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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Resenha do Almanaque: Kaori e o samurai sem braço, Giulia Moon

Kaori e o samurai sem braço, Giulia Moon. 200 páginas. Ilustrações de Giulia Moon. São Paulo: Giz,  2012.

Kaori tornou-se rapidamente um ícone no ambiente da dark fantasy brasileira. Isso porque, depois de aparecer com regularidade em antologias e coletâneas, chegou em 2012 ao seu terceiro romance, com boa aceitação de público e crítica – os dois primeiros são Kaori: Perfume de vampira (2009) e Kaori 2: Coração de vampira (2011), ambos publicados pela Giz Editorial. 
Não é para menos. Giulia Moon é uma das mais gratas revelações recentes da literatura fantástica nacional que, além de um texto enxuto, suave e envolvente, domina muito bem os protocolos do gênero.
Kaori é uma vampira secular, originária do Japão feudal que, por capricho do destino, veio morar em São Paulo. Ela é linda, sensual, imortal e feroz, e sua presença exala um perfume irresistível tanto aos homens quanto às mulheres. A maior parte de suas histórias se passa nos dias atuais, mas a autora decidiu inovar desta vez.
Kaori e o samurai sem braço é o que muita gente gosta de chamar de "prequela", anglicismo pavoroso que significa uma aventura que, cronologicamente, se passa antes da primeira história de uma série. Contudo, o romance inicia nos dias de hoje, com a sensual vampira fazendo uma visita a Takezo, um velho amigo de "profissão". Conversa vai, conversa vem, Kaori conta ao amigo uma história de sua juventude no Japão, quando ainda era ainda uma kyuketsuki (vampira, em japonês) selvagem e inexperiente. Ela lembra de como foi surpreendida por um terremoto violento e ficou presa sob os escombros de uma residência, e de como foi salva, praticamente destroçada, por um estranho e destemido vagabundo e sua acompanhante. Protegida e alimentada, ela recupera pouco a pouco sua consciência e vigor, para se ver enredada numa situação da qual não tinha como sair. Seu salvador era Kuroshima Kitarô, o lendário samurai maneta caçador de monstros, e sua serviçal mágica Omitsu, uma kistune, um ser da natureza misto de mulher e raposa. Kitarô tinha uma proposta irrecusável: ele quer que ela o ajude, durante um ano, a localizar um monstro muito pior, Shinku, um demônio transmorfo que matou sua família. Em troca, ele não acaba com a existência da vampira. Findo o acordo, Kitarô promete libertar Kaori. E se ela não aceitasse, morreria ali mesmo.
Enfraquecida e sem alternativa, Kaori aceita o acordo, mas o início da relação é tenso. Conforme o trio persegue o rastro de Shinku e enfrenta outros monstros pelo caminho, Kaori recupera suas forças, mas também percebe que Kitarô é honrado e a confiança começa a se estabelecer entre eles. No final, será preciso todo o habilidade, coragem e confiança destes três improváveis aliados para confrontar o poderoso e astuto Shiku.
O romance se desenvolve em forma episódica, com os trio de guerreiros enfrentando diversos demônios e monstros antes do confronto final com Shinku. Essas histórias funcionam como um espaço de desenvolvimento dos personagens e das relações de confiança e amor que vão se formando entre eles, mas nem por isso deixam de ser divertidas e, por muito pouco, não roubam o espetáculo, tal o carinho com que Giulia tratou cada uma delas. O romance, com certeza, não ficaria melhor sem elas.
Outro grande mérito de Kaori e o samurai sem braço é a cuidadosa pesquisa que a autora realizou sobre o ambiente japonês do século 18, seus cenários naturais, arquitetura e costumes, bem como os termos originais, devidamente explicados em notas de pé-de-página, que não deixam nada sem o devido esclarecimento, uma verdadeira viagem de Giulia Moon às suas origens étnica e cultural.
Além disso, o livro é decorado com belíssimas ilustrações realizadas pela própria autora, que é designer profissional e demonstra aqui toda a qualidade de sua arte, valorizada pela elegante produção gráfica do volume.
Posso afirmar que, sem dúvida alguma, ninguém está fazendo mais e melhor que Giulia Moon no que se refere à dark fantasy no Brasil. E, se tivermos sorte, podemos esperar muito mais de Kaori e de Giulia Moon nos próximos anos.

terça-feira, 14 de março de 2023

Resenha do Almanaque: A Dama-Morcega, Giulia Moon

A dama-morcega: Narrativas de terror fantástico, Giulia Moon. 160 páginas. Coleção Novos Caminhos: Literatura Fantástica. São Paulo: Landy,  2006.

