sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Em campanha: Os maiores sucessos, Harlan Ellison

Ainda que a ficção científica não goze de muito prestigio nas editoras brasileiras, alguns autores e autoras internacionais do gênero são muito publicados aqui. Até se convencionou dizer a sigla "ABC da FC" para se referir aos popularíssimos Isaac Asimov, Ray Bradbury e Arthur C. Clarke. Outros ganharam notoriedade mais recentemente, como Philip K. Dick e William Gibson. Seus livros são republicados seguidamente e sempre fazem parte das listas de compras de governos para as escolas.
Curioso é que, já em pleno século XXI, um autor do calibre do americano Harlan Ellison nunca tenha sido traduzido por aqui, a não ser por alguns contos publicados em antologias e periódicos. Esse fenômeno de esquecimento não é incomum na fc no Brasil, e é mais intenso quando se refere aos escritores locais, mas é fora da curva quando falamos de Ellison.
Isso porque Ellison é um dos grandes nomes da fc internacional, roteirista de sucesso em Hollywood, multipremiado com os mais importantes prêmios do gênero. Seu nome é conhecido por aqui devido ao espetacular episódio "O demônio da mão de vidro", do seriado de tv Quinta Dimensão, que chegou a ter uma grafic novel publicada em 1985. 
Finalmente, a Editora Diário Macabro lançou uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação da primeira coletânea de Ellison em língia portuguesa: Os maiores sucessos (Greatest hits), reunindo dezenove de seus contos e novelas mais expressivos com tradução integral de L. F. Lunardello.
Diz o texto de apresentação: "Organizado pelo grande escritor e criador J. Michael Straczynski, o volume funciona tanto como introdução à obra de Ellison quanto como panorama de sua evolução literária. Estão presentes alguns de seus trabalhos mais conhecidos (e premiados), entre eles “Arrependa-se, Harlequin! Disse o Homem Tique-Taque”, “Não tenho boca e preciso gritar”, “Jeffty tem 5 anos” e “O paladino da Hora Perdida”, junto de outros contos que revelam aspectos muito potentes de sua produção."
O volume terá 368 páginas e pode ser apoiado aqui até o dia 7 de novembro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Em campanha: Poemas do Mundo Encantado; Ruth Salles

"Poemas do Mundo Encantado traz histórias contadas em versos sobre príncipes, princesas, reis, rainhas, castelos, pastores, gigantes, elfos, fadas, bruxas, anões e outros seres mágicos que encantam as crianças. Nele, a poesia primorosa de Ruth Salles se completa com as lindas ilustrações em lápis de cor criadas com muito carinho e inspiração pela ilustradora e professora Laida Morena. Este é o segundo livro de uma coletânea da obra de Ruth Salles para crianças, que estamos publicando organizada por temas. A maior parte é de poemas dela, mas também inclui poemas traduzidos de poetas de outras nacionalidades, que ela selecionava e recriava poeticamente em português."
Este é o texto de apresentação da camapnha de financiamento direto do livro de fantasia Poemas do Mundo Encantado, da poetisa Ruth Salles (1928-2021), segundo de sete volumes de uma coleção dedicada ao centenário da autora, que se comemorará em 2028. O primeiro volume, As Quatro Árvores e outros poemas da Natureza, foi publicado em também em 2026, com ilustrações de Mônica Stein.
Poemas do Mundo Encantado tem 44 páginas, edição pelo Instituto Ruth Salles e pode ser apoiado aqui até o dia 13 de outubro. O primeiro volume pode ser adquirido em um pacote especial junto a este novo volume.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em campanha: Contos do fim do mundo, Mila Massuda & Emilio Garcia

Está em campanha de financiamento direto a coletânea Contos do fim do mundo, de autoria da bióloga Mila Massuda e do escritor Emilio Garcia, produzida pela Editora Bloco – fundada pelos autores – e pelo Estúdio INKO do quadrinhista Rapha Pinheiro, que assina as ilustrações e a capa da edição. O volume trará oito contos, cada um deles dedicado ao fim do mundo de alguém. 
Diz o texto de apresentação: "Contos do Fim do Mundo reúne histórias independentes que transitam entre ficção social, suspense e conflitos socioambientais. São histórias sobre desejo e frustração. Sobre aquilo que queremos ter, aquilo que nos ensinaram a querer e aquilo que aceitamos perder pelo caminho. Sobre amor, família, trabalho, desigualdade, medo, culpa, natureza e as pequenas crueldades que aprendemos a chamar de vida normal. Este não é um livro sobre o apocalipse. Ou talvez seja."
Contos do fim do mundo pode ser apoiado aqui até o dia 10 de outubro.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Em campanha: Otogizôshi, Osamu Dazai

"No Japão, durante séculos, histórias populares foram transmitidas de geração em geração: contos de animais astutos, pescadores que visitam reinos submarinos, pardais mágicos e encontros noturnos com demônios dançantes. Essas narrativas, conhecidas coletivamente como otogizōshi, formam um dos pilares da imaginação popular japonesa. Em 1945, enquanto o Japão vivia os últimos e mais devastadores meses da Segunda Guerra Mundial, o escritor Osamu Dazai (1909–1948) decidiu retornar a essas histórias antigas — não para repeti-las como eram conhecidas, mas para recontá-las com humor, ironia e uma profunda consciência da fragilidade humana. Em alguns momentos, o narrador conversa diretamente com o leitor; em outros, questiona as motivações dos personagens ou observa com humor ácido a moral das histórias. Assim, aquilo que antes era um simples conto popular transforma-se em uma narrativa complexa — cheia de ambiguidades, contradições e humanidade. O livro torna-se, assim, um encontro entre três tempos: o passado das narrativas folclóricas japonesas; o presente turbulento do Japão em guerra; e o olhar moderno de um dos grandes escritores do século XX."
Este é parte do longo texto de apresentação de Otogizôshi, do escritor japonês Osamu Dazai, considerado um dos escritores mais importantes da literatura japonesa do século XX. O volume terá cerca de 350 páginas e trará os contos "O velhinho do caroço", "Urashima Tarō", "O tanuki e o coelho" e "O pardal de língua cortada", além de notas explicativas e textos de contextualização. 
O livro está em campanha de financiamento direto pela Laboralivros pelo selo Urso, em edição bilíngue com tradução integral assinada por Victoria Toscani, e pode receber apoios até o dia 9 de outubro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Em campanha: Maramunhã – O espelho dos gigantes, Evaldo Vasconcelos & Malika Dahil

