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domingo, 25 de janeiro de 2015

Super-heróis sem quadrinhos

Desde sua estreia, nos anos 1960, os super-heróis Marvel têm sido um estrondoso sucesso. Primeiro nos quadrinhos, com um universo coerente e a proposta de incorporar dramaticidade humana às histórias geralmente delirantes de heróis super humanos. Depois no cinema, com sagas cósmicas de diversos de seus personagens mais destacados, e agora também na tv, em séries de grande sucesso. Num espaço, contudo, os personagens Marvel nunca conseguiram se impor: o literário.
Não que nunca tenham existido tentativas de levar para os livros os personagens dos quadrinhos. Nos anos 1990, a editora Abril tentou emplacar nas bancas uma linha de livros de bolso com contos dos personagens da DC, Batman e Superman, inclusive através do talento de escritores importante como Robert Sheckley por exemplo, mas os resultados não passaram do pífio.
Em 2006, a Panini, editora que atualmente detém os direitos de toda a linha no Brasil, lançou uma pequena coleção de novelizações dos personagens Marvel (X-Men: Espelho negro; Homem-Aranha: Ruas de fogo; Wolverine: Arma X e Quarteto Fantástico: Zona de Guerra) que, mais uma vez, não causou impacto entre os fãs.
Mais recentemente, em 2013, a editora Casa da Palavra voltou aos personagens DC em duas adaptações literárias luxuosas: Wayne de Gothan, de Tracy Hickman e Os últimos dias de Kripton, de Kevin J. Anderson, mas ficou nisso.
Em 2014, a Novo Século, aproveitando o boom de novelizações que mais uma vez assola as livrarias brasileiras, promoveu uma nova tentativa de ocupar as estantes com adaptações literárias de personagens Marvel. A editora lançou três títulos: Guerra civil (Civil war prose novel), de Stuart Moore, adaptando os quadrinhos de Mark Millar; Homem-Aranha: Entre trovões (Spider-Man: Drowned in thunder), de Christopher L. Bennet, aproveitando a deixa do último filme de cinema, com uma história do Cabeça-de-Teia contra o supervilão Electro, e O toque da Vampira (Rogue touch), de Christine Woodward, com uma aventura romântica da sexy mutante dos X-Men. A editora disponibiliza, via Issuu, amostras para degustação, em pdf. Para acessá-los, basta clicar nos respectivos títulos.
Homem de Ferro: Vírus está prometido para breve, assim como republicações de alguns daqueles títulos da Panini. Isso se o projeto vingar, é claro.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Titãs atacam!

Dois meses depois do lançamento oficial, em novembro, chegou às bancas o primeiro número da revista Ataque dos titãs (Shingeki no kyojin), novela gráfica de ficção científica de autoria do jovem artista japonês Hajime Isayama, publicada no Brasil pela editora Panini.
A série faz um sucesso estrondoso no Japão – com mais de 25 milhões de exemplares vendidos – e chegou ao Brasil com grande expectativa, uma vez que a versão em desenho animado já circula pelos saites especializados e conta com inúmeros fãs no País. Tanto que a primeira tiragem foi esgotada apenas pelas reservas feitas nas gibiterias, daí o atraso nas bancas.
Lançada originalmente em 2006 em forma de seriado na revista Weekly Shōnen Magazine, Ataque dos titãs conta a história de Eren Jaeger, adolescente que sonha conhecer o mundo. Mas isso é impossível desde que, há cem anos, depois de um devastador ataque planetário de zumbis gigantes – os titãs – o que restou da humanidade é obrigado a viver em uma região cercada e subdividida por muralhas de cinquenta metros de altura, conduzido por um governo militar que treina os soldados em uma tecnologia baseada em espadas elétricas, ganchos e cabos de aço que os faz praticamente voar ao enfrentar os monstros, que só podem ser mortos se forem mutilados no seu único ponto vulnerável: a nuca.
Com o passar dos anos, a vida quase se normalizou dentro dos muros e, exceto pelo medo constante, o povo vive mais ou menos em paz numa condição de baixa tecnologia, uma vez que todos os recursos são destinados à manutenção das tropas e das muralhas, e ao conforto da classe dominante que vive nas áreas mais protegidas.
Até o dia em que surge um titã nunca visto, mais alto que os muros, e com sua força descomunal abre uma brecha na muralha externa, permitindo a invasão em massa dos titãs e obrigando a população a recuar para trás da segunda das três muralhas que cercam a cidade, com muitas mortes no processo. Durante o ataque, Eren testemunha a morte da sua mãe, devorada por um titã, e jura que um dia será um matador de titãs. Mas, para isso, terá de alistar-se e dominar não só o perigoso equipamento militar, mas também seu temperamento explosivo e inconsequente.
Contudo, no porão da antiga casa de Eren, jaz uma informação deixada por seu pai, um cientista desaparecido há anos, que pode revelar o mistério da natureza dos titãs. Mas esse segredo está agora numa zona infestada e, para lá chegar, será necessário fazer o que em cem anos nunca se conseguiu: vencer os gigantes antropófagos.
A história, ágil e emocionante, ecoa conceitos vistos anteriormente no clássico da ficção científica Nausicaa do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, que também parte do fato da civilização ter desmoronado depois de um ataque de gigantes. Repleta de conceitos morais típicos de tempos de guerra, como escolhas difíceis, fome, medo, traição, covardia, amor, sacrifício, confiança, fé, abnegação e coragem, aproxima-se também de outro bom mangá de ficção militarista, Fullmetal alchemist, de Hiromu Arakawa, com a qual compartilha a mistura de ficção científica, fantasia e horror – por vezes escatológico –, mas as semelhanças ficam por aí.
A edição brasileira será bimestral, uma boa decisão da Panini uma vez que o seriado ainda está em publicação no Japão, onde já conta com onze volumes. No passado, outras editoras deixaram os leitores brasileiros na mão ao tentarem maximizar seus lucros publicando afoitamente séries inacabadas, que ficaram pelo meio sem qualquer satisfação. Mas este parece ser um risco que, se não está de todo afastado, vale a pena correr.
Ataque dos titãs tem 192 páginas e custa R$11,90.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resenha: Piteco Ingá

