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domingo, 22 de dezembro de 2019

Mitografias: Trindade

Está disponível para download gratuito o terceiro volume da série Mitografias, subtitulado Mitos de Trindade, com doze contos fantásticos que abordam o tema da trindade sob diversos aspectos, sempre sob o viés mitológico. Trata-se de uma volta ao mundo através de mitos russos, japoneses, indianos, nórdicos, gregos e brasileiros. A organização da seleta é de Andriolli Costa (Colecionador de Sacis), Leonardo Tremeschin e Isa Prospero, que também se responsabilizaram pela publicação do livro. A edição está disponível nos formatos pdf, epub e mobi,e pode ser baixada aqui.
Os volumes anteriores também foram publicados em formato virtual e ainda podem ser baixados gratuitamente no mesmo local, mas o primeiro ganhou edição em papel em 2018. Talvez, no futuro, os mais recentes também tenham esse privilégio.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Mitografias, Volume 2: Mitos de origem

Está disponível o segundo volume da antologia Mitografias, subtitulado Mitos de origem, com uma  seleta de catorze contos de fantasia organizada por Andriolli Costa, Leonardo Tremeschin e Lucas Rafael Ferraz. A publicação vem recomendada pelo Prêmio LeBlanc, entregue há alguns meses ao primeiro volume da série publicado em 2017, disponível em formato impresso aqui.
Como o nome diz, a antologia pretende refletir a respeito de um tipo bem específico de mito, que é aquele que trata das origens do mundo e dos homens. Os corajosos mitonautas são A.J. Oliveira, Andriolli Costa, Anna Fagundes, Caio Henrique, H. Pueyo, Isa Prospero, Jana P. Bianchi, Leonardo Tremeschin, Lucas R. Ferraz, Rafael Faramiglio Faiani, Rafael Guimarães, Rodrigo Ortiz, Simone Saueressig e Tiago Rech.
O volume é gratuito e está disponível aqui nas extensões pdf, epub e mobi.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O Sacy-Pererê

Está disponível para download gratuito o ebook O Sacy-Pererê: Resultado de uma collab, coletânea de ilustrações organizadas por Andriolli Costa para o saite Colecionador de Sacis.
Diz o texto de divulgação: "Nestas páginas, ilustradores profissionais e amadores se debruçaram sobre o centenário livro lobatiano para dar forma aos depoimentos ali registrados. Acompanha cada arte um trecho que captura a riqueza daquele testemunho."
Participam da edição os ilustradores Alisson Alencar, Azrael de Aguiar, Cristiane Xavier, Daniel Batista, David Dornelles, Fernando PJ, Ícaro Maciel, Luiz Henrique, Marco Goes, Mikael Quites, Pedro Godoy, Rafael Serpentis, Vee Marques, e a capa é de Azrael de Aguiar. A edição tem 29 páginas e pode ser baixada aqui.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Araruamas

Um dos mais expressivos cases de sucesso da plataforma de crowndfunding Cartarse, Araruama 2: O livro das raízes, romance de fantasia  de Ian Fraser inspirado em culturas nativas brasileiras e mesoamericanas, bateu o bom desempenho do primeiro volume, publicado em 2017 com o apoio de mais de 700 pessoas, e reuniu nada menos que 982 apoiadores e superando a meta de R$25.000,00 em mais de 250%, com uma arrecadação total de R$63.931,00!
Um dos diferenciais do projeto é doar parte da arrecadação para o Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais, uma instituição sem fins lucrativos fundada e dirigida por indígenas brasileiros, abrindo uma discussão sobre a apropriação cultural que começa a se tornar importante no espaço da ficção fantástica brasileira.
Enquanto os apoiadores esperam pacientemente a entrega dos livros – eu entre eles –, quem não aproveitou pode adquirir aqui a versão em ebook do primeiro romance da série, no qual cinco jovens treinam para um ritual de passagem, o Turunã. O livro é publicação da Editora Moinhos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Aimó: Uma viagem pelo mundo dos orixás

Aimó: Uma viagem pelo mundo dos orixás, Reginaldo Prandi. Ilustrações de Rimon Guimarães, 200 páginas. Selo Seguinte, Editora Companhia das Letras, São Paulo, 2017.

