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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Megalon forever


Na noite da última sexta-feira, 12 de dezembro, o programa Café Especulativo, apresentado pelos pesquisadores Edgar Smaniotto e Carlos Relva, abriu seus microfones para o também pesquisador, jornalista e editor paulistano Marcello Simão Branco, como parte de um ciclo de matérias sobre os fanzines de ficção científica do século passado. 
Branco foi editor do prestigioso fanzine Megalon que, entre 1988 e 2004, foi o principal canal de divulgação e suporte das ações do fandom brasileiro de ficção científica, com mais de setenta edições publicadas. 
Vale a pena investir as três horas da entrevista aqui para conhecer a profundidade e importância desse fanzine para a cena brasileira da ficção científica, que ainda repercute na atualidade. A maior parte, senão todos os exemplares do Megalon estão disponíveis gratuitamente aqui em versão digital. 
Outros episódios do videocast também são interessantes, vale dar uma garimpada no acervo do canal.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Marcello Branco fala sobre Silverberg no Café Especulativo

No próximo dia 21 de junho, às 21 horas, no canal Café Especulativo, está marcada uma live com o perquisador e acadêmico Marcello Simão Branco sobre o livro Os mundos abertos de Robert Silverberg: Ficção científica curta em língua portuguesa, recentemente republicado pelo  selo Yhade da editora Mojuganide. 
O volume apresenta um longo e minucioso ensaio sobre a obra dese que é um dos mais respeitados escritores vivos da ficção científica no século XX, e também comemora os vinte anos da edição original de 2004. 
Participam do evento, além do próprio Marcello Simão Branco, os âncoras do canal Edgar Smaniotto, Paulo Elache e Carlos Relva.
Vale a pena acompanhar.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Silverberg ao alcance de todos

Conforme foi adiantado aqui, está disponível a nova edição de Os mundos abertos de Robert Silverberg, ensaio de autoria do Professor Doutor Marcello Simão Branco que, em 208 páginas, faz um levantamento crítico da ficção curta desse importante e prolífico escritor americano. Trata-se de uma publicação da editora Mojunganide, em seu selo Yhade, especializado em obras nesse estilo. 
Diz o texto de divulgação "Um dos grandes nomes da ficção científica no século XX, o autor americano Robert Silverberg tem a sua ficção curta disponível em português avaliada em profundidade neste notável Os mundos abertos de Robert Silverberg, originalmente publicado em 2004. Uma pesquisa de fôlego, e ensaio crítico entusiástico e perspicaz enriquecido com extenso levantamento bibliográfico disposto em listas e tabelas."
O volume está disponível aqui, unicamente em formado digital.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Lançamento: Os mundos abertos de Robert Silverberg, Marcello Simão Branco

Está chegando, em uma belíssima edição revisada e ampliada, o ensaio Os mundos abertos de Robert Silverberg: Ficção científica curta em língua portuguesa, que o pesquisador Marcello Simão Branco publicou em 2004 em uma versão mais modesta, produzida de forma artesanal pelo selo Hiperespaço. Na época, foram publicados apenas cinquenta exemplares que logo esgotaram, mas o material não foi reeditado. Até agora. 
O ensaio ganha hoje uma merecida edição profissional pela editora Mojunganide em seu selo Yhade, marcando os vinte anos da publicação original. 
O volume tem 156 páginas e traz diversos estudos sobre a ficção curta (contos e novelas) do escritor americano Robert Silverberg traduzida para o português e publicada no Brasil e em Portugal. Além de artigos, o livro traz muitas tabelas de referência, com dados detalhados da publicação de cada texto, bem como informações de toda a sua extensa obra. 
O volume ainda conta com belíssimas aquarelas de Daniel Abrahão – que também assina a capa –, prefácio de Cesar Silva e design de Taira Yūji. 
Marcello Simão Branco é jornalista, mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade Federal de São Paulo, é autor de Democracia na América Latina: Os desafios da construção (2007) e coeditor, com Claudia Moraes de Souza, da reunião de ensaios Brasil 200 anos: Trajetória, identidade e desafios (2022). Com Cesar Silva, produziu várias edições do Anuário brasileiro de literatura fantástica (2005 a 2015) e, mais recentemente, do Almanaque da arte fantástica brasileira (2022). Branco editou a antologia internacional Assembleia estelar: Histórias de ficção científica política (2011), e, com Silva, a antologia seminal As melhores histórias brasileiras de horror (2018). 
Este é o segundo livro do selo Yhade, dedicado a estudos sobre autores de ficção científica. O primeiro, lançado em 2023, foi André Carneiro nos quânticos da incerteza: O centenário, do pesquisador Ramiro Giroldo. 
Os Mundos Abertos de Robert Silverberg estará disponível em maio na Amazon.com, exclusivamente em formato digital.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Resenha do Almanaque: Assembleia estelar: Histórias de ficção científica política

