O editor independente Edgard Guimarães está remetendo aos seus assinantes a última edição de 2014 do obrigatório fanzine Quadrinhos Independentes-QI, que chega a sua edição 130 em alto estilo.
A edição tem 28 páginas e homenageia Valdir Dâmaso (1934-2014) – um dos mais ativos e queridos fanzineiros do Brasil, editor do conhecido Jornal da Gibizada, falecido há poucas semanas – com um artigo e a capa, que traz uma ilustração de Umberto Losso. Traz também artigos sobre Akim - o Tarzan italiano -, sobre o Flama, criado pelo saudoso Deodato Borges, e sobre séries de quadrinhos que voltam anos depois de supostamente terminadas. Também há um artigo sobre as dificuldades dos colecionadores de O Pasquim, e mais um trecho de uma longa entrevista sobre fanzines que o editor cedeu a um saite em 2013. A edição também traz hqs de Dennis Oliveira, Chagas Lima, Claudio Lopes Faria, Paulo Anjos, Rafael e do próprio Guimarães, e as colunas fixas "Mantendo contato", assinada por Waz, "Fórum", com as cartas dos leitores, e o catálogo "Edições Independentes" com as publicações do bimestre.
Mas não é só. Junto com o exemplar do QI, o editor encaminhou aos assinantes, de brinde, o segundo volume da coleção Pequena Biblioteca Sobre Histórias em Quadrinhos, com o ensaio O outro Maurício, assinado pelo cartunista e pesquisador Luigi Rocco, com um levantamento dos primeiros trabalhos de Maurício de Sousa, quando o autor experimentou diversos gêneros e personagens que não levou adiante. Um valioso trabalho de resgate histórico para toda uma geração que não conhece nada mais da obra desse famoso quadrinhista brasileiro, além da Turma da Mônica. Além disso, traz também reproduções de tiras de outros artistas que fizeram parte do catálogo da malfadada distribuidora de tiras que Sousa tentou implementar nos anos 1960. A capa, em cores, traz uma ilustração de Joel Link, reproduzida de uma edição da Folhinha de S. Paulo.
Por esse e outras é que vale muito a pena assinar o QI. E está na hora certa para isso, pois o editor anunciou a campanha de renovações de assinaturas para as edições 131 a 136, por apenas R$25,00. Mais informações com o editor no email edgard@ita.br.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
QI 130
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Resenha: Piteco Ingá
Desde que surgiram as primeiras divulgações dos títulos que comporiam a coleção Graphic MSP, formada por adaptações mais ou menos livres dos personagens de Maurício de Sousa por outros artistas do traço, o que mais me entusiasmou foi o do Piteco. Isso porque o personagem sempre foi um dos que mais me cativaram dentro de sua produção, além de ser um dos menos explorados. Também porque Piteco remete ao Brucutu (Alley Oop), personagem clássico de V. T. Hamlin que sempre teve histórias incríveis, sinal do potencial de Piteco caso ousasse também se aproximar da ficção científica.
Outro detalhe que me animou foi saber que o artista convidado para realizar o trabalho era o incrível Shiko, quadrinhista paraibano atualmente domiciliado na Itália, revelado nos fanzines no início do século, cujos trabalhos tive a honra de publicar em algumas das últimas edições do Hiperespaço.
E, de fato, não me decepcionei. Piteco: Ingá, quarto volume da coleção, é o melhor até o momento. As ideias ousadas e os desenhos sensuais e soberbamente coloridos de Shiko caíram muito bem nesta versão realista, que parece receber influências de importantes obras da ficção científica antropológica como A guerra do fogo, de J.-H. Rosny, e O clã da caverna do urso, de Jean Auel.
