quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Akira: Making of da explosão criativa

"Inspirado no mangá de Katsuhiro Otomo, Akira foi o primeiro anime japonês a chegar aos cinemas brasileiros, em uma época em que animações ainda eram amplamente associadas ao público infantil. O longa revolucionou técnicas de animação, consolidou a estética cyberpunk e abriu caminho para a expansão da cultura pop japonesa, tornando-se uma referência incontornável para gerações de artistas, cineastas e criadores. Lançado em 1988, Akira se passa em uma Neo-Tóquio distópica que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. Em meio a luzes de néon, motocicletas em alta velocidade e explosões de violência, a cidade serve de palco para uma narrativa que entrelaça tensões políticas, experimentos científicos, traumas históricos e transformações sociais. Para celebrar o retorno de Akira às telas de cinema, a DarkSide Books preparou uma edição indispensável para os fãs de animação japonesa e ficção científica." 
Este texto é parte da apresentação de Akiria: Making of da explosão criativa, dos pesquisadores britânicos Michelle Le Blanc e Colin Odell, e apresenta uma análise extensa desse cultuado filme de cinema. 
Akiria: Making of da explosão criativa inaugura uma parceria da série Cine Dark com coleção BFI Film Classics;  tem 240 páginas, tradução de Renan Santos e traz ainda um artigo exclusivo do crítico Eduardo Reginato. O volume está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para o dia 28 de setembro.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lançamento: Cemitério de vaga-lumes, Pablo Zorzi

"Henrique Romano tinha apenas seis anos quando desapareceu de casa no meio da madrugada, em 1983. Horas depois, foi encontrado imóvel perto da floresta. Seus olhos, de um branco enevoado, irradiavam uma calma sinistra, estranha para uma criança. Rique nunca mais foi o mesmo depois daquela noite, e coube a sua irmã mais velha, Ellen, tentar restaurar alguma normalidade à vida da família. Dezesseis anos depois, a história se repete. Duas crianças desaparecem, mas apenas uma delas retorna: Will Valente. Desesperado para entender o que houve com o filho, Cláudio Valente busca a ajuda de Ellen. Juntos, eles correm contra o tempo para descobrir o que se esconde na floresta, antes que algo terrível se abata sobre a cidade de Serra do Lobo novamente."
Este é o texto de apresentação de Cemitério de vaga-lumes, romance de horror do escritor catarinense Pablo Zorzi, muito ativo no ambiente da literatura de crime e mistério, com algumas incursões na ficção científica. Este é seu livro de estreia no selo Suma, da Companhia das Letras.
O volume tem 272 páginas e está em pré-venda aqui, com lançamento agendado para o dia 27 de outubro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Juvenatrix 286

Está disponível a edição de setembro do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em vinte páginas, traz contos de Caio Alexandre Bezarias e Krzysztof Dabrowski, história em quadrinhos de Beralto, resenha de Marcello Simão Branco ao livro Os soldados do bode preto, de Mariam O'Hearn, e resenhas aos filmes de cinema Hand of death (1962), Mulheres-Gato da Lua (1953), O dilúvio (1933), O monstro do Dr. Orloff (1970), Cara de Mármore (1946) e A criação dos humanoides (1962), todas assinadas por Rosatti.
A edição é completada com notícias e divulgação de livros, publicações alternativas e de bandas de metal extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sábado, 22 de agosto de 2026

Em campanha: A causa secreta, Machado de Assis

Releituras de obras em domínio público estão ficando cada vez mais frequentes, e já falei de algumas aqui. O destaque agora vai para a proposta de Juliana Fiorese, que está em campanha de financiamento direto aqui. Trata-se de um projeto pessoal e muito criativo, que vai além da simples publicação do conto A causa secreta, clássico do terror de Machado de Assis, originalmente publicado em 1885, leitura obrigatória a todo o fã do gênero. 
O texto de divulgação apresenta a obra assim: ""A causa secreta' acompanha a perturbadora relação entre o jovem médico Garcia, o enigmático Fortunato e sua frágil esposa, Maria Luísa. Por trás de uma fachada de homem virtuoso e caridoso, Fortunato esconde uma natureza secreta e muito sombria."
Mas Fiorese, como já foi dito, tem mais a oferecer: "Em um mundo dominado por telas e notificações infinitas, quando foi a última vez que você viveu a expectativa gostosa de abrir a caixa de correio e encontrar uma carta feita com cuidado para você? Este projeto nasce no formato mail club para resgatar a tranquilidade dos rituais manuais e a magia da corresponência de papel. Ao abrir seu envelope, você receberá: •O conto 'A causa secreta', de Machado de Assis: uma das obras mais fascinantes da nossa literatura, impressa em um formato que te dá total liberdade. Sabe aquela trava de não querer rabiscar um livro? Aqui ela não existe. As margens são suas para anotar reflexões, sublinhar trechos e conversar com o texto. •Uma carta manuscrita e pessoal: um registro escrito à mão feito por mim, partilhando minhas impressões sobre a leitura e os bastidores por trás da criação das artes. •Duas ilustrações exclusivas: postais colecionáveis com cenas marcantes do conto, traduzidas em traços para enriquecer sua imersão visual. •Itens de papelaria temáticos: elementos cuidadosamente pensados para transportar você diretamente para o universo da história."
O conceito explora a ideia de clube de leitura somado à interação analógica que emula os antigos fanzines, recuperando o prazer da correspondência postal desconhecida das gerações intergradas à internet e um tanto esquecida pelos leitores mais velhos. E dialoga com formas alternativas de publicação, como a adotada por J. J. Abrams no enigmático romance S, publicado aqui em 2015 pela Intrínseca.
A campanha pode ser apoiada até o dia 6 de setembro de 2026.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

