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terça-feira, 28 de julho de 2026

Lançamento: Repetição, Alexey Dodsworth

"Em 2030, uma startup revolucionou o mercado com um serviço irresistível: trazer os mortos de volta através de dados, pegadas digitais e algoritmos. Após perder seu irmão gêmeo em um violento conflito político, Gael vê sua mãe mergulhar no conforto de um 'repetidor' virtual ― um clone digital moldado por mensagens e áudios do filho falecido. Inicialmente chocado com a mercantilização do luto, o jovem se vê encurralado quando, ao testar a ferramenta, depara-se com uma simulação hiper-realista que tem o peso, o calor e o cheiro exato de seu irmão. Já em 2100, em uma Paulistânia hipertecnológica, os limites da medicina foram ultrapassados e a morte já não significa nada. Quase todos se renderam à juventude eterna, mas Gael é um dos poucos humanos que ainda escolhe envelhecer. Ao lado de uma gata geneticamente modificada e de uma inteligência artificial invisível, ele orquestra um plano audacioso para salvar a humanidade de um erro que começou no passado."
Este é o texto de paresentação de Repetição, romance do escritor Alexey Dodsworth que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 384 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lançamento: Sol de Limão, Lady Sybylla

"Letícia, carinhosamente conhecida como Leca, é uma ilustradora de 35 anos que vê sua realidade desmoronar ao receber uma notícia devastadora: o diagnóstico de Alzheimer precoce. Em uma São Paulo futurista e distópica, que ainda tenta curar as feridas de uma longa ditadura teocrática, Leca percebe que o seu cérebro vem se deteriorando a cada dia. As palavras e as cores ― que sempre foram seu porto seguro e sua ferramenta de trabalho ― começam gradativamente a escapar de sua mente. O que parecia ser uma sentença definitiva de apagamento de sua identidade ganha contornos inesperados quando uma tecnologia experimental entra em cena de forma ilegal. Envolvida em uma conspiração tecnológica que mexe com segredos de Estado, Leca precisa equilibrar o conforto das memórias cotidianas e a frieza das linhas de código que agora correm por seu corpo."
Este é o texto de paresentação de Sol de limão, romance da escritora Lady Sybylla que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 240 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

sábado, 25 de julho de 2026

Lançamento: A besta, Felipe Castilho

"Em um mundo que passou pela Última Grande Guerra, a raça humana encontrou a estabilidade e o equilíbrio ecológico sob as diretrizes do Mundo Livre. Mas à margem da geopolítica oficial, erguem-se os tecnofeudos do Vetor: ilhas artificiais convertidas em paraísos corporativos para bilionários que se recusam a abandonar o topo da pirâmide. É nesse cenário de contradições que Amaranth, a frenética “Manhattan do hemisfério Sul”, se torna o epicentro de uma conspiração que cruza os limites do tempo e da própria biologia.
Quando um cargueiro autônomo atraca sob o controle da máfia Shokushu, o que deveria ser uma operação de contrabando rotineira se transforma em um pesadelo sangrento. No porão, dezenas de refugiados humanos dividem espaço com os vestígios de uma carnificina. Uma criatura brutal e supostamente extinta escapou de seu confinamento tecnológico, deixando uma trilha de destruição que ameaça a soberania da cidade-estado. 
Enquanto a inventariante digital Micaela desembarca na ilha em busca dos rastros perdidos de seu pai cientista, o lutador de rua Dorival “Marreta” e o enigmático mercenário Bayu são arrastados para o centro de uma arena clandestina onde a brutalidade é o maior espetáculo. Conforme o espaço aéreo é invadido e o pânico se espalha, fica claro que tudo aquilo não é um erro, mas uma calculada demonstração de poder."
Este é o texto de apresentação de A besta, romance de Felipe Castilho que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 312 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Lançamento: Uma longa órbita, Jana Bianchi

