Miguel Carqueija disponibilizou um guia de episódios para Inspector Akane Tsunemori, série em quadrinhos de Hikaru Miyoshi, Gen Urobuchi e Akira Amano adaptando o anime Psycho Pass (2012, Japão).
A história trata de um governo autoritário que, baseado numa tecnologia de escaneamento psíquico que indica o potencial criminoso de cada indivíduo, prende e condena pessoas antes que elas praticarem os supostos crimes. Um conceito similar foi explorado pelo escritor americano Philip K. Dick no conto "The minority report" (1956), mais conhecido pelo longa metragem Minority report que o adaptou para o cinema em 2002.
A série teve seis edições no Brasil pela Panini, em 2018. O guia está disponível para download gratuito em formato de texto. Vale conferir.
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domingo, 1 de setembro de 2019
Inspector Akane Tsunemori
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sábado, 27 de abril de 2019
Para ler... Sailor Moon
O escritor e otaku Miguel Carqueija, que tem disponibilizado pela internet diversos guias de episódios de animes e mangás, acaba de lançar mais um, desta vez sobre a clássica série Sailor Moon, um grupo de garotas lutadoras criadas por Naoko Takeushi no início dos anos 1990, que se tornou um dos maiores sucessos dos quadrinhos japoneses.
A personagem ficou conhecida no Brasil através da série de desenhos animados exibidos na tv, mas este guia se refere ao mangá original, publicado no Brasil entre pela editora Abril entre 1996 e 1997, e republicado pela JBC entre 2014 e 2015. A resenha se referencia na série mais recente, apresentada em 16 volumes (12 da Sailor Moon, 2 de Sailor Vênus e 2 com extras), todos resenhados por Carqueija.
O guia, em formato de texto, pode ser baixado gratuitamente aqui.
A personagem ficou conhecida no Brasil através da série de desenhos animados exibidos na tv, mas este guia se refere ao mangá original, publicado no Brasil entre pela editora Abril entre 1996 e 1997, e republicado pela JBC entre 2014 e 2015. A resenha se referencia na série mais recente, apresentada em 16 volumes (12 da Sailor Moon, 2 de Sailor Vênus e 2 com extras), todos resenhados por Carqueija.
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sábado, 29 de dezembro de 2018
Red Garden
Miguel Carqueija lançou mais um guia de episódios, desta vez sobre o seriado de animação Red Garden, produzido entre 2006 e 2007 pelo Estúdio Gonzo baseado no mangá de Kirihito Ayamura. Trata-se de uma aventura de horror com estudantes adolescentes, uma recorrência nos quadrinhos japoneses.
Diz o texto de apresentação: "Numa Nova Iorque alternativa existe uma misteriosa ilha, Roosevelt Island, onde se aloja um estranho colégio de ensino médio, e nele estudam quatro garotas que não possuem foco entre si: Kate, Rose, Raquel e Claire. Mas todas eram amigas de Lise, que um dia desaparece e é encontrada na floresta, assassinada. Quando as quatro se juntam casualmente para tentar descobrir o que aconteceu com a amiga comum, são assassinadas por sua vez mas só descobrem no dia seguinte, pois alguém interferiu e transformou-as em mortas-vivas. Logo elas serão obrigadas a lutar ao lado da organização das Animes, que lutam contra o clã Dolores, cujos membros se transformam periodicamente em monstros que fazem lembrar lobisomens. Uma mútua maldição atingiu os dois clãs em luta, são mortas-vivas contra lobisomens".
Carqueija é um prolífico escritor carioca que, além de ser fã de ficção fantástica, é também de animês e mangás, e tem se dedicado a dissecar os seriados japoneses para os fãs brasileiros. O guia é apresentado em forma de arquivo de texto e pode ser baixado gratuitamente aqui.
Diz o texto de apresentação: "Numa Nova Iorque alternativa existe uma misteriosa ilha, Roosevelt Island, onde se aloja um estranho colégio de ensino médio, e nele estudam quatro garotas que não possuem foco entre si: Kate, Rose, Raquel e Claire. Mas todas eram amigas de Lise, que um dia desaparece e é encontrada na floresta, assassinada. Quando as quatro se juntam casualmente para tentar descobrir o que aconteceu com a amiga comum, são assassinadas por sua vez mas só descobrem no dia seguinte, pois alguém interferiu e transformou-as em mortas-vivas. Logo elas serão obrigadas a lutar ao lado da organização das Animes, que lutam contra o clã Dolores, cujos membros se transformam periodicamente em monstros que fazem lembrar lobisomens. Uma mútua maldição atingiu os dois clãs em luta, são mortas-vivas contra lobisomens".
Carqueija é um prolífico escritor carioca que, além de ser fã de ficção fantástica, é também de animês e mangás, e tem se dedicado a dissecar os seriados japoneses para os fãs brasileiros. O guia é apresentado em forma de arquivo de texto e pode ser baixado gratuitamente aqui.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
O talismã escarlate
Está disponível para leitura e download gratuito o Guia de Episódios de O talismã escarlate, série de animação de Milan Matra pelo Estúdio Zexcs, exibida originalmente no Japão em 2010.
Conta a história de um adolescente que recebe a revelação de que é herdeiro de uma tradição familiar tenebrosa: matar monstros mitológicos. Como está despreparado e vulnerável à vingança dos monstros que estão a sua caça, contará com um espírito protetor mas, será o bastante?
