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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Resenha: Quimeras do agora, Ana Rüsche

Quimeras do agora: Literatura, ecologia e imaginação política no Antropoceno
, Ana Rüsche. 152 páginas. São Paulo: Bandeirola, 2025.

Só pelo título já dá para concluir: Quimeras do agora é um livro acadêmico. E é mesmo. Trata-se de um ensaio elaborado pela pesquisadora Ana Rüsche durante o pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2025 pela Editora Bandeirola. Os temas do trabalho, como se pode imaginar, são as mudanças climáticas e a ficção científica. Um tema complexo, sem dúvida, uma vez que a crise climática não é consenso entre os  intelectuais. Muitos deles ainda afirmam que o aquecimento global é um fenômeno natural que nada tem a ver com a ação humana sobre o planeta e que é a leitura marxista do mundo que leva a essa interpretação radical. 
Rüsche não entra no mérito; seu objetivo é identificar exemplos do tratamento do tema na produção literária de ficção científica e nisso é um trabalho provavelmente pioneiro no ambiente acadêmico brasileiro. A pesquisadora tem se dedicado às questões ambientais na ficção científica, que ganharam fôlego com o surgimento de um tipo de ficção especificamente voltado às questões ambientais, que tem sido chamado de Solapunk, sobre o qual também ainda não há consenso. Tudo é muito novo e um tanto assustador, mas tem conquistado autores e muitas parte do mundo, como é possível conferir na antologia Como aprendi a amar o futuro, organizada por Francesco Verso e Fabio Fernandes, e publicada em 2023 pela Editora Plutão (com uma resenha disponível aqui). Mas a pesquisa de Rüsche tem objetivos mais profundos e tão interessantes quanto. 
O ensaio tem introdução do biólogo Marcos Rodrigues (Unicamp) e um apêndice de referência sobre obras citadas. O corpo principal do texto está dividido em oito capítulos. 
Os dois primieros, "Um demônio com muitos nomes" e "Antropoceno: um nome para o consenso científico?" – que abrangem praticamente metade do ensaio –, são dedicados a elaborar uma levantamento genealógico do termo "Antropoceno" que, na definição do senso comum, poderia significar uma era geológica marcada pela ação humana sobre o meio ambiente. Mas Rüsche não se limita a essa leitura superficial e se aprofunda em inúmeras definições outras, que passam pelo "Capitaloceno" de Andreas Malm, o "Plantationceno" de Anna Tsing, o "Chthuluceno" de Donna Haraway, entre outros. Trata-se da parte mais interessante e rica do ensaio, com muitos aspectos próprios para citações em pesquisas futuras.
Em "Monstros mostram: a fantasia de Frankenstein", Rüsche inicia a aproximação das questões ambientais com a fc propriamente dita, buscando detalhes da obra fundadora do gênero que possam ser vinculadas a conceitos antropocênicos, no qual teve de ser bastante criativa. 
"Um problema de cognição? A apatia e o capitalismo de vigilância" vai buscar vículos entre o Antropoceno e o capitalismo (reforçando a ideia de uma leitura marxista), cuja base mais evidente é a afirmação "é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo". Verdade. Isso leva a outra conclusão importante do ensaio, que identifica a absoluta inadequação da literatura realista em lidar com as questões climáticas. Logo, apenas a literatura especulativa – a ficção científica –, teria essa condição. E também é verdade. 
Em "Utopias e o paradoxo da quimera", "Ecocídio, devastação e resistência em Floresta é o nome do mundo" e "Distopias e colonialismo: a pedagogia da catástrofe" a pesquisadora finalmente mergulha na análise de obras de ficção científica (alguns diriam que nem tanto): Utopia, de Thomas More, Floresta é o nome do mundo, de Ursula K. Le Guin, e Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão – única obra de escritor brasileiro analisada.  
O trabalho é completado em "A petição pelo impossível", que conclui: "A literatura é um valioso campo de prova de nossas ideias mais delirantes, e precisamos justamente desse arroubos e delírios para nos devolver a capacidade de sonhar coletivamente." O que também é uma verdade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Filamentos