Desde que surgiram as primeiras divulgações dos títulos que comporiam a coleção Graphic MSP, formada por adaptações mais ou menos livres dos personagens de Maurício de Sousa por outros artistas do traço, o que mais me entusiasmou foi o do Piteco. Isso porque o personagem sempre foi um dos que mais me cativaram dentro de sua produção, além de ser um dos menos explorados. Também porque Piteco remete ao Brucutu (Alley Oop), personagem clássico de V. T. Hamlin que sempre teve histórias incríveis, sinal do potencial de Piteco caso ousasse também se aproximar da ficção científica.
Outro detalhe que me animou foi saber que o artista convidado para realizar o trabalho era o incrível Shiko, quadrinhista paraibano atualmente domiciliado na Itália, revelado nos fanzines no início do século, cujos trabalhos tive a honra de publicar em algumas das últimas edições do Hiperespaço.
E, de fato, não me decepcionei. Piteco: Ingá, quarto volume da coleção, é o melhor até o momento. As ideias ousadas e os desenhos sensuais e soberbamente coloridos de Shiko caíram muito bem nesta versão realista, que parece receber influências de importantes obras da ficção científica antropológica como A guerra do fogo, de J.-H. Rosny, e O clã da caverna do urso, de Jean Auel.
A história conta como a tribo de Lem, onde vivem Piteco e seus amigos, tem que superar as diferenças com seus inimigos para conseguir sobreviver a uma seca que devasta o seu território. Mas, antes disso, o herói terá de empreender uma longa jornada em busca de Thuga, a sacerdotisa da aldeia, que foi raptada pelos temíveis homens-tigre. Acompanhado de Beleléu e Ogra, Piteco confronta diversas entidades mitológicas brasileiras, como o boitatá e o curupira, além de animais extintos como as aves do terror e o anhanguera, entre outros, em concepções tão elegantes quanto assustadoras.
Impressionam as belas versões de Shiko para Thuga e Ogra, carregadas de uma sensualidade primitiva, tal como as valentes guerreiras das histórias de espada e feitiçaria de Robert E. Howard. A aventura também faz referência à Pedra do Ingá, importante petróglifo localizado na Paraíba, no qual estão gravadas inscrições rupestres com milhares de anos.
Como Shiko não se incomodou em ser rigoroso nas referências científicas, não podemos dizer que Piteco: Ingá seja ficção científica. De fato, a obra se enquadra mais como fantasia, num universo em que animais extintos de diversas eras, seres mágicos, animais de outras regiões e homens de culturas e traços afro-mediterrâneos habitam a América do Sul de pelo menos cinco mil anos atrás. Mesmo assim, contribui de maneira importante para com a discussão de uma fantasia tipicamente brasileira, revelando pontos de convergência com trabalhos literários recentes de Simone Saueressig (Os sóis da América), Roberto de Sousa Causo (A sombra dos homens) e Christopher Kastensmidt (A bandeira do elefante e da arara).
A edição tem 84 páginas em cores, incluindo as capas, e ainda traz um caderno com desenhos de pré-produção comentados, além de um histórico do personagem original, criado em 1963. Altamente recomendada.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Chico Bento: Pavor espaciar

