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terça-feira, 30 de junho de 2026

Lançamento: Mistério na Igreja Antiga, Simone Saueressig & Eduardo Ribas

Mistério na Igreja Antiga
é mais uma criação da escritora gaúcha Simone Saueressig porém, neste caso, em parceria com o ilustrador Eduardo Ribas. Trata-se de um álbum em quadrinhos, que busca homenagear a história da Igreja Antiga de Campo Bom, e faz parte das suas ações do Restauro.
Diz o texto de apresentação: "Transformar as memórias, as curiosidades e a importância desse bem material em uma história em quadrinhos é uma forma muito bacana de garantir que as novas gerações se conectem com o patrimônio da sua própria cidade."
Saueressig assina o roteiro e Ribas, os desenhos, com produção da Simples Assim. Foram produzidas cinco mil unidades, que "serão distribuídas gratuitamente nas escolas da região, unindo leitura, arte e educação patrimonial na sala de aula."
O projeto conta com o financiamento do Pró-Cultura RS, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e não será colocado à venda. Mas pode ser apreciado online, aqui

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Sem mais relíquias

O selo Wish, criado como editora independente em 2020, durante a pandemia, ao longo dos últimos seis anos entregou, mensalmente aos seus assinantes, 75 edições em ebook em sua Coleção Sociedade das Relíquias Literárias, que divulgamos neste blogue desde seus primeiros momentos. Financiada através de crowdfunding, entregou ainda uma série de outros títulos avulsos, recuperando da história contos obscuros de escritores e escritoras do mundo inteiro, muitos inéditos em língua portuguesa. 
Depois que foi comprada pela Darkside em 2023, a Wish manteve sua proposta de trabalho e seu plano de negócio, mas era esperado que algo aconteceria depois dos três anos de autonomia contratual, e agora chegou o momento. 
Diz o texto de divulgação: "Com tantas mudanças mágicas ao longo destes seis anos, estamos reformulando este contato com a literatura de uma maneira ainda mais inclusiva. Somos Fadas apaixonadas por textos raros, contos antigos e, se depender de nós, vamos sempre explorar as bibliotecas dos nossos antepassados em busca de histórias inesquecíveis. Isso porque, se teve algo que todos aprendemos com a SRL, é que existem leitores que são verdadeiros caçadores de relíquias literárias tão apaixonados por contos quanto a gente. Então a Sociedade das Relíquias Literárias como clube de assinatura pago vai chegar ao fim. Mas não vamos deixar vocês sem histórias curtas para desvendar."
E conclui: "De tempos em tempos, no perfil da Wish, vamos disponibilizar, de forma gratuita, contos selecionados com nossa curadoria e com o mesmo cuidado editorial de sempre. Não teremos a frequência mensal garantida, como acontecia com a SRL, mas garantimos muitas novidades, além dos contos ocasionais. Já começamos a subir contos gratuitos, na íntegra, de histórias como A Bela e a Fera, A Bela Adormecida, A pequena vendedora de fósforos e vários outros! Para acessá-los, basta clicar aqui."
Desse modo, a Coleção SLR chega ao fim, deixando um legado valioso que deve ser festejado e presevado pelos fãs. 
Obrigado, meninas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

QI 198

Está circulando o número 198 fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, inteiramente dedicado ao estudo das histórias em quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros. 
A edição tem 48 páginas com vinhetas em quadrinhos e ilustrações de Luiz Iório, Manoel Dama, Henrique Magalhães, Angelo Júnior, Mário Labate Santiago, Luiz Cláudio Lopes de Faria e de Guimarães, artigos de E. Figueiredo, Alex Sampaio e Rod Tigre, e as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores,"Edições independentes" divulgando lançamentos de fanzines do bimestre anterior e "Mantendo contato", de Worney Almeida de Souza, com tiras de Fernando Gonsales, Maurício de Sousa, Laerte e Galvão Bertazzi.  A capa traz uma ilustração de Guimarães, que traz um efeito de transparência com o verso. 
Junto a esta edição, os assinantes recebem o número 8 de Os primeiros super-heróis do mundo, com uma pesquisa de 32 páginas de Leonardo Albuquerque sobre personagens do suplemento O Tico-Tico; o número 33 da série Reflexões sobre Imagem e Cultura, com uma pesquisa de Quiof Thrul sobre "A saga de Pecos Bill, O furacão do Texas"; o número 4 de A liga dos Quadrinhistas Independentes, com uma entrevista de Rod Tigre e Edgard Guimarães com o quadrinhistas Lincoln Nery; e o númerto 12 de Papos Tais, com uma troca de ideias de Guimarães com seu publisher, Henrique Magalhães.
Exemplares impressos do QI e seus encartes podem ser adquiridos mediante assinatura. Mais informações, diretamente com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Versões digitais de todas as edições, desde o primeiro número, bem como de todos os encartes, estão disponíveis no saite da editora Marca de Fantasia, aqui, além de muitas outras publicações que valem a pena conhecer.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