Desde 1991, quando publicou o único livro de ficção científica de um autor brasileiro (Amorquia, André Carneiro, Coleção Zenith) que a Editora Aleph não publicada ficção científica brasileira. Talvez a editora tivesse seus motivos, mas agora eles parecem superados com o anúncio de pré-venda de quatro títulos inéditos do gênero de escritores e escritoras brasileiros: Uma longa óbita, de Jana Bianchi; A besta, de Felipe Castilho; Sol de Limão, de Lady Sybylla e Repetição, de Alexey Dodsworth. Este e os próximos três posts apresentarão cada um dos títulos.
O primeiro deles é Uma longa óbita, de Jana Bianchi. Diz o texto de apresentação: "Ao ser convidada a integrar um comitê de crise no assentamento científico do planeta Tau Ceti f, a bióloga Tarsila enfrenta um desafio urgente: colônias de seres bioluminescentes estão criando biofilmes que corroem o sistema de captação de água, ameaçando a sobrevivência de toda a colônia humana local. Impedida de desembarcar fisicamente devido à gravidade esmagadora dessa superterra, Tarsila precisa recorrer a uma tecnologia revolucionária: os gaiatos, avatares sintéticos que permitem projetar sua consciência a centenas de quilômetros de distância. Enquanto corre contra o tempo para decifrar o comportamento errático dos microrganismos e evitar a extinção do assentamento, Tarsila vive o paradoxo de duas realidades simultâneas: a solidão asséptica do espaço e a vida vibrante e repleta de conexões humanas na superfície do planeta."
O volume tem 240 páginas e, assim como os demais títulos, tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Lançamento: Se não podemos viajar à velocidade da luz, Kim Choyeop

"Fenômeno da literatura coreana com milhares de cópias vendidas, Kim Choyeop une rigor científico e uma sensibilidade ímpar nesta coletânea premiada. Sete contos que exploram a solidão, o luto e a busca por conexão em um futuro tecnológico, dando voz aos marginalizados em uma jornada profunda sobre o que nos torna essencialmente humanos."
Este é o texto de apresentação de Se não podemos viajar na velocidade da luz (Uriga bichui sokdoro gal su eopdamyeon), coletânea de ficção científica da escritora coreana Kim Choyeop, um exemplo significatico do estado da arte do gênero na Coreia do Sul, uma vez que dois dos textos da seleta ganharam o Korean Science Literature Award.
Uma jovem que opta por esperar indefinidamente em uma estação espacial decadente, uma cientista que espera décadas por uma viagem impossível a mundos onde a memória é colecionável, pessoas que decidiram não retornar para casa, a misteriosa escolha de um piloto espacial, e a busca pela alma digitalizada de um parente querido, são lgumas das ideias desenvolvidas pela autora nos contos desta coletânea.
O volume tem 264 páginas, tradução de Juliane Ferreira da Silva Santos e está em pré-venda no saite da Editora Aleph, com data de lançamento prevista para 27 de maio de 2026.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Lançamento: Os demônios, Joe Abercrombie

"A Europa está à beira do abismo. A peste e a fome assolam a terra, criaturas sobrenaturais espreitam em cada sombra, príncipes gananciosos não dão a mínima para nada além das próprias ambições. E os elfos estão voltando, prontos para devorar quem se puser em seu caminho. Isso é certo. É nesse cenário que um desafortunado sacerdote deve se juntar a uma congregação de assassinos impenitentes, de praticantes das Artes das Trevas e de monstros condenados. Tudo em prol de uma causa maior: proteger uma ladra enquanto se dirigem a Troia, colocá-la no trono imperial e unir a Santa Igreja contra o apocalipse que se avulta pelo continente. A vocação sagrada por vezes requer atos profanos. Quando se está passando pelo inferno, o melhor então é que os demônios estejam ao seu lado."
Este é o texto de apresentação do romance de horror Os demônios (The devils), do escritor inglês Joe Abercrombie, o mesmo autor da trilogia best seller de fantasia A primeira lei
Os demônios dialoga, de modo muito íntimo, com o clássico "For I am a jealous people", noveleta do escritor americano Lester del Rey, parte da coletânea Gods and Golens (publicada no Brasil em 1975 sob o título Sou um povo ciumento), na qual um sacerdote cristão se alia ao inferno para defender a humanidade do ataque de extermínio conduzido por Deus. 
Os demônios tem 616 páginas, tradução de Ulisses Teixeira, e capa belamente ilustrada por Wagner Willian. O livro se encontra em pré-venda no saite da Editora Aleph, com data de lançamento agendada para 23 junho 2026.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lançamento: O cálice contaminado, Robert Jackson Bennett

