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quinta-feira, 23 de junho de 2016

A volta de um clássico do horror

Um dos primeiros textos da literatura fantástica mundial, O manuscrito de Saragoça volta a estar disponível, agora pela Devir Livraria.
De autoria do escritor polonês Jan Potocki (1761-1815), o romance é formado por uma série de textos curtos levemente interligados, que trafegam pelo sobrenatural e pelo gótico, enfiando uma história na outra, numa perturbadora aura de suspense e pesadelo.
Originalmente publicado no Brasil pela lendária editora GRD nos anos 1960, esta nova edição mantém a tradução de José Sanz , bem como o selo da editora que primeiro o publicou no país.
O lançamento acontece em São Paulo, no dia 29 de junho, quarta-feira, das 18h30 às 21h30 na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O povo da névoa

O povo da névoa, romance originalmente publicado em 1894, de autoria de H. Rider Haggard, autor mais conhecido pelos clássicos As minas do Rei Salomão e Ella, marcou o retorno à FC&F do lendário editor Gumercindo Rocha Dórea, conhecido por ter criado toda uma geração de autores brasileiros de ficção científica, a conhecida Primeira Onda da FCB, que tem nomes como André Carneiro, Fausto Cunha, Gerônymo Monteiro e Dinah Silveira de Queiróz, entre outros.
Publicar O povo da névoa era um sonho antigo do editor, tanto que ele o decidiu realizar numa tiragem muito pequena, pela sua própria editora, a GRD, e dessa forma poucos tiveram a oportunidade de ver e adquirir.
Agora o título chega numa tiragem bem maior e com boa distribuição, numa parceria da GRD com a Devir Editorial. O volume tem 352 páginas e já está disponível na loja virtual da Devir, por R$34,50.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Antonio Olinto (1919-2009)

Um a um, vamos perdendo nossos mais expressivos representantes literários que, um dia, estiveram envolvidos francamente com a ficção fantástica. Em 2006, perdemos Zora Seljam e no último sábado, Antonio Olinto acompanhou sua querida esposa.
Antonio Olinto faleceu no último sábado, dia 12 de setembro, no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos. Foi velado no prédio da ABL e sepultado no mausoléu da Academia, no Cemitério João Batista. O presidente da ABL, Cícero Sandroni, determinou luto oficial de três dias, conforme noticiou o Diário de Canoas on line.

Muita gente da FC&F só teve contato com esse autor unicamente na antiga Coleção GRD, do visionário editor Gumercindo Rocha Dórea, que organizou várias antologias e coletâneas de contos com autores escolhidos a dedo entre os mais expressivos de seu tempo.
Antonio Olinto, mineiro de Ubá, foi professor e jornalista, dono da cadeira número oito da Academia Brasileira de Letras. Seu primeiro livro foi a antologia poética Presença publicada em 1949. Desenvolveu um amplo trabalho como ensaísta, crítico literário e divulgador da cultura brasileira. Em 1994 recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. A biblioteca da Faculdade de Letras Ozanan Coelho, de Ubá, recebeu seu nome.

Na FC seu currículo é pequeno, mas significativo. Foram dois contos, ambos publicados pela GRD: "O menino e a máquina", na Antologia Brasileira de Ficção Científica e "O desafio", em Histórias do acontecerá. Olinto foi ainda o primeiro crítico a publicar ensaios sobre ficção científica em um livro, o Cadernos de crítica.
Para mais dados sobre sua carreira e vida, há um relato detalhado no site da ABL, aqui.
Ainda que o acadêmico tenha se afastado do gênero, ao ponto de nem relacionar os trabalhos de FC em sua bibliografia oficial, mesmo assim merece a nossa lembrança e homenagem, pelo que fez em favor da FC&F no Brasil num tempo em que quase ninguém se importava com isso.