Depois do bom desempenho do romance anterior, a escritora paulista Giulia Moon lança, na Bienal do Rio no próximo dia 10 de setembro às 16h, Kaori 2: Coração de vampira, segundo volume da série com a vampira japonesa Kaori, novamente pela editora Giz.
Desta vez circulando em paisagens cariocas, a história ainda envereda por um apocalipse zumbi nas ruas de Sampa. Diz o relise: "Praia de Copacabana, Rio. Uma bela garota oriental passeia pelo calçadão. Seus olhos oblíquos seguem alguém: Yoshi, um garoto de programa meio-brasileiro e meio-japonês, com um raro talento para sedução. Ferida por um amor trágico do passado, Kaori enfrenta um dilema: dar vazão ao seu desejo pelo mestiço ou manter-se protegida, salvaguardando o seu coração?
Enquanto isso, o mundo sofre a ameaça de uma praga virulenta. Mortos-vivos, ogros, demônios e criaturas fabulosas começam a enlouquecer. Em São Paulo, os especialistas do IBEFF entram em ação para controlar o surto. E Kaori será envolvida, a contragosto, em mais um perigoso confronto com a sua arqui-inimiga, Missora, uma cruel cortesã do Japão feudal".
O romance terá também um lançamento em São Paulo, no dia 22 de setembro, às 19h, na Livraria Martins Fontes Paulista (Av. Paulista, 509). Uma pequena amostra do que espera os leitores nas páginas de Kaori 2 pode ser lida aqui.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Relações de sangue
Uma coisa que me chateia é a falta de interesse pela história da FC&F no Brasil, especialmente pela produção nacional. Muitos livros ótimos, fundamentais para se entender a FC&F brasileira, estão esgotados há décadas e não há uma só editora que se interesse em trazê-los de volta as livrarias. A ampla maioria dos livros de FC&F um dia publicados estão esgotados e só podem ser achados nos sebos, com alguma sorte. São raros os casos de livros de FC&F de autores brasileiros que tiveram relançamentos. Mas, aparentemente, isso está mudando.

Relações de sangue, de Martha Argel, romance originalmente publicado em 2002 pela editora Novo Século, sai agora pela caprichosa Editora Giz, um autêntico relançamento.
Diz a sinopse distribuída pela editora: "Maria Clara Baumgarten levava uma vida bem normal, até conhecer a vampira Lucila, cujos olhos castanhos grandes e inocentes enganariam até o mais desconfiado dos humanos, quanto mais a pobre Clarinha. Um vampiro traz o outro, e logo ela está às voltas com Daniel, um inescrupuloso vampiro de programa. Moreno, alto, bonito e sensual, ele precisa da ajuda das humana e da vampira para encontrar o assassino em série que está atacando suas “clientes”. Mas... e se o assassino encontrar Clara primeiro?"
Martha Argel é uma escritora revelada na ficção científica que, um certo dia, percebeu que gostava mesmo era de escrever sobre vampiros e este foi seu primeiro romance no gênero. Desde então, Martha construiu uma boa reputação entre os fãs dos sugadores e escreveu outros livros muito bons, como o excelente O vampiro da Mata Atlântica, publicado em 2009 pela editora Idea.
Quem quiser conhecer o trabalho de Marta e bater um papo pessoalmente com ela, a Giz informa que a escritora estará autografando seu novo livro no estande da editora na 21ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 13 de agosto às 19 horas e no dia 21 de agosto, às 16 horas.
Parabéns a Editora Giz pela iniciativa. Tomara que a moda pegue e, em breve, tenhamos muitos outros títulos esgotados de volta às livrarias.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Prefácio para Farei meu destino, de Miguel Carqueija
A comunidade de autores de ficção científica no Brasil não tem o
costume de privilegiar a produção de histórias do gênero para os leitores jovens. Há um interesse predominante por se produzir para adultos, histórias violentas e repletas de referências que só um leitor com mais de 30 anos poderia perceber. Os enredos são herméticos, muitas vezes inseridos em séries cujos episódios anteriores são propriedade quase que exclusiva de grupos de interesse muito restritos.