Tratar de mitologia africana não é novidade no ambiente da ficção fantástica brasileira, embora não seja também uma recorrência. De fato, há ainda uma grande defasagem entre as mitologias fundadoras de nossa cultura e as mitologias de matriz estrangeira quando falamos de ficção brasileira. A esmagadora maioria dos autores brasileiros sente-se pouco confortável com a cultura nativa até porque não a conhece: vive num ambiente aculturado, em que os valores estrangeiros, geralmente europeus, predominam. Por isso, é muito comum encontrarmos autores brasileiros no campo do fantástico trabalhando com mitologias grega, nórdica, japonesa e até nativas da região da América do Norte. É o que vemos no cinema, na tv, nos quadrinhos e na literatura dominante do gênero que, não por acaso, vêm exatamente do mercado anglo-americano que explora todas elas. Em alguns momentos, no ambiente dos autores, até se construiram discursos pró-nativos, de matizes modernistas, mas sempre houve uma forte corrente contrária que a acusava de ser patrulheira e pregar uma ficção estereotipada.
O que tem permitido o crescimento de obras literárias com temas africanistas no ambiente da ficção fantástica brasileira, além da laicização do mercado e da "explosão cambriana" na diversidade cultural, foi a cultura do "faça você mesmo" e, principalmente, a popularização dos processos editoriais. Hoje, diferentemente de todos os outros tempos, publica quem quiser e o que quiser. Com as facilidades editoriais, seja no acesso à impressão por demanda ou no crescimento da atividade literária no espaço virtual, os editores comerciais perderam boa parte do poder de determinar o que pode ou não ser publicado. Ainda há, é claro, um nó górdio na distribuição de livros reais, dominado por uma máfia voraz, mas há quem diga que as livrarias também já têm seus dias contados.
Ao longos dos últimos vinte anos, mais ou menos, formou-se um grande grupo de autores e leitores muito interessados em novidades, integrado pelo avanço da internet. Num primeiro momento, enquanto as grandes editoras ainda insistiam em ignorar esse grupo, os autores fizeram circular fanzines e livros independentes que ajudaram a crescer uma massa de leitores ao ponto de formar um mercado potencial. Timidamente,  autores ligados ao fandom começaram a aparecer nas livrarias e cada vez mais deles percebem que a ficção fantástica tem méritos suficientes para romper preconceitos.
Enfim, depois de muita luta, podemos dizer que as comportas abriram e a ficção fantástica não está mais restrita a um fandom especializado. Autores experientes, inclusive do mainstream, parecem entender as vantagens de trabalhar dentro da ficção especulativa, avançando especialmente no fantasia, que tem sido o gênero de melhor aceitação comercial.
Aimó: uma viagem pelo mundo dos orixás é um exemplo disso. Romance de autoria do sociólogo Reginaldo Prandi, autor paulista e estudioso da mitologia africana que escreveu o importante Mitologia dos orixás (2000, Companhia das Letras) e diversos outros volumes sobre cultura afro-brasileira, elabora uma fabulação singela que, de forma bastante didática, mostra como se fundamenta a religiosidade africana. Aimó não é seu primeiro romance no tema: Ifá, o adivinho (2002, Companhia das Letras), por exemplo, foi premiado em 2003 como Melhor Livro Reconto da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Acompanhamos a jornada de Aimó, menina sem memória que, aos prantos, vaga pelo Orum, o mundo dos orixás. São tantas suas lágrimas que acabam por despertar Olorum, o maior dos orixás, que, sensibilizado pelo sofrimento de Aimó, encarrega Ifá e Exu para que apresentem à menina todas as orixás para que ela possa escolher uma delas como sua mãe espiritual e então reencarnar no Aiê, o mundo dos homens, e restaurar sua linhagem. Aimó inicia assim uma peregrinação por Orum, testemunhando, a partir das narrações de Ifá, as principais histórias de cada uma das orixás femininas e, no processo, também dos orixás masculinos. As narrativas de Ifá, sempre apresentadas em uma fonte diferenciada do estilo principal do texto, também expõem ao leitor as características doutrinárias do Candomblé, religião africana que deu origem às seitas praticadas no Brasil.
As ilustrações de Rimon Guimarães, de um estilo primitivista elegante, ajudam a construir o imaginário do Orum. Cada capítulo é introduzido por um dos signos do oráculo de Ifá (o jogo de búzios), detalhados num anexo no final do volume. Também aparecem em anexos: notas do autor, um glossário com termos das línguas nagô e iorubá citados no livro, e uma relação explicativa sobre cada um dos orixás.
O romance de Prandi, como integrante do selo juvenil da Companhia das Letras, tem o objetivo de levar ao leitor jovem algum conhecimento sobre esta que é a mais viva das mitologias modernas, extremamente influente na cultura brasileira. Contudo faz muito mais do que isso: traz também ao leitor experiente da literatura fantástica um das mais expressivas e esclarecedoras explicações sobre o Candomblé, seus fundamentos e seus personagens, integrando-os com naturalidade ao imaginário coletivo, sem proselitismos. Ao lado de O palácio de Ifê (2000, L&PM) e A estrela de Iemanjá (2009, Cortez), ambos da escritora gaúcha Simone Saueressig, Aimó: uma viagem pelo mundo dos orixás forma uma tríade da melhor ficção fantástica sobre orixás já apresentadas ao leitor brasileiro, leituras obrigatórias principalmente a autores que pretendem navegar por águas tão pouco conhecidas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Inquérito dos sacis

