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domingo, 20 de agosto de 2017

A canção do Cão Negro

Cão Negro, guerreiro bárbaro criado por César Alcázar, que já teve alguns contos publicados pela editora Argonautas e um álbum em quadrinhos em 2016 pela Editora Avec, ganha sua segunda adaptação para a Nona Arte: Contos do Cão Negro, Volume 2: A canção do Cão Negro, também pela Avec.
A aventura, de muita ação, violência e magia, remete às as histórias de Robert E. Howard, autor do famigerado Conan, o bárbaro, ambas influências decisivas na arte de Alcázar que é fã confesso da literatura Weird. Os desenhos elegantes estão a cargo de Fred Rubim.
Diz a divulgação: "Um ano após derrotar o viking Ild Vuur e um monstro de eras imemoriais, Anrath, o Cão Negro agora comanda seu próprio navio. Ao lado de Aella, a guerreira, e Rorik, o gigante saxão, ele embarca em uma missão perigosa na Islândia, que irá resultar em um novo confronto com saqueadores vikings. Porém, esta batalha acabará colocando Anrath nas garras de uma criatura mitológica sedutora e mortal".
A canção do Cão Negro tem 64 páginas em cores e está disponível na loja online da Avec e na Amazon.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Caminhando com o Louco

Guerras do Tarot, Volume 1: O caminho do Louco, Alex Mandarino. 296 páginas. Avec Editora, Porto Alegre, 2016.

Um tema bastante explorado pela ficção de mistério são as sociedades secretas. Elas têm um carisma irresistível tanto entre autores quanto entre leitores, que fantasiam sobre o que acontece por trás das portas fechadas e das cortinas cerradas. Sinais secretos, roupas exóticas, divindades bizarras, rituais macabros, poderes insuspeitos e por aí vai. Uma aventura de James Bond não seria a mesma sem uma sociedade secreta.
Em O caminho do Louco, primeiro volume da série Guerras do Tarot, publicado em 2016 pela Avec Editora, o jornalista e tradutor carioca Alexandre Mandarino apresenta o conflito entre duas dessas sociedades, cada qual dotada de poderes sobrenaturais através dos quais pretendem controlar o mundo.
A história gira em torno de um documento misterioso, cuja simples leitura atrai a atenção de uma horda de assassinos sem alma que perseguem sem descanso o desavisado leitor, até matá-lo. Esses assassinos tenebrosos são tão ferozes quanto invisíveis, pois têm uma aparência de tal forma comum que passam despercebidos da atenção pública. Logo nas primeiras páginas, testemunhamos a ação de um deles quando encontra a sua presa, um padre que leu o que não devia. Mas o documento não estava mais com ele pois, minutos antes de ser atacado numa estação de trem na França, o encaminhara por correio a um importante bispo seu conhecido que, sem saber, vai se tornar o próximo alvo da horda assassina.
Enquanto um casal de ladrões com equipamentos de alta tecnologia invade uma empresa em Munique em busca de um certo documento, e um grupo de homens dotados de poderes sobre humanos rouba uma fortuna em ouro do banco do Vaticano, André Moire, jornalista brasileiro em crise existencial, abandona sua vida regrada e segura para embarcar num mochilão sem destino. Ele não sabe, mas está dando os primeiros passos no Caminho do Louco, que se insinua a ele em sonhos e visões enquanto caminha pelos sertões América. O mistério começa a se revelar quando André é finalmente confrontado, na cidade do México, por um agente do Tarot, sociedade secreta de objetivos incertos que afirma ser ele o novo Louco, o representante vivo desse arcano no baralho adivinhatório. Contudo, para ganhar seus poderes e assumir seu lugar na grande malha que sustenta a realidade, ele terá de cumprir uma peregrinação mística, visitando os avatares de cada um dos demais vinte e um arcanos maiores do Tarot espalhados pelo mundo. Ao longo de uma jornada sem muita convicção, instruído pelos arcanos O Mago, A Sacerdotisa, A Imperatriz e O Imperador, o Louco toma contato com os primeiros segredos dessa sociedade e tentar entender por que ele é tão importante nos planos dela.
Não faltam à história muitas cenas de ação com enfrentamentos violentos, incluindo lutas mortais com mestres em kung fu, parkour nos telhados de Paris e até perseguições de carros a quinhentos quilômetros por hora, tudo temperado com pitadas de super heróis e conspirações religiosas.
Mandarino, que atua como autor de contos desde os anos 1990, ficou mais conhecido no fandom a partir de suas contribuições à franquia Intempol, sendo que seu texto “O rabo da serpente” obteve boa classificação no Prêmio Argos de 2003. Mais recentemente, publicou nas antologias Sherlock Holmes: Aventuras secretas (2012, Draco) e Caminhos do fantástico (2012, Terracota), conto com o qual foi finalista no Argos 2013. Mandarino também foi editor da sofisticada revista eletrônica literária Hyperpulp, publicada entre 2011 e 2012. A redação de O caminho do Louco consumiu muitos anos de trabalho, pois Mandarino revelou que os primeiros esboços da história foram redigidos em 2001.
O autor demonstra grande domínio sobre as cenas de ação, com descrições vívidas e impactantes, próprias de quem vê a narrativa como um filme de cinema, com muitas explosões, correrias e lutas sangrentas, e os capítulos curtos dão bom ritmo à leitura. Há um grande número de personagens em diversas narrativas paralelas, que colabora para uma ampla percepção do mundo criado pelo autor. Contudo, o final do livro é inconclusivo pois, desde o princípio, fica clara a intenção do autor em escrever uma série. Para o bem ou para o mal, fica a garantia ao leitor ser impossível dar spoilers nesta resenha.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O caminho do louco

