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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Relançamento: A Bandeira do Elefante e da Arara, Christopher Kastensmidt

Está em pré-venda a nova edição da coletânea de fantasia A Bandeira do Elefante e da Arara, do escritor texano, radicado no Brasil, Christopher Kastensmidt, agora pela Editora Avec de Porto Alegre. 
O livro foi originalmente publicado em 2016 pela Editora Devir (resenhado aqui) e, desde então, ganhou prêmios, fãs e entusiastas pelas aventuras de dois exploradores estrangeiros em um Brasil colonial repleto de seres mitológicos. 
A coletânea é, de fato, um fix-up, isto é, um romance formado pelo ajuntamento de contos e novelas independentes que, não obstante, formam um todo coerente. 
Diz o texto de apresentação: "No Brasil colonial do século XVI, duas almas improváveis unem forças nas profundezas da mata virgem: o audacioso aventureiro holandês Gerard van Oost e o habilidoso ioruba Oludara. Num cenário pulsante, rico em convergências culturais, eles se deparam com criaturas lendárias do nosso folclore — do esperto Saci-Pererê ao assustador Pai‑do‑Mato —, desafiando cada mistério da floresta com coragem, astúcia e parceria singular."
Desta vez, o livro apresenta onze contos, um a mais que a edição anterior, ampliando a experiência do leitor nesse universo fantástico. 
Originalmente escrito em inglês, os créditos à tradução são de Roberto de Sousa Causo e do próprio Kastensmidt, e a edição ainda conta com ilustrações de Lorena “HET” Herrero e Ursula “SulaMoon” Dourada. A capa é de Reinaldo Rocha.
O volume tem 432 páginas e pode ser encomendado no saite da editora, aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Resenha: A Bandeira do Elefante e da Arara

A Bandeira do Elefante e da Arara (The elephant and macaw banner), Christopher Kastensmidt. 330 páginas. Tradução de Roberto de Sousa Causo & Christopher Kastensmidt. Editora Devir Livraria, São Paulo, 2016.