A história conta como a tribo de Lem, onde vivem Piteco e seus amigos, tem que superar as diferenças com seus inimigos para conseguir sobreviver a uma seca que devasta o seu território. Mas, antes disso, o herói terá de empreender uma longa jornada em busca de Thuga, a sacerdotisa da aldeia, que foi raptada pelos temíveis homens-tigre. Acompanhado de Beleléu e Ogra, Piteco confronta diversas entidades mitológicas brasileiras, como o boitatá e o curupira, além de animais extintos como as aves do terror e o anhanguera, entre outros, em concepções tão elegantes quanto assustadoras.
Impressionam as belas versões de Shiko para Thuga e Ogra, carregadas de uma sensualidade primitiva, tal como as valentes guerreiras das histórias de espada e feitiçaria de Robert E. Howard. A aventura também faz referência à Pedra do Ingá, importante petróglifo localizado na Paraíba, no qual estão gravadas inscrições rupestres com milhares de anos.
Como Shiko não se incomodou em ser rigoroso nas referências científicas, não podemos dizer que Piteco: Ingá seja ficção científica. De fato, a obra se enquadra mais como fantasia, num universo em que animais extintos de diversas eras, seres mágicos, animais de outras regiões e homens de culturas e traços afro-mediterrâneos habitam a América do Sul de pelo menos cinco mil anos atrás. Mesmo assim, contribui de maneira importante para com a discussão de uma fantasia tipicamente brasileira, revelando pontos de convergência com trabalhos literários recentes de Simone Saueressig (Os sóis da América), Roberto de Sousa Causo (A sombra dos homens) e Christopher Kastensmidt (A bandeira do elefante e da arara).
A edição tem 84 páginas em cores, incluindo as capas, e ainda traz um caderno com desenhos de pré-produção comentados, além de um histórico do personagem original, criado em 1963. Altamente recomendada.
Outro detalhe que me animou foi saber que o artista convidado para realizar o trabalho era o incrível Shiko, quadrinhista paraibano atualmente domiciliado na Itália, revelado nos fanzines no início do século, cujos trabalhos tive a honra de publicar em algumas das últimas edições do Hiperespaço.
E, de fato, não me decepcionei. Piteco: Ingá, quarto volume da coleção, é o melhor até o momento. As ideias ousadas e os desenhos sensuais e soberbamente coloridos de Shiko caíram muito bem nesta versão realista, que parece receber influências de importantes obras da ficção científica antropológica como A guerra do fogo, de J.-H. Rosny, e O clã da caverna do urso, de Jean Auel.
A história conta como a tribo de Lem, onde vivem Piteco e seus amigos, tem que superar as diferenças com seus inimigos para conseguir sobreviver a uma seca que devasta o seu território. Mas, antes disso, o herói terá de empreender uma longa jornada em busca de Thuga, a sacerdotisa da aldeia, que foi raptada pelos temíveis homens-tigre. Acompanhado de Beleléu e Ogra, Piteco confronta diversas entidades mitológicas brasileiras, como o boitatá e o curupira, além de animais extintos como as aves do terror e o anhanguera, entre outros, em concepções tão elegantes quanto assustadoras.
Impressionam as belas versões de Shiko para Thuga e Ogra, carregadas de uma sensualidade primitiva, tal como as valentes guerreiras das histórias de espada e feitiçaria de Robert E. Howard. A aventura também faz referência à Pedra do Ingá, importante petróglifo localizado na Paraíba, no qual estão gravadas inscrições rupestres com milhares de anos.
Como Shiko não se incomodou em ser rigoroso nas referências científicas, não podemos dizer que Piteco: Ingá seja ficção científica. De fato, a obra se enquadra mais como fantasia, num universo em que animais extintos de diversas eras, seres mágicos, animais de outras regiões e homens de culturas e traços afro-mediterrâneos habitam a América do Sul de pelo menos cinco mil anos atrás. Mesmo assim, contribui de maneira importante para com a discussão de uma fantasia tipicamente brasileira, revelando pontos de convergência com trabalhos literários recentes de Simone Saueressig (Os sóis da América), Roberto de Sousa Causo (A sombra dos homens) e Christopher Kastensmidt (A bandeira do elefante e da arara).