4x Fanzine

Depois de tratar dos fanzines Megalon e Hiperespaço, o canal Café Especulativo, do pesquisador Edgar Smaniotto, recebeu, no último dia 18 de janeiro, o pesquisador e escritor Roberto de Sousa Causo para contar um pouco de sua longa trajetória como editor de fanzines. 
Causo editou diversos títulos dedicados a fantasia e a ficção científica, como O Rhodaniano, Papêra Uirandê, The Brazuca Review, Borduna & Feitiçaria, entre outros, publicados ao longo dos anos 1980 e 1990. 
O vídeo da entrevista, que durou três horas, está integralmente disponível aqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

HQ Memories 27

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a lembrar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 27 resgata as seguintes histórias: "Só... corro" (1967), de Victor Forde (também cohecido como Luis Sátiro); "O diário do Dr. Hayward" (1938), de Will Eisner e Jerry Iger; "Fogaça" (1966), de Vilmar Rodrigues; "A aposta" (1955), de Doug Wildey; "Monstros" (1986), de Gary Brookins e Bob Gorrell; "Desidratação", de Maurício de Sousa; e "O Caçador: Cuidado com o Sr. Meek" (1942), de Joe Simon & Jack Kirby.
A edição tem 44 páginas formato magazine com capa colorida em cartão, que traz uma ilustração de Sebastião Seabra com uma imagem do Homem Lua, personagem criado por Gedeone Malagola. Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiros números do fanzine, agora no mesmo formato grande, e já alcança o número 11. 
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Hiperespaço, o fanzine mais rápido que a velocidade da luz


Nesta sexta-feira, 19 de dezembro a partir das 21h, o programa Café Especulativo, dos pesquisadores Edgar Smaniotto e Carlos Relva, em seu  terceiro episódio dedicado aos periódicos brasileiros de ficção fantástica, dará espaço à trajetória do fanzine Hiperespaço, que circulou em formato impresso entre 1983 a 2003 e, ainda hoje, segue atuando através de diversas iniciativas, entre as quais está este blogue. Para contar esta história e responder perguntas dos espectadores, o editor Cesar Silva (euzinho) será entrevistado numa live em tudo imprevisível. Recordar é viver. Após a exibição, o vídeo ficará disponível no mesmo link por tempo indeterminado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Megalon forever


Na noite da última sexta-feira, 12 de dezembro, o programa Café Especulativo, apresentado pelos pesquisadores Edgar Smaniotto e Carlos Relva, abriu seus microfones para o também pesquisador, jornalista e editor paulistano Marcello Simão Branco, como parte de um ciclo de matérias sobre os fanzines de ficção científica do século passado. 
Branco foi editor do prestigioso fanzine Megalon que, entre 1988 e 2004, foi o principal canal de divulgação e suporte das ações do fandom brasileiro de ficção científica, com mais de setenta edições publicadas. 
Vale a pena investir as três horas da entrevista aqui para conhecer a profundidade e importância desse fanzine para a cena brasileira da ficção científica, que ainda repercute na atualidade. A maior parte, senão todos os exemplares do Megalon estão disponíveis gratuitamente aqui em versão digital. 
Outros episódios do videocast também são interessantes, vale dar uma garimpada no acervo do canal.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

HQ Memories nº 26

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 26 resgata do esquecimento as seguintes histórias em quadrinhos: "Samurai Kid" (1965), de Sandei Shirato e Fumio Hisamatsu; "As Tartarugas Ninja" (1990), pela Archie Comics; "Sr. Bra da Colônia" (1973), de Yppe Nakashima; "O diário do Dr. Hayward" (1938), de Eisner and Iger Studio; e "O que já foi" (1958), de Doug Wildey.
A edição tem 44 páginas, formato magazine com capa em cartão, que traz uma ilustração do mangaká Fumio Hisamatsu com uma cena de "Samurai Kid". Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiros números do fanzine, agora no mesmo formato grande, e já alcança o número 10. 
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Lançamento: Siga adiante durante o dia