Assembleia estelar: Histórias de ficção científica política, Marcello Simão Branco org. 408 páginas. Capa Vagner Vargas. São Paulo: Devir Livraria, 2011. Coleção Pulsar.

Depois de dois anos de trabalho entre os primeiros convites aos autores e o lançamento do volume, a antologia Assembleia estelar chegou bem mais parruda do que se imaginava a princípio, com quatorze textos, entre contos e noveletas, incluindo trabalhos dos importantes autores norte-americanos Bruce Sterling, Orson Scott Card e Ursula K. Le Guin (1929-2018).
A ideia nasceu do envolvimento do organizador com a política, uma vez que Marcello Simão Branco, além de respeitado estudioso de ficção científica, é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e professor na Unifesp nessa disciplina. Nada mais natural, portanto, que se lançasse à tarefa de aproximar suas duas paixões. Branco editou por muitos anos o prestigioso fanzine de ficção científica e horror Megalon e organizou uma das mais importantes antologias temáticas brasileiras, Outras copas outros mundos, publicada em 1998 pela Editora Ano-Luz. Desde a suspensão do Megalon, fanzine que editou entre 1988 e 2004, Branco dedicou-se exclusivamente ao Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, do qual é um dos autores, e sua volta à aorganização literária criou muita expectativa.
Política é um tema que sempre recebeu interesse dos autores de fc. Obras clássicas e maiúsculas no gênero, como Tropas estelares (Starship troopers, 1959) e Estranho numa terra estranha (Stranger in a strange land, 1961) de Robert A. Heinlein, O mundo de Zero-a (The world of Null-a, 1948), de A. E. van Voght, Admirável mundo novo (Brave new world, 1932) de Aldous Huxley, 1984 (Nineteen eighty-four, 1949) de George Orwell, A muralha verde (We, 1920), de Evgeny Zamiátin, e Os despossuídos (The dispossessed: An ambiguous utopia, 1974), de Ursula Le Guin, entre outros, atestam o vigor que o tema detém dentro do gênero. Contudo, no Brasil, há poucos exemplos nessa linha, e os que existem pertencem à produção de autores do mainstream, que o abordaram de maneira transversal e alegórica, como Zanzalá (1936), de Afonso Schmidt, Não verás país nenhum (1981), de Ignácio de Loyola Brandão, Fazenda Modelo (1974), de Chico Buarque de Holanda, e Sombras de reis barbudos (1972), de José J. Veiga. Faltava mesmo que alguém demonstrasse que o tempo da censura e das perseguições políticas passou e podemos voltar a falar abertamente sobre política no Brasil, especialmente dentro do ambiente especulativo, que permite um leque amplo de abordagens criativas.
Além dos estrangeiros já citados, aos quais também se une o escritor português Luiz Filipe Silva, Branco selecionou textos de autores brasileiros cujos nomes já são bastante associados ao gênero, como André Carneiro e Daniel Fresnot. Contudo, a maior novidade da antologia é um texto do autor mainstream Fernando Bonassi, um verdadeiro achado do antologista.
O volume abre com um longo ensaio “Afinidades eletivas entre ficção científica e política”, do organizador, contextualizando a proposta e detalhando exemplos históricos na literatura estrangeira e nacional.
O primeiro conto é “A queda de roma, antes da telenovela”, de Luís Filipe Silva, um dos grandes nomes da fc lusitana, numa história sobre o ocaso do último político “à moda antiga”, ou seja, que atua num sistema representativo, uma vez que a atividade política se transferiu para uma nova tecnologia, não exatamente melhor conforme o ponto de vista.
Em seguida temos o excelente “Anauê”, de Roberval Barcellos, provavelmente o autor brasileiro mais politizado de sua geração. É uma história alternativa de um Brasil governado por uma ditadura nacionalista, visto através de um burocrata do Partido Integralista que tem de optar entre manter o seu status quo ou sua integridade moral frente a um terrível programa de higiene social.
“Gabinete blindado”, do veterano autor da Primeira Onda, André Carneiro, é o melhor texto da antologia. Com um estilo elegante e surpreendente, que muitos ainda acreditam não ser possível usar nos gêneros especulativos, Carneiro revive os Anos de Chumbo da ditadura militar, na história dos integrantes de um aparelho de guerrilha em plena operação.
