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terça-feira, 25 de julho de 2023

Lançamento: Mulheres que os homens não veem

O trabalho de James Tiptree Jr. (1915-1987) sempre foi elogiado no fandom brasileiro, apesar de não haver muito o que se ler de sua autoria em português. Excetuando-se os contos "A Terra age tal como uma serpente renascida", publicado na Isaac Asimov Magazine 10 (Record, 1991) e "Os falsáurios", presente na antologia Dinossauros (Aleph, 1993), talvez só houvessem textos publicados em Portugal, mesmo assim não muitos. Mas o que chamava a atenção dos fãs era o fato de James Tiptree Jr. ser o pseudônimo masculino da escritora Alice Bradley Sheldon, que o usava muito provavelmente para ampliar suas chances num meio editorial sabidamente dominado por homens. Essa atitude de Tiptree/Sheldon influenciou autoras brasileiras de ficção científica a adotar, pelos mesmos motivos, um expediente similar por aqui, se não com um pseudônimo, pelo menos com uma assinatura ambígua como A. B. Maciel e M. R. Olivieri, por exemplo.
Tiptree/Sheldon foi reconhecida pelos fãs com diversos prêmios Hugo e Nebula. Contudo, o fim trágico de sua vida, num pacto suicida com o marido, causo tanta polêmica no ambiente reacionário que dominou o fandom internacional nos últimos anos, que o prêmio que levava o seu nome acabou mudado em 2019 para Otherwise Award.
O lançamento de Mulheres que os homens não veem, pela editora Imã, vem corrigir essa ausência sentida, com uma coletânea com três novelas de ficção científica da autora. Diz o texto de divulgação: "Alice Bradley Sheldon ― a escritora por trás do renomado e misterioso 'James Tiptree Jr.' ― inova com abordagem feminista no gênero, em tramas ousadas e instigantes. Neste livro, uma garota transforma-se num anúncio publicitário vivo; mulheres preferem invasores alienígenas a continuar no mundo dos homens e uma epidemia religiosa provoca femicídios em massa."
O livro, que tem 212 páginas e tradução de Braulio Tavares, está em pré-venda no saite da editora, aqui. Os envios estão prometidos para a partir do dia 5 de agosto. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amor e sexo

O escritor e jornalista paraibano Braulio Tavares investiu, um dia, em uma carreira de autor. Publicou duas coletâneas (A espinha dorsal da memória, 1989, e Mundo fantasmo, 1986) e um romance (A máquina voadora, 1994), todos de excelente qualidade literária. Porém, o que deu certo mesmo foram as antologias. Há alguns anos, Tavares mantém boa regularidade editorial organizando antologias de literatura fantástica que foram muito bem recebidas pelo mercado. Títulos como Páginas de sombra: Contos fantásticos brasileiros (2003); Contos fantásticos no labirinto de Borges (2005); Freud e o estranho: Contos fantásticos do inconsciente (2007) e Contos obscuros de Edgar Allan Poe (2010), todas publicadas pela editora Casa da Palavra.
Agora, Tavares está lançando, pela Imã Editoral, a antologia Contos fantásticos: Amor e sexo, reunindo textos de ficção científica de Samuel R. Delany, Robert Silverberg, John Crowley, Ruth Rendell, Greg Egan, Fausto Cunha, Honoré de Balzac, Conan Doyle, William A. Lee e Edgar Allan Poe. Sem dúvida um grupo seletíssimo, com alguns autores pouco publicados no Brasil.
Diz o relise: "Escritores do século 18 ao 20, entre clássicos e renovadores da Ficção Científica, criam contos em que o amor e o sexo vencem os limites do tempo e da morte e onde máquinas estendem para além do imaginável as paixões e os prazeres".
O livro tem 230 páginas e uma amostra pode ser vista aqui.