O alquimista mangá

O escritor carioca Paulo Coelho é uma daquelas sumidades sobre a qual não há consenso. Seu fenomenal sucesso tanto no Brasil quanto no mercado internacional não parece ser suficiente para convencer seus críticos da qualidade de seus escritos. 
Talvez também não seja agora que o escritor carioca consiga agradar a  todos, mas certamente uma boa quantidade de leitores vai olhar a sua novela de fantasia de 1988 com um pouco mais de carinho. O selo JBC da Editora Companhia das Letras anunciou o lançamento de uma edição em quadrinhos de O alquimista, adaptado pela mangaká Tamaki Nakamura, que faz parte de uma coleção japonesa dedicada a adaptar para os quadrinhos grandes clássicos da literatura mundial. O grifo é justificado. O alquimista está na lista dos livros mais vendidos do mundo, com cerca de 65 milhões de exemplares (números de 2021, agora deve ser bem mais). É o único título escrito originalmente em português a fazer parte dessa lista.
Diz o texto de apresentação: "Um jovem pastor da região de Andaluzia, na Espanha, parte em busca de um tesouro no Egito, iniciando uma jornada inspiradora de autodescoberta que envolve espiritualidade, sabedoria e misticismo."
Esta não é a primeira vez que a novela atrai a atenção dos quadrinhistas. O alquimista teve uma edição de 1994 ilustrada pelo lendário artista francês Moebius (publicada no Brasil pela Rocco em 1995), e também uma adaptação nacional em quadrinhos, pelo ilustrador Alexandre Jubran, publicada em 1993 pela Record. Em 2010 chegou a ser anunciada uma segunda adaptação pela HarperCollins, com ilustrações de Daniel Sampere, que parece não ter sido publicada por aqui (mas é possível encontrar em inglês).
O mangá de O alquimista tem 296 páginas, tradução de Caio Pacheco e está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para 31 de agosto deste ano.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Lançamento: Yamato na terra do moa, André Nemésio

"Durante uma expedição científica na exuberante Mata Atlântica do sul da Bahia, o biólogo Andrei desaparece sem deixar vestígios. Quando se vê em uma praia habitada por moas — aves gigantes extintas há séculos — ele acredita estar diante da maior descoberta científica da história. Mas esse é apenas o primeiro de uma sucessão de acontecimentos improváveis. Usando o conhecimento científico, o protagonista logo percebe que está em um local onde a história natural seguiu um rumo diferente. Ao lado de outros desaparecidos que compartilham o mesmo destino, encontra algo que não deveria estar ali: o encouraçado japonês Yamato, um colosso da Segunda Guerra Mundial, repousa ancorado naquela costa, aparentemente à espera de sua tripulação. Ao reencontrarem o caminho para casa, porém, não encontram celebração, mas desconfiança. O retorno do Yamato desencadeia uma crise internacional sem precedentes. Enquanto governos disputam o controle da embarcação e de seus segredos, Andrei percebe que a maior batalha talvez não seja militar nem política, mas a tentativa de impedir que a humanidade repita os mesmos erros que marcaram sua própria história."
Este é o texto de apresentação de Yamato na terra do moa, romance de ficção científica do escritor mineiro André Nemésio, que une especulação científica à fatos da história e da pré-história.
André Nemésio é cientista, escritor e divulgador científico. É professor da Universidade Federal de Uberlândia e atua nas áreas de biodiversidade, evolução e história natural. É autor de outros dois romances: Convergentes: Ecos do Pleistoceno (2024) e Crônicas do Cretáceo: O tempo antes de nós (2020), que combinam paleontologia, astrobiologia e especulação científica.
Yamato na terra do moa tem 461 páginas, edição da Melopsittacus Publicações Científicas e está disponível aqui em forma de ebook.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Lançamento: Novos desertos, Leonardo Nahoum

"Esqueça as naves reluzentes e os futuros utópicos. Inspirados na chamada 'New Wave' da ficção científica, Novos Desertos nos leva a um universo onde a expansão pelo cosmos apenas amplificou as carências, os medos e as angústias da condição humana. Os desertos aqui não são de areia, mas de silêncio. O deserto da comunicação entre espécies que só conseguem sentir dor ao se encontrarem. O deserto de colônias abandonadas, onde soldados e prostitutas questionam o sentido de suas vidas em meio à decadência. O deserto de um amor perdido, cuja ausência ecoa pela vastidão de um sistema solar."
Este foi o texto de apresentação da campanha de financiamento direto que viabilizou a publicação de Novos desertos, coletânea com dez contos de ficção científica do escritor fluminense Leonardo Nahoum, todos escritos entre 1988 e 1990, publicados em fanzines e antologias.
Nahoum é professor, doutor em em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, e autor do jogo de RPG Tagmar. Seu conto "O controlador" foi selecionado pelo pesquisador Roberto de Sousa Causo para compor a antologia Os melhores contos brasileiros de ficção científica: Fronteiras, publicado em 2010 pela Devir. 
Novos desertos tem 188 páginas e é uma publicação do selo Rio Neon da Acaso Cultural, e já está disponível no saite da editora, aqui.