Nos dias 21 e 22 de setembro, aconteceu a sétima edição do Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica, organizado por Silvio Alexandre para a Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo.
Albergado na Biblioteca Viriato Corrêa, na Vila Mariana, o Fantasticon atrai anualmente uma legião de autores e editores que atuam nesse gênero literário, que o aproveitam para trocar ideias e experiências.
O Fantasticon de 2013 sofreu mudanças no formato, que agora tem uma agenda menos intensiva. Contudo, os convidados foram de peso: Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Bras, Braulio Tavares e Jorge Schwartz, entre outros, deram um perfil erudito ao ciclo de palestras que compõe o evento.
O espaço de convivência da Biblioteca recebeu os autores e editores que ali atenderam os leitores que buscavam por dedicatórias nos seus livros, adquiridos em uma livraria montada no saguão.
Circularam por ali: Ademir Pascale, Giulia Moon, Roberto de Sousa Causo, Finisia Fideli, Martha Argel, Tibor Moricz, Flavio Medeiros, Max Mallmann, Clinton Davisson, Simone O. Marques, Ana Lucia Merege, Ramiro Giroldo, Adriano Siqueira, Alicia Azevedo, Henrique de Lima, Rosana Rios, Helena Gomes, Antonio Luiz Costa, Christopher Kastensmidt, Sid Castro, André Cordenonsi, Cristina Lasaitis, Erik Sama, Ricardo França, Hugo Vera, Ana Cristina Rodrigues, Mila Fernandes, Marcia Olivieri, Gianpaolo Celli, Caio Bezarrias, Renato Azevedo, Alfer Medeiros, Walter Tierno, Edson Rosatto, Selène D'Aquitane, Carlos Orsi, Susy Ramone, Rober Pinheiro, Rogério Pereira, Andréa Del Fuego, Amanda Reznor, Daniel Borba, Wândria Coelho e muitos outros.
Diversos títulos foram lançados durante o encontro, que também foi foco de farta distribuição do número zero da revista Bang!, especializada em literatura fantástica, publicação da editora Saída de Emergência, estreante no País. O Anuário esteve representado pelos autores Marcello Simão Branco e Cesar Silva, além de seu editor, Douglas Quinta Reis, da Devir LIvraria.
No domingo, dia 22, o evento novamente recebeu a cerimônia de entrega do Prêmio Argos de Literatura Fantástica, apurado entre os filiados ao Clube de Leitores de Ficção Científica, cujos vencedores foram:
Melhor Romance: Kaori e o samurai sem braço, de Giulia Moon (Giz);
Melhor Conto: "No vácuo você pode ouvir o espaço gritar", de Carlos Orsi (in Space Opera II, Draco);
Conjunto da obra: Braulio Tavares.
Mesmo neste formato mais simples, o Fantasticon segue sendo o mais significativo evento dedicado à ficção fantástica no País, referência essencial para todos os que tem, de alguma forma, interesse no gênero.
Mais fotos do evento podem ser vistas aqui.
Mostrando postagens com marcador FantastiCon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FantastiCon. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Como foi a VII Fantasticon
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Agenda: Fantasticon 2013
Está confirmada a realização da edição 2013 da Fantasticon, congresso de autores e editores de literatura fantástica, nos dias 21 e 22 de setembro, em São Paulo.
A imagem do cartaz, que pode ser apreciada acima, foi divulgada no Twitter pelo organizador, Silvio Alexandre. O saite oficial do evento também passou por uma atualização geral e exibe a programação, que volta a ocupar apenas um fim de semana em 2013. Nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Braulio Tavares, Luiz Bras e Jorge Schwartz aparecem entre os palestrantes, prometendo uma das mais interessantes edições destes encontros.
A imagem do cartaz, que pode ser apreciada acima, foi divulgada no Twitter pelo organizador, Silvio Alexandre. O saite oficial do evento também passou por uma atualização geral e exibe a programação, que volta a ocupar apenas um fim de semana em 2013. Nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Braulio Tavares, Luiz Bras e Jorge Schwartz aparecem entre os palestrantes, prometendo uma das mais interessantes edições destes encontros.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Anuário na Fantasticon
Silvio Alexandre, curador da Fantasticon, acaba de confirmar: Cesar Silva e Marcello Simão Branco, autores do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, estarão presentes ao evento nos dias 15 de setembro, sábado, às 18h30, e no dia 22, também um sábado, às 17h.
O Anuário comparece à Fantasticon desde a sua primeira edição. Trata-se uma publicação de discussão, registro e memória da literatura fantástica brasileira, que acompanha atentamente a evolução do gênero no Brasil desde o ano de 2004 (publicado em 2005), sendo esta é a sua oitava edição, a terceira sob o selo da Devir Livraria.
A Fantasticon acontece nos dias 15, 16, 22 e 23 de setembro, no auditório da Biblioteca Viriato Correa (Rua Sena Madureira, 298, São Paulo).
Aproveito para reproduzir, a seguir, o relise de divulgação preparado pela editora:
Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2011
Autores: Marcelo Simão Branco e Cesar Silva
Capa: Rogério Vilela
Selo Enciclopédia Galáctica, setembro 2012.
194 páginas PB em papel off-set 75 g/m²
Formato: 14,0 cm × 21,0 cm
Numa iniciativa dos jornalistas e pesquisadores de ficção científica e fantasia Marcello Simão Branco e Cesar Silva, o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica foi publicado pela primeira vez em 2005. Apresenta um amplo e profundo panorama do cenário fantástico nacional, em suas três manifestações principais, a ficção científica, a fantasia e o horror, além de contemplar também as criações híbridas entre estes gêneros e os chamados trabalhos de “fronteira”, isto é, o fantástico abordado a partir da perspectiva do mainstream literário.
Contém notícias sobre prêmios e personalidades, artigos sobre o mercado editorial, listas dos livros recomendados lançados durante o ano. Para esta edição de 2011 apresenta um resenhador convidado, que vem a somar com as resenhas dos autores do Anuário aos vários dos principais livros de autores brasileiros e estrangeiros publicados em 2011. Apresenta também ensaio de um especialista convidado, e uma seção histórica com datas e resenhas de livros importantes. A Personalidade do Ano de 2011 é o legendário editor Gumercindo Rocha Dorea, descobridor de talentos e responsável pelas principais coleções de livros de fc do país, nos anos 1960 e 1990. Dorea é contemplado com uma extensa entrevista sobre a sua obra.
O Anuário tem por meta realizar um registro do estado dos gêneros no país, além de auxiliar tanto os leitores em busca do que há de novo, como aos escritores que desejam destrinchar as tendências do mercado. E também a editores e pesquisadores, que estão em busca de um conhecimento mais sistematizado e amplo do que está surgindo e das perspectivas para o fantástico no Brasil.
O Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica recebeu em 2010 o Prêmio “Melhores do Ano”, na categoria “Melhor Não-Ficção”, concedido pelo site Ficção Científica e Afins, da escritora Ana Cristina Rodrigues.
Repercussões:
“Embora a literatura fantástica enfrente muitos desafios no Brasil, um trabalho árduo de crítica e pesquisa como o do Anuário permite uma base sólida para o desenvolvimento de pesquisas e publicações”.
