sábado, 2 de maio de 2026

Juvenatrix 282

Está disponível a edição de maio do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em quinze páginas, traz um conto do escritor polonês Krzysztof Dabrowski, uma história em quadrinhos de Beralto e resenhas aos filmes de cinema de O castelo maldito (1963), The wizard of Mars (1965), O monstro sinistro (1942), Voltou dentre os mortos (1957) e A máquina do tempo (1960), todas assinadas por Rosatti.
A edição é completada com notícias e divulgação de livros e publicações alternativas, e de bandas de metal extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Pré-lançamento: Terra à deriva: Contos, Cixin Liu

Depos de se tornar best-seller com a trilogia O problema dos três corpos, Cixin Liu chega agora com a coletânea Terra à deriva: Contos (流浪地球 - Liúlàng dìqiú), que traz dez exemplos da ficção curta deste premiado autor chinês de ficção científica, com publicação do selo Suma da Editora Companhia das Letras. 
O título principal não é de todo desconhecido, pois o conto que dá nome a coletânea foi adaptado para o cinema em 2019 pelo cineasta chinês Frant Gwo, e está disponível no Brasil nos serviços de streaming.
Diz o texto de apresentação: "Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia ― e ponto de partida de 'Terra à deriva', conto que abre este volume ― é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a 'apenas' 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo. Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em 'Montanha', uma nave alienígena de 'massa equivalente à da Lua', suga o mar com sua força gravitacional, na 'cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade'. Já 'Sol da China' narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, 'o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde', criado para controlar o clima planetário."
Terra à deriva tem 360 páginas, tradução de Leonardo Alves e está em pré-venda no saite da editora, aqui, com data de lançamento agendada para 23 de junho de 2026.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Lançamento: A Granja Branca, Clemente Palma

A Sociedade das Relíquias Literárias - SRL é um projeto da Editora Wish para viabilizar a tradução e publicação em ebook de textos raros de ficção fantástica internacional, resgatando assim obras desconhecidas de autores em domínio público, quase sempre inéditas em português. Uma assinatura mensal dá ao apoiador o direito de um novo ebook a cada mês, entre outras recompensas aditivas. Em 2026, a editora promete uma seleção de histórias raras escritas fora do eixo EUA e Inglaterra.
A relíquia abril é a novela de fantasia A Granja Branca (La Granja Blanca), do escritor peruano Clemente Palma (1872-1946), publicado originalmente em 1904.
Diz a sinopse: "Em uma propriedade isolada no coração de um bosque esquecido, um jovem decide construir sua felicidade ao lado da mulher que ama desde a infância. Cordélia, uma figura etérea, cuja beleza parece carregar um presságio sombrio, é tudo o que ele sempre sonhou. Entre reflexões filosóficas sobre a natureza da realidade e um amor intenso que beira a obsessão, a vida na Granja Branca se transforma em um cenário onde o tempo, a morte e a própria existência parecem se dissolver."
A Granja Branca ocupa o número 73 da coleção SRL; tem 85 páginas, tradução de Débora Zacharias e traz ainda uma biografia do autor. A capa tem uma ilustração de Babadorky. 
Para fazer parte da Sociedade, basta formalizar o apoio na página do projeto, aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Em campanha: Os desígnios do artífice, Tchelo Andrade

Depois de formar um catálogo voltado à literatura weird, a Editora Clock Tower propõe agora uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação de um romance contemporâneo de autor brasileiro. Trata-se de Os desígnios do artífice, thriller de ação e conspirações sobrenaturais do escritor e roteirista Tchelo Andrade.
Diz o texto de apresentação: "Uma organização secreta surgiu em meio à violência do Brasil. Conhecida pelo nome de Clube, ela celebra e gamifica os crimes violentos que acontecem no país por meio de um aplicativo para celular, criando uma comunidade com os mais perigosos criminosos para protegê-los e premiá-los por seus crimes. A infraestrutura do Clube alcança múltiplos espaços, corrompendo inclusive instituições governamentais que deveriam zelar pela sociedade. Tite Alves é um jovem artista amador que sonha em perpetuar sua arte. A vida do rapaz muda drasticamente após ser duramente atingido pelas atividades do Clube. Em meio a esse infortúnio, Tite conhece o enigmático artesão Pompeu Belém, que apresenta ao jovem uma maneira efetiva de lutar contra as forças do Clube por meio da arte. Agora, para impedir que essa perigosa organização se espalhe pelo país, Tite precisa se dedicar a aprender a misteriosa forma de arte que Pompeu domina, recrutar aliados para sua causa e desbravar lugares inimagináveis de um Brasil secreto.
A campanha receberá apoios aqui até o dia 30 de maio, com desconto para os primeiros apoiadores.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Lançamento: Cemitério no seio do mar, Úrsula Antunes

