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sábado, 26 de maio de 2012

Scarium, o retorno

Mais um fanzine nacional de ficção fantástica anuncia a sua volta. O editor Marco Bourguignon avisa que o Scarium – fora de circulação desde a edição 26, publicada em fevereiro de 2010 – está recebendo submissões de contos, novelas, quadrinhos e desenhos fantásticos daqueles que estiverem a fim de participar das próximas edições, que serão distribuídas em formatos virtual e real. O saite, sem atualizações desde agosto de 2011, também deve ser retomado.
As submissões podem ser encaminhadas para o email editor@scarium.com.br.
Sucesso para o novo Scarium!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Scarium 26


Enfim, volta à cena o último dos moicanos, derradeiro fanzine de ficção fantástica publicado em papel no Brasil, último representante dos anos de ouro do fandom, entre 1980 e 2004, quando circularam dezenas de títulos, substituídos pouco a pouco pelas facilidades do meio virtual, exatamente como aconteceu com o Hiperespaço, por exemplo.
Scarium apareceu já no ocaso dessa fase: seu primeiro número saiu provavelmente em 2002 (a edição não registra a data de publicação), com uma grande e bem sacada novidade em relação aos seus antecessores: um site que, desde então, tem sido periodicamente atualizado e é uma das principais referências atuais do fandom.
Uma das "regras" do Scarium é dedicar a maior parte de sua páginas à publicação de ficção original inédita, com um pequeno espaço para resenhas de literatura e quadrinhos.
As últimas edições foram temáticas. O número 25, por exemplo, foi dedicado ao horror com o tema "Mulheres", e esta nova edição é simplesmente dedicada à ficção científica, sem nenhum tema aparente. Traz contos de Anudara Diva, John Dekowes, Renato A. Azevedo, Hugo Vera, Ana Cristina Rodrigues, Luiz Fernando Risemberg, David Melo e Gabriel Boz, ou seja, não deve nada às antologias profissionais que têm sido lançadas pelas editoras nos últimos anos. Completam a edição os artigos de Edgar Smaniotto e Cesar Silva.
O projeto gráfico lembra as antigas edições do Magazine de Ficção Científica, com os textos publicados em duas colunas, capa em cores e miolo em preto e branco. A capa é de Gabriel Boz e a edição geral é de Marco Bourguignol.
A publicação ainda não aparece à venda no site, mas a novidade apareceu no blog da publicação, aqui. Então, é só uma questão de tempo.
Enquanto isso, aproveite e adquira as edições anteriores.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tempo das caçadoras


Há alguns anos que os fanzines brasileiros de FC&F vêm heroicamente resistindo ao avanço do Nada, aquela sombra de esquecimento que insiste em destruir os sonhos, como vimos em História sem fim, do excelente fantasista alemão Michael Ende. Aos poucos, a febre dos zines que assolou o final do século, vai esmorecendo e hoje são realmente poucos os que insistem em produzir suas revistinhas e batalhar por um lugar ao sol. Mesmo a internet parece já ter arrefecido e boa parte dos zines eletrônicos também estão sendo engolidos pelo Nada.
Mas os editores do Scarium Megazine não deixam a peteca cair e nas últimas semanas demonstraram que, ao contrario da tendência, estão reaquecendo as turbinas para mais um salto quântico.
Há poucos dias divulguei aqui o lançamento do volume 3 da Coleção Scarium Fantástica, a novela de FC O que o olho vê, de Carlos Orsi. E poucos dias depois, a Scarium distribui o volume 4 da Coleção, Tempo das caçadoras, de Miguel Carqueija. Trata-se da sequência da novela O Fantasma do Apito, publicada na mesma coleção em seu número 2, uma aventura de fantasia num universo alternativo que o autor batizou de Liga Mundial, no qual não aconteceu a revolução industrial e as pessoas da atualidade vivem numa espécie de era vitoriana prolongada. Ainda que a premissa seja difícil de engolir, as histórias são leves e movimentadas.
Neste volume, composto pelas noveletas "O clube da Luluzinha" e "O olho mortal", as jovens estudantes Carol, Fátima e Andréia, apresentadas em O fantasma do apito, acompanham a policial Irina, que secretamente defende os interesse da Liga Mundial - uma organização secreta que conduz os destinos da civilização - na caçada ao excêntrico Conde Bruxelas, psicopata que tanto trabalho deu na aventura de estréia.
Desta vez, porém, as caçadoras saem do ambiente fechado do colégio e deslocam-se por estradas, vilas e cidades, descortinando um panorama algo mais amplo desse universo improvável, no qual o Brasil tem um aspecto quase medieval.
Os contos revelam que, embora o Conde Bruxelas seja de fato um louco furioso, talvez a Liga Mundial também não tenha a melhor das intenções visto que sua atuação subterrânea tem mantido a civilização num estado de subdesenvolvimento e pobreza, com poucos cidadãos notáveis usufruindo das benesses da tecnologia. Talvez a sequência das aventuras nos tragam reviravoltas interessantes.
Tempo das caçadores, assim como os demais volumes da Coleção Scarium Fantástica, podem ser encomendados diretamente na loja virtual da Scarium, aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O que o olho vê


