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domingo, 27 de setembro de 2015

O uivo da Górgona

O premiado roteirista de quadrinhos Gian Danton também é um experiente contista. Isso foi demonstrado pelo Hiperespaço que apresentou aos leitores, nos tempos do fanzine impresso, vários textos do autor e até uma noveleta de ficção científica publicada em forma de livro de bolso: O anjo da morte.
Danton está agora colocando no saite de financiamento coletivo Catarse o projeto para um romance de horror: O uivo da Górgona. O autor o apresenta como "uma história de zumbis diferentes... crítica ao processo, cada vez mais atual, de massificação da humanidade".
Os interessados podem contribuir em várias faixas financeiras e, além do próprio livro, os colaboradores receberão recompensas proporcionais, como é praxe nesse tipo de ação. Para degustação, o autor disponibilizou um ebook que pode ser baixado gratuitamente aqui.
Para se informar e contribuir, basta acessar a página do projeto, aqui.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Zumbis atacam no Rio e em Sampa

Com o interesse criado na mídia por histórias com os misteriosos mortos-vivos antropófagos, que gerou no País pelo menos uma antologia de contos de autores nacionais (Zumbis: Quem disse que eles estão mortos?, 2010, All Print), entre outros títulos literários, nossos calados amiguinhos protagonizam agora dois álbuns de quadrinhos produzidos com todo o capricho.
Imagine (zumbis) na Copa é uma novela gráfica de Felipe Castilho e Tainan Rocha, publicada pelo novíssimo selo GiBiz da editora Giz. O título, que faz uma brincadeira com um meme da internet, já entrega mais ou menos o que o leitor vai encontrar, o que, certamente, é uma coisa que a Fifa não autorizaria, ainda mais durante a partida final num Maracanã lotado. Se é possível imaginar algo pior que o maracanazo de 1950, deve ser isso.
Apesar do cenário, ambos os artistas são de São Paulo. Castillho é autor de dois livros recentes que trabalham com mitologia brasileira: Ouro, fogo & megabytes e Prata, terra & Lua cheia , ambos pela editora Gutenberg. Rocha, que publicou de forma independente a coletânea poética Máquina de sujar, tem neste álbum seu primeiro trabalho autoral como ilustrador.
Imagine (zumbis) na Copa tem 48 páginas e pode ser encontrado nas gibiterias.
São Paulo dos mortos é uma coletânea de 96 páginas com cinco histórias curtas, cada uma delas com um tema e um ilustrador diferente, embora sejam todas de autoria do experiente e premiado roteirista Daniel Esteves, criador da série Nanquim descartável.
As histórias mostram episódios mais ou menos independentes, em uma São Paulo tomada pela praga, tendo entre seus cenários o Metrô, a Cracolândia, o Itaquerão e o Palácio dos Bandeirantes. O trabalho de arte foi distribuído entre Al Stefano, Alex Rodrigues, Ibraim Roberson, Laudo Ferreira, Omar Viñole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza e Jozz.
A edição é assinada com o selo Petisco do Estúdio HQ em Foco, e foi financiada pelos leitores através do saite Catarse.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Zumbis atacam!

Zumbis e outras criaturas das trevas é uma antologia de quadrinhos nacionais de terror, na qual os astros principais são lobisomens, bestas, demônios e, é claro, zumbis.
O álbum tem 240 páginas e, entre trabalhos clássicos e inéditos, reúne os artistas Rodolfo Zalla, Walmir Amaral, Ferréz, Júlio Shimamoto, Toni Rodrigues, Mike Deodato, Jayme Cortez, Gian Danton, Daniel Esteves, Di Stefano, Gustavo Machado, Novaes, Antonio Lima, Franco de Rosa, Raphael Fernandes, Moretti, Victor Barreto, Mozart Couto, E. C. Nickel, João Zero, Alexandre Jubran, Gustavo Machado, Seabra e Eugênio Colonnese. A edição também traz um poema inédito de R. F. Lucchetti, alguns artigos sobre zumbis no cinema e nos quadrinhos e duas capas diferentes a escolha do freguês.
Zumbis e outras criaturas das trevas é uma publicação da Editora Kalaco e custa R$39,90.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Heróis zumbis

Depois de aparecer como série coadjuvante na extinta revista Marvel Max, uma das mais interessantes idéias da Marvel dos últimos tempos está agora numa edição quase própria. A revista Marvel Terror apresenta, em sua terceira edição, a compilação dos cinco números da série Marvel Zombies Return, com os heróis desmortos de uma dimensão paralela onde aconteceu um holocausto zumbi, conseguindo passar para a nossa dimensão. Muita violência, sangue e vísceras deve ser o prato principal dessa história, literalmente falando.
Marvel Terror 3 é complementada com uma história de Legion of Monsters: Morbius, com a participação de ninguém menos que o nosso dentuço preferido, o Conde Drácula.
Com edição da Panini, Marvel Terror 3  tem 156 páginas, custa R$18,90.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lançamento de Zumbis