O Guia é escrito e publicado por Miguel Carqueija, fã carioca de anime e mangá que tem realizado nos últimos anos um consistente trabalho de registro desse tipo de produção artística.
Clique aqui para acessar o Guia, apresentado em forma de arquivo de texto.
Conta a história de um adolescente que recebe a revelação de que é herdeiro de uma tradição familiar tenebrosa: matar monstros mitológicos. Como está despreparado e vulnerável à vingança dos monstros que estão a sua caça, contará com um espírito protetor mas, será o bastante?
O Guia é escrito e publicado por Miguel Carqueija, fã carioca de anime e mangá que tem realizado nos últimos anos um consistente trabalho de registro desse tipo de produção artística.
Clique aqui para acessar o Guia, apresentado em forma de arquivo de texto.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Full Moon
Miguel Carqueija disponibilizou um guia para os sete volumes da série fantasia em quadrinhos Full Moon, criada por Arina Tanemura, originalmente publicada no Japão em 2001 e traduzida no Brasil em 2009 pela editora JBC.
Conta a história da menina orfã Mitsuki Koyama, que está com os dias contados por causa de um câncer na garganta. Essa proximidade com a morte lhe dá a habilidade de conversar com gênios sobrenaturais – shirigamis, no folclore japonês – que resolvem ajudá-la a realizar o sonho de ser cantora antes da data fatídica.
O arquivo, em forma de texto, está disponível para download gratuito aqui.
Conta a história da menina orfã Mitsuki Koyama, que está com os dias contados por causa de um câncer na garganta. Essa proximidade com a morte lhe dá a habilidade de conversar com gênios sobrenaturais – shirigamis, no folclore japonês – que resolvem ajudá-la a realizar o sonho de ser cantora antes da data fatídica.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018
The gentlemen's alliance
Miguel Carqueija publicou mais um de seus guias de episódios, desta vez sobre o mangá The gentlemen's alliance: A aliança dos cavalheiros, de Arina Tanemura, minissérie em 11 volumes publicada no Japão em 2004, e traduzida no Brasil entre 2010 e 2012. Trata-se de uma história gótica de mistério passada numa escola secundarista sobre o conturbado relacionamento entre a ex-delinquente Haine Otomiya e o presidente do conselho estudantil Shizumasa "Imperador" Touguu, que protagonizam um drama familiar tão antigo quanto tenebroso.
O guia, em formato de texto, está disponível para download gratuito aqui.
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sexta-feira, 27 de julho de 2018
Kobato
Miguel Carqueija apresenta mais um de seus guias de episódios de séries japonesas de animação, desta vez sobre a série de fantasia Kobato, do CLAMP, grupo de mangakás responsável por sucessos como Guerreiras Mágicas de Rayearth, X e Sakura Cardcaptors, entre outros.
Diz o editor: "são 24 episódios, constando ainda a resenha geral dos mangás que a CLAMP editou antes do seriado. Kobato é uma personagem angelical, uma terna e ingênua adolescente que, como Mary Poppins, desce à Terra de guarda-chuva, acompanhada pelo mal-humorado mentor Ioryogi, um ser poderoso e malvado que, por castigo, foi reduzido à forma de um cachorro de pelúcia, capaz de andar e falar. Kobato, que não recorda de seu passado, sabe apenas que deve ajudar as pessoas de "coração ferido", acumulando em cada ajuda pequenos cristais num pote de vidro, até enchê-lo, quando sua missão estará completada. A contragosto, Ioryogi tem de ajudá-la e orientá-la. Há vários personagens importantes na história, mas Kobato a centraliza do princípio ao fim, com sua inocência infantil e sua impressionante bondade."
O guia está disponível em formato de texto no saite Recanto das Letras, aqui.
Diz o editor: "são 24 episódios, constando ainda a resenha geral dos mangás que a CLAMP editou antes do seriado. Kobato é uma personagem angelical, uma terna e ingênua adolescente que, como Mary Poppins, desce à Terra de guarda-chuva, acompanhada pelo mal-humorado mentor Ioryogi, um ser poderoso e malvado que, por castigo, foi reduzido à forma de um cachorro de pelúcia, capaz de andar e falar. Kobato, que não recorda de seu passado, sabe apenas que deve ajudar as pessoas de "coração ferido", acumulando em cada ajuda pequenos cristais num pote de vidro, até enchê-lo, quando sua missão estará completada. A contragosto, Ioryogi tem de ajudá-la e orientá-la. Há vários personagens importantes na história, mas Kobato a centraliza do princípio ao fim, com sua inocência infantil e sua impressionante bondade."
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sábado, 12 de maio de 2018
Blue drop
Miguel Carqueija segue investindo nos guias de episódios de séries japonesas de animação, desta vez sobre Blue drop, ficção científica de 13 episódios produzida pelo estúdio Asashi em 2007, com direção de Masahiko Koohkura e baseado no mangá original de Akihito Yoshitomi.
A série fala da relação afetiva entre uma garota terrestre de 15 anos e uma alienígena sobrevivente da queda de uma astronave que se preparava para atacar a Terra. Adotada pelos humanos, a alienígena decide proteger a Terra do futuro ataque da frota de seu planeta.
O livro está disponível em formato de texto no saite Recanto das Letras, aqui.
A série fala da relação afetiva entre uma garota terrestre de 15 anos e uma alienígena sobrevivente da queda de uma astronave que se preparava para atacar a Terra. Adotada pelos humanos, a alienígena decide proteger a Terra do futuro ataque da frota de seu planeta.
