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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Reta final: Ebal e os Cartões de Identidade dos Heróis

Nos anos 1970, a casa dos super-heróis Marvel/DC no Brasil era a Editora Brasil-América (Ebal). As revistas tinham uma elegância especial, em formato grande, capas coloridas e miolo em preto e branco que dava um charme especial à arte dos ilustradores. E que ilustradores! Jack Kirby, Gene Colan, Neil Adams, John Buscema, John Romita, Gil Kane, Barry Smith, Russ Manning, Frank Robbins, Curt Swan, Joe Kubert  e tantos outros que nem dá para tentar relacionar. As histórias eram muito boas e, como as revistas eram baratas, dava para os leitores mirins, como eu, irem às bancas e, com pouco dinheiro, comprarem tudo o que saía no mês. Sem falar que era possível comprar revistas atrasadas da própria Ebal pelo correio e, com centavos, obter exemplares de segunda mão nas bancas de revistas usadas nas feiras-livres. Muitas revistas eu conseguia assim. 
Era costume da Ebal publicar séries informativas colecionáveis em suas revistas, como o "Curso de Histórias em Quadrinhos", a interessante "Cronologia HQ", etc. Uma dessas séries foi a dos "Cartões de Identidade dos Heróis", que saiu encartada nos Almanaques para 1971. Nunca completei nenhuma dessas séries porque nem todas as revistas da Ebal me interessavam. Então, até hoje, minha coleção de cartões de identidade dos heróis continua incompleta, ainda que, ao longo dos anos, eu tenha conseguido reunir a maior parte deles. 
Agora dá para conseguir tudo de uma vez só com a publicação do álbum Ebal – Identidade dos Heróis, um projeto do pesquisador e editor Francisco Ucha que tem investido na recuperação dessas curiosidades publicadas pela Ebal. 
Diz o texto de apresentação: "No final de 1970 a Ebal lançou oito Almanaques para 1971: Tarzan, Zorro, Homem-Aranha, Superman, Batman, Invictus, Reis do Faroeste e Superboy. Eles tinham o mesmo projeto gráfico com capas que tinham um splash de onde saíam os heróis de cada revista. Mas nesse fim de ano a Ebal publicou curiosos brindes em cada uma dessas edições e eles chamaram a atenção dos fãs de quadrinhos: foram os cultuados Cartões de Identidade dos Heróis. Quatro fichas impressas em papel mais grosso, cada qual com um personagem da Ebal – totalizando 32 Cartões de Identidade – foram encartados nas páginas centrais dos Almanaques. De um lado havia uma imagem do herói (um desenho ou foto) com sua impressão digital, sua assinatura e uma pequena lista de informações que entregavam a identidade secreta e a filiação dos personagens, entre outros dados. No verso, havia uma relação dos melhores amigos e dos piores inimigos do herói, juntamente com uma minibiografia e a relação de revistas da Ebal nas quais o personagem era publicado. Podia parecer uma ideia muito infantil, mas a verdade é que esses cartões fizeram sucesso pela novidade de se poder colecionar fichas informativas de cada herói e hoje são objeto de culto entre colecionadores. Os personagens retratados na coleção Cartão de Identidade dos Heróis são Tarzan, Cheyenne, Brett MacDonald (da saga do Oeste publicada em Epopéia Tri), Judoka, Arqueiro Verde, Ricardito, Batman, Robin, Super-Homem, Super-Moça, Dianinha, Fantomas, Aquaman, Aqualad, Flash, Kid Flash, Míriam Lane (Lois Lane), Jimmy Olsen, Matt Dillon, Zorro (Lone Ranger), Tonto, Hulk, Homem-Aranha, Thor, Demolidor, Homem de Ferro, Capitão América, Namor e os quatro integrantes do Quarteto Fantástico (Sue, Reed Richards, Tocha Humana e Coisa). Agora, a reprodução exata de cada um dos cartões estará disponível no álbum Ebal – Identidade dos Heróis, que Ucha Editorial está editando e distribuirá aos apoiadores desta campanha a partir de novembro de 2026. A obra republica esses brindes e detalha como eles foram lançados há 56 anos, mostrando também quais eram as revistas publicadas pela Ebal em 1970."
O livro terá 68 páginas coloridas em formato magazine, com todos os cartões de identidade e textos de pesquisa e contextualização. O projeto pode ser apoiado aqui até o dia 25 de setembro, e é possível adquirir em pacotes com outras publicações sobre a Ebal produzidas por Ucha. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Labirinto: A história visual definitiva