Domingo, dia 6 de junho, foi um dia turbulento em São Paulo. Com boa parte da cidade travada pela Parada Gay, o maior evento popular da cidade depois do carnaval e o segundo maior evento internacional - só perde para a GP de Fórmula 1 - era de se esperar alguma dificuldade para se chegar à luderia em que seria realizado o lançamento da antologia Zumbis, quem disse que eles estão mortos? promovido pela livraria Moon Shadows. Por isso mesmo, decidi ir de metrô. Não me arrependi, o caminho foi tranquilo e aproveitei para adiantar minhas leituras.
Cheguei às 17 horas, horário anunciado para o início dos trabalhos. Já lá estavam alguns dos envolvidos no livro e fui recebido pelo simpático casal organizador da antologia, Ademir Pascale e Elenir Alves, que foram logo me entregando um exemplar da antologia e pedindo para que eu autografasse os deles.
O divertido casal de agitadores culturais Rosana Raven e Iam Godoy, editores vários fanzines de horror, chegou cedo, e Iam foi logo se preparar para representar o morto-vivo de estimação do evento. A maquiagem ficou muito boa, como se pode ver na foto.
A noite foi chegando e o povo também. Dos autores publicados no livro, lá se reuniram Elenir Alves, Carlos Eduardo Lima Santos, Mario Carneiro Jr, Pedro Moreno, Mariana Albuquerque e Alex Mir. Outros podem ter chegado mais tarde, mas eu saí cedo e só consegui os autógrafos destes.
Pelas 18 horas chegaram o sempre bem humorado escritor e editor de fanzines Adriano Siqueira, e o prestativo Roberto de Sousa Causo, que me trouxe de presente exemplares da antologia Portal Fundação e da coletânea Paraíso líquido, de Luiz Brás.
A Ludus Luderia, onde aconteceu o encontro, é um lugar muito bacana e agradável, instalada na Rua 13 de Maio, com uma grande área descoberta muito bem aproveitada. Foi a primeira vez que fui a uma luderia e achei um programa bem legal.
Depois de muitas fotos (que podem ser vistas aqui e aqui) e troca de autógrafos, despedi-me do pessoal por volta das 19 horas, aproveitando a carona que Causo me ofereceu até o metrô. Acabamos empacados por quase uma hora num grande congestionamento na subida da Augusta, que tinha quase todas as suas travessas obstruídas. Mas o tempo foi muito bem aproveitado, numa caudalosa discussão sobre as propostas de Luiz Brás - pseudônimo do escritor Nelson de Oliveira - para que o mainstream assenhore-se do imaginário da ficção científica, tema que tem sido debatido amplamente em vários fóruns, embora os próprios autores de FC não saibam bem o que fazer com ele, eu inclusive.
Ainda estou tentando formar uma opinião, mas acho curioso que enquanto os autores brasileiros de FC&F sonham em ser aceitos pelo mainstream, Brás, que não tem dificuldade nenhuma com o mainstream, deseja ser um autor de FC. A diferença é que, para Brás, trata-se de um projeto artístico conceitual, enquanto que para a maioria dos autores brasileiros de FC&F o que interessa é um bom desempenho comercial. Não estão falando a mesma língua. Além do mais, a provocação de Luiz Brás é endereçada ao mainstream, não aos autores do fandom. Estes não precisam ser motivados e escrever FC, já o fazem por diletantismo. Contudo, Brás ainda é o único escritor mainstream que assumiu o arriscado projeto de se tornar um autor de FC em tempo integral. Os demais, que um dia enveredaram por esses caminhos capciosos, geralmente têm muita dificuldade em reconhecer que o fizeram.
No fim das contas, desembarquei na estação Consolação, ali mesmo na Paulista. A viagem de volta foi atribulada, com conduções lotadas, mas deu para ler alguns contos da antologia Zumbis e o posfácio de Edgar Indalécio Smaniotto, um ensaio sobre as origens da ideia do morto-vivo, na ciência e na literatura.
Apesar de cansativa, a ida ao lançamento foi proveitosa e muito divertida, o que me faz lamentar bastante não poder ser mais frequente nesses eventos. A antologia Zumbis, quem disse que eles estão mortos? também pode ser adquirida aqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lançamento de Zumbis


Post rapidinho, quase um twitt, só para avisar que o lançamento da antologia Zumbis, organizada por Ademir Pascale para a editora All Print e cujo prefácio eu assinei, está com o lançamento marcado para o dia 6 de junho, a partir das 17 horas na Ludus Luderia, Bar e Café, Rua 13 de Maio, 972, Bela Vista, em São Paulo. O convite é público e espera-se a presença de vários dos autores selecionados. Vamos nessa!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Zumbis