"Em uma opulenta mansão de Daretana, um oficial imperial de alto escalão morre de repente após uma planta enorme florescer de seu corpo. Completamente fora do comum, todos os indícios do caso apontam para um assassinato, até então sem pista alguma. Agora, a população local corre um grande risco ― mesmo ali, às margens do império, onde existem preocupações maiores por causa dos temíveis leviatãs que invadem as terras de tempos em tempos. Só uma detetive de carreira respeitável poderia resolver o caso. Entram em cena Ana Dolabra, de mente afiada e atitudes excêntricas, capaz de solucionar os crimes mais diversos sem nem mesmo sair de casa, e seu novo assistente Dinios Kol, dono de uma habilidade de memorização muito conveniente para uma investigação. No entanto, ambos guardam os próprios enigmas à medida que desvendam uma rede que põe em xeque o próprio Império, caso a misteriosa planta não seja contida."
Este é o texto de apresentação de O cálice contaminado (The tainted cup), do escritor americano Robert Jackson Bennett, romance de ficção científica vencedor do Prêmio Hugo 2025. Bennett também é autor da bem avaliada trilogia Foundryside, publicada no Brasil pela Morro Branco entre 2021 e 2023.  
O cálice contaminado tem 448 páginas, tradução de Flavia de Lavor e é uma publicação da Editora Aleph.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Lançamento: Contos completos, Arthur C. Clarke

Está em pré-venda a coletânea Contos completos (The collected stories) do escritor britânico Arthur C. Clarke (1917-2008). A seleção promete reunir toda a ficção curta deste que é um dos maiores mestres da ficção científica mundial. 
Diz o texto de apresentação: "Todas essas histórias estão agora reunidas nesta coleção definitiva, que reúne mais de cem contos escritos por Arthur C. Clarke ao longo de sua carreira. Seu notável talento narrativo já se anunciava em 'Viagem por um fio!' (1937), conto de estreia em que descreve com humor e engenhosidade as falhas técnicas de uma máquina de teletransporte. A partir daí, suas histórias passaram a ocupar espaços ainda pouco explorados pela ficção científica, como ocorreu com 'Melhorias na vizinhança' (1999), primeiro conto do gênero a ser publicado na prestigiada revista britânica Nature. Ao longo da carreira, Sir Arthur C. Clarke reuniu narrativas que deixaram marcas profundas na cultura popular mundial; entre elas, 'A sentinela', que serviu de base para o romance e o roteiro do aclamado filme 2001: Uma odisseia no espaço. Um panorama completo de sua produção literária e um mergulho único na evolução da ficção científica, revelando influências de outras obras do autor e sua maturação estilística ao longo dos anos."
Com 984 páginas e tradução de Aline Storto Pereira, Contos completos é uma publicação da Editora Aleph, com data de publicação agendada para 23 de abril de 2026.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Lançamento: O dia das trífides, John Wyndham