"Apresentando comentários detalhados da talentosa equipe e elenco – incluindo novas entrevistas exclusivas com Jennifer Connelly, Brian Henson, Brian Froud e George Lucas – este livro reúne uma riqueza de esboços raros, artes conceituais e fotografias espontâneas dos cenários para formar um incrível tesouro para os fãs de Labirinto. Com visuais impressionantes e uma visão incomparável da criação de um verdadeiro clássico moderno, Labirinto: A História Visual Definitiva é o complemento perfeito para um dos filmes de fantasia mais amados de todos os tempos. Esta edição especial inclui dezenas de itens extras de colecionador, entre eles: réplicas de páginas dos cadernos de Jim Henson, esboços do Goblin de Brian Froud, pôster de cinema e muito mais."
Este é o texto de apresentação de Labirinto: A história visual definitiva, resultado do trabalho dos pesquisadores americanos Paula M. Block e Terry J. Erdmann sobre o trabalho de Jim Henson, diretor desse cultuado filme. Estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly, o longa estreou nos cinemas em 1986 e, desde então, continua a encantar pelas efeitos especiais com marionetes, cenografia deslumbrante e canções que inspiraram gerações. 
O volume tem 192 páginas recheadas de imagens raras, capas duras, prefácio de Toby Froud, introdução de Brian Henson e tradução de Fernando Scoczynski Filho. A publicação é da editora Belas Artes.

sábado, 29 de agosto de 2026

Lançamento: Labirinto do fauno - Alquimia das sombras, Mar Diestro-Dópido

"Uma análise definitiva da fábula sombria de Guillermo del Toro com curiosidades, bastidores e novos olhares sobre o filme que habita a fronteira entre a brutalidade do real e o poder da imaginação. Além do ensaio original da coleção BFI, que reúne curiosidades, análises e novos olhares sobre o longa, a edição brasileira traz conteúdo exclusivo assinado por Ana Paula Cabrera, pesquisadora dedicada ao estudo de escritoras silenciadas pela ditadura franquista e coordenadora do projeto República das Mulheres, iniciativa voltada ao resgate de vozes femininas apagadas pela história. Ambientada na Espanha franquista de 1944, a história acompanha Ofélia, que se muda com a mãe grávida para a casa do cruel capitão Vidal. Em meio à brutalidade do mundo real, a menina descobre um antigo labirinto habitado por um misterioso fauno, que lhe revela um destino extraordinário e a conduz por uma série de provas perigosas. "
Este é um trecho da apresentação do ensaio Labirinto do fauno: Alquimia das sombras (Pan's labyrinth), da pesquisadora e crítica britânica Mar Diestro-Dópido, originalmente publicado em 2013 na coleção BFI Film Classics da British Film Institute.
O volume tem 240 páginas, tradução de Leandro Durazzo e está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para o dia 28 de setembro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Akira: Making of da explosão criativa

"Inspirado no mangá de Katsuhiro Otomo, Akira foi o primeiro anime japonês a chegar aos cinemas brasileiros, em uma época em que animações ainda eram amplamente associadas ao público infantil. O longa revolucionou técnicas de animação, consolidou a estética cyberpunk e abriu caminho para a expansão da cultura pop japonesa, tornando-se uma referência incontornável para gerações de artistas, cineastas e criadores. Lançado em 1988, Akira se passa em uma Neo-Tóquio distópica que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. Em meio a luzes de néon, motocicletas em alta velocidade e explosões de violência, a cidade serve de palco para uma narrativa que entrelaça tensões políticas, experimentos científicos, traumas históricos e transformações sociais. Para celebrar o retorno de Akira às telas de cinema, a DarkSide Books preparou uma edição indispensável para os fãs de animação japonesa e ficção científica." 
Este texto é parte da apresentação de Akiria: Making of da explosão criativa, dos pesquisadores britânicos Michelle Le Blanc e Colin Odell, e apresenta uma análise extensa desse cultuado filme de cinema. 
Akiria: Making of da explosão criativa inaugura uma parceria da série Cine Dark com coleção BFI Film Classics;  tem 240 páginas, tradução de Renan Santos e traz ainda um artigo exclusivo do crítico Eduardo Reginato. O volume está em pré-venda aqui, com data de lançamento agendada para o dia 28 de setembro.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Lançamento: Paraíso sísmico, Paisagem Personas