O projeto Colecionador de Sacis, do jornalista e pesquisador Andriolli Costa – que mantém um blogue muito interessante dedicado ao mito brasileiro – aproveitou os cem anos do "Inquérito sobre o saci", uma pesquisa popular realizada em 1917 por Monteiro Lobato nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo, para produzir e publicar uma revista eletrônica inteiramente dedicada a mapear o saci em todas as suas versões, seja no folclore, na literatura, nas artes e no imaginário do brasileiro.
A revista tem 83 páginas e conta com artigos, causos, poemas e contos de um grande time: Ana Paula Aparecida Oliveira, André Lima Carvalho, David Dornelles, Douglas Rainho, Egidio Trambaiolli Neto, Elizeu Batista Thomé, Elói Bocheco, Gastão Ferreira, Gláucia Santos Garcia, Itaércio Rocha, Jorge Alexandre, Lucas Baldo Fraga, Margareth Assis Marinho, Neide da Cunha Pinto, Olívio Jekupé, Ronaldo Clipper, Sérgio Bernardo, Tânia Souza, Victoria Baubier e Wallace Gomes. Também investe na pesquisa imagética com fotos de Douglas Colombelli, Gustavo Beuttenmuller, Jessika Andras, Leo Dias de los Muertos e Maurício da Fonte Filho, e ilustrações de Adriano Batista, Alice Bessoni, Altemar Domingos, Anderson Awvas, Anderson Barbosa Ferreira, Bruno Lima, Fabio Dino, Fábio Vido, Fábio Meireles, Felipe Minas, Geraldo Borges, Giorgio Galli, Ícaro Maciel, Joe Santos, João P. Gomes de Freitas, José Luiz Ohi, Mikael Quites, Mil Araújo, Monteiro Lobato, Odoberto Lino, Rafa Louzada, Rafael Pen, Rodrigo Rosa, Romont Willy, Stuart Marcelo, Talez Silva, Thiago Cruz (Ossostortos), Ursula Dorada (SulaMoon), Vilson Gonçalves, Waldeir Brito, Webby Junior e William Chamorro, que também assina a ilustração da capa.
Diz Andriolli, o editor: "Nossa missão, nestes 100 anos de Inquérito, é mostrar como o saci ainda vive no dia a dia do brasileiro, mas em novas formas. O saci que some com o dedal da costureira e trança a crina dos cavalos é o mesmo que dá nó no fone de ouvido que fica no bolso. O mesmo que faz cair o 4G do celular. O Saci não ficou na roça. Passeia entre nós. Não está restrito ao dia do folclore nas escolas, nem às discussões contra Halloween que povoam as redes sociais. Saci não é discurso, é mito vivo".
A edição é gratuita e pode ser baixada no blogue, aqui. Tão divertida quanto o seu próprio lema: “Sacis de todo o mundo, uni-vos! Nada tendes a perder a não ser a outra perna!”.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Resenha: A Bandeira do Elefante e da Arara

A Bandeira do Elefante e da Arara (The elephant and macaw banner), Christopher Kastensmidt. 330 páginas. Tradução de Roberto de Sousa Causo & Christopher Kastensmidt. Editora Devir Livraria, São Paulo, 2016.

