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domingo, 6 de novembro de 2011

FCdoB no prelo

A BHB Eventos Culturais, organizadora da terceira edição do concurso Ficção Científica Brasileira: FCdoB - Panorama 2010-2011, divulgou há poucos dias a relação dos vinte contos selecionados para compor uma antologia de novos talentos do gênero no Brasil. São eles:
"Asas", de Alexandre Lobão;
"No passado", de Anderson Santos;
"Obsoleto", de Antonio Junior;
"Dialética da perfeição", de Antonio Bórgia;
"O patriarca", de Augusto Guimarães;
"Demiurgo", de B.B. Jenitez;
"Como jogar contra adversários mais fortes", de Carlos Abreu;
"A intervenção", de Carlos Sautchuk;
"Tiangwá e os pequenos guerreiros de Yoomandu-Açu", de Chico Pascoal;
"Imperfeito", de Denis Winston Brum;
"O sexto círculo", de Gustavo Coelho;
"Apotine gratinado", de Gustavo Rimoli;
"A inimaginável materialização de Samira", de João Paulo Vaz;
"Memorial", de Marcel Breton;
"Recomeço", de Mozart Almeida;
"Acorda e vem ver o luar", de Paulo Eduardo Mauá;
"Nulla in mundo pax sincera", de R. Lovato;
"Resíduos atômicos e as falhas nos microprocessadores Weltall", de Raul Rabesch;
"Controle remoto", de Ronaldo Brito Roque;
"Nanovidas", de Rubem Cabral.
Augusto Guimarães, Carlos Abreu, João Paulo Vaz, Alexandre Lobão, Denis Winston Brum e Anderson Santos também estiveram entre os selecionados nas edições 2006/2007 (Corifeu, 2007) e 2008/2009 (Tarja, 2009). Uma curiosidade é a presença de B. B. Jenitez, pseudônimo de Osame Kinouchi Filho, autor da Segunda Onda da FCB, ganhador de um Prêmio Nova em 1990. Isto pode sinalizar que a promoção está recebendo a atenção do fandom histórico, conhecido como Segunda Onda da FCB, que até hoje mantinha-se respeitosamente a distância.
A antologia será publicada brevemente pela Tarja Editorial, e a sua capa, que pode ser vista ilustrando este artigo, trará o desenho "Curumins" de Carlos Reno, vencedor do concurso na categoria ilustração.
Parabéns a todos os selecionados e aos organizadores do concurso por mais um trabalho bem executado.

domingo, 21 de agosto de 2011

Lançamento múltiplo

No próximo sábado, dia 27 de agosto, as editoras Tarja e Estronho promovem juntas o lançamento de nada menos do que cinco títulos: Tempo de Algória, de Richard Diegues, Reino das névoas, de Camila Fernandes, A bondade dos estranhos, de João Barreiros, e as antologias Time Out: Os viajantes do tempo e Sociedade da sombras. O evento acontece no Bar Pier, Rua Joaquim Távora, 1327, em São Paulo.
Aproveite para comprar e conhecer os autores, que estarão circulando por lá ente as 16 e as 22 horas. É um bocado de gente e vai parecer uma mini-convenção de FC&F, sem dúvida. Mais um sinal da robustez do fandom que, aos poucos, vai descolando das iniciativas centralizadas, com cada grupo e editora ganhando autonomia.
Em tempos não tão distantes, nem mesmo um ano inteiro de atividades em conjunto garantia tanta vitalidade.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lançamentos reais

