Mostrando postagens com marcador editora Draco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador editora Draco. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de novembro de 2015

Quadrinhos para ler no fim do mundo

O selo de quadrinhos da Editora Draco pisa fundo no acelerador e anuncia diversos novos títulos em sua coleção, todos lançados há poucos dias durante o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte-FIQ.
O Rei Amarelo em quadrinhos é uma coletânea de histórias curtas de horror inspiradas no livro homônimo de Robert W. Chambers. O álbum tem 164 páginas com trabalhos de Pedro Pedrada, Lucas Chewie, Tiago P. Zanetic, Victor Freundt, Raphael Salimena, Rafael Levi, Samuel Bono, Tiago Rech, Marcos Caldas, Airton Marinho, Maurício R. B. Camps, Perícles Ianuch, Erik Avilez e André Freitas. A organização é de Raphael Fernandes.
Cortabundas: O maníaco do José Walter, de Talles Rodrigues, é um documentário de 156 páginas que através da busca por um criminoso lendário, faz um panorama sobre o bairro de José Walter, em Fortaleza, na década de 1980.
Quack, Volume 1 reúne em 96 páginas as histórias vistas no saite da Dracomics, mais algumas inéditas, com a atrapalhada dupla Baltazar e Colombo, criação de Kaji Pato.
Valkiria: Fonte da juventude, de Alex Mir e Alex Genaro, é um álbum de 68 páginas que retoma as narrativas de ação e aventura protagonizadas por mulheres selvagens, muito populares nos anos 1940 e 1950. A personagem, que já apareceu em outras publicações da editora, tem suas histórias exibidas no saite Petisco.
Argos: Um fim do mundo muito louco, de Leo Martinelli e Raphael Salimena, é uma revista de 20 páginas em cores com uma movimentada aventura de fantasia inspirada nos jogos de RPG e videogames, na qual poderosos guerreiros buscam por um artefato místico que pode salvar a vida de seu rei.
Starmind: O professor de química do mal, de Ryot e Toppera, é uma revista de 24 páginas que apresenta o super-herói Starmind, cujo método pedagógico favorito é enfiar porrada em todo e em todos.
Cabra D’água: Terra sitiada, de Airton Marinho e Ronaldo Mendes, é mais uma revista de super-herói, na qual o manipulador de água Cristiano Valente, o Cabra d´Água, usa seus poderes para ajudar o povo do sertão nordestino.
Neste momento de dificuldades por qual passa o país, a Draco demonstra coragem ao aproveita a oportunidade para se posicionar melhor no restrito mescado de quadrinhos autorais. Torçamos pelo seu sucesso.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Steampunk ladies

Steampunk ladies: Vingança a vapor, de Zé Wellington & Di Amorim, é um faroeste de ficção científica que conta como duas mulheres oprimidas movem uma ação de vingança contra um bando ciborgues foras-da-lei que dominam a sociedade.
Diz o texto de divulgação: "Como saquear uma locomotiva blindada considerada indestrutível? O que um dos maiores inventores do país tem a ver com isso? Tudo é parte do plano diabólico para o maior roubo de trem da história, orquestrado por Lady Delillah. Mas em seu caminho estão Sue e Rabiosa, mulheres que têm em comum destinos trágicos pela mão da criminosa. Para elas, mais difícil do que evitar este assalto é provar que duas damas podem ser as protagonistas de sua própria história no ambiente hostil do velho oeste."
Steampunk ladies é um lançamento da Editora Draco, tem 72 páginas coloridas e está em pré-venda aqui.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Apagão