Ao longo dos primeiros anos deste século, evoluiu um novo subgênero na ficção fantástica, para além da ficção científica, do horror e da fantasia: a ficção vampírica, que se justifica pela grande quantidade de romances com vampiros publicados. Nesse modelo, temos ficções alternativa, científica, de horror e de fantasia, cada qual usando instrumental próprio mas, invariavelmente, prestando sua homenagem a esse que é um dos principais mitos modernos.
Dentro deste subgênero, é claro que se destacam as histórias de terror, mas vai longe o tempo em que uma história de vampiro tinha que dar medo. Os vampiros ganharam status romântico, símbolo de uma humanidade transcendente, através do qual se pode discutir uma infinidade de situações dramáticas que, ainda que possíveis com a narrativa realista, ganham laivos contrastantes que permitem abordagens mais amplas, como em toda a ficção fantástica. Essa receita já se apresenta também com outros personagens típicos da literatura de horror, e a escritora e artista gráfica Giulia Moon tem dado colaboração importante ao modelo.
Autora das coletâneas Luar de vampiros (Scortecci, 2003) e Vampiros no espelho & outros seres obscuros (Landy, 2004), Giulia montou uma variada coleção de monstrinhos adoravelmente líricos, tão poéticos e suaves que bem poderiam estar em livros infantis. Justifica-se a autora que diz morrer de medo de assombração.
Do mesmo modo, os onze contos que compõe A dama-morcega agradam tanto ao leitor habituado ao gênero do horror quanto aquele que geralmente teme o estranho. Os horrores de Giulia Moon são ternos e familiares, imagens de sonho que estranham, mas não aterrorizam, que assustam um pouquinho, mas não causam pesadelos, e carregam o leitor para aquele período iluminado da vida, quando o canto escuro do quintal era tão aconchegante em seu mistério que sonhamos em um dia poder voltar a ele.
O prefácio do volume é assinado por ninguém menos que o mestre do horror brasileiro, o escritor multimídia Rubens Francisco Lucchetti, que escreveu a maior parte dos roteiros de cinema para os filmes de José Mojica Marins e Ivan Cardoso, e que, em parceria com outro mestre do horror, o ilustrador Nico Rosso, deu forma a boa parte da mitologia brasileira dos vampiros nas histórias em quadrinhos das revistas de terror ao longo dos anos 1960/70. Apesar de importante, Lucchetti é atencioso com os apreciadores de horror, e seu entusiasmo com o trabalho de Giulia Moon é, sem dúvida, sincero. E qualquer livro que tenha um prefácio desse calibre já começa bem. Também colabora com a boa impressão o cuidado gráfico do volume, em formato de bolso, com uma belíssima capa aveludada e diagramação limpa e elegante.
Depois de uma pequeníssima introdução, só mesmo para situar o leitor desavisado, Giulia apresenta o conto "Luna errante", uma história de lobisomens, mais exatamente de uma lobisomem às avessas. Ela vive a maior parte do tempo com sua alcateia, em forma de lobo e, eventualmente, transforma-se em mulher para caminhar entre os homens de vida curta, fazer amor com eles e, talvez, comê-los. Sua maldição não é ser loba, mas ter se apaixonado sinceramente em uma de suas aventuras na cidade dos homens. Um homem que desaparece, deixando-a infeliz em sua vida de loba, até que muito tempo depois, ele reaparece, heroico e envelhecido, para cumprir sua promessa de amor que, entretanto, não vai apagar a tristeza do coração da loba.
O segundo conto é o melhor de toda a antologia, por resumir perfeitamente todo o conjunto de propostas estéticas e líricas que Giulia ensaiou no volume. "Júnior e seu gnuko" conta a história do menino Júnior e seu amigo invisível. Esse amigo, entretanto, apesar de divertido, não é lá muito bem intencionado. Vive propondo brincadeiras estranhas que quase sempre implicam em algum tipo de vivissecção. Mas Júnior é um bom menino e mantêm seu amigo invisível, a quem chama de Gnuko, bem comportado. Mas um dia as coisas fogem do controle, Gnuko materializa-se, enorme, bem no meio do pátio da escola, pondo a garotada em polvorosa. Júnior mantêm-se firme, mas parece que sua autoridade não será suficiente para controlá-lo desta vez. Uma história assustadora e divertida, narrada com singeleza e sensibilidade.
A seguir temos "O vampiro e a donzela", em que a autora volta ao seu monstrinho favorito. Uma vampira envolvente apaixona-se por um homem, mas ele ama outra mulher e a despreza. Ela passa a persegui-lo e torturá-lo, até reduzi-lo a farrapos. Então, finalmente, o seduz para depois matá-lo, mas não executa o plano e o abandona, moribundo, para descobrir que, contra todos os prognósticos, ela ficou grávida dele. Apesar do tratamento inovador, a história parece prometer mais naquilo que não contou: seria uma boa história erótica, se devidamente recheada das cenas picantes de praxe, mas seria ainda melhor se mostrasse o tipo de gravidez e descendência que essa vampira teria.