Está em pré-venda o clássico romance de ficção cinetífica O dias das trífides (The day of the triffids), do escritor britânico John Wyndham (1903-1969), originalmente publicado em 1951 e que já contou com pelo menos uma daptação para o cinema (dirigida por Steve Sekely em 1962). Embora tenha recebido edição em Portugal, pela Coleção Argonauta, da Editora Livros do Brasil, o livro continuava inédito no Brasil. O autor, contudo, é bastante conhecido do público brasileiro, por conta do romance The Midwich Cuckoos (1957), que recebeu adaptações cinematográficas de sucesso sob o título de A aldeia dos malditos.  
Diz o texto de divulgação: "Bill Masen acordou em seu leito de hospital, com os olhos vendados, e uma incômoda sensação de que algo estava muito errado. A quebra da rotina do lado de dentro. A manhã perturbadoramente silenciosa do lado de fora. Ele ainda não sabe, mas seu destino, e o de todo o planeta, havia mudado para sempre após a chuva de luzes verdes que riscara o céu na noite anterior. Um espetáculo imperdível… que cegou quase todos os seres humanos da Terra. Conturbada pela cegueira, por uma peste misteriosa, pela violência e pela fome iminentes, a humanidade tem ainda de enfrentar um flagelo de proporções catastróficas: a proliferação das trífides ― plantas enormes, venenosas e carnívoras que agora, com a ruína da civilização e o colapso da ordem social, tornam-se uma ameaça real e mortífera. Cada vez mais cientes de que foram poupadas de um cataclismo universal, as poucas pessoas que conservaram a visão, bem como as cegas que resistiram, percebem que a vida como conheciam está prestes a desaparecer; que devem lutar para sobreviver em um mundo que se desfaz entre o desespero e a barbárie; e que têm diante de si o desafio de criar uma nova sociedade." Como se percebe, trata-se de um livro influente, que dialoga de modo bastante íntimo com os também clássicos Ensaio sobre a cegueira (1995), de José Saramago, e a novela "A escuridão" (1963), de Andre Carneiro. 
Com tradução de Braulio Tavares, O dia das trífides chega pela Editora Aleph, que dispõe de um catálogo bastante identificado com livros clássicos do gênero, como é o caso. A impressionante ilustração da capa é de Daniel Canedo. O romance tem 336 páginas e está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para o dia 29 de abril de 2026.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Lançamento: Uma lembrança chamada império, Arkady Martine

"Quando a Estação Lsel recebe um pedido urgente por um novo embaixador, prontamente nomeiam e enviam Mahit Dzmare à capital do império de Teixcalaan. É a candidata ideal: jovem, aplicada, estudiosa do império desde a infância. Saberá circular a corte local como ninguém. Ao chegar, a nova diplomata fica a par da morte de seu antecessor, cujas circunstâncias levantam suspeitas e parecem forçadas. Afinal, a corte teixcalaana se comprova fascinante, mas também se revela, aos poucos, ardilosa e cheia de cobiça. Mahit, então, precisa ainda mais guardar seus segredos – incluindo aquele escondido no próprio corpo – se de fato quiser manter Lsel protegida das garras de Teixcalaan."
Este é o texto de apresentação do romance de ficção científica Uma lembrança chamada império (A memory called empire) livro de estreia da escritora novaiorquina Arkady Martine, originalmente publicado em 2019 e agraciado com o prestigioso Prêmio Hugo. A autora é historiadora acadêmica especializada no Império Bisantino. 
O volume tem tem 584 páginas, tradução de Beatriz D’Oliveira e é uma publicação da Editora Aleph.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Lançamento: Agência, William Gibson

Está em pré-venda, com lançamento previsto para o dia 10 de março, o romance Agência (Agency), do escritor americano Willian Gibson, segundo volume da trilogia Jackpot, sequência direta a Periféricos, publicado no Brasil em 2020 e que já ganhou série de tv no streaming.
Diz o texto de divulgação: "Verity Jane se mete em problemas quando a IA avançada que deveria testar desaparece de repente. Presa em um contrato com uma gigante de tecnologia, a garota descobre que o teste pode ser muito mais perigoso do que imaginava e deve partir em busca de respostas com possíveis desdobramentos políticos e militares irreversíveis. Enquanto isso, cem anos na frente, o relações públicas Wilf Netherton trabalha para gerir a crise no passado enquanto tenta evitar que os acontecimentos no mundo de Verity atinjam um ponto de catástrofe sem retorno."
Agência tem 416 páginas, tradução de Leonardo Alves e pode ser adquirido no saite da Editora Aleph, aqui.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Lançamento: Saída estratégica, Martha Wells