Finalmente, depois de uma espera de quase dois anos, está pronta a edição de Apagão: Cidade sem lei/luz, novela gráfica de ficção científica e horror criada pelo roteirista paulistano Raphael Fernandes, ilustrada perlo cartunista mineiro Camaleão e publicada pela Editora Draco, de São Paulo.
O projeto foi financiado através do sistema crowdfunding do Catarse, em que os interessados na sua viabilização contribuem antecipadamente em troca de reciprocidades oferecidas pelo produtor. Apagão arrecadou R$21 mil, quase o dobro do orçamento mínimo, mesmo assim, Fernandes afirma que a produção estourou o orçamento.
Diz o texto de divulgação: "Depois de um blecaute que parece não ter fim, as ruas de São Paulo viram um verdadeiro campo de batalha onde gangues de arruaceiros se enfrentam por território e recursos. Nessa cidade dominada pela lei do mais forte, o mestre de capoeira Apoema e seus Macacos Urbanos buscam reconstruir a sociedade e oferecer resistência à loucura que domina as ruínas da megalópole."
Há alguns meses, o autor distribuiu um arquivo pdf com o episódio bônus Apagão Extra: Ligação direta, também disponível em versão impressa.
O álbum terá dois lançamentos em São Paulo: dia 25 de abril, às 16h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Alameda Santos, 2152, loja 122); e dia 2 de maio, às 15h, na Comix Book Shop, (Alameda Jaú, 1998).
Apagão: Cidade sem lei/luz tem 96 páginas coloridas, capa cartonada e preço de R$39,90. A versão digital será vendida por R$ 19,90.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Três dragões

Pelos préstimos da escritora Ana Lúcia Merege (O castelo das águias), recebi um pacote de livros publicados em 2013 pela editora Draco, especializada em ficção fantástica. Enquanto não os leio, para resenhas mais detalhadas, divulgo aqui o material de excelente apresentação gráfica, como é hábito nas publicações dessa editora paulista.
Excalibur: Histórias de reis, magos e távolas redondas é uma antologia de contos de fantasia organizada pela própria Ana Lúcia, dedicada a homenagear os cavaleiros da mítica Távola Redonda do Rei Arthur, incluindo, é claro, o mago Merlin. O volume reúne contos de Roberto de Sousa Causo, Liège Báccaro Toledo, Luiz Felipe Vasques e Daniel Bezerra, André S. Silva, Pedro Viana, A. Z. Cordenonsi, Ana Cristina Rodrigues, Marcelo Abreu, Melissa de Sá, Octavio Aragão e Cirilo S. Lemos, além da própria organizadora, que navegam da fantasia heróica ao dieselpunk sem nenhum preconceito.
Solarpunk: Histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável é outra antologia, esta de ficção científica, que completa a série iniciada com os volumes Vaporpunk (2010) e Dieselpunk (2011). Desta vez, as histórias exploram o impacto da tecnologia limpa e sustentável na sociedade humana. Os autores selecionados são Carlos Orsi, Telmo Marçal, Romeu Martins, Antonio Luiz M. C. Costa, Gabriel Cantareira, Daniel I. Dutra, André S. Silva e Roberta Spindler. O organizador, Gerson Lodi-Ribeiro também participa com um texto no volume.
O terceiro livro do pacote é o romance de horror Deuses esquecidos, de Eduardo Kasse, segundo volume da série Tempos de sangue, iniciada com O andarilho das sombras, lançado em 2012, com a história de um homem que, para salvar a vida de quem amava, se tornou um demônio em busca de sangue.
Sobre Deuses esquecidos, diz o texto de divulgação: "Em uma Itália governada pela incontestável Igreja Católica, com seus dogmas e imposições, Alessio se vê em um grande dilema: depois de ser transformado em um bebedor de sangue, ainda teria chance de obter a Salvação? Enquanto segue em busca de respostas, deixando à própria sorte a mulher e o filho, percorre caminhos tortuosos pela Europa medieval contando com a ajuda de um monge glutão e preguiçoso que também precisa expiar os seus próprios pecados."
Todos os volumes estão disponíveis em edições em papel e digital, para leitura em dispositivos móveis.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Imaginários em quadrinhos

