Mostrando postagens com marcador Fábio Fernandes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábio Fernandes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Lançamento: Os agentes do caos, Fábio Fernandes

Com a boa aceitação de As aventuras de January Purcell: O Torneio das Sombras, publicado em 2024, que recebeu indicações aos principais prêmios da ficção científica brasileira, a editora Avec acelerou a publicação do segundo volume da série, Os agentes do caos, de autoria do professor e tradutor carioca Fábio Fernandes. 
Diz o texto de apresentação: "Londres, 1890. Dois anos antes, January Purcell ajudou a defender o planeta de uma invasão marciana. Agora, a agente oneironauta enfrenta um novo desafio: uma máquina infernal capaz de transportar seu usuário para o futuro distante… e provocar uma reação em cadeia capaz de destruir a realidade conforme a conhecemos. Cabe novamente a January evitar uma tragédia, desta vez com a ajuda de sua nêmese, a anarcronista Marie Sklodowska, e do misterioso John Symonds, que não viaja pelos sonhos mas afirma ter vindo do futuro, além do inventor do dispositivo infernal, um certo senhor Wells."
Os agentes do caos tem 304 páginas e já está disponível aqui.

sábado, 30 de agosto de 2025

Resenha: Como aprendi a amar o futuro

Como aprendi a amar o futuro: Contos solarpunk
Francesco Verso & Fabio Fernandes, orgs. 350 páginas. São Paulo: Plutão, 2023.

É incrível que não estejamos falando da antologia Como aprendi a amar o futuro desde o seu lançamento há dois anos. Pois trata-se da mais expressiva novidade no ambiente da fc desde o surgimento do cyberpunk, nos anos 1980. Porque ela é estranha e um pouco assustadora, como, aliás, toda a fc deveria ser. 
Desde a publicação em 2012 da antologia Solarpunk: Histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável, pela Editora Draco, ficou a impressão que o subgênero ali proposto não passava de uma variação ao cyberpunk com tecnologias verdes. Dizia-se que o solarpunk propunha uma ficção que apontava para um futuro no qual a humanidade daria certo, escapando do apocalipse e da distopia.
Se fosse mesmo isso, seria uma fc ingênua e equivocada, uma elegia a tecnocracia futura na qual todos os problemas causados ao meio ambiente planetário pela tecnologia seriam resolvidos, vejam só, pela própria tecnologia. Há, de fato, muita gente que pensa assim: para quê preservar o mundo hoje se a tecnologia irá nos salvar amanhã?
Bem, não é o que sugerem os treze contos e os três ensaios reunidos nas 350 páginas de Como aprendi a amar o futuro: Contos solarpunk, antologia organizada pelos pesquisadores Francesco Verso (Itália) e Fabio Fernandes (Brasil), publicada pela Plutão Livros em 2023.  
Para os autores presentes na antologia, a concepção do solarpunk não é, de forma alguma, positivista ou utópica.  Pelo contrário, é bastante pessimista, porque reconhece que o ponto sem volta já foi ultrapassado e o desastre ambiental é inevitável. Na verdade, já estamos vivendo suas consequências e não há como escapar, a não ser que aconteça alguma coisa muito radical e subversiva.
Tratam-se de histórias em que pessoas comuns tomam para si a tarefa de construir uma nova forma de viver num mundo devastado pela poluição e pela crise ambiental causadas pelas corporações e pelas elites que continuam fazendo o que sempre fizeram. Trata-se de uma ficção engajada, que pretende mostrar alternativas de sobrevivência dentro desse inevitável futuro ambiental destroçado. Uma fc politicamente militante, mais social e menos individual, que também discute aspectos ligados a diversidade étnica, cultural, de gênero e de pessoas com deficiência. Uma ação de guerrilha tecnológica, na qual grupos comunitários assumem a responsabilidade e o controle de sua sobrevivência em meio ao caos ambiental, a revelia das decisões de governo, que nos colocaram nessa enrascada para começo de conversa. 
Nas 350 páginas da antologia, textos de várias procedências, vindos de Argentina, EUA, China, Austrália, França e Espanha: "Empatia bizantina", de Ken Liu, "O zelador do Farol", de Andrew Dana Hudson, "Beton betularia", de Maria Antònia Martí Escayol, "Omnia sol temperat", de T. P. Mira-Echeverría e Guillermo Echeverría, "Contaminações", de Sylvie Denis, "Com uma bicicleta espacial vai-se a qualquer lugar", de Ingrid Garcia, "A terra-corpo", de Ciro Faienza, "A força da serpente é a força da gente", de Brenda Cooper, "Falácia efetiva", de Qiufan Chen, "O rancho espiral", de Sarena Ulibarri, "Linha de frente", de Gustavo Bondoni, e os brasileiros "Nina e o furacão", de Ana Rüsche e "Presságio de solidão", de Renan Bernardo. Também traz ensaios, assinados por Fabio Fernandes, Andrew Dana Hudson e Francesco Verso, conceituando o subgênero, citando precurssores e estabelecendo seus protocolos, tudo muito didático, embora o texto de Hudson tenha um quê de manifesto.
O time de tradutores também é grande: Jana Bianchi, Fernanda Castro, Morgana Feijão, Marina Scardoelli, Lina Machado, Thiago Ambrósio Lage, André Caniato. A capa traz um trabalho de Sávio Araújo.
Não que inexistam textos na fc tradicional que esbarram no tema, como os de Kim Stanley Robinson, que é citado nos ensaios publicados. No Brasil, escritores como Simone Sauressig ("O cuco de samaúma", em Universo Pulp: Multipunk, Avec, 2022) e Daniel Galera ("Tóquio" em O deus das avencas, Companhia das Letras, 2021) aproximaram-se do tema, mas a eles faltava o componente explosivo que abunda em Como aprendi a amar o futuro.
A edição só está disponível em ebook, e dá para ler de graça emprestando um exemplar na BibliON, aplicativo oficial da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo que, aliás, foi como eu li. 
Vale a pena conhecer a antologia e entender o que realmente vem a ser esse tal de solarpunk. É para mexer com os brios e dar vontade de começar sua própria guerrilha contra o capitalismo agora mesmo.
A luta continua!