“Trunfo de campanha”, de Roberto de Sousa Causo, é um texto do ciclo de Jonas Peregrino, space opera que o autor vem desenvolvendo em episódios espalhados por diversas publicações.  Aqui, Jonas tem que enfrentar as intrigas políticas de um figurão que quer se aproveitar de sua imagem de herói de guerra, numa história se assemelha às aventuras de espionagem ao estilo James Bond, porém com raios laser.
“Diário do cerco de Nova York”, do franco-brasileiro Daniel Fresnot, já é um clássico, visto na coletânea O cerco de Nova York e outras histórias (Alfa-Ômega, 1984). Conta a história de um escritor francês que tenta sobreviver em meio ao fogo cruzado da uma nova guerra civil nos Estados Unidos, que eclodiu depois que o prefeito da cidade de Nova York, apoiado por seus eleitores, decide descumprir ordens que recebe da União. A cidade é cercada por forças federais e atacada de forma avassaladora, o que a transforma numa reedição do gueto de Varsóvia.
Ataíde Tartari constrói uma alegoria às eleições majoritárias brasileiras de 2010 em “Saara Gardens”, na qual uma grande empresa tenta destruir o prestígio de uma candidata ambientalista que pode ser um grande problema, caso seja eleita.
Miguel Carqueija se apresenta com o curtinho “Era de aquário”, que não foge a seu estilo humorístico e irônico, sobre um tempo em que o esporte nacional brasileiro é assassinar políticos em atentados públicos.
Em “A evolução dos homens sem pernas”, Fernando Bonassi também investe na ironia e no humor para descrever os motivos que levaram os homens do futuro a desenvolverem mutações bizarras, mas talvez esses homens já estejam aqui, agora mesmo.
Assembleia estelar traz para os novos leitores a nova versão da noveleta “A pedra que canta”, de Henrique Flory, originalmente visto na coletânea de mesmo nome publicada pela Editora GRD em 1991. Trata-se da história de um jovem que recebeu um implante especial e pode literalmente fazer a “pedra cantar” numa ação que vai acabar com a guerra entre o Brasil e a Argentina.
Em “O dia antes da revolução”, Ursula K. Le Guin volta ao universo de seu romance Os despossuídos com uma prequela que mostra os últimos dias de Laia Odo, pensadora política que construiu o sonho anarquista de Anarres. Tal como o romance, este conto foi premiado com Hugo e Nebula, e é certamente o texto mais importante desta antologia. O conto foi originalmente visto em 1974 na revista Galaxy e recebeu tradução de Roberto de Sousa Causo.
A Terceira Onda da Ficção Científica Brasileira está aqui representada por “O grande rio”, do autor mineiro Flávio Medeiros Jr, que elaborou uma ucronia intrincada para contar sua versão do assassinato do presidente John F. Kennedy.
O texto mais longo da antologia é a novela “O originista”, de Orson Scott Card, que também investe numa prequela, porém não de um romance próprio como fez Le Guin, mas ao clássico Fundação, de Isaac Asimov. O texto fez parte da antologia Foundations friends, organizada em 1989 por Martin H. Greenberg. Conta, de forma muito íntima, como o intelectual Hari Seldon, criador da Fundação e da Psico-História, desenvolveu o plano secreto de resistência ao governo totalitário do Império Galáctico a partir de um gigantesco mecanismo de pesquisa eletrônica que se parece muito com o Google moderno. A tradução é de Carlos Angelo.
“Questão de sobrevivência”, um dos textos mais publicados do escritor jundiaiense Carlos Orsi, também se insere no conflito entre um grupo de resistência e um governo totalitário.
A chave de ouro que fecha a antologia é “Vemos as coisas de modo diferente”, conto do papa cyberpunk Bruce Sterling, originalmente publicado em 1989 na coletânea Semiotext[e] sf.  A história faz uma extrapolação do conflito ocidente-oriente contando sobre um jornalista de um próspero mundo árabe que vem aos Estados Unidos – que está mergulhado em uma profunda crise econômica – para entrevistar um superstar do rock. A tradução é de Roberto de Sousa Causo.
Como se vê, trata-se de um livro de peso, tanto pelos autores quanto pelos textos reunidos, sendo uma das mais importantes antologias de ficção científica publicadas no Brasil nos últimos anos.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Almanaque da Ficção Fantástica Brasileira: 2011-2020