"Após reunir provas cruciais contra a GrayCris, a Unidade de Segurança fugitiva retorna à estação HaveRatton. O plano é simples: entregar os dados à dra. Mensah e garantir a segurança de seus antigos clientes. O problema? Ele é um dos “objetos” mais procurados da galáxia, e a Autoridade Portuária está em alerta máximo. Entre disfarces precários e o risco constante de captura, o Robô-assassino enfrenta seu maior desafio: o reencontro com os humanos que foi obrigado a proteger (e, relutantemente, de quem aprendeu a gostar)."
Este é o texto de apresentação da novela Saída estratégica (Exit strategy), quarto volume da premiada série de ficção científica Diários de um robô assassino, da antropóloga e escritora texana Martha Wells.
O volume tem 240 páginas, formato de bolso, tradução de Laura Pohl, e está em pré-venda aqui pela Editora Aleph, com lançamento agendado para o dia 24 de março.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Lançamento: A segunda-feira começa no sábado, Arkádi & Boris Strugátski

Os irmãos Arkádi (1925-1991) e Boris Strugatski (1933-2012) são escritores de ficção científica que ficaram muito conhecidos depois que o cineasta Andrei Tarkovski (1932-1986) dirigiu Stalker (1979), um clássico do gênero que transpôs para o cinema o romance Piquenique na estrada (1972), de autoria desses dois escritores russos, traduzido no Brasil em 2017, pela editora Aleph.
A segunda-feira começa no sábado (Понедельник начинается в субботу), originamente publicado em 1965, é o terceiro romance desses escritores que chega ao Brasil, também pela Aleph. Anteriormente, tivemos apenas Certamente, talvez, romance de 1977 publicado em 1980 pela Civilização Brasileira, sendo estes três os únicos títulos no Brasil desses escritores excepcionais (há mais alguns, de origem portuguesa).
Diz o texto de divulgação: "O jovem programador Sacha, natural de Leningrado, parte de carro rumo ao norte da Rússia para visitar alguns amigos na longínqua Soloviéts. No caminho, à beira da estrada, encontra dois sujeitos peculiares que lhe pedem uma carona até essa cidade que não é exatamente o que parece. Por obra do acaso ou do destino, o que começa com um gesto de camaradagem termina em uma inusitada oferta de emprego no misterioso Instituto de Pesquisa Científica em Magia e Bruxaria ― um lugar inusitado onde mágica, ciência e o funcionalismo público se encontram para investigar 'a felicidade humana' e 'o sentido da vida'."
O volume tem 336 páginas, tradução de Yuri Martins de Oliveira e está em pré venda no saite da Aleph, com lançamento previsto para 10 de fevereiro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Resenha: Fluam minhas lágrimas, disse o policial, Philip K. Dick

Fluam minhas lágrimas, disse o policial
(Flow my tears, the policeman said), Philip K. Dick. Tradução Ludimila Hashimoto. 256 páginas, São Paulo: Alpeh, 2013. Originalmente publicado em 1974.