Dia 27 de agosto, no bar e restaurante Pier 1327 (R. Joaquim Távora 1327, São Paulo) acontece o 3.o Encontro das editoras Traja e Estronho, quando serão lançados vários títulos das duas editoras.
Um deles é a coletânea Reino das névoas: Contos de fadas para adultos, de Camila Fernandes. Trata-se de uma releitura das histórias de fadas sob um caráter mais maduro e violento, como elas devem ter sido contadas originalmente. A coletânea é formada por sete contos, ilustrados pela própria autora.
Diz o relise: "O que nossos pais esconderam sutilmente de nós enquanto liam à cabeçeira de nossas camas? Agora que somos adultos, porcuramos por essas respostas. E aqui, neste livro, elas estão em cada linha".
Camila que teve contos publicados nas antologias Necrópole, Paradigmas, Visões de São Paulo, Extraneus: Quase inocentes e o recente A fantástica literatura queer. Esta é sua primeira coletânea e vem chancelada pelo Governo do Estado de São Paulo com o financiamento do Proac.

Outro lançamento do evento será a antologia Time out: Os viajantes do tempo, organizado por Ademir Pascale para a editora Estronho, com histórias de Roberto de Sousa Causo, Álvaro Domingues, Luciana Fátima, Estevan Lutz, Allan Pitz, Edgar Indalécio Smaniotto, Mariana Albuquerque e Miguel Carqueija, além do próprio Pascale. O volume é apresentado pelo decano escritor André Carneiro e traz ainda um texto do jornalista Jorge Luiz Calife. Enquanto espera a data do evento, a editora disponibilizou uma amostra aqui, com o conto "A máquina da insanidade", de Estevan Lutz. Aproveite.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A fantástica literatura queer

Dentre muitos projetos anunciados pelas editoras que se dedicam a trabalhar com a FC&F no Brasil, não há nenhuma dúvida que o mais corajoso e polêmico é a antologia A fantástica literatura queer, organizada por Cristina Lasaitis e Rober Pinheiro para a Tarja Editorial, lançada no último dia 24 de junho, em São Paulo, aproveitando as atividades ligadas ao Dia do Orgulho Gay.
A coragem da Tarja e dos organizadores em se meter nesse vespeiro se potencializa quando eles se envolvem com a questão homossexual dentro do perímetro da ficção fantástica, especialmente da ficção científica, herdeira do pensamento conservador e assexualdo da Golden Age, ainda muito dominante no gênero.
Há pouquíssima FC&F que coloca em pauta, mesmo que transversalmente, a questão homossexual. Raramente aparecem personagens gays e, quando existem, eles são indecisos e inseguros, refletindo a dificuldade dos autores do gênero em abordar a questão.
Num exercício rápido de memória, na FC brasileira apenas um trabalho me vem a mente: o conto "Quando murgau A.M.A. murgau", de Ivan Carlos Regina, publicado na antologia O fruto maduro da civilização (1995, GRD), um autêntico trabalho de discussão do homossexualismo de uma forma que só mesmo a ficção científica poderia propor.
Na FC estrangeira há mais opções. Lembro-me das utopias homossexuais O planeta Esparta, de Bertram Chandler, e seu inverso, As exterminadoras, de Edmund Cooper. Outros livros que margeiam o assunto são A mão direita da escuridão, de Ursula Le Guin, Não temerei o mal, Robert Heinlein, e Gateway, de Fredrick Pohl, que apresenta um personagem homossexual bastante redondo.
Há mais. Contudo, o tema parece restrito a um nicho específico do mercado, um fandom dentro do fandom, que sustenta editoras, revistas e prêmios literários, como o Lambda Award, que tem categoria específica para FC&F&H. Trabalhos de Anne Rice, Samuel Dalaney e Octavia Buttler já foram indicados a esse prêmio, e Clive Barker o ganhou duas vezes, com trabalhos já traduzidos no Brasil (Sacrament, Galilee).
Apresentada em dois volumes de 178 páginas cada, A fantástica literatura queer traz textos inéditos de quinze autores brasileiros: Alliah, Camila Fernandes, Cesar Sinicio Marques, Claudio Parreira, Cristina Lasaitis, Cindy Dalfovo, Daniel Machado, Eric Novello, Kyran, Laura Valença Guerra, Monica Malheiros, Osíris Reis, Renato A. Azevedo, Rober Pinheiro e Rogério Paulo Vieira, todos autores ligados ao que se convencionou chamar de Terceira Onda da FC Brasileira, ou seja, surgidos principalmente na internet. Nota-se aqui um certo distanciamento dos autores das Primeira e Segunda Ondas, talvez fortuito, mas muito revelador. É claro que havia a possibilidade dos organizadores selecionarem material não inédito, mas deve ter sido uma opção consciente não fazê-lo.
O único detalhe que não me agradou foi a proposta militante com que a antologia é apresentada. Aparentemente, os mais de três milhões de participantes da Parada Gay não são suficientes para convencer que os homossexuais não são uma minoria social e que a questão pode ser colocada com maior naturalidade, sem manifestos e frases de efeito.
De qualquer forma, A fantástica literatura queer é uma obra a ser observada.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Isso que é novidade