Em 2021, retomei a publicação em formato impresso da pesquisa sobre a cena brasileira de fc&f cristalizada até 2013 no Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica. Porém, desta vez ela vem à luz pela Editora Avec sob o título de Almanaque da Ficção Fantástica Brasileira: 2011-2020
Trata-se de um trabalho de não ficção apoiada no conteúdo do blogue Almanaque da Ficção Fantástica Brasileira, reunindo resenhas, artigos e ensaios, parte deles publicados ali.
A redação do volume esteve ao cargo, além de mim, do pesquisador Marcello Simão Branco, com quem tenho o privilégio de dividir essa pesquisa desde antes o final do século. Também participam da edição os pesquisadores Roberto de Sousa Causo e Alfredo Suppia. 
O livro tem 288 páginas e faz um levantamento da produção de fc&f no Brasil ao longo da segunda década do século XX. São ali resenhados 28 livros de autores brasileiros, 31 de autores estrangeiros, sete ábuns de quadrinhos e seis produções audiovisuais que marcaram esses dez anos de produção. A edição é completada por artigos avaliativos da cena nacional, levantamentos sobre prêmios e convenções, e resenhas de quatro livros clássicos brasileiros. A produção visual é de Fabio Brust e da Memento Design, a revisão é de Kátia Regina Souza, e edição é de Artur Vecchi. 
Duas longas entrevistas com os autores foram realizadas após o lançamento do livro: a primeira aconteceu no dia 25 de setembro de 2021, pelo blogue Barraco Filosófico, e segunda em 15 de novembro, pelo blogue Fantasticursos. Ambas estão disponíveis nos respectivos links.
O livro pode ser adquirido diretamente no saite da Avec, aqui.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Megalon 72

Depois de lançar sua última edição em 2004, o fanzine de ficção científica e horror Megalon volta à cena com uma edição totalmente dedicada ao escritor britânico Arthur C. Clarke, um dos grandes mestres da ficção científica, cujo centenário de nascimento se comemora no próximo dia 16 de dezembro.
Quem conhece o Megalon sabe que as pesquisas que publica são muito bem produzidas, com profundidade sem paralelo no país.
A edição tem 60 páginas com uma extensa pesquisa bibliográfica sobre a obra do autor: sua ficção longa e curta, os livros de não-ficção e divulgação científica, e também os muitos trabalhos publicados sobre a sua obra.
A edição impressa pode ser adquirida com o editor pelo email marcellobranco@ig.com.br, mas uma versão em pdf está disponível gratuitamente aqui.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Megalon 66

Está disponível aqui para download gratuito o número 66 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, editado por Marcello Simão Branco, publicado originalmente em setembro de 2002.
A edição tem 30 páginas e traz ficções de Lucio Manfredi, Miguel Carqueija e Carlos Orsi, artigos de Cesar Silva, Fabio Fernandes e Ivo Heinz além das seções fixas "Diário do fandom", "Publicações recebidas", "Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira". A capa traz um desenho do americano Brad Hamann.
O editor disponibilizou também um arquivo bônus no qual se destaca o recorte da coluna "SF in Brazil" assinada por Roberto de Sousa Causo, publicada na revista americana Locus em sua edição de julho de 2002, na qual muitos nomes reais e imaginários do fandom brasileiro são citados.
E ainda, como parte da série série Pulp Brasil, os fãs saudosistas poderão apreciar a capa da revista Isaac Asimov Magazine nº5, publicada em setembro de 1990.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Megalon 65