Depois de Astronauta: Magnetar e Turma da Mônica: Laços, é a vez de Chico Bento estrelar uma aventura especiar, quero dizer, especial, no álbum Pavor espaciar, terceira edição da coleção Graphic MSP. E, mais uma vez, trata-se de uma história de ficção científica, algo que, a princípio, parece não combinar muito com o simpático caipirinha de fala engraçada, mas o resultado é muito interessante.
O roteiro e os desenhos ficaram a cargo do premiado quadrinhista Gustavo Duarte, autor das edições independentes Có!, Táxi, Birds, e do álbum Monstros, publicado em 2012 pela Quadrinhos na Cia.
Pavor espaciar conta o que acontece numa certa noite quando, na ausência dos seus pais, Chico Bento, Zé Lelé, a galinha Giselda e o leitãozinho Torresmo, são abduzidos por um disco voador repleto de alienígenas tão feios quanto cheios de más intenções. Submetidos a experiências na mãos do sinistros ets, a turminha da roça vai depender da iniciativa atabalhoada de Chico Bento e da inteligência de Torresmo – cuja consciência foi trocada com Zé Lelé – para escapar dessa situação bizarra.
Enquanto foge pelos corredores aparentemente sem fim da grande espaçonave, Chico Bento e Zé Lelé, no corpo de Torresmo, passam por coisas insuspeitas, como aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas, a roupa espacial do Astronauta, o esqueleto do Horácio e até um desacordado elefante verde, que vocês devem imaginar quem é, entre outras surpresinhas que vão divertir o leitor.
Diferentemente da versão realista que Danilo Beyruth deu ao Astronauta em Magnetar, Duarte manteve todas as características originais de Chico Bento, só explorando mesmo a concepção gráfica, com um estilo bem diverso do que estamos acostumados, repleto de movimento e amplas cenas panorâmicas. O colorido também é diferenciado, claro e suave, em poucos matizes.
A edição ainda traz extras, com amostras das etapas da produção e da técnica de Duarte, bem como um breve histórico do Chico Bento, com direito à reprodução de um sunday publicado em 1963 no suplemento juvenil do Diário de S. Paulo.
Gustavo Duarte e Maurício de Sousa prestam, assim, uma bela homenagem às histórias de ficção científica ufológica, como Contatos imediatos do terceiro grau, Sinais, Guerra dos mundos e outras, um gênero também muito praticado entre os autores brasileiros.
Chico Bento: Pavor Espaciar é uma publicação da Panini Comics, tem 80 páginas em cores e pode ser encontrado com capas duras ou em cartão plastificado.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Chico Bento Moço

Depois do grande sucesso que se tornou a série em quadrinhos Turma da Mônica Jovem, releitura adolescente para a popular criação de Maurício de Sousa, o autor se convenceu que é possível renovar os personagens sem invalidar as características originais de sua bem sucedida franquia. Dessa forma, muitos produtos novos vindos de seus estúdios têm ganhado às bancas e livrarias, e uma das mais interessantes é, sem dúvida, Chico Bento Moço, que aplica no simpático caipira a mesma fórmula que deu tão certo na outra turminha.
Uma edição promocional, com o subtítulo Uma nova jornada, foi distribuída em agosto último, mas o número um só chegou às bancas em setembro, pela editora Panini.
Chico Bento Moço persegue a apresentação gráfica do quadrinho japonês, com miolo em preto e branco, e muitos elementos plásticos típicos do mangá, com linhas cinéticas expressivas e ricas texturas e retículas. Mas o desenho mesmo, não é tão mangá assim e não deixa a sensação de 'peixe-fora-d'água' que acomete a maior parte dos artistas brasileiros que tentam imitar a estética. Além do mais, a equipe que desenvolve o material, com Flavio T. de Jesus nos roteiros e José Aparecido Cavalcante nos desenhos, fez um belo trabalho de caracterização, tanto na linguagem característica de Chico Bento e seus amigos, quanto na cenografia, com elementos de identidade visual muito bem aplicados: arquitetura, veículos, roupas, vegetação etc, sem cacoetes e exageros.
Este primeiro número traz duas histórias: "Hora de voar" e "Despedidas", que mostram os últimos dias de Chico Bento em sua terra natal, a Vila Abobrinha, antes de ir para a faculdade estudar agronomia. Ao longo da narrativa, Chico vai se despedindo de cada um de seus amigos e conhecidos, com destaque especial para sua família, o primo Zé Lelé, também adolescente, e a eterna namorada Rosinha, em momentos realmente emocionantes.
"Confusões na cidade grande" e "Vida na república" são os temas da segunda edição de Chico Bento Moço, que já está nas bancas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Homem de aço do bom