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Lançamento: O Torneio de Sombras, volume 1: As aventuras de January Purcell, Fábio Fernandes

A ficção curta Under pressure, noveleta steampunk de autoria do escritor e tradutor Fábio Fernandes, redigida e publicada em inglês no Reino Unido, ganha agora versão impressa pela Editora Avec. 
Traduzida pelo próprio autor, a novela foi na verdade totalmente reescrita, expandida para muito além da obra original. O resultado é o romance As aventuras de January Purcell, primeiro volume da série O Torneio das Sombras.
Diz o texto de divulgação: "January Purcell é uma oneironauta. Ela faz parte da Fraternidade de Viajantes dos Sonhos que atravessa os séculos, navegando o Existir e realizando missões em várias épocas e encarnações com o objetivo de defender a realidade de alterações na linha temporal. Um dia, em 1888, essa mulher extraordinária cruza o caminho de um certo Dr. Jones, cientista milionário que inventou um novo combustível que poderá salvar a humanidade… ou destruí-la. Caberá a January descobrir se Jones também é um oneironauta e recrutá-lo (com uma ajuda do explorador Richard Francis Burton, também membro da Fraternidade) antes que alguma facção inimiga o faça. Numa realidade em que obras como Viagem ao centro da Terra e A guerra dos mundos são relatos verídicos ao invés de ficções, não será uma tarefa nada fácil." 
As aventuras de January Purcell tem 248 páginas e está disponível para a venda no saite da editora, aqui.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Arquétipos de massa: Labirintos

Está aberta a campanha de financiamento coletivo para publicação da coletânea Arquétipos de massa: Labirintos, do escritor, tradutor e professor Fábio Fernandes, pela editora Kafka.  
Diz o texto de divulgação: "Uma das (muitas) funções da ficção, de modo geral, é servir de espelho do cotidiano, através de símiles, comparações, contradições. A vida imita a arte, dizem uns. Outros afirmam que a arte, se não emula necessariamente a vida, lhe fornece inspirações.
Foi pensando nas semelhanças entre arquétipos ficcionais e certos aspectos de nossa realidade que Fábio Fernandes começou a escrever microficções que batizou de Arquétipos de Massa: pequenos fragmentos do cotidiano revistos sob outras luzes. Na fronteira onde o lúdico atravessa o trágico, os Arquétipos de Massa reúnem apocalipses diários, alienígenas que praticam a banalidade do mal, princesas enclausuradas nas próprias fantasias, imperadores da galáxia do próprio quarto, personagens cômicos e sombrios que se cruzam em labirintos, em diversos percursos de leitura oferecidos pela multiplicidade de tramas."
A campanha oferece três modalidades de apoio: na mais básica, o apioador recebe um exemplar do livro, na intermediária, o livro vem acompanhado de um poster e, na avançada, além do livro e do poster, o apoiador também recebe um exemplar do livro Mulher com avestruz, da escritora curitibana Regina Benitez. 
A campanha, que ficará aberta aqui até meados de março, é do estilo fexível, isto é, o livro será publicado e entregue aos apoiadores independentemente de atingir a meta proposta, o que é uma boa garantia neste modelo de produção.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Resenha do Almanaque: Oneironautas, Fabio Fernandes & Nelson de Oliveira

Oneironautas
, Fabio Fernandes & Nelson de Oliveira, 88 páginas. São Paulo: Patuá, 2018. 

