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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Full Moon

Miguel Carqueija disponibilizou um guia para os sete volumes da série fantasia em quadrinhos Full Moon, criada por Arina Tanemura, originalmente publicada no Japão em 2001 e traduzida no Brasil em 2009 pela editora JBC.
Conta a história da menina orfã Mitsuki Koyama, que está com os dias contados por causa de um câncer na garganta. Essa proximidade com a morte lhe dá a habilidade de conversar com gênios sobrenaturais – shirigamis, no folclore japonês – que resolvem ajudá-la a realizar o sonho de ser cantora antes da data fatídica.
O arquivo, em forma de texto, está disponível para download gratuito aqui.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Lovecraft em quadrinhos

H. P. Lovecraft (1890-1937) tornou-se, ao longo dos últimos trinta anos, um dos autores literários mais adaptados para os quadrinhos, concorrendo em prestígio com Egar Allan Poe e Ray Bradbury.
O cão de caça e outras histórias, publicação de 176 páginas em intenso preto e branco, pode ser encontrada agora nas bancas sob edição da JBC, com ótimas adaptações de três histórias clássicas do mestre do horror, com roteiro e desenhos do mangaka Gou Tanabe.
Em "O templo" ("The temple"), num raro cenário de guerra na obra de Lovecraft, o último sobrevivente a bordo de um submarino alemão naufragado se vê diante dos portões e escadarias de uma cidade perdida nas profundezas do mar. "O cão de caça" ("The hound", também traduzido no Brasil como "O sabujo"), conta a história de dois amigos em busca de emoções bizarras que, ao encontrar um raro artefato numa sepultura, são amaldiçoados para sempre. "A cidade sem nome"  ("The nameless city") fecha a edição, com o relato de um explorador que encontra sob as areias do deserto uma necrópole com túmulos de uma antiga civilização, que ainda mantém em seu interior segredos terríveis.
Tanabe, que tem em seu currículo as séries Kasane, Mr. Nobody e The outsider, é senhor de um traço acadêmico realista que combina perfeitamente com o estilo das histórias tenebrosas de Lovecraft, em nada lembrando as caricaturas dos mangás mais populares.
Há notícias que Tanabe está produzindo uma adaptação da novela "Uma cor caída do céu" ("The colour out of space"), uma das mais aterrorizantes histórias de Lovecraft. Tomara que a JBC traga ao Brasil este e outros trabalhos do artista no futuro.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quadrinhos de fc&f com força total

Enquanto os quadrinhos brasileiros lutam para sobreviver as custas de financiamentos coletivos e verbas públicas, as bancas e gibiterias têm sido recheadas com lançamentos de diversos títulos de quadrinhos estrangeiros de todos os tipos, e parece haver um interesse especial dos editores pela ficção científica e fantasia. Além dos títulos em publicação já comentados aqui, como Juiz Dredd, X-O Manowar (que se desdobrou na revista Valliant), The walking dead e o mangá Ataque dos titãs, estão chegando vários novos títulos de interesse aos fãs do gênero.
Entre os mais esperados está o mangá Pretty guardian Sailor Moon, de Naoko Takeuchi, pela JBC, com a versão em quadrinhos de um dos maiores clássicos do anime que, curiosamente, continuava inédita no Brasil. Talvez tenha sido a proximidade do lançamento de um novo filme para o cinema que animou a publicação, embora isso seja um tanto incomum. Afinal, outros mangás importantes tiveram filmes recentes e seguem inéditos em português.
Saillor Moon fez grande sucesso no Japão e várias temporadas do anime foram exibidas no Brasil nos anos 1990. Conta a história de uma estudante secundária intelectualmente prejudicada, cujo grande coração é sua maior qualidade. Herdeira de uma tradição mística, a menina é auxiliada por um gato falante e um grupo de amigas na luta contra o mal milenar que destruiu o mítico Reino da Lua.
Também dos mangás vem Soel & Larg: As aventuras de Mokona Modoki, do estúdio Clamp, pela
editora New Pop. Clamp é um dos mas bem sucedidos estúdios de quadrinhos do Japão, responsável por sucessos como As guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Card Captor, entre outros. Os dois curiosos bichinhos protagonistas da história são uma assinatura do estúdio, presentes em várias de suas produções, que aqui ganham uma aventura solo num álbum de 220 páginas em cores, que dialoga com as muitas histórias em que já participaram, algo que os fãs do Clamp certamente vão amar.