O jornalista, tradutor e compositor Alex Mandarino acaba de publicar seu primeiro romance, Guerras do Tarot, volume 1: O caminho do louco, pela Avec Editora.
O autor diz que se trata de "uma mistura de thriller e fantasia", composto ao longo dos últimos quinze anos: "Comecei a escrever contos no final dos anos 1990 e este romance em meados dos anos 2000. A ideia desse romance me veio em 2001 ainda. Parte dele foi escrita em 2001 e 2002, uma outra parte em 2009/2010 e uma parte menor foi acrescentada pra essa edição, em 2015. Na prática foram uns dois anos escrevendo, interrompidos."
Diz o texto na contracapa: "O brasileiro André Moire deixa tudo para trás para se envolver com um grupo internacional secreto que representa os arcanos do Tarot. Dispostos a elevar a consciência da humanidade e mudar o planeta, eles lançam mão de magia, ciência, arte, técnicas hacker e até mesmo parkour e videogames para enfrentar as forças da conformidade. Conheça o Louco, o Mago, a Sacerdotisa, o Carro, o Sol, a Imperatriz, o Imperador e vários outros arcanos maiores e menores neste thriller conspiratório com toques subversivos e sobrenaturais. Com uma trama sombria e misteriosa que ocorre em locais como Rio de Janeiro, Paris, México, Amazônia, Riviera e Inglaterra, Guerras do Tarot fará você pensar e repensar no que acredita".
Mandarino construiu uma carreira promissora a partir de sua ficção curta, sendo que dois de seus textos foram indicados ao Prêmio Argos 2003 e 2013. Alguns de seus contos podem ser vistos nas antologias Caminhos do fantástico (Terracota) e Sherlock Holmes: Aventuras secretas (Draco). Também edita a revista Hyperpulp, da qual promete uma nova edição ainda para 2016.

sábado, 16 de abril de 2016

Para ler e ver agora

Shiroma, matadore ciborgue é o novo livro de Roberto de Sousa Causo, publicado pela Devir Livraria, uma coletânea de onze histórias dessa personagem de space opera que tem aparecido em várias antologias recentes do gênero. O livro foi enfaticamente recomendado, ao lado de vários outros livros recentes de autores nacionais e estrangeiros, na palestra que Luiz Braz cedeu ao programa Café Filosófico, produzido pelo Instituto CPFL Cultura e gravado na noite do último dia 14 de abril, em Campinas, disponível aqui.
Outro volume que merece atenção especial é Treze, nova coletânea editava pela Avec com contos de horror de Duda Falcão, autor gaúcho e editor do selo Argonautas, que investe no estilo das antigas revistas em quadrinhos do gênero, com direito até a um sinistro mestre de cerimônias. Duda também falou longamente no último dia 14 sobre este e outros trabalhos seus num hangout promovido pelo canal Estante Etérea, que pode ser visto aqui.
Embora seja um tanto difícil de obter no Brasil, quero também divulgar o novo livro do português António de Macedo, A provocadora realidade dos mundos imaginários, coletânea de ensaios publicada pela editora Épica, na qual este experiente autor de ficção fantástica discorre sobre cidades e manuscritos misteriosos que, apesar de lendários, são muito reais no imaginário humano.
Ficção científica, horror e fantasia em doses generosas para que gosta de ser surpreendido.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Horror e fantasia do sul


Duda Falcão tem provado ser um dos mais produtivos ativistas culturais no ambiente da ficção especulativa brasileira. Sócio da editora portoalegrense Argonautas, um dos mentores da Odisseia de Literatura Fantástica, escritor e organizador de antologias, Falcão não se abateu pelo discurso de crise que parece ter dominado o país e, neste momento, está promovendo o lançamento de mais um volume de contos fantásticos organizada por ele. Trata-se de Vampiros, antologia de contos de horror publicada pela editora Avec. O livro é belamente produzido, com 208 páginas em papel pólem e uma capa forte produzida por Marina Avila. Traz dez contos de alguns dos mais expressivos autores do moderno horror nacional: Giulia Moon, Fred Furtado, Simone Saueressig, Nazareth Fonseca, Alexandre Cabral, Ju Lund, Carlos Patati, Carlos Bacci, Marcelo Del Debbio e do próprio Falcão, além de um prefácio assinado por Lord A.  
Vampiros é o primeiro volume da Coleção Sobrenatural, e o organizador adianta que o volume 2, Fantasmas, já está em produção.
Duda Falcão também continua promovendo as antologias da sua Editora Argonautas. Herdeiros de Dagon é o segundo volume do Ciclo Lovecraftiano – iniciado em 2014 com Ascensão de Cthulhu – e tem o mesmo simpático formato de bolso de outras publicações da editora. Em 116 páginas, traz textos assinados por Carlos Silva, Gustavo de Melo Czekster, José Francisco Botelho, Guilherme da Silva Braga, Marcelo Augusto Galvão, Mariana Portella, Andrio Santos, A. S. Franskowiak, Carlos Ferreira e do próprio Falcão, que organizou a seleção junto ao seu sócio Cesar Alcázar.
Por sua vez, Alcázar promove o livro A fúria do Cão Negro, novela com o mesmo personagem visto no conto "O coração do Cão Negro", publicado na coletânea Bazar Pulp (Argonautas, 2012). Trata-se de uma história de fantasia heroica com guerreiros e feiticeiros, na clássica linha da revista Weird Fiction, que revelou autores como Robert Howard e H. P. Lovecraft. O volume tem 100 páginas e foi publicado em 2014 pela editora curitibana Arte & Letra. Para degustar a obra, vale a pena ler a história em quadrinhos que adapta o conto de estreia do personagem, com roteiro do autor e desenhos de Fred Rubim, gratuitamente, aqui.