segunda-feira, 18 de maio de 2026

Em campanha: O homem de palha

Um dos mais perturbadores filmes de horror já realizados, O homem de palha (The wicker man) foi resultado da associação criativa do diretor inglês Robin Hardy (1929-2016), do roteirista Anthony Shaffer, o chefe da British Lion, Peter Snell, e do icone do horror Christopher Lee. 
Lançado em 1973, a história é continuamente citada por diversos autores do gênero, que a homenageiam explícitamente sem o menor pudor. Não é para menos. O filme é uma joia, que continua a impressionar ainda hoje. 
Agora a editora O Grifo abriu uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação da novelização oficial do filme, inédita no Brasil, escrita pelo próprio Robin Hardy a partir do roteiro original de Anthony Sheffer, originalmente publicado em 1978, com elementos dramáticos adicionais que aprofundam a experiência do leitor.
Diz o texto de divulgação: "A trama gira em torno de Neil Howie, um sargento da polícia que é enviado ilha escocesa, em busca de Rowan Morrison, uma menina desaparecida que os habitantes afirmam nunca ter existido. Howie, um cristão devoto, fica horrorizado ao descobrir que os habitantes da ilha abandonaram o cristianismo e agora praticam uma antiga forma de paganismo."
O homem de palha terá acabamento de luxo, aproximadamente 256 páginas, tradução de L. F. Lunardello e pode ser apoiado aqui até o dia 31 de maio de 2026, com uma série de recompensas de interesse para os fãs.

sábado, 16 de maio de 2026

Em campanha: Natureza sintética, Rodrigo Ortiz Vinholo

"A guerra acabou, mas ninguém avisou as máquinas. Onde antes havia tropas humanas restaram apenas drones, máquinas de caça e fábricas automatizadas presas em um ciclo de destruição. Com o desaparecimento da humanidade, a diretriz de combate perdeu o sentido e deu lugar ao instinto de sobrevivência. A seleção artificial colidiu com a natural: fios, códigos e engrenagens evoluíram, dando origem a uma nova e letal fauna inorgânica."
Este é o texto de apresentação da novela de ficção científica Natureza sintética, do premiado escritor paulistano Rodrigo Ortiz Vinholo que está em campanha para viabilizar a sua publicação ainda em 2026. A novela se apresenta cna forma de um documentário ficcional sobre "as ruínas de um mundo onde a nossa herança tecnológica continua viva, mas não precisa mais de nós".
Vencedor de prêmios ABERST, HqMix e o Ecos da Literatura, Vinholo é autor de  Viagens oníricas (Fuinha), Compêndio poético da fauna sentimental humana (Gataria) e Na mansão morava uma mulher sem cabeça (Lendari). 
Natureza sintética terá cerca de 60 páginas, publicação da Editora Cyberus e pode ser apoiado aqui até o dia 30 de julho de 2026. 
Um trecho da novela está disponível para degustação.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Lançamento: O que podemos saber, Ian McEwan

"Em 2014, em um jantar de intelectuais, um poema supostamente brilhante é lido por Francis Blundy em homenagem à sua esposa. No entanto, nenhuma cópia do texto é encontrada, apesar de tudo no século xxi ser registrado digitalmente, de e-mails a mensagens instantâneas privadas -- um vasto material que apenas cem anos depois poderá ser acessado. Em 2119, em um mundo alagado e em vias de reconstrução sob um novo modelo, o professor Thomas Metcalfe segue obcecado por encontrar o poema. A jornada de Metcalfe nos leva a reconstruir a vida antes da tragédia global até a descoberta de segredos inconfessáveis. Afinal, o que pode a literatura e as artes diante do apocalipse iminente?"
Este é o texto de apresentação do metalinguístico O que podemos saber (What we can know), romance do inglês Ian McEwan, festejado escritor mainstream que flerta abertamente com a ficção fantástica, como pode ser confirmado neste e em diversos de seus romances anteriores, como A barata, Enclausurado e Máquinas como eu, todos já disponíveis em português.
O que podemos saber tem 384 páginas, tradução de Jorio Dauster e está disponível no saite da Editora Companhia das Letras, aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Lançamento: Meu I.A.I.A, meu ioiô!