Mantendo a sua proposta de ousadia, a Tarja Editorial, que foi a primeira editora a abrigar o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, publicou o escatológico Fome de Tibor Moricz e antecipou uma onda com a antologia Steampunk, mais uma vez investe numa proposta arrojada na ficção fantástica brasileira, divulgando a preparação de uma antologia de contos de ficção fantástica de conteúdo homossexual.
Chamada de A fantástica literatura Queer, o volume será organizado por Cristina Lasaitis e Rober Pinheiro, e a data de publicação prevista é junho de 2011, durante o mês do orgulho gay.
Por enquanto há apenas o projeto divulgado no saite da Tarja, que apresenta um tipo de manifesto, conclama os autores a enviarem material para seleção e estabelece regras para a apresentação dos trabalhos.
Diz o projeto: "A Fantástica Literatura Queer será a primeira coletânea de contos de ficção científica e fantasia brasileira dedicada à diversidade sexual, e esclarecemos que nosso objetivo não é meramente publicar um livro, mas criar um marco para a literatura de gênero e sobre gêneros ao compor uma aliança de escritores fantásticos pela promoção da diversidade sexual na cultura brasileira, incluindo não somente a luta pela cidadania de gays, lésbicas e transgêneros, mas também a derrubada de tabus e preconceitos enferrujados dentro da nossa própria literatura."
Os homossexuais têm sofrido ataques nas ruas das cidades brasileiras, isso todo mundo sabe, e a publicação de um trabalho desses pode contribuir para colocar a questão em foco, mas eu não me lembro de nenhum tipo de agressão ou preconceito ao homossexualismo dentro da literatura fantástica brasileira, a não ser que se considere preconceito o fato de haver poucos trabalhos dessa linha no Brasil.
Nos EUA, a ficção gay forma um mercado segmentado, com revistas e editoras especializadas no nicho. O gênero tem até um prêmio anual, o Lambda Literary Award, que tem categorias específicas para fantasia, ficção científica e terror. É possível que o mesmo acabe acontecendo aqui, uma vez que não podemos dizer que o tema seja propriamente popular.
Contudo, a FC gay não é inédita no Brasil. Alguns contos traduzidos apareceram na meia-antologia Futuro proibido [Semiotext(e)], parcialmente publicada pela Conrad em 2003 e resenhada aqui. E mesmo na ficção científica brasileira, há pelo menos o excelente conto "Quando murgau ama murgau", de Ivan Carlos Regina, que mesmo não sendo inédito, merecia figurar na antologia.
Tomara que A fantástica literatura Queer tenha boa receptividade e seja o início de um novo mercado para a atividade literária no Brasil.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A situação