— Rachel Haywood Ferreira, Iowa State University.
“As suas carreiras críticas — existentes há anos em várias publicações, e há seis anos no Anuário —, são o balanço global dos gêneros literários que vocês analisam, o mais competente, sério e abrangente, dentro do universo crítico brasileiro.”
— André Carneiro, autor de Confissões do Inexplicável.
“O Anuário é uma das publicações de crítica de ficção especulativa mais independentes e de maior personalidade no país. Editores, pesquisadores, colecionadores de livros, escritores e fãs devem encontrar uma fonte de consulta, de avaliações e de opiniões críticas inestimável para dar perspectiva ao momento atual.”
— Roberto de Sousa Causo, Terra Magazine.
“Um projeto raro e ambicioso, que apresenta uma perspectiva global e sistematizada a respeito do mercado no Brasil e confere-lhe uma unidade na qual os autores poderão posicionar-se. Além disso, contribui para o crescimento da crítica profissional e do estudo acadêmico, essenciais ao desenvolvimento de qualquer literatura."
— Luís Filipe Silva, site Efeitos Secundários (Portugal).
Sobre o selo Enciclopédia Galáctica:
Em 2010, a Devir Livraria inaugurou o selo “Enciclopédia Galáctica”, destinado a obras de não-ficção voltadas para a discussão, análise e registro dos gêneros ficção científica, fantasia e horror na literatura, quadrinhos, jogos, cinema e televisão. O selo busca fomentar a produção crítica a respeito desses gêneros e formas de expressão, em um momento em que cresce muito o interesse pela literatura de ficção científica, fantasia e horror no ambiente acadêmico e literário nacional. O primeiro livro do selo foi Visão Alienígena: Ensaios sobre Ficção Científica Brasileira, de M. Elizabeth Ginway, brasilianista e professora de língua portuguesa e literatura e cultura brasileira na Universidade da Flórida (em Gainesville).
Mais informações sobre o Anuário e suas edições anteriores podem ser obtidas no saite da Devir Livraria, e pelo email marialuzia.devir@gmail.com.
O Anuário comparece à Fantasticon desde a sua primeira edição. Trata-se uma publicação de discussão, registro e memória da literatura fantástica brasileira, que acompanha atentamente a evolução do gênero no Brasil desde o ano de 2004 (publicado em 2005), sendo esta é a sua oitava edição, a terceira sob o selo da Devir Livraria.
A Fantasticon acontece nos dias 15, 16, 22 e 23 de setembro, no auditório da Biblioteca Viriato Correa (Rua Sena Madureira, 298, São Paulo).
Aproveito para reproduzir, a seguir, o relise de divulgação preparado pela editora:
Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2011Autores: Marcelo Simão Branco e Cesar Silva
Capa: Rogério Vilela
Selo Enciclopédia Galáctica, setembro 2012.
194 páginas PB em papel off-set 75 g/m²
Formato: 14,0 cm × 21,0 cm
Numa iniciativa dos jornalistas e pesquisadores de ficção científica e fantasia Marcello Simão Branco e Cesar Silva, o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica foi publicado pela primeira vez em 2005. Apresenta um amplo e profundo panorama do cenário fantástico nacional, em suas três manifestações principais, a ficção científica, a fantasia e o horror, além de contemplar também as criações híbridas entre estes gêneros e os chamados trabalhos de “fronteira”, isto é, o fantástico abordado a partir da perspectiva do mainstream literário.
Contém notícias sobre prêmios e personalidades, artigos sobre o mercado editorial, listas dos livros recomendados lançados durante o ano. Para esta edição de 2011 apresenta um resenhador convidado, que vem a somar com as resenhas dos autores do Anuário aos vários dos principais livros de autores brasileiros e estrangeiros publicados em 2011. Apresenta também ensaio de um especialista convidado, e uma seção histórica com datas e resenhas de livros importantes. A Personalidade do Ano de 2011 é o legendário editor Gumercindo Rocha Dorea, descobridor de talentos e responsável pelas principais coleções de livros de fc do país, nos anos 1960 e 1990. Dorea é contemplado com uma extensa entrevista sobre a sua obra.
O Anuário tem por meta realizar um registro do estado dos gêneros no país, além de auxiliar tanto os leitores em busca do que há de novo, como aos escritores que desejam destrinchar as tendências do mercado. E também a editores e pesquisadores, que estão em busca de um conhecimento mais sistematizado e amplo do que está surgindo e das perspectivas para o fantástico no Brasil.
O Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica recebeu em 2010 o Prêmio “Melhores do Ano”, na categoria “Melhor Não-Ficção”, concedido pelo site Ficção Científica e Afins, da escritora Ana Cristina Rodrigues.
Repercussões:
“Embora a literatura fantástica enfrente muitos desafios no Brasil, um trabalho árduo de crítica e pesquisa como o do Anuário permite uma base sólida para o desenvolvimento de pesquisas e publicações”.
— Rachel Haywood Ferreira, Iowa State University.
“As suas carreiras críticas — existentes há anos em várias publicações, e há seis anos no Anuário —, são o balanço global dos gêneros literários que vocês analisam, o mais competente, sério e abrangente, dentro do universo crítico brasileiro.”
— André Carneiro, autor de Confissões do Inexplicável.
“O Anuário é uma das publicações de crítica de ficção especulativa mais independentes e de maior personalidade no país. Editores, pesquisadores, colecionadores de livros, escritores e fãs devem encontrar uma fonte de consulta, de avaliações e de opiniões críticas inestimável para dar perspectiva ao momento atual.”
— Roberto de Sousa Causo, Terra Magazine.
“Um projeto raro e ambicioso, que apresenta uma perspectiva global e sistematizada a respeito do mercado no Brasil e confere-lhe uma unidade na qual os autores poderão posicionar-se. Além disso, contribui para o crescimento da crítica profissional e do estudo acadêmico, essenciais ao desenvolvimento de qualquer literatura."
— Luís Filipe Silva, site Efeitos Secundários (Portugal).
Sobre o selo Enciclopédia Galáctica:
Em 2010, a Devir Livraria inaugurou o selo “Enciclopédia Galáctica”, destinado a obras de não-ficção voltadas para a discussão, análise e registro dos gêneros ficção científica, fantasia e horror na literatura, quadrinhos, jogos, cinema e televisão. O selo busca fomentar a produção crítica a respeito desses gêneros e formas de expressão, em um momento em que cresce muito o interesse pela literatura de ficção científica, fantasia e horror no ambiente acadêmico e literário nacional. O primeiro livro do selo foi Visão Alienígena: Ensaios sobre Ficção Científica Brasileira, de M. Elizabeth Ginway, brasilianista e professora de língua portuguesa e literatura e cultura brasileira na Universidade da Flórida (em Gainesville).
Mais informações sobre o Anuário e suas edições anteriores podem ser obtidas no saite da Devir Livraria, e pelo email marialuzia.devir@gmail.com.
Marcadores:
2011,
Anuário,
ensaios,
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
não-ficção,
periódicos,
resenha,
terror
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Caminhos do fantástico