Este é mais um dos casos incomuns em que não é possível definir com precisão se estamos diante de uma obra nacional ou estrangeira. Isso porque ambas as origens concorrem neste romance. O autor, Christopher Kastensmidt, é texano e está radicado no Brasil desde 2001. Sua origem norte-americana não é nenhum segredo, mas é preciso que ele o diga para que a gente descubra, porque fala português com fluência perfeita, sem esquecer que compôs praticamente toda sua obra literária em solo tupiniquim. Por outro lado, o texto foi originalmente redigido em inglês e precisou ser traduzido, trabalho brilhantemente desenvolvido pelo escritor Roberto de Sousa Causo, com a supervisão do próprio autor. Isso porque Kastensmidt não se sente suficientemente a vontade com o português para escrever diretamente na Flor do Lácio, que é considerada por muitos linguistas como um dos idiomas mais difíceis do planeta. Mas a pendenga não para aí: o tema do romance não poderia ser mais brasileiro, pois toda a história se passa nas selvas de um Brasil colonial mítico, em que seres fantásticos têm existência real e palpável, para desespero dos colonos portugueses.
O modelo não é inédito, autores nativos já se aventuram por esse tema espinhoso com ótimos resultados, como Ivanir Calado (A mãe do sonho) Simone Saueressig (aurum Domini: O ouro das missões), Felipe Castilho (Ouro, fogo e magabytes), Tabajara Ruas (O fascínio), e o já citado Roberto de Sousa Causo (A sombra dos homens). Contudo, essa não é a regra. Entre os autores brasileiros de fantasia e ficção científica, ainda domina o preconceito em relação a nossa própria cultura e história, bem como dificuldades com a pesquisa, e a insegurança em desrespeitar a tradição folclórica, o que até se justifica em alguns casos. Talvez tenha sido justamente por não ser brasileiro e não compartilhar dessas amarras, que o autor de A Bandeira do Elefante e da Arara ousou embrenhar nesse ambiente difícil.
O resultado é favorável: não há nada a reprovar em A Bandeira do Elefante e da Arara. A história é movimentada e com muita ação, os personagens são redondos e sem cacoetes, os seres mitológicos são fiéis aos originais e há um tratamento responsável e respeitoso com relação a todos os protagonistas e suas origens, sem preconceitos ou estereótipos.
O romance é o que se chama, nos EUA, de fix-up, ou seja, a reunião de textos independentes que formam um todo coerente. Tanto é que os três primeiros capítulos de A Bandeira do Elefante e da Arara, "O encontro fortuito de Gerad van Oost e Oludara", "A batalha temerária contra o capelobo" e "O desconveniente casamento de Oludara e Arani" tiveram anteriormente, de fato, edições independentes na coleção Duplo Fantasia Heroica, publicada pela mesma Devir Livraria, e já comentados aqui.
Kastensmidt explora com habilidade a construção do ambiente selvagem brasileiro. A abertura de cada capitulo apresenta um animal típico de nossa fauna, que também é lembrado no final. Para um brasileiro pode parecer pouco relevante, mas imagino a sensação que as descrições precisas e coloridas causam nos leitores estrangeiros, que nunca viram animais como esses. Não é por acaso que o primeiro capítulo, "O encontro fortuito de Gerad van Oost e Oludara", foi indicado ao prestigioso Prêmio Nebula em 2011.
Nas primeiras histórias, somos apresentados aos protagonistas, Gerad e Oludara, bem como ao seu nêmesis, o bandeirante Antônio Dias Caldas, que vai aparecer em diversos momentos da trama.   Acompanhamos como o aventureiro holandês Gerad conhece o príncipe africano escravizado Oludara e, juntos, fundam a sua bandeira de dois homens, o primeiro encontro com o Saci Pererê, a feroz luta contra o Capelobo, o confronto com o Curupira e seu gigantesco porco do mato, além da tribo dos Tupinambás, a segunda casa dos protagonistas, onde Oludara conhece, se apaixona e casa com a nativa Arani.
Em seguida, temos outras sete noveletas, cujos títulos, além de toda pompa e circunstância, são por si bastante reveladores: "O impropício retorno de Antônio Dias Caldas", "Uma série inconcebível de capturas e calamidades", "Uma tumultuosa convergência de desajustados, monstros e franceses", "A ameaçante aparição da Mula sem Cabeça", "O doloroso nascimento de Tainá", "Um caso audacioso em Olinda" e o impactante "O catastrófico final das façanhas brasileiras de Gerard e Oludara", que fecha o romance com um grande clímax onde não falta destruição, lutas e surpresas que vão colocar em cheque a boa relação entre os heróis. Nessas histórias, vamos também conhecer versões assustadoras dos mitos brasileiros, que não deixam de fora nem mesmo a Cuca e o beligerante Pai do Mato; mas percebe-se que ficaram muitos outros monstros de reserva para o futuro. Por certo que Kastensmidt não contou tudo de propósito. Além das adaptações para os quadrinhos – cujo primeiro volume foi publicado pela Devir Livraria em 2014 –, aguarda-se para breve um jogo de tabuleiro no universo do livro que, tudo indica, ser fato inédito no Brasil. Além de escritor, Kastensmidt é especialista em jogos e o protótipo já está em fase de testes. Mais informações sobre isso podem ser obtidas no saite oficial do romance, aqui.
E, como não podia deixar de ser, A Bandeira do Elefante e da Arara já chamou a atenção de editores pelo mundo. Recentemente, a editora espanhola Sportula licenciou a série para o espanhol, sendo este o sétimo idioma que a Bandeira vai falar: ela já tem traduções para chinês, tcheco, romeno e holandês, além do inglês e o português, é claro.
Por tudo isso é que A Bandeira do Elefante e da Arara é um livro obrigatório não só para os que gostam de boas aventuras, mas também para que autores e editores descubram que não há nada de errado com a mitologia brasileira. Assim como os nomes dos personagens em português, que ainda é tabu para alguns autores brasileiros, a cultura, os cenários, a história e a mitologia nacionais são ambientes ricos e interessantes, que devem e precisam ser melhor aproveitados.
Longa vida a A Bandeira do Elefante e da Arara!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pago

