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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

II Prêmio Aberst

Este pode até não ser o melhor momento da ficção fantástica no Brasil, mas é certo que nunca tivemos tantos prêmios sendo promovidos simultaneamente no fandom. Além do Argos, do LeBlanc e do Odisseia (que estreou em 2019), temos também o Aberst que realiza sua segunda edição em 2019.
Fundada em 2017, a Aberst – Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror – instituiu o seu prêmio corporativo em 2018, quando foram homenageados as seguintes obras e autores: Romance policial:  O casamento, de Victor Bonini;  Faro Editorial; Romance de horror: Bile negra, de Oscar Nestarez, edição do autor; Novela de horror: O capeta-caolho contra a besta-fera, de Everaldo Rodrigues, edição do autor; Conto policial: "Os crimes das dez pras duas", de Duda Falcão, in Narrativas do medo 2, Copabook, selo Neblina Negra; Projeto Gráfico: O casamento, de Victor Bonini; Conjunto da Obra: Rubens Francisco Lucchetti.
Em 2019, serão seis as categorias apuradas:  Melhor conto/noveleta/novela policial ou de suspense; Melhor conto/noveleta/novela de terror ou horror; Melhor romance policial ou de suspense; Melhor romance de terror ou horror; Melhor projeto gráfico numa obra de terror, horror, suspense ou policial; Melhor autor/autora revelação de terror/horror/suspense/policial; e Prêmio pelo conjunto da obra. Concorrem obras inscritas e publicadas pela primeira vez entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019.
A Aberst promete para o próximo dia 13 de setembro, em suas redes sociais, o anúncio dos finalistas da edição 2019, mas os vencedores serão revelados somente em 19 de outubro, na cerimônia de premiação durante a HorroExpo, em São Paulo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Jack Vance (1916-2013)

O escritor norte-americano Jack Vance foi outro gigante da ficção fantástica que nos deixou neste ano, mais exatamente no dia 26 de maio. Desde então, estou devendo aqui a sua biografia. Vou agora pagar essa dívida.
John Holbrook Vance nasceu em 28 de agosto de 1916, em São Francisco, no estado da Califórnia, mas logo mudou-se com sua mãe e irmãos para a fazenda de seus avós, próxima a Oakley, depois que seus pais se separaram. Com a morte dos avós, Vance teve que deixar os estudos para trabalhar e ajudar nas despesas da casa. Mais tarde, estudou engenharia, física e jornalismo na Universidade da Califórnia, quando escreveu sua primeira história de ficção científica para um trabalho no curso de Inglês, e recebeu do professor a sua primeira crítica preconceituosa.
Vance trabalhou como eletricista em Pearl Harbour e deixou o emprego pouco antes do ataque japonês. Não foi aceito nas forças armadas devido a problemas na visão, mas tornou-se marinheiro mercante, profissão da qual herdou o gosto pela navegação marítima, que praticou por toda a vida. Vance também era músico de jazz, tocava banjo, trompete, gaita e muitos outros instrumentos. Tanto a música quanto o mar foram temas constantes em suas histórias.
Vance era amigo pessoal de Frank Herbert e Poul Anderson, a ponto de terem juntos construído um barco, com o qual navegavam nos rios e lagos da região onde moravam. Um pouco por influência desses importantes autores de fc foi que Vance passou a também escrever e publicar no gênero. Sua primeira história foi "The world-thinker", publicada em 1945 na revista Thrilling Wonder Stories, mas ele também escreveu histórias de mistério e fantasia, inclusive três livros sob o famigerado pseudônimo coletivo Ellery Queen. Vance era membro da Swordsmen and Sorcerers' Guild, comunidade de escritores comandada por Lyn Carter, dedicada a promover o gênero Espada & Feitiçaria.
Seus maiores sucessos foram as séries de fantasia The dying Earth, e de ficção científica The demon princes. Foi premiado pelos romances The dragon masters (1963; Hugo) e The last castle (1967; Hugo e Nebula). Também ganhou um Edgar (o Nebula do mistério) por The man in the cage (1961), bem como dois World Fantasy, um em 1963, por Lyonesse: Madouc, e outro, em 1984, pelo conjunto da obra. Entrou para o Science Fiction Hall of Fame em 2001 e ainda ganhou mais um Hugo, em 2010, por sua autobiografia This is me, Jack Vance!
Muitos de seus livros foram publicados no Brasil, entre eles o premiado The dragon masters (O planeta dos dragões). Também foram traduzidos três dos cinco títulos da série The demon princes: Star king (The star king), A máquina de matar (The killing machine) e O palácio do amor (The palace of love). Da série The dying Earth foi editado apenas um, A agonia da Terra (The dying Earth); e da série Alastor foi traduzido apenas o segundo volume, Marune: Alastor 933 (Marune: Alastor 933). E ainda, os romances independentes O planeta duplo (Maske: Tahery) e o divertidíssimo Ópera interplanetária (Space opera), bem como uns poucos contos em antologias. Outros títulos também podem ser encontrados em edições portuguesas.
Cego desde 1980, Vance não parou de escrever, sendo seus últimos trabalhos o romance de ficção cientifica Lurulu, publicado em 2004, e a já citada autobiografia, publicada em 2009.
Vance morreu de causas naturais em sua residência, em Oakland, no dia 26 de maio de 2013, aos 96 anos.