Faltam poucos dias para a abertura da sexta edição da Fantasticon que, mais que um simpósio de literatura fantástica, é um verdadeiro congraçamento de editores, autores e fãs ligados à literatura de um gênero que cresceu e apareceu no ambiente editorial nos últimos anos.
O saite do evento dispõe da programação de palestras e debates que acontecerão nos dias 15, 16, 22 e 23 de setembro, no auditório da Biblioteca Viriato Correa (Rua Sena Madureira, 298, São Paulo).
Além do simpósio em si, a Fantasticon abriga diversas atividades paralelas, como oficinas, exposições, seções de autógrafos e uma mancheia de lançamentos. Entre eles, a aguardada seleta Caminhos do Fantástico, organizada por Silvio Alexandre e Claudio Brites com histórias de fantasia, terror e ficção científica selecionadas através de um concurso realizado no primeiro semestre de 2012.
A lista completa dos lançamentos da Fantasticon pode ser vista no saite do evento, aqui.
Marcadores:
antologias,
contos,
editora Terracota,
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Fantasticon 2012
Iniciada como uma atração paralela nos Encontros Internacionais de RPG, aos poucos a Fantasticon ganhou autonomia, crescendo a cada edição, sendo hoje referência no campo da literatura fantástica no País.
Além de palestras e painéis com autores e editores, e muitos lançamentos de livros e seções de autógrafos, a Fantasticon deste ano, numa parceria com a Editora Terracota, promete publicar uma antologia original de ficção fantástica, fruto do Concurso Literário Caminhos do Fantástico 2012, que ainda está em curso. Há algumas semanas a organização divulgou os títulos dos textos habilitados e não-habilitados a participar, sem contudo identificar seus autores.
A programação oficial ainda não foi divulgada.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Fantasticon 2011
Já começou a contagem regressiva para a Fantasticon 2011: V Simpósio de Literatura Fantástica, congresso de escritores, editores e fãs de literatura fantástica que este ano acontece nos dias 12, 13 e 14 de agosto, nas dependências da Biblioteca Viriato Corrêa, na rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, em São Paulo.
A parte mais interessante do evento é, sem dúvida, a grade de lançamentos. Entre as três dezenas de títulos anunciados aqui, estão as antologias As cidades indizíveis (Llyr), Dieselpunk (Draco) e Melhores novelas brasileiras de ficção científica (Devir). Entre os lançamentos estrangeiros anunciados, figura o há muito aguardado Máquina diferencial, de Wiliam Gibson e Bruce Sterling pela Aleph, e A bondade dos estranhos, do português João Barreiros, pela Tarja.
A apresentação do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica referente a 2010, também está agendada para o evento.
A programação completa, que também comporta palestras e oficinas, pode ser lida no saite da FantastiCon, aqui.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Universo Fantástico