A editora Tarja também divulga seus futuros lançamentos, anunciando a tradução da novela A situação (The situation), do escritor americano Jeff VanderMeer, uma história estranha e perturbadora que se desenrola dentro de uma corporação futurista, na qual as pessoas podem ser gente normal ou pós-humana, incluindo ciborgues das mais variadas formas, e até pessoas artificiais. Lembra um bocado o clima insano de filme Brazil, de Terry Gillian, com uma dose generosa de cyberpunk.
Diz uma citação de Margo Lanaganno, publicada no saite: “Pegue Dilbert, ponha-o dentro de Gormenghast, acrescente pesadelos biotecnológicos em abundância e você terá algo com sabor de A situação de Jeff VanderMeer. A sombriamente hilária história conta as horríveis verdades do trabalho e do local de trabalho modernos. Qualquer um que já tenha tido um colega disfuncional ou tenha trabalhado para uma organização falida vai reconhecer facilmente as maquinações e os monstros aqui".
O livro terá 120 páginas e deve ser lançado em fevereiro, mas ainda não está em pré-venda. Para uma pequena mas saborosíssima degustação, visite a página do livro aqui, onde é possível ler um trecho.
O expediente revela que o autor da bela ilustração da capa é Marcelo Tonidandel, mas não credita a tradução da obra.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Três anos de Tarja

A editora Tarja, casa que publicou as edições 2007 e 2008 do Anuário, está convidando todo mundo para comemorar os três anos de atividades num grande encontro de confraternização nesta sexta-feira, dia 2 de julho, no seu tradicional point de lançamentos, o Bardo Batata, na Rua Bela Cintra, 1333, em São Paulo/SP, a partir das 19 horas.
Os editores Richard Diegues e Gianpaolo Celli aproveitarão o evento para divulgar os 14 títulos que estão em preparação para futuro lançamento, entre eles antologia com vários autores Cyberpunk – Histórias de um futuro extraordinário, os romances Memórias desmortas de Brás Cubas, de Pedro Vieira, Os anos de silício, de Fábio Fernandes, Casas de vampiro, de Flávio Medeiros, Tempos de AlgóriA, de Richard Diegues e Cyber Brasiliana, coletânea de Richard Diegues a ser lançada dentro de alguns dias. Eles também esperam receber novos projetos de autores interessados em publicar. Uma ótima oportunidade para quem estiver a procura de uma editora. Falem com eles, os caras são gente fina e trabalham bem.
De minha parte, já vão aqui os meus parabéns à Tarja, com profunda gratidão por ter abrigado o projeto do Anuário.
Sucesso, parceiros!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Paradigmas 4


No princípio, era o fanzine, e ele era bom. Veio então o grande inverno, longo e rigoroso, e ele não suportou e morreu. Sua semente ficou sob a neve e os homens tiveram muita fome. Mas a primavera veio enfim e a semente brotou. Mas não era mais fanzine: era livro.

Esta é a lenda que corre na tradição oral sobre o fenômeno das antologias em 2009. Observa-se que boa parte das publicações em formato de antologias comerciais tem sido publicada com o mesmo espírito independente e militante dos fanzineiros de outrora, porém com doses bem mais generosas de acabamento gráfico. Tecnicamente contudo, não são diferentes de seus extintos antecessores, sendo inclusive publicadas de forma periódica e numerada, como eram também os fanzines.
Percebe ainda o mesmo discurso, revolucionário, grandiloquente, quase sempre introduzido por um manifesto. É justamente este o caso da série de antologias Paradigmas, da Tarja Editorial, casa publicadora dirigida por autores-fãs que têm se empenhado em construir um catálogo exclusivo de ficção fantástica.
Paradigmas publicou três volumes em 2009 e o número 4 foi lançado há poucos dias, inaugurando as atividades da editora no ano. O volume, organizado por Richard Diegues, tem 120 páginas e reúne 13 contros inéditos, assinados por Georgette Silen, Ronaldo Luiz Souza, Leonardo Pezzella Vieira, Ana Lúcia Merege, Marcelo Jacinto Ribeiro, Roberta Nunes, Adriana Rodrigues, Carlos Abreu, M. D. Amado, Rober Pinheiro, Sandro Côdax, Fábio Fernandes e o próprio organizador, Diegues.
O livro pode ser comprado aqui, e está bem em conta. No mesmo site, podem ser também encontrados os volumes anteriores, além de um amplo catálogo de títulos de interesse.
Se Paradigmas realmente quebra paradigmas como se propõe, ainda não sei, mas certamente proporcionará algumas horas de lazer sadio regado a boas ideias. Portanto, vale a pena experimentar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