Já está disponível a aguardada publicação da Editora Draco que, há meses, vinha anunciando o lançamento de sua primeira edição de quadrinhos. Imaginários em Quadrinhos é uma antologia de quadrinhos que, da mesma forma que o catálogo literário da editora, reúne trabalhos de terror, fantasia e ficção científica de autores brasileiros.
Organizado por Raphael Fernandes, este primeiro volume oferece seis histórias, assinadas por Raphael Salimena, Jaum, Dalton Dalts, Zé Wellington, Marcus Rosado, Camaleão, Alex Mir e Alex Genaro.
Imaginários em Quadrinhos tem 128 páginas, custa R$29,90 e é recomendada para o público adulto.

sábado, 25 de agosto de 2012

Space opera 2: a missão

Em 2011 a editora Draco apresentou a antologia de contos e novelas de ficção científica Space opera: Odisseias fantásticas além da fronteira final, organizada por Hugo Vera e Larissa Caruso, com contos e noveletas que buscavam recriar na moderna ficção científica brasileira as clássicas aventuras no espaço sideral que andavam meio esquecidas depois de uma exploração intensiva no período pulp do gênero.
O livro parece ter sido suficientemente bem recebido pois, poucos meses depois, gerou um segundo volume, o recém publicado Space opera: Jornadas inimagináveis em uma galáxia não muito distante, pelos mesmos organizadores e editora.
Apresentada durante a 22ª Bienal do Livro de São Paulo, a antologia reúne, em suas 384 páginas, textos inéditos de Carlos Orsi, Fábio Fernandes, Lidia Zuin, Roberto de Sousa Causo, Marcelo Augusto Galvão, Octavio Aragão e Tibor Moricz, além dos próprios organizadores.
O livro terá lançamento exclusivo no próximo dia 1 de setembro, a partir das 15hs, na livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509, em São Paulo, com a realização de uma mesa redonda com os autores.
Mais informações sobre o livro no saite da Editora Draco, aqui.

quinta-feira, 22 de março de 2012

E-Draco

Outra editora que entrou com tudo no mercado de livros virtuais é a Draco, que inaugurou recentemente um respeitável catálogo com mais de trinta títulos, a maior parte deles exclusivos do formato. Os textos, em português, estão disponíveis no formato universal Epub e para o console Kindle, da Amazon.
Além dos romances e antologias do catálogo real da editora, está disponível a exclusiva coleção Contos do Dragão, que oferece minilivros com um conto inédito em cada volume. São eles: A torre das almas, Eduardo Spohr; Fritei minha dignidade no bacon, Alliah; Dies Irae, Lidia Zuin; As noivas rancas, Rober Pinheiro; O incrível congresso de astrobiologia, Cris Lasaitis; O primmeiro contacto, Fábio Fernandes; Maria e a fada, Ana Cristina Rodrigues; A encruzilhada, Ana Lúcia Merege; O turista, Erick Santos Cardoso; O cheiro do suor, Eric Novello; Por um punhado de almas, Cirilo S. Lemos; Brazil reloaded, Antonio Luiz M. C. Costa; Bonifrate, Douglas MCT; A coleira do amor, Gerson Lodi-Ribeiro; O cão, Leonel Caldela; Bons inimigos, Claudio Brites; Névoa e sangue, Nazarethe Fonseca; Eu, a sogra, Giulia Moon; Dividindo Mel, Iris Figueiredo; Vida e morte do último astro pornô da Terra, Marcelo A. Galvão; A sombra no Sol, Eric Novello; e Seolferwulf, José Roberto Vieira. Um detalhe que pode confundir o leitor desatento é o design das capas, que lembra muito a coleção Companhia de Bolso da Companhia das Letras.
A catálogo completo das publicações virtuais da Draco está na Amazon com preços que variam de U$0,99 a U$7.99, mas os livros podem ser também adquiridos nas livrarias brasileiras Gato Sabido, Saraiva e Cultura, com preços em Reais.
Mais informações podem ser obtidas no blogue da Editora Draco.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Intempol recarregado