Este é mais um dos casos incomuns em que não é possível definir com precisão se estamos diante de uma obra nacional ou estrangeira. Isso porque ambas as origens concorrem neste romance. O autor, Christopher Kastensmidt, é texano e está radicado no Brasil desde 2001. Sua origem norte-americana não é nenhum segredo, mas é preciso que ele o diga para que a gente descubra, porque fala português com fluência perfeita, sem esquecer que compôs praticamente toda sua obra literária em solo tupiniquim. Por outro lado, o texto foi originalmente redigido em inglês e precisou ser traduzido, trabalho brilhantemente desenvolvido pelo escritor Roberto de Sousa Causo, com a supervisão do próprio autor. Isso porque Kastensmidt não se sente suficientemente a vontade com o português para escrever diretamente na Flor do Lácio, que é considerada por muitos linguistas como um dos idiomas mais difíceis do planeta. Mas a pendenga não para aí: o tema do romance não poderia ser mais brasileiro, pois toda a história se passa nas selvas de um Brasil colonial mítico, em que seres fantásticos têm existência real e palpável, para desespero dos colonos portugueses.
O modelo não é inédito, autores nativos já se aventuram por esse tema espinhoso com ótimos resultados, como Ivanir Calado (A mãe do sonho) Simone Saueressig (aurum Domini: O ouro das missões), Felipe Castilho (Ouro, fogo e magabytes), Tabajara Ruas (O fascínio), e o já citado Roberto de Sousa Causo (A sombra dos homens). Contudo, essa não é a regra. Entre os autores brasileiros de fantasia e ficção científica, ainda domina o preconceito em relação a nossa própria cultura e história, bem como dificuldades com a pesquisa, e a insegurança em desrespeitar a tradição folclórica, o que até se justifica em alguns casos. Talvez tenha sido justamente por não ser brasileiro e não compartilhar dessas amarras, que o autor de A Bandeira do Elefante e da Arara ousou embrenhar nesse ambiente difícil.
O resultado é favorável: não há nada a reprovar em A Bandeira do Elefante e da Arara. A história é movimentada e com muita ação, os personagens são redondos e sem cacoetes, os seres mitológicos são fiéis aos originais e há um tratamento responsável e respeitoso com relação a todos os protagonistas e suas origens, sem preconceitos ou estereótipos.
O romance é o que se chama, nos EUA, de fix-up, ou seja, a reunião de textos independentes que formam um todo coerente. Tanto é que os três primeiros capítulos de A Bandeira do Elefante e da Arara, "O encontro fortuito de Gerad van Oost e Oludara", "A batalha temerária contra o capelobo" e "O desconveniente casamento de Oludara e Arani" tiveram anteriormente, de fato, edições independentes na coleção Duplo Fantasia Heroica, publicada pela mesma Devir Livraria, e já comentados aqui.
Kastensmidt explora com habilidade a construção do ambiente selvagem brasileiro. A abertura de cada capitulo apresenta um animal típico de nossa fauna, que também é lembrado no final. Para um brasileiro pode parecer pouco relevante, mas imagino a sensação que as descrições precisas e coloridas causam nos leitores estrangeiros, que nunca viram animais como esses. Não é por acaso que o primeiro capítulo, "O encontro fortuito de Gerad van Oost e Oludara", foi indicado ao prestigioso Prêmio Nebula em 2011.
Nas primeiras histórias, somos apresentados aos protagonistas, Gerad e Oludara, bem como ao seu nêmesis, o bandeirante Antônio Dias Caldas, que vai aparecer em diversos momentos da trama.   Acompanhamos como o aventureiro holandês Gerad conhece o príncipe africano escravizado Oludara e, juntos, fundam a sua bandeira de dois homens, o primeiro encontro com o Saci Pererê, a feroz luta contra o Capelobo, o confronto com o Curupira e seu gigantesco porco do mato, além da tribo dos Tupinambás, a segunda casa dos protagonistas, onde Oludara conhece, se apaixona e casa com a nativa Arani.
Em seguida, temos outras sete noveletas, cujos títulos, além de toda pompa e circunstância, são por si bastante reveladores: "O impropício retorno de Antônio Dias Caldas", "Uma série inconcebível de capturas e calamidades", "Uma tumultuosa convergência de desajustados, monstros e franceses", "A ameaçante aparição da Mula sem Cabeça", "O doloroso nascimento de Tainá", "Um caso audacioso em Olinda" e o impactante "O catastrófico final das façanhas brasileiras de Gerard e Oludara", que fecha o romance com um grande clímax onde não falta destruição, lutas e surpresas que vão colocar em cheque a boa relação entre os heróis. Nessas histórias, vamos também conhecer versões assustadoras dos mitos brasileiros, que não deixam de fora nem mesmo a Cuca e o beligerante Pai do Mato; mas percebe-se que ficaram muitos outros monstros de reserva para o futuro. Por certo que Kastensmidt não contou tudo de propósito. Além das adaptações para os quadrinhos – cujo primeiro volume foi publicado pela Devir Livraria em 2014 –, aguarda-se para breve um jogo de tabuleiro no universo do livro que, tudo indica, ser fato inédito no Brasil. Além de escritor, Kastensmidt é especialista em jogos e o protótipo já está em fase de testes. Mais informações sobre isso podem ser obtidas no saite oficial do romance, aqui.
E, como não podia deixar de ser, A Bandeira do Elefante e da Arara já chamou a atenção de editores pelo mundo. Recentemente, a editora espanhola Sportula licenciou a série para o espanhol, sendo este o sétimo idioma que a Bandeira vai falar: ela já tem traduções para chinês, tcheco, romeno e holandês, além do inglês e o português, é claro.
Por tudo isso é que A Bandeira do Elefante e da Arara é um livro obrigatório não só para os que gostam de boas aventuras, mas também para que autores e editores descubram que não há nada de errado com a mitologia brasileira. Assim como os nomes dos personagens em português, que ainda é tabu para alguns autores brasileiros, a cultura, os cenários, a história e a mitologia nacionais são ambientes ricos e interessantes, que devem e precisam ser melhor aproveitados.
Longa vida a A Bandeira do Elefante e da Arara!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pago

