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terça-feira, 27 de junho de 2023

Lançamento: Cultura pop e Filosofia

Muitos se perguntam, inclusive os filósofos, para que serve a filosofia, sem encontar uma resposta satisfatória. Contudo, continuamos a filosofar sobre  tudo, inclusive a cultura pop, que não é a mesma coisa que cultura popular, embora tanto uma quanto outra sejam campos férteis para o exercício da filosofia. Infelizmente, a maior parte dos livros publicados sobre a filosofia da cultura pop são traduções de títulos estrangeiros, notadamente anglo-americanos, com pouco espaço para o exercício filosófico brasileiro. Mas, perguntariam, existe filosofia no Brasil? Sim, existe, e de boa qualidade. Mas o pouco que é publicado circula, quase sempre, apenas no ambiente acadêmico. Por isso é importante registrar e divulgar a publicação de Cultura pop e Filosofia, Volume 2: Quadrinhos, cinema, seriados animações, internet e afins, antologia com dezesseis artigos organizada pelo professor Heraldo Aparecido Silva, publicada em 2023 em edição digital pela editora Marca de Fantasia como número 59 do selo Veredas.
Diz o texto de apresentação: "O livro está organizado em três partes interdependentes, com eixos temáticos distintos. A primeira parte concentra os textos sobre histórias em quadrinhos em suas diversas modalidades e gêneros. A segunda parte encerra os textos que versam sobre algumas das principais variantes cinematográficas. A terceira parte contempla um espaço temático mais amplo, advindo do universo dos videogames, internet, animações, músicas e afins." 
A antologia é fruto das atividades de pesquisa do Núcleo de Estudos em Filosofia da Educação e Pragmatismo (NEFEP), vinculado à Universidade Federal do Piauí (UFPI). Tem 222 páginas com textos assinados por Izabel Maria Gomes da Paz, Francisco Raimundo Chaves de Sousa, Robson Carlos da Silva, Maria Alcidene Cardoso de Macedo Passos, Fernanda Antônia Barbosa da Mota, Adna Lusane Nunes Ferreira, Izildete de Sousa Torres, Marcus Gabriel Coutinho Silva, Bruno Araújo Alencar, Lara Brenda Lima de Oliveira, Fábio Júnior Alves da Silva, Ramiro de Castro Cavalcanti, Jéssica Ágne Campêlo Nunes e Shéyron da Silva Rodrigues Magalhães, sempre em parceria com o organizador. 
Este volume 2 está disponível para download gratuito no saite da editora, aqui. O volume 1, publicado em 2021, também está disponível, aqui.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Lançamento: Sem tempo a perder

A editora Goya acaba de anunciar o pré-lançamento de Sem tempo a perder, uma coletânea de artigos publicados no blogue da autora. 
Diz o texto de apresentação: "Por anos, a escritora Ursula K. Le Guin conquistou gerações de leitores com seus mundos imaginários. Durante a última parte de sua vida, a velhice, ela explorou um novo território: ensaios para o público geral, publicados em seu blog. Esses textos estão reunidos aqui e representam a junção perfeita da escrita envolvente e evocativa de suas narrativas ficcionais com temas universais como envelhecimento, família e... amor, seja por seus amigos, seja por seus animais de estimação. Com maestria ímpar e um domínio narrativo sem igual, Le Guin conduz o leitor por seus questionamentos e reflexões sobre como envelhecer muda a percepção que temos do mundo à nossa volta. Sem cair em um monólogo piegas nem em uma glorificação infundada, ela consegue mostrar com clareza os sofrimentos e as grandezas de um período da vida tão pouco explorado na literatura."
Ursula K. Le Guin está entre as mais premiadas escritoras da ficção fantástica mundial. Falecida em 2018, aos 88 anos, Le Guin deixou uma obra extensa e valorizada por suas posições feministas e libertárias. A mão esquerda da escuridãoOs depossuídos e Floresta é o nome do mundo são bestsellers do gênero e verdadeiras unanimidades entre os leitores. Ainda que Sem tempo a perder não seja necessariamente um texto ligado a fc&f, vindo de Le Guin certamente ecoa aspectos de sua carreira que devem interessar aos fãs.
O volume tem 272 páginas e tem a data de publicação anunciada em 7 de junho, mas já é possível reservar aqui um exemplar com desconto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Barraco da FC