Volta a estar disponível, agora em versão digital gratuita, o número 65 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, originalmente editado por Marcello Simão Branco em junho de 2002.
A edição tem 30 páginas e traz ficções de Fábio Fernandes, Norton Coll e Georgiana Calimeris, artigos de Jorge Luiz Calife (sobre o filme Inteligência artificial) e Braulio Tavares (sobre Colin Wilson), além das colunas "Diário do fandom", "Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira". A capa traz uma ilustração do norte americano Allen Koszowski.
O editor também disponibilizou um arquivo bônus com recortes da revista Locus e um prospecto de divulgação da Convenção Capitão Chekov, acontecida em 15 de junho de 2002.
Paralelamente, a série Pulp Brasil apresenta a capa do Magazine de Ficção Científica nº 7, publicado em outubro de 1970, que pode ser apreciada aqui.

sábado, 6 de junho de 2015

Megalon 64

Treze anos depois, volta a estar disponível aqui, agora em versão digital, o número 64 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, originalmente editado por Marcello Simão Branco em março de 2002.
Um belo desenho em preto e branco, assinado pelo ilustrador espanhol Antonio Jesús Morata, marca o início da última fase do fanzine antes de sua descontinuação, que aconteceu sete números adiante.
A edição tem 30 páginas e traz ficções de André Carneiro, Lúcio Manfredi e Simone Saueressig, artigos de Gerson Lodi-Ribeiro e Roberto de Sousa Causo, e uma resenha de Branco à coletânea As sereias do espaço, de Jorge Luiz Calife, com direito a uma pequena entrevista com o autor. Também podemos apreciar um artigo do editor minucioso sobre a entrega do Argos 2001 em sua última edição com prêmios em dinheiro. Aparecem ainda as colunas "Diário do fandom", "Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira".
Paralelamente, a série Pulp Brasil apresenta a capa da Isaac Asimov Magazine nº14 – publicada originalmente em agosto de 1991 – que pode ser apreciada aqui.

terça-feira, 31 de março de 2015

Megalon 60

Volta a estar disponível número 60 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, editado por Marcello Simão Branco e originalmente publicado em março de 2001.
A edição tem 40 páginas e traz ficções Hindemberg Frota e do hoje conhecido escritor americano Jeff Vandermeer, uma hq de Edgard Franco, artigos de Finisia Fideli, Roberto de Sousa Causo, e as colunas fixas "Diário do fandom", "Publicações recebidas", "Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira". A capa traz uma ilustração clássica que o brasileiro Henrique Alvim Corrêa fez para a primeira edição inglesa de A guerra dos mundos, de H. G. Wells.
O editor disponibilizou também um arquivo bônus contendo uma edição integral do Informativo Mensal do CLFC, publicado em janeiro de 2001, além de fotos históricas e material de divulgação de lançamentos de diversos livros da época. E, dando sequência à série Pulp Brasil, a capa da revista Mistérios nº12, publicada em outubro de 1937.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Megalon 59

Volta a estar disponível para download gratuito o fanzine de ficção científica e horror Megalon nº59, originalmente publicado em formato real por Marcello Simão Branco em dezembro de 2000.
A edição, de 44 páginas, antecipa o Brasil no século 21, com um artigo de Braulio Tavares e contos de Jorge Luiz Calife, Roberto de Sousa Causo, Octavio Aragão, Gerson Lodi-Ribeiro, Lucio Manfredi e Carlos Orsi. Traz ainda um artigo analítico sobre o Prêmio Argos 2000, uma hq de Cerito e a seção fixa "Diário do fandom", com um instantâneo da cena cultural naquele fim de século.
O editor disponibiliza também um arquivo bônus, com a programação da ApeCon, encontro de fãs da série O planeta dos macacos ocorrido em outubro de 2000 em São Paulo. E dando sequência à série Pulp Brasil, a imagem digitalizada da capa do histórico Magazine de Ficção Científica nº10, de janeiro de 1971.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Megalon 54 e muito mais