Depois de um longo tempo ausente, o universo compartilhado Intempol, criado pelo escritor carioca Octávio Aragão, vai ganhar sua segunda edição em quadrinhos. Trata-se do álbum Para tudo se acabar na quarta-feira, ilustrado pelo capixaba Manoel Ricardo baseado numa história de Aragão vista em 2007 na antologia lusobrasileira Por universos nunca dantes navegados, organizada por Luiz Filipe Silva e Jorge Candeias, com edição dos autores. A história trata das confusões ucrônicas dos agentes da Intempol, desta vez envolvidos com traficantes do Rio de Janeiro durante os desfiles de Carnaval.
O álbum de 64 páginas em preto e branco inaugurará o selo Dracomics da Editora Draco, que tem se especializado em livros de ficção científica. A editora anuncia que liberará inicialmente a versão digital, em novembro; a versão impressa será distribuída em dezembro. Trará ainda uma introdução assinada pelo escritor americano Philip Ellis Jackson, autor da trilogia Timeshift.
O primeiro álbum em quadrinhos da Intempol foi The long yesterday, publicado em 2005 pela Editora Comic Store. A antologia original de contos, publicada em 2000 pela Editora Ano Luz, encontra-se esgotada. Há algum rumor, sem confirmação, sobre sua republicação, bem como a respeito de uma segunda antologia de contos inéditos. Um bom desempenho deste novo álbum pode ser valioso para a retomada da franquia.

terça-feira, 29 de março de 2011

Resenha: O peregrino


Um homem sem memória desperta no interior de uma caverna de um deserto desconhecido. Ao seu lado, uma pistola Colt do século XIX. Com um tiro certeiro dela, o homem esfarrapado e sedento mata o primeiro cavaleiro que vê a distância, para dele roubar as roupas, as botas e, principalmente, o cavalo.
Sonhos enigmáticos povoam a mente do pistoleiro, reconstruindo aos poucos as memórias perdidas, nos quais ele se vê ora como prisioneiro dos índios, ora como um rico investidor de uma ferrovia.
Depois de uma breve refrega num posto comercial a beira do deserto, John Doe, um jovem de 12 anos, passa a seguir o desconhecido, num misto de admiração, medo e ódio. A cada parada, tiros e mortes. E a cada partida, um crescente contingente de seguidores, esperançosos das mudanças que a jornada do peregrino anuncia.
Esta é a história de O peregrino: Em busca das crianças perdidas, novela inédita escrita pelo paulistano Tibor Moricz, autor de Síndrome de Cérbero (2007) e Fome (2008).
Imediatamente salta aos olhos a identificação com a saga de A Torre Negra, de Stephen King, que parece ter realmente inspirado o autor. Mas os objetivos de Moricz são mais modestos que os do escritor americano. Contudo, o formato de jornada também está presente, uma espécie de road novel, típico do gênero. O peregrino ainda reporta ao longa metragem O estranho sem nome (High plains drifter, 1973), o faroeste mais lynchiano da filmografia de Clint Eastwood.
Ainda que não seja intencional, O peregrino dialoga de várias formas com outro romance de faroeste da FC&F brasileira recente: Areia nos dentes, de Antônio Xerxenesky, publicado em 2008 pela Não Editora, e republicado em 2010 pela Editora Rocco. Porém, enquanto os zumbis de Xerxenesky voltam-se para os leitores de horror, os ciborgues de Moricz escolhem especificamente os fãs de ficção científica.
O mundo enlouquecido de O peregrino apresenta apenas três cidades: Downtown, o vilarejo decadente dos explorados, Middletown, a cidade da tecnologia e da escravidão operária, e Uptown, que parece ser a fonte de toda a opressão. A primeira parte da história é centrada em Downtown, e a narrativa predominante é de faroeste clássico. Depois, em Middletown, assume aspecto steampunk, em um cenário cosmopolita com muita atividade industrial e máquinas a vapor.
Coisas estranhas como as balas do Colt que nunca se acabam, homens e animais ciborgues e uma montanha consciente que caminha pelo deserto, tornam aceitável a dieta minimalista do pistoleiro, que só ingere bourbon e adora tomar banho.
Apesar de um ambiente de faroeste convencional, com saloons, índios, xerifes e tiroteios, Tibor não fez uma história previsível. O desfecho surpreende, com a narrativa deslocando-se para um plano onírico em que as leis naturais deixam de se aplicar e tudo pode acontecer. A estrutura técnica do trabalho é muito boa, mais acessível que o escatológico Fome, romance anterior de Moricz.
O peregrino é um bom entretenimento com um leve toque existencial, mas seu maior mérito é deixar várias interpretações abertas ao leitor. E isso é muito mais do que a maioria da ficção fantástica brasileira tem oferecido.
O peregrino: Em busca das crianças perdidas, Tibor Moricz. Editora Draco, 2011. 196 páginas. OBS.: Esta resenha é fruto de um pedido pessoal de Tibor Moricz que, para esse fim, cedeu-me uma cópia identificada do arquivo de pré-impressão da Editora Draco, a publicadora do livro.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mais livros no prelo