"Perdido" é uma narrativa típica de Além da imaginação, de fato há muitas histórias nesse seriado que são semelhantes a ela, por isso é uma história previsível. O que lhe dá substância é a narrativa calorosa e lírica. Um menino se desencontra de sua turma de excursão, perde o ônibus e fica vagando na estrada, sem destino. Conforme caminha, confabula consigo mesmo, meio choramingando, meio praguejando. Tem um encontro soturno e, quando está prestes a entrar em pânico, o ônibus finalmente volta para pegá-lo, pois ele não podia ficar pra trás. De jeito nenhum.
O conto seguinte não é fantástico. Trata-se de uma espécie de homenagem aos gatos, esses seres estranhos que algumas pessoas gostam de ter por companhia e que já inspiraram diversas histórias deliciosas. Em "O paraíso", um gato vê sua realidade virar de cabeça para baixo quando a violência humana macula a cozinha em que ele mora. Toda placidez de seu caráter, moldado por uma vida de conforto e bem estar, submerge na ferocidade animal ao ver sua dona ser atacada por um estuprador. O leitor que já teve um gato em sua vida, certamente vai se emocionar com esta história.
Em "O ser obscuro", uma mulher que não tem muito o que fazer espiona seu vizinho esquisitão. Não há como não se identificar com um e outro, típicos habitantes citadinos, daqueles que gostam de viver sozinhos ou em meio aos livros. Uma noite, o esquisitão bate a porta da mulher. Ele está apavorado com algo que rasteja em sua biblioteca. A casa do homem é, em si, um panorama de fantasia: livros velhos por toda parte, em estantes, espalhados pelo chão, caídos e amontoados. Um monte deles emana uma presença ameaçadora, que apavora o homem. Uma história para apavorar os ratos de sebo, mas que tem o efeito contrário: afinal, que rato de sebo não sonha encontrar o seu próprio exemplar do Necronomicon perdido em alguma estante empoeirada, por uma bagatela?
"O herói e o diabrete" apropria-se de um personagem criado por um outro autor, Adriano Siqueira, o editor do site Adorável Noite no qual Giulia estreou o seu trabalho literário. Apesar do conto não o nomear, trata-se de Valente, um cavaleiro medieval heróico, como devem ser os cavaleiros medievais, mas um tanto convencido e tolo, que vai enfrentar uma bruxa poderosa. Ele leva em seu ombro um diabrete inútil, que só faz dar trabalho, mas se revela a arma secreta que derrota o monstro. Porém, o herói não poderá colher os louros de sua vitória. Como sempre, morre em circunstâncias desagradáveis e acaba sendo escravizado por seu diabrete, agora transformado num grande demônio, a qual terá de servir, acorrentado em seu ombro. A história é divertida, bem contada e tem imagens vívidas, mas é um bolo com cerejinhas que só os frequentadores do Adorável Noite vão saborear completamente.
Maya, a vampira preferida de Giulia, retorna no conto novaiorquino "Perigosa ilusão". A predadora, que tem uma paixão doentia por seu mordomo, decide arrumar um sósia do mesmo para, em seu fim-de-semana de folga, realizar algumas de suas fantasias. O conto tem sustentação própria, mas parece depender um tanto dos trabalhos com a personagem vistos em outros livros. Não se explica o porquê de Maya ter esse desvio de conduta e como o mordomo mantêm o poder sobre ela. Para quem vê a coisa de fora, como no meu caso, parece uma espécie de variação a um possível platonismo entre Bruce Wayne, o Batman, e seu mordomo Alfred. Uma brincadeirinha de internet que, como no conto anterior, só quem é iniciado vai aproveitar.
"A tia madrinha" é outra variação, desta vez sobre as histórias de fadas. Não chega a ser um conto, é mais uma vinheta de aproximadamente 700 palavras, na qual um demônio chamado Gertrudes conta como e porque resolveu poupar uma de suas vítimas, um menino com potencial psicopata, para mais tarde transformá-lo também num monstro.
"A dama-morcega" é o conto mais longo e mais elaborado do volume. Inspirado na primeira mulher-gorila dos freak shows brasileiros – a quem é dedicado –, conta a história de uma vampira mantida em cativeiro para exibição em um circo de aberrações na São Paulo do início do século XX. Numa apresentação, é vista por um médico que atesta a autenticidade da criatura, ao mesmo tempo que se encanta por ela. A vampira consegue iludir o tratador e o mata, mas o médico a captura e passa então a mantê-la prisioneira em seu laboratório, onde recebe visitas de um amigo confidente. Aos poucos o médico enlouquece, enquanto a vampira recupera sua beleza, segurança e, finalmente, a liberdade. Há muitas citações e homenagens no conto, mas não assumem a preponderância da narrativa, que tem méritos próprios.
"Pé-de-moleque em dezembro" encerra a coletânea, outro conto muito curto que narra o encontro de Saci Pererê com o menino Jesus numa certa noite de Natal. Não há um enredo para além do diálogo filosófico entre os dois protagonistas, mas o conto é forte e merecia mais destaque pois, de certa maneira, homenageia o modernismo, tão polêmico no meio dos autores de ficção fantástica brasileira.
Disse R. F. Lucchetti sobre Giulia Moon, no prefácio: "Fiquei encantado com essa jovem criatura das trevas". A dama-morcega é uma leitura agradável, divertida e, como disse o mestre, encantadora.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Doces vampiras