Ainda é possível encontrar nas bancas a especialíssima edição da Panini Books, Superman: O que aconteceu com o Homem de Aço?, volume com 140 páginas em cores, encadernado em capas duras, que reúne todas as histórias do personagem escritas pelo cultuado roteirista Alan Moore, publicadas imediatamente antes da malfadada reformulação cometida por John Byrne.
Muitos consideram que estas são as melhores histórias já feitas para o Superman, embora os anos 1970 tenham sido pródigos em ótimas histórias do personagem, valorizadas pelo excelente trabalho de Jack Kirby, Neal Adams, Kurt Swan e Murphy Anderson, que deram grande dignidade ao mais amado kriptoniano da Terra.
Além da aventura que dá nome ao volume, estão presentes ainda "A linha da selva" e "Para o homem que tem tudo", emolduradas por uma emocionante introdução assinada por Paul Kupperberg e pelas biografias dos artistas que colaboraram na edição: Curt Swan, Dave Gibbons, Rick Veitch, George Pérez, Murphy Anderson, Al Williamson, Kurt Schafferberger e, é claro, Alan Moore.
Todas estas histórias já foram publicadas no Brasil antes, mais de uma vez, mas nunca com este grau de sofisticação. Sem dúvida, uma edição para ler e guardar.

sábado, 27 de julho de 2013

Hit-Girl

A editora Panini entregou às bancas o novela gráfica Hit-Girl, de Mark Millar e John Romita Jr, prelúdio a Kick-Ass 2, que deve vir num futuro próximo.
No primeiro volume de Kick-Ass, o atrapalhado candidato a super-herói passou poucas e boas ao lado da competente dupla de justiceiros mascarados Big Daddy e Hit-Girl. Todo mundo que leu a hq – ou assistiu o filme que adaptou a história para o cinema – concorda que a pequena Hit-Girl roubou a cena com seu carisma enorme e bem merecia ter a história contada.
Enfim, ficamos sabendo que, depois da dramática morte de Big Daddy em Kick-Ass, Hit-Girl teve de abandonar a carreira de vingadora urbana ir morar com a mãe. Mas será mesmo possível a inata justiceira levar uma vida normal?
Hit-Girl tem 132 páginas em cores e o preço de R$21.90.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Antes de Watchmen

