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sábado, 15 de março de 2025

Lançamento: Eadgar nas sombras da Grécia Antiga, Duda Falcão

Está ativa aqui a campanha de financiamento direto para a publicação da coletânea Eadgar nas sombras da Grécia Antiga, que reúne contos e noveletas do pesquisador e escritor gaúcho Duda Falcão no subgênero da Espada e Feitiçaria. 
Diz o texto de apresentação: "O valente hoplita Eadgar embarca em uma busca para desvendar a verdade sobre a morte de sua amada, Lenora. Orientado pelo misterioso necromante, Kiakai, ele se fortalece para enfrentar diversos desafios, enquanto conhece a intrigante cultura arcana de uma Grécia Antiga e fantástica. Desvendar segredos ocultos e poderes ancestrais tem o seu preço sinistro. Nessa jornada épica, Eadgar confrontará seus medos mais profundos e os desafios mais sombrios". 
O volume, que promete 162 páginas, conta ainda com dez ilustrações de Clayton Inlôco - que também assina a capa - e é uma publicação do selo independente Fantastic Hub.
Há alguns dias, Falcão cedeu uma entrevista a respeito da coletânea para o canal Fórum Conan o Bárbaro, disponível aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Lançamento: A tumba do Maestro, Duda Falcão

Duda Falcão é uma personalidade importante no atual panorama da fc&f brasileira, organizando antologias, prêmios e eventos, tanto que a gente quase esquece que, antes de mais nada, ele é um ótimo escritor, com diversos livros já publicados, entre os quais O estranho oeste de Kane Blackmoon, resenhado aqui, e Protetores, aqui.
E para que a gente se lembre disso, a Editora Avec acaba de anunciar uma nova coletânea de contos de fc&f desse escritor gaúcho: A tumba do Maestro.
Diz o texto de apresentação da obra: “Embarque em uma viagem literária sombria e inesquecível, onde o misterioso Anfitrião conduz uma sinfonia de contos macabros que desafiam a sanidade. Cada história é uma faixa única nessa orquestra do terror, começando com uma abertura que abalará seus nervos e sua mente. Do jazz sombrio que ameaça o destino da Terra à aventura infernal em uma cidade amaldiçoada, cada conto amplifica seus medos. A icônica presença do ‘Proprietário do Museu do Terror’ confrontando Drácula promete um dueto que ecoará em sua mente. Você encontrará criaturas sedentas de sangue, um duende protetor de livros proibidos, e monstros que se escondem sob as camas. A grandiosidade épica da espada e feitiçaria se une ao rock psicodélico e ao progressivo cyberpunk, elevando a narrativa a novos patamares. A jornada culmina em uma ópera espacial com Becky Star, antes de encerrar com a tensão demoníaca de ‘A Mansão Etérea’, deixando cicatrizes na alma. Para quem ousa explorar o desconhecido, essa sinfonia macabra promete pesadelos únicos e arrepiantes”.
O livro tem 152 páginas, conta com ilustrações de Fred Macêdo, e está em pré-venda aqui.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Resenha do Almanaque: O estranho oeste de Kane Blackmoon, Duda Falcão

O estranho Oeste de Kane Blackmoon
, Duda Falcão, 184 páginas. Porto Alegre: Avec, 2019.