Filamentos
é um programa de leitura coletiva crítica com foco na ecologia que, desde 2022, atua através da internet em grupos de discussão, encontros virtuais e festivais, e já rendeu o livro Filamentos: Leituras ecológicas comentadas - Diário de campo, da escritora e pesquisadora Ana Rüsche, publicado em 2025 pela Editora Bandeirola. Rüsche também assina a curadoria do programa.
Diz o texto de apresentação: "Com encontros mensais, estruturados a partir da leitura de obras clássicas e contemporâneas de ficção e não ficção, são aprofundados temas nevrálgicos sobre a questão ecológica e a crise climática. Nos últimos quatro anos estivemos em contato com uma bibliografia atualíssima e impactante, discutindo textos teóricos e literários de forma concomitante, tudo para aguçar os sentidos, provocar estranhamentos, desfocar a obviedade do olhar para atingir mais longe e com mais clareza."
Filamentos mantém um programa de arrecadação permanente, através do qual os interessados podem se juntar ao grupo e ter acesso às discussões e aos eventos promovidos. O objetivo é "conseguir o apoio necessário para manter a pesquisa, a produção do pensamento independente e reflexivo. E ampliar ao máximo o alcance da discussão de tema tão urgente quanto o da crise climática". O projeto oferece descontos para professores das redes pública e privada.
Mais informações, bem como a programação do projeto para 2026, podem ser encontradas aqui.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Bandeirola para todos

A mulher e o estranho: Narrativas do insólito, antologia com contos de escritoras nacionais e internacionais, organizada e traduzida pelo pesquisador paraibano Braulio Tavares, e a coletânea Mistérios! Crimes de quarto fechado, com contos de mistério do escritor paulista Carlos Orsi, depois de uma bem sucedida campanha de financiamento direto, estão agora em pré-venda. 
A mulher e o estranho tem 144 páginas com textos de Emilia Freitas, Emilia Pardo Bazán, Kate Chopin, Katherine Mansfield, Madeline Yale Wynne, May Sinclair, Vernon Lee e Virginia Woolf, "escritoras geniais que deram voz às mulheres do final do século XIX ao início do século XX. Feministas, ativistas contra a guerra, essas autoras marcaram suas vidas com ousadias e ótimas histórias". 
Mistérios! tem 192 páginas e traz, com tradução é de Baulio Tavares, sete contos originalmente escritos em inglês, verdadeiros quebra-cabeças das histórias de crime, além de uma entrevista com Orsi.
Se você está entre os que não apoiaram a campanha, agora é a sua chance. Ambos os volumes estão disponíveis no saite da Editora Bandeirola, aqui. Trechos das obras podem ser lidos online gratuitamente.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Braulio Tavares e Carlos Orsi falam sobre literatura

 Carol Mancini entrevista Braulio Tavares: Utopia feminista em Emília Freitas:


L.F. Lunardello entrevista Carlos Orsi: Afinidades entre a ficção científica, o horror e histórias de quarto fechado:

Estes e outros vídeos interessantes podem ser vistos no canal da Editora Bandeirola, aqui

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Em campanha: A mulher e o estranho

Está aceitando apoios a campanha de financiamento direto para a antologia de contos A mulher e o estranho: Narrativas do insólito, que reúne textos de oito escritoras de diversas nacionalidades, entre o final do século XIX e meados da década de 1920. 
Diz o texto de apresentação: "A criteriosa seleção de Braulio Tavares — também prefaciador e tradutor — traz narrativas de grandes escritoras dos séculos XIX e início do XX, cujas temáticas principais giram em torno do medo, da angústia, o ostracismo, a utopia feminista e o desejo. Cada uma das histórias amplia o horizonte do ordinário para proporcionar a percepção do desconforto e do infamiliar".
São estes os textos presentes na antologia: "A rainha do ignoto" (excertos, 1899), de Emília Freitas; "A ressuscitada (1908), de Emilia Pardo Bazán;  "A tempestade" (1898), de Kate Chopin, "A mosca" (1922), de Katherine Mansfield; "O quarto menor" (1895), de Madeline Yale Wynne; "A descoberta do absoluto" (1923), de May Sinclair, "A boneca" (1927), de Vernon Lee e "A marca na parede" (1917), de Virginia Woolf.
A organização é do escritor e pesquisador paraibano Braulio Tavares, um estudidoso da ficção de gênero, que assina este que é o segundo volume da coleção Biblioteca Pessoal de Braulio Tavares, pela Editora Bandeirola, que já conta com o livro Crimes impossíveis, publicado em 2021.
A mulher e o estranho tem 144 páginas e pode ser apoiada aqui até o dia 9 de janeiro de 2026. 
Obs.: O título pode ser apoiado em conjunto com Mistérios! Crimes de "quarto fechado", de Carlos Orsi, comentado no post anterior, aqui.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Em campanha: Mistérios!, Carlos Orsi

