Depois de décadas ausente das livrarias, o popular personagem criado por Edgar Rice Burrougs retorna ao mercado com uma caprichada edição da Zahar.
Tarzan, o filho das selvas, originalmente publicado em 1912, é primeiro romance de uma bem sucedida série que fez furor em várias mídias ao longo de todo o século 20. Recebeu da Zahar um tratamento de luxo, com 336 páginas, tradução de Thiago Lins e uma edição comentada e ilustrada com 40 desenhos do imortal Hal Foster, além de notas e cronologia da vida e obra de Burrougs.
A história conta como um menino nascido em plena selva sobrevive aos seus pais sendo criado por um bando de macacos muito espertos, e como, já na adolescência, é confrontado por natureza quando um grupo de exploradores aparece na região, entre eles a jovem e bela Jane, que desperta sensações incomuns no selvagem. Resgatado mais tarde por outro explorador, Tarzan aprenderá a falar as línguas humanas e descobrirá que além de ser homem, é herdeiro de uma grande fortuna, que ele irá reclamar. A história é muito conhecida e já teve dezenas de adaptações tanto para o cinema como para a tv e os quadrinhos.
A edição da Zahar é bastante incomum no atual momento editorial brasileiro, já que o texto ainda não está em domínio público (isso só acontecerá em 2020, quando completar 70 anos da morte do autor), o que talvez indique não ser este o prenúncio da republicação de toda a coleção, o que é uma pena. Afinal, aprendi a gostar de ficção fantástica com os livros de Tarzan e nunca consegui ler todos eles – a coleção completa tem 24 volumes e não foi totalmente publicada no País. Muitos deles só conheço por sua adaptação para os quadrinhos, que são fabulosas, mas não chegam a ombrear o impacto do texto original.
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
Tarzan renasce
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A onda dos clássicos
A republicação de literatura em domínio público nunca esteve tão na moda. Além das proto-ficções científicas de Verne e Sheley, a cada ano mais autores entram na lista daqueles que podem ser publicados sem licenciamento comercial formal. Lovecraft e Howard já estão na lista e muitos outros devem engrossar as fileiras da FC&F em breve, conforme forem completando os 70 anos de suas mortes.A caprichosa Editora Zahar lançou uma edição especialíssima de 20 mil léguas submarinas, de Jules Verne, clássico da FC de 1870, a qual apresenta como Edição Definitiva, Ilustrada e Comentada. O livro tem 456 páginas, traz notas explicativas e 70 gravuras da época. A apresentação de Rodrigo Lacerda pode ser vista aqui, e a tradução, que não é de domínio público, é de André Telles.
A Hedra é outra editora que tem publicado muitos textos de domínio público. Sempre com ótimas escolhas, lançou três títulos em novo formato, maior e mais vistoso.
O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde é o mais clássico deles, obra do escocês Robert Louis Stevenson, geralmente traduzido como O médico e o monstro. O volume tem 176 páginas e a tradução é do escritor Braulio Tavares.Outro título importante na história da literatura fantástica é Bola de sebo e outros contos, do francês Guy de Maupassant. Com tradução de Plínio Augusto Coelho, tem 158 páginas e reúne textos publicados entre 1880 e 1887, entre os quais os significativos "O horla" e "Bola de sebo".
Finalmente, mais um título da ótima coleção de H. P. Lovecraft: A sombra vinda do tempo, com 118 páginas e tradução de Guilherme da Silva Braga. A exemplo das outras edições de Lovecraft pela editora, o volume também publica alguns ensaios do autor, inéditos no Brasil.São todos textos obrigatórios. Quem ainda não leu deve aproveitar esta oportunidade de ouro.
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