2016 assinalou o centenário da morte de João Simões Lopes Neto (1865-1916), escritor de Pelotas, considerado o mais importante autor regionalista gaúcho. Sua obra inspirou a produtora Epopeia, que está desenvolvendo o jogo eletrônico Pago, no qual um viajante, após muitos anos vivendo na cidade, quer voltar a sua terra natal, mas para isso terá de enfrentar diversas dificuldades nas figuras de personagens do folclore gaúcho.
Recentemente, a Epopeia anunciou a contratação de Christopher Kastensmidt, escritor norte-americano radicado no Brasil, autor da franquia A Bandeira do Elefante e da Arara que, além de conhecedor do nosso folclore, é experiente desenvolvedor de jogos. “A primeira vez que me apresentaram o Pago, me encantei com o projeto. É um game de temática universal e uma linda ambientação regional que vai chamar muita atenção pela originalidade. Tenho certeza que vai ser um sucesso internacional e fico honrado com o convite de fazer parte do time”, destacou Christopher. Sem dúvida, um reforço luxuoso para a equipe.
No momento, a Epopeia está em busca de empresas para financiar o projeto. Aqueles que tiverem interesse em participar terão sua marca vinculada ao jogo e que, por consequência, será levada aos mais diversos eventos que entrarem no calendário de divulgação do material no próximo ano.
Pago deve ser lançado entre 2017 para PCs e, futuramente, para os consoles Playstation e Xbox.
Um vídeo com imagens do jogo pode ser assistido aqui.

domingo, 2 de novembro de 2014

A Bandeira do Elefante e da Arara em quadrinhos

Uma das mais interessante séries de fantasia a ter o Brasil como cenário é criação de Christopher Kastensmidt, texano radicado em Porto Alegre, que percebeu o potencial das mitologias brasileiras para a construção de um contexto diferenciado no gênero. Não que inexistam autores brasileiros que já fizeram o mesmo, pelo contrário. Desde as suas origens, a literatura brasileira registra autores que enveredaram pelo indianismo e suas mitologias, e mesmo no fandom brasileiro, historicamente resistente a esse tipo de solução, há autores como Roberto de Sousa Causo, Simone Saueressig e Ivanir Calado, entre outros, que não tiveram receio de a trilhar. O que diferencia o trabalho de Kastensmidt é seu alcance. Sendo um autor de língua inglesa, com acesso ao concorrido mercado anglo-americano, sua obra espraia-se por ambientes virtualmente inacessíveis aos autores brasileiros e, dessa forma, funciona como divulgador do imaginário e da ficção brasileiros naquele mercado.
A Bandeira do Elefante e da Arara surgiu na forma da noveleta "O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara", indicado ao prestigioso prêmio Nebula e publicado no Brasil em 2010, no primeiro volume da coleção Asas do Vento, da Devir Livraria. Conta a história de um holandês Gerard, que chega ao Brasil dos tempos coloniais em busca de fama e fortuna. Aqui, acaba por libertar o escravo Oludara, e ambos associam-se na empreitada de explorar o novo continente numa expedição de dois homens, a dita Bandeira do Elefante e da Arara. Em suas aventuras pelas matas, ambos têm de lidar com as gentes nativas, de hábitos estranhos para os estrangeiros, além da fauna, flora e entidades mágicas ferozes que se manifestam seguidamente no seu caminho.
Agora, a mesma Devir anuncia o lançamento dea versão em quadrinhos desse trabalho, A bandeira do Elefante e da Arara: O encontro fortuito, com roteiro do próprio Kastensmidt e desenhos de Carolina Milyus, uma jovem ilustradora de Porto Alegre. O álbum tem 112 páginas coloridas por Ursula Dorada, e já está disponível na loja da editora, aqui. Amostras da arte pode ser vista na página da publicação, aqui.
E está rolando um concurso cultural cujo prêmio é justamente um exemplar autografado deste álbum. Para participar, basta responder criativamente a pergunta "Se você fosse um explorador, de qual aventura gostaria de participar?". As respostas mais originais serão premiadas. O formulário e as regras da promoção estão disponíveis aqui.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Resenha: Fantasia com sabor de caju e medo