Da Europa vem Aâma: O cheiro da poeira quente, de Frederik Peeters, pela Nemo. Primeiro de uma série de álbuns três números já publicados, conta a história de um homem amnésico perdido num planeta alienígena que tem num diário e na companhia de um gorila robô, as pistas para desvendar seu passado misterioso.
Para fechar esta seleção, a editora HQM anunciou que também vai distribuir nas bancas o coletivo periódico Dark Horse apresenta, com uma seleção de personagens dessa editora americana que tem nos quadrinhos cult uma especialidade.
A edição de estreia traz histórias de Concreto e Xerxes, uma estrevista com Frank Miller e arte de muita gente boa, como se pode ver pelas chamadas da capa. A revista tem 84 páginas e já está disponível em algumas lojas especializadas – embora ainda não apareça no site oficial da HQM. Certamente ocupará o vácuo deixado pelo recente cancelamento da série Vertigo, da Panini, e deve disputar leitores com a já citada Juiz Dredd, também da HQM.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Diário do futuro

Chegou às bancas de revistas Mirai Nikki, primeiro volume da novela em quadrinhos Diário do futuro, do premiado autor japonês Sakae Esuno.
Publicada originalmente em 2006, a série de 12 volumes conta a história de um jovem tímido que mantém um diário pessoal em seu celular. Certo dia, ele descobre ali textos que ainda não escreveu, que revelam não apenas os fatos por vir, mas também sua própria morte. Para sobreviver, ele terá que disputar uma espécie de jogo com outros onze autores de diários na mesma situação, sendo cada edição dedicada a um dos seus adversários. Diário do futuro 1: Mirai Nikki é uma publicação da Editora JBC e custa R$13,90.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ga-Rei: edição final

Há algumas semanas, o escritor Miguel Carqueija remeteu o volume 12 do mangá Ga-Rei – último da série publicada integralmente no Brasil pela Editora JBC –, com o pedido que eu o resenhasse neste blogue. Entusiasta dos mangás shojo, ou seja, histórias em quadrinhos dirigidas às leitoras adolescentes, Carqueija elogiou várias vezes as sutilezas de enredo, personagens e arte desse trabalho, assinado por Hajime Segawa, originalmente publicado a partir de 2005 na revista Shonen Ace, da editora japonesa Kadokawa Shoten, com grande sucesso.
Alguns dos conceitos básicos da obra eu só soube através do próprio Carqueija, pois a única parte que efetivamente li dessa hq foi mesmo a edição final, em que a história se encerra num clímax catastrófico que envolve todo o planeta. Explico: Ga-Rei fala sobre a relação entre duas garotas, Tsuchimiya Kagura e Isayama Yomi, irmãs de criação e estudantes de uma escola de magia, mais ou menos ao estilo de Harry Potter. Durante a história, Kagura e Yomi vão desenvolvendo seus poderes, que acabam por se revelar faces antagônicas de uma mesma energia que, desequilibrada pelos sofrimentos das meninas, pode levar o mundo à destruição total.
Pela leitura de seu final, Ga-Rei parece resumir-se fundamentalmente a essas duas personagens. Os demais são meros coadjuvantes, que se esforçam por ajudar, mas mal conseguem sobreviver em meio às forças avassaladoras liberadas pelas garotas.
Sempre impressiona a facilidade como os autores dos mangás conseguem evocar forças apocalípticas que estremecem as bases da realidade cósmica, e Ga-Rei não é diferente. Aqueles que apreciam esse tipo de narrativa vão certamente se deliciar com as cenas de destruição em massa explicitadas pela arte de Segawa. Contudo, a recorrência desse recurso já não surpreende mais. Histórias clássicas como Akira e A morte do demônio foram bem mais fundo e mais longe no processo, da mesma forma que o embate entre dois pólos opostos e igualmente poderosos já foi melhor explorado em histórias como Death Note e Blood Plus, por exemplo.
O que chama a atenção em Ga-Rei é a fauna de seres mágicos curiosíssimos, que perecem ter mais a oferecer do que o pouco que pode ser visto no volume final, bem como as gigantescas manifestações do "Miasma da Naraku", um tipo de energia da natureza que toma formas diversas conforme a região, como, por exemplo, um guerreiro de três faces e seis braços em Tokio, um Ganexa obeso na Índia e uma deformada Estátua da Liberdade em Washington, entre outros.
A princípio, a história parece sugerir ao leitor ocidental que Kagura seja um tipo de redentora da humanidade, uma alegoria das tradições judaico-cristãs, mas o desfecho revela que não se trata absolutamente disso, mas sim de uma releitura da própria filosofia oriental, na qual não falta inclusive o recorrente símbolo do yin-yang, na forma de duas raposas entrelaçadas, uma negra e outra branca que, por sua vez, remete a outra recorrente figura japonesa, a mítica raposa de nove caudas.
Ga-Rei esforça-se em estabelecer o conceito de que não há um Deus no controle das coisas e que a vida é apenas uma concessão da natureza e, se não estiver equilibrada, pode levar o mundo à catástrofe. Também acena com a ideia de que a decisão e empenho de um único indivíduo pode fazer a diferença nos momentos de exceção. Ainda que se reconheça a dedicação de Segawa em evocar valores morais como amizade, candura e fidelidade, Ga-Rei é uma história de pretenções doutrinárias, ainda que bastante diluídas em um cenário de fantasia, ação e aventura, o que não deixa de ser uma característica dos mangás de forma geral. O sucesso dessa arte entre os jovens brasileiros ansiosos por acreditar em alguma coisa, deve ter muito a ver com isso.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Evangelion restarted