Desde o início do ano, participo de um grupo de pessoas dedicadas à divulgação da filosofia como atividade cotidiana universal. Coordenado pela filósofa Fernanda Carlos Borges e com a participação de Alécio Souza, Ana Bueno, Analu Coutinho, Apolo França, Camila Felício, Carla Pavão, Carlos Biaggioli, Cesar Silva, Chris Oliveira, Guilherme Colosio, Henrique Polesi, Luan Dias, Luiza Simões, Natan Bastos, Paula Fehper, Renata Oliveira, Sandra Barbosa, Tatiana Biancconcini, este chamado Barraco Filosófico promove discussões que são exibidas todos os sábados no programa homônimo na Rádio Madalena e também recheiam o acervo do canal do Youtube Filosofia em Movimento.
Toda semana nos reunimos para barraquear e gravar os programas, a cada vez conduzido por um barraqueiro diferente, mas com pitacos de todo mundo. Já apresentei dois Barracos ao longo deste ano e, é claro, não poderia manter a fc longe dessa conversa.
Meu primeiro Barraco Filosófico foi ao ar em 7 de maio de 2020 com o título "Uma filosofia para o fim do mundo", baseado nos texto Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, e o Apocalipse bíblico, ilustrado por canções de Eduardo Dusek ("Nostradamus") e Caetano Veloso ("Um índio"). Diz o texto de apresentação: "O conceito de fim do mundo está presente em praticamente todas as culturas. Na maior parte delas, implica num fim imprevisível, violento e absoluto. Algumas até acenam com uma existência posterior radicalmente diferente, mas apenas para certa parcela da população, o que deixa todos um tanto assustados com a possibilidade de um fim abrupto e definitivo de suas vidas. Mas será que o fim do mundo é tudo isso mesmo? Nestes tempos de crise contínua, é importante construir uma filosofia para o fim do mundo, porque é possível que ele até já tenha acabado…".
No dia 16 de agosto estreou meu segundo Barraco, "2001: Uma odisseia no espaço e o evangelho de Nietzsche para um mundo sem Deus", com canções de Richard Strauss ("Also sparach Zarathustra") e Legião Urbana ("Monte Castelo"). Diz o texto de apresentação: "2001: Uma odisseia no espaço (1968), dirigido por Stanley Kubrick (1928-1999) e baseado numa ideia original do escritor britânico Arthur C. Clarke (1917-2008) é uma das mais perfeitas peças da arte cinematográfica, um filme inteligente e profundamente intrigante, que perturbou e ainda perturba o sono de muitos admiradores da sétima arte. Mas, quais são os mistérios de sua leitura? O que significa o monolito? Por que o filme causa tanta perturbação nos expectadores? O fato é que nunca houve segredo. Kubrick explicitou em sua trilha sonora a referência direta ao livro Assim falou Zaratustra, de 1883, uma das mais importantes obras do filósofo prussiano Friedrich Nietzsche (1844-1900). Este episódio pretende investigar as ligações deste clássico cinematográfico com a obra do filósofo e com a Bíblia Sagrada, e por que podemos afirmar que Assim falou Zaratustra é o evangelho e 2001 é o Apocalipse desse novíssimo testamento para um mundo sem Deus."
Para ver os vídeos basta clicar nos títulos dos Barracos. Há muitos mais conteúdo no canal, que vale a pena conhecer. Estes e outros Barracos estão disponíveis também em divertidos podcasts no saite da Radio Madalena, aqui.