Um jogo muito popular nas ofinas de escrita criativa é o round robin, uma dinâmica que consite em, a partir de uma fragmento de texto inicial, outro autor é estimulado a dar-lhe continuidade. Por sua vez, após ter escrito o trecho que lhe cabia, este passa a tarefa a outro autor e assim por diante até que o texto seja finalizado. Cada autor pode dar ao texto o encaminhamento que quiser, mas deve respeitar o que foi feito antes dele e deixar um gancho dramático que desafie o autor seguinte. O resultado dessa dinâmica costuma ser um tanto desconjuntado, mas isso é o que menos importa: o importante é exercitar a criatividade e a capacidade de improviso. 
Por isso é supreendente o resultado que Fabio Fernandes e Nelson de Oliveira obtiveram na curiosa Oneironautas, noveleta construída no molde de um round robin. É claro que o fato de termos aqui autores experientes e de muitos recursos, além de serem apenas dois, contribuiu para que a narrativa tivesse um padrão mais regular e os conceitos propostos não fossem abandonados pelo caminho. 
Fabio Fernandes é um autor da Segunda Onda da ficção cinetífica brasileira, que fez parte ativa do fandom dos anos 1980/1990, quando a produção nacional era praticada principalmente nos fanzines. Mais recentemente, Fernandes tornou-se referência no fandom digital e forte influenciador dos autores da terceira onda. Seu livro Back in the U.S.S.R., editado pela Patuá em 2019, figurou entre os dez finalistas do Prêmio Jabuti na categoria Entretenimento. Já Nelson de Oliveira é uma sumidade no ambiente mainstream literário, por duas vezes vencedor do Prêmio Casa de Las Americas. Ficou mais conhecido no ambiente dos fãs de ficção científica com o heterônimo Luiz Brás, que criou especialmente para assinar seus trabalhos nesse gênero. É um escritor consagrado, portanto. 
Logo, não se podia esperar pouco de Oneironautas. A história é um cabo de guerra entre os dois autores, cada um deles retesando a corda o mais que pode para derrubar o oponente. Mas quem venceu a disputa foram os leitores.
Oneironautas é uma viagem lisérgica na qual os dois autores, que se colocam como personagens da história, deslocam-se loucamente pelos sonhos um do outro, encontrando personalidades alternativas de si próprios e de seus acompanhantes, com as quais interagem em situações imprevisíveis e absurdas. Em alguns momentos a narrativa ganha ares de ficção científica, com divertidas referências à elementos da cultura pop, como personagens de desenhos animados, séries de tv, cinema e histórias em quadrinhos. 
De qualquer forma, a história é o que menos importa, já que o grande mérito de Oneironautas é o prazer estético formal da narrativa que, em muitos momentos, flerta com a poesia – embora nunca abandone o padrão de prosa – em quinze capítulos curtíssimos de trezentas palavras cada (uma regra do jogo), mais um epílogo, nomeados de forma nem sempre legível. A edição enxuta vem ilustrada por padrões gráficos que dão ao conjunto uma estética concretista que também remete a uma certa poética. A leitura pode ser tão rápida quanto se queira. Dá para ler o volume todo em pouco mais de meia hora, mas aí se vai perder boa parte da graça, que é vaguear sem freios pelos sonhos absurdos destes dois oneironautas.

sábado, 13 de maio de 2023

Lançamento: 16

Está aberta, até o dia 9 de junho, a campanha de financiamento direto para a publicação da coletânea 16, do professor, jornalista e tradutor Fábio Fernandes, reunindo uma seleta de dezesseis contos do autor publicados ao longo de seus trinta anos de carreira literária. 
O trabalho editorial é da Caos e Letras, que oferece diversas recompensas interessantes aos apoiadores. A meta modesta, de apenas R$5 mil, certamente será bem sucedida, pois em poucos dias já atingiu 37% dela. 
Fernandes é um nome importante da segunda onda da ficção científica brasileira, tendo publicado diversos livros, como a coletânea Interface com o vampiro (Writers, 2000) e os romances O dia da peste (Tarja, 2009), Back in the USSR (Patuá, 2019) e Rio 60 graus (Draco, 2022), entre outros, além de participações em diversas antologias.  
A página da campanha, aqui, oferece diversos pacotes de recompensas e a entrega deve acontecer no segundo semestre de 2023. 
Tentador.