Paisagens Personas é mais um dos infinitos heterônimos do escritor paulista Nelson de Oliveira, que desenvolve inúmeras ações voltadas a arte da criação literária. Uma de suas muitas teses é o conceito de literatura-arte e literatura-artesanato, e é sobre isso que trata seu novo livro de não-ficção Paraíso sísmico: As subversões criativas da escrita literária. Como o próprio autor diz, "um convite a todos que desejam assimilar os mecanismos da expressão literária e do pensamento crítico".
Diz o texto de apresentação: "As pessoas estão cada vez mais interessadas em aprender e dominar os mecanismos da expressão literária, se possível num espaço estimulante e pleno de liberdade. Esse interesse está diretamente relacionado à busca da compreensão mais ampla da vida e da sociedade. Um bem-vindo efeito colateral do exercício constante da escrita literária é o aprofundamento da subjetividade estética."
Paraíso sísmico tem 292 páginas e é uma publicação da Alta Books pelo selo Faria e Silva.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Somnium 129

Está disponível o número 129 do Somnium, fanzine digital do Clube de Leitores de Ficção Científica, editado por Rubens Angelo, Eduardo Torres, Gerson Lodi-Ribeiro, Sidemar Vicente de Castro e Luiz Felipe Vasques. 
O volume tem 81 páginas e traz contos de Cesar Alcázar, João Gomes, Dario Andrade e Sid Castro, artigos de Cesar Silva sobre os editores do Somnium, e de Eduardo Torres sobre o Hélio-3; resenha de Rubens Angelo a antologia Científica Ficção 1 (2023, Tramatura); e um relato sobre ufologia, não creditado. Rubens Angelo assina a ilustração da capa. 
O Somnium pode ser baixado gratuitamente aqui, unicamente em versão pdf. Outras edições também estão disponíveis.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Resenha: Quimeras do agora, Ana Rüsche

Quimeras do agora: Literatura, ecologia e imaginação política no Antropoceno
, Ana Rüsche. 152 páginas. São Paulo: Bandeirola, 2025.

