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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Resenha: A lei de Canon

Ainda pode ser encontrado nas bancas este surpreendente lançamento da Editora Mythos, que reúne em uma única edição de 100 páginas, totalmente em cores, duas histórias completas deste personagem que faz parte do universo da revista britânica 2000 AD, a mesma que publica o sempre interessante Judge Dredd.
Com roteiros de Mark Millar e Kek-W e a arte exuberante de Chris Weston, A lei de CanonCanon Law!, no original – conta a história de um violento e casca-grossa padre inquisidor que pune os pecadores mais ou menos da mesma forma que Dredd faz com os criminosos. Contudo, Canon não vive no mundo futurista de Dredd, mas numa realidade alternativa na qual o dia do juízo final chegou, todos os mortos ressuscitaram mas Deus não apareceu para julgar a humanidade. Um ano depois, enquanto os ressurretos aguardam a definição de suas sentenças, o mundo tornou-se um lugar caótico, super populoso, no qual convivem anônimos e famosos de todas as épocas. Na primeira aventura, Shelock Holmes e seu arqui-inimigo Moriarty suicidam-se juntos para ir ao céu matar Deus. Canon, com a ajuda de Watson e do gênio psicopata Microft, irmão de Sherlock, seguem-nos através de um portal místico para evitar que eles cumpram seu intento. Mas o céu se revela um lugar bem pouco hospitaleiro para o grupo.
Na segunda história, um Canon em crise de fé depois de uma operação mal-sucedida, é convocado por um velho conhecido para ir a outro plano da existência, o Inconsciente Coletivo, e impedir que o irresistível monstro da maldade humana assuma o controle da realidade. Com a ajuda do Diácono Blue – um colega de Canon tão irascível quanto o próprio – e os ressuscitados Sigmund Freud, Albert Eisntein e Júlio Verne, Canon terá de enfrentar algo virtualmente invencível: sua própria maldade.
A ousadia do argumento, apresentada por um roteiro econômico que deixa milhões de perguntas no ar, só é superada pelos espetaculares desenhos de Weston, de um realismo que beira o doentio. A estética trafega entre a dark fantasy, o steampunk e o New Weird, e as imagens, repletas de referências da cultura pop, são um show pirotécnico delirante como uma viagem de ácido. O contexto das aventuras de Canon Law! é instigante e é uma pena que não haja mais histórias: tudo o que foi criado para o personagem está nesta edição.
Nas páginas centrais, a publicação encarta um poster de duas faces com imagens de cada uma das aventuras que, provavelmente, foram capas de suas edições originais. Uma delas, de fato, ilustra a capa da edição brasileira.
Uma obra de leitura obrigatória para os apreciadores do bom quadrinho e uma edição de luxo, em capa dura, estaria mais de acordo com sua singularidade artística. Mas, enquanto ela não vem, o preço camarada de R$16,40 vale cada centavo, com folga. Dificilmente 2014 verá outro lançamento com tanta originalidade e conteúdo.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Coletivos em alta