Os editores também têm um comportamento elitista em relação ao que publicam quando se trata de ficção científica. Procuram por autores cultuados, com fama de pós-modernos, distantes do interesse e do alcance dos leitores jovens. Publicam pouco e mal, com tiragens pequenas, preço de capa altíssimo e distribuição tão deficiente que mal chega aos fãs mais ardorosos do gênero. É claro que esse tipo de política comercial também não colabora para que as histórias do gênero sejam acessíveis aos leitores que estão sendo apresentados à literatura.
Décadas dessa atitude criaram um mercado com um grande lapso de oferta de literatura de antecipação para jovens, que passaram a consumir ficção científica exclusivamente em outras mídias, principalmente a televisão e o cinema que, com filmes altamente digestivos, são um prato atraente para as mentes jovens famintas por aventuras fantásticas.
É aqui que se insere a obra do escritor carioca Miguel Carqueija, autor de ficção científica que, apesar de ter neste volume seu primeiro romance publicado profissionalmente, é veterano no gênero dentro do ambiente dos fãs de ficção científica – o conhecido fandom –, publicando em fanzines e revistas eletrônicas.
Miguel Carqueija está envolvido com a arte de escrever ficção fantástica desde os primeiros momentos do fandom, mais exatamente desde 1983, quando surgiu o já extinto fanzine Antares, editado em Porto Alegre pelo Clube de Ficção Científica Antares. Nesse e nos fanzines que vieram depois, tais como Megalon, Somnium, Juvenatrix, Notícias do Fim do Nada e outros, publicou uma enorme quantidade de trabalhos, principalmente ficção curta, mas também uma e outra novela, sempre de forma amadora e de distribuição restrita.
Como editor amador, apoiei o trabalho de Miguel Carqueija exatamente porque percebi nele essa dedicação aos leitores jovens. Além de vários contos publicados no meu fanzine Hiperespaço, publiquei três livrinhos de bolso com suas novelas de ficção científica: A âncora dos argonautas (1999), A Esfinge Negra (2003) e As luzes de Alice (2004), todas editadas pelo selo Hiperespaço. Recentemente, Carqueija teve publicada a novela O fantasma do apito (2007) pela Coleção Scarium Fantástica.
Mas Carqueija não passou todo esse tempo sem publicar profissionalmente. Participou da importante antologia Dinossauria Tropicália (GRD, 1994) e publicou em revistas como HorrorShow (Escala), Dragão Brasil (Trama), Magazine Perry Rhodan (SSPG) etc. Também é autor cativo nos luxuosos livros Banco de Talentos publicados pelo Banco do Brasil. O conto "O tesouro de Dona Mirtes", publicado num desses livros, chegou a ser transformado em curta-metragem.
Invariavelmente, Carqueija busca escrever histórias construtivas, que enalteçam qualidades humanas como a amizade, a honra, a compaixão e a esperança. Aprecia trabalhar com personagens com senso de humor e também faz lá suas referências, mas elas são geralmente de natureza infanto-juvenil, parte do universo de identidade dos leitores jovens.
Assim, Carqueija tem ultimamente buscado nos mangás e animês, produtos japoneses de grande aceitação entre os jovens de hoje, inspiração para seus trabalhos mais recentes. Este é o caso do romance agora publicado pela Giz Editorial, Farei meu destino, uma história de ação com a doçura comumente encontrada nas narrativas orientais. Segue também o urdume comum a essas histórias, reunindo um grupo de jovens que tem a missão de salvar uns aos outros de um mal aparentemente invencível.
Quando fiz a primeira leitura desse trabalho, sugeri ao autor alternativas para o destino dos jovens protagonistas, algumas das quais um tanto sinistras. É claro que, em sua sensibilidade autoral, Carqueija as rejeitou em função de uma solução mais adequada ao tipo de leitor que ele busca. E, sendo assim, aceito de muito boa vontade essas soluções.
A publicação de Farei meu destino é uma rara iniciativa da literatura de ficção científica brasileira em fazer ela mesma alguma coisa pragmática pela verdadeira renovação do corpo de leitores do gênero.
Farei meu destino não é um romance para adultos. Pelo menos não para aquele tipo de adulto que se esqueceu de que também é muito bom para a ficção científica ser positiva e construtiva, só para variar.
Farei meu destino foi publicado em 2008 pela Giz Editorial.
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