Outra publicação que teve sua base editoral apoiada na FantastiCon deste ano foi a supreendente revista Universo Fantástico, editada por Silvio Alexandre e publicada pela Giz Editorial, que se propõe a ser uma base de discussão teórica dos gêneros fantásticos, ou seja, dedicada a prática da não-ficção. Acredito que nunca houve, no Brasil, um periódico de FC&F nesse molde, a não ser em edições especiais. O que mais se aproxima é o Anuário que, contudo, tem objetivos diversos e segue uma linha editorial bem diferente.
No formato gráfico, Universo Fantástico lembra a última fase da extinta revista Quark, editada pela MB Editora até 2001, apresentada em forma de livro com lombada quadrada, capa cartonada em cores e miolo em preto em branco. Porém, o conteúdo da Quark trazia pouca não-ficção e investia especialmente na publicação de contos e novelas.
Universo Fantástico, neste seu número zero, não publicou uma única página de ficção. Toda ela é voltada a ensaios e artigos, alguns em tom popular, outros acadêmicos. Pelo texto de apresentação, a proposta editorial da revista é realmente voltar-se para a discussão acadêmica de FC&F, que vem se estruturando nas universidades, embora ainda sejam poucos os pesquisadores em ação.
A revista tem 127 páginas e publica os seguintes textos:
"Tolkien e Guimarães Rosa", por Bráulio Távares;
"Conde Drácula e Vlad Tepes: duas pessoas diferentes", por Humberto Moura Neto e Martha Argel;
"Escolha um futuro", por Nelson de Oliveira;
"A potência do imaginário de Neuromancer nas origens da cibercultura", por Adriana Amaral;
"O que é steampunk?", por Bruno Accioly;
"(Pós) Steampunk latino-americano?", por Rodolfo Rorato Londero;
"Neoburroughsianas: Sistemas solares alternativos"; por Gerson Lodi-Ribeiro;
"De Baker Street ao Sítio do Picapau Amarelo", por Octavio Aragão;
"China Miéville: Este é o cara (que você não conhece)", por Fábio Fernandes;
"Merlin, o encantador"; por Roberto de Souza Causo;
"Relações de sangue", por Giulia Moon;
"Summa vampirológica", por Lúcio Manfredi;
"A presença de Edgar Allan Poe nos quadrinhos", por Carlos Patati;
"Comentários sobre a invasão do cinema na literatura fantástica", por Alfredo Luiz Suppia;
"Viagem no tempo no cinema e na TV", por Gilberto Schoereder; e
"A primeira novela de ficção científica brasileira", por Silvio Alexandre.
Quem acompanha a produção de não-ficção do fandom há algum tempo, vai reconhecer alguns temas que causaram interesse nas listas de discussão da internet num passado recente. Mas também há textos inéditos para temperar os pratos frios.
Há poucas resenhas de livros, talvez as únicas sejam a que Giulia Moon fez para o romance Relações de sangue de Martha Argel, publicado em 2002 pela editora Novo Século e recentemente republicado pela própria Giz, e outra assinada por Lucio Manfredi para Anno Drácula, de Kin Newman, traduzido em 2008 pela Editora Aleph. Nada muito recente, portanto.
Como edição de ensaio – uma vez que é para isso que servem os números zeros – Universo Fantástico é uma boa promessa. O editor não garantiu periodicidade, mas disse-me que é possível que seja pelo menos semestral, dependendo do resultado comercial da edição de estreia.
Para adquirir, acesse o saite da Livraria Moonshadow, aqui.
Marcadores:
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
não-ficção,
terror
Spell Work 7
Ainda ecoando a FantastiCon, acontecida há pouco mais de uma semana, este zine eu recebi das mãos de sua editora, Thina Curtis, que o estava distribuindo durante o evento.
Trata-se de Spell Work um zine à moda antiga, e com isso me refiro a um formato que foi bastante comum nos anos 1980, de publicações em xerox, volumosas, que tratavam de inúmeros assuntos, de política a música, de poesia a ficção científica etc. Eu acreditava que esse tipo de publicação estivesse extinto, subjugado pela avassaladora onda digital de blogues e comunidades virtuais. Ainda bem que eu estava enganado, pois ainda há muitos lugares neste país nos quais a cultura digital não chegou e não chegará pelo menos neste século. As publicações em papel cumprem, assim, um trabalho fundamental de expandir o alcance da informação.
Certa vez, li um trabalho acadêmico, disponível aqui, que estabelecia definições muito específicas entre fanzine e zine. As duas definições, de acordo com o autor, não se referem ao mesmo tipo de publicação. Fanzine é uma publicação feita por fãs, e se entende por fã alguém que escolheu consumir (e esta é uma palavra chave na definição) algum tipo de produto em especial. Ou seja, o objeto de desejo de um fã é algo comercial, consumível: um cantor, um ator de TV, um gênero ou estilo de música ou literatura, etc. Quando a publicação trata de coisas como política, ecologia, sociologia etc, ou quando não se foca unicamente no mesmo assunto, tornando-se um tipo de almanaque, a definição mais exata seria zine, uma revista publicada alternativamente porém sem o caráter específico de fã. Concordo que isso pode ser discutido, mas eu gostei da definição.
Spell Work tem um escopo muito amplo e é, portanto, um zine. Nas 48 páginas de sua sétima edição, o zine trata de assuntos variadíssimos, como música, pintura, cinema, quadrinhos, literatura, poesia, dança, cidadania, turismo etc.
A maior parte dos artigos são assinados pela editora, mas também colaboram na edição Gazy Andraus, Iam Godoy, Rosana Raven, Edgar Franco, Edson F., Marcelo Pastel e Alan Draht. São entrevistados o poeta Glauco Matoso e as bandas Anorkia e Harry and The Addict. Completam a edição, uma HQ de Edgar Franco, um conto de Edson F. e poemas de Luiz Carlos Conceição e Thina Curtis. A capa é do artista plástico Carlos Rodolfo Gamba.
Spell Work tem páginas no Myspace e no Orkut. Para conseguir um exemplar, tente que escrever para a editora: tinacurtis11@yahoo.com.br ou emodem@ig.com.br.
Marcadores:
FantastiCon,
fanzines,
periódicos,
Thina Curtis
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O cartum do Brontops
Por motivos de espaço, não deu para postar no último artigo o desenho que o escritor Brontops Baruq executou no última página do meu exemplar de Portal 2001, durante o evento ocorrido na FantastiCon, por isso ele mereceu este post exclusivo. E para saber a o quê ele se refere, clique aqui.