Philip Kindred Dick (1928-1982), ou PKD, é uma dessas sumidades lembradas de imediato quando se fala em ficção científica. Não tanto pela ampla produção literária, que é realmente monumental, mas principalmente pelas adaptações de seus textos para o cinema e para a tv. Filmes como Blade Runner, O vingador do futuro, Screamers, Minority report, Agentes do destino, O pagamento e O homem duplo, e as série de televisão O homem do castelo alto e Sonhos elétricos, para ficar só nos mais conhecidos, são grandes sucessos e é qimprovável que alguém nunca tenha ouvido falar deles. Mas o trabalho original de PKD é conhecido apenas de uma restrita comunidade de leitores especializados em ficção científica.
Dick vem sendo publicado no Brasil desde os anos 1970, por editoras como a Bruguera, a José Olympio, Cedibra, Tecnoprint, etc. Mas o grosso do autor em língua portuguesa saiu mesmo na Coleção Argonauta, da editora portuguesa Livros do Brasil, cujos exemplares eram facilmente encontrados no Brasil e, assim, formou-se desde então uma legião de fãs. Chegou até mesmo a editoras do porte da Companhia das Letras, pois os sucessos audiovisusais nele inspirados são um motivador bastante convincente. Mas a casa editorial que mais publicou PKD nos últimos vinte anos no Brasil foi a Editora Aleph, que tem mantido em catálogo praticamente todos os títulos que publicou do autor. Entre eles está Fluam minhas lágrimas, disse o policial, romance de 1974, ganhador do Prêmio John W. Campbell, que teve edição anterior, em 1986, pela Brasiliense sob o título de Identidade perdida
Dick é conhecido por tratar de temas filosóficos complexos como a natureza da realidade, simulacros, identidades múltiplas, distopias políticas e outras questões metafísicas com proposições instigantes sempre regadas a muita especulação tecnológica, especialmente sobre drogas e outros indutores de estados alterados de consciência, todos de alguma forma presentes neste romance. Por isso, PKD é um dos escritores de ficção científica mais influentes do nosso tempo.
Fluam minhas lágrimas, disse o policial acompanha a odisseia de Jason Taverner, cantor popular de meia idade, apresentador de tv de grande sucesso, mulherengo, milionário, bonitão e "seis", ou seja, um dos poucos seres humanos dotados, por manipulação genética, de capacidades intelectuais superiores. Após um de seus shows semanais, sempre com mais de trinta milhões de espectadores, Taverner acorda na manhã seguinte em um hotel fuleiro, ainda vestindo o caríssimo terno de seda que usou no último show. Ele não está com amnésia, pois sabe muito bem quem é, mas não faz ideia de como foi parar ali. Sua primeira reação é telefonar para sua amante, uma seis chamada Heather Hart, mas ela o esnoba e diz não o conhecer. Liga então para seu advogado, que também não se lembra dele. Sem documentos – embora com algum dinheiro no bolso –, Taverner sabe que precisa de documentos válidos para sair a rua, pois a realidade política dos EUA em que vive é de um estado totalitário policial militarizado em guerra contra os estudantes universitários que se escondem nos subterrâneos das antigas universidades em ruínas. Qualquer um pego na rua sem documentos, se não for morto no ato, é preso e enviado para campos de trabalhos forçados para o resto da vida. 
O recepcionista do pardieiro, muito bem pago por Taverner, dá-lhe carona até a casa de Kathy, uma excelente falsificadora de documentos mas que, ele logo percebe, tem algum tipo de distúrbio intelectual. Por causa de suas capacidade seis e de sua aparência exuberante, Taverner sempre exerce  fascínio nas mulheres e se aproveita disso com Kathy. Mas ela também é informante da polícia, e quando o Inspetor McNulty, para quem ela trabalha, aparece de surpresa, acaba pegando Taverner. Como não consegue provar quem é, McNulty abre uma investigação sobre Taverner e descobre que não existe nenhum registro em qualquer lugar do planeta sobre ele. O mistério chama a atenção do maioral do departamento de polícia, o General Buckman, que acredita que esse desconhecido deve ser ligações importantes com poderes insupeitos, e os problemas de Taverner entram numa crescente escala de dificuldades. 
A narrativa lembra uma novela rocambolesca, em que um novo problema se acrescenta ao anterior e vai se complicando cada vez mais, principalmente porque Taverner não sabe, em momento algum, realmente o que está acontecendo. A resposta virá, mas não vou contar aqui. Só vou dizer que Taverner não é, como parece, o personagem principal nessa história. 
Outra característica das histórias dickianas é a recorrência ao gênero policial. Tal como os personagens que não sabem direito em que realidade vivem, também não sabemos bem, os leitores, se o que estamos lendo é uma história de crime ou de ficção científica, e esse é um dos charmes do estilo alucinado de PKD. Mas é bom que se diga que, assim como nas grandes histórias de crime, haverá uma solução racional no final, nem sempre fácil de entender, mas certamente de grande perspicácia. 
Tão importante quanto a história em si, são os personagens de PKD, de uma riqueza construtiva absurda, cada um deles um universo em si. E mais importante que tudo é a sensação de irrealidade que escapa do romance e invade a nossa própria realidade. Ao fecharmos a última página de uma história de PKD, precisamos olhar bem ao redor e conferir se tudo ainda está ali. Porque, eventualmente, pode ser que não esteja mesmo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Lançamento: Protocolo rebelde, Martha Wells