Uma das primeiras manifestações editorialmente articuladas da literatura de gênero foi a Weird Fiction, que levou esse nome por estar associada à revista "pulp" Weird Tales, que circulou entre 1923 e 1954 nos Estados Unidos da América. Weird Tales era basicamente uma revista de contos de horror, mas como naqueles tempos pioneiros ainda não havia protocolos claros que estabelececem as características de cada um dos gêneros, os autores da revista costumavam misturá-los em receitas muito variadas, de modo que é quase impossível classificá-las em um gênero específico. São, portanto, Weird Fiction. Autores como H. P. Lovecraft, Robert E. Howard e Clark Ashton Smith são representantes destacados desse período. E como não havia limite algum, não raro os autores acrescentavam doses generosas de dramas épicos, e um dos período mais recorrentes era faroeste que, mais tarde, tornou-se também um gênero em si.
Para um autor americano do início do século XX, colocar histórias estranhas num ambiente de faroeste não era uma coisa incomum, afinal, em muitos lugares dos EUA, os cenários contuavam sendo os mesmos do século anterior. Contudo, esse tipo de narrativa acabou por ganhar corpo próprio, de forma a se tornar ele mesmo um gênero, que é hoje conhecido como Weird West. 
Pode parecer estranho um autor brasileiro se interessar por esse gênero tão estravagante e distante da cultura local, até porque temos ambientes similares ainda pouco explorados, como o visto na novela de horror O fascínio, de Tabajara Ruas, e o filme longa metragem Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Mas visto de dentro do fandom, é natural que um autor fã apaixonado pela Weird Fiction sinta o impulso de fazer algo nessa linha. Tanto que já tivemos, em anos recentes, as antologias Cursed City (2011, Estronho), Sagas Volume 2:  Estranho Oeste (2012, Argonautas) e os romances Areia nos dentes, de Antonio Xerxenesky (2008, Não) e O peregrino: Em busca das crianças perdidas (2011, Draco), de Tibor Moricz.
Este é também o caso de Duda Falcão, escritor gaúcho que há anos vem desenvolvendo uma robusta carreira como autor de horror sobrenatural. Sua especialidade são as narrativas curtas, que já reuniu em quatro volumes: Protetores (2012, Underworld)), Mausoléu (2013, Argonautas), Treze (2015, Avec) e Comboio de espectros (2017, Avec). Seu trabalho mais recente é justamente um fix-up (romance construído a partir de contos independentes de um mesmo contexto) de Weird West com o pitoresco título O estranho Oeste de Kane Blackmoon, publicado em 2019 pela Avec, editora que nos últimos anos tem executado um trabalho muito consistente no ambiente da ficção fantástica.
O estranho oeste de Kane Blackmoon conta a história de um mestiço de branco e índio que sustenta sua vida como caçador de recompensas. Numa de suas caçadas, Blackmoon conhece Sunset Bison, xamã lakota (sioux, para os inimigos) que pede sua ajuda na missão sagrada de recapturar um demônio e o inicia nos mistérios do xamanismo. Mas, na luta contra o ente sobrenatural que ocupava o corpo de um pistoleiro cruel, o xamã acaba por ser ferido de morte. Nos seus últimos momentos, Sunset Bison passa para Blackmoon a tarefa de encontrar e prender o demônio. Para isso, ele terá de desenvolver suas capacidades místicas ainda incipientes, pois o demônio não é nem de longe o único ente do mal que se arrasta pelos desertos e pradarias do oeste selvagem. 
O romance é composto de oito contos dispostos linearmente na ordem dos acontecimentos: "Homem-urso", Bisão do Sol Poente", "Armadilha", Resgate do mundo inferior", "Procurado", Sob os auspícios do Corvo", "Nevasca", "O trem do inferno". Não há pretenção de situar as histórias de Kane Blackmoon num contexto histórico realista, como acontece, por exemplo, na série italiana de quadrinhos Mágico Vento, na qual circulam personalidades famosas em ambientes e fatos historicamente reconhecíveis, que dão à narrativa um caráter elegante e sofisticado. Neste aspecto, o romance de Falcão tem uma pegada mais similar ao primeiro volume da série A Torre Negra, de Stephen King: o estranho Oeste de Blackmoon é uma ambiente mítico, totalmente descolado do real, no qual anacronismos não são relevantes e podem até ser elementos dramáticos que fazem parte das histórias. 
A leitura do romance é agradável, muito por conta do talento de Falcão em contar histórias. Percebe-se a preocupação do autor em criar um texto que possa ser prazeroso e compreensível para leitores de todas as idades. Não há cenas grotescas e sanguinolentas em exagero, e a violência intrínseca ao gênero tem a estética das histórias em quadrinhos. O resultado é mais para uma aventura de dark fantasy do que de horror gore, embora tenha potencial para isso. Ainda traz, em camadas mais profundas, a questão do preconceito, uma vez que o personagem é um pária tanto entre os brancos quanto entre os indígenas, mas esse tema não foi explorado em profundidade. 
Kane Blackmoon acaba por se tornar um dos personagens de referência da literatura nacional de horror e teve ótima repercussão quando do lançamento do livro, em 2019. Ainda que o romance tenha um desfecho bastante satisfatório, acredito ser possível dar sequência às suas histórias, pois o mal do mundo é inesgotável. Mas isso é lá com Duda Falcão.