Desde o final de maio, os brasileiros têm acesso a uma das mais polêmicas publicações do quadrinho americano recente. Trata-se de Antes de Watchmen, coleção de minisséries inspiradas naquela que é considerada a melhor hq de super heróis já feita, Watchmen, obra encomendada pela editora americana DC aos artistas britânicos Alan Moore (roteiro) e David Gibbons (desenhos).
Originalmente publicada em 1986, Watchmen foi resultado da releitura de alguns personagens da era clássica – entre os quais o Questão e o Besouro Azul – e estabeleceu um novo paradigma para o gênero, com uma narrativa pós-moderna realista e dramática que trata a questão dos vigilantes mascarados com um pouco mais de arte e responsabilidade do que até então era o padrão das editoras americanas.
Watchmen tornou-se, ao longo do tempo, motivo de culto para os fãs, entre eles o próprio Alan Moore, que rejeitam por definição toda e qualquer derivação da obra. A versão cinematográfica da história, filmada por Zack Snyder e lançada em 2009, mesmo sendo extremamente respeitosa, foi recebida com frieza pelos fãs, que reagiram com antipatia às notícias de que a DC preparava Antes de Watchmen. Mas quem pagou para ver não está arrependido, pois Antes de Watchmen é um trabalho de qualidade e muito respeitoso à obra original.
A versão brasileira, da Editora Panini, acertadamente escolheu apresentar as minisséries que compõem a coleção em encadernados com as histórias completas, oferecendo os exemplares com 3 versões diferentes de capa que o leitor pode escolher na hora da compra.
O primeiro volume publicado foi Coruja, reunindo as edições de 1 a 4 de Before Watchmen: Nite Owl. Trata-se do último trabalho em que o saudoso mestre Joe Kubert colocou as mãos, artefinalizando as ilustrações de seu filho Adam para o texto do festejado J. M. Straczynski, famoso pelos roteiros do ótimo seriado de tv Babylon 5. Coruja tem aqui revelado detalhes de sua vida, sua relação com o primeiro Coruja e a parceria com o paranoico e perigoso Rorshach.
O volume 2, Espectral, traz a compilação das edições 1 a 4 de Before Watchmen: Silk Spectre, de Darwyn Cooke e Amanda Conner. Da mesma forma, vemos aqui detalhes da relação entre a jovem Laurie Jupiter e a primeira Espectral, sua mãe Sally, ao longo dos anos 1960.
Ambos os álbuns, que têm 108 páginas em cores e papel brilhante, são complementados com capítulos da história de piratas "A condenação do Corsário Carmesim", de Len Wein e John Higgins, e trazem ainda as imagens de todas as capas originais.
A Panini anuncia em seu saite a publicação dos volumes Comediante, de Brian Azzarello e J. G. Jones, e The Minutemen, de Darwyn Cooke, ambas originalmente publicadas em 6 edições cada. Não há confirmação se todos os volumes da coleção americana serão traduzidos, mas seria bem interessante se fossem: Ozymandias, de Len Wein e Jae Lee; Doutor Manhattan, de J. Michael Straczynski e Adam Hughes; Rorschach, de Brian Azzarello e Lee Bermejo; Moloch, de J. Michael Straczynski e Eduardo Risso; Dollar Bill, de Len Wein e Steve Rude, e, fechando a coleção, Antes de Watchmen: Epílogo, com a participação de diversos artistas. Eu não gostaria de ficar sem ler nenhum deles.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Mais Halo

Está nas bancas a novela gráfica de ficção científica Halo: Insurreição, originalmente apresentada na forma de uma minissérie em 4 volumes, publicada nos EUA pela Marvel Comics entre 2007 e 2009.
Com roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Alex Maleev, a história faz parte de uma conhecida franquia de videogames, sendo cronologicamente localizada entre os volumes 2 e 3 do jogo. Conta a missão suicida de um único soldado terrestre infiltrado em uma nave alienígena hostil enquanto, na Terra, a raça humana está a beira da destruição.
Esta é a segunda novela gráfica de Halo publicada no Brasil e, a julgar pela edição anterior, que contava inclusive com um trabalho de Moebius, vale a pena dar uma olhada.
Halo: Insurreição tem 156 páginas, é uma edição da Panini Comics e custa R$19,90.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Xenox

Está nas bancas a coleção Xenox, série de revistas com histórias em quadrinhos inspiradas em um curioso jogo de ficção científica que parece ter elementos de tabuleiro e RPG. Trata-se de uma competição entre quatro planetas, Mechabots, Rixx, Niela e Espar, que lutam entre si pelo direito de sobreviverem a uma ameaça cósmica.
Cada edição traz miniaturas de figuras alienígenas muito coloridas e bem feitas, certamente usadas no jogo, mas que também são belas peças de toyart.
A coleção Xenox é traduzida no Brasil pela Editora Panini e cada edição custa R$9,50.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Magnetar