Mais uma diferenciada seleta de contos organizada pela escritora Lu Evans para o selo Nebula. 
Brasileira radicada nos Estados Unidos, Evans tem oferecido nos últimos anos uma série de publicações alternativas ao saturado ambiente anglófono da ficção fantástica. Desta vez trata-se de Siga adiante durante o dia: & outras fabulações da antiguidade, que reúne treze textos da própria organizadora no tema dos povos antigos, ao lado de trabalhos de outras autoras, como Júlia Lopes de Almeida (Brasil), Aisha El Saadawi (Egito), Marina Alamilla (Espanha) e Louisa May Alcott (EUA), com tradução da própria organizadora. Comentários de Ana Lúcia Merege, Ursulla Mackenzie, Liana Zilber Vivekananda, Rozz Messias, Romy Schinzare, Gisele Wommer, Dione M. S. da Rosa, Tânia Souza e o prefácio de Edgar Smaniotto enriquecem a edição.
O volume tem 274 páginas e está disponível aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Resenha: Tupinilândia, Samir Machado de Machado

Tupinilândia, Samir Machado de Machado. 454 páginas. São Paulo: Todavia, 2018. 

Nada é mais estimulante do que ler uma história em que o sentido de maravilhamento se faz presente. Isso é cada vez mais difícil para um leitor veterano, já tão distante daquela tenra idade em que tudo soa maravilhoso. O leitor da fantasia se esforça, busca por isso, mas raramente reencontra o mesmo senso do maravilhoso de suas primeiras leituras. No meu caso, eram os romances de Julio Verne, as aventuras do Tarzan de Edgar Rice Burrougs e os contos de Ray Bradbury. E ainda mais difícil é encontar esse tipo de sensação na literatura brasileira, tão sofrida quanto o povo daqui. São muitas tristezas, muitas tragédias, muita violência, que acampanham os habitantes de Pindorama desde o dia em que os navegantes portugueses desembarcaram em 1500. 
Por isso é preciso falar de Tupinilândia (Todavia, 2018). Nada poderia ser mais antropofágico, no sentido estrito de Mario de Andrade, do que este romance do escritor portoalegrense Samir Machado de Machado, autor com muita experiência no fantástico, tendo sido organizador e editor da revista Ficção de Polpa, publicada entre 2009 e 2013 pela Não Editora, um dos melhores periódicos literários do gênero no país. Machado também publicou antes alguns títulos bem recebidos pela crítica, como O professor de botânica (2008, Não) Quatro soldados (2013, Rocco) e Homens elegantes (2016, Rocco). 
Mas é em Tupinilândia que o fenômeno acontece. Trata-se de uma fabulação divertida e empolgante, cheia de ação e aventura, sem se afastar daquilo que nos une como nação. 
A história conta a aventura de um grande empreiteiro brasileiro que, depois de ter encontrado Walt Disney em sua visita ao Brasil em 1941, quando ainda criança, e apaixononado por cinema, nunca mais se afastou de ambos. Leitor ávido dos quadrinhos de Carl Barks, foi construindo ao longo da vida o projeto de um parque temático que repetisse no Brasil os mesmos conceitos de cultura e identidade para os brasileiros que a Disneylândia tem para os americanos. Ao herdar a fortuna da família, passa a investir parte de seu patrimônio na aventura de construir próximo às margens do Rio Xingu, em pela floresta amazônica paraense, a sua Tupinilândia. Enquanto a triste história do Brasil acontece lá fora, o projeto é tocado em segredo com o patrocínio grandes empresas nacionais.
Em 1984, em plena campanha eleitoral para escolher o primeiro presidente não militar depois dos vinte e um anos de ditadura, o parque está quase pronto, e para lá vai um seleto grupo de pessoas, entre empresários, apoiadores e familiares, convidados para conhecer o lugar em primeira mão. É claro, desde o princípio, que aquilo está fadado ao fracasso, mas algo tão grandioso não pode simplesmente acabar sem deixar consequências. E elas virão.
O romance está dividido em duas partes, mais um prólogo e um epilogo. A primeira parte, chamada "Versão Brasileira", conta sobre os dias finais de conclusão do ousado projeto e os dias da visita-piloto ao parque. Tupinilândia – o parque – é, obviamente, apenas uma criação de Machado, mas bem que poderia não ser. Na verdade, seria maravilhoso se fosse real. Deveria ser. 
Gosto especialmente do momento em que o autor, na figura de um jornalista contratado para escrever um livro sobre o parque, descreve as histórias em quadrinhos do personagem Arthur Arara, a versão tropical do Mickey Mouse. Como seria bom ler aquelas revistas! Sinceramente, espero que, algum dia, inspirado pela leitura de Tupinilândia – o romance –, algum quadrinhista decida dar corpo a elas, como aconteceu com as histórias de "O Escapista", citadas por Michael Chabon em seu aclamado romance As incríveis aventuras de Kavalier & Clay (2000). Mas o maravilhamento não para por aí. Na verdade, a coisa só melhora a cada capítulo.
Essa primeira parte está dividida em três apisódios, que levam nomes de grandes romances da ficção científica: "1984", "Admirável mundo novo" e "Não verás país nenhum".
A segunda parte tem o título de "Mundo perdido", que dá a dica do que aconteceu ao parque trinta anos depois, e também está dividida em três episódios, que homenageiam filmes de cinema do gênero: "Uma nova esperança", "A terra em que o dia parou" e "De volta para o futuro". 
O livro é uma colcha de retalhos de citações e homenagens, muitas das quais só os entendidos em cultura pop vão "pescar". Mas não é preciso tanto. Há muitas outras que são deliciosamente explícitas e constituem a maravilhosa recriação cenográfica do Brasil dos anos 1980, além de muitos outros detalhes que remetem a uma brasilidade sessentista e setentista que mesmo quem não a viveu vai reconhecer. E mais não digo, para não estragar as supresas. 
O que ainda posso dizer é que Tupinilândia é uma ficção política muito bem engendrada. Ótima narrativa, divertida, historicamente correta, cheia de referências que dão consistência à trama, com um clima meio delirante, meio onírico, mas profundamente brasileiro e politicamente oportuno.
O livro ainda traz, a moda dos romances de fantasia, um mapa de Tupinilândia com arte de Fernando Heynen e Kako, sendo que este último é também responsável pela ilustração espetacular da capa, numa representação da Tupinilândia em 2015 que sugere uma bandeira do Brasil com o Mickey Mouse ao centro. 
Coloque Tupinilândia agora em sua lista de leitura. Garanto que não vai se arrepender.