Está em pré-venda a novela Protocolo rebelde (Rogue protocol, 2018), terceiro volume da série de ficção científica Diários de um robô-assassino, da escritora texana Martha Wells. 
Diz o texto de divulgação: "Depois de uma viagem conturbada, o robô-assassino está de volta e em busca de vingança pelo seu passado. Tudo o que ele precisa é encontrar provas contra a empresa que o criou. Por isso, decide visitar Milu, local que pode ser mais do que um antigo projeto abandonado de GrayCris: o plano é achar evidências de que a empresa ainda conduz operações ilegais no lugar. É uma pena que, no meio do caminho, ele também tenha que lidar com homens descontrolados, naves que precisam de ajuda para mediar conflitos e um pequeno robô que acredita ser amigo verdadeiro de... humanos."
O volume tem 224 páginas, tradução de Laura Pohl e é uma publicação da Editora Aleph. 
A data de lançamento está agendada para o dia 13 de novembro.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Lançamento: Kuroro e os exploradores do espaço, Rihito Uchu

"Uma bruma se espalha ao redor da Árvore Sagrada, cuja luz, que protege a Terra há milhares e milhares de anos, se apagou. Caso a situação permaneça assim, o planeta corre grande perigo! É assim que o gato preto Kuroro começa sua aventura. Convocado para a missão ao lado de uma equipe de exploração espacial da Nebulosa Olho de Gato, ele deve atravessar as estrelas até o Sistema Solar e fazer contato com o povo dos ursos-da-lua, que pode ter alguma pista sobre o desaparecimento da joia luminosa da Árvore Sagrada. Será que Kuroro e os exploradores do espaço vão conseguir salvar a Terra?"
Este é o texto de apresentação do incomum livro ilustrado Kuroro e os exploradores do espaço, com uma história repleta de maravilhamento publicada originalmente em 2022. Trata-se de um livro na linha do chamado mangá kodomo, voltado para crianças em fase de letramento, ideal para a formação de novos leitores no gênero da ficção científica, mas que muitos marmanjos também vão amar.
A obra é creditada a Rihito Uchu, sobre o qual não se encontra absolutamente nada em parte alguma; provavelmente seja um pseudônimo ou o nome de algum estúdio.
Kuroro e os exploradores do espaço tem 104 páginas, tradução de Rita Kohl e é uma publicação do selo Glida da Editora Aleph.

sábado, 20 de setembro de 2025

Lançamento: Endymion, Dan Simmons

"Raul Endymion não pretendia ser um daqueles raros seres humanos que fazem história. Não pretendia mesmo. Pelo contrário, cresceu no planeta Hyperion, em uma família de pastores itinerantes, serviu como soldado e cumpriu diversos trabalhos depois disso. Estava bem longe de seus planos cometer um ato que lhe rendesse uma sentença fatal e mudasse para sempre o seu mundo. Sem muitas explicações prévias, um careca de pele azul e um velho encarquilhado ajudam-no a escapar para uma nova cidade. Ali, Raul recebe a missão de resgatar uma menina que chegará através do tempo em meio às misteriosas Tumbas Temporais, onde os peregrinos de Hyperion enfrentaram o Picanço mais de 250 anos antes. Aneia é o nome da pequena, e ela pode ser a chave para o futuro da humanidade. De quebra, juntos, eles devem fugir do poderio militar da Igreja e de seus defensores da Pax, encontrar um planeta que desapareceu sem deixar rastro e ainda decifrar os planos de uma força oculta que espreita o antigo TecnoCerne de IAs. Raul Endymion definitivamente não pretendia se tornar um herói, mas tem consciência de que, ao longo dessa jornada, como em tanta coisa na vida, o que importa não é o motivo por que fazemos algo. O que perdura é o fato de fazer."
Este é o texto de apresentação de Endymion, novo romance do multipremiado escritor americano Dan Simmons, no mesmo universo dos romances Hyperion (2023) e A queda de Hyperion (2024), publicados pela mesma Editora Aleph. 
Endymion tem 696 páginas, tradução de Leonardo Alves e já pode ser adquirido em pré venda no saite da Aleph, aqui, com data de publicação agendada para 21 de outubro próximo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Lançamento: Vilão iniciante, John Scalzi