A edição tem 84 páginas em cores, incluindo as capas, e ainda traz um caderno com desenhos de pré-produção comentados, além de um histórico do personagem original, criado em 1963. Altamente recomendada.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Chico Bento: Pavor espaciar
Depois de Astronauta: Magnetar e Turma da Mônica: Laços, é a vez de Chico Bento estrelar uma aventura especiar, quero dizer, especial, no álbum Pavor espaciar, terceira edição da coleção Graphic MSP. E, mais uma vez, trata-se de uma história de ficção científica, algo que, a princípio, parece não combinar muito com o simpático caipirinha de fala engraçada, mas o resultado é muito interessante.
O roteiro e os desenhos ficaram a cargo do premiado quadrinhista Gustavo Duarte, autor das edições independentes Có!, Táxi, Birds, e do álbum Monstros, publicado em 2012 pela Quadrinhos na Cia.
Pavor espaciar conta o que acontece numa certa noite quando, na ausência dos seus pais, Chico Bento, Zé Lelé, a galinha Giselda e o leitãozinho Torresmo, são abduzidos por um disco voador repleto de alienígenas tão feios quanto cheios de más intenções. Submetidos a experiências na mãos do sinistros ets, a turminha da roça vai depender da iniciativa atabalhoada de Chico Bento e da inteligência de Torresmo – cuja consciência foi trocada com Zé Lelé – para escapar dessa situação bizarra.
Enquanto foge pelos corredores aparentemente sem fim da grande espaçonave, Chico Bento e Zé Lelé, no corpo de Torresmo, passam por coisas insuspeitas, como aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas, a roupa espacial do Astronauta, o esqueleto do Horácio e até um desacordado elefante verde, que vocês devem imaginar quem é, entre outras surpresinhas que vão divertir o leitor.
Diferentemente da versão realista que Danilo Beyruth deu ao Astronauta em Magnetar, Duarte manteve todas as características originais de Chico Bento, só explorando mesmo a concepção gráfica, com um estilo bem diverso do que estamos acostumados, repleto de movimento e amplas cenas panorâmicas. O colorido também é diferenciado, claro e suave, em poucos matizes.
A edição ainda traz extras, com amostras das etapas da produção e da técnica de Duarte, bem como um breve histórico do Chico Bento, com direito à reprodução de um sunday publicado em 1963 no suplemento juvenil do Diário de S. Paulo.
Gustavo Duarte e Maurício de Sousa prestam, assim, uma bela homenagem às histórias de ficção científica ufológica, como Contatos imediatos do terceiro grau, Sinais, Guerra dos mundos e outras, um gênero também muito praticado entre os autores brasileiros.
Chico Bento: Pavor Espaciar é uma publicação da Panini Comics, tem 80 páginas em cores e pode ser encontrado com capas duras ou em cartão plastificado.
O roteiro e os desenhos ficaram a cargo do premiado quadrinhista Gustavo Duarte, autor das edições independentes Có!, Táxi, Birds, e do álbum Monstros, publicado em 2012 pela Quadrinhos na Cia.
Pavor espaciar conta o que acontece numa certa noite quando, na ausência dos seus pais, Chico Bento, Zé Lelé, a galinha Giselda e o leitãozinho Torresmo, são abduzidos por um disco voador repleto de alienígenas tão feios quanto cheios de más intenções. Submetidos a experiências na mãos do sinistros ets, a turminha da roça vai depender da iniciativa atabalhoada de Chico Bento e da inteligência de Torresmo – cuja consciência foi trocada com Zé Lelé – para escapar dessa situação bizarra.
Enquanto foge pelos corredores aparentemente sem fim da grande espaçonave, Chico Bento e Zé Lelé, no corpo de Torresmo, passam por coisas insuspeitas, como aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas, a roupa espacial do Astronauta, o esqueleto do Horácio e até um desacordado elefante verde, que vocês devem imaginar quem é, entre outras surpresinhas que vão divertir o leitor.