Já pode ser baixada gratuitamente aqui a versão virtual o nº 54 do Megalon, fanzine de ficção científica e horror publicado originalmente em setembro de 1999 por Marcello Simão Branco.
A edição tem 36 páginas e traz ficções de Jorge Moreira Nunes e Ricardo Madeira, uma oportuna entrevista com o saudoso fantasista goiano José J. Veiga, artigo sobre Frankenstein, uma homenagem ao então recentemente falecido DeForest Kelley (o Dr. McCoy de Star trek) e tabulações de uma pesquisa realizada pela revista Locus para determinar os autores favoritos de fc e fantasia entre seus leitores, que o editor aproveitou para comparar com um levantamento similar que o próprio Megalon realizou alguns meses antes. Também traz as seções fixas "Diário do fandom", "Terras alternativas" e "Arte fantástica brasileira" e, na capa, uma imagem impressionante do ilustrador americano Allan Clark.
O editor também disponibilizou, num arquivo bônus que pode se baixado aqui, alguns documentos históricos interessantes, como a divulgação do romance Amazon, de Ataíde Tartari, publicado nos EUA, e um conto de fc publicado pela revista Veja em 1969 que, infelizmente, não traz o nome do autor, e ainda a reprodução da capa da revista Meia-Noite, de novembro de 1951, aqui.
E, para homenagear o escritor André Carneiro, Branco redisponibilizou a edição nº 8 do Megalon, já comentada aqui, edição esta que traz uma entrevista com o decano autor da fc brasileira, falecido há poucos dias. A edição que até agora estava indisponível, pode finalmente ser baixada aqui.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Anuário 2012 em áudio e vídeo

Enquanto preparamos a nova edição do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, eu e Marcello Simão Branco participamos de mais uma edição do programa Perfil Literário, apresentado por Oscar D'Ambrósio na Rádio Unesp.
Falamos, desta vez, sobre a edição referente ao ano de 2012, publicada em setembro último pela Devir Livraria. Comentamos os destaques e antecipamos algumas das atrações da edição de 2013, que deve ser publicada em alguns meses.
O saite do programa está com uma nova e elegante interface, com o programa disponível em áudio e vídeo.
O vídeo da entrevista anterior, sobre o Anuário 2011, também pode ser conferido aqui.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Megalon 38

Com 71 edições publicadas entre 1988 e 2004, o fanzine de ficção científica e horror Megalon voltou a circular em maio de 2012, graças ao empenho de seu editor, Marcello Simão Branco, que está disponibilizando gratuitamente versões digitais de toda a coleção, distribuída periodicamente na mesma sequência em que foi publicada. Há poucos dias, foi disponibilizado o Megalon 38, publicado originalmente em dezembro 1995, edição comemorativa ao sétimo aniversário da publicação, que veio com 52 páginas, uma nova apresentação gráfica e o mesmo contéudo de qualidade que, já naquela época, havia dado cinco Prêmios Nova ao fanzine.
A edição investe nos autores estrangeiros, com entrevistas com os americanos Orson Scott Card, Steven Fox, Tim Powers e o argentino Horacio Moreno. Também colaboram os brasileiros Jorge Luiz Calife, José Carlos Neves, Roberto de Sousa Causo e Braulio Tavares, com artigos ou conduzindo as entrevistas. A única ficção deste número é a parte final de "Neblina e a ninja", novela de Miguel Carqueija, apresentada em forma de seriado ao longa das últimas edições. A capa traz uma ilustração do americano Steven Fox.
Também está disponível um arquivo bônus com diversos documentos da época, ótimos para reconstituir o panorama daquele momento do fandom.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Megalon 36

Está disponível aqui, em formato pdf, mais uma edição do histórico fanzine de ficção científica e horror Megalon, desta vez a de número 36, editada por Marcello Simão Branco em junho de 1995. Em suas 38 páginas, o fanzine apresenta ficções de Roberto de Sousa Causo e Miguel Carqueija, um artigo de Braulio Tavares sobre as aventuras de Dick Peter, uma entrevista com o escritor Gerson Lodi-Ribeiro, noticiário da cena do fandom e vários outros artigos tratando da primeira edição da HorrorCon, de histórias alternativas e um artigo meu que, apesar das boas intensões, comete mais enganos do que pretendia contestar. Tenho antecedentes, portanto. A capa traz uma ilustração de José Carlos Neves.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Megalon 35

Continuando o trabalho de disponibilizar publicamente toda coleção do Megalon, o editor Marcello Simão Branco digitalizou o número 35 deste fanzine que é parte fundamental da história da fc&f brasileira.
Publicado originalmente em abril de 1995, a edição traz ficção de Marcus Vinícius Gasques, Miguel Carqueija e do norte-americano David W. Hill, entrevista com o escritor Miguel Carqueija, um artigo especial de Fabio Ferrari e as colunas "Diário do Fandom", "Paralelas & Alternativas" e "Causo do Causo". A publicação tem 34 páginas e traz na capa um trabalho de Roberto Schima.
Paralelamente, o editor distribui um arquivo bônus, com documentos da época, relacionados a programação da I HorrorCon.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Megalon 34