Embora a editora Bookess esteja dominando o espaço editorial em matéria quantidade de lançamentos nacionais de FC&F, as demais editoras também não esmorecem na construção de seus próprios catálogos.
A Editora Draco divulgou recentemente as capas de mais dois de seus livros em preparação, que devem ser publicados ainda no primeiros semestre de 2011.
O primeiro deles é a antologia Space opera: Odisseias fantásticas além da fronteira final, organizada por Hugo Vera e Larissa Caruso. Tal como outras iniciativas recentes, a antologia aproveita o revival que esse subgênero da ficção científica recebeu recentemente no mercado anglo-americano, a chamada de New Space Opera. Além dos próprios organizadores, participam da antologia Jorge Calife, Flávio Medeiros, Clinton Davisson, Maria Helena Bandeira, Letícia Velásquez, Marcelo Jacinto Ribeiro e Gerson Lodi-Ribeiro.
Lodi-Ribeiro também é autor do outro lançamento anunciado pela Draco, o romance inédito A guardiã da memória. A editora não divulgou a sua sinopse.
Os dois títulos vêm somar-se ao já interessante catálogo da editora, que anteriormente anunciou também para 2011, os romances O peregrino: Em busca das crianças perdidas, de Tibor Moricz, O Baronato de Shoah: A canção do silêncio, de José Roberto Vieira, e Crônicas de Atlântida: O tabuleiro dos deuses, de Antonio Luiz M. C. Costa, comentados aqui.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lançamentos da Draco

A paulista Editora Draco divulgou ontem as imagens das capas de seus próximos lançamentos em FC&F nacional.

O peregrino: Em busca das crianças perdidas, romance de Tibor Moricz, autor de Fome e Sindrome de Cérbero, é uma fantasia híbrida de FC e faroeste, mais ou menos como A torre negra, de Stephen King, pelo menos a capa remete imediatamente a essa famosa série.
Faroestes são coisas raras entre os autores brasileiros mas, em 2008, Antonio Xerxenesky antecipou o tema com Areia nos dentes (Não Editora), uma novela de horror com zumbis. O livro parece ter conseguido uma boa vendagem, pois em 2010 foi republicado pela poderosa editora Record. Uma boa perspectiva para Moricz.

O Baronato de Shoah: A canção do silêncio, romance de estreia de José Roberto Vieira, é um título que já vem sendo divulgado há algum tempo. A sinopse, disponível do blogue da obra, conta um enredo algo similar ao do longa metragem Gladiador (2000, Ridley Scott), refilmagem do clássico A queda do Império Romano (1964, Anthony Mann), porém num contexto de fantasia steampunk.