Vilão iniciante
(Starter villain) é o um romance de ficção científica do escritor americano John Scalzi (mesmo autor de A guerra do velho); publicado originalmente em 2023, o romance foi finalista do Hugo e vencedor do Dragon Award. 
A história tem o seguinte contexto: "Depois de um divórcio conturbado, Charlie abandonou o trabalho como jornalista e passou a se dedicar ao ensino, mas não tem nem muito dinheiro, nem amigos ou parentes próximos, só sua gata um tanto indiferente lhe faz companhia. A verdade? Ele anda mesmo é tendo uma vida de cão.
Quando é incumbido de atender ao último pedido de seu recém-falecido tio Jake, uma pessoa que não via ― nem desejava ver ― desde pequeno, Charlie descobre que é o único herdeiro de uma enorme fortuna. Mas toda essa grana foi acumulada graças aos negócios secretos do tio como supervilão, com covil em uma ilha vulcânica e tudo. No entanto, o novo cargo de vilão iniciante não é só alegrias, laser gigantes e poços de lava. É também dar conta de todos os adversários ricaços atraídos pelo tio durante os anos, verdadeiros Ernst Stavro Blofeld, Raoul Silva e Auric Goldfinger, arqui-inimigos de 007. Entre desavenças e facadas nas costas, agora cabe a Charlie tomar um partido nessa disputa centenária pelo controle do planeta enquanto lida com seu novo estilo vilanesco de vida."
Vilão iniciante, que tem 288 páginas, chega agora ao Brasil pela editora Aleph, com tradução de Giu Alonso e lançamento previsto para o dia 19 de agosto.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Lançamento: Spiutnik, Jérôme Camil

Sempre comemoro quando aparecem livros de fc&f para crianças, porque isso significa que no futuro ainda existirão leitores de fc&f. E posso comemorar novamente. 
Spiutnik (Spioutnik) é uma divertida história de ficção científica, repleta de maravilhamento e bom humor, de autoria do escritor e ilustrador francoafricano Jérôme Camil.
Diz o texto de divulgação: "Um dia, Piupiuzito irá para Marte. Lá, fará muitos amigos, ele tem certeza disso! Ainda que todos digam que é uma viagem impossível, Piupiuzito não dá bola. No entanto, Fuxico e Mexerico, dois ratinhos que adoram pregar peças, aproveitam a ingenuidade do futuro astronauta para dar boas risadas! Mas... quem ri por último, ri melhor!"
Spiutnik tem 56 páginas, tradução de Suelen Lopes, ilustrações do próprio autor, e é uma publicação da Editora Aleph, pelo selo Glida.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Lançamento: Edgar Allan Poe: Contos de ficção científica

O escritor americano Edgar Allan Poe (1809–1849) é reconhecido como precursor do conto moderno e um dos principais idealizadores da ficção de gênero, criador dos contos de crime, de horror pesicológico e de ficção científica, por isso é sempre lembrado pelos estudiosos da literatura de gênero. 
Edgar Allan Poe: Contos de ficção científica é uma bem vinda coletânea dos textos organizada pelos pesquisadores e tradutores Martha Argel e Humberto Moura Neto, que escolheram, dentre a vasta obra de Poe, os textos que mais se aproximaram do gênero como o conhecemos hoje. 
Diz o texto de apresentação: "Nestes brilhantes contos, visões do futuro, viagens extraordinárias e aparatos tecnológicos se misturam a especulações sobre as fronteiras da vida e da morte. E o humor, às vezes malévolo, às vezes debochado, se encontra em muitas destas narrativas, conferindo a elas um sabor estranho e divertidíssimo."
Infelizmente, o material de divulgação não revela quais foram os contos selecionados, mas são nada menos que 360 páginas com capa dura e lançamento previsto para o dia 24 de julho pela Editora Aleph. 
Vale conferir.