Já está aceitando apoios a campanha de financiamento direto para publicação da coletânea de contos Mistérios! Crimes de "quarto fechado", do escritor paulista Carlos Orsi, que fará parte da coleção Curta da Editora Bandeirola. 
Autor vinculado a Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira, Orsi tem diversos livros publicados, como Medo, mistério e morte (1996, Didática Paulista), Nômade (2010, Ciranda das Letras) e Guerra justa (2010, Draco), entre outros, todos muito bem avaliado pelos leitores. Nos últimos anos, o autor tem se dedicado a divulgação científica, e ficou em evidência com o livro Que bobagem!, escrito em parceria com sua esposa, a médica infectologista Natalia Pasternak. 
Orsi também ensaiou uma interessante carreira na literatura de mistério, dos quais fazem parte os cinco textos reunidos nesta coletânea, originalmente publicadas em inglês nas revistas Ellery Queen Mystery Magazine (EUA); Mystery Magazine (Canadá) e na antologia britânica The MX Book of New Sherlock Holmes Stories.
Mistérios! tem 192 páginas, tradução de Braulio Tavares e pode ser apoiada aqui até o dia 9 de janeiro de 2026.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Resenha: Manual de sobrevivência na escrita

Manual de sobrevivência na escrita
, Ana Rüsche e George Amaral. 112 páginas. São Paulo: Bandeirola, 2024. 
Recebi há algumas semanas, da própria Editora Bandeirola, um exemplar de Manual de sobrevivência na escrita, de autoria dos escritores e pesquisadores Ana Rüsche (A telepatia são os outros, 2019) e George Amaral (Um estranho tão familiar, 2023), que me comprometi a ler e comentar. 
É um livro curioso. Não é um manual de escrita, pois não dá dicas de métodos e modelos narrativos, nem de modelagem de personagens e universos, e não dá exemplos para melhorar a criatividade nem históricos e definições de gêneros literários. Trata-se, isto sim, de um guia para escritores iniciantes que querem escrever de forma profissional mas não sabem como se organizar para isso. 
O trabalho está dividido em três partes principais: "Antes de colocar a mão na massa", "Mãos à obra" e "Terminei, e agora?", cada uma delas subdivididas em capítulos curtos que procuram dar ao leitor uma panorâmica ampla do processo da escrita, especialmente em relação à disposição do autor, ambiente de trabalho, rotinas e objetivos, e outros detalhes tão intuitivos que a maioria dos escritores nem chega a pensar a respeito.
O resultado é um compêndio de práticas para tornar o ato da escrita mais produtivo e eficiente, com conselhos do tipo: por que escrever, o que se pretende alcançar escrevendo, como montar uma rotina produtiva, o que comer e o que não comer antes e durante o trabalho, quais recursos técnicos, materiais e psicológicos utilizar, como não se deixar vencer pela preguiça etc. Alguns desses conselhos são especialmente úteis como, por exemplo, não beber enquanto se usa um notebook, e realizar backups constantes do material produzido, coisas que todo mundo sabe que deve fazer, mas não faz até se dar mal. E, mesmo depois, continua não fazendo.
Cada capítulo traz ainda depoimentos dos autores falando, de modo bastante intimista, sobre a forma como agem para seguir escrevendo mesmo em momentos de desânimo e pane criativa.  
Manual de sobrevivência na escrita tem 112 páginas, é uma publicação de 2024 e está disponível nos formatos digital e impresso.

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Os contos brasileiros do Apocalipse

Aluísio de Azevedo começou sua carreira na imprensa do Rio de Janeiro como caricaturista. Tendo que retornar a São Luís (MA) após a morte do seu pai, passou a dedicar-se com afinco à literatura, logo publicando O mulato, livro que causou controvérsias pelo modo como retrata a escravidão e a questão racial. Foi um dos primeiros escritores no Brasil a viver de seu trabalho literário, colhendo os dissabores desta decisão, como a dificuldade econômica constante. O conto “Demônio” poderia ser considerado o testamento literário de um escritor republicano e naturalista já que, depois de sua publicação, Aluísio Azevedo decidiu dedicar-se totalmente à carreira diplomática.


O conto de Joaquim Manuel de Macedo apresentado em Apocalipse, “O fim do mundo” (1857), é o primeiro exemplo de literatura de ficção científica tropical em língua portuguesa. O fim do mundo seria causado por um cometa cuja passagem mortal estava marcada para 13 de junho, dia em que Macedo começou a publicar essa história, em episódios, no Jornal do Comércio (RJ). 
Joaquim Manuel de Macedo alcançou formidável sucesso com seu romance de estreia, A moreninha (1844), considerado o primeiro romance urbano na literatura romântica brasileira.