2016 assinalou o centenário da morte de João Simões Lopes Neto (1865-1916), escritor de Pelotas, considerado o mais importante autor regionalista gaúcho. Sua obra inspirou a produtora Epopeia, que está desenvolvendo o jogo eletrônico Pago, no qual um viajante, após muitos anos vivendo na cidade, quer voltar a sua terra natal, mas para isso terá de enfrentar diversas dificuldades nas figuras de personagens do folclore gaúcho.
Recentemente, a Epopeia anunciou a contratação de Christopher Kastensmidt, escritor norte-americano radicado no Brasil, autor da franquia A Bandeira do Elefante e da Arara que, além de conhecedor do nosso folclore, é experiente desenvolvedor de jogos. “A primeira vez que me apresentaram o Pago, me encantei com o projeto. É um game de temática universal e uma linda ambientação regional que vai chamar muita atenção pela originalidade. Tenho certeza que vai ser um sucesso internacional e fico honrado com o convite de fazer parte do time”, destacou Christopher. Sem dúvida, um reforço luxuoso para a equipe.
No momento, a Epopeia está em busca de empresas para financiar o projeto. Aqueles que tiverem interesse em participar terão sua marca vinculada ao jogo e que, por consequência, será levada aos mais diversos eventos que entrarem no calendário de divulgação do material no próximo ano.
Pago deve ser lançado entre 2017 para PCs e, futuramente, para os consoles Playstation e Xbox.
Um vídeo com imagens do jogo pode ser assistido aqui.

domingo, 2 de novembro de 2014

A Bandeira do Elefante e da Arara em quadrinhos

Uma das mais interessante séries de fantasia a ter o Brasil como cenário é criação de Christopher Kastensmidt, texano radicado em Porto Alegre, que percebeu o potencial das mitologias brasileiras para a construção de um contexto diferenciado no gênero. Não que inexistam autores brasileiros que já fizeram o mesmo, pelo contrário. Desde as suas origens, a literatura brasileira registra autores que enveredaram pelo indianismo e suas mitologias, e mesmo no fandom brasileiro, historicamente resistente a esse tipo de solução, há autores como Roberto de Sousa Causo, Simone Saueressig e Ivanir Calado, entre outros, que não tiveram receio de a trilhar. O que diferencia o trabalho de Kastensmidt é seu alcance. Sendo um autor de língua inglesa, com acesso ao concorrido mercado anglo-americano, sua obra espraia-se por ambientes virtualmente inacessíveis aos autores brasileiros e, dessa forma, funciona como divulgador do imaginário e da ficção brasileiros naquele mercado.
A Bandeira do Elefante e da Arara surgiu na forma da noveleta "O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara", indicado ao prestigioso prêmio Nebula e publicado no Brasil em 2010, no primeiro volume da coleção Asas do Vento, da Devir Livraria. Conta a história de um holandês Gerard, que chega ao Brasil dos tempos coloniais em busca de fama e fortuna. Aqui, acaba por libertar o escravo Oludara, e ambos associam-se na empreitada de explorar o novo continente numa expedição de dois homens, a dita Bandeira do Elefante e da Arara. Em suas aventuras pelas matas, ambos têm de lidar com as gentes nativas, de hábitos estranhos para os estrangeiros, além da fauna, flora e entidades mágicas ferozes que se manifestam seguidamente no seu caminho.
Agora, a mesma Devir anuncia o lançamento dea versão em quadrinhos desse trabalho, A bandeira do Elefante e da Arara: O encontro fortuito, com roteiro do próprio Kastensmidt e desenhos de Carolina Milyus, uma jovem ilustradora de Porto Alegre. O álbum tem 112 páginas coloridas por Ursula Dorada, e já está disponível na loja da editora, aqui. Amostras da arte pode ser vista na página da publicação, aqui.
E está rolando um concurso cultural cujo prêmio é justamente um exemplar autografado deste álbum. Para participar, basta responder criativamente a pergunta "Se você fosse um explorador, de qual aventura gostaria de participar?". As respostas mais originais serão premiadas. O formulário e as regras da promoção estão disponíveis aqui.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha: O livro das lendas