Crônicas de Atlântida: O tabuleiro dos deuses é o primeiro romance do jornalista Antonio Luiz M. C. Costa (autor da coletânea Eclipse ao pôr do Sol e outros contos fantásticos, também pela Draco). Livro robusto, de mais de 450 páginas, conta a história de um triâgulo amoroso entre jovens magos da então exuberante Atlântida. O tema da Atlântida é recorrente na fantasia brasileira, como por exemplo o curioso Incidente no Caribe (2005, da autora), de Denise Reis.
A ilustração da capa sugere que o autor faz um vínculo cultural de sua Atlântida com a cultura asteca, o que acrescenta interesse ao romance.
Agora é só esperar o anúncio dos lançamentos; enquanto isso, vá reunindo capital, que 2011 promete.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Selva Brasil


A editora Draco anunciou o breve lançamento da novela Selva Brasil, do escritor paulista Roberto de Sousa Causo. O livro segue a temática de dramas militares na Amazônia, que caracterizam parte da obra desse autor, como em Terra verde (2000, Cone Sul) e O par (2008, Humanitas).
Desta vez, a narrativa se dá numa linha histórica variante, na qual o Brasil, durante o governo de Jânio Quadros, ousou invadir as Guianas. O revide de uma coalizão entre França, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos empurraram as forças brasileiras de volta e ocupam uma parte da Amazônia. Desde então, uma guerra é travada nas florestas do norte do país, mudando completamente os rumos da história na América Latina.
Diz o relise da editora:
"Selva Brasil acompanha um grupo de soldados que – ao seguir para um ponto anônimo do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, onde devem substituir uma outra unidade do Exército Brasileiro – se depara com desertores e com um plano secreto para romper as regras de engajamento que limitam o conflito na região. Ao mesmo tempo, esses homens são confrontados com um estranho experimento militar que, indo além dos parâmetros do seu projeto, pode ter aberto um portal entre essa realidade paralela e a nossa".
Ou seja, a novela não é apenas um exercício de história alternativa, mas também mergulha no ficção científica, introduzindo o contato entre as realidades, mais ou menos como no romance seminal de Phlip K. Dick, O homem do castelo alto.
Roberto de Sousa Causo é autor, entre outros, de Anjo de dor (2009), A corrida do rinoceronte (2006), A sombra dos homens (2004), todos publicados pela Devir. Selva Brasil, seu primeiro livro pela Draco, terá 112 páginas e preço de capa de R$26,90.
A editora disponibilizou um wallpaper com a inspiradora imagem da capa do livro, aqui.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Xochiquetzal