FCdoB volume 2


Conforme já havia comentado aqui, há alguns meses fui contatado por um dos coordenadores do concurso literário FCdoB, Pedro Rangel, interessado em usar um antigo texto meu como prefácio do livro que publicaria os ganhadores da segunda edição do concurso, realizado ao longo de 2009.
Fiquei um pouco surpreso a princípio, porque achava que o texto estava superado. Mas Rangel insistiu que ele estava perfeito e como não vi motivo para atualizá-lo, autorizei a publicação "in natura". Desde então estava na espera pelos resultados do concurso que, conforme Rangel confidenciou, recebeu perto de 250 trabalhos.
Finalmente, os ganhadores foram apresentados aqui, e o livro, cuja primeira edição foi publicada com recursos próprios, desta vez saiu pela editora Tarja, a mesma que tem publicado o Anuário Brasileiro da Literatura Fantástica, e tem realizado um surpreendente trabalho editorial ao longo dos últimos anos.
A capa da nova edição, produzida por MilaF e Verena Peres, está mais vibrante e focada no gênero do que a do primeiro volume. A antologia tem 208 páginas e traz 26 trabalhos de autores novos, entre eles alguns nomes já vistos em outras publicações, como Hugo Vera e Maria Helena Bandeira.
Uma amostra da edição, com direito aos prefácios e dois contos, pode ser obtida no site da editora, aqui, e o livro real pode ser pré-adquirido aqui.
Parabéns aos vencedores e aos organizadores do concurso, que se firma como evento do calendário do fandom brasileiro, e a editora Tarja, que demonstra não ter medo de investir no novo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Anuários



O ano passado eu combinei com a Editora Tarja que não iria concorrer com ela vendendo exemplares do Anuário, mas este ano a editora liberou. Então, adquiri um lote de exemplares e, dessa forma, quem preferir pode comprar comigo. Tenho exemplares das edições de 2007 e 2008. Quem se interessar, entre em comigo pelo e-mail ceritosilva@yahoo.com.br para ter mais informações.
A Tarja continua vendendo os livros no seu site. Aliás, está com uma promoção, que inclui os dois Anuários mais outros cinco títulos por apenas R$75,00. Uma bagatela!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Steampunk


Um dos livros que adquiri durante a III FantastiCon foi este lançamento da Editora Tarja, Steampunk - Histórias de um passado extraordinário, antologia organizada por Gianpaolo Celli, com nove histórias de ficção científica escritas por autores brasileiros, seguindo um modelo algo popular nos dias de hoje, conhecido como steampunk.
O modelo não é novo, de fato ele já estava presente nos primeiros trabalhos de FC do final do século XIX, quando a revolução industrial ainda não estava totalmente consolidada e o sonho da tecnologia estava nas máquinas movidas a vapor. Jules Verne e H. G. Wells sempre são citados como referência quando se trata do steampunk, mas eles não o eram de fato. Verne e Wells escreviam ficção científica, ponto. O steampunk é um tipo de revival daquela fantasia tecnológica de final de século, porém transposto para os nossos dias, como se a tecnologioa do vapor tivesse de fato ido além das locomotivas e chegado aos computadores e ao espaço, tudo na base do vapor. Absurdo? Pode ser, mas muito romântico. Autores como Bruce Sterling e William Gibson, os papas do cyberpunk, modernizaram os contornos criativos desse modelo quando publicaram The difference engine, um romance que fala sobre o surgimento da tecnologia digital ainda nos tempos vitorianos e o impacto que isso causaria na civilização.
Outros autores vieram unir-se a essa proposta e o cinema em especial, com filmes como As loucas aventuras de James West e A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, auxiliou na popularização do modelo entre o público leigo antes mesmo que ele se tornasse maduro no gênero.
Dispostos a não serem deixados para trás, nove autores brasileiros dedicaram-se a compor a primeira antologia brasileira específica no estilo. São eles: Fábio Fernandes, Antonio Luis M. C. Costa, Alexandre Lancaster, Roberto de Sousa Causo, Claudio Villa, Jacques Barcia, Romeu Martins e Flávio Medeiros, além do organizador Gianpaollo Celli que arriscou ele mesmo um conto.
O conceito é instigante e o time de autores anima a leitura imediata. Mas não vou fazer uma análise crítica agora, que deve sair no Anuário 2009. Por enquanto, fica aqui apenas a divulgação.
O livro pode ser encomendado diretamente no site da Editora Tarja.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Habemos Anuário 2008