Astronauta: Magnetar é uma novela gráfica escrita e ilustrada pelo premiado quadrinhista Danilo Beyruth, releitura adulta para o conhecido personagem infantil Astronauta, criado por Maurício de Sousa.
Nessa história, o Astronauta está literalmente perdido no espaço, próximo a uma estrela de nêutrons, quando sua mente começa a lhe pregar peças, um perigo mortal para alguém que está a milhões de anos-luz do seu planeta natal.
Fruto direto dos experimentalismos autorizados por Sousa nos vários álbuns comemorativos aos seus 50 anos de carreira, Astronauta: Magnetar inaugura o selo Graphic MSP, publicado pela editora Panini Comics.
Que se pese o talento de Beyruth, reconhecido pelos seus trabalhos anteriores, Necronauta Bando de dois, o que realmente atrai a atenção neste trabalho é a chancela de Maurício de Sousa, empresário que tem prestigio de sobra para garantir o sucesso de tudo aquilo em que toca. Porque, ao fim e ao cabo, o que Beyruth nos apresenta é uma boa história de ficção científica, como muitas outras que já tivemos por aí e nunca interessaram a  ninguém para além dos mais atentos fãs do gênero. Leitores esses que vão perceber claramente a forte influência da espetacular série francobelga Valerian, de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières que, sintomaticamente, nunca esteve na pauta dos editores brasileiros.
Além da aventura principal, o álbum traz um caderno de esboços de Beyruth e a primeira hq do personagem, produzida pelo próprio Maurício de Sousa.
Astronauta: Magnetar tem 80 páginas colorizadas por Cris Peter, e está disponível nas versões capa dura (R$29,90) e cartonada (R$19,90). É, provavelmente, o mais significativo lançamento dos quadrinhos brasileiros em 2012.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Faroeste para quem gosta

Não é como em outros tempos, mas o faroeste ainda ocupa um lugar importante no espaço editorial de quadrinhos no Brasil. Grandes personagens do passado, como Zorro, Red Rider, Matt Dilon, Bat Masterson, Rocky Lane, Lone Ranger, Cisco Kid e tantos outros, não têm mais títulos nas bancas e alguns são até desconhecidos dos novos leitores, mas pelo menos dois deles seguem firmes e fortes no imaginário do gênero: Tex, do estúdio italiano Sergio Bonelli, e Jonah Hex, da editora americana DC. Ambos frequentam as bancas com alguma regularidade, mais favorável ao personagem italiano, contudo.
Tex, criação de Bonelli e Galepinni, publicado pela Editora Mythos, está entre os quadrinhos mais vendidos no país, com diversos títulos simultâneos nas bancas. Neste momento, chama atenção o número 44 da série Almanaque Tex, na verdade uma antologia com seis histórias curtas do personagem, o que é uma raridade, pois Tex geralmente estrela novelas longas. A edição tem 200 páginas em preto e branco, e as histórias foram produzidas entre 1975 e 1998, todas vistas na extinta coleção Tex e os Aventureiros, sendo a primeira vez que aparecem juntas. O que faz a edição se diferenciar é que cada história vem acompanhada de um texto explicativo com informações e curiosidades sobre sua criação. Os roteiros são assinados por Gianluigi Bonelli e Claudio Nizzi, e os desenhos por Galep, Giovanni Ticci e Fabio Civitelli. A capa, de Cláudio Villa, tem uma interpretação diferenciada, em preto e branco na frente e colorida no verso. Completam a edição, 11 páginas com as todas as capas de Almanaque Tex publicadas até agora. Sem dúvida, uma edição histórica.
Por sua vez, Jonah Hex volta às bancas numa edição especial da série Os Novos 52!, intitulada Grandes Astros do Faroeste: Onde começa o inferno, publicada pela editora Panini. Trata-se da compilação das edições 1 a 6 de All-Star Western, resultando num volume com 180 páginas em cores. O roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, associado aos desenhos de Moritat, conta uma história no estilo weird west passada na Gothan City do século 19. Lá, Hex envolve-se com famigerado pesquisador Amadeus Arkhan e tem que enfrentar um povo estranho e perigoso que vive nos subterrâneos da cidade. A edição também publica histórias com El Diablo, por Jordi Bernet, e Espírito Bárbaro, por Phil Winslade. Com as especulações sobre o possível cancelamento da série de Jonah Hex, pode ser a última chance dos fãs do pistoleiro mais bonito do oeste curtirem uma aventura inédita deste que é um dos poucos quadrinhos norte americanos de faroeste ainda em publicação.

domingo, 20 de maio de 2012

Vampiros americanos

Enquanto a série principal Vampiro americano segue na revista periódica Vertigo, da Editora Panini, chega às bancas brasileiras o seu primeiro spin-off.
Vampiro americano: Seleção natural reúne as histórias publicadas originalmente em American Vampire: Survival of the fittest. Ambientada durante a Segunda Guerra Mundial, na Romênia, narra as aventuras dos caçadores de vampiros Felicia Book e Cash McCogan em busca de uma cura para o vampirismo. Escrita por Scott Snyder e ilustrada por Sean Murphy, a edição tem 116 páginas e custa R$17,90.
Mas, não confunda: a Panini também publicou recentemente um volume de luxo que encaderna a badalada série original, com roteiro de Scott Snyder e Stephen King, com desenhos do brasileiro Rafael Albuquerque. O livro encaderna as edições 1 a 5 com o vampirão Skinner Sweet, tem 204 páginas, capas duras e pode ser encontrado nas lojas especializadas pela bagatela de R$58,00.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A luta continua

