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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Autores associados à fc&c

Desde 2005, a tradicional editora Autores Associados sustenta o selo Ciranda das Letras publicando romances para leitores jovens e, a partir de 2010, nele criou a coleção Jovem Leitor, voltada para a publicação específica de ficção científica e fantasia para jovens, algo que realmente faltava no mercado nacional. Não que inexista fc&f para jovens no país, mas ela está geralmente mesclada àquela dirigida a outras faixas etárias, sem identificação clara por parte do editor, e até dos próprios autores.
A ficção fantástica necessita de selos voltados aos jovens para formar leitores para o gênero, com textos pensados para eles, com qualidade para torná-los leitores maduros e críticos. Isso está sendo perseguido cuidadosamente pela Autores Associados.
A coleção Jovem Leitor estreou com o romance Nômade, do escritor brasileiro Carlos Orsi, autor conhecido e respeitado no ambiente da fc&f nacional, com vários outros livros publicados. Trata-se de uma ficção científica espacial, que conta a aventura de um grupo de jovens a bordo de uma espaçonave que tem sua vida perfeita e segura repentinamente transformada num jogo mortal.
O segundo volume da coleção veio em 2011, a movimentada história de ficção científica Sonho, sombras e super-heróis, de Luiz Bras, que conta como um garoto que não podia sonhar é usado por um gênio do mal para viabilizar seu plano de dominação mundial a partir da pequena cidade de Cobra Norato.
Também de 2011 é o romance Dark life: Vida abissal, da escritora norteamericana Kat Falls, que antecipa um futuro no qual os oceanos da Terra subiram de nível, inundando os continentes até restarem poucas áreas de terra seca: a maior parte da humanidade vive sob os mares. A história ganhou sequência em 2012 com o romance recém publicado Rip tide: Maré bravia.
A série já está negociada com a Disney para ser levada ao cinema pelo conhecido diretor Robert Zemeckis.
A coleção ainda foi reforçada em 2012 pelos romances de fantasia O valor absoluto de Mike e A garota que podia voar.
O valor absoluto de Mike, da escritora holandesa Kathryn Erskine, é uma fantasia científica que conta a história de um garoto que quer impressionar seu pai sendo um bom matemático, mas acaba envolvido num estranho projeto de engenharia no qual tem que trabalhar com uma tia de 80 anos, um homem sem-teto e uma menina punk-rock.
A garota que podia voar, da canadense Victoria Forester, tem uma premissa deliciosa que lembra o realismo fantástico latinoamericano, com uma porção de personagens curiosos, como um garoto que tossiu uma chave de fenda e um pacote de pregos, um homem que fala de trás para frente e, é claro, uma menininha que flutua por aí.
Os livros são muito bem produzidos, as capas são lindas e os romances de Orsi e Braz trazem ilustrações internas assinadas por Renato Alarcão.
Eis aqui uma coleção que merece ser prestigiada e que já demonstrou disposição em investir em bons textos de autores brasileiros.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sonho, sombras e super-heróis

Desembarcou também por aqui, via ECT, o novo livro de Luiz Bras, Sonho, sombras e super-herois, publicado no selo Ciranda das Letras da Editora Autores Associados.
A princípio, pensei que se tratava de uma coletânea, mas é de fato um romance. Trata-se, aparentemente, de uma história de fantasia com toques sobrenaturais, uma novidade no caso de Bras, que tem se dedicado mais especificamente à ficção científica. Ainda não li, mas não me surpreenderei caso o trabalho, em algum momento, guine para a FC.
Diz o texto na contracapa: “Tinha sido um sonho, não tinha? Acordado ou não, só podia ter sido um sonho. Passei o resto da noite recapitulando tudo o que havia acontecido, de madrugada eu percebi eufórico que tinha uma história, um sonho só meu, aleluia, porém quanto  mais eu pensava nela mais a história mudava, coloquei um cemitério e um casarão mal-assombrado atrás da porta, depois troquei tudo isso por uma cidade fantasma habitada por espíritos cruéis e esqueletos ambulantes, a história cresce, adensou-se e roubou o controle da situação. Eu já não inventava mais minha história, era ela que se autoinventava”.
O livro tem 256 páginas, o papel interno é especial - um tipo de couchê fosco - e traz ilustrações em preto e branco de Renato Alarcão, que também assina a capa.
Luiz Brás é um autor recomendadíssimo, uma vez que o melhor livro de FC&F publicado em 2010 foi a sua coletânea Paraíso líquido, além de ter obtido a indicação de Babel Hotel para o Jabuti em 2010. E sempre é bom lembrar que Luiz Bras um pseudônimo do premiadíssimo Nelson de Oliveira que, também em 2010, faturou pela segunda vez o prestigioso prêmio Casa de las Americas com o romance de fantasia Poeira: Demônios e maldições.
O booktrailler deste novo romance de Luiz Bras pode ser assistido aqui.