sábado, 18 de outubro de 2025

Lançamento: Dados & Dragões - A história épica de Dungeons & Dragons

Criada em 1974 por Gary Gygax e Dave Arneson, Dungeons & Dragons se tornou uma das franquias mais populares do século XX, e segue muito relevante no XXI. Sinal disso é a publicação de Dados & Dragões: A história épica de Dungeons & Dragons, de autoria dos pesquisadores australianos Premeet Sidhu, Marcus Carter e José P. Zagalum (EUA), um verdadeiro documento sobre a aventura dos jogos RPGs que celebra os cinquenta anos da marca.
Diz o texto de apresentação: "Dados & Dragões mergulha nas origens do RPG, nas disputas e paixões de seus criadores e no impacto profundo que ele exerceu na cultura pop. Em vinte capítulos fascinantes, os autores exploram o RPG como uma forma de arte viva: um espaço de colaboração, imaginação e liberdade narrativa. Dados & Dragões analisa a ascensão do jogo, sua redescoberta durante a pandemia e as razões que o mantêm mais relevante do que nunca. A edição brasileira ainda traz textos inéditos do tradutor Daniel Bonesso, que convida os leitores a revisitar suas mesas de jogo — e talvez criar novas campanhas e personagens, com o mesmo brilho nos olhos de quem vê a sorte nos dados e a magia na amizade. Dados & Dragões celebra a força de Dungeons & Dragons e é um convite para antigos fãs relembrarem suas primeiras aventuras e para novos jogadores descobrirem o poder de contar histórias juntos. Se você já enfrentou goblins, desafiou dragões ou simplesmente se perdeu em um universo de fantasia, esta é a sua próxima grande aventura — porque quando os dados rolam o verdadeiro tesouro é a jornada."
O volume tem 480 páginas, tradução de Daniel Bonesso, e é uma publicação da Darkside Books, com data de lançamento agendada para 20 de novembro.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