Coletivos são revistas que apresentam uma seleção de séries que seguem simultaneamente a cada edição. Em alguns mercados, no Japão por exemplo, esse tipo de estrutura é a base do mercado de quadrinhos, e é nos coletivos que emergem os novos sucessos e talentos. No Brasil não faltaram tentativas, tanto de autores brasileiros quanto de estrangeiros, contudo, o formato nunca foi muito bem. Os coletivos, sofrendo de problemas com distribuição e periodicidade, acabavam cancelados algumas edições depois. Mas pode ser que as coisas estejam mudando.
Desde que a Panini lançou o coletivo Vertigo, em 2009, o formato ganhou respeitabilidade, muito devido ao trabalho editorial que selecionou bons títulos da linha Vertigo da DC Comics. A revista continua sendo publicada regularmente e muitos títulos nela publicados já ganharam edições próprias. De olho nesse mercado, outras editoras estão investindo no mesmo formato.
A editora Mythos, que tem bom espaço nas bancas com as edições italianas da Bonelli (Tex e seus assemelhados), lançou em junho último Juiz Dredd Megazine, baseado no tradicional coletivo britânico 2000 A.D. que, nos anos 1970, conheceu uma versão no País pela Ebal, que só teve 6 edições. Aproveitando o lançamento de um novo filme nos cinemas com o conhecido Juiz Dredd, a revista foca o personagem dando-lhe o nome ao coletivo e destaque às suas histórias, mas a revista tem muito mais a oferecer, como as fantasias históricas "Slaine" e "Áquila", e as ficções científicas "Nikolai Dante" e "Área cinzenta", além de algumas histórias avulsas, todas de qualidade excelente. A maior parte da revista é colorida, e as cores realmente valorizam a arte dos ótimos desenhistas britânicos, mas também há histórias em preto e branco. Juiz Dredd Megazine tem 68 páginas em papel brilhante, e o seu segundo número já está nas bancas, ao preço de R$10,90.
Outro coletivo a debutar nas últimas semanas é X-O Manowar, publicado no Brasil pela editora HQM, com personagens licenciados da editora americana Valiant. O primeiro número vem com 100 páginas totalmente coloridas e três histórias. As duas primeiras são da série que dá nome à revista, uma ficção científica ao estilo space opera. "Harbinger", série de fantasia paranormal, complementa a edição. O editorial explica que tratam-se de reformulações de séries antigas do selo americano, que passou por muitos percalços ao longo de sua carreira editorial. As últimas páginas da revista são ocupadas por pinups, que foram capas das edições originais.
Talvez o mercado esteja mais receptivo a esse modelo editorial e, em se dependendo da qualidade dos trabalhos oferecidos, é possível que essas iniciativas tenham um bom futuro. Mas só o tempo dirá. Portanto, aproveite enquanto pode.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A cavalgada do morto

2012 foi um ano proveitoso para os fãs de Tex, com várias edições especiais publicadas, entre ela duas de Tex Gigante. Em março, a Editora Mythos lançou a edição 26, As hienas de Lamont, de Claudio Nizzi e do ilustrador argentino Garcia Seijas; e agora em outubro chegou às bancas o número 27, A cavalgada do morto, de Mauro Boselli e Fabio Civitelli, artistas italianos já bastante conhecidos dos leitores deste personagem.
A nova edição conta, em sua 244 páginas em preto e branco, uma história quase de horror, na qual a lenda de um cavaleiro sem cabeça assombra a região pradarias e desertos do sudoeste dos EUA. Tex e seus amigos são chamados para investigar o fenômeno quando assassinatos começam a ser creditados ao fantasma. Uma história que pode agradar também aos fãs de weird west, tema recorrente nas aventuras do ranger texano.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Faroeste para quem gosta

Não é como em outros tempos, mas o faroeste ainda ocupa um lugar importante no espaço editorial de quadrinhos no Brasil. Grandes personagens do passado, como Zorro, Red Rider, Matt Dilon, Bat Masterson, Rocky Lane, Lone Ranger, Cisco Kid e tantos outros, não têm mais títulos nas bancas e alguns são até desconhecidos dos novos leitores, mas pelo menos dois deles seguem firmes e fortes no imaginário do gênero: Tex, do estúdio italiano Sergio Bonelli, e Jonah Hex, da editora americana DC. Ambos frequentam as bancas com alguma regularidade, mais favorável ao personagem italiano, contudo.
Tex, criação de Bonelli e Galepinni, publicado pela Editora Mythos, está entre os quadrinhos mais vendidos no país, com diversos títulos simultâneos nas bancas. Neste momento, chama atenção o número 44 da série Almanaque Tex, na verdade uma antologia com seis histórias curtas do personagem, o que é uma raridade, pois Tex geralmente estrela novelas longas. A edição tem 200 páginas em preto e branco, e as histórias foram produzidas entre 1975 e 1998, todas vistas na extinta coleção Tex e os Aventureiros, sendo a primeira vez que aparecem juntas. O que faz a edição se diferenciar é que cada história vem acompanhada de um texto explicativo com informações e curiosidades sobre sua criação. Os roteiros são assinados por Gianluigi Bonelli e Claudio Nizzi, e os desenhos por Galep, Giovanni Ticci e Fabio Civitelli. A capa, de Cláudio Villa, tem uma interpretação diferenciada, em preto e branco na frente e colorida no verso. Completam a edição, 11 páginas com as todas as capas de Almanaque Tex publicadas até agora. Sem dúvida, uma edição histórica.
Por sua vez, Jonah Hex volta às bancas numa edição especial da série Os Novos 52!, intitulada Grandes Astros do Faroeste: Onde começa o inferno, publicada pela editora Panini. Trata-se da compilação das edições 1 a 6 de All-Star Western, resultando num volume com 180 páginas em cores. O roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, associado aos desenhos de Moritat, conta uma história no estilo weird west passada na Gothan City do século 19. Lá, Hex envolve-se com famigerado pesquisador Amadeus Arkhan e tem que enfrentar um povo estranho e perigoso que vive nos subterrâneos da cidade. A edição também publica histórias com El Diablo, por Jordi Bernet, e Espírito Bárbaro, por Phil Winslade. Com as especulações sobre o possível cancelamento da série de Jonah Hex, pode ser a última chance dos fãs do pistoleiro mais bonito do oeste curtirem uma aventura inédita deste que é um dos poucos quadrinhos norte americanos de faroeste ainda em publicação.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lovecraft em quadrinhos no Brasil

