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sábado, 12 de novembro de 2011

Papercrafts nas bancas. Ou quase.

Há um bom tempo que não aparecem publicações de modelos de papel nas bancas brasileiras. As últimas delas foram algumas edições da revista Art Attack, que trouxe peças toyarte muito bacanas, comentadas aqui. Mas as coisas parecem estar mudando.
Em setembro, a Editora Abril lançou o álbum de figurinhas Princesas para Sempre que, além do álbum em si e dos cromos colecionáveis, vendidos à parte, entregou como brinde um castelo encantado, como aqueles que costumamos ver nos contos de fadas.
O modelo é parcial e serve como diorama, onde se podem dispor figuras 3D que também fazem parte da coleção. Branca de Neve, Bela Adormecida, Cinderela, Pequena Sereia, Rapunzel são algumas das personagens retratadas. A coleção faz parte da franquia Disney, o que é garantia de qualidade. O álbum com o castelo custa a bagatela de R$6,95, e cada envelope, com quatro figurinhas e um card 3D, custa R$1,00.

Outra editora que está investindo nesse segmento é a On Line, que anunciou duas edições da revista Diversão com Brinquedos de Papel. A primeira delas também é um castelo de contos de fadas, este porém é genérico, sem nenhuma marca associada. O castelo tem 36 peças destacáveis para serem montadas sem cola.
A segunda edição é para os meninos, pois as 70 peças que compõe o kit formam a van do popular personagem dos desenhos animados Ben 10. Cada revista custa R$14,99.
Infelizmente, parece que as editoras brasileiras ainda pensam que papercraft é coisa só para crianças. Mas sejamos otimistas, quem sabe este seja apenas o início de uma coleção de modelos bem mais interessantes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Príncipes da Pérsia

Está nas bancas a edição 3 da série Disney Cinema em Quadrinhos, da Editora On Line que, há poucos meses, distribuiu a quadrinhização do longa Alice no País das
Maravilhas, de Tim Burton, comentado aqui. Desta vez, a revista quadrinhiza a história de Príncipe da Pérsia: Areias do tempo, de Mike Newell, longa metragem recentemente distribuído nos cinemas, baseado num famoso videogame. O roteiro é assinado por Alessandro Sisti e os desenhos, muito bons por sinal, são de Slava Panarin. A revista tem 76 páginas, é totalmente colorida e, como podemos perceber, trata-se de uma versão italiana.

Também podemos encontrar nas livrarias a versão americana em quadrinhos desse mesmo filme, publicada há algumas semanas pela Editora Record na Coleção Galera. A edição foi lançada originalmente pela First Second Books, tem roteiro de A.B. Sina e Jordan Mechner, o criador do game, e desenhos de LeUyen e Alex Puvilland. Esta versão pode agradar mais aos leitores que apreciam desenhos estilizados, pois têm jeito de cartum, quase cômico.
Contudo, as duas versões são muito boas e merecem uma olhadinha. E para quem, como eu, se divertiu jogando o vidogame, com certeza será uma bela viagem no tempo.

sábado, 3 de abril de 2010

Clássicos em quadrinhos


O que é mais legal nos clássicos da literatura é que eles estão por toda parte. São baratos e fáceis de encontrar, porque estão em domínio público e todo mundo parece querer tirar uma casquinha. Afinal, não precisar pagar o autor é uma vantagem e tanto. Por isso, volta e meia surge uma nova edição, às vezes mais luxuosa, às vezes em formato econômico. E, às vezes, em quadrinhos.
Acho que a primeira editora brasileira a perceber o potencial das adaptações literárias em quadrinhos foi a EBAL, do Rio de Janeiro, que nos anos 1950 e 1960 era provavelmente a maior editora de quadrinhos do país. Sua Coleção Maravilhosa era dedicada a publicar quadrinhizações da literatura nacional e estrangeira. Algumas adaptações dessa coleção são únicas.
Nos anos 1980 a americana DC criou uma linda coleção de adaptações em quadrinhos de alguns romances clássicos, ilustradas por desenhistas de primeiro time. A coleção teve tradução o Brasil pela editora Abril, com acabamento luxuoso similar ao da coleção americana.
Recentemente, muitas editoras brasileiras descobriram que dá pé publicar adaptações em quadrinhos de clássicos da literatura brasileira, porque os governos parecem interessados em comprar esse tipo de material para as bibliotecas escolares. É uma pena que tenha sido preciso mamar na verba pública, mas se não for assim, o que há de ser do quadrinho brasileiro? Está valendo, tanto que tem ganhado até prêmio Jabuti.
Agora é a vez da editora On Line investir na coleção Clássicos em Quadrinhos. Na verdade, não é um lançamento recente — o primeiro número saiu em janeiro —, mas só agora reparei com o lançamento de mais dois números. Trata-se da tradução da coleção Classic Fiction publicada originalmente pela editora americana Stone Arch Books.
O já citado primeiro número foi O médico e o monstro, de Robert L. Stevenson, adaptado por Carl Bowen, e Daniel Perez. O volume 2 trouxe O corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, adaptado por L. L. Owens e Greg Rebis. E o volume 3, A máquina do tempo, de H. G. Wells, por Terry Davis e José Alfonso Ocampo Ruiz.
A coleção original, da Stone Arch, ainda tem adaptações de O homem invisível, Tom Sawyer, Pinóquio, O livro da selva, 20.000 léguas submarinas, As viagens de Gulliver e muitas outras que talvez cheguem ao Brasil na sequência.
O trabalho é de boa qualidade, mas não tem nada de mais. Os desenhos tendem para um certo estilo oriental, que está na moda, mas simplificado demais, eu diria um tanto apressado. Deu saudades das edições da Abril. Seria oportuno se a editora On Line, ao invés de comprar esses enlatados, providenciasse as adaptações com artistas brasileiros que, com certeza, fariam um trabalho mais vistoso. Talvez nem ficasse mais caro, já que as obras estão em domínio público mesmo.
As edições da coleção Clássicos em Quadrinhos tem formato americano, 72 páginas em cores, e custam R$8,90 cada.