Marcadores:
cartum,
FantastiCon,
ficção científica,
humor
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Uma tarde na IV FantastiCon
Entre os dias 28 e 30 de agosto aconteceu a FantastiCon 2010 que, em sua quarta edição, confirma a disposição de manter a independência conquistada em 2009. Tanto que espalhou-se em três dias, ainda que no primeiro tenha ocorrido apenas a abertura e uma única atividade: uma palestra com o escritor Moacyr Scliar.
Compareci apenas ao segundo dia, para reencontrar amigos e acompanhar algumas palestras.
Cheguei pelas 14 horas e, a um quarteirão da Biblioteca Viriato Correa, que abrigou o evento, cruzei com o escritor e editor Adriano Siqueira, que já se retirava, a caminho de outra atividade. Ele estava rouco de tanto falar.
O movimento na biblioteca estava agitado e se manteve assim o tempo todo. Logo descobri por que Adriano estava rouco: era preciso gritar para se conversar nos corredores ruidosos. Peguei meu ticket para a palestra sobre o fantástico no mainstream, que já ia começar, mas fiquei cumprimentando o povo antes.
Passei uns dez minutos gritando com o escritor carioca Gerson Lodi-Ribeiro, meu amigo e sócio do tempo da Ano-Luz e organizador da antologia Vaporpunk, lançada no evento. Gerson, de camisa de veludo, disse que não estava com calor. Os 30 graus daquele momento são considerados uma temperatura amena no Rio.