HQ Memories 25

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 25 resgata do esquecimento as seguintes histórias em quadrinhos: "Science boy JQ" (1965), de Taku Horie; "O Doutor" (1966), de Álvarez; "O espelho mágico" (1960), de Aylton Thomaz; "Ambler" (1973), de Doug Wildey; "Zistor, o robô" (1961), de Waldir Igayara; e "Mister Mediano" (1957), de Steve Ditko. 
A edição tem 44 páginas, formato magazine com capa em cartão, que traz uma ilustração de Doug Widey com os personagens da série de tv Jonny Quest. Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiros números do fanzine, agora no formato grande. Várias edições já estão disponíveis.  
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Relançamento: A Bandeira do Elefante e da Arara, Christopher Kastensmidt

Está em pré-venda a nova edição da coletânea de fantasia A Bandeira do Elefante e da Arara, do escritor texano, radicado no Brasil, Christopher Kastensmidt, agora pela Editora Avec de Porto Alegre. 
O livro foi originalmente publicado em 2016 pela Editora Devir (resenhado aqui) e, desde então, ganhou prêmios, fãs e entusiastas pelas aventuras de dois exploradores estrangeiros em um Brasil colonial repleto de seres mitológicos. 
A coletânea é, de fato, um fix-up, isto é, um romance formado pelo ajuntamento de contos e novelas independentes que, não obstante, formam um todo coerente. 
Diz o texto de apresentação: "No Brasil colonial do século XVI, duas almas improváveis unem forças nas profundezas da mata virgem: o audacioso aventureiro holandês Gerard van Oost e o habilidoso ioruba Oludara. Num cenário pulsante, rico em convergências culturais, eles se deparam com criaturas lendárias do nosso folclore — do esperto Saci-Pererê ao assustador Pai‑do‑Mato —, desafiando cada mistério da floresta com coragem, astúcia e parceria singular."
Desta vez, o livro apresenta onze contos, um a mais que a edição anterior, ampliando a experiência do leitor nesse universo fantástico. 
Originalmente escrito em inglês, os créditos à tradução são de Roberto de Sousa Causo e do próprio Kastensmidt, e a edição ainda conta com ilustrações de Lorena “HET” Herrero e Ursula “SulaMoon” Dourada. A capa é de Reinaldo Rocha.
O volume tem 432 páginas e pode ser encomendado no saite da editora, aqui.

sábado, 13 de setembro de 2025

Blitz, a fada do caneco de porcelana; Simone Saueressig

Vinculado aos festejos de comemoração dos duzentos anos da imigração alemã em Novo Hamburgo, Blitz, a Fada do Caneco de Porcelana é um livro de fantasia da experiente escritora gaúcha Simone Saueressig, no ambiente dos livros infantojuvenis, em que a autora atuou a maior parte de sua carreira. O livro, que tem ilustrações de Beto Soares, faz alusão à trajetória da imigração alemã na região por meio da história da Casa Schmitt-Presser, primeiro empreendimento comercial de Novo Hamburgo. 
Diz o texto de divulgação: "Depois de atravessar mares e terras, a fada Blitz chega para viver em um lugar cheio de novidades. A história é narrada por esse pequeno habitante, em uma verdadeira viagem no tempo e na história."
A publicação faz parte do projeto Uma História Centenária de Valor (PRONAC: 232067), viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91), do Ministério da Cultura, e é uma publicação de uma pareceria entre o ACI, Simples Assim e Ministério da Cultura, e a tiragem foi voltada às escolas públicas da região. 
Por enquanto, o livro não está a venda em parte alguma. Mas, quem sabe...

terça-feira, 26 de agosto de 2025

HQ Memories 24

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 24 resgata do esquecimento as seguintes histórias em quadrinhos: "Sandman: A estrela de Singapura" (1940), de Gardner Fox e Allen Bert Christman; "Teobaldo, o detetive biruta" (1963), de Lyrio Aragão; "Scribbly" (1939) de Sheldon Mayer; "Tamacavi, o gigante lendário" (1961), de Manoel Victor Filho; "O último voto" (1987), de Will Eisner; "O Conde Crápula" (1968) de Lyrio Aragão; "O Tocha Humana: O não-humano" (1968), de Dick Ayers, e "Achille Talon: Quando só temos a mudez" (2014), de Fabcaro e Serge Carrère. A edição é completada com a pesquisa do IBOPE "Hábitos de leitura no Grandes São Paulo", publicada no jornal Diário Popular em 1969.
A edição tem 44 páginas, formato magazine com capa em cartão, que traz uma ilustração aparentemente realizad por IA. Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiro números do fanzine agora no formato grande. Várias edições já estão disponíveis.  
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