Há um grande interesse da pedagogia moderna pela pesquisa de lendas vindas de todas as culturas. Não é incomum que me cheguem às mãos livrinhos, publicados pelas mais variadas editoras para serem distribuídos nas escolas públicas, com histórias da tradição chinesa, japonesa, indiana, árabe, africana etc. Mas ainda não tinha encontrado nenhum sobre as lendas judaicas. Talvez porque pareça, aos olhos ocidentais, que todas as histórias judaicas já estão narradas na Bíblia Sagrada. Mas é claro que não é assim. Ainda que a Bíblia contenha, de fato, grande parte da tradição oral judaica e tenha sido, por muito tempo, o livro maior da sua estante, há muito mais que a ela não registra. É não estou falando dos evangelhos apócrifos que fazem tanto sucesso por aí, uma vez que os evangelhos não fazem parte da tradição judaica em questão, que se limita, de fato, aos livros do Antigo Testamento, mas sim das histórias de sabedoria popular.
Shoham Smit é uma escritora de Jerusalém, especialista no campo e conta, na apresentação de O livro das lendas – publicado há poucos meses pela Companhia das Letrinhas com tradução de Paulo Geiger –, que também sentia falta de um compêndio que apresentasse às novas gerações as lendas e costumes judaicos numa linguagem acessível, sem perder a beleza literária dos textos tradicionais.
Inspirada pelo trabalho feito no início do século vinte pelos pesquisadores Bialik e Ravnitzki, da Ucrânia, que então publicaram um compêndio de lendas hebraicas para os jovens, conhecido como Sefer haagadá, ou O livro da lenda, ela decidiu seguir o mesmo caminho. Selecionou histórias diretamente do Talmude e as recontou, auxiliada pelos belos e coloridos desenhos da ilustradora romena Vali Mintzi. O resultado é um atlas cultural com um panorama belíssimo da tradição judaica a través de suas lendas e fábulas milenares.
O livro, que tem 128 paginas, está dividido em três partes principais. Em "Histórias da Bíblia", são contadas lendas de personagens e fatos bíblicos, tais como a Criação, Caim e Abel, Noé e a arca, o dilúvio, a torre de Babel, Abraão, Moisés e Salomão. Não são as histórias que estão na Biblia, mas lendas que falam sobre os interstícios delas como, por exemplo, o que comiam os animais na arca de Noé, como surgiram vários provérbios famosos, por que Moisés era gago, o confronto de sabedoria entre Salomão e a Rainha de Sabá, e muitas outras, algumas delas realmente emocionantes.
Em "Lendas de sábios", a autora vai buscar as histórias de personagens do período do segundo templo, como Choni, Hilel, Chanina ben Dosa, Iehoshua ben Chanina e Ravi Akiva. São narrativas divertidas e curiosas, algumas nitidamente fantasiosas mas, ainda assim, ricas de significados.
A parte final, "Fábulas", conta histórias de sabedoria com homens e animais, algumas delas antecessoras de fábulas europeias mais famosas. Tudo é ainda comentado em notas laterais tão interessantes quanto os textos a qual se referem.
A edição original de O livro das lendas é de 2011, que garante o frescor estilístico de um texto leve e confortável para leitores de todas as idades. Altamente recomendado.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nemo para crianças

Ainda que o foco principal da Editora Nemo seja o quadrinho sofisticado, em edições de luxo, o editor Willington Srbek tem se esforçado em ampliar o espectro de propostas publicando trabalhos voltados ao público infantil. Este é o caso dos álbuns Força Animal e Monstros e heróis.
Força Animal investe num grupo de super-heróis adolescentes, criação do próprio Srbek com os competentes desenhos de Kris Zullo, frequente colaborador da revista Recreio. O álbum narra a origem do grupo, formado por jovens atletas que são convocados pela mística Árvore da Vida para enfrentar o Lorde Decano, vilão que usa criaturas constituídas a partir da poluição humana para dominar a natureza. A história é simples e não vai muito além da distribuição dos poderes aos personagens. O líder Jonathan recebe o amuleto Jaguaruna, que lhe confere supervelocidade e camuflagem; Helena recebe o amuleto Harpia, com os poderes de voar e lançar raios; Tales recebe o amuleto Tatu, que lhe dá garras afiadas e uma couraça invulnerável, e Arthur, o mais jovem do grupo, recebe o amuleto Aruanã, podendo nadar como um peixe e manipular a água. Não se explica muito bem o que vêm a ser a Árvore da Vida e quais as motivações de Lorde Decano, o que torna a história um tanto banal e previsível.
Monstros e heróis faz parte da coleção Mitos Recriados em Quadrinhos, que já conta com quatro volumes publicados: Ciranda Coraci (sobre mitologia indígena brasileira), O senhor das histórias (mitologia africana) e Das areias do tempo (mitologia egípcia). Monstros e heróis inspira-se em mitos gregos muito conhecidos, como a luta de Hércules contra a Hidra de Lerna, de Ulisses contra o Cíclope, de Belerofonte contra a Quimera e Édipo contra a Esfinge, que são relatados por um senhor idoso à um jovenzinho apaixonado por histórias de super-heróis. O roteiro também é assinado por Srbek, com desenhos do cartunista Will, que ilustra todos os demais volumes da coleção.
Tanto Força animal como Monstros e heróis têm as mesmas características editorais, com apresentação luxuosa, 24 páginas em cores impressas em papel brilhante de alta gramatura e capas em cartão plastificadas. A ampliação exagerada das ilustrações sugere que as histórias talvez tenham sido originalmente planejadas para compor uma publicação de formato bem menor. Ampliadas para seguir o padrão dos demais álbuns da editora, ficaram deselegantes, ressaltando deficiências que passariam despercebidas no formato reduzido.
O custo de R$14,90 para Força animal e de R$19,00 para Monstros e heróis são mais acessíveis se comparados às demais publicações da editora, mas ainda parece um custo salgado para o leitor infantil.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mitologia Recreio