Só pelo título já dá para concluir: Quimeras do agora é um livro acadêmico. E é mesmo. Trata-se de um ensaio elaborado pela pesquisadora Ana Rüsche durante o pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2025 pela Editora Bandeirola. Os temas do trabalho, como se pode imaginar, são as mudanças climáticas e a ficção científica. Um tema complexo, sem dúvida, uma vez que a crise climática não é consenso entre os  intelectuais. Muitos deles ainda afirmam que o aquecimento global é um fenômeno natural que nada tem a ver com a ação humana sobre o planeta e que é a leitura marxista do mundo que leva a essa interpretação radical. 
Rüsche não entra no mérito; seu objetivo é identificar exemplos do tratamento do tema na produção literária de ficção científica e nisso é um trabalho provavelmente pioneiro no ambiente acadêmico brasileiro. A pesquisadora tem se dedicado às questões ambientais na ficção científica, que ganharam fôlego com o surgimento de um tipo de ficção especificamente voltado às questões ambientais, que tem sido chamado de Solapunk, sobre o qual também ainda não há consenso. Tudo é muito novo e um tanto assustador, mas tem conquistado autores e muitas parte do mundo, como é possível conferir na antologia Como aprendi a amar o futuro, organizada por Francesco Verso e Fabio Fernandes, e publicada em 2023 pela Editora Plutão (com uma resenha disponível aqui). Mas a pesquisa de Rüsche tem objetivos mais profundos e tão interessantes quanto. 
O ensaio tem introdução do biólogo Marcos Rodrigues (Unicamp) e um apêndice de referência sobre obras citadas. O corpo principal do texto está dividido em oito capítulos. 
Os dois primieros, "Um demônio com muitos nomes" e "Antropoceno: um nome para o consenso científico?" – que abrangem praticamente metade do ensaio –, são dedicados a elaborar uma levantamento genealógico do termo "Antropoceno" que, na definição do senso comum, poderia significar uma era geológica marcada pela ação humana sobre o meio ambiente. Mas Rüsche não se limita a essa leitura superficial e se aprofunda em inúmeras definições outras, que passam pelo "Capitaloceno" de Andreas Malm, o "Plantationceno" de Anna Tsing, o "Chthuluceno" de Donna Haraway, entre outros. Trata-se da parte mais interessante e rica do ensaio, com muitos aspectos próprios para citações em pesquisas futuras.
Em "Monstros mostram: a fantasia de Frankenstein", Rüsche inicia a aproximação das questões ambientais com a fc propriamente dita, buscando detalhes da obra fundadora do gênero que possam ser vinculadas a conceitos antropocênicos, no qual teve de ser bastante criativa. 
"Um problema de cognição? A apatia e o capitalismo de vigilância" vai buscar vículos entre o Antropoceno e o capitalismo (reforçando a ideia de uma leitura marxista), cuja base mais evidente é a afirmação "é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo". Verdade. Isso leva a outra conclusão importante do ensaio, que identifica a absoluta inadequação da literatura realista em lidar com as questões climáticas. Logo, apenas a literatura especulativa – a ficção científica –, teria essa condição. E também é verdade. 
Em "Utopias e o paradoxo da quimera", "Ecocídio, devastação e resistência em Floresta é o nome do mundo" e "Distopias e colonialismo: a pedagogia da catástrofe" a pesquisadora finalmente mergulha na análise de obras de ficção científica (alguns diriam que nem tanto): Utopia, de Thomas More, Floresta é o nome do mundo, de Ursula K. Le Guin, e Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão – única obra de escritor brasileiro analisada.  
O trabalho é completado em "A petição pelo impossível", que conclui: "A literatura é um valioso campo de prova de nossas ideias mais delirantes, e precisamos justamente desse arroubos e delírios para nos devolver a capacidade de sonhar coletivamente." O que também é uma verdade.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Em campanha: Guia Visual Definitivo Changeman

Nos anos 1980, a TV Manchete, que passava por problemas financeiros, lotou sua programação de enlatados japoneses de todos os tipos. Não salvou a emissora, mas recuperou o interesse dos brasileiros pelos desenhos animados japoneses, assim como pelos seriados de super-heróis em live action, também conhecido como tokusatsu. Entre os muitos títulos exibidos a época, destacou-se o seriado Esquadrão Relâmpago Changeman, que seguia a fórmula Super Sentai, com uma equipe de guerreiros coloridos enfrentando gigantes alienígenas em meio a maquetes muito realistas. 
A editora brasileira Mozu, que tem dedicado muito esforço a produzir guias oficiais licenciadas desses seriados, já tendo publicado guias de Jaspion, Jiraiya e Black Kamen Rider, agora inaugura uma campanha para viabilizar a publicação do Guia Visual Definitivo Changeman
Diz o texto de apresentação: "Com uma vasta seleção de imagens oficiais, materiais raros e pesquisa aprofundada, você vai acompanhar toda a jornada do Esquadrão Relâmpago no Japão e no Brasil, entendendo como a série nasceu no Japão e como se transformou em um verdadeiro fenômeno entre os brasileiros. Este será mais do que um livro: será um documento histórico, uma celebração definitiva e uma peça para guardar por toda a vida — para mostrar às futuras gerações como Changeman ajudou a construir a paixão brasileira pelos heróis japoneses. O livro também conta com a colaboração de inúmeros fãs brasileiros apaixonados, que fornecem informações, materiais da época, pesquisas, depoimentos, contatos, etc."
O volume terá 184 páginas, edição de Adriano Almeida e Ricardo Cruz, e pode ser apoiado aqui até o dia 7 de agosto de 2026. A meta básica já foi batida.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Em campanha: Marvel made in Brazil

