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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Paciente 63

Uma coisa que sempre me anima é encontrar fc&f em formatos diferenciados. Não há como inovar muito  quando se trata de produtos editoriais e audiovisuais, pois são mídias extremamente concorridas. Mesmo com toda a criatividade, não se consegue escapar do trivial; geralmente as novidades vem na forma de estilos narrativos ou de temas incomuns, o que anda cada vez mais raro também. 
Já a dramaturgia radiofônica é um campo inabitado, totalmente aberto para inovações, no qual só me recordo da série de audiozines Hurray Mister S3!, produzida do início do século pelo escritor Rudyard C. Leão, com a dramatização de um seriado de ficção científica space opera em forma de fitas K7 e CDs. 
Paciente 63 é um estimulante projeto nessa linha radiofônica. Trata-se de uma audionovela de ficção científica que conta a história de Pedro Roiter, homem encontrado desorientado em uma via pública que, devido a sua condição delirante, é encaminhado a um hospital psiquiátrico onde passa por uma série de entrevistas terapêuticas, justamente os áudios que formam a narrativa. Pedro afirma convictamente ter vindo do ano 2062 para cumprir em nosso tempo uma missão importante que pode garantir o futuro da humanidade. Cabe a Dra. Elisa, a psiquiatra cética que o atende, distinguir entre realidade e delírio para ajudar Pedro e, talvez, garantir que humanidade tenha alguma chance.
A dramatização é protagonizada por atores experientes, ninguém menos que Seu Jorge e Mel Lisboa, enquanto que o roteiro é assinado por Julio Rojas, um dos mais aclamados roteiristas do Chile e um entusiasta da ficção científica. Rojas adaptou a história da audiossérie chilena Caso 63, também roteirizada por ele. 
Lançada em 22 de julho de 2021, Paciente 63 é apresentada em dez episódios disponíveis gratuitamente na plataforma Spotfy, aqui.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Barraco da FC

Desde o início do ano, participo de um grupo de pessoas dedicadas à divulgação da filosofia como atividade cotidiana universal. Coordenado pela filósofa Fernanda Carlos Borges e com a participação de Alécio Souza, Ana Bueno, Analu Coutinho, Apolo França, Camila Felício, Carla Pavão, Carlos Biaggioli, Cesar Silva, Chris Oliveira, Guilherme Colosio, Henrique Polesi, Luan Dias, Luiza Simões, Natan Bastos, Paula Fehper, Renata Oliveira, Sandra Barbosa, Tatiana Biancconcini, este chamado Barraco Filosófico promove discussões que são exibidas todos os sábados no programa homônimo na Rádio Madalena e também recheiam o acervo do canal do Youtube Filosofia em Movimento.
Toda semana nos reunimos para barraquear e gravar os programas, a cada vez conduzido por um barraqueiro diferente, mas com pitacos de todo mundo. Já apresentei dois Barracos ao longo deste ano e, é claro, não poderia manter a fc longe dessa conversa.
Meu primeiro Barraco Filosófico foi ao ar em 7 de maio de 2020 com o título "Uma filosofia para o fim do mundo", baseado nos texto Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, e o Apocalipse bíblico, ilustrado por canções de Eduardo Dusek ("Nostradamus") e Caetano Veloso ("Um índio"). Diz o texto de apresentação: "O conceito de fim do mundo está presente em praticamente todas as culturas. Na maior parte delas, implica num fim imprevisível, violento e absoluto. Algumas até acenam com uma existência posterior radicalmente diferente, mas apenas para certa parcela da população, o que deixa todos um tanto assustados com a possibilidade de um fim abrupto e definitivo de suas vidas. Mas será que o fim do mundo é tudo isso mesmo? Nestes tempos de crise contínua, é importante construir uma filosofia para o fim do mundo, porque é possível que ele até já tenha acabado…".
No dia 16 de agosto estreou meu segundo Barraco, "2001: Uma odisseia no espaço e o evangelho de Nietzsche para um mundo sem Deus", com canções de Richard Strauss ("Also sparach Zarathustra") e Legião Urbana ("Monte Castelo"). Diz o texto de apresentação: "2001: Uma odisseia no espaço (1968), dirigido por Stanley Kubrick (1928-1999) e baseado numa ideia original do escritor britânico Arthur C. Clarke (1917-2008) é uma das mais perfeitas peças da arte cinematográfica, um filme inteligente e profundamente intrigante, que perturbou e ainda perturba o sono de muitos admiradores da sétima arte. Mas, quais são os mistérios de sua leitura? O que significa o monolito? Por que o filme causa tanta perturbação nos expectadores? O fato é que nunca houve segredo. Kubrick explicitou em sua trilha sonora a referência direta ao livro Assim falou Zaratustra, de 1883, uma das mais importantes obras do filósofo prussiano Friedrich Nietzsche (1844-1900). Este episódio pretende investigar as ligações deste clássico cinematográfico com a obra do filósofo e com a Bíblia Sagrada, e por que podemos afirmar que Assim falou Zaratustra é o evangelho e 2001 é o Apocalipse desse novíssimo testamento para um mundo sem Deus."
Para ver os vídeos basta clicar nos títulos dos Barracos. Há muitos mais conteúdo no canal, que vale a pena conhecer. Estes e outros Barracos estão disponíveis também em divertidos podcasts no saite da Radio Madalena, aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perfil Literário


Participei, duas vezes nos últimos meses, do Perfil Literário, programa de entrevistas apresentado pelo jornalista Oscar D'Ambrósio e transmitido pela Rádio Unesp FM.
Para quem quiser conferir o áudio destas e de muitas outras entrevistas – com diversos autores de relevância, tanto na ficção de gênero quanto no maisntream – a Unesp mantém tudo arquivado aqui. O arquivo número 804 é só comigo, comentando minha trajetória como editor e contista, sobre o Hiperespaço e outros fanzines que editei; e o arquivo 917 traz a entrevista mais recente, que partilhei com meu colega de Anuário, o jornalista e doutor em ciências políticas Marcello Simão Branco, na qual tratamos especificamente da história do Anuário e da nossas impressões sobre o momento atual da literatura fantástica no Brasil.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quase um podcast




O editor e jornalista Marcello Simão Branco, que co-edita comigo o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, foi entrevistado na Radio Unesp FM no programa Perfil Literário, de Oscar D´Ambrósio, cujo arquivo de áudio está disponível aqui.
Marcello fala sobre os muitos livros que editou, como por exemplo Outras copas outros mundos e A ficção curta de Robert Silverberg, e também sobre o Anuário.
O programa é apoiado em entrevistas e muitas outras personalidades do fandom já passaram por lá, como Rosana Rios, Doris Fleury, Martha Argel, Giulia Moon, Helena Gomes, Braulio Tavares, Fabio Fernandes, Roberto de Sousa Causo, Ataide Tartari, Ivan Carlos Regina, André Vianco, André Carneiro e muitos outros, além de autores do mainstream como Fernando Bonassi, Moacir Cylar e Ignácio de Loyola Brandão, entre outros. Os episódios são dinâmicos, curtos e não cansam o ouvinte. Vale a pena vasculhar o diretório e escutar tudo.
Perfil Literário vai ao ar à 0h, de segunda a sexta, e tem duração de 30 minutos.