A revista Recreio continua investindo na publicação de coleções temáticas ligadas ao gênero da ficção científica e fantasia. Agora é a vez da clássica mitologia grega, cuja riqueza é amplamente conhecida e muito popular no mundo inteiro.
Trata-se da coleção Missão Mitologia, que consiste de uma série de 20 brinquedos que serão distribuídos semanalmente nas edições da revista, junto com 20 revistinhas em quadrinhos e 20 fascículos da Enciclopédia de Mitologia, com informações e curiosidades sobre o tema.
Os brinquedos são transformáveis e podem ser unidos entre si de modo a formar três grandes robôs: Mega-Zeus, Mega-Poseidon e Mega-Hades.
A primeira edição com a coleção (nº 659) traz também a capa e os parafusos para encadernar os fascículos da Enciclopédia. As primeiras edições trazem ainda um cenário 3D de papel cartão, retratando um enorme templo grego.
Mais informações, no saite da revista, aqui.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mitologia Brasílica

Há muito mais fantasia no ambiente editorial brasileiro do que sonha a nossa vã filosofia. A prova disso é o surpreendente lançamento, sem nenhum alarde dentro das fronteiras do fandom, de Mitologia Brasílica, coleção de seis volumes escrita por Mouzar Benedito com ilustrações coloridas do cartunista Ohi.
Cada volume aborda uma ou mais lendas da mitologia brasileira, numa linguagem acessível aos jovens – para os quais a coleção é dirigida – mas com profundidade suficiente para entreter e informar também aos leitores adultos.
São eles: O Saci: Guardião da floresta (64 páginas), A Iara: Encanto das águas (48), O Curupira: Nosso gênio das matas (48), O Caipora: Amigo dos bichos (48), O Boitatá: Esse mito é fogo! (48) e Lobisomem, Cuca e Mula sem Cabeça: Importados e naturalizados (48).
Cada um dos livros traz um conto sobre o mito relatado, uma pesquisa sobre suas as origens, regiões de ocorrência, inter-relações com outras culturas e muitas informações interessantes.
Mitologia Brasílica é uma publicação da editora Liz e os livros podem ser encontrados avulsos ou num conjunto acondicionado numa caixa especial. A coleção toda está disponível na Livraria Cultura ou diretamente com a editora, pelo email lizeditora@ceparcultural.com.br.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Duas Asas do Vento

A Devir Livraria dá continuidade à sua coleção de livros de bolso Asas do Vento com mais dois títulos inéditos. São eles Encontro com o destino (Rendez-vouz avec la destinée), do francês Jean-Pierre Laigle, e o terceiro volume de Duplo Fantasia Heróica.
Encontro com o destino é uma novela de ficção científica espacial, e seu autor, Jean-Pierre Laigle, é conhecido como editor do fanzine Antarès que, nos anos 1990, publicou diversos textos de autores brasileiros. A bela ilustração da capa é mais um trabalho original e exclusivo de Vagner Vargas, e a imagem  limpa dos elementos tipográficos pode ser vista aqui.
Já o novo número de Duplo Fantasia Heróica traz mais um episódio da série de Christopher Kastensmidt, "O desconveniente casamento de Oludara e Arani", ao lado da estréia na editora da fantasista gaúcha Simone Saueressig com "O relato do herege". A capa tem uma ilustração de Jonathan “Jay” Beard.
Mais informações sobre estes e outros títulos da Devir  no saite da editora, aqui.

sábado, 18 de agosto de 2012

Brincando de folclore

Está nas bancas de São Paulo a primeira edição de Turma da Mônica Brincando de Folclore, uma coleção de livros em que a turminha mais famosa do Brasil interage com os personagens do folclore nacional, tais como Curupira, Boto Rosa, Iara, Mula sem Cabeça e Lobisomem, entre outros.
Os livros, de capa dura, são do tipo pop-up, com estruturas embutidas de papel cartão que, quando abertas, formam cenários tridimensionais, numa interação divertida com os leitores.
A coleção terá 50 exemplares semanais, mas será quinzenal nas primeiras onze edições. Cada uma delas é acompanhada por um livrinho de atividades com parlendas, provérbios, adivinhas, jogos, músicas e pegadinhas, e também adesivos para colar onde quiser. Além de tudo isso, quem optar por fazer uma assinatura receberá brindes exclusivos ao longo das entregas.
Saci Pererê é o personagem apresentado na primeira edição, que tem o preço promocional de R$4,99.
Maiores informações no saite da editora Planeta de Agostini.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Contos do Sul