Está divulgado, no site da editora Draco, Xochiquetzal, uma princesa asteca entre os incas, primeiro romance do veterano contista carioca Gerson Lodi-Ribeiro, um dos sobreviventes dos grupos de autores-fãs iniciados nas artes literárias no boletim do extinto CFCA – Clube de Ficção Científica Antares, de Porto Alegre, no início dos anos 1980. Então, Lodi-Ribeiro investia na ficção científica de cunho tecnológico mas, com o passar dos anos, migrou cada vez mais para os exercícios de história alternativa, no qual se especializou e é hoje o autor mais bem preparado para escrever esse tipo de histórias no país.
Sua obra prima, a noveleta "A ética da traição", publicada ainda no século passado, está entre os melhores trabalhos da ficção fantástica brasileira. Ela abriu uma nova frente na ficção brasileira e na obra do autor, que passou a usar cada vez mais os conhecimentos de náutica militar que domina muito bem. Nesse modelo, Lodi-Ribeiro tem realizado seus melhores trabalhos recentes, boa parte deles ambientados entre os séculos XVI e XIX, com grandes caravelas na imensidão do mar violento e desconhecido - imagem também usada por dez entre dez ensaistas de ficção científica para ilustrar o maravilhamento da aventura espacial.
Xochiquetzal é princesa de uma nação asteca que, no ambiente construído para o romance, não foi exterminada pelos invasores espanhóis. Ela narra, em forma de diário, suas experiências na companhia do marido, o navegante e conquistador Vasco da Gama, que roda o mundo a serviço de um poderoso império português.
O mundo de Xochiquetzal apareceu pela primeira vez em 1998, num conto da antologia Outras Copas, Outros Mundos, publicada pela Editora Ano-Luz – da qual o autor era então participante societário – e voltou a comparecer em outras antologias brasileiras e estrangeiras. O texto é reunião de parte desse material, revisto a ampliado, de forma que resulta num romance.
Apesar de toda a fantasia que define a história de Xochiquetzal, a mais pitoresca está fora do livro. Durante muitos anos, a comunidade de leitores e fãs de FC&F brasileira e estrangeira acreditou que as história da princesa asteca eram escritas pela autora carioca Carla Cristina Pereira, festejada pela comunidade brasileira desde quando se tornou "a primeira brasileira" indicada ao Sidewise, prêmio norteamericano exclusivo para trabalhos de história alternativa. Mesmo os editores da Ano-Luz, sócios de Lodi-Ribeiro, acreditavam que Carla Cristina Pereira existisse de fato. Até o lançamento deste romance, o autor nunca havia assumido que Carla Cristina era um de seus heteronômios (o autor assinou outros trabalhos com pseudônimos, embora não tenha feito o mesmo segredo).
Com uma década de mistério finalmente revelada, alguns estudos sobre FC brasileira publicada durante o período terão de ser revistos, já que essa grande representante feminina da ficção científica nacional era, de fato, um homem.
Não chegou a surpreender, entretanto. Há anos sabia-se que Carla Cristina Pereira era uma personalidade fictícia, já que ela não mostrava qualquer existência para além dos escritos a ela creditados. Além disso, Lodi-Ribeiro era o único que dizia conhecê-la pessoalmente e, para olhos atentos, não era difícil perceber que o estilo narrativo de Carla Cristina Pereira, bem como suas virtudes e vícios literários, eram idênticos aos de Lodi-Ribeiro.
Superada a fase de segredos, Gerson Lodi-Ribeiro pode afinal usufruir do reconhecimento que Carla Cristina Pereira conquistou em seu lugar. Mas a ficção científica brasileira fica, no todo, um pouco decepcionada por perder uma de suas mais expressivas escritoras. Ainda que fosse um segredo de polichinelo, foi bom enquanto durou.
Lodi-Ribeiro declarou, em recente entrevista ao site Cranik, que o romance deve ser colocado à venda ainda em 2009, mas o lançamento oficial deve acontecer somente em março de 2010.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lançamentos à vista


Dia 28 de novembro abrigará o lançamento de nada menos que 3 antologias de ficção fantástica na capital paulista.
Entre 15 e 18 horas, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509) será apresentada Contos imediatos, antologia de ficção científica organizada por Roberto de Sousa Causo para a editora Terracota, com um time de peso: Luiz Brás, Ataíde Tartari, Sidemar V. de Castro, Ademir Pascale, Miguel Carqueija, Tatiana Alves, João Batista Melo, Chico Pascoal, André Carneiro, Jorge Luiz Calife, Mustafá Ali Kanso e Tibor Moricz.
Praticamente no mesmo horário, na Livraria Cultura do Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902), rola o lançamento dos dois primeiros volumes da coleçao de antologias Imaginários, publicada pela editora Draco.
A coleção não pretende tematizar seus volumes, que misturam FC, fantasia e horror sem cerimônia. O volume 1 traz textos de Gerson Lodi-Ribeiro, Giulia Moon, Jorge Luiz Calife, Ana Lúcia Merege, Carlos Orsi, Flávio Medeiros, Roberto de Sousa Causo, Osíris Reis, Martha Argel, Davi M. Gonzales e Richard Diegues.
O volume 2 dá espaço aos autores portugueses João Barreiros, Jorge Candeias, Sacha Ramos e Luis Filipe Silva, ao lado dos brasileiros Alexandre Heredia e André Carneiro. Ambos os volumes foram organizados por Tibor Moricz, Saint-Clair Stockler e Eric Novello.