Chegou-me às mãos, por gentileza da dama do horror vampírico Giulia Moon, a coletânea Flores mortais, publicada pela Giz Editorial, reunindo oito contos da autora com suas principais personagens femininas.
A maioria dos textos foi vista nas antologias das quais a autora participou nos últimos anos, principalmente suas coletâneas anteriores, Vampiros no espelho & outros seres obscuros (2004) e A dama morcega (2006). Mas há, pelo menos, um texto inédito: "A exótica dama oriental e o inesperado Luar", no qual a vampira Kaori contracena com o personagem Luar, de Kizzy Ysatis. Trata-se da primeira parte de um trabalho a quatro mãos, cuja sequência pode ser lida no livro de Ysatis, Eterno castigo, também publicado em 2014 pela Giz.
Kaori é a personagem mais conhecida de Giulia e já apareceu em três romances muito bem recebidos pelos leitores: Perfume de vampira (2009), Coração de vampira (2011) e O samurai sem braço – livro que venceu o prêmio Argos de Melhor Romance de 2013.
Flores mortais tem 224 páginas e apresentação luxuosa, com laminação fosca e reservas de verniz. Traz ainda uma série de competentes ilustrações exclusivas da autora, que abrem cada um dos contos publicados.
Mais detalhes sobre estes e outros livros da autora no saite da Giz, aqui.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Agenda: SBC Geek no horror