Diferentemente da versão realista que Danilo Beyruth deu ao Astronauta em Magnetar, Duarte manteve todas as características originais de Chico Bento, só explorando mesmo a concepção gráfica, com um estilo bem diverso do que estamos acostumados, repleto de movimento e amplas cenas panorâmicas. O colorido também é diferenciado, claro e suave, em poucos matizes.
A edição ainda traz extras, com amostras das etapas da produção e da técnica de Duarte, bem como um breve histórico do Chico Bento, com direito à reprodução de um sunday publicado em 1963 no suplemento juvenil do Diário de S. Paulo.
Gustavo Duarte e Maurício de Sousa prestam, assim, uma bela homenagem às histórias de ficção científica ufológica, como Contatos imediatos do terceiro grau, Sinais, Guerra dos mundos e outras, um gênero também muito praticado entre os autores brasileiros.
Chico Bento: Pavor Espaciar é uma publicação da Panini Comics, tem 80 páginas em cores e pode ser encontrado com capas duras ou em cartão plastificado.
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
Chico Bento Moço
Depois do grande sucesso que se tornou a série em quadrinhos Turma da Mônica Jovem, releitura adolescente para a popular criação de Maurício de Sousa, o autor se convenceu que é possível renovar os personagens sem invalidar as características originais de sua bem sucedida franquia. Dessa forma, muitos produtos novos vindos de seus estúdios têm ganhado às bancas e livrarias, e uma das mais interessantes é, sem dúvida, Chico Bento Moço, que aplica no simpático caipira a mesma fórmula que deu tão certo na outra turminha.
Uma edição promocional, com o subtítulo Uma nova jornada, foi distribuída em agosto último, mas o número um só chegou às bancas em setembro, pela editora Panini.
Chico Bento Moço persegue a apresentação gráfica do quadrinho japonês, com miolo em preto e branco, e muitos elementos plásticos típicos do mangá, com linhas cinéticas expressivas e ricas texturas e retículas. Mas o desenho mesmo, não é tão mangá assim e não deixa a sensação de 'peixe-fora-d'água' que acomete a maior parte dos artistas brasileiros que tentam imitar a estética. Além do mais, a equipe que desenvolve o material, com Flavio T. de Jesus nos roteiros e José Aparecido Cavalcante nos desenhos, fez um belo trabalho de caracterização, tanto na linguagem característica de Chico Bento e seus amigos, quanto na cenografia, com elementos de identidade visual muito bem aplicados: arquitetura, veículos, roupas, vegetação etc, sem cacoetes e exageros.
Este primeiro número traz duas histórias: "Hora de voar" e "Despedidas", que mostram os últimos dias de Chico Bento em sua terra natal, a Vila Abobrinha, antes de ir para a faculdade estudar agronomia. Ao longo da narrativa, Chico vai se despedindo de cada um de seus amigos e conhecidos, com destaque especial para sua família, o primo Zé Lelé, também adolescente, e a eterna namorada Rosinha, em momentos realmente emocionantes.
"Confusões na cidade grande" e "Vida na república" são os temas da segunda edição de Chico Bento Moço, que já está nas bancas.
Uma edição promocional, com o subtítulo Uma nova jornada, foi distribuída em agosto último, mas o número um só chegou às bancas em setembro, pela editora Panini.
Chico Bento Moço persegue a apresentação gráfica do quadrinho japonês, com miolo em preto e branco, e muitos elementos plásticos típicos do mangá, com linhas cinéticas expressivas e ricas texturas e retículas. Mas o desenho mesmo, não é tão mangá assim e não deixa a sensação de 'peixe-fora-d'água' que acomete a maior parte dos artistas brasileiros que tentam imitar a estética. Além do mais, a equipe que desenvolve o material, com Flavio T. de Jesus nos roteiros e José Aparecido Cavalcante nos desenhos, fez um belo trabalho de caracterização, tanto na linguagem característica de Chico Bento e seus amigos, quanto na cenografia, com elementos de identidade visual muito bem aplicados: arquitetura, veículos, roupas, vegetação etc, sem cacoetes e exageros.