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quarta-feira, 21 de março de 2018
Para entender Ga-Rei e Mussumet
O escritor Miguel Carqueija publica um novo trabalho voltado à resenha de séries japonesas de animação e quadrinhos, popularmente conhecido como Guia de Episódios. Os primeiros volumes são dedicados às séries Ga-Rei e Mussumet.Ga-Rei é um mangá produzido por Hajime Segawa, publicado originalmente em 2006 pela editora japonesa Kadokawa Shoten. É uma história mística passada numa realidade alternativa em que o Japão se encontra exposto a distúrbios causados por espíritos malignos, daí a existência de guerreiros exorcistas e ga-reis, bestas espirituais utilizadas em combates sobrenaturais. O guia compila resenhas dos 12 episódios do mangá e da série de animação Ga-Rei zero (2008).
Apresento a compilação de todas as
Mussumet é um seriado de animação de 13 episódios realizado em 2004 pelo estúdio TNK, com produção de Machiu Hattori. A história mostra as consequências da queda de um meteoro que traz à Terra uma entidade maligna que possui as mentes das pessoas. Um casal de cientistas desenvolve capacetes para combater o invasor, que são usados por suas filhas adolescentes, as mussumets.O material é apresentado em formato de texto (docx) disponibilizado gratuitamente na rede social Recanto das Letras.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Calendar
Calendar é o primeiro número do fanzine da jovem e simpática quadrinhista Lígia Zanella, com uma história no estilo shoujo, que é o quadrinho japonês dirigido a leitoras adolescentes.
A revista tem 24 páginas de ótima qualidade gráfica, com capa colorida em papel cuchê e miolo impresso em preto e branco.
Diz o texto da contracapa: "Calendar conta a história de Suzan, uma moça trabalhadora e esforçada que vê sua vida tomar outro rumo quando conhece um rapaz de foram inusitada."
Mais informações sobre a autora e seus projetos aqui.
A revista tem 24 páginas de ótima qualidade gráfica, com capa colorida em papel cuchê e miolo impresso em preto e branco.
Diz o texto da contracapa: "Calendar conta a história de Suzan, uma moça trabalhadora e esforçada que vê sua vida tomar outro rumo quando conhece um rapaz de foram inusitada."
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Sky of bolt
Sky of bolt, Parte 1: Livro da Ilha, de Ricardo S. Bastos, é um pequeno álbum que reúne os quatro primeiros episódios de uma série de aventura e fantasia que já vai pelo número 7 em sua edição regular.
Diz o texto da capa: "A jornada não desejada de uma jovem chamada Pas em uma ilha se inicia. Sem saber como e por que foi parar lá, ela tenta sobreviver aos perigos desse local. Porém, a presença de um enigmático jovem pode lhe trazer respostas".
A edição encadernada tem 112 páginas em preto e branco, capa cartonada em cores, com a arte imitando os trejeitos do quadrinhos japonês.
Mais informações podem ser encontradas na fanpage da série, aqui.
Diz o texto da capa: "A jornada não desejada de uma jovem chamada Pas em uma ilha se inicia. Sem saber como e por que foi parar lá, ela tenta sobreviver aos perigos desse local. Porém, a presença de um enigmático jovem pode lhe trazer respostas".
A edição encadernada tem 112 páginas em preto e branco, capa cartonada em cores, com a arte imitando os trejeitos do quadrinhos japonês.
Mais informações podem ser encontradas na fanpage da série, aqui.
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
Quadrinhos de fc&f com força total
Enquanto os quadrinhos brasileiros lutam para sobreviver as custas de financiamentos coletivos e verbas públicas, as bancas e gibiterias têm sido recheadas com lançamentos de diversos títulos de quadrinhos estrangeiros de todos os tipos, e parece haver um interesse especial dos editores pela ficção científica e fantasia. Além dos títulos em publicação já comentados aqui, como Juiz Dredd, X-O Manowar (que se desdobrou na revista Valliant), The walking dead e o mangá Ataque dos titãs, estão chegando vários novos títulos de interesse aos fãs do gênero.
Entre os mais esperados está o mangá Pretty guardian Sailor Moon, de Naoko Takeuchi, pela JBC, com a versão em quadrinhos de um dos maiores clássicos do anime que, curiosamente, continuava inédita no Brasil. Talvez tenha sido a proximidade do lançamento de um novo filme para o cinema que animou a publicação, embora isso seja um tanto incomum. Afinal, outros mangás importantes tiveram filmes recentes e seguem inéditos em português.
Saillor Moon fez grande sucesso no Japão e várias temporadas do anime foram exibidas no Brasil nos anos 1990. Conta a história de uma estudante secundária intelectualmente prejudicada, cujo grande coração é sua maior qualidade. Herdeira de uma tradição mística, a menina é auxiliada por um gato falante e um grupo de amigas na luta contra o mal milenar que destruiu o mítico Reino da Lua.
Também dos mangás vem Soel & Larg: As aventuras de Mokona Modoki, do estúdio Clamp, pela
editora New Pop. Clamp é um dos mas bem sucedidos estúdios de quadrinhos do Japão, responsável por sucessos como As guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Card Captor, entre outros. Os dois curiosos bichinhos protagonistas da história são uma assinatura do estúdio, presentes em várias de suas produções, que aqui ganham uma aventura solo num álbum de 220 páginas em cores, que dialoga com as muitas histórias em que já participaram, algo que os fãs do Clamp certamente vão amar.