O produtor cultural Ademir Pascale continua tendo ideias para antologias de contos fantásticos. Enquanto promove as já publicadas Dracúlea e Invasão, e acompanha no prelo Poe 200 anos e A metamorfose, já anunciou mais uma: Zumbis: quem disse que eles estão mortos?, pela Editora All Print, uma ideia que, se não é de toda original, me parece bastante curiosa, uma vez que as histórias de zumbis são marca registrada da indústria do cinema. Na literatura, esses mortos vivos tiveram pouca chance, geralmente mais associados aos vampiros. Veja só a proposta que Ademir divulgou:
"Em pleno século 21 eles foram quase esquecidos, mas nos espreitam constantemente pelas sombras. Sabe aquele friozinho na espinha que sentimos quando parece que alguém está escondido nos espiando? Pode acreditar, são eles: criaturas cadavéricas, mortos-vivos, seres infernais e catatônicos, ou popularmente zumbis. Afinal, quem disse que eles estão mortos? Fuja das sombras. Passe longe das tumbas. Corra o máximo que puder. Conheça a trajetória desses horríveis canibais em contos contundentes com heróis, mocinhas e cidades infestadas pelos malignos servos dos rituais necromânticos. Tome cuidado com o seu cérebro, pois eles poderão comê-lo."
Não sei bem o porquê, mas Ademir me convidou para fazer o prefácio do livro. Acho que ele associou o tema à minha aparência, já que pareço estar com um pé na cova, ou que acabei de sair dela, devido às olheiras. Ou então foi por causa do meu bafo de múmia, mas acho que isso ele ainda não sabe - nunca nos encontramos pessoalmente.
Mas não será propriamente um prefácio e sim algo mais a título de apresentação. Usualmente o prefaciador lê todo o material para fazer o seu trabalho, mas no caso só lerei o conteúdo quando o livro estiver impresso - sequer saberei os autores selecionados. Então espero não dar muita bola fora. Mas, para o bem e para o mal, está confirmada a minha colaboração.
Continuo apoiando e acreditando num bom resultado do trabalho de Ademir Pascale com essas antologias, algo que há muito tempo deveria vir sendo feito pelo fandom.
O organizador está aceitando submissões. Quem tiver interesse em participar, pode se informar aqui.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dead snow

Neste feriado assisti ao curioso filme de horror Dead snow (Død snø no original, sem tradução em português), longa-metragem norueguês do diretor quase-estreante Tommy Wirkola, que antes só havia feito uma paródia a Kill Bill. Trata-se de um filme de zumbis em meio as neves eternas do norte da Europa, com efeitos especiais bacaninhas e muito, mas muito sangue e vísceras, para contrastar com a brancura da neve.
A história é bobinha e não tem muito apelo, sendo apenas o vetor para as divertidíssimas cenas de violência e desmembramento que fazem referência explícita a diversos clássicos do splatter, como Evil dead e A noite dos mortos vivos.
Um grupo de sete estudantes de medicina - quatro rapazes e três garotas - viajam de automóvel para uma retirada casa de campo nas montanhas da Noruega. A casa pertence a uma quarta garota, namorada de um dos rapazes, que decidiu chegar ao local de uma maneira algo mais desportiva: de esqui. A turma chega antes dela e se instalala no chalé. Ainda estão arrumando as coisas quando surge um homem misterioso à porta, que pede café e conta a lenda local, sobre um grupo de nazistas que, durante a segunda guerra mundial, assolou a região em busca de ouro e jóias, para depois desaparecer nas montanhas. O homem vai embora e, por acaso, um dos estudantes encontra sob o piso do chalé uma caixa de madeira cheia de moedas de ouro.

Quando chega a manhã, um dos rapazes decide sair a procura da namorada que ainda não chegou. Sozinho em meio ao campo nevado, ele encontra o cadáver estripado do homem que os visitara na noite anterior e acaba caindo num buraco no meio cheio de equipamentos nazistas para, em seguida, ter de enfrentar zumbis que o atacam com fúria. Enquanto isso, os três casais que ficaram no chalé têm de enfrentar uma tropa inteira desses monstros, que parecem não ter nenhum objetivo a não ser matar e esquartejar todos que cruzarem seu caminho.
A estrutura geral do filme lembra a de O albergue, com uma longa introdução em que se apresentam os personagens, mas ganha uma velocidade vertiginosa na parte final, com muita correria e sanguinolência, em que não faltam todo tipo de uso criativo para tripas, além de uma bem vinda motosserra.
Os zumbis deste filme não são lentos e erráticos como os que acostumamos ver nos filmes de George Romero: são muito ágeis, embora ainda bastante estúpidos.
O filme tem um toque trash, um clima falso mais ou menos como o Planeta terror ou A volta dos mortos-vivos, embora como estes seja bastante bem feito. Por isso, de uma forma geral, poderia classificar Dead snow como um filme de humor negro, porque a violência é tão exagerada que ao invés de medo, faz graça.
O filme é de 2009 e causou interesse no festival de Sundance. Provavelmente não será lançado no Brasil, sequer em DVD. Mas pelos préstimos da internet, e com algum trabalho, pode ser conseguido até legendado. Recomendo.