Este é um projeto que sustenta o espírito dos fanzines e vai interessar aqueles que gostam das curiosidades do mundo dos super-heróis e também aos que buscam pelos limites da arte. 
Marvel made in Brazil é um levantamento historiográfico sobre a produção brasileira não autorizada de quadrinhos de franquias da Marvel Comics Group. A pesquisa foi conduzida pelos especialistas Guilherme Alfredo Miorando, Alexandre Morgado e VAM! 
Diz o texto de apresentação: "O livro Marvel made in Brasil apresenta um panorama sobre a grande maioria das revistas em quadrinhos que trouxeram materiais produzidos somente neste país com personagens da Marvel. X-Men, Nick Fury, Motoqueiro Fantasma, entre outros super-heróis, receberam um 'tratamento brasileiro' por artistas locais. O livro traz algumas dessas histórias na íntegra, além de contar como alguns personagens da Marvel como Black Knight e Millie, the Model, foram tão modificados por aqui que passaram a ser criações mais brasileiras do que dos Estados Unidos. A publicação conta também com uma pesquisa que abrange como a Marvel foi modificada em outros países do mundo".
O volume terá 176 páginas fartamente ilustradas com histórias da época e capas brasileiras, e pode ser apoiado aqui até o dia 15 de junho de 2026, disponível também em pacotes promocionais com outros títulos dos autores. A publicação é da Splash Books.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Lançamento: Christopher Nolan - O cineasta icônico e sua obra, Ian Nathan

Christopher Nolan - O cineasta icônico e sua obra
(Christopher Nolan: The iconic filmmaker and his work) é mais um texto de não ficção que chega ao Brasil pela editora Belas Letras. Este volume, como o nome já diz, traz um levantamento crítico da obra do cineasta americano Christopher Nolan pelo especialista em cinema Ian Nathan. 
Diz o texto de apresentação: "Este livro abre a caixa mágica do universo tortuoso de Nolan. O autor veterano Ian Nathan investiga o homem por trás dos enigmas, decifrando suas motivações, declarações e métodos, enquanto reconstrói a história e o processo de criação de seus filmes. Da rivalidade em O grande truque (2006) à trilogia Batman, das alucinações temporais de A origem (2010) e Tenet (2020) até o monumental Oppenheimer (2023), estrelado por Cillian Murphy - um épico sobre o nascimento da bomba atômica e o preço do gênio. Um mergulho profundo e fascinante na mente e na obra de um dos diretores mais reverenciados, bem-sucedidos e enigmáticos do cinema contemporâneo. Visualmente deslumbrante e repleto de revelações, este livro é uma viagem pelas ideias, obsessões e mistérios de um dos maiores autores do cinema moderno."
O volume tem 192 páginas com muitas imagens, impressão e acabamento de luxo, tradução de Tanara Araújo e, os que adquirirem na pré-venda, receberão de brinde uma réplica em metal do pião visto em A origem. A data de lançamento está agendada para o dia 31 de julho de 2023.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Lançamento: Os mundos de Hayao Miyazaki, Nicolas Rapold

Hayao Miyasaki é o nome por trás dos Estúdios Ghibli, um bem sucedido estúdio de animação que é responsável por alguns dos maiores sucessos da animação japonesa no ocidente. Portanto, é com muita expectativa que os fãs aguardam o lançamento de Os mundos de Hayao Miyazaki (The Worlds of Hayao Miyazaki), escrito pelo pesquisador americano Nicolas Rapold, originalmente publicado em 2025.
Diz o texto de apresentação: "Frequentemente chamado de padrinho da animação, Miyazaki é cofundador do Studio Ghibli e a força criativa por trás de alguns dos filmes de animação mais amados de todos os tempos. A Viagem de Chihiro continua sendo o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês e ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação. Os Mundos de Hayao Miyazaki é uma jornada pelas histórias, ideias e inspirações por trás dos filmes de um dos visionários mais influentes do cinema. De Meu vizinho Totoro e A viagem de Chihiro a Princesa Mononoke, O Castelo Animado e Ponyo, a obra de Miyazaki cativou o público em todo o mundo com sua emoção, arte e personagens inesquecíveis. Esta edição de luxo, em capa dura, com design e papéis inspirados na arte japonesa, com centenas de imagens, explora a rica mistura de influências culturais, históricas e artísticas que moldaram sua narrativa. Do folclore japonês e memórias de infância à arquitetura europeia, cinema clássico e comentários políticos, ele revela como a visão profundamente pessoal de Miyazaki criou mundos em camadas que parecem fantásticos e baseados na realidade."
O volume tem 224 páginas, tradução de Nathalia Andres Rondan e publicação da Editora Belas Letras, com lançamento agendado para o dia 30 de junho de 2026.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Lançamento: Ficção científica capitalista, Michel Nieva