QI 195

Está circulando o número 195 fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, inteiramente dedicado ao estudo das histórias em quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros. 
A edição tem 44 páginas com vinhetas em quadrinhos de Angelo Júnior, Mário Labate Santiago, Luiz Iório, Henrique Magalhães, Manoel Dama, Luiz Cláudio Lopes de Faria, Joaquim Moura e do editor, artigos de Rod Tigre, Alex Sampaio e E. Figueiredo, e as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores,"Edições independentes" divulgando lançamentos de fanzines do bimestre anterior e "Mantendo contato", de Worney Almeida de Souza. A capa traz uma ilustração de Guimarães, com um mecanismo de dobra que conta o final da piada.
Junto a esta edição do QI, os assinantes recebem os seguintes suplementos: os números 23, 24, 25, 26 e 27 da série Reflexões sobre Imagem e Cultura, com pesquisas de Quiof Thrul, Gabriel Rocha e Rod Tigre; o número 11 de Papos Tais, complementando a extensa seção de cartas da edição; um fascículo especial dedicado ao ilustrador brasileiro Francisco Armond, e o álbum comemorativo Maria, de Henrique Magalhães, personagem que está completando cinquenta anos; a edição tem capa especial e 14 páginas em preto e branco com hqs da personagem, e vem acompanhada de cinco figurinhas coloridas para serem coladas no álgum (outras virão nas edições seguintes). Além disso tudo, o quarto pacote com quatro novos cromos para o álbum Carrancas digitais nada normais, de Manoel Dama e um suplemento com quatro tiras (muito bem impressas) da série Jeff Hawke, de Sidney Jordan, que faltaram na compilação publicada pela revista Eureka 1 (1974), localizadas pelo pesquisador Manual Caldas, com tradução de Luiz Antonio Sampaio.
Exemplares impressos do QI e seus encartes podem ser adquiridos mediante assinatura. Mais informações, diretamente com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Versões digitais de todas as edições, desde o primeiro número, bem como de todos os encartes, estão disponíveis no saite da editora Marca de Fantasia, aqui, além de muitas outras publicações que valem a pena conhecer.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Psiu 18

Está disponível a edição 18 do Psiu, tradicional fanzine de quadrinhos editado por Edgard Guimarães, através do selo EGO da Editora Marca de Fantasia, em formato exclusivamente digital. A publicação recupera trabalhos antigos nunca vistos pelos leitores desta geração, e também algum material inédito.
Em páginas 70, apresenta trabalhos de Henrique Magalhães, Luiz Iório, Humberto, Quino, Joselito, Jota Carlos, Antonio Eder e do próprio editor. 
Todas as edições do Psiu, além de outras publicações do selo Ego, podem ser baixadas gratuitamente aqui.

sábado, 7 de junho de 2025

QI 194

Está circulando o número 194 fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, inteiramente dedicado ao estudo das histórias em quadrinhos, destacando a produção independente e os fanzines brasileiros. 
A edição tem 44 páginas com vinhetas em quadrinhos de Manoel Dama, Henrique Magalhães, Luiz Iório, Mário Labate Santiago, Rod Tigre, Angelo Júnior, Luiz Cláudio Lopes de Faria, Cristiano Souza e Guimarães; artigos de Alex Sampaio, E. Figueiredo, Rod Tigre, Pedro José Rosa de Oliveira, Cosme Custódio, António Martinó de Azevedo Coutinho e George Genes Gustines, e as colunas "Fórum" com as cartas dos leitores,"Edições independentes" divulgando lançamentos de fanzines do bimestre anterior e "Mantendo contato", de Worney Almeida de Souza. A capa traz uma ilustração de Guimarães, sem nenhum aplique desta vez. 
Junto a esta edição do QI, os assinantes recebem os seguintes suplementos: os números 20, 21 e 22 da série Reflexões sobre Imagem e Cultura, o primeiro é "Filmes inusitados" (4 páginas, por Quiof Thrul), o segundo é o terceiro volume de "Quadrinhos estranhos" (8 páginas, por Rod Tigre) e o terceiro é "As possíveis origens crativas de A Garra Cinzenta" (4 páginas por Quiof Thrul); o número 11 de HQ além dos balões, com 16 páginas com a segunda parte da pesquisa "Obras autorais continuadas por outros autores", por Fábio Sales; o  número 10 de Papos Tais, com oito páginas complementando a extensa seção de cartas da edição; e um fascículo especial dedicado ao ilustrador João David. Além disso tudo, o terceiro pacote com quatro cromos para o álbum Carrancas digitais nada normais, de Manoel Dama.
Exemplares impressos do QI e seus encartes podem ser adquiridos mediante assinatura. Mais informações, diretamente com o editor pelo email edgard.faria.guimaraes@gmail.com. Versões digitais de todas as edições, desde o primeiro número, bem como de todos os encartes, estão disponíveis no saite da editora Marca de Fantasia, aqui, além de muitas outras publicações que valem a pena conhecer.