Entre os muitos lançamentos de fantasia de 2012, recebemos o terceiro volume da série Duplo Fantasia Heroica, da coleção de livros de bolso Asas do Vento, da Devir Livraria. Como nas edições anteriores, trata-se de um volume com duas histórias de fantasia de autores diferentes, ambas com predominantes aspectos brasilianistas.
No primeiro número, lançado em 2010, foram publicadas as noveletas "O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara", que inaugurou a série A Bandeira do Elefante e da Arara de Christopher Kastensmidt, autor norteamericano radicado no Brasil, e "A travessia", de Roberto de Sousa Causo, uma história da série do índio Tajarê, iniciada no livro A sombra dos homens (Devir, 2004).
O número dois, lançado no finalzinho de 2011, trouxe "A batalha temerária contra o capelobo", sequência da história de Kastensmidt com a dupla de aventureiros Gerard e Oludara no Brasil colonial, e "Encontros de sangue", de Causo, também uma sequência à aventura de Tajarê vista no primeiro volume.Nesta terceira edição, aparece mais um episódio da série de Kastensmidt, "O desconveniente casamento de Oludara e Arani", fazendo par com a novela "O relato do herege", da experiente fantasista gaúcha Simone Saueressig.
Na história de Kastensmidt, o escravo liberto Oludara está ansioso para se casar com a tupinambá Arani, mas ela hesita, embora também o ame. De fato, todos os membros da aldeia ficam perturbados com a notícia do casamento, mas ninguém revela o por quê. Irredutível, Oludara insiste e o casamento é marcado. Em clima de apreensão, a cerimônia começa, para logo ser interrompida pela aparição assustadora e violenta de uma nova entidade da natureza, o Curupira, que reivindica a primazia no casamento com Arani. As feras que o acompanham quase acabam com as vidas de Gerard e Oludara, mas Arani os salva aceitando desposar o Curupira, porém pede dois dias para se preparar. O monstro aceita, e esse é o tempo que os dois amigos terão para evitar que a promessa de Irani se cumpra. Para isso, terão de invadir os domínios de um ser ainda mais terrível, a Iara, no que serão auxiliados pela tímida Flor-do Mato, uma outra entidade das florestas.
Tal como os episódios anteriores, trata-se de uma história movimentada e divertida, com ambientação bem articulada e realista quanto às florestas brasileiras e sua fauna. Os seres mágicos, contudo, estão bem menos ferozes, e o Saci, assustador em sua primeira aparição, está até meio similar aquele que nos acostumamos a ver nas histórias de Monteiro Lobato.
Uma pequena correção talvez deveria ser aplicada a descrição que Gerard faz do caju, fruta natural do Brasil que todos nós conhecemos muito bem, mas que deve ter parecido realmente estranha para um europeu do século 16. Quando Gerard vê a fruta no pé, o autor a descreve como "uma fruta vermelha com um estranho caracol marrom crescendo no topo." A descrição até que está bem próxima da visão que um estranho teria de um caju numa bandeja mas, no pé, o "caracol" deveria ser visto em baixo, e não no topo da fruta. No mais, está tudo muito bem, e o texto é bastante satisfatório para o leitor brasileiro.
O texto leve e bem humorado de Kastensmidt contrasta fortemente com o conto de Simone Saueressig, que deixa bem claro, logo de cara, que não está para brincadeiras. Trata-se de uma história de horror sobrenatural, território muito familiar da autora, que estreia na Devir, mas tem uma sólida carreira literária. Simone já publicou dezenas de títulos por editoras como a L&PM e Scipione, sendo que tem em seu currículos alguns títulos de grande vendagem, como A noite da grande magia branca e A máquina fantabulástica. Em 2012, Simone publicou a antologia Contos do Sul, com cinco histórias de horror apoiadas no folclore brasileiro, linha na qual "O relato do herege" também está inserida.
A história conta, em forma de diário, o drama de Indigo Ruiz Lopes, um herege espanhol desterrado no sul do Brasil, em 1637. Em meio a um cenário desolador, ele testemunha a truculência do ambicioso capitão de uma missão, que abusa de sua autoridade na exploração de seu pequeno império, sustentado com mão de ferro. O odioso líder sabe das acusações que pesam sobre o herege e, quando descobre que ele realmente pode conjurar demônios, manobra as coisas de forma a tê-lo em suas mãos para chamar a maior de todas a entidades sobrenaturais da mitologia indígena e usá-la em seu próprio benefício.
O tom da novela de Simone é trágico e perturbador, como numa história de H. P. Lovecraft, em que a simples visão de um desses seres poderosos pode levar a loucura, na melhor das hipóteses. O cenário insalubre, gelado, úmido e miserável, contribui para que o leitor se sinta ainda menos confortável com toda a situação do pobre herege que, por si, já seria suficientemente desagradável. Mas as cenas de ação são tão poderosas e impactantes que fazem valer todo o desconforto da situação.
Duplo fantasia heroica afirma-se como um projeto editorial consistente e interessante, muito bem conduzido pelo editor Douglas Quinta Reis, e deve ser privilegiada na lista de leituras de todos aqueles que desejam conhecer uma das melhores propostas já apresentadas para uma ficção fantástica autenticamente brasileira.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Duas Asas do Vento