Este primeiro número traz duas histórias: "Hora de voar" e "Despedidas", que mostram os últimos dias de Chico Bento em sua terra natal, a Vila Abobrinha, antes de ir para a faculdade estudar agronomia. Ao longo da narrativa, Chico vai se despedindo de cada um de seus amigos e conhecidos, com destaque especial para sua família, o primo Zé Lelé, também adolescente, e a eterna namorada Rosinha, em momentos realmente emocionantes.
"Confusões na cidade grande" e "Vida na república" são os temas da segunda edição de Chico Bento Moço, que já está nas bancas.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Magnetar
Astronauta: Magnetar é uma novela gráfica escrita e ilustrada pelo premiado quadrinhista Danilo Beyruth, releitura adulta para o conhecido personagem infantil Astronauta, criado por Maurício de Sousa.Fruto direto dos experimentalismos autorizados por Sousa nos vários álbuns comemorativos aos seus 50 anos de carreira, Astronauta: Magnetar inaugura o selo Graphic MSP, publicado pela editora Panini Comics.
Que se pese o talento de Beyruth, reconhecido pelos seus trabalhos anteriores, Necronauta e Bando de dois, o que realmente atrai a atenção neste trabalho é a chancela de Maurício de Sousa, empresário que tem prestigio de sobra para garantir o sucesso de tudo aquilo em que toca. Porque, ao fim e ao cabo, o que Beyruth nos apresenta é uma boa história de ficção científica, como muitas outras que já tivemos por aí e nunca interessaram a ninguém para além dos mais atentos fãs do gênero. Leitores esses que vão perceber claramente a forte influência da espetacular série francobelga Valerian, de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières que, sintomaticamente, nunca esteve na pauta dos editores brasileiros.
Além da aventura principal, o álbum traz um caderno de esboços de Beyruth e a primeira hq do personagem, produzida pelo próprio Maurício de Sousa.
Astronauta: Magnetar tem 80 páginas colorizadas por Cris Peter, e está disponível nas versões capa dura (R$29,90) e cartonada (R$19,90). É, provavelmente, o mais significativo lançamento dos quadrinhos brasileiros em 2012.
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sábado, 18 de agosto de 2012
Brincando de folclore
Está nas bancas de São Paulo a primeira edição de Turma da Mônica Brincando de Folclore, uma coleção de livros em que a turminha mais famosa do Brasil interage com os personagens do folclore nacional, tais como Curupira, Boto Rosa, Iara, Mula sem Cabeça e Lobisomem, entre outros.A coleção terá 50 exemplares semanais, mas será quinzenal nas primeiras onze edições. Cada uma delas é acompanhada por um livrinho de atividades com parlendas, provérbios, adivinhas, jogos, músicas e pegadinhas, e também adesivos para colar onde quiser. Além de tudo isso, quem optar por fazer uma assinatura receberá brindes exclusivos ao longo das entregas.
Saci Pererê é o personagem apresentado na primeira edição, que tem o preço promocional de R$4,99.
Maiores informações no saite da editora Planeta de Agostini.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Turma da Mônica Gogo's

Está nas bancas de São Paulo a nova coleção Gogo's, uma publicação da Editora Panini com bonequinhos da popular Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa.
A coleção constitui-se de 60 modelos de aproximadamente 30 mm de altura, feitos em plástico rígido, reproduzindo os personagens dos quadrinhos. Além da turminha, também há gogos de outros universo mauricianos, como as turmas do Jotalhão, Penadinho, Tina, etc.