"A ficção científica capitalista é a narrativa fantástica de uma 'humanidade sem mundo', de turistas que vivem mil anos e viajam pelo cosmos tirando selfies enquanto a Terra arde em fogo". Esta afirmação do escritor e filósofo argentino Michel Nieva resume bem os complexos significados da Ficção científica capitalista, (Ciencia ficción capitalista: Cómo los multimillonarios nos salvarán del fin del mundo) ensaio de não ficção originalmente publicado em 2024, que busca compreender a forma com que o capitalismo se apropria da fc para justificar seus objetivos, como já o fez no passado não muito distante. 
Diz ainda o texto de apresentação: "Ao expor as conexões profundas entre a ficção científica e o capitalismo, o autor revela como a imaginação do futuro vem sendo monopolizada por interesses econômicos e políticos. Diante de um horizonte de mudança climática, incerteza social e endividamento, somente os bilionários são capazes de imaginar como salvar o mundo. Mas salvar o mundo para quem? Está claro que na narrativa delirante dessas figuras apenas uma parcela ínfima e privilegiada da humanidade terá acesso à alta tecnologia que promete viagens interplanetárias, a superação dos limites do corpo e, quem sabe, a imortalidade. É a essa narrativa que se apropria da linguagem da ficção científica para projetar o capitalismo extraterrestre que Nieva chama de ficção científica capitalista."
O estudo de Nieva vai ao encontro das ponderações da ficção científica de viés solarpunk, que questiona o alcance social das maravilhas prometidas por tecnologias redentoras.
Michel Nieva é formado em filosofia pela Universidade de Buenos Aires, professor na Universidade de Nova York. Também é autor do romance de ficção científica Dengue Boy: A infância do mundo, publicado em 2024 pela Amarcord.
Ficção científica capitalista tem 128 páginas, tradução de Juliana Pavão e é uma publicação da Editora Ubu.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Insólita, volume 5, número 2

Lançado em 2021, Insólita: Revista Brasileira de Estudos Interdisciplinares do Insólito, da Fantasia e do Imaginário é um periódico acadêmico dedicado aos estudos do fantástico. Editado por Nara Lya Cabral Scabin, Genio de Paulo Alves Nascimento, Rogério Ferraraz e José Augusto Mendes Lobato, pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi (PPGCOM-UAM), chegou a sua décima edição no último semestre de 2025. 
Insólita apresenta artigos e ensaios científicos, mas também traz entrevistas com personalidades do meio, além de poemas que ilustram os volumes.
Esta edição, identificada como número 2 do volume 5, tem 165 páginas e foi co-editada pelos pesquisadores Fabio Fernandes e Ellen Maria Vasconcellos. Traz o dossiê "Narrativas do insólito, distopia e utopia", com artigos sobre cinema e literatura de Eduardo Marks Marques, Luiz Felipe Voss Spinelli, Anderson Martins Pereira, Ariane Ávila Neto de Farias, Luiza Prates dos Santos, Eugênia Adamy Basso, Ana Clara de Freitas Soares, Rodrigo Luciano Faria, Lorena da Silva Figueiredo, Nathalia Matozo da Silva e Aline Rocha de Oliveira. Traz ainda uma resenha  ao filme Crimes do futuro (2022), de Cronenberg, e uma entrevista com Adirley Queiróz e Joana Pimenta, diretores do filme brasileiro Mato seco em chamas (2022). 
A edição pode ser acessada aqui, para leitura e download gratuitos. As edições anteriores também estão disponíveis.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Filamentos

Filamentos
é um programa de leitura coletiva crítica com foco na ecologia que, desde 2022, atua através da internet em grupos de discussão, encontros virtuais e festivais, e já rendeu o livro Filamentos: Leituras ecológicas comentadas - Diário de campo, da escritora e pesquisadora Ana Rüsche, publicado em 2025 pela Editora Bandeirola. Rüsche também assina a curadoria do programa.
Diz o texto de apresentação: "Com encontros mensais, estruturados a partir da leitura de obras clássicas e contemporâneas de ficção e não ficção, são aprofundados temas nevrálgicos sobre a questão ecológica e a crise climática. Nos últimos quatro anos estivemos em contato com uma bibliografia atualíssima e impactante, discutindo textos teóricos e literários de forma concomitante, tudo para aguçar os sentidos, provocar estranhamentos, desfocar a obviedade do olhar para atingir mais longe e com mais clareza."
Filamentos mantém um programa de arrecadação permanente, através do qual os interessados podem se juntar ao grupo e ter acesso às discussões e aos eventos promovidos. O objetivo é "conseguir o apoio necessário para manter a pesquisa, a produção do pensamento independente e reflexivo. E ampliar ao máximo o alcance da discussão de tema tão urgente quanto o da crise climática". O projeto oferece descontos para professores das redes pública e privada.
Mais informações, bem como a programação do projeto para 2026, podem ser encontradas aqui.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Em campanha: Fã-autor, Mayara Barros