Há alguns anos, tentei viabilizar pela editora paulista Via Lettera, a publicação da Coleção Fantástica - uma coleção de livros artesanais de bolso com novelas de ficção científica e fantasia que eu produzi pelo selo independente Hiperespaço.
Na época, o meu amigo JP estava adiante da Via Lettera e demonstrou interesse no formato. Com a ajuda do editor Marcello Simão Branco, levei a ele alguns textos para servirem de amostra que, caso aprovados, seriam publicados nos primeiros números da coleção. Entre esses textos estava "O que o olho vê", de Carlos Orsi, que eu tive o privilégio de revisar para o projeto. Como tudo o que Orsi escreve, "O que o olho vê" é uma excelente peça de aventura, curiosa e movimentada, no mais explícito espírito New Weird que os autores nacionais conseguiram emular.
Um estudante brasileiro vivendo nos EUA, ou melhor, nos Estados Cristãos da América, é recrutado para uma missão importante: recuperar os códigos do vírus da gripe suína escondidos dentro de um olho.
Infelizmente a coleção da Via Lettera foi abortada poucas semanas depois, quando JP anunciou que estava se afastando da editora, e o texto de Orsi, entre outros que foram apresentados então, nunca foram publicados.
Até agora, porque o site Scarium.com está publicando O que o olho vê no número 3 de sua Coleção Scarium Fantástica (que eu gosto de pensar que foi inspirada pela Coleção Fantástica), numa edição de 48 páginas em formato 13x18cm, capa em cores, que pode ser adquirido aqui.
Carlos Orsi é autor das antologias Medo, mistério e morte (Didática Paulista, 1996) e Tempos de fúria (Novo século, 2007), nas quais demonstra total domínio do gênero fantástico, sendo um dos mais completos autores de sua geração. Recomendo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Scarium MegaZine 25


Recebi há pouco o novo Scarium MegaZine número 25, edição especial de horror dedicada às mulheres. Trata-se de um fanzine no molde clássico, publicado em papel, com contos, artigos e resenhas de FC&F. É uma publicação já tradicional, que completa sete anos de atividades.
O Scarium é editado pelo fã carioca Marco Bourguignon, em parceria com a escritora paulista Giulia Moon, ambos muito bem relacionados no fandom, o que favorece boas seleções de contos. Neste número aparecem textos de Nilza Amaral, Martha Argel, Nelson Magrini, Mário Carneiro Jr., Regina Drummond, Marcelo Augusto Galvão, Cristina Lasaitis, Ademir Pascale, Richard Diegues, Ana Cristina Rodrigues e o próprio Marco Bourguignon.
Também há uma entrevista com Martha Argel e Humberto Moura – organizadores do livro O vampiro antes de Drácula (Aleph, 2008) –, uma história em quadrinhos de Giullia Moon – sua estréia na nona arte, adaptando um conto de horror de sua própria autoria – uma resenha de Edgar Smaniotto e um artigo sobre quadrinhos de Cesar Silva. A capa traz uma ilustração de Alexandre Lancaster.
O vigor que o Scarium demonstra depois de tantos anos de atividade é mais um sinal de que as publicações em papel não perderam nada de seu encanto perante os leitores, apesar do intensivo trabalho editorial desenvolvido no ambiente eletrônico. Tanto é que o próprio Scarium mantém uma boa homepage que está bombando com mais de cinco mil pageviews por dia e isso não prejudica em nada o desenvolvimento da revista. Para comprar o Scarium, veja aqui.

sábado, 25 de abril de 2009

As portas do magma, Miguel Carqueija & Jorge Luiz Calife

Noveleta de aventura de autoria de Miguel Carqueija e Jorge Luiz Calife, publicada em forma de e-book pelo site Scarium.
Conta a história de um escritor de ficção científica sem qualquer pendão heróico que é repentinamente convocado para salvar o mundo. E a situação em que isso ocorre não poderia ser menos esdrúxula: uma mulher, cuja aparência geral poderia se resumir na palavra "pontuda", bate em sua porta e diz que ele tem que acompanhá-la para o centro da Terra, pois somente ele pode socorrer a civilização de "pontudos" que lá habita e que está ameaçada por uma inundação de magma.
Depois de alguma hesitação, o infeliz segue a garota para o centro da Terra em seu curioso veículo de navegação subterrânea, no melhor momento da história que, por si só, vale o trabalho inteiro. Entre os pontudos, ele descobre que o problema é decorrente de um projeto internacional de sequestro de carbono, cuja estratégia é injetar no subsolo o CO2 excedente na atmosfera, e é preciso pará-lo. Para melar o negócio, ele terá que embarcar num foguete "suicida" pilotado por sereias pouco amigáveis e se fazer entender entre os engenheiros humanos numa gigantesca plataforma marítima internacional.
Essa história absurda, que em nenhum momento consegue ser minimamente crível, vale pelo bom humor com que o protagonista encara a situação. Uma grande farsa que, de acordo com o editor da Scarium Marco Bourguignon, homenageia os antigos enredos de histórias sobre mundos e civilizações perdidas, de autores como Jules Verne e Edgard Rice Burrougs.
O texto base é de Carqueija – autor historicamente vinculado ao ambiente amador, que estreou profissionalmente em 2008 com o romance Farei meu destino (editora Giz) – e ficou incompleto por anos até que, em 2008, ele propôs ao seu colega, o experiente jornalista e escritor Jorge Luiz Calife, que o concluísse. Calife é identificado com histórias de ficção científica hard e deve ter reeditada em 2009 sua trilogia Padrões de Contato, pela Devir Editorial.
O resultado pode ser conferido nesta edição digital de 69 páginas, que pode ser baixada gratuitamente aqui.
Um detalhe um pouco incômodo é que, a certa altura, os tipos que compõe o texto cemeçam a mudar de tamanho sem qualquer motivo aparente. Uma vez que não me parece ter sido acidental, a única explicação que me ocorre é que editor pretendeu destacar as intervenções de Calife no texto de Carqueija. Não chega a ser um problema, mas também não acrescenta nada e bem poderia ser corrigido, pois passa uma sensação de desleixo à publicação.
De qualquer forma, vale a pena conhecer esse curioso exemplo de ficção científica juvenil, que tem bons e divertidos momentos.