Da Europa vem Aâma: O cheiro da poeira quente, de Frederik Peeters, pela Nemo. Primeiro de uma série de álbuns três números já publicados, conta a história de um homem amnésico perdido num planeta alienígena que tem num diário e na companhia de um gorila robô, as pistas para desvendar seu passado misterioso.
Para fechar esta seleção, a editora HQM anunciou que também vai distribuir nas bancas o coletivo periódico Dark Horse apresenta, com uma seleção de personagens dessa editora americana que tem nos quadrinhos cult uma especialidade.
A edição de estreia traz histórias de Concreto e Xerxes, uma estrevista com Frank Miller e arte de muita gente boa, como se pode ver pelas chamadas da capa. A revista tem 84 páginas e já está disponível em algumas lojas especializadas – embora ainda não apareça no site oficial da HQM. Certamente ocupará o vácuo deixado pelo recente cancelamento da série Vertigo, da Panini, e deve disputar leitores com a já citada Juiz Dredd, também da HQM.
Entre os mais esperados está o mangá Pretty guardian Sailor Moon, de Naoko Takeuchi, pela JBC, com a versão em quadrinhos de um dos maiores clássicos do anime que, curiosamente, continuava inédita no Brasil. Talvez tenha sido a proximidade do lançamento de um novo filme para o cinema que animou a publicação, embora isso seja um tanto incomum. Afinal, outros mangás importantes tiveram filmes recentes e seguem inéditos em português.
Saillor Moon fez grande sucesso no Japão e várias temporadas do anime foram exibidas no Brasil nos anos 1990. Conta a história de uma estudante secundária intelectualmente prejudicada, cujo grande coração é sua maior qualidade. Herdeira de uma tradição mística, a menina é auxiliada por um gato falante e um grupo de amigas na luta contra o mal milenar que destruiu o mítico Reino da Lua.
Também dos mangás vem Soel & Larg: As aventuras de Mokona Modoki, do estúdio Clamp, pela
editora New Pop. Clamp é um dos mas bem sucedidos estúdios de quadrinhos do Japão, responsável por sucessos como As guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Card Captor, entre outros. Os dois curiosos bichinhos protagonistas da história são uma assinatura do estúdio, presentes em várias de suas produções, que aqui ganham uma aventura solo num álbum de 220 páginas em cores, que dialoga com as muitas histórias em que já participaram, algo que os fãs do Clamp certamente vão amar.
Da Europa vem Aâma: O cheiro da poeira quente, de Frederik Peeters, pela Nemo. Primeiro de uma série de álbuns três números já publicados, conta a história de um homem amnésico perdido num planeta alienígena que tem num diário e na companhia de um gorila robô, as pistas para desvendar seu passado misterioso.
Para fechar esta seleção, a editora HQM anunciou que também vai distribuir nas bancas o coletivo periódico Dark Horse apresenta, com uma seleção de personagens dessa editora americana que tem nos quadrinhos cult uma especialidade.
A edição de estreia traz histórias de Concreto e Xerxes, uma estrevista com Frank Miller e arte de muita gente boa, como se pode ver pelas chamadas da capa. A revista tem 84 páginas e já está disponível em algumas lojas especializadas – embora ainda não apareça no site oficial da HQM. Certamente ocupará o vácuo deixado pelo recente cancelamento da série Vertigo, da Panini, e deve disputar leitores com a já citada Juiz Dredd, também da HQM.
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Titãs atacam!
Dois meses depois do lançamento oficial, em novembro, chegou às bancas o primeiro número da revista Ataque dos titãs (Shingeki no kyojin), novela gráfica de ficção científica de autoria do jovem artista japonês Hajime Isayama, publicada no Brasil pela editora Panini.
A série faz um sucesso estrondoso no Japão – com mais de 25 milhões de exemplares vendidos – e chegou ao Brasil com grande expectativa, uma vez que a versão em desenho animado já circula pelos saites especializados e conta com inúmeros fãs no País. Tanto que a primeira tiragem foi esgotada apenas pelas reservas feitas nas gibiterias, daí o atraso nas bancas.
Lançada originalmente em 2006 em forma de seriado na revista Weekly Shōnen Magazine, Ataque dos titãs conta a história de Eren Jaeger, adolescente que sonha conhecer o mundo. Mas isso é impossível desde que, há cem anos, depois de um devastador ataque planetário de zumbis gigantes – os titãs – o que restou da humanidade é obrigado a viver em uma região cercada e subdividida por muralhas de cinquenta metros de altura, conduzido por um governo militar que treina os soldados em uma tecnologia baseada em espadas elétricas, ganchos e cabos de aço que os faz praticamente voar ao enfrentar os monstros, que só podem ser mortos se forem mutilados no seu único ponto vulnerável: a nuca.
Com o passar dos anos, a vida quase se normalizou dentro dos muros e, exceto pelo medo constante, o povo vive mais ou menos em paz numa condição de baixa tecnologia, uma vez que todos os recursos são destinados à manutenção das tropas e das muralhas, e ao conforto da classe dominante que vive nas áreas mais protegidas.
Até o dia em que surge um titã nunca visto, mais alto que os muros, e com sua força descomunal abre uma brecha na muralha externa, permitindo a invasão em massa dos titãs e obrigando a população a recuar para trás da segunda das três muralhas que cercam a cidade, com muitas mortes no processo. Durante o ataque, Eren testemunha a morte da sua mãe, devorada por um titã, e jura que um dia será um matador de titãs. Mas, para isso, terá de alistar-se e dominar não só o perigoso equipamento militar, mas também seu temperamento explosivo e inconsequente.