Fã-autor: Experiências colaborativas e criativas no universo das fanfics
é a tese de mestrado da pesquisadora Mayara Barros que está em uma campanha de financiamento direto. Trata-se de um estudo a respeito da produção de fanfics, atividade que se expandiu explosivamente a partir do advento da internet e das redes sociais.
Não que a prática seja uma novidade: desde o início do século XX que os fãs apaixonados por alguns tipos de literatura praticam a arte de se apropriar de seus universos favoritos para criar novas histórias, usando os mesmos personagens da aventura original ou aproveitando apenas sua ambientação, criando todo um novo núcleo dramático. Talvez o caso mais significativo e longevo dessa prática sejam as fanfics de Sherlock Holmes, algumas cometidas por fãs muito famosos, como Jô Soares, por exemplo.  Depois vieram fanfics do seriado de tv Star Trek, das séries de fantasia O senhor dos Aneis e Harry Potter, e a coisa toda só tem crescido, inclusive no Brasil. E é justamente esse o foco da pesquisa. 
Diz o texto de apresentação da obra: "O livro mapeia práticas narrativas, criativas e colaborativas possíveis na cultura digital a partir da relação dos fãs com os produtos de entretenimento no universo das fanfictions brasileiras. A partir de conceitos de cultura do fã, cultura participativa, teorias literárias e cognição atuada, a autora faz uma etnografia virtual para analisar as fanfics selecionadas e entrevistar os autores, numa tentativa de demonstrar que a prática da fanfic é dialógica, criativa e intertextual por natureza. Por ser um mergulho no universo dos fãs brasileiros, mostrando como a relação com o entretenimento pode ser mais profunda do que muitos assumem, esta obra é para todos que têm interesse em entender um pouco mais sobre as relações entre fãs e criatividade."
Mayara Barros é Doutora em Comunicação Social pelo PPGCOM/UERJ, escritora, ilustradora e designer de jogos. É autora da coletânea de contos Caleidoscópio (2016, Illuminare) e integra a equipe podcast Andarilhos do Imaginário
A publicação terá 96 páginas e publicação pela Editora Appris. Apoios podem ser confirmados até o dia 19 de fevereiro, aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Histórias Extraordinárias 11

Está disponível aqui o décimo primeiro número da revista literária de ficção científica e horror Histórias Extraordinárias, editada por Paolo Fabrizio Pugno para a Editora UICLAP, pelo selo Dicotomia.
A edição tem 68 páginas com contos de Diego C. Corrêa, Eduardo Akira, George Goldberg, Gerson Lodi-Ribeiro, Pedro Barros e Romy Schinzare, além de uma entrevista com o escritor paraibano Bráulio Tavares. A edição ainda traz resenhas e artigos de interesse. 
E mais: todas as dez edições anteriores também podem ser obtidas na página da Dicotomia, aqui.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Abusões do fim do mundo

Em circulação desde 2015, chega ao 27º número a revista virtual Abusões, publicada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e editada pelos professores Flavio García, Júlio França e Regina Michelli. Trata-se de um periódico acadêmico dedicado ao estudo da ficção gótica, fantástica e insólita de modo geral. 
Esta edição tem 605 páginas e comemora os dez anos da publicação com quinze trabalhos acadêmicos dos pesquisadores Alexander Meireles da Silva, André de Sena, Carla Portilho, Cido Rossi, Daniel Augusto Pereira Silva, Fábio Lucas Pierini, Flávio García, Júlio França, Laura Loguercio Cánepa, Marcio Markendorf, Maria Cristina Batalha, Marisa Martins Gama-Khalil, Oscar Nestarez e Pedro Sasse, Sylvia Maria Trusen, que passam por diversos assuntos, tais como o Weird, a oralidade no fantástico, a ficção detetivesca, o decadentismo, o sobrenatural, as mídias mortas, os slasher movies, a narrativa criminal e a alteridade no maravilhoso amazônico.
A publicação pode ser lida online ou baixada gratuitamente aqui.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Lançamento: Entornos do gótico e do fantástico, Volume 2