Em seguida, tive o prazer de encontrar a escritora andreense Laura Elias, que eu conhecia apenas pela internet. Laura me presenteou com um exemplar autografado de seu novo romance, Lua negra, enquanto seus livros finalmente chegavam ao rico balcão montado no local pela livraria Moonshadow.
Cumprimentei o escritor Tibor Moricz que circulava pelos corredores, e entrei de fininho no confortável auditório da biblioteca, que estava bem fresquinho. Como a atividade avançava no horário, consegui aproveitar boa parte das falas dos escritores Nelson de Oliveira, Ademir Assunção e Jeanette Rozsas.
Provocados por Oliveira, Ademir divertiu a audiência contando parte de seu romance Adorável criatura Frankenstein, e Jeanette Rozsas contou detalhes de seu romance de horror As sete sombras do gato.
A essa altura, muitos autores já se reuniam na sala de convivência para o happening da antologia Portal 2001.


Voltou enfim, com trabalhos publicados nas antologias Contos Imediatos e Portal 2001. Ganhei dele o meu exemplar do Portal 2001 e fui logo recolhendo assinaturas dos autores que estavam ali.









Depois de Sidemar e Causo assinarem, foi a vez do bem humorado Mustafá Ali Kanso, que tirou muitas fotos com a gente.
Em seguida, entreguei meu exemplar para o Brontops Baruq e ele fez um cartum muito legal na página final do volume. Brontops curtiu o álbum de figurinhas S.P.A.C.E. que eu postei aqui no blogue, e brincou com a ideia.

Também assinaram Ricardo Delfim, Nelson de Oliveira e Braulio Tavares, que já estava por lá para a palestra que ia rolar às 17 horas.
Outro que circulava ali, feliz da vida, era o simpaticíssimo escritor Luiz Roberto Guedes, que chegou atrasado para a mesa do mainstream e ficou só curtindo o ambiente e conversando com o povo.

As escritoras Laura Elias, Martha Argel, Flávia Muniz, Giulia Moon e Nazarethe Fonseca finalmente subiram ao palco do auditório para a mesa sobre fantasia feminina, que eu não podia deixar de ver. Num ambiente penumbroso, iluminado por castiçais, falaram sobre... vampiros! Todas elas trabalham com o mito e se entenderam muito bem à mesa, contando como escreveram suas histórias e o que pretendem fazer no futuro. Laura foi efusivamente aplaudida pela plateia quando disse que pretende enveredar pela ficção científica.

Ainda no auditório, ganhei do organizador do evento, Silvio Alexandre, um exemplar da novíssima revista Universo Fantástico, publicada da Giz Editorial. Silvio é o editor da revista, o que já antecipa sua qualidade. São 128 páginas, capa em cores, plastificada, com orelhas e lombada quadrada. A capa traz a imagem de Bela Lugosi no papel que lhe deu fama: Dracula.
A revista não publica ficção, só artigos, e está recheada de feras: Braulio Tavares, Martha Argel, Giulia Moon, Patati, Octavio Aragão, Lodi-Ribeiro, Nelson de Oliveira, Roberto Causo, Gilberto Schoereder, Alfredo Suppia, Lucio Manfredi, Fábio Fernandes, Rodolfo Londero e muitos outros.
Universo Fantástico é praticamente um revival dos fanzines dos anos 1990. Senti-me em casa, como há muito não acontecia.

Voltei ao estande da Moonshadow, e surpreendi-me com a belíssima capa da antologia Proibido ler de gravata, organizada pelo decano da FCB André Carneiro. É, sem dúvida, a melhor capa do ano até agora na minha opinião, o que não é pouco de se dizer, já que as editores estão se esmerando nesse mister. As ilustrações internas também dão show.

Enquanto trocava figurinhas com as escritoras Flávia Muniz e Nazarethe Fonseca, ganhei da simpática editora Thina Curtis um exemplar do seu bem produzido zine Spell Work, que tem de tudo um pouco.

A última atividade do dia foi a palestra de Braulio Tavares, sobre o fantástico em Guimarães Rosa. Braulio fez comentários sobre várias obras de Rosa e comparou a estrutura de Grande Sertão à de O senhor dos anéis.

À saída, troquei uns dedos de prosa com Carlos Orsi Martinho que, numa mesa, autografava a bem cuidada edição de seu livro de FC juvenil Nômade.
Também conversei rapidamente com o escritor e quadrinhista carioca Carlos Patati, que eu não via há muitos anos, e com os ex-diretores do CLFC Alfredo Kepler e Ana Cristina Rodrigues. Pena que não pudemos conversar mais, pois são muito bons de prosear.