Contudo, no porão da antiga casa de Eren, jaz uma informação deixada por seu pai, um cientista desaparecido há anos, que pode revelar o mistério da natureza dos titãs. Mas esse segredo está agora numa zona infestada e, para lá chegar, será necessário fazer o que em cem anos nunca se conseguiu: vencer os gigantes antropófagos.
A história, ágil e emocionante, ecoa conceitos vistos anteriormente no clássico da ficção científica Nausicaa do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, que também parte do fato da civilização ter desmoronado depois de um ataque de gigantes. Repleta de conceitos morais típicos de tempos de guerra, como escolhas difíceis, fome, medo, traição, covardia, amor, sacrifício, confiança, fé, abnegação e coragem, aproxima-se também de outro bom mangá de ficção militarista, Fullmetal alchemist, de Hiromu Arakawa, com a qual compartilha a mistura de ficção científica, fantasia e horror – por vezes escatológico –, mas as semelhanças ficam por aí.
A edição brasileira será bimestral, uma boa decisão da Panini uma vez que o seriado ainda está em publicação no Japão, onde já conta com onze volumes. No passado, outras editoras deixaram os leitores brasileiros na mão ao tentarem maximizar seus lucros publicando afoitamente séries inacabadas, que ficaram pelo meio sem qualquer satisfação. Mas este parece ser um risco que, se não está de todo afastado, vale a pena correr.
Ataque dos titãs tem 192 páginas e custa R$11,90.
A série faz um sucesso estrondoso no Japão – com mais de 25 milhões de exemplares vendidos – e chegou ao Brasil com grande expectativa, uma vez que a versão em desenho animado já circula pelos saites especializados e conta com inúmeros fãs no País. Tanto que a primeira tiragem foi esgotada apenas pelas reservas feitas nas gibiterias, daí o atraso nas bancas.
Lançada originalmente em 2006 em forma de seriado na revista Weekly Shōnen Magazine, Ataque dos titãs conta a história de Eren Jaeger, adolescente que sonha conhecer o mundo. Mas isso é impossível desde que, há cem anos, depois de um devastador ataque planetário de zumbis gigantes – os titãs – o que restou da humanidade é obrigado a viver em uma região cercada e subdividida por muralhas de cinquenta metros de altura, conduzido por um governo militar que treina os soldados em uma tecnologia baseada em espadas elétricas, ganchos e cabos de aço que os faz praticamente voar ao enfrentar os monstros, que só podem ser mortos se forem mutilados no seu único ponto vulnerável: a nuca.
Com o passar dos anos, a vida quase se normalizou dentro dos muros e, exceto pelo medo constante, o povo vive mais ou menos em paz numa condição de baixa tecnologia, uma vez que todos os recursos são destinados à manutenção das tropas e das muralhas, e ao conforto da classe dominante que vive nas áreas mais protegidas.
Até o dia em que surge um titã nunca visto, mais alto que os muros, e com sua força descomunal abre uma brecha na muralha externa, permitindo a invasão em massa dos titãs e obrigando a população a recuar para trás da segunda das três muralhas que cercam a cidade, com muitas mortes no processo. Durante o ataque, Eren testemunha a morte da sua mãe, devorada por um titã, e jura que um dia será um matador de titãs. Mas, para isso, terá de alistar-se e dominar não só o perigoso equipamento militar, mas também seu temperamento explosivo e inconsequente.
Contudo, no porão da antiga casa de Eren, jaz uma informação deixada por seu pai, um cientista desaparecido há anos, que pode revelar o mistério da natureza dos titãs. Mas esse segredo está agora numa zona infestada e, para lá chegar, será necessário fazer o que em cem anos nunca se conseguiu: vencer os gigantes antropófagos.
A história, ágil e emocionante, ecoa conceitos vistos anteriormente no clássico da ficção científica Nausicaa do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, que também parte do fato da civilização ter desmoronado depois de um ataque de gigantes. Repleta de conceitos morais típicos de tempos de guerra, como escolhas difíceis, fome, medo, traição, covardia, amor, sacrifício, confiança, fé, abnegação e coragem, aproxima-se também de outro bom mangá de ficção militarista, Fullmetal alchemist, de Hiromu Arakawa, com a qual compartilha a mistura de ficção científica, fantasia e horror – por vezes escatológico –, mas as semelhanças ficam por aí.
A edição brasileira será bimestral, uma boa decisão da Panini uma vez que o seriado ainda está em publicação no Japão, onde já conta com onze volumes. No passado, outras editoras deixaram os leitores brasileiros na mão ao tentarem maximizar seus lucros publicando afoitamente séries inacabadas, que ficaram pelo meio sem qualquer satisfação. Mas este parece ser um risco que, se não está de todo afastado, vale a pena correr.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Metrópolis
Osamu Tezuka (1928-1989), um dos mais influentes quadrinhistas japoneses, é considerado o pai do mangá moderno. Isso porque ele transformou a arte dos quadrinhos no Japão, dando-lhe identidade cultural e tornando-a um verdadeiro fenômeno de massa.Contudo, Tezuka não atingiu esses objetivos através de uma proposta nacionalista, ao contrário. Ele abraçou com vontade as características do quadrinho ocidental, especialmente o norte-americano, que era extremamente influente no seu país nos anos pós-guerra.