A maior parte dos bonecos é monocromática, mas a coleção também distribui miniaturas pintadas assim como moldadas em plástico transparente.
Cada pacotinho vem com quatro figurinhas autoadesivas e dois gogos aleatórios, e custa R$2,25. Também foi lançado um álbum para que nele sejam coladas as figurinhas. Para os mais fanáticos, as lojas de brinquedo receberão os Macro Gogo's, em tamanho maior. Quem fizer assinaturas das revistas da Mônica, poderá receber um conjunto destes toys, acondicionados numa exclusiva caixa de alumínio.
Para quem gosta de brinquedos e toyart, é um prato cheio.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Cebola jovem

Maurício de Sousa não perde tempo e já criou um novo título para sua nova franquia editorial. Trata-se do álbum Cebola Jovem Especial: O grande prêmio, no qual as versões adolescentes de Cebolinha e sua turma se envolvem em uma história de ficção científica inspirada no longa do cinema Tron: O legado. Cebola exibe toda a sua habilidade num novo videogame de corrida, sem saber que ele é um teste para uma corrida espacial de verdade. Seria também um eco de O jogo do exterminador, de Orson Scott Card?
A boa notícia é que os desenhos já não lembram tanto os mangás e, pouco a pouco, reencontram o estilo elegante e simples que sempre caracterizou o trabalho do estúdio de Maurício de Sousa.
A publicação tem 98 páginas em cores e custa R$9.90.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Cascão Porker

Há um bom tempo que o empresário Maurício de Sousa está explorando sua bem sucedida "Turma da Mônica" como plataforma para caricatura de outras franquias de sucesso. Seu primeiro desenho animado no cinema, As aventuras da Turma da Mônica (1982), tinha um de seus trechos claramente inspirado em Guerra nas Estrelas, por exemplo. Quando ainda estava sendo publicado pela Editora Globo, lançou edições especiais, em formato gigante, com paródias mais declaradas de Guerra nas Estrelas e Batman, entre outras.
Ao transferir-se para a multinacional Editora Panini, em 2007, uma das primeiras edições do estúdio na nova casa foi o especial Lostinho, em que a Turma da Mônica satiriza o seriado de televisão Lost. Desde então, vem sustentando a coleção temática Clássicos do Cinema, com paródias nas quais os personagens da Turma reinterpretam grandes produções do cinema. Uma relação completa dessa coleção pode ser vista aqui.

A mais nova edição dessa série é o número 15, Cascão Porker e a pedra distracional, em que é satirizado o longa Harry Potter e a pedra filosofal, baseado no livro homônimo da escritora britânica J. K. Rowling.
As situações do filme são repetidas passo a passo, sempre aproveitando as características e estereótipos dos personagens mauricianos, não raro com alguma metalinguagem. Cascão é, obviamente, Harry Potter; Cebolinha é Ronie, Mônica é Hermione, Magali é a Professora Minerva, o elefante Jotalhão é Hengrid e o Capitão Feio é Valdemort. "Atores" de outras franquias também dão o ar da graça, numa divertida dinâmica de "adivinhe quem veio para jantar".
Não sou um entusiasta da Turma da Mônica, mas achei a brincadeira legal e a edição foi bem produzida, com um capricho especial em relação às revistas de linha. O estilo de desenho também é diferente do habitual e está claro que não se trata de um trabalho do próprio Maurício de Sousa, mas de alguém de sua equipe. Contudo, não foram dados os devidos créditos.
Também aficou deselegante não nomear a produção na qual a paródia foi baseada. A falta dessa citação, mesmo que não seja juridicamente exigida, faz concluir que a revista foi feita sem o devido licenciamento, o que dá um ar mambembe de desrespeito e oportunismo ao projeto como um todo, que não combina com o histórico profissionalismo com que Maurício de Sousa sempre administrou seu trabalho.
Mesmo assim, deixando os preciosismos de lado, vale a pena dar uma olhada na revistinha.
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