No próximo dia 16 de maio, sábado, acontece a cerimônia de lançamento da antologia Meu I.A.I.A, meu ioiô!, organizada pelo artista transmídia Ciberpajé – assinatura artística do acadêmico Edgar Franco –, reunindo contos de ficção científica de dezenove autores brasileiros sobre o impacto das inteligências artificiais no ambiente artístico, inspirados em ilustrações geradas por IA. 
Diz o texto de apresentação da obra: "A antologia propõe uma experiência transmídia: ao final de cada conto, um QR Code leva o leitor a animações exclusivas, com música do projeto Nix’s Eyes e a voz do Ciberpajé recitando os prompts que originaram as imagens. Com ironia no título – inspirado no clássico da música popular brasileira "Fogo e paixão", de Wando –, a obra reflete sobre o maniqueísmo em torno das IAs e reafirma que os artistas trabalham com as ferramentas de seu tempo. Uma leitura instigante, crítica e experimental sobre arte, tecnologia e futuro."
Estão presentes na antologia os escritores ⁠Ademir Luiz, Carlos Holanda, Ciberpajé, Edgar Indalecio Smaniotto, Fábio Fernandes, Fabio Shiva, ⁠Francélia Pereira, Fredé CF, Gabriel Carneiro, ⁠Gazy Andraus, Gian Danton, Léo Pimentel Souto, Luiz Bras, Octavio Aragão, Orlando Mafra, Rafael Senra, Ricardo Celestino, ⁠Roberta Cirne e Teresa Yamashita. 
O evento de lançamento acontece das 17 às 20 horas no Canto Madureira (R. Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena, São Paulo), com a presença de diversos dos autores selecionados. 
Meu I.A.I.A, meu ioiô! tem 244 páginas e já está disponível no saite da Editora Sinete, aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Lançamento: Se não podemos viajar à velocidade da luz, Kim Choyeop

"Fenômeno da literatura coreana com milhares de cópias vendidas, Kim Choyeop une rigor científico e uma sensibilidade ímpar nesta coletânea premiada. Sete contos que exploram a solidão, o luto e a busca por conexão em um futuro tecnológico, dando voz aos marginalizados em uma jornada profunda sobre o que nos torna essencialmente humanos."
Este é o texto de apresentação de Se não podemos viajar na velocidade da luz (Uriga bichui sokdoro gal su eopdamyeon), coletânea de ficção científica da escritora coreana Kim Choyeop, um exemplo significatico do estado da arte do gênero na Coreia do Sul, uma vez que dois dos textos da seleta ganharam o Korean Science Literature Award.
Uma jovem que opta por esperar indefinidamente em uma estação espacial decadente, uma cientista que espera décadas por uma viagem impossível a mundos onde a memória é colecionável, pessoas que decidiram não retornar para casa, a misteriosa escolha de um piloto espacial, e a busca pela alma digitalizada de um parente querido, são lgumas das ideias desenvolvidas pela autora nos contos desta coletânea.
O volume tem 264 páginas, tradução de Juliane Ferreira da Silva Santos e está em pré-venda no saite da Editora Aleph, com data de lançamento prevista para 27 de maio de 2026.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Lançamento: Curto-circuito

Está disponível a antologia de ficção científica Curto-circuito, organizada pela escritora Lu Evans, reunindo autores do Brasil e de diversos outros países explorando as relações entre seres humanos e autômatos, antes da robótica moderna. 
Os textos publicados são de autoria de escritores clássicos e contemporâneos, como Mari Wolf (EUA), Naoki Sanjugo (Japão), Lie Yukou (China), Elizabeth W. Bellamy (EUA), Karl Hans Strobl (Áustria), Jerome Klapka Jerome (Inglaterra), Ambrose Gwinnett Bierce (EUA), e dos brasileiros Ney Alencar, Rodrigo Ortiz Vinholo, Simone S. Miranda, Carlos Relva, Romy Schinzare, Leon Nune, e da própria organizadora, que é brasileira mas mora nos EUA. A tradução dos textos estrangeiros provavelmente é da própria Lu Evans.
O volume tem 164 páginas e é uma publicação do selo Nebula, disponível em formato eletrônico aqui.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Lançamento: Os demônios, Joe Abercrombie

"A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo. É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente. A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado."
Este é o texto de apresentação do romance de horror Os demônios (The devils), do escritor inglês Joe Abercrombie, o mesmo autor da trilogia best seller de fantasia A primeira lei
Os demônios dialoga, de modo muito íntimo, com o clássico "For I am a jealous people", noveleta do escritor americano Lester del Rey, parte da coletânea Gods and Golens (publicada no Brasil em 1975 sob o título Sou um povo ciumento), na qual um sacerdote cristão se alia ao inferno para defender a humanidade do ataque de extermínio conduzido por Deus. 
Os demônios tem 616 páginas, tradução de Ulisses Teixeira, e capa belamente ilustrada por Wagner Willian. O livro se encontra em pré-venda no saite da Editora Aleph, com data de lançamento agendada para 23 junho 2026.