terça-feira, 27 de maio de 2025

HQ Memories 23

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 23 resgata do esquecimento as seguintes histórias em quadrinhos: "A origem do Submarino" (1954), de Bill Everett; uma história de ficção científica sem título (1979), de Luís Diferr; a conclusão de "Caramuru" (1967) de Osvaldo Talo; "Zé" (1963), de autor anônimo; "Capitão Vexame" (1983), de Ralph Smith; e "Os Lunáticos" (1964) de Liesenfeld. A edição é completada com uma entrevista com Luiz Gê, de 1994, por Worney Almeida de Souza.
A publicação tem 44 páginas em formato magazine e capa em cartão, com uma ilustração de Bill Everett. Imagens e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiro números do fanzine agora no formato grande. Várias edições já estão disponíveis.  
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Lançamento: Os quadrinhos cúbicos de Mario Mastrotti

A coleção Libro Vitae: Biografia Ilustrada, da Editora Criativo e do selo Grrr!, é dedicada a abordar, a cada edição, um artista dos quadrinhos nacionais. Muitos já ganharam biografia nela, entre os quais Julio Shimamoto, R. F. Lucchetti, Minami Keizi, Franco de Rosa, Gedeone Malagola, Eduardo Vetillo, Ignácio Justo, Getúlio Delfim, Paulo Hamazaki e Emir Ribeirto, entre outros, sempre com curadoria cuidadosa de Márcio Baraldi. E o artista da vez é meu amigo Mario Mastrotti que, na revista Quadrinhos cúbicos, é biografado pelo jornalista Fernando Moretti. 
Mastrotti foi um dos primeiros colaboradores-fundadores do Hiperespaço em sua fase de fanzine impresso (1983-2003), e foi o autor dos quadrinhos do pirata espacial "Tripanossoma", personagem símbolo do fanzine em seus primeiros tempos.
Diz o texto da contracapa: "Mario Dimov Mastrotti iniciou sua carreira em 1975 no “Diário do Grande ABC”, ilustrando o suplemento infantil daquele jornal e publicando tiras de seu personagem Cubinho, uma espécie de cachorro bípede e perspicaz. Com um humor crítico, repleto de temas políticos, ecológicos e esotéricos, Mastrotti foi disseminando seu trabalho por muitas revistas e jornais pelo Brasil afora. Paralelamente, atuou como professor universitário, publicitário e editor, lançando inúmeros livros coletivos por sua editora Virgo. Empreendedor nato, organizou diversos Salões de Humor e eventos de caricaturas ao vivo, que aglutinaram dezenas de cartunistas do Brasil. Mastrotti é, seguramente, um dos cartunistas mais atuantes de sua geração, dono de uma carreira longa e diversificada, que acaba de completar 50 anos. Uma carreira que você vai conhecer a fundo nesta mais que merecida biografia."
A edição tem 116 páginas em preto e branco, fartamente ilustradas com tiras, quadrinhos e fotos de várias fases da carreira de Mastrotti. E como estive presente em várias delas, como roteirista, colega de profissão e de empreendimentos editoriais, sou citado diversas vezes. Também contribuo com um depoimento, ao lado de Bira Dantas, Frando de Rosa, Gilmar Machado, Luigi Rocco, Luiz Carlos Fernandes e Moacir Torres.
Haverá um lançamento oficial oportuno, mas a edição já está disponível no saite da Criativo, aqui.