Somente dois dias depois, estou achando tempo para atualizar as notícias sobre o lançamento do Anuário 2008, o meu livro em parceria com o jornalista Marcello Simão Branco, que acaba de ser publicado pela Editora Tarja.
O lançamento aconteceu na noite do dia 21 de julho num bar do centro de São Paulo, e considerando o trânsito da cidade e as dificuldades inerentes a um evento de meio de semana, até que tinha bastante gente por lá. É que, junto com o Anuário 2008, a Tarja lançou no mesmo evento o terceiro volume de seu periódico literário Paradigmas, que reúne vários autores, e parte desse povo, junto com seus convidados, também estava lá.

Da esquerda para a direita, Roberto de Sousa Causo, Marcello Simão Branco e Matias Perazolli

Mas o que interessa é que e tive a grata felicidade de receber alguns amigos, entre eles alguns que eu não via há anos, como a blogueira e poetisa Elise Garcia, o colega de CLFC Matias Perazolli, o escritor Roberto de Sousa Causo, o escritor e tradutor Fábio Fernandes, além de ter a satisfação de conhecer pessoalmente o escritor Clinton Davisson, o blogueiro Álvaro Domingues, do HomemNerd, e o escritor Hugo Vera e esposa, que moram na mesma cidade que eu - São Bernardo do Campo - mas nunca havíamos nos encontrado antes.
Levei uma máquina fotográfica e fiz algumas imagens, mas sou um farsante como repórter e não fiz uma cobertura completa. Então, aqui estão duas apenas para ilustrar este relato.

Cesar Silva e a jovem blogueira Elise Garcia

Dia 25 próximo, a partir das 14 horas, estarei representando o Anuário na FantastiCon, cuja divulgação está no post anterior, e acredito que nessa oportunidade vou reencontrar outros amigos que não vejo muito tempo, e curtir alguma nostalgia dos tempos de HorrorCon, que aconteciam no mesmo local.

sábado, 11 de julho de 2009

Convite para o lançamento do Anuário 2008


Aqui está o convite oficial, divulgado há pouco pela Editora Tarja (clique na imagem para ver em tamanho maior).
O editor informa que a tiragem é limitada, por isso o preço de R$30,00. Apesar de um pouco apimentado, está abaixo do preço do lançamento do Anuário 2007, que se justifica pela exclusividade da obra.
Durante o lançamento será oferecido um pacote com as duas edições por um preço muito interessante, que vale a pena aproveitar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Lançamento do Anuário 2008