E isso fica muito claro na leitura de um de seus clássicos, Metrópolis, publicado originalmente em 1949, traduzido no Brasil em 2010 pela editora New Pop.
Metrópolis foi confessamente inspirado no filme homônimo de Fritz Lang, de 1927, mas Tezuka conta, no posfácio da edição brasileira, que não tinha visto o filme, mas apenas uma imagem estática da cena em que Maria, a robô, é criada. Tezuka ainda conta que queria realmente mudar o panorama do mangá japonês, então dominado pelo que ele chama de "akahon", a literatura juvenil masculina. Para isso, investiu numa longa saga de ficção científica com uma personagem feminina, ou quase isso: Michi é um androide andrógino, criado a partir de moléculas artificiais de proteína sensibilizadas pela radiação de um raro fenômeno solar. Dr Lawton, o cientista que criou Michi, o fez a mando de uma corporação criminosa internacional controlada pelo mafioso Duque Red, que domina a tecnologia dos robôs e os escraviza em suas fábricas secretas, mas anseia pela criação do super-homem, um passo adiante na tecnologia robótica. Contudo, no último momento, Lawton engana Red incendiando o laboratório e dizendo que o protótipo fora destruído no acidente mas, na verdade, o leva em segredo e passa a cuidar dele como um filho, sem lhe revelar a origem artificial. Anos depois, Red vai descobrir que foi enganado por Lawton e fará de tudo para retomar o controle sobre Michi.
Em meio à história, há referências a outras obras clássicas ocidentais, como a pobre vendedora de flores, inspirada no romance Os miseráveis, de Victor Hugo, a ilha em que Red promove experiências genéticas, que reporta a Ilha do Dr. Moreau, de H. G. Wells, e A ilha misteriosa, de Júlio Verne, assim como a revolta final dos robôs, que vimos primeiro na novela R.U.R, de Karel Capek, e no próprio Metropolis de Fritz Lang.
Além disso, fica patente a forte influência ocidental na estética dos desenhos de Tezuka, especialmente do trabalho de Walt Disney, de quem Tezuka emprestou Mickey Mouse sem a menor cerimônia, numa legítima sequência de antropofagia modernista. É verdade, portanto, o que o mestre falava sobre os grandes olhos dos personagens dos mangás – sua mais importante herança na arte – terem sido inspirados nos estilo da Disney.
No roteiro também percebemos a influência do quadrinho ocidental, desenvolvido em espasmos narrativos, como nas tiras dos jornais. Sem esquecer que Metrópolis adianta alguns dos temas que se tornariam frequentes na arte de Tezuka, como a troca de identidades e da luta pela liberdade.
Metrópolis atinge assim o status de um verdadeiro 'elo-perdido' na história da evolução do mangá e também do quadrinho moderno em todo o mundo, na medida em que o Japão agora realimenta a arte com sua própria estética. É Osamu Tezuka, vivo e influente.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
Agenda: SBC Geek reload
Domingo, dia 30 de junho, acontece a terceira edição do SBC Geek, encontro mensal de fãs da cultura nerd em São Bernardo do Campo/SP.
As atividades iniciam-se às 12h, com a exposição Dreamland (apoio da Fundação Japão), com cartazes raros de mangás e animes que mudam a cada evento. Também haverá mesas de RPG coordenadas pelo mestre Leite, espaços dedicados aos jogos de tabuleiro, ao colecionismo de brinquedos, quadrinhos, consoles, fanzines etc (apoio do site Gueek), aos cosplayers (com fácil acesso para troca de roupas), além de exibições de animes e seriados (apoio Trekker ABC).
A programação terá, às 13h, exibição de 300, de Zack Snyder, boa adaptação para o cinema da hq de Frank Miller, repleta de efeitos especiais. Simultaneamente, o guitarrista Fernando Loko apresentará, ao vivo, um divertido repertório de músicas dos animes e videogames. E, às 15 horas, palestra com o quadrinhista e editor Thiago Spyked, que vai falar sobre sua experiência à frente da Editora Crás.
O SBC Geek acontece no Centro Cultural do Bairro Baeta Neves (Praça São José, s/nº, São Bernardo do Campo, tels. 4125-0582; 4336-8239).
A entrada é franca.
As atividades iniciam-se às 12h, com a exposição Dreamland (apoio da Fundação Japão), com cartazes raros de mangás e animes que mudam a cada evento. Também haverá mesas de RPG coordenadas pelo mestre Leite, espaços dedicados aos jogos de tabuleiro, ao colecionismo de brinquedos, quadrinhos, consoles, fanzines etc (apoio do site Gueek), aos cosplayers (com fácil acesso para troca de roupas), além de exibições de animes e seriados (apoio Trekker ABC).
A programação terá, às 13h, exibição de 300, de Zack Snyder, boa adaptação para o cinema da hq de Frank Miller, repleta de efeitos especiais. Simultaneamente, o guitarrista Fernando Loko apresentará, ao vivo, um divertido repertório de músicas dos animes e videogames. E, às 15 horas, palestra com o quadrinhista e editor Thiago Spyked, que vai falar sobre sua experiência à frente da Editora Crás.
O SBC Geek acontece no Centro Cultural do Bairro Baeta Neves (Praça São José, s/nº, São Bernardo do Campo, tels. 4125-0582; 4336-8239).