"Viaje no tempo e descubra jacarés colossais e preguiças-gigantes em um livro infantil fascinante sobre a Amazônia pré-histórica! Guiados pela sábia jabuti Iaretê e pela antiga tartaruga Metá, os pequenos leitores viajam no tempo por duas grandes eras, separadas por milhões de anos: o Tempo do Grande Lago (Mioceno), um imenso mar interno onde nadavam a tartaruga colossal Stupendemys e o poderoso jacaré Purussaurus. E a Era dos Rios e dos Humanos (Pleistoceno), o surgimento do rio Amazonas e a chegada dos primeiros humanos, que coexistiram com o mastodonte Stegomastodon waringi e a preguiça-gigante Eremotherium – que pode ter inspirado o mito do Mapinguari!"
Este é o texto de apresentação do livro infantil de fantasia e ficção científica Maramunhã: O espelho dos gigantes, escrito por Evaldo Vasconcelos e ilustrado por Malika Dahil, com consultoria científica do professor e arqueólogo Iberê Martins e apoio de divulgação do canal Zoomundo.
Trata-se de uma produção incomum com belíssimas ilustrações e que, ainda que traga o viés científico, trata a pré-história da América a partir de uma visão cheia de maravilhamento, com animais reais da megafauna e seres fantásticos da mitologia indígena. 
O volume tem 48 páginas, formato 20x20 cm, produção da Nona Arte e será publicado em edição impressa, PDF digital e teatro kamishibai. Como o projeto foi proposto no modelo "Tudo ou Nada", é necessário arrecadar a meta mínima para ser viabilizado e todo apoio é importante nesta fase da campanha; apoios podem ser efetuados na página do projeto, aqui, até o dia 7 de outubro. 

domingo, 20 de setembro de 2026

Lançamento: Eu, a necromante, André Vianco

"No litoral norte paulista, onde a Mata Atlântica sussurra sobre o mar, um domingo comum vira pesadelo. Riz, uma gerente de projetos anoréxica e refém de uma prima-chefe sem escrúpulos, recebe um chamado urgente: há um cadáver no porão. Na obra à beira-mar, conservado pelo salitre e pelo silêncio de décadas, o corpo espera. Ao vê-lo, algo se rompe dentro de Riz — uma fome antiga, visceral e incompreensível domina seus sentidos e turva sua sanidade. Os ossos falam. Os vagalumes pulsam. E aquela coisa morta parece ter esperado por ela. A ganância da prima pode calar a polícia, mas não pode calar os mortos. Entre visões que atravessam o sono e uma fome que cresce para além de qualquer razão, Riz descobre que foi escolhida — não encontrou o cadáver, foi encontrada por ele. Nessa jornada sombria e sem volta, ela ao menos tem a companhia de um rapaz com traços indígenas e cheiro de maré. Mas o destino é dela. Só dela."
Este é o texto de apresentação da série Eu, a necromante, folhetim de horror do escritor paulista André Vianco, autor bestseller que se notabilizou no gênero, com romances como Os sete e Bento.
Eu, a necromante está disponível unicamente em ebook, em três episódios: Os moradores, com 42 páginas, Ela estava aqui, com 74 páginas, e Mactare, com 43 páginas, com edição do próprio autor.

sábado, 19 de setembro de 2026

Na reta final: O ritual, Adam Nevill

"Quando quatro velhos amigos da universidade partem em uma trilha pela natureza selvagem escandinava, eles pretendiam escapar brevemente de seus problemas diários e se reconectarem. Mas à medida que Luke, o único solteiro e vivendo de forma precária, percebe que tem pouco em comum com seus amigos abastados, as tensões aumentam. Com pouca condição física e experiência entre eles, um atalho para facilitar a trilha se transforma em um cenário de pesadelo que pode custar suas vidas. Perdidos, famintos e cercados por florestas intocadas há milênios, Luke acha que as coisas não poderiam piorar. Mas então eles encontram uma antiga cabana. Artefatos antigos decoram as paredes e há ossos espalhados pelo piso seco. Resquícios de antigos rituais e sacrifícios pagãos por algo que ainda existe naquela floresta. Algo responsável pela presença bestial que acompanha cada passo do quarteto. E enquanto os quatro amigos buscam por uma saída daquela floresta, aprendem que a morte não vem fácil entre essas árvores antigas..."
Este é o texto de apresentação de O ritual, romance de horror do escritor inglês Adam Nevil, originalmente publicado em 2011, ganhador do British Fantasy Award e adaptado para o cinema em 2017, com direção de David Bruckner. 
O romance chega agora ao Brasil em camapanha de financiamento coletivo pela Editora O Grifo, com aproximadamente 260 páginas e tradução de L. F. Lunardello. Apoios podem ser realizados aqui, até o dia 28 de setembro.