"Monstros marítimos, crimes mal explicados, disputas territoriais e uma história fraturada. A Baía de Guanabara é um espaço rico não só como palco de acontecimentos da história oficial, mas com uma identidade própria que, aos poucos, foi sendo apagada pelas transformações geopolíticas. Mas o que suas ilhas escondem? As quatro histórias de Cemitério no seio do mar permitem que se dê a reconstrução das cicatrizes desse espaço pelas frestas do fantástico e do encantado."
Este é o texto de apresentação da coletânea de fantasia sonbria Cemitério no seio do mar, da escritora carioca Úrsula Antunes, recentemente publicado pelo selo Teju Jagua da editora Urutau. 
Esta é a segunda coletânea da autora, que em 2024 publicou Desilusão de ótica: Contos e aparições. Esta é a segunda coletânea da autora, que publicou Desilusão de ótica: Contos e aparições, também pela Urutau. Úsula Antunes foi agraciada em 2021 com prêmio Grand ABERST com o conto "Só o fogo purifica" (Brasil macabro, Diário Macabro).
Cemitério no seio do mar tem 68 páginas e pode ser adquirido no saite da editora, aqui.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Lançamento: Os clãs da lua Alfa, Philip K. Dick

O selo Suma, da editora Companhia das Letras, tem buscado na ficção do escritor americano Philip K. Dick (1928-1982) uma maneira de qualificar o selo com o aspecto "cult" que caracteriza a obra deste autor, muito conhecido por ter criado peças literárias que inspiraram uma razoável quantidade de filmes de cinema e séries de tv, a começar por Blade Runner, filme de 1982 dirigido por Ridley Scott. Depois de Espere agora pelo ano passado (2018), O tempo desconjuntado (2018) e O labirinto da morte (2023), vem se juntar a sua coleção Os clãs da lua Alfa (Clans of the alfane moon, originalmente publicado em 1964) . Contudo, PKD é conhecido do leitor brasileiro há muito tempo. O próprio Os clãs da lua Alfa teve uma edição em 1987, como número 41 da Coleção Mundos da FC da editora Francisco Alves.
Diz o texto de apresentação: "Durante anos, uma lua isolada no sistema Alfa serviu como hospital psiquiátrico da Terra. Após uma guerra entre terrestres e alfanos, os pacientes ali internados são abandonados à própria sorte. Com o tempo, organizam-se em clãs, cada qual orientado por um transtorno mental específico, criando uma sociedade regida por regras próprias, em equilíbrio sempre precário. Duas décadas depois, a Terra decide retomar o controle da lua. Depressivos, esquizofrênicos, paranoicos e maníacos, que convivem em relações delicadas e frequentemente conflituosas, unem-se para resistir ao que percebem como uma tentativa inaceitável de submissão. Paralelamente, na Terra, acompanhamos a trajetória de Chuck Rittersdorf, funcionário da CIA cuja vida pessoal entra em colapso após a separação de Mary, psicóloga especialista em aconselhamento conjugal. Quando Mary se torna peça central da expedição à lua Alfa, Chuck vê uma oportunidade de se vingar."
O volume tem 264 páginas, tradução de Braulio Tavares e pode ser adquirido no saite da editora, aqui.

sábado, 25 de abril de 2026

SUBlinha: Quadrinhos Poético-Filosóficos, Beralto

​Nos anos 1990, no auge da edição alternativa de quadrinhos, os chamados fanzines enveredaram por conceitos estéticos variados, que nunca teriam espaço no mercado formal. O mais expressivo deles foi o chamado Quadrinho Filosófico, que vinha da prática artística de quadrinhistas vinculados à pesquisa acadêmica, como Flávio Calazans, Gazy Andraus, Henry Jaepelt e Edgar Franco, entre outros, todos estes ainda em atividade. É nesse ambiente em que também se insere o trabalho do ilustrador e editor Alberto Carlos Paula de Souza, o Beralto, que lançou, há poucas semanas, a coletânea SUBlinha: Quadrinhos Poético-Filosóficos Sci-Fi, com quinze hqs autorais recentes, com um traço amadurecido e o mesmo espírito independente que caracterizou seu trabalho como fanzineiro, duas vezes agraciado com o Ângelo Agostini.
Diz o texto da contracapa: "SUBlinha é apresentado como um vórtice impresso e uma 'viagem de ácido existencial' que subverte a linha que separa  real do possível. A publicação, definida pelo autor como 'albumzine', abriga histórias em quadrinhos de gênero poético-filosófico sci-fi, em que a filosofia se manifesta através de ciborgues e futuros distópicos que questionam a ética  e a alma."
Diz ainda Beralto: "Lançar SUBlinha não é apenas colocar um projeto em órbita; é o ato de disparar um vetor de consciência em direção ao vácuo. Assim como um foguete rompe a atmosfera, o traço único da SUBlinha rompe o silêncio do papel branco para explorar as fronteiras do que ainda não foi dito. Não levamos satélites, levamos "Astromemórias". O que viaja no ventre desse foguete são os ecos do caos, as lições da extinção e a busca filosófica do Observador. A gravidade tenta nos segurar na margem do óbvio, mas a SUBlinha é a trajetória de fuga. Somos um único traço tentando contornar o desconhecido no escuro do universo."
A publicação tem 84 páginas, capas em cartão laminado, está disponível norformats A4 e A5, e pode ser adquirido diretamente com o artistas, pelo email beraltocartum@gmail.com ou no Instagram @beraltocartum.