terça-feira, 24 de março de 2020

Pasadizo a lo estraño

O escritor e tradutor Fábio Fernandes divulgou nas redes sociais uma interessante oportunidade aosd leitores brasileiros com relação à antologia Pasadizo a lo estraño: Antologia New Weird Iberoamericana, organizada por Teresa Mira de Echeverria e publicada pelo selo Exégesis em 2019. Isso porque a antologia, em forma de arquivo digital pdf, pode ser obtida gratuitamente por tempo limitado, bastando para isso remeter um email a literatura.newweird@gmail.com. Recomendo fortemente.
Diz o texto de divulgação: "La presente es una puesta en común, anárquica y caótica, de cuentos pertenecientes al género New Weird, producidos por excelentes escritores. Un experimento weird desde el inicio hasta el final, que busca reflejar en la práctica lo que el espíritu del género pregona: lo extraño."
A antologia reúne contos em espanhol de autores de diversos países, entre os quais está o próprio Fernandes, que também assina o prefácio da obra. Além dele, traz textos de Israel Alonso, Federico Andrés Caivano, Marcelo Cardo, Tatiana Carsen, Rolando Jorge Condis, Facundo E. Córdoba, Matías Alberto D'Angelo, Guillermo Echeverría, Cristina Jurado, Roxana M. Lozano, Teresa P. Mira de Echeverría, Mariela Pappas, Adrián Marcelo Paredes, Pedro Paunero, Ramiro Sanchiz, Isabel Santos e Verónica Vázquez.
Uma excelente oportunidade para conhecer o que se faz hoje em matéria de New Weird nos países iberoamericanos, além de se familiarizar com a leitura em espanhol, língua na qual há uma surpreendente oferta de títulos nos gêneros fantásticos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Back in the USSR

Nos longínquos anos 1980 e 1990, todos os fãs de literatura fantástica tinham a certeza, como diria Stephen King, que o mundo tinha seguido adiante, pois não se publicava mais nada no país. Então, alguns deles se uniram para publicar fanzines literários - no que foram muito bem sucedidos - e, eventualmente, livros. Um deles foi uma antologia cujo tema era a banda britânica The Beatles, mas o livro não vingou. Uma das histórias escritas para essa antologia foi "Back in the USSR", do tradutor e professor Fábio Fernandes, uma história ousada com um ressurreto John Lennon numa realidade alternativa na qual a tecnologia do Dr. Frankenstein se tornou aplicável em larga escala e a guerra fria continua firme e forte.
Publicado em edição virtual em 2012 pela Editora Draco, Back in the USSR: Um thriller surrealista chega agora pela Editora Patuá, como primeiro volume da coleção Futuro Infinito, com curadoria editorial de Luiz Bras.
Esta nova versão foi substancialmente ampliada - tem 224 páginas -, vem com um cenário histórico e tecnológico bem mais intrincado, e está repleta de citações que vão fazer a diversão dos leitores mais experientes. mesmo para aqueles que não encontrarem os ovos de páscoa, a qualidade dos escritos de Fernandes, que já publicou os livros Interface com o vampiro e Os dias da peste,  garante a diversão.
O volume anuncia Matando gigantes, de Claudia Dugim, e Braza 2000, de Roberto de Sousa Causo, como futuros títulos da coleção. O primeiro foi lançado recentemente, apos a publicação de Fanfic, de Braulio Tavares, e Amália atrás de Amália, de Marco Aqueiva. Sem dúvida, uma proposta significativa num mercado em tempo de crise.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

De A a Z: Dicas para escritores

Fábio Fernandes é um nome conhecido entre os leitores de ficção fantástica no Brasil. Tradutor e escritor, diga se de passagem um dos melhores do gênero no país, com textos publicados tanto no Brasil como no estrangeiro, Fernandes estudou com Neil Gaiman e Samuel Delany na Clarion West Writers Workshop de Seattle, é professor da PUC de São Paulo e desenvolve um importante trabalho de pesquisa sobre as mídias sociais.
De A a Z: Dicas para escritores é um breve compêndio alfabético no qual Fernandes reuniu um pequeno mas valioso lote de conselhos úteis para escritores, inclusive os experientes, uma vez que ninguém está livre de adquirir cacoetes indesejáveis.
Algumas letras têm mais de um verbete, que pode ser tão inspirador quanto "Bunda", "Gaveta", "Síndrome da folha em branco" ou "Zona de conforto", tornando a leitura uma experiência divertida, apesar de rápida: dá para ler tudo em pouco mais de meia hora.
A edição em ebook é uma opção do autor, entusiasta do formato desde a sua criação, no final do século. Tanto que seu primeiro livro, a coletânea Interface com o vampiro, publicada em 2000, foi um dos primeiros ebooks profissionais no país, editado pela extinta editora Writers.
De A a Z: Dicas para escritores está disponível para dispositivos Kindle e pode ser adquirido aqui. Mas prepare-se para ter questionadas algumas certezas sobre a arte da escrita.