A entrada é franca.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Diário do futuro
Chegou às bancas de revistas Mirai Nikki, primeiro volume da novela em quadrinhos Diário do futuro, do premiado autor japonês Sakae Esuno.
Publicada originalmente em 2006, a série de 12 volumes conta a história de um jovem tímido que mantém um diário pessoal em seu celular. Certo dia, ele descobre ali textos que ainda não escreveu, que revelam não apenas os fatos por vir, mas também sua própria morte. Para sobreviver, ele terá que disputar uma espécie de jogo com outros onze autores de diários na mesma situação, sendo cada edição dedicada a um dos seus adversários. Diário do futuro 1: Mirai Nikki é uma publicação da Editora JBC e custa R$13,90.
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sábado, 12 de janeiro de 2013
Ação Magazine 3
Mais de um ano depois, finalmente está disponível a terceira edição da revista Ação Magazine. As anteriores datam de setembro e outubro de 2011, embora o primeiro número tenha sido lançado de fato em julho de 2011, como foi comentado aqui.Nesta edição, estreia de "Assombrado", série de mistério sobrenatural de Petra Leão e Roberta Pares Massenssini, além de novos episódios das séries "Madenka", fantasia mitológica de Will Walbr, "Jairo", aventura pugilística de Michele Lys, Renato Csar e Altair Messias, "Tunado", com os carros envenenados de Maurílio DNA e Victor Strang, e a ficção científica "Expresso", do editor Alexandre Lancaster.
Ação Magazine é uma publicação da Lancaster Editoral e custa R$9,90.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Ga-Rei: edição final
Há algumas semanas, o escritor Miguel Carqueija remeteu o volume 12 do mangá Ga-Rei – último da série publicada integralmente no Brasil pela Editora JBC –, com o pedido que eu o resenhasse neste blogue. Entusiasta dos mangás shojo, ou seja, histórias em quadrinhos dirigidas às leitoras adolescentes, Carqueija elogiou várias vezes as sutilezas de enredo, personagens e arte desse trabalho, assinado por Hajime Segawa, originalmente publicado a partir de 2005 na revista Shonen Ace, da editora japonesa Kadokawa Shoten, com grande sucesso.Alguns dos conceitos básicos da obra eu só soube através do próprio Carqueija, pois a única parte que efetivamente li dessa hq foi mesmo a edição final, em que a história se encerra num clímax catastrófico que envolve todo o planeta. Explico: Ga-Rei fala sobre a relação entre duas garotas, Tsuchimiya Kagura e Isayama Yomi, irmãs de criação e estudantes de uma escola de magia, mais ou menos ao estilo de Harry Potter. Durante a história, Kagura e Yomi vão desenvolvendo seus poderes, que acabam por se revelar faces antagônicas de uma mesma energia que, desequilibrada pelos sofrimentos das meninas, pode levar o mundo à destruição total.
Pela leitura de seu final, Ga-Rei parece resumir-se fundamentalmente a essas duas personagens. Os demais são meros coadjuvantes, que se esforçam por ajudar, mas mal conseguem sobreviver em meio às forças avassaladoras liberadas pelas garotas.
Sempre impressiona a facilidade como os autores dos mangás conseguem evocar forças apocalípticas que estremecem as bases da realidade cósmica, e Ga-Rei não é diferente. Aqueles que apreciam esse tipo de narrativa vão certamente se deliciar com as cenas de destruição em massa explicitadas pela arte de Segawa. Contudo, a recorrência desse recurso já não surpreende mais. Histórias clássicas como Akira e A morte do demônio foram bem mais fundo e mais longe no processo, da mesma forma que o embate entre dois pólos opostos e igualmente poderosos já foi melhor explorado em histórias como Death Note e Blood Plus, por exemplo.
O que chama a atenção em Ga-Rei é a fauna de seres mágicos curiosíssimos, que perecem ter mais a oferecer do que o pouco que pode ser visto no volume final, bem como as gigantescas manifestações do "Miasma da Naraku", um tipo de energia da natureza que toma formas diversas conforme a região, como, por exemplo, um guerreiro de três faces e seis braços em Tokio, um Ganexa obeso na Índia e uma deformada Estátua da Liberdade em Washington, entre outros.
A princípio, a história parece sugerir ao leitor ocidental que Kagura seja um tipo de redentora da humanidade, uma alegoria das tradições judaico-cristãs, mas o desfecho revela que não se trata absolutamente disso, mas sim de uma releitura da própria filosofia oriental, na qual não falta inclusive o recorrente símbolo do yin-yang, na forma de duas raposas entrelaçadas, uma negra e outra branca que, por sua vez, remete a outra recorrente figura japonesa, a mítica raposa de nove caudas.