Concluída Traição, terceiro arco da versão em quadrinhos de A torre negra, cultuado romance dark fantasy de Stephen King, a editora Panini distribuiu às bancas o primeiro número do novo arco: A queda de Gilead (The fall of Gilead).
Com roteiro de Peter David e desenhos de Richard Isanove, esta nova série em seis episódios dá continuidade à saga da juventude do pistoleiro Roland Deschain no decadente Mundo Médio.
Diz o relise: "Se as coisas já não iam nada bem no Mundo Médio, acabam de piorar. Com a mente dominada pela esfera mística conhecida como Toranja de Merlim, o jovem pistoleiro Roland Deschain assassinou a própria mãe, Gabrielle, desencadeando uma crise sem precedentes e abrindo as portas para a grande investida de John Farson, o Homem Bom".
Ainda é possível encontrar nas bancas a edição anterior, o especial O feiticeiro (The sorcerer), prelúdio  dedicado exclusivamente a Marten Broadcloak, o nêmesis de Rolland.
Ambas as edições tem 36 páginas em cores e custam R$ 4,99 cada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Falta de sorte

Está nas bancas uma nova revista com as histórias do pistoleiro mais feio, sujo e malvado do oeste. Trata-se de Jonah Hex volume 5: Falta de sorte, que apresenta a tradução dos números 25 a 30 da série original, publicada nos EUA pela DC.
A edição tem 148 páginas em cores, com histórias de Justin Gray e Jimmy Palmiotti e desenhos de Jordi Bernet, Russ Heath, Rafa Garres, Giuseppe Camuncoli e John Higgins. Uma revista para quem gosta de histórias movimentadas e bem feitas. Só a arte estilosa de Bernet já justifica plenamente o investimento.
Jonah Hex volume 5: Falta de sorte é uma publicação da Editora Panini e custa R$14,90

Heróis zumbis

Depois de aparecer como série coadjuvante na extinta revista Marvel Max, uma das mais interessantes idéias da Marvel dos últimos tempos está agora numa edição quase própria. A revista Marvel Terror apresenta, em sua terceira edição, a compilação dos cinco números da série Marvel Zombies Return, com os heróis desmortos de uma dimensão paralela onde aconteceu um holocausto zumbi, conseguindo passar para a nossa dimensão. Muita violência, sangue e vísceras deve ser o prato principal dessa história, literalmente falando.
Marvel Terror 3 é complementada com uma história de Legion of Monsters: Morbius, com a participação de ninguém menos que o nosso dentuço preferido, o Conde Drácula.
Com edição da Panini, Marvel Terror 3  tem 156 páginas, custa R$18,90.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gears of war

As bancas brasileiras têm sido muito maltratadas pelas editoras de quadrinhos. Quase nada de significativo chega aos consumidores populares: a nata do que se edita atualmente está restrita às livrarias, a preços exorbitantes. Nas bancas, encontram-se apenas super heróis, mangás, os fumetti da Bonelli (pelo menos isso) e algum quadrinho infantil, capitaneado pela Turma da Mônica. Não sobra muita coisa para quem tem interesses mais amplos em quadrinhos, a não ser que se esteja disposto a dispender uma boa soma nas livrarias.
É por isso que eu tenho que comentar o lançamento de Gears of war,  grafic novel de ficção científica publicada pela editora Panini, único lançamento de algum destaque nas bancas durante o mês de outubro.
Não que seja uma maravilha, longe disso. Trata-se de um subproduto, adaptação para os quadrinhos de uma bem sucedida franquia de videogames. Não é uma obra de arte como a grafic novel Halo, publicada há uns quatro anos, mas não faz feio. Desenhado pelo britânico Liam Roger Sharp com roteiro do escritor norte americano de ficção científica Joshua Ortega, o álbum foi originalmente publicado pela Wildstorm, um selo da DC Comics.
A história narra as missões de um esquadrão militar humano em luta com os habitantes de um planeta alienígena. Qualquer semelhança com Tropas estelares e Guerra sem fim certamente não é mera coincidência.
Por ser uma novela de ficção científica, algo raro nas bancas brasileiras, vale dar uma espiada em Gears of war, até porque o preço é mais ou menos acessível (R$18,90) e os desenhos são interessantes. E quando pelo menos dois elementos do tripé roteiro/desenho/preço são razoáveis, é um gibi no qual vale a pena investir.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quadrinhos interessantes