Enfim, tenho a data do lançamento da edição 2008 do AnuárioBrasileiro de Literatura Fantástica: 21 de julho, às 18h30 no Bardo Batata, Rua Bela Cintra, 1333, São Paulo, Capital, próximo a estação Consolação do Metrô.
Richard Diegues, da editora Tarja, publicadora do livro, avisou-nos que os exemplares estarão prontos ainda esta semana e que o lançamento do Anuário vai acontecer paralelo ao lançamento do volume 3 da série de antologias Paradigmas, na mesma bat-hora e no mesmo bat-canal. Ótima oportunidade para quem quer adquirir ambos os livros em primeira mão e, talvez, aproveitar alguma promoção envolvendo o Anuário 2007 e os volumes anteriores da Paradigmas.
E pode ainda rolar promoções da casa - o Bardo Batata é um restaurante bem bacana, com um cardápio interessante. Durante o lançamento da Paradigmas 2, por exemplo, quem comprasse os dois volumes ganhava dois chopps. Isso é que é promoção de primeira!
Mas quem quiser, poderá encontrar comigo, com o Marcello Branco e com o pessoal da Tarja durante a III FantastiCon, dia 25 de julho a partir das 14 horas, pois vamos estar por lá fazendo a divulgação dos livros da Tarja, entre eles o Anuário.
A FantastiCon é um encontro de autores, editores e fãs de FC&F que este ano acontece na Biblioteca Viriato Correia, Rua Sena Madureira, 298, São Paulo, Capital, próximo a estação Vila Mariana do Metrô.
Além do Anuário e do Paradigmas, a Tarja anuncia o lançamento da antologia Steampunk – Histórias de um passado extraordinário, o primeiro livro de contos brasileiro com a temática da moda. Vale a pena dar uma passadinha em um desses dois eventos para conhecer as novidades. Ou então, dar um passeio no site da Tarja.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Anuário 2008


Ainda não tenho informações completas sobre o lançamento da nova edição do Anuário Brasileiro de Literatura fantástica, que está no prelo pela editora Tarja, mas já fui autorizado a divulgar a imagem de sua capa, que dá seguimento ao padrão inaugurado na edição anterior, publicada em meados de outubro de 2008. Esta nova edição, referente ao panorama de 2008, tem a publicação prevista para julho e estou na expectativa pelo lançamento oficial.
Nesta edição, resenhamos os lançamentos Amor vampiro, Areia nos dentes, O caminho do poço das lágrimas, Fábulas do tempo e da eternidade, FCdoB - Ficção científica brasileira panorama 2006-2007, Fome, O par - Uma novela amazônica, A pulp fiction de Guimarães Rosa, Coisas frágeis, Nevasca e Tempo fechado, os clássicos "O alienista", Esfinge e O homem que viu o disco voador, entrevistamos longamente o escritor André Vianco, completando com registros de premiações internacionais, análises de mercado de livros e periódicos, ensaios críticos e listas completas de lançamentos nos gêneros da ficção científica, fantasia e horror.
Assim que eu receber notícias da editora quanto a sua disponibilidade, darei o recado aqui.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Paradigmas e Ficção de Polpa


Na sexta-feira da semana passada estive reunido com os meus editores, Richard Diegues e Gianpaolo Celli, proprietários da Tarja Editorial, e com o meu colega Marcello Simão Branco, para acertarmos os detalhes da publicação da edição 2008 do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, que está em progresso, com possibilidades fortes de ser lançada durante a FantastiCon, em julho, na Biblioteca Viriato Correa, em São Paulo. A parte redacional foi concluída e revisada, a diagramação está pronta e estão sendo realizados apenas alguns ajustes técnicos para a a saída de gráfica. Em algumas semanas teremos uma prova da nova capa, que deve seguir o padrão da edição de 2007, porém com uma nova imagem.
Desta vez o Anuário vem com as resenhas dos livros Amor vampiro, Areia nos dentes, O caminho do poço das lágrimas, Fábulas do tempo e da eternidade, FCdoB – Ficção Científica Brasileira Panorama 2006/2007, Fome, O par: uma novela amazônica, A pulp fiction de Guimarães Rosa, Coisas frágeis, Nevasca, Tempo fechado, Esfinge e O homem que viu o disco voador, uma longa entrevista com o escritor André Vianco e um texto de Ramiro Giroldo sobre a obra de André Carneiro, além das listas de lançamentos, análises de mercado e todas as outras coisas que o leitor que acompanha o Anuário desde a sua primeira edição em 2005 já está acostumado.