Não deixe de apoiar a publicação de Apocalipse, aqui.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Alguns autores de Apocalipse

 

Para mais informações e apoios, viste a página da campanha, aqui.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Em campanha: Apocalipse

Enfim, estreou a campanha de financiamento coletivo para viabilizar a publicação da antologia Apocalipse: Ficção científica latino-americana (Apocalisse: Alle origini della fantascienza latinoamericana), organizada pelos pesquisadores Camilla Cattarulla e Giorgio de Marchis, ambos da Università degli Studi Roma Tre.
Diz o texto de apresentação: "Eles imaginaram o fim do mundo e, com isso, além de escreverem narrativas que abordam a catástrofe total, realizaram um feito ainda maior: deram os primeiros passos para a criação, na América Latina, do gênero mais criativo e contestador, a Ficção Científica."
A antologia, originalmente publicada em 2014 pela editora italiana Adelphi, reúne os contos "O fim do mundo" (1857), de Joaquim Manuel de Macedo (Brasil), "Demônios" (1898), de Aluísio Azevedo (Brasil), "A chuva de fogo" (1906), de Leopoldo Lugones (Argentina), "A última guerra (1906), de Amado Nervo (México) e "A lua vermelha" (1932), de Roberto Arlt (Argentina). 
A edição brasileira terá em torno de 260 páginas, tradução de Francesca Cricelli, Sérgio Karam e Fábio Bortolazzo Pinto e fará parte da coleção Clássicos Vintage da Editora Bandeirola.
Para mais informações e apoios, viste a página da campanha, aqui.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Parceria Bandeirola

No último dia 22 de julho, recebi uma resposta positiva da inscrição que fiz para parceria com a Editora Bandeirola, que dispõe de um catálogo interessante aos leitores de fc&f, com muitos livros já publicados, tais como Não Ficções e A espinha dorsal da memória, de Braulio Tavares, Quimeras do agora, de Ana Rüsche, Vestígios, de Sandra Abrano, O doutor negro, de Arthur Conan Doyle, Pavor dentro da noite, de João do Rio, e muitos outros. 
Agora compartilharei aqui as novidades da editora em primeira mão, inaugurando esta parceria com a divulgação de um novo livro que deve entrar em campanha de financiamento coletivo dentro de alguns dias: a antologia Apocalipse: Ficção Científica latino-americana, organizada pelos pesquisadores Camilla Cattarulla e Giorgio de Marchis, publicada originalmente na Itália em 2014 pela editora Adelphi, reunindo textos, de meados do século XIX às três primeiras décadas do século XX, dos escritores Joaquim Manuel de Macedo, Aluísio Azevedo, Leopoldo Lugones, Amado Nervo e Roberto Arlt, acompanhados de ensaios contextualizadores da ficção latinoamericana na história da ficção científica. 
O volume fará parte da coleção Clássicos Vintage, e tem tradução de Francesca Cricelli, Sérgio Karam e Fábio Bortolazzo Pinto. 
A campanha ainda não começou, mas já é possível marcar o projeto para que avise quando começar, acessando a pré-página, aqui, com direito a uma rápida desgustação. 
Que esta parceria frutifique para todos nós.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Lançamento: Não ficções e Um estranho tão familiar

Ainda dá tempo para apoiar o projeto da Editora Bandeirola no Catarse, que propõe a edição de dois livros de não ficção que discutem os aspectos, caminhos e valores da ficção científica. São eles, Não ficções, de Braulio Tavares, e Um estranho tão familiar, de George Amaral.
É importante dar uma olhada nesses títulos, primeiro porque são publicações raras com estudos importantes sobre o campo literário e suas especificidades no que se refere ao gênero da ficção científica – que muita gente boa diz que não é gênero, e eu concordo, mas essa é uma discussão para os dois autores desenvolverem.
Além disso, os autores são pessoas muito sérias com carreiras ligadas ao gênero. Braulio Tavares é jornalista, compositor, escritor e organizador com muitos títulos do gênero publicados, e George Amaral é um psicalista e escritor, mestre e doutorando no curso de Teoria literária e literatura comparada pela USP. 
Com prefácio do jornalista e escritor André Cáceres, Não ficções é composto de vinte e cinco ensaios de Tavares, que passam por Jorge Luis Borges, Malba Tahan, Guimarães Rosa, Ray Bradbury, Colin Wilson, Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos, Tim Powers, Jerônymo Monteiro e Emilia Freitas, entre outros. 
Um estranho tão familiar  analiza a história do estranhamento na literatura, do século XIX até a contemporaneidade, tratando o gênero a partir da filosofia, psicologia, psiquiatria e semiótica. O acadêmico Alexander Meirelles da Silva assina o seu prefácio.
Os volumes dão início a uma coleção, que promete para o futuro títulos de Roberto de Sousa Causo, Elizabeth 'Libby' Ginway e Bruno Matangrano. 
Mais informações estão disponíveis na página do projeto, através da qual é possível conferir as alternativas de apoio propostas e suas respectivas recompensas.