Na sala de convivência, rolava o lançamento do romance A tríade, com a presença dos autores Carlos Andrade, Claudio Brites, Kizzy Ysatis e Octavio Cariello.
Mas preferi ficar na mesa em que Braulio Tavares autografava seus livros, falando de cinema, Stephen King, Joe Hill, Neil Gaiman e Kelly Link. Como Braulio pretendia ir ao encontro mensal do CLFC e não sabia como chegar lá, ofereci-me para conduzi-lo. Pegamos um táxi e aproveitamos a viagem para falar sobre antologias luso-brasileiras, a propósito da Vaporpunk que ambos compráramos há pouco.
Braulio saltou em frente ao local e eu segui no mesmo táxi até a estação do metrô, para voltar para casa. O evento prosseguiria no dia seguinte mas, para mim, estava encerrado.
Foi uma ótima tarde que passei junto a uma porção de velhos amigos, conversando sobre assuntos que me fascinam e conhecendo gente nova que tem muito a dizer. Fui cobrado por muitos a respeito do Anuário 2009, aos quais pedi só mais um pouco de paciência, pois a editora Devir está finalizando o trabalho e brevemente teremos os primeiros exemplares em mãos. Não deu para a FantastiCon, mas tudo bem. Ano que vem vamos tentar ser mais eficientes.
De qualquer forma, com ou sem Anuário, em 2011 pretendo comparecer novamente ao evento, se Deus assim permitir.
Parabéns ao Silvio Alexandre e toda a equipe da Biblioteca Viriato Correa, que realizaram um evento irretocável, que já é parte importante do calendário literário brasileiro.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Fanzines da FantastiCon
O simpósio de literatura fantástica FantastiCon, cuja terceira edição abordei aqui há poucos dias, tem se revelado a cada ano o grande referencial da ficção fantástica brasileira. Autores e editoras dedicadas ao gênero fantástico têm agendado suas principais iniciativas para serem lançadas durante o evento. Não poderia ser diferente com os fãs que, apesar dos tempos digitais, ainda insistem em distribuir publicações em papel, os conhecidos fanzines, que estão ressurgindo este ano. A própria FantastiCon distribuiu um deles, o FantastiCon News, comemorando os 40 anos do Symposium de Ficção Científica realizado em 1969 no Rio de Janeiro, dentro do II Festival Internacional do Filme. Um evento ímpar e, ao que parece, até hoje insuperado. Isto porque o editor e tradutor José Sanz, um dos agitadores mais ativos no fandom brasileiro de então, ousou convidar a mais alta cúpula da ficção científica literária, que compareceu em peso para um evento até então inédito.
Só para se ter uma ideia da ousadia, vieram dos EUA os escritores Paul Anderson, Alfred Bester, Robert Bloch, Harlan Ellison, Philip José Farmer, Harry Harrison, Robert Heinlein, Damon Knight, Kate Willhelm, Fredrick Pohl, Robert Schekley e A. E Van Voght, mais os cineastas George Pal e Roger Corman, além do especialista e editor Forrest J. Ackerman. Da Inglaterra vieram Brian Aldiss, J. G. Ballard, John Brunner e Arthur C. Clarke.
Também compareceram convidados da Espanha, França e Uruguai, além dos brasileiros André Craneiro, Clóvis Garcia, Álvaro Malheiros, Walter Martins e Gerônymo Monteiro, entre outros. Ou seja, nunca antes se reunira tantos autores importantes num único evento e acredito que nunca mais isso se repetiu.
Há muitas histórias e lendas sobre esse simpósio histórico. Uma delas, devidamente confirmada, é que foi publicado um livro com os anais do simpósio, mas são poucos os colecionadores que conseguiram anexar um exemplar às suas coleções.
O FantastiCon News deu seguimento a esse talento mítico, uma vez que os organizadores produziram uma tiragem limitadíssima, distribuída criteriosamente. Quase ninguém viu e muitos ficaram sem.