sábado, 24 de junho de 2023

Lançamento: Guia de literatura fantástica

O escritor e agitador cultural Duda Falcão, que já conta com uma obra representativa no campo de ficção fantástica brasileira, está com um novo projeto em pré-venda. Desta vez não é ficção, mas algo ainda mais valioso para todos os que amam a ficção fantástica. Trata-se do Guia de literatura fantástica, um compêndio de artigos e ensaios sobre a arte da ficção fantástica, dirigida especialmente a professores que desejam trabalhar com o gênero em sala de aula, mas também pode ser útil para escritores, editores e pesquisadores, devido ao seu conteúdo amplo e variado.
Diz o texto de apresentação: "O Guia de literatura fantástica é uma obra fundamental para quem lê, escreve ou quer escrever literatura fantástica. Abrange discussões sobre produções literárias na área do fantástico, do horror, da fantasia e da ficção científica. Examina cruzamentos com a literatura policial e de mistério, os estágios da jornada do herói e da heroína, arquétipos para personagens, construção de mundos e cenários, categorização e utilização de monstros em narrativas ficcionais. Além de apresentar cânones em cada uma das áreas mencionadas, o Guia oferece sugestões de exercícios para a prática da escrita."
O livro está em pré-venda aqui e oferece diversos pacotes com descontos e brindes exclusivos, válidos até 15 de julho de 2023. O Guia de literatura fantástica é uma publicação da Editora Metamorfose. 

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Resenha do Almanaque: Protetores, Duda Falcão

Protetores, Duda Falcão. 176 páginas. Baependi: Underworld, 2012.