A Devir Livraria dá continuidade à sua coleção de livros de bolso Asas do Vento com mais dois títulos inéditos. São eles Encontro com o destino (Rendez-vouz avec la destinée), do francês Jean-Pierre Laigle, e o terceiro volume de Duplo Fantasia Heróica.
Encontro com o destino é uma novela de ficção científica espacial, e seu autor, Jean-Pierre Laigle, é conhecido como editor do fanzine Antarès que, nos anos 1990, publicou diversos textos de autores brasileiros. A bela ilustração da capa é mais um trabalho original e exclusivo de Vagner Vargas, e a imagem  limpa dos elementos tipográficos pode ser vista aqui.
Já o novo número de Duplo Fantasia Heróica traz mais um episódio da série de Christopher Kastensmidt, "O desconveniente casamento de Oludara e Arani", ao lado da estréia na editora da fantasista gaúcha Simone Saueressig com "O relato do herege". A capa tem uma ilustração de Jonathan “Jay” Beard.
Mais informações sobre estes e outros títulos da Devir  no saite da editora, aqui.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Concurso Hydra

Uma das mais movimentadas novidades do fandom é o Concurso Hydra, iniciativa capitaneada pelo escritor Christopher Kastensmidt, norte americano radicado no Brasil, recentemente indicado ao Nebula Award pelo conto de fantasia "O encontro fortuito de Gerad van Oost e Oludara" que se passa no Brasil Colonial (a tradução desse trabalho pode ser lida no livro Duplo Fantasia Heróica, publicado pela Devir em 2010 em sua coleção Asas do vento).
Apaixonado por FC&F e pela cultura brasileira, Kastensmidt pretende selecionar um trabalho brasileiro para ser publicado no saite Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show, editado por Edmund Schuberte, e, dessa forma, permitir que um bom trabalho nacional quebre o gelo e apresente dignamente a FC&F brasileira aos leitores americanos.
Os juízes brasileiros do concurso serão Tiago Castro, Ana Carolina Silveira e Christopher Kastensmidt e o próprio Orson Scott Card, que também tem uma longa história de amor com o Brasil, fará a seleção do vencedor.
A tradução correrá por conta do Concurso Hydra e o texto será tratado de forma totalmente profissional, inclusive remunerando o autor.
Os textos devem ter no máximo dez mil palavras e cada autor pode inscrever até dois textos de sua própria autoria. Os trabalhos não podem ser inéditos: devem ter sido publicados comercialmente pela primeira vez em 2009 ou 2010, e não podem ter sido já publicados em inglês.
A inscrição é gratuita e o regulamento completo pode ser lido no saite patrocinador da promoção, Universo Insônia. Boa sorte!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Brasil no Nebula

Ainda não é a vez de comemorarmos a indicação de um trabalho da FC brasileira para o prestigioso prêmio Nebula, apurada anualmente pela Science Fiction Writers of America. Mas agora bem que bateu na trave.
Christopher Kastensmidt, escritor americano radicado há dez anos em Porto Alegre, está entre os indicados ao prêmio com a noveleta "O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara" ("The fortuitous meeting of Gerard van Oost and Oludara"), fantasia de contornos brasilianistas, publicada em abril de 2010 na revista americana Realms of Fantasy, e traduzida no mesmo ano pela Devir Livraria na coleção Asas do Vento.
A noveleta é a primeira história de uma série intitulada "A bandeira do elefante e da arara" ("The elephant and macaw banner"), que dispõe de um saite em português.
Diz o relise distribuído pela Devir: "O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara também rompe o Tratado de Tordesilhas e abre o território e cultura brasileira para a literatura do tipo espada e feitiçaria — engendrada por escritores como Robert E. Howard (criador de Conan) e Fritz Leiber (criador da dupla Fafhrd e Gatuno) —, que combina aventura e criaturas sobrenaturais e fantásticas.
Na noveleta, Kastensmidt apresenta os personagens Van Oost, um aventureiro e viajante holandês, e Oludara, um guerreiro ioruba tomado como escravo. Eles se encontram em Salvador durante o Brasil Colônia, dispostos a, com muita astúcia e coragem, formar uma dupla de herois como nunca se viu."
O resultado do Nebula 2011 será conhecido em maio próximo, durante a cerimônia de premiação em Washington/DC. A lista completa de dos finalistas pode ser vista aqui, e a tradução brasileira da noveleta pode ser adquirida no saite da Devir.