No próximo dia 27 de setembro, acontece o SBC Geek, encontro mensal de fãs da cultura nerd promovidos pela Secretaria de Cultura de São Bernardo do Campo.
Das 10 às 17 horas, distribuem-se diversas atividades ligadas ao colecionismo, jogos de tabuleiro, jogos eletrônicos antigos e muitas mesas de rpg.
Às 15 horas, o SBC Geek recebe a escritora Giulia Moon, uma das mais gratas revelações da ficção fantástica brasileira recente. Giulia é autora da série de romances com a vampira Kaori (Perfume de vampira, Coração de vampira e O samurai sem braço), além de algumas coletâneas de horror de qualidade incomum (A dama morcega e Vampiros no espelho). Ela vai conversar com os leitores e falar sobre vampiros, seus livros, técnica e próximos trabalhos.
O encontro acontece na Gibiteca Eugênio Colonnese, localizada dentro do parque temático Cidade da Criança, na Rua Tasman, 301, Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo. A entrada é gratuita.
Mais informações na fanpage do SBC Geek, aqui.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Kaori e o samurai sem braço

Depois de um período produtivo investindo em ficção curta, muitas das quais vistas nas coletâneas Luar de vampiros (2003), Vampiros no espelho & Outros seres obscuros (2004) e A dama morcega (2006), a escritora paulista Giulia Moon está agora devotada aos romances, especialmente à série Kaori, iniciada em 2009 com o romance Perfume de vampira, seguido de Coração de vampira em 2011, ambos publicados pela Giz Editorial e bem recebidos pelos leitores.
Agora é a vez de Kaori e o samurai sem braço, terceiro volume da série com a vampira nipobrasileira que, antes dos romances, havia sido vista em alguns contos.
Como a protagonista tem centenas de anos de idade, as histórias se espalham em diversos períodos históricos, não necessariamente lineares. Tanto que este novo título está situado entre os dois romances anteriores, unindo duas tragédias naturais que assolaram o Japão, os terremotos de 2011 e de 1782, quando Kaori conheceu Migite-no-Kitarô, o lendário samurai sem braço, e sua companheira Omitsu, a mulher-raposa. Diz o relise: "O objetivo do trio é exterminar um terrível monstro devorador de almas, mas essa missão os levará ao mais arriscado dos confrontos: o desafio de enfrentar a si mesmo, às próprias fraquezas e arrependimentos, numa luta de vida ou morte!"
A história não exige a leitura prévia dos demais volumes para ser compreendida e traz uma bem vinda novidade: dezoito ótimas ilustrações da própria autora, que assina também a capa da edição.
Outra particularidade é a decisão da autora em transferir 2% dos lucros obtidos com a primeira tiragem de Kaori e o samurai sem braço à entidades assistenciais para auxiliar as vítimas de catástrofes naturais, como os ocorridos no Japão em 2011.
O livro será lançado durante a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 18 de agosto às 18 horas, no estande da Giz Editorial, M-79.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Kaori 2

Depois do bom desempenho do romance anterior, a escritora paulista Giulia Moon lança, na Bienal do Rio no próximo dia 10 de setembro às 16h, Kaori 2: Coração de vampira, segundo volume da série com a vampira japonesa Kaori, novamente pela editora Giz.
Desta vez circulando em paisagens cariocas, a história ainda envereda por um apocalipse zumbi nas ruas de Sampa. Diz o relise: "Praia de Copacabana, Rio. Uma bela garota oriental passeia pelo calçadão. Seus olhos oblíquos seguem alguém: Yoshi, um garoto de programa meio-brasileiro e meio-japonês, com um raro talento para sedução. Ferida por um amor trágico do passado, Kaori enfrenta um dilema: dar vazão ao seu desejo pelo mestiço ou manter-se protegida, salvaguardando o seu coração?
Enquanto isso, o mundo sofre a ameaça de uma praga virulenta. Mortos-vivos, ogros, demônios e criaturas fabulosas começam a enlouquecer. Em São Paulo, os especialistas do IBEFF entram em ação para controlar o surto. E Kaori será envolvida, a contragosto, em mais um perigoso confronto com a sua arqui-inimiga, Missora, uma cruel cortesã do Japão feudal".
O romance terá também um lançamento em São Paulo, no dia 22 de setembro, às 19h, na Livraria Martins Fontes Paulista (Av. Paulista, 509). Uma pequena amostra do que espera os leitores nas páginas de Kaori 2 pode ser lida aqui.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Kaori


Um dos mais esperados lançamentos do ano é o primeiro romance de Giulia Moon, Kaori – Perfume de Vampira, que há meses vem recebendo comentários favoráveis da parte daqueles que tiveram a graça de ler o manuscrito para a editora Giz. Agora está quase na hora.
Conforme divulgado na coluna de Roberto de Sousa Causo, no Terra Magazine, o lançamento vai acontecer em 3 de setembro de 2009, às 19h30, na Saraiva Megastore do Shopping Pátio Paulista, na Rua 13 de Maio, 1947 em São Paulo, próximo às estações Paraíso e Brigadeiro do Metrô.
A história mantém-se no universo vampírico da autora, com sua sanguessuga favorita. A novidade é a narrativa em duas épocas distintas, uma no Japão medieval, entre ninjas e samurais, e a outra no presente brasileiro, em que um jovem espiona vampiros pelas ruas de São Paulo para uma organização secreta. Algo assim foi visto no conto da autora na antologia Amor vampiro, que a própria editora Giz publicou em 2008.
A editora Giz dispõe uma página do livro aqui, e Giulia Moon dá mais detalhes em seu blog Phases da Lua.
Vale a pena ir ao lançamento, até porque a Giulia Moon é uma simpatia.