Em domínio público, o escritor americano Howard Phillips Lovecraft volta aos quadrinhos no Brasil. Ainda não é exatamente uma adaptação da obra do cavalheiro de Providence, que chegou a ter algumas histórias publicadas aqui nos tempos da saudosa revista Kripta – título que teve duas edições especiais em 2011 pela Editora Mythos e está em vias de voltar pela Devir Livraria – mas vale uma boa olhada devido aos artistas envolvidos.
A primeira delas já está nas livrarias. Trata-se de O incrível Cabeça de Parafuso e outros objetos curiosos, álbum de histórias inéditas de Mike Mignola, mais conhecido como o criador de Hellboy, que nunca escondeu seu fascínio pela cosmologia criada por Lovecraft. Publicado originalmente pela Dark Horse, o trabalho chega ao Brasil pela Editora Autêntica através do selo Nemo. Traz cinco histórias de Mignola, duas delas premiadas, em 104 páginas em cores e encadernação em capa dura.
O outro título que justifica expectativa é Neonomicon, álbum com a minissérie completa originalmente publicada nos EUA pela Avatar Press. Com roteiro de Alan Moore e desenhos de Jacen Burrows, apresenta uma história original inspirada na tenebrosa mitologia lovecraftiana, mais uma história avulsa escrita por Antony Johnston, esta sim adaptando um conto de Lovecraft. O álbum, de 188 páginas e capas em cartão, é uma publicação da Editora Panini e será distribuído nas bancas.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A história da minha vida

Uma das brincadeiras literárias mais divertidas é a produção de biografias fictícias. O escritor argentino Jorge Luiz Borges era praticante dessa rara arte e escreveu uma porção delas, que são muito bem conceituadas. Também há quem escreva autobiografias que, se não são de gente que nunca existiu, pelo menos inventam muita coisa, para melhorar a imagem do autor.
Agora temos a chance de experimentar o melhor dos dois mundos: uma autobiografia fictícia, porque quem a "escreveu" é um personagem de histórias em quadrinhos, da italiana Sergio Bonelli Editore.
Trata-se de Tex Willer: A história da minha vida (Il romanzo della mia vita, 208 pág.), o famoso ranger que habitou a região do Texas, nos Estados Unidos, no século 19. Além de homem da lei, Willer era muito bem relacionado com os nativos, dos quais recebeu o nome de Águia da Noite, sendo considerado um chefe entre eles. Diz o relise: "Nesse relato, Tex revela suas origens, as histórias de seus parceiros, o encontro com o aparentemente mal-humorado Kit Carson e com o altivo navajo Jack Tigre, além do nascimento do filho Kit, depois do casamento com Lilyth, a filha do chefe Flecha Vermelha. Ele narra os acontecimentos que, no passado distante, por muito tempo o etiquetaram como fora da lei.
Tex conta como, apesar de ser texano, lutou na Guerra Civil do lado do Norte e narra sua participação na luta pela libertação do México ao lado do amigo Montales. Ele enfrenta bandidos, donos de terras inescrupulosos, políticos corruptos, militares ambiciosos, índios em revolta. É um defensor dos fracos e dos oprimidos, fortemente antirracista e amigo dos peles-vermelhas".
É claro que Tex Willer não escreveu nada disso. O autor real do livro é roteirista Mauro Boselli, que escreve suas histórias desde 1994. O personagem nasceu de fato em 1948, criação de Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, e desde então vem sendo continuamente publicado, sendo no Brasil o personagem de quadrinhos estrangeiro mais bem sucedido do mercado.
O volume ainda conta com ilustrações do excelente Fabio Civitelli e um prefácio assinado pelo próprio Sergio Bonelli.
Tex Willer: A história da minha vida é uma publicação da Mythos Editora e custa R$24,90.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Caçada selvagem