sábado, 18 de agosto de 2012

Crônicas do cárcere

No início do século, a editora Escala lançou nas bancas uma ótima coleção de revistas em quadrinhos, em formatinho, chamada Grafic Talents. Cada número apresentava um personagem diferente, criado por um artista brasileiro. Entre histórias de humor, ação e aventura, uma delas se destacou: Carcereiros, criação de Nestablo Ramos Neto e Eduardo Miranda, publicada em 2002 no número 14 da coleção.
Assim comentei a edição no Hiperespaço Notícias & Opinião, nº51, setembro 2002: "Carcereiros é a melhor hq publicada na coleção toda. Tanto o roteiro como os desenhos de Nestablo Ramos Neto são bem feitos, as cores de Eduardo Miranda são simples e eficientes, sem os exageros que parecem maravilhar os amantes dos quadrinhos americanos de super-heróis. Talvez seja porque Carcereiros não é uma aventura de super-heróis, mas uma história de mistério, suspense e horror, na linha de Arquivo X e Millenium, sobre uma sociedade secreta de vigilantes que têm a habilidade de localizar e enfrentar demônios disfarçados entre os humanos."
Pois o trabalho volta agora no álbum Carcereiros: Crônicas do Cárcere, com a história original remodelada e acrescida de duas aventuras inéditas, com prefácio do escritor e roteirista Gian Danton e pinups de Humberto Yashima, Eduardo Schloesser e James Figueiredo, além da ilustração da capa original de 2002.
Carcereiros: Crônicas do Cárcere tem 88 páginas, é uma publicação da Editora HQM e custa R$29,90.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conrad retoma o quadrinho nacional

Nos últimos dias, tomei conhecimento da reinvestida de Editora Conrad no quadrinho brasileiro, com dois lançamentos de vulto.
O primeiro é a antologia gráfica Guerra: 1939-1945, do paulista Julius Ckvalheiyro, artista que esteve envolvido com a extinta revista Age HQ, nos anos 1990, que publicava quadrinhos de fantasia e FC. Amadurecido, Ckvalheiyro abandonou a FC&F e embarcou em outro gênero igualmente deficitário no Brasil, o das histórias de guerra. O álbum de 136 páginas conta seis histórias independentes passadas durante os combates da Segunda Grande Guerra, com desenhos realistas como devem ser os épicos históricos. Lembra um pouco a série War, do britânico Garth Ennis, traduzida no Brasil no início do século 21 pela editora Opera Graphica. O preço do volume é compatível com o formato de luxo: R$ 29,90.
Outro lançamento, ou melhor seria dizer relançamento, é a publicação em formato de luxo da clássica HQ Garra Cinzenta, de Francisco Armond e Renato Silva, publicada em 1937 no jornal paulistano A Gazeta. O trabalho foi seguidamente rememorado e valorizado pelos fanzines, como um dos primeiros exemplos de quadrinhos de super-heróis brasileiros, embora o Garra Cinzenta seja de fato um supervilão. A edição da Conrad resgata, assim, um dos momentos históricos das HQs brasileiras, numa edição de 128 páginas que deve agradar aos colecionadores, uma vez que seu preço de capa é pouco palatável ao bolso do leitor comum: nada menos que R$39,90.