A franquia japonesa Neon Genesis Evangelion demonstra ter ainda muita força comercial, mesmo do outro lado do mundo. A editora JBC, especializada na publicação de história em quadrinhos de origem nipônica, acabou de relançar o seriado, parcialmente publicado pela Conrad. A JBC já havia distribuído quatro números complementares a coleção da Conrad, e optou por reiniciar do primeiro número, reunindo em cada edição o material que antes era apresentado em duas. Dessa forma, anima os velhos colecionadores a atualizarem suas coleções, que agora vai obedecer o mesmo padrão da edição original, bem como os novos leitores que não tinham acesso ao material publicado há dez anos (o primeiro número da Conrad foi publicado em 2001).
De autoria de Yoshiyuki Sadamoto e originalmente lançada na televisão como uma série de desenhos animados  produzida pelo respeitado Estúdio Gainax, Neon Genesis Evangelion merece toda essa atenção. Trata-se de uma das melhores histórias em quadrinhos já realizadas e mesmo quem viu o enigmático seriado na TV e os diversos longa metragens complementares, encontrará nos quadrinhos um outro viés de abordagem.
O enredo conta o drama do adolescente Shinji Ikari, que cresceu sem a presença dos pais e demonstra grandes dificuldades de relacionamento. Dotado de habilidades especiais, Shinji é uma das poucas pessoas no mundo qualificadas para pilotar o EVA, robô de combate desenvolvido especialmente para enfrentar os anjos, entidades alienígenas poderosas que atacam a Terra, que já se encontra bastante devastada. A origem dos anjos e o motivo dos ataques são um mistério, embora se perceba que algumas pessoas sabem muito mais do que dizem, incluindo o pai de Shinji, Gendo Ikari, impiedoso comandante da NERV, complexo tecnológico que dá suporte à tecnologia EVA. De combate em combate, Shinji tem de enfrentar não somente os misteriosos anjos, mas também a competitividade de seus colegas, a insensibilidade de seu pai e suas próprias inseguranças emocionais.
O prestígio de Evangelion é tanto que Sadamoto se dá o luxo de fazer apenas umas poucas dezenas de páginas por ano, sem estar submetido à enorme pressão editorial que a maioria dos mangakás sofre no Japão. Evangelion é uma verdadeira franquia e movimenta muito dinheiro, dispondo inclusive de um parque temático no Japão e uma bem sucedida linha de produtos licenciados.
Neon Genesis Evangelion terá periodicidade mensal e custa apenas R4$10,90. Nada mal para um clássico da FC.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Evangelion

Costumo ser um visitante atento das bancas de revistas e, geralmente, não perco as boas novidades, mas esta chegou tão discretamente que só me dei conta há poucos dias.
A editora JBC, uma das remanescentes no ramo do mangá no Brasil, arrematou a série de ficção científica Neon Genesis Evangelion do "espólio" da Conrad e avançou mais duas edições na coleção. Os números 21 e 22, que dão sequência a esta empolgante aventura, já estão disponíveis nos pontos de venda.
"Já" é modo de dizer, porque a revista ficou suspensa por anos, por conta da lentidão de sua produção original no Japão e pela crise que se abateu sobre a Conrad, que foi enfim vendida e retoma lentamente o seu catálogo. A Conrad também deixou inacabada as séries Delivery service of corpse e Nausicaa; esta, aparentemente, será continuada em breve pela própria Conrad.

A história dos novos volumes de Evangelion conta do confronto de Shinji Ikari e o último anjo que vem a Terra e dos mistérios que envolvem o projeto Nerv. A série em quadrinhos segue um roteiro diferente dos desenhos animados, que tem um final enigmático e inconclusivo.
Evangelion, escrita por Yoshiyuki Sadamoto, é considerada por muita gente boa como uma das melhores novelas de ficção científica já escritas - inclusive na literatura. Portanto, vale a pena acompanhar a sua definição.