O nosso velho amigo Vermelhinho está de volta às bancas com o álbum inédito Hellboy: Caçada selvagem, esperada sequência de O clamor das trevas, publicado em 2008.
O roteiro é creditado ao criador do personagem, Mike Mignola, enquanto a arte ficou a cargo de Duncan Fegredo, que também ilustrou a última edição. As cores são de Dave Stewart.
Diz o relise: "Quando gigantes ancestrais começam a ressurgir no território britânico, Hellboy é convidado a ingressar num pelotão de matadores de monstros denominado Caçadores Indômitos. Criada em 1259, a tropa secreta vem rechaçando a ameaça dos colossos malignos ao longo dos séculos. Hellboy só não pode prever que a supostamente nobre expedição lhe reserva uma terrível surpresa, cujo desfecho o levará de encontro a uma inimiga muito mais mortífera: a Rainha de Sangue, uma ultrapoderosa feiticeira recém-revivida, cujo único propósito é arregimentar um exército demoníaco para destruir a humanidade. Se quiser combatê-la e salvar seu mundo adotivo, o herói egresso do inferno ainda terá de arcar com estarrecedoras verdades acerca de sua origem. e com seu próprio legado de trevas".
Complementam a edição as capas da edição original e um caderno com esboços de Mignola e Fegredo.
Hellboy: Caçada selvagem tem 196 páginas e é uma publicação da Editora Mythos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Na trilha do Oregon

Está nas bancas a 25.a edição de Tex Edição Gigante, a mais importante série de quadrinhos de faroeste em publicação no Brasil. Trata-se da tradução da série italiana Tex Albo Speciale, carinhosamente chamada de Texone, publicada pelo prestigioso estúdio Sergio Bonelli com o ranger Tex, personagem criado em 1948, muito popular tanto na Itália quanto no Brasil.
Tex é um homem da lei nos Estados Unidos do século XIX, que, ao lados de seus amigos, se envolve em todo tipo de ação, dentro e fora do país. O personagem conta com várias séries de revistas nas bancas brasileiras, sendo que Tex Gigante é a mais sofisticada artisticamente. Publicando apenas uma edição inédita por ano num formato diferenciado, a série conta com ilustradores convidados que fazem toda a diferença, além de ter textos dos melhores escritores da casa.
"Na trilha do Oregon" ("Verso l'Oregon", no original) tem a história creditada a Gianfranco Manfredi, autor da ótima coleção Mágico Vento, e desenhos do ilustrador argentino Carlos Gomez. Ambos são apresentados ao leitor em ótimos artigos que prefaciam a edição.
Diz o relise: "Tex e Carson estão na caça de um assassino serial psicopata que já fez diversas vítimas no Texas sem motivo aparente. As últimas notícias dão conta que ele fugiu em direção ao Oregon. Enquanto buscam o assassino, os dois rangers se deparam com uma caravana em dificuldades: algumas mulheres estão se dirigindo a Oregon City, onde deverão encontrar seus futuros maridos, que conheceram por correspondência, através de uma estranha agência de matrimônios. Propondo-se a serem guias e protetores das noivas, nossos heróis encontrarão inúmeras dificuldades: trilhas nunca antes percorridas, rios em cheia, desastres naturais e ataque de índios rebeldes. Mas é apenas em Oregon City que todos os pecados serão pagos".
A edição brasileira, da Editora Mythos, tem 240 páginas e custa R$19,90; sem dúvida uma excelente relação custo-benefício.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cripta