Marcello Simão Branco disponibilizou mais uma edição do seu histórico fanzine de ficção científica e horror Megalon, desta vez o número 34, publicado originalmente em fevereiro 1995.
Em 34 páginas, o fanzine traz um conto de Carlos Orsi Martinho, mais um capítulo do folhetim de fc de Miguel Carqueija, quadrinhos de Edgard Guimarães, noticiário da cena do fandom e artigos de Roberto de Sousa Causo, Daniel Fresnot, José Carlos Neves, Miguel Carqueija e Gerson Lodi-Ribeiro, levantando polêmicas em relação à edição anterior, que foi um especial de não-ficção.
Também estão entre os artigos, um relatório sobre a primeira RhodanCon – convenção de fc com os fãs da série literária Perry Rhodan –, realizada no mês de setembro de 1994 em São Paulo, e a programação da primeira das quatro HorrorCons – convenções de horror que aconteceram na mesma cidade entre 1995 e 1998 –, eventos estes organizados pela Sociedade Brasileira de Arte Fantástica, que tiveram boa repercussão. Vale também destacar o anúncio, em editorial, do encerramento do Prêmio Tapìrài que, em suas três edições, reconheceu o valor de trabalhos publicados nos fanzines brasileiros.
A capa tem uma ilustração de Alexandre Mastrella e download, gratuito, pode ser feito aqui.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Megalon 33

Já pode ser baixada gratuitamente, aqui, a versão digital do número 33 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, publicado originalmente em novembro/dezembro de 1994.
Trata-se de mais uma edição especial, comemorativa dos seis anos de publicação do periódico. Dessa vez, o editor Marcello Simão Branco preparou uma antologia de 54 páginas com artigos e ensaios sobre ficção fantástica. O tema mais privilegiado foi a literatura de ficção científica, mas o horror e os quadrinhos também foram lembrados: "Uma rota brasileira para a fc", por Roberto de Sousa Causo, "A ficção curta de Harry Turtledove", por Gerson Lodi-Ribeiro, "Fc made in Brazil", por Braulio Tavares, "Os contistas clássicos do horror", por Anna Creuza Zacharias, "A fc e as viagens no tempo", por Jorge Luiz Calife, " O positivismo na fc brasileira", por Fabio Fernandes, "Fc nas hqs de super-heróis", por Cesar Silva, "A nova Geração GRD", por Jeremias Moranu, e " Dinossauromania na fc brasileira", pelo próprio editor.
A edição também publica o quinto capítulo do folhetim de fc "Neblina e a ninja", de Miguel Carqueija, e muitas ilustrações, uma praxe do fanzine. A capa traz uma ilustração do norte americano Steven Fox.
Apesar de ser material produzido há quase duas décadas, é sempre interessante ler ensaios antigos e comparar suas preocupações com as que correm pelo fandom nos nossos dias. Uma verdadeira viagem no tempo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Megalon 14

Publicado originalmente em janeiro/fevereiro de 1991 sob a organização de Marcello Simão Branco, volta a estar disponível o histórico fanzine Megalon número 14, agora em formato virtual capturado a partir dos originais do editor.
Em suas 40 páginas, a edição traz contos de Jorge Luiz Calife e Roberto Schima, artigos de Calife, Gilberto Schoereder, 'Mr. Quadrinhos' e Roberto de Sousa Causo, resenhas de Miguel Carqueija e Orson Scott Card, e a primeira parte de uma longa hq assinada por Fábio Benite e Carlos Alexandre, originalmente enviada ao Hiperespaço e redirecionada ao Megalon porque o Hiper estava com a publicação suspensa então – só voltaria em 1992.
Apesar do conteúdo irrepreensível e ainda hoje de grande interesse, o destaque vai para a seção de cartas, que iniciava um longo e emocionante ciclo de debates entre críticos e autores que, ainda hoje, estigmatiza as relações do fandom brasileiro.
Também foi nesta edição que o Megalon iniciou o trabalho de consulta direta da opinião dos fãs através do 'I Concurso Megalon Os Melhores da Ficção Científica'. Em quem você votaria hoje? Será que a opinião dos fãs mudou muito em 20 anos?
O arquivo pode ser baixado gratuitamente aqui.