As editoras estão reservando seus melhores cartuchos para os formatos encadernados, com histórias longas embora não necessariamente completas. Como acontece na literatura, a publicação é facilitada quando o título vem apoiado numa fraquia, num filme de cinema, ou ambos, como é o caso de Resident evil, franquia dos videogames que chegou ao cinema várias vezes e conta histórias de sobreviventes em meio a um apocalipse zumbi causado por um experimento militar secreto. No álbum em quadrinhos, publicado originalmente pelo selo Wildstorm e traduzido no Brasil pela editora Panini, a história se passa em meio a selva amazônica. Com roteiro de Ricardo Sanchez e arte de Kevin Sharpe, a edição tem 148 páginas e custa R$14,90.
Cowboys e aliens vem subsidiado por um longa no cinema, mas é originalmente uma série em quadrinhos mesmo, se é que podemos dizer que uma história que mistura cowboys e aliens seja original. Afinal de contas, um dos maiores clássicos da FC, Uma princesa de Marte (A princess of Mars, 1917) de Edgar Rice Burrougs, já tinha esse mesmo escopo.
Mas os autores Scott Mitchell Rosenberg, Fred Van Lente e Andrew Foley devem ter feito um bom trabalho também, para animar Jon Favreau a adaptar a história para o cinema. Então, é claro, a editora Record apressou-se em trazê-lo para o Brasil, a tempo de aproveitar a maré de interesse pelo filme. O álbum tem 112 páginas e custa a bagatela de R$42,90. Fica a dúvida: será que a história se aguentaria sem o filme? Mistério...
A Torre Negra: Traição inaugura o terceiro arco de histórias da juventude do pistoliero Roland Deschain, às voltas com o Rei Rubro e a Toranja de Merlin, seja lá o que isso for — eu ainda não entendi patavina, vou ter que avançar na leitura dos romances originais de Stephen King para tentar compreender melhor esse imbróglio todo. A arte repete a equipe das edições anteriores, A Torre Negra: Nasce o pistoleiro e A Torre Negra: O longo caminho para casa, com argumento de Robin Furth, roteiro de Peter David e arte de Jae Lee e Richard Isanove. A edição publicada pela Panini é a primeira de seis, tem 36 páginas e custa inacreditáveis R$3,99.
A mesma editora também publica o álbum de capa dura Sandman apresenta: As Fúrias, mais um spinn-off da série Sandman, um dos grandes sucessos dos quadrinhos em todos os tempos, desta vez detalhando a história subsequente de Lyta Hall, mãe do jovem Daniel que se tornou o novo senhor do Sonhar. Com roteiro de Mike Carey e arte pintada de John Bolton, o álbum tem 96 páginas e custa R$22,90. Só pelo trabalho de Bolton, já vale a pena.

domingo, 5 de junho de 2011

Jonah Hex 4

Mais uma edição do nosso pistoleiro favorito chegou às bancas em maio. Jonah Hex: Apenas os bons morrem jovens é o quarto encadernado da coleção, reunindo as edições 19 a 24 do original americano. El Diablo e Bat Lash voltam a dar o ar de suas graças nas histórias do desfigurado caçador de recompensas, que têm os roteiros assinados por Justin Gray e Jimmy Palmiotti, desenhados por David Michael Beck, Phil Noto e Jordi Bernet. Só o trabalho deste último justifica plenamente a aquisição do exemplar, que custa a módica quantia de R$14,90, uma bagatela se considerarmos que a edição tem 148 páginas em cores.
Depois de Texone e Mágico Vento, Jonah Hex é sem dúvida a melhor série de quadrinhos em publicação no país.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cebola jovem


Maurício de Sousa não perde tempo e já criou um novo título para sua nova franquia editorial. Trata-se do álbum Cebola Jovem Especial: O grande prêmio, no qual as versões adolescentes de Cebolinha e sua turma se envolvem em uma história de ficção científica inspirada no longa do cinema Tron: O legado. Cebola exibe toda a sua habilidade num novo videogame de corrida, sem saber que