A edição foi muito bem feita, com capa em cores e um miolo bem impresso, belamente ilustrado com fotos nítidas tiradas durante o evento de 1969. Algumas dessas imagens fizeram parte de uma exposição durante III FantastiCon, mas o texto da publicação, de autoria de Roberto de Sousa Causo, é exclusivo e relata algumas das histórias lendárias desse evento em tudo incomparável. Não sei se ainda é possível conseguir um exemplar do FantastiCon News, e o próprio volume não oferece nenhum endereço, real ou virtual, para um contato.
Outro fanzine que circulou durante a FantastiCon foi a edição 7 do FicZine - Edição Especial de Humor Vampiro, editada pelas escritoras Giulia Moon e Martha Argel. Como em todas as edições anteriores, o zine é extremamente caprichado, e trouxe contos inéditos das editoras, mais um trabalho do escritor Kizzy Ysatis.
O FicZine 7 pode ser conseguido pelos interessados, bastando que entrem em contato com uma de suas editoras, através dos e-mails: marthaargel@gmail.com e giuliamoon1@yahoo.com.br.
Marcadores:
fantasia,
FantastiCon,
fanzines,
ficção científica,
literatura,
terror
terça-feira, 28 de julho de 2009
III FantastiCon
Conforme anteriormente divulgado, compareci à seção de autógrafos do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2008, programada para 25 de julho, o primeiro dia da III FantastiCon, na Biblioteca Viriato Correa, em São Paulo. Foi legal reencontrar o espaço reformado e bem organizado, inclusive com os acessos controlados por senhas.
Marcello Simão Branco e Silvio Alexandre
Foi um evento interessante porque ali compareceu boa parte dos escritores, editores e agitadores culturais brasileiros que têm algum interesse na arte fantástica, para acompanhar a ampla grade de atividades programadas por Silvio Alexandre, o organizador do evento.
Giulia Moon e Martha Argel
Passei todo o tempo conversando com amigos que não via há muito tempo, como os escritores Braulio Tavares, Adriano Siqueira, Leandro Reis, Martha Argel e Giulia Moon - que me puxou as orelhas por não ter aparecido nos encontros da Scarium.
Cesar Silva, Braulio Tavares e Marcello Simão Branco
Chamava a atenção de todos a exposição sobre os 40 anos do Simpósio Internacional de FC, evento pioneiro que aconteceu em 1969, no Rio de Janeiro, pela iniciativa quase irresponsável do tradutor e editor José Sanz, e trouxe ao Brasil alguns dos mais importantes escritores de FC da época. Apesar de simples - era uma exposição feita com folhas A4 coladas diretamente na parede, tinha um conteúdo impressionante, com fotos tiradas durante a realização do evento. A FantastiCon distribuiu ainda uma tiragem limitada de um boletim com o histórico desse Simpósio.
Helena Gomes, Erica Bombardi e Cristina Lasaitis
Fiz novos contatos com escritores que eu só conhecia a distância, como Helena Gomes - que autografava a reedição de seu romance O arqueiro e a feiticeira - Cristina Lasaitis e Erica Bombardi - de quem estou lendo um manuscrito interessantíssimo - além dos editores Rodrigo Coube (Idea), Adriano Fromer Piazzi (Aleph) e Douglas Quintas Reis (Devir).
Também conversei longamente com Roberto de Sousa Causo, que trouxe para a gente ver o único exemplar disponível no evento do romance O povo da névoa, de H. Rider Haggard, que a lendária editora GRD publicou há poucos dias. Infelizmente o livro não esteve disponível para a venda.
Roberto de Sousa Causo e Douglas Quintas Reis
Havia ainda uma boa quantidade de pessoas circulando que eu não cheguei a conhecer, e até alguns que eu conheço, mas não tive tempo de cumprimentar e com os quais quero aqui me desculpar, pois só pude permanecer no local até por volta das 16 horas, quando tive que me retirar para cumprir outros compromissos.
Rodrigo Coube e Adriano Piazzi
As atividades da FantastiCon prosseguiram até à noite do dia 25 e continuaram no dia 26, quando estavam programadas conferências importantes. Um relato algo mais amplo pode ser lido no site Universo Insônia, de Tiago Castro.
Oportunamente abordarei aqui as publicações que recebi durante minha rápida passagem nesse evento, que ganhou personalidade nas dependências da Biblioteca Viriato Correa, local que por muitos anos foi a base de operações da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica, quando organizávamos as HorrorCons e o Prêmio Nova nos anos 1990.
Infelizmente foi evento estóico, sem os divertidos fãs fantasiados que geralmente alegram esses encontros. Grupos impermeáveis derivaram pelo ambiente sem se misturar, como gotas de óleo na água. Nada de novo, também nas HorroCons isso acontecia, embora nunca tenha me agradado.
Apesar do fandom ter desprezado suas história e identidade em algum momento na virada do século, nem tudo está perdido. A FantastiCon ainda é um evento pequeno e seu público é discreto, porém militante.
Há algo prestes a emergir desse novo cenário e eu tenho a confiança que será algo realmente significativo.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
quinta-feira, 16 de julho de 2009
FantastiCon 2009
Em sua terceira edição, e pela primeira vez, a FantastiCon vai acontecer em um espaço independente, desassociada do Encontro Internacional de RPG que, este ano, não se realizou. E vai se instalar no que parece ser o mais adequado espaço da capital paulista para um evento dessa categoria, a Biblioteca Temática de Literatura Fantástica Viriato Correa, na Rua Sena Madureira, Vila Mariana, nos dias 25 e 26 de julho a partir da 11 horas da manhã.
O evento propõe exibir um painel completo da atividade literária dos gêneros fantásticos no Brasil, por isso vão acontecer diversas palestras com escritores e editores, sessões de autógrafos e lançamentos de livros.
Entre os lançamentos, além do Anuário 2009 — que lá estarei representando no sábado, dia 25, a partir da 14 horas — estão Alma e sangue, de Nazarethe Fonseca (Editora Aleph), a nova edição do romance O arqueiro e a feiticeira, de Helena Gomes (Idea Editora), Os guardiões do tempo, de Nelson Magrini (Giz Editorial), O prédio, o tédio e o menino cego, de Santigo Nazarian (Record), O vampiro da Mata Atlântica, de Martha Argel (Idea Editora), as antologias Espelhos irreais (Fábrica dos Sonhos), O livro vermelho dos vampiros (Devir), Steampunk – Histórias de um passado extraordinário (Tarja), Paradigmas 3 (Tarja) e os romances estrangeiros UBIK, de Philip K. Dick (Editora Aleph) e O povo da névoa, de H. R. Haggard (Edições GRD), a grande surpresa do evento, marcando a volta da legendária editora GRD às livrarias, com um título que faz juz a sua tradição de publicar o que ninguém mais publicaria.
A programação completa do evento pode ser vista aqui. Certamente você vai encontrar alguma coisa legal para assistir. Mas se não puder ir por um motivo de força maior, como uma chuva de meteoros, uma invasão alienígena ou o fim do mundo, a TV digital Cronópios promete cobrir os dois dias da FantastiCon.
Marcadores:
eventos,
fantasia,
FantastiCon,
ficção científica,
literatura,
terror
Assinar:
Postagens (Atom)
