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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Algazarra

Santiago Santos, autor do excelente romance episódico Na eternidade sempre é domingo (2016), retorna às estantes pela Editora Patuá com a coletânea de microcontos Algazarra. São cinquenta textos que vão de trezentas a mil palavras e trafegam por diversos temas e formatos, passando inclusive pela fantasia, o terror, a ficção científica e o realismo fantástico, entre outros gêneros. O volume é ainda valorizado pela belíssima capa de Ericka Lugo.
Organizada pelo próprio autor, esta é a primeira seleta de suas publicações no bem avaliado saite Flash Fiction, ainda ativo e publicando periodicamente trabalhos inéditos sempre surpreendentes pela ousadia e qualidade.
Santiago é jornalista e constrói seu multiverso ficcional a partir de Cuiabá, onde reside desde criança. Recomendadíssimo.
Mais informações no saite da Editora Patuá, aqui.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Na eternidade sempre é domingo

Na eternidade sempre é domingo, Santiago Santos, 144 páginas. Ilustrações de Jean Fhilippe. Editora Carlini & Caniato, Cuiabá, 2016.

O escritor matogrossense Santiago Santos apareceu há poucos anos nas redes sociais com um trabalho a conta gotas apoiado em minicontos surpreendentes, mas logo chamou a atenção por suas tramas envolventes e bizarras. Essas pequenas narrativas, que podem ser vistas no blogue Flash Fiction, revelam um autor maduro e repleto de recursos, que não se embaraça seja no mainstream, seja nos gêneros, que desenvolve sem padrões e protocolos. Cada texto é uma experiência diferente e, muitas vezes, depois dos poucos minutos dedicado à degustação do mesmo, o leitor fica com a vontade de mais.
Na eternidade sempre é domingo vem atender ao desejo desses leitores. Trata-se do que, na tradição anglófona, se convencionou chamar de fix-up, um romance construído a partir de narrativas menores independentes entre si mas que, quando reunidas assim, formam um todo coerente. Os vinte pequenos contos publicados neste livro parecem prometer satisfazer o anseio do leitor, mas, no fim das contas, fiquei querendo mais do mesmo jeito.
O romance, o primeiro do autor, é um relato de um mochilão pelos Andes peruano e boliviano, viagem que Santiago realmente empreendeu em 2014. No primeiro conto, ainda no Brasil, o autor é confrontado por uma entidade mágica que se apresenta como Nipi, um espírito ancestral que, a cada trecho da viagem, revela os segredos fantásticos que diversos personagens escondem em sua aparência cotidiana. Assim, uma senhora insuspeita se revela uma antiga modelista da corte incaica, dois meninos de rua são os filhos imortais de Atahuallpa e Huáscar, e até animais domésticos se elevam a categoria de semidivindades. Todo isso para que a história e a cultura andinas sejam levadas ao mundo e nunca esquecidas.
A jornada nos leva a Cusco, La Paz e diversos vilarejos e pontos turísticos da região, como o Lago Titicaca e Machu-Picchu, com descrições vívidas de suas paisagens e costumes. Cada conto/capítulo é aberto por uma fotografia tirada pelo autor, que ilustra os personagens que irão ali se apresentar.
O autor revela ter feito uma longa e minuciosa pesquisa para escrever os relatos, de forma que a ficção se mistura à realidade e não sabemos exatamente onde termina uma e começa a outra. Para auxilar o entendimento dos muitos termos quíchua que dão título aos contos e surgem a todo tempo em meio à narrativa, há oportunas notas de rodapé e vários apêndices, que também dão aos contos uma sólida consistência histórica.
Mas o que isso tem a ver com nós, brasileiros, que aparentemente não somos em nada participantes dessa cultura? Em tempos de governo golpista que vira as costas para a América Latina, pode mesmo parecer inútil, mas nos faz pensar no porquê disso, que é uma questão que paira sem resposta desde os primeiros tempos do fandom brasileiro de fc&f. Por que não temos um intercâmbio com a produção dos nossos vizinhos? Por que não valorizamos a cultura do subcontinente no qual nos incluímos, desprezando até mesmo nossa própria tradição em favor de modelos de terras muito mais distantes e ainda mais incompreensíveis?
Santiago Santos mostra que é possível construir ficção relevante sem tributar às metrópoles e que a América Latina é um mistério ainda por ser descoberto pelos brasileiros. Porque, afinal, as fronteiras são apenas limitações políticas: a América Latina também está em nós.
A aventura termina como todas as peregrinações: numa última viagem de ônibus de volta para casa. Nipi se despede mas, por certo, continua a espera dos peregrinos, para mostrar outros segredos da rica magia andina.
O volume está disponível em versão digital aqui, mas pode ser obtido em papel no saite da editora ou diretamente com o autor – com direito a autógrafo e dedicatória – através do email contato@flashfiction.com.br.
Uma entrevista em áudio em que Santiago conta a experiência de escrever este livro, pode ser ouvida aqui.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Na eternidade sempre é domingo

Santiago Santos, tradutor e jornalista residente em Cuibá, conhecido nas redes sociais pelo trabalho literário desenvolvido adiante do blogue Flash Fiction, lança seu primeiro livro, Na eternidade sempre é domingo, publicado pela editora Carlini & Caniato, contemplado no Edital 2015 de Literatura da Prefeitura de Cuiabá.
Trata-se, em tese, de uma coletânea de contos que explora a mitologia dos povos andinos.
Diz o autor sobre a obra: "Sobre a definição do livro, é uma coisa que eu ainda não tenho certeza. Ele foi classificado como livro de contos no edital e também na ficha catalográfica, e é assim que o apresento, mas fico em dúvida se não é uma novela, ou mesmo um livro fix-up, com o perdão da definição original dos pulps de Bradbury e companhia". Seja como for, não há a menor dúvida sobre a qualidade do conteúdo, que pode ser percebido na leitura dos drops inspirados com que o autor brinda os seguidores de seus escritos na internet.
Há duas datas de lançamento: em Cuibá, no dia 18/10 às 19h na Choperia do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, S/N, Centro Sul), e em São Paulo no dia 22 de outubro às 19h na Patuscada Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40, Pinheiros).
Um trecho do livro está disponível para degustação no saite Livre Opinião, aqui.

domingo, 31 de julho de 2016

Veiga para que te quero Veiga


Depois de um longo lapso, ocasionado por problemas familiares devidamente esclarecidos, está disponível o episódio 62 do podcast Ghost Writer, apresentado por Ricardo Herdi e Raphael Modena, desta vez destacando o trabalho do fantasista goiano José J. Veiga.
O episódio, que tem 1 hora e 55 minutos de duração, conta com as participações do escritor Santiago Santos (autor do saite Flash Fiction) e de Cesar Silva. Os debatedores falam sobre a vida e a obra do autor, com comentários detalhados sobre diversos de seus livros, vários deles resenhados ao vivo.
O programa pode ser ouvido online aqui e também baixado em arquivo mp3. Episódios anteriores também estão disponíveis.