No final dos anos 1970, uma revista surgiu nas bancas para mudar o paradigma das histórias em quadrinhos fantásticas no Brasil. Tratava-se da revista Kripta, publicada pela então editora RGE (hoje Globo), que trazia histórias de altíssima qualidade originalmente publicadas pela influente editora Warren, nos EUA, em revistas como a Creepy, Eerie e 1984.
Algum material dessa editora já havia aparecido antes por aqui, na pequena série de revistas Vampirella, de modo que o mercado estava pronto para aquele salto qualitativo. Embalada por uma forte campanha publicitária na televisão, a revista Kripta firmou-se, garantindo presença de muitos anos no mercado brasileiro, só parando com a falência da Warren em 1983.
Há alguns meses, a Editora Mythos publicou o primeiro volume do álbum Cripta (240 páginas em preto e branco) com a republicação de algumas das ótimas histórias dessa saudosa revista de horror e ficção científica. A aceitação deve ter sido grande, porque a editora não tardou a lançar uma segunda edição, que está nas bancas  de São Paulo.
Mantendo o mesmo acabamento de luxo, esta segunda edição retoma o trabalho de apresentar a toda uma nova geração de leitores a qualidade que os quadrinhos americanos já tiveram um dia. Tal como na primeira edição, as 276 páginas do volume 2 exibem trabalhos de grandes roteiristas e ilustrações de mestres da arte, como Frank Frazetta, Al Williamson, Gene Colan, Gray Morrow, John Severin, Roy Krenkel, Neal Adams, entre outros. Algumas amostras das histórias presentes na edição podem ser vistas aqui.
A seleção do material não é brasileira, pois trata-se da tradução de uma série da americana Dark Horse, que pretende republicar todo o material da Warren em forma cronológica.
O preço assusta: R$48,90, o mesmo do primeiro volume. Mas considerando-se o conteúdo, o valor é  amplamente recompensado.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Lua Negra

O fechamento do Anuário 2009 combinado com a Copa do Mundo mais uma gripe enjoada, me deixou fora de combate por alguns dias, mas não quero terminar o mês sem atualizar alguns posts, então vamos lá.
A escritora andreense Laura Elias anuncia que está previsto para 9 de julho próximo a distribuição de Lua negra, segundo volume de saga vampírica dos Red kings, iniciada em 2009 com o romance Crepúsculo Vermelho, pela editora Mythos.
Laura apresenta assim a sinopse de seu novo trabalho: "Após ter sido salva das garras da morte pelo sangue de seu amado Bill Stone, a jovem Megan Grey se vê às voltas com o misterioso avanço de criaturas monstruosas, que deixaram o gélido Ártico rumo à cidade de Red Leaves. Por alguma razão, a aproximação de tais criaturas está criando o pior inverno de todos os tempos no Hemisfério Norte. Como se isso não bastasse, Megan enfrenta transformações no próprio corpo, que ameaçam substituir sua natureza humana por outra, animalesca e totalmente selvagem.

Gigantes ancestrais, vampiros, rovdyrs, ódios e segredos milenares, temperados por uma paixão que atravessou vários séculos unem-se no segundo volume da Saga Red Kings, lançando a jovem Megan em um abismo de sombras, onde somente morrendo ela poderá continuar viva."
E para quem perdeu o volume inicial, a editora Mythos redistribuiu Crepúsculo vermelho nas bancas, preparando assim o mercado para este segundo volume. Ainda que seja uma publicação de banca, a qualidade dos volumes é muito boa, as capas são bem feitas como se pode ver, e o preço é convidativo. E como Crepúsculo vermelho vendeu muito bem, a autora deve ter gozado de mais liberdade na elaboração deste novo romance. Vale a pena conhecer.