Um grupo de pessoas problemáticas reúne-se numa mansão gótica em Porto Alegre. Seu anfitrião se apresenta como Antônio Vilemun e informa ao grupo cada um deles foi escolhido para fazer parte do grupo Protetores, uma antiga sociedade secreta de caçadores monstros sobrenaturais.
Cada um dos presentes guarda algum tipo de experiência paranormal e por elas estão indelevelmente marcados: um caçador de vampiros, uma sensitiva, uma pesquisadora do oculto, uma mulher a procura do marido vampirizado, uma lutadora marcial que detém duas espadas mágicas e um enorme índio amazônico com um demônio de estimação.
Vilemun ainda esclarece que, caso aceitem o trabalho, serão muito bem remunerados, mas que o trabalho é duro e o perigo de morte não está descartado. Todos aceitam a oferta porque, mais que o dinheiro, estão interessados em desvendar seus próprios mistérios pessoais.
O grupo é imediatamente enviado a sua primeira missão numa casa nos subúrbios da cidade de onde chegou, por telefone, um pedido de socorro. Lá eles irão encontrar um quebra-cabeças macabro, que vai exigir o melhor de cada um para a sobrevivência do grupo.
Assim inicia Protetores, romance de horror que marcou a estreia de Duda Falcão em livro solo, autor gaúcho que até então era conhecido pelos contos publicados em diversas antologias. Falcão é professor, graduado em História e mestre em Estudos Culturais, editou o periódico Sagas, da editora Argonautas, e organiza o congresso Odisseia de Literatura Fantástica.
Protetores não esconde sua origem inspirada nos jogos de representação, os conhecidos RPGs (Roling Playing Games). O início aqui narrado demonstra todas as características desse tipo de dinâmica, no qual um grupo de jogadores dotados de habilidades especiais é reunido por um mestre de jogo e lançado numa missão de alto risco sem nenhuma informação prévia, sendo o sucesso ou o fracasso das ações de cada jogador são decididos por lances de dados. Pode ser que o autor tenha realmente usado esse recurso para definir a narrativa de forma geral, mas isso não chega a incomodar porque Falcão tem habilidade na descrição dos cenários e no desenvolvimento dos personagens. O romance é movimentado, com boa fluência narrativa e um clima geral de horror juvenil, sem aprofundamentos filosóficos complexos.
O livro é formado por uma série de aventuras mais ou menos independentes, cada uma delas com um conjunto diferente de personagens, que se revezam com outros agentes que já faziam parte da milícia paranormal de Vilemun.
Temos de tudo um pouco em Protetores: fantasmas, psicopatas, demônios, vampiros, lobisomens, mortos-vivos, possessões, cemitérios, casarões, esgotos, cavernas... Falcão não deixa nada de fora. As aventuras são intercalas por rápidos interlúdios nos quais o autor desenvolve algumas relações entre os personagens, e apresenta o novo “cenário de jogo”. Dessa forma, acompanhamos como cada um dos protagonistas apresentados no início do livro, encontra as respostas que procura, nem sempre de forma totalmente satisfatória ou preservando sua integridade física e moral.
Apesar de ser um livro de horror, a leitura é leve e divertida, deixando a sensação de que a história não acaba na última página deste volume. Os Protetores de Vilemun provavelmente ainda terão muito trabalho pela frente.

sábado, 16 de abril de 2016

Para ler e ver agora

Shiroma, matadore ciborgue é o novo livro de Roberto de Sousa Causo, publicado pela Devir Livraria, uma coletânea de onze histórias dessa personagem de space opera que tem aparecido em várias antologias recentes do gênero. O livro foi enfaticamente recomendado, ao lado de vários outros livros recentes de autores nacionais e estrangeiros, na palestra que Luiz Braz cedeu ao programa Café Filosófico, produzido pelo Instituto CPFL Cultura e gravado na noite do último dia 14 de abril, em Campinas, disponível aqui.
Outro volume que merece atenção especial é Treze, nova coletânea editava pela Avec com contos de horror de Duda Falcão, autor gaúcho e editor do selo Argonautas, que investe no estilo das antigas revistas em quadrinhos do gênero, com direito até a um sinistro mestre de cerimônias. Duda também falou longamente no último dia 14 sobre este e outros trabalhos seus num hangout promovido pelo canal Estante Etérea, que pode ser visto aqui.
Embora seja um tanto difícil de obter no Brasil, quero também divulgar o novo livro do português António de Macedo, A provocadora realidade dos mundos imaginários, coletânea de ensaios publicada pela editora Épica, na qual este experiente autor de ficção fantástica discorre sobre cidades e manuscritos misteriosos que, apesar de lendários, são muito reais no imaginário humano.
Ficção científica, horror e fantasia em doses generosas para que gosta de ser surpreendido.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mausoléu

Tenho acompanhado o trabalho da editora Argonautas e o empenho com que seus editores, Cesar Alcázar e Duda Falcão, têm atuado em favor da ficção fantástica nacional, em especial a fantasia ao estilo Weird. E acho que foram as minhas resenhas a respeito que motivaram Duda Falcão a me convidar para escrever o prefácio de sua primeira coletânea, Mausoléu.
O livro, que tem ilustrações de Fred Macêdo e projeto gráfico de Roberta Scheffer, será lançado durante a Feira do Livro Porto Alegre, no dia 10 de novembro próximo, às 18 horas, no Centro Cultural Erico Veríssimo, como parte do evento Tu Frankenstein. Falcão informa que a atividade vai ser encerrada por uma sessão coletiva de autógrafos, com as presenças de Christopher Kastensmidt, Cesar Alcázar, Felipe Castilho, Marcelo Amado, Celly Borges e outros escritores, além do próprio Duda Falcão, é claro.
E para apresentar o trabalho, nada melhor que adiantar aqui justamente o prefácio, devidamente autorizado pelo autor:

O homem que construiu seu próprio mausoléu
A ficção fantástica brasileira tem na forma curta sua mais bem acabada tradução. Um dos motivos é porque sempre foi difícil ao autor popular chegar a publicação de romances; então a publicação de contos e folhetins em jornais e revistas foi uma possibilidade bem mais viável. Mesmo nos anos recentes, ainda são os contos, reunidos em seletas de diversas temáticas, que têm permitido que um grande número de autores experimentem as dores e as delícias da arte literária.
Que não se enganem os leitores, contudo: escrever um conto não é mais fácil que escrever um romance. Cada formato tem sua linguagem e estrutura, que precisam ser trabalhadas devidamente para atingir a excelência. Só é mais fácil de publicar.
Por isso, é comum que autores novos, antes de se aventurarem na produção de textos longos, trabalhem algum tempo na forma curta. Aos leitores parece também agradar um volume com várias narrativas, pois a publicação de coletâneas tem sido intensa nos últimos anos. E disso se aproveitou Duda Falcão, jovem autor portoalegrense que, desde 2005, tem frequentado as mais diversas coletâneas temáticas organizadas pelas editoras brasileiras.
Duda Falcão é professor, graduado em História com mestrado em Estudos Culturais. Ao lado de César Alcázar, outro escritor gaúcho, fundou a Editora Argonautas, com o firme propósito de contribuir para com o crescimento da literatura fantástica brasileira. Tanto que a dupla foi além da simples atividade editorial e associou-se a outros autores para promover o congresso literário Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, realizado em 2012 e 2013 com grande sucesso.
A paixão declarada de Falcão é pelo período Weird da ficção fantástica, que leva esse nome devido a revista Weird Tales, publicada nos EUA entre 1923 e 1954. O periódico ajudou a estabelecer as fundações da ficção fantástica através da publicação de autores como Robert E. Howard, H. P. Lovecraft, Fritz Leiber, Theodore Sturgeon, Robert Bloch, Clark Ashton Smith, August Derleth e Thomas Ligotti, entre outros, num estilo que navega livremente entre os gêneros, indo da fantasia à ficção científica regadas com doses generosas de horror sobrenatural.
Essa é a textura que também caracteriza a ficção curta de Duda Falcão apresentada nesta coletânea: nada menos que 36 contos, a maior parte deles vistos em antologias de editoras como Andross, Estronho, All Print, Multifoco e Literata, publicadas entre 2009 e 2012, bem como em fanzines e na revista Sagas, principal projeto editorial da Argonautas. A variedade de temas também é grande, passando por zumbis, fantasmas, vampiros, bruxas, faroeste, mitologia indígena, jornada pós-apocalíptica, guerreiros pré-históricos, fantasia medieval e muitas outras.
Podem ser lidos aqui alguns dos textos com os quais o autor se revelou, como "Emplumado" e "Museu do terror", este parte de uma série de histórias publicadas originalmente na internet.
Os contos também revelam a admiração do autor pela obra de Edgar Allan Poe, homenageado em diversos textos, e pela literatura gótica de Mary Shelley e John Polidori, citados textualmente no conto "Humanos, monstros e máquinas". A coletânea conta ainda com uma boa quantidade de textos inéditos.
É este o Mausoléu que Duda Falcão construiu para si mesmo, devidamente povoado por seus próprios pesadelos que, a partir de agora, vão também assombrar as noites dos valentes que se aventurarem em seus meandros.
Recomendo que levem uma lanterna. Boa sorte.