Com lançamento anunciado para a Odisseia de Literatura Fantástica, que acontece em Porto Alegre nos dias 27 e 28 de abril, a coletânea Contos do sul, da fantasista Simone Saueressig, já está disponível com a autora.
Com capa é ilustrada por Marciano Schmitz, o livro foi publicado com recursos próprios. Tem 96 páginas e traz cinco contos de horror inspirados na obra de Simões Lopes Neto, Lendas do sul (1912). Entre eles, figura o pungente "A cisterna", texto assustador que explora a figura da Iara de uma forma pouco habitual e certamente vai perturbar o imaginário do leitor, O texto foi primeiro publicado no fanzine Juvenatrix e ainda estava inédito em forma de livro.
Os demais textos, contudo, não deixam por menos. "O cemitério dos cães" conta a história de um homem que tem que lutar contra um lobisomem numa situação que a maior parte de nós não teria coragem de enfrentar. "O galpão" não tem um monstro sobrenatural, pelo contrario, a monstruosidade é a mais natural de todas: a humana. "O farol" aborda o mito da Mula-sem-cabeça, enquanto "O saci", cujo título já denuncia o nome do monstrinho, é o texto mais ilustre do volume, pois em 2003 foi premiado no 3º Prêmio Habitasul Revelação Literária e publicado na antologia do evento.
Simone é gaúcha de Novo Hamburgo, escritora muitipremiada com diversos livros publicados por editoras importantes como L&PM, Scipione e Cortez, sempre com o foco no público juvenil, que também é o caso deste volume, que desde já é um dos mais importantes lançamentos de 2012 no gênero do horror.
Mais informações sobre este e outros livros de Simone Saueressig podem ser obtidas no saite da autora, aqui.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aurum Domini: O ouro das Missões


Recebi da escritora Simone Saueressig um exemplar de seu mais recente livro, aurum Domini: O ouro das Missões, romance histórico que se apropria da mitologia gauchesca para contar as aventuras de um casal improvável, Adélia Fonseca, filha de comerciantes de São Leopoldo, e Chico Dias, um índio mestiço criado nas Missões, durante o sonho da República Farroupilha.
Publicado pela Editora Artes e Ofícios, com um acabamento elegante e refinado, o livro foi recentemente apresentado na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.
O romance está dividido em duas partes, a primeira, "Os namorados", e a segunda, "A casa de M'bororé", e vem recomendado pela historiadora Carla Renata Antunes de Souza Gomes nas largas orelhas.
Simone me avisou que não se trata de uma fantasia infanto juvenil. É, portanto, a sua estreia no mainstream, em que ela agora se coloca ao lado de tantos autores brasileiros que trataram dos pampas gaúchos, uma região que naturalmente remete ao mitológico e ao imaginário. Por isso, acredito que quem trafegou tanto no gênero fantástico, deve ter deixado escapar algum mistério para temperar a leitura ao longo das 238 páginas da narrativa.
Vale a pena conferir.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A estrela de Iemanjá

Simone Saueressig não para quieta. Enquanto dá sequência ao seu romance virtual O jogo no tabuleiro, que comentei há poucos dias, ardilosamente planejava o lançamento de mais um romance, desta vez em formato real.
Trata-se de A estrela de Iemanjá, publicado pela Cortez Editores e recentemente apresentado no 11º Salão do Livro da FNLIJ, no Rio de Janeiro.
Como o título já revela, trata-se de uma história de fantasia que envolve as deidades do panteão africano, retomando o tema desenvolvido em seu outro romance O palácio de Ifê (L&PM, 1989). Em suas 168 páginas, conta a aventura dos meninos Tomás, Cosme e Daniel que se envolvem no roubo de uma estrela-do-mar, o que ofende a orixá dos mares.
Arrastados para a desconhecida ilha Aganjú, onde vivem os orixás, lá encontram Ubatá, uma menina que está numa cruzada pessoa para salvar o pai. Ela também será a guia dos garotos pela ilha, enquanto eles são caçados por todos os cantos. A editora indica o texto para aulas de língua portuguesa, geografia e história.
Disse a autora, numa mensagem para os fãs de FC&F: "Eu realmente estou muito contente com o livro e mesmo ele sendo infanto-juvenil, tenho certeza de que agradará a muito marmanjo." Eu acredito. Com toda a certeza, vale a pena procurar pelo volume e desfrutar da rara oportunidade de ler uma fantasia desbragadamente brasileira, com um tema que apesar de popular é muito raro no gênero.