sábado, 3 de abril de 2010

Texone 1 relançado


Faroeste é um dos meus gêneros prediletos, principalmente nos quadrinhos. Mas só comecei a apreciar Tex a partir das edições gigantes, chamadas Texones na Itália. São edições anuais, com roteiros mais realistas e ilustrações de artistas especialmente convidados.
Foi a Editora Globo que começou com a coleção no Brasil. Publicou quatro ou cinco volumes, sem numeração, até que o personagem passou para a Editora Mythos, que decidiu colocar a casa em ordem. Lançou, em 1999, Tex Edição Gigante nº1 - O homem de Atlanta, com roteiro de Claudio Nizzi e desenhos do espanhol Jordi Bernet, mais conhecido entre nós pela HQ Torpedo 1936. Como havia uma certa folga, a Mythos publicou a coleção em edições semestrais. A mais recente foi a de número 23, Patagônia, de Boselli e Frisenda.
Agora anual, já que está na mesma edição que a Itália, a Mythos muito acertadamente decidiu lançar uma segunda edição dessa espetacular série, que todo fã de faroeste deve conhecer.
Acaba de chegar as bancas o relançamento de O homem de Atlanta, uma excelente oportunidade para quem não tem a coleção completa ou ainda não teve a chance de apreciar as histórias deste personagem. A numeração e a capa forma mantidas em respeito aos colecionadores. A única diferença notável é uma cor mais escura no fundo da última capa.
Tex tem uma textura mais pulp que o padrão dos westerns europeus. Nada da sutileza e poesia de outros faroestes como Ken Parker e Tenente Blueberry. Tex é quase um super-herói, invencível e implacável com os vilões, não leva desaforo para casa e resolve os problemas à bala, sem remorsos. Neste aspecto, Tex assemelha-se muito mais a outro personagem popular entre os leitores masculinos, Conan, o Bárbaro, da editora americana Marvel, também publicado pela Mythos no Brasil.
Mas as histórias de Tex Edição Gigante são mais sofisticadas, a começar dos roteiros de Nizzi, que são excelentes, coroadas com os desenhos de grandes artistas dos quadrinhos. A receita deu tão certo que outras edições especiais de Tex também surgiram no mercado, como Tex Almanaque e Tex Anual, ambas coleções diferenciadas dentro do universo deste justiceiro casca-grossa.
A edição chega às bancas ao preço de R$19,90, mas pode ser comprada com descontro diretamente na Editora Mythos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Crepúsculo vermelho

Esta me surpreendeu.
Estou trabalhando no fechamento da lista de livros de ficção fantástica publicados em 2009 e, há algumas semanas, durante minhas andanças, encontrei nas bancas o sugestivo romance Crepúsculo vermelho, de Laura Elias, publicado pela editora Mythos, que é obviamente uma historia de vampiros na esteira dos bestsellers de Stephanie Meyer.
O acabamento profissional do volume, que se apresenta nos moldes das coleções de histórias populares para mulheres, como as coleções da Harlequim e da Nova Cultural, levou-me a acreditar que se tratava de uma tradução, praxe nos títulos dessas duas editoras. Afinal, elas também costumam lançar histórias com vampiros, lobisomens e até viagens no tempo, sim senhor!
Geralmente, os fãs de literatura fantástica não dão muita bola para esses livrinhos que, apesar disso - ou talvez exatamente por isso -, vendem muito bem. Conheço muitas mulheres que leem essas histórias com avidez e os sebos mantêm uma seção bem organizada para elas, porque a procura é intensa.
Não é por acaso que a série Crepúsculo e outras do mesmo calibre estão fazendo tanto sucesso. Nada de novo sob o sol, esse tipo de história faz sucesso há décadas nos livrinhos de banca.
Bom, relacionei o título e a autora e, há pouco, fui a internet pesquisar o título original, coisa que nem sempre é fácil de identificar. E qual não foi minha surpresa ao me deparar com o blog da autora, que é brasileira, está publicando seus trabalhos desde 2005 pela Mythos e já emplacou nada menos que 26 títulos, mais quatro e-books. O blog relaciona todos eles, muitos publicados sob pseudônimos. A maior parte dos romances é realista, mas há dramas históricos e um bocado de fantasia, tudo regado com muito glamour e erotismo.
O Anuário sempre teve dificuldade em identificar esses títulos porque eles têm uma rotatividade muito alta e são republicados muitas vezes, mas desta vez conseguimos pescar alguns. E esse peixão acabou caindo na rede. Sorte nossa!