Ga-Rei esforça-se em estabelecer o conceito de que não há um Deus no controle das coisas e que a vida é apenas uma concessão da natureza e, se não estiver equilibrada, pode levar o mundo à catástrofe. Também acena com a ideia de que a decisão e empenho de um único indivíduo pode fazer a diferença nos momentos de exceção. Ainda que se reconheça a dedicação de Segawa em evocar valores morais como amizade, candura e fidelidade, Ga-Rei é uma história de pretenções doutrinárias, ainda que bastante diluídas em um cenário de fantasia, ação e aventura, o que não deixa de ser uma característica dos mangás de forma geral. O sucesso dessa arte entre os jovens brasileiros ansiosos por acreditar em alguma coisa, deve ter muito a ver com isso.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Usagi Yojimbo: O limiar da vida e da morte
Depois de quatro anos sem dar as caras, o coelho mais samurai do mundo está de volta em uma nova edição. O limiar da vida e da morte é o terceiro volume de Usagi Yojimbo pela Devir Livraria, personagem criado por Stan Sakai em 1984 que é sucesso no mundo inteiro. Os volumes anteriores foram Sombras da Morte (2007) e Daisho (2008). Em 2000, o personagem ainda teve três edições publicadas pela editora Via Lettera: Ronin, Samurai e Bushido.A edição é robusta, com 216 páginas em papel de qualidade, e traz várias histórias que contam sobre uma vila de cultivadores de alga marinha; um inocente vendedor de macarrão; uma mulher possuída pelo demônio; um implacável clã de ninjas morcegos; uma guilda de assassinos; um misterioso vendedor de remédios; e Inazuma, uma samurai introvertida.
Completam o volume uma apresentação escrita pelo roteirista Kurt Busiek e um artigo do próprio Sakai com curiosidades de bastidores. Usagi Yojimbo: O limiar da vida e da morte é, sem dúvida, um livro que vale a pena ler.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Fascículos da hora
Tenho o costume de visitar às bancas de revistas e observar os lançamentos de coleções de fascículos, pois as edições inicias costumam ter preços acessíveis e brindes de qualidade. Por isso, não deixei de comprar os números inicias de duas coleções lançadas recentemente, que ainda estão nas bancas.
Instrumentos musicais, da editora Salvat, é dedicada a dar ao leitores um panorama amplo e detalhado dos instrumentos usados nas grandes orquestras. A plano da obra prevê a distribuição de 60 fascículos quinzenais ao preço de R$19,90 cada. Cada um deles é dedicado a um instrumento, com o seu histórico de desenvolvimento, processo de fabricação e os maiores intérpretes, e ainda traz uma miniatura do instrumento abordado, feito em madeira e metal. A primeira edição trouxe um violão, ao preço promocional de R$9,90. O segundo número, já distribuído, trouxe um violino.
Outra coleção que chamou minha atenção foi Desenhe Mangá e Anime, da editora Planeta de Agostini. Trata-se de um curso de desenho que inicia o leitor no mundo dos quadrinhos japoneses. A obra prevê a publicação de 60 fascículos ao preço de R$24,99 cada. A primeira edição, que está nas bancas ao preço promocional de R$4,90, traz uma introdução ao universo dos mangas, a primeira aula de como desenhar no estilo, instruções sobre o ferramental utilizado, depoimentos de artistas famosos e fichas sobre as maiores obras dos mangás e seus autores. Os brindes que acompanham o primeiro fascículo compensam largamente o custo: dois lápis com minas grafite e azul, uma borracha de vinil, um caderno para esboços e algumas folhas de cartão, tudo da marca Faber Castell. A segunda edição trará um utilíssimo manequim de madeira, além de uma caneta de acabamento, que também compensam os quase R$25,00 investidos na aquisição. Até a edição 11, a periodicidade será quinzenal, depois será semanal. No final, o colecionista terá não apenas os fascículos do curso, mas um bom conjunto de instrumentos de desenho, tintas e papéis para realizar todo tipo de ilustrações.
O curso ainda mantém uma página eletrônica para onde os artistas podem enviar seus desenhos.
Para uma visão geral da coleção, visite o saite aqui, na qual ainda se pode ver algumas das aulas de desenho do curso.
Instrumentos musicais, da editora Salvat, é dedicada a dar ao leitores um panorama amplo e detalhado dos instrumentos usados nas grandes orquestras. A plano da obra prevê a distribuição de 60 fascículos quinzenais ao preço de R$19,90 cada. Cada um deles é dedicado a um instrumento, com o seu histórico de desenvolvimento, processo de fabricação e os maiores intérpretes, e ainda traz uma miniatura do instrumento abordado, feito em madeira e metal. A primeira edição trouxe um violão, ao preço promocional de R$9,90. O segundo número, já distribuído, trouxe um violino.Outra coleção que chamou minha atenção foi Desenhe Mangá e Anime, da editora Planeta de Agostini. Trata-se de um curso de desenho que inicia o leitor no mundo dos quadrinhos japoneses. A obra prevê a publicação de 60 fascículos ao preço de R$24,99 cada. A primeira edição, que está nas bancas ao preço promocional de R$4,90, traz uma introdução ao universo dos mangas, a primeira aula de como desenhar no estilo, instruções sobre o ferramental utilizado, depoimentos de artistas famosos e fichas sobre as maiores obras dos mangás e seus autores. Os brindes que acompanham o primeiro fascículo compensam largamente o custo: dois lápis com minas grafite e azul, uma borracha de vinil, um caderno para esboços e algumas folhas de cartão, tudo da marca Faber Castell. A segunda edição trará um utilíssimo manequim de madeira, além de uma caneta de acabamento, que também compensam os quase R$25,00 investidos na aquisição. Até a edição 11, a periodicidade será quinzenal, depois será semanal. No final, o colecionista terá não apenas os fascículos do curso, mas um bom conjunto de instrumentos de desenho, tintas e papéis para realizar todo tipo de ilustrações.
O curso ainda mantém uma página eletrônica para onde os artistas podem enviar seus desenhos.
Para uma visão geral da coleção, visite o saite aqui, na qual ainda se pode ver algumas das aulas de desenho do curso.
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