Está disponível um segundo volume de Entornos do gótico e do fantástico, antologia de ensaios acadêmicos organizada pelos pesquisadores Cido Rossi, Stéfano Stainle, Laís Rodrigues Alves Martins e Jonathan Eliã de Almeida Nunes para a Editora Pedro & João.
Diz o texto de divulgação: "São doze capítulos, os quais trazem abordagens teórico-críticas diversas tanto sobre o universo ficcional de Harry Potter quanto sobre outros universos ficcionais. Da Literatura à Arquitetura, passando pela Poesia e pelas Poções, esses textos enriquecem a fortuna crítica das obras neles analisadas ao se voltarem à perspectivas e ideias inovadoras."
O livro tem 256 páginas e está disponível em formato ebook aqui, para leitura e download gratuitos. 
O primeiro volume, publicado em 2023 pela mesma editora, continua disponível.

sábado, 8 de novembro de 2025

Somnium 128

Está disponível o número 128 do Somnium, fanzine digital do Clube dos Leitores de Ficção Científica, editado por Rubens Angelo, Eduardo Torres, Gerson Lodi-Ribeiro, Sidemar Vicente de Castro e Luiz Felipe Vasques. 
O volume tem 59 páginas e traz contos de Fábio San Juan, Lynn Venable e Lailton Garcia, artigos de Gian Danton e C. R. Rohling, e um portfólio do ilustrador Carlos Hollanda, autor da capa da edição. 
O Somnium é gratuito e pode ser baixado gratuitamente aqui, em versão pdf. Outras edições também estão disponíveis.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Resenha: Manual de sobrevivência na escrita

Manual de sobrevivência na escrita
, Ana Rüsche e George Amaral. 112 páginas. São Paulo: Bandeirola, 2024. 
Recebi há algumas semanas, da própria Editora Bandeirola, um exemplar de Manual de sobrevivência na escrita, de autoria dos escritores e pesquisadores Ana Rüsche (A telepatia são os outros, 2019) e George Amaral (Um estranho tão familiar, 2023), que me comprometi a ler e comentar. 
É um livro curioso. Não é um manual de escrita, pois não dá dicas de métodos e modelos narrativos, nem de modelagem de personagens e universos, e não dá exemplos para melhorar a criatividade nem históricos e definições de gêneros literários. Trata-se, isto sim, de um guia para escritores iniciantes que querem escrever de forma profissional mas não sabem como se organizar para isso. 
O trabalho está dividido em três partes principais: "Antes de colocar a mão na massa", "Mãos à obra" e "Terminei, e agora?", cada uma delas subdivididas em capítulos curtos que procuram dar ao leitor uma panorâmica ampla do processo da escrita, especialmente em relação à disposição do autor, ambiente de trabalho, rotinas e objetivos, e outros detalhes tão intuitivos que a maioria dos escritores nem chega a pensar a respeito.
O resultado é um compêndio de práticas para tornar o ato da escrita mais produtivo e eficiente, com conselhos do tipo: por que escrever, o que se pretende alcançar escrevendo, como montar uma rotina produtiva, o que comer e o que não comer antes e durante o trabalho, quais recursos técnicos, materiais e psicológicos utilizar, como não se deixar vencer pela preguiça etc. Alguns desses conselhos são especialmente úteis como, por exemplo, não beber enquanto se usa um notebook, e realizar backups constantes do material produzido, coisas que todo mundo sabe que deve fazer, mas não faz até se dar mal. E, mesmo depois, continua não fazendo.
Cada capítulo traz ainda depoimentos dos autores falando, de modo bastante intimista, sobre a forma como agem para seguir escrevendo mesmo em momentos de desânimo e pane criativa.  
Manual de sobrevivência na escrita tem 112 páginas, é uma publicação de 2024 e está disponível nos formatos digital e impresso.