No mesmo dia, aproveitei para prestigiar o lançamento do volume 2 da coleção de antologias Paradigmas organizada pelos editores da Tarja, com um apanhado de textos de ficção fantástica de diversos escritores brasileiros novos. Embora não tenha permanecido por muito tempo, adquiri meu exemplar, aproveitei o preço camarada (apenas R$13,00!) para comprar também o volume 1 que eu ainda não tinha, e cumprimentei alguns dos autores presentes, entre eles o meu amigo Ataíde Tartari, que eu não via há um bom tempo e não me canso de dizer que é um dos melhores escritores de FC&F do nosso meio. Pena que ele não exercite sua ficção com mais frequência, pois é um artista de mão cheia. Mas estou sendo um tanto injusto, uma vez que Tartari tem aparecido com alguma regularidade em antologias mainstream e está construindo uma reputação muito favorável.
Os volumes da coleção Paradigmas têm aparência gráfica inspiradora, que reporta aos experimentalismos de Dave McKean, cheia de detalhezinhos interessantes que atraem o olhar. Meus parabéns aos artistas que viabilizaram a publicação destes livros que, ombreados à coleção Ficção de Polpa – organizado por Samir Machado de Machado para a Não Editora –, sinalizam um renascimento dos periódicos de autores nacionais, agora num formato semiprofissonal que dá gosto ver. Ficção de Polpa também está num preço muito favorável, de forma que dá para comprar todos os volumes sem pesar no orçamento.

A propósito, o volume 3 de Ficção de Polpa, só com contos de fantasia, está à venda na Livraria Cultura da Avenida Paulista, onde também se podem encontrar os volume 1 – dedicado ao horror – e o volume 2 – dedicado à ficção científica. Com certeza, não temos do que reclamar em relação a o quê ler neste primeiro semestre de 2009.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Anuário no HQ&Cia


No dia 4 de abril estive no estúdio da AllTV, acompanhado do jornalista Marcello Simão Branco, para a transmissão de um dos programas da emissora, o divertido HQ&Cia , comandado pelo jornalista César Freitas e dirigido por Edu Fernandez. O tema da nossa participação foi o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, cuja edição referente a 2007 foi publicada em outubro de 2008 pela Editora Tarja.
A AllTV é uma emissora digital cujo sinal só pode ser captado pela internet, e o HQ&Cia vai ao ar, ao vivo, todos os sábados às 15 horas. No site do programa podem ser acessadas muitas entrevistas com personalidades ligadas ao mundo do entretenimento, entre escritores, editores, quadrinhistas, fãs e muito mais, basta acionar os links correspondentes. Recomendo, para os interessados em literatura fantástica, a ótima participação da brasilianista Lybby Ginway, acadêmica norte-americana especialista em ficção científica brasileira, entrevistada pelo programa em 2007.
Chegamos lá cerca de 15 minutos antes do nosso horário e pudemos ver o final da gravação do programa anterior, uma movimentada mesa com artistas da luta-livre, que mesclava falas dos participantes com cenas clássicas dos saudosos programas de telecatch da TV brasileira. E depois da gente, veio um programa muito bacana sobre seriados de TV que eu fiquei muito interessado em assistir.
Na nossa vez, falamos sobre um bocado de coisas ligadas a FC&F e acabamos tocando só de leve no assunto principal – o Anuário. Tudo bem, porque a conversa ficou mais leve e abrangente.
Não vou falar mais nada sobre a nossa participação porque ela pode ser vista na íntegra aqui. O estúdio teve problemas em um dos microfones da mesa - justamente aquele que deveria pegar as nossas vozes - por isso perdoem o volume baixo das nossas falas.