quinta-feira, 23 de abril de 2026

Prêmio Odisseia 2026

Estão abertas as inscrições para a oitava edição do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2026, que homenageia autores e obras publicadas no ano anterior especificamente inscritas para o certame. A promoção é vinculada ao Congresso Literário Odisseia, que acontece desde 2012, sob coordenação do escritor e editor Duda Falcão.  
São onze as categorias em disputa: Projeto gráfico, Quadrinho fantástico, Narrativa longa juvenil, Narrativa curta horror, Narrativa curta fantasia, Narrativa curta  ficção científica, Narrativa longa  horror, Narrativa longa  fantasia, Narrativa longa ficção científica, Artigo fantástico e Conto inédito. Os vencedores, apontados por um seleto grupo de jurados, recebem troféus e certificados de mérito. Os finalistas na categoria Conto inédito serão todos publicados na quarta edição da Revista Odisseia de Literatura Fantástica, distribuída aos presentes durante o evento. 
O evento de premiação será presencial e acontecerá no dia 5 de dezembro deste ano no Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, em Porto Alegre.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio de 2026, e o regulamento pode ser conferido no saite do evento, aqui.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Sobafônicos, Israel Neto

A Editora Kitembo, especializada em literatura de autores negros, está com um novo título. Trata-se de Sobafônicos, noveleta de ficção científica afrofuturista do escritor e músico Israel Neto, que se passa no mesmo universo do romance Ancestral, de 2021.
Diz o texto de divulgação: "Em meio à escuridão da sua estrela, o povo de kalungakí aguarda o retorno dos seus líderes, porém, em uma sociedade onde a fala é tabu, três vozes prometem mudar todo o mundo."
Sobafônicos tem 40 páginas e pode ser encontrado no saite da editora, aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Em campanha: Minibiblioteca Robert E. Howard

A Editora Fantastic Hub abriu uma campanha de financiamento direto para viabilizar a publicação da Coleção Minibiblioteca Robert E. Howard, composta de livros de bolso com a ficção curta desse escritor texano mais conhecido por ter criado a personagem Conan, o bárbaro.
Diz o texto de apresentação: "nossa coleção inicial é composta por quinze livros. Iniciaremos com três títulos de ciclos específicos e seguiremos até fecharmos essa primeira leva, continuando depois com quantos livros forem necessários para finalizarmos a minibiblioteca completa." Os livros terão entre 250 e 300 páginas, com ilustrações internas de grandes artistas brasileiros, como Mozart Couto, Pedro Mauro, Alan Patrick, Gilvan Lira, Renato Rosart, Jucylande Jr., Barrau, Toni Caputo, entre outros.
O primeiro volume é A rainha da Costa Negra e outras histórias, com os seguintes textos: "A fênix na espada", "A filha do gigante de gelo", "O deus na urna", "A Torre do Elefante", "A rainha da Costa Negra" e "A cidadela escarlate", com tradução de Marco A. Collares.
O segundo é A filha de Erlik Khan e outras histórias, que traz, pela primeira vez no Brasil, o primeiro e o último contos da personagem El Borak, "A filha de Erlik Khan" e "Espadas das colinas", com tradução de Marcelo Sahea.
O terceiro volume é O reino das sombras e outras histórias, com contos da personagem Rei Kull, guerreiro atlante que governa a Valúsia: "Exilado de Atlântida", "O reino das sombras", "Os espelhos de Tuzun Thune", "A gata e o crânio" e "A gritante caveira do silêncio", com tradução de Duda Ferreira. 
A campanha oferece diversas possibilidade de pacotes e recompensas, e pode ser apoiada aqui até o dia 11 de junho de 2026.

sábado, 18 de abril de 2026

Lançamento: Trilogia Labirinto de Knossos, Gerson Lodi-Ribeiro

O escritor carioca Gerson Lodi-Ribeiro acaba de disponibilizar na plataforma Amazon três novos romances da série Labirinto de Knossos que, com o romance Quando Deus morreu (2024), contam uma ousada saga de ficção científica espacial sobre uma crise que acomete a civilização cósmica humana. Nesse universo, "atalhos não espaciais proporcionam viagens instantâneas às estrelas. Cidadãos da Humanosfera gozam de longevidade extrema com saúde perfeita e, quando morrem, são reencarnados em corpos jovens e melhores do que os originais, com todas as suas memórias intactas". 
Mas nem tudo é perfeito. O aparecimento do Inimigo, uma civilização alienígena hostil, obriga a multifacetada sociedade humana a buscar uma união impossível para enfrentar essa ameaça. Para isso, é convocada uma grande conferência em Knossos, que busca dirrimir as diferenças entre as estirpes humanas inimigas entre si. 
Legados  (379 páginas), narra os esforços de um punhado de pessoas abnegadas para organizar a grande conferência. Em Litígios (394 páginas), as negociações se iniciam, mas o Inimigo trava contato com unidades da Armada Humana, revelando parte de sua natureza e motivações. Luminares (503 páginas) encerra a trilogia.  As negociações alcançam sua fase crítica, e o Inimigo revela suas verdadeiras intenções. A humanidade depende mais do que nunca do apoio das hiperconsciências artificiais concebidas pelos antigos selenitas quase dois séculos antes.
Todos os três títulos, assim como o romance os precedeu, estão disponíveis nos respectivos links.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Psiu 22 e 23

Estão disponíveis duas novas edições do Psiu, tradicional fanzine de quadrinhos editado por Edgard Guimarães, através do selo EGO da Editora Marca de Fantasia, em formato exclusivamente digital. A publicação recupera trabalhos antigos nunca vistos pelos leitores desta geração, além de algum material inédito.
O número 22 foi publicado em janeiro de 2026 e traz em 74 páginas trabalhos de Lincoln Nery e César Borba, Henrique Magalhães, Luiz Iório, Geny Marcondes e Joselito, Jota Carlos, Sérgio Macedo e Renato Silva, e do editor. 
O número 23 foi publicado em março de 2026 e tem 76 páginas com trabalhos de Henrique Magalhães, Mário Labate, Luiz Iório, Geny Marcondes e Joselito, Jota Carlos, Nazzareno e do próprio Guimarães. O destaque nesta publicação de muitos destaques, vai para o curioso artigo do editor analisando a antologia de cartuns Humor Brasil 500 Anos, publicada em 2000 pela Editora Virgo, da qual tanto Guimarães quanto eu e outros dezenove catunistas fizemos parte. 
Todas as edições do Psiu, além de outras publicações do selo Ego, podem ser baixadas gratuitamente aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Lançamento: Ficção científica capitalista, Michel Nieva

"A ficção científica capitalista é a narrativa fantástica de uma 'humanidade sem mundo', de turistas que vivem mil anos e viajam pelo cosmos tirando selfies enquanto a Terra arde em fogo". Esta afirmação do escritor e filósofo argentino Michel Nieva resume bem os complexos significados da Ficção científica capitalista, (Ciencia ficción capitalista: Cómo los multimillonarios nos salvarán del fin del mundo) ensaio de não ficção originalmente publicado em 2024, que busca compreender a forma com que o capitalismo se apropria da fc para justificar seus objetivos, como já o fez no passado não muito distante. 
Diz ainda o texto de apresentação: "Ao expor as conexões profundas entre a ficção científica e o capitalismo, o autor revela como a imaginação do futuro vem sendo monopolizada por interesses econômicos e políticos. Diante de um horizonte de mudança climática, incerteza social e endividamento, somente os bilionários são capazes de imaginar como salvar o mundo. Mas salvar o mundo para quem? Está claro que na narrativa delirante dessas figuras apenas uma parcela ínfima e privilegiada da humanidade terá acesso à alta tecnologia que promete viagens interplanetárias, a superação dos limites do corpo e, quem sabe, a imortalidade. É a essa narrativa que se apropria da linguagem da ficção científica para projetar o capitalismo extraterrestre que Nieva chama de ficção científica capitalista."
O estudo de Nieva vai ao encontro das ponderações da ficção científica de viés solarpunk, que questiona o alcance social das maravilhas prometidas por tecnologias redentoras.
Michel Nieva é formado em filosofia pela Universidade de Buenos Aires, professor na Universidade de Nova York. Também é autor do romance de ficção científica Dengue Boy: A infância do mundo, publicado em 2024 pela Amarcord.
Ficção científica capitalista tem 128 páginas, tradução de Juliana Pavão e é uma publicação da Editora Ubu.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Lançamento: Os imortais, Paulliny Tort

Mais um candidato ao posto de primeiro livro de ficção científica brasileira publicado de 2026. Lançado em março, Os imortais, da escritora brasiliense Paulliny Tort, é um romance de ficção antropológica que vem muito bem recomendado. Isso porque a coletânea Erva brava, com contos da escritora, foi vencedor do prêmio APCA e finalista do Jabuti 2022. Nesses contos, Tort explorou uma visão regionalista mas, no novo romance, ela embarca numa proposta original na literatura brasileira: o encontro neandertais e sapiens em um passado distante. 
Diz o texto de apresentação: "Tort narra a trajetória de um clã de neandertais em um cenário hostil, marcado pela fome e pelas intempéries. Guiado por figuras conhecidas como Homem, Mulher e Velha, o grupo atravessa vastos territórios em busca de sobrevivência. Após um conflito com outro agrupamento, uma criança sapiens é incorporada ao clã."
Poucos autores enveredaram pela ficção antopológica. Dois exemplos bastante conhecidos são Jean M. Auel, com a série de romances Os filhos da terra, e J. H. Rosni Ainé, com o bem avaliado A guerra do fogo
Não há informação sobre em qual continente se passa a história de Tort, mas seria interessante se a autora brasileira ousasse colocar seus neandertais na América pré-histórica. Isso porque, apesar das teorias da chegada do homo sapiens à América estabelecerem esse evento há cerca de vinte mil anos, há inúmeras controvérsias sobre essa tese. Basta lembrar das pinturas rupestres encontradas pela pesquisadora Niède Guidon (1933–2025) nos sítios arqueológicos da Serra da Capivara, no Piauí, que são datadas em cerca de quarenta mil anos. Poderiam seus autores terem sido neandertais? À ficção científica é totalmente permitido especular. 
Os imortais tem 232 páginas e é uma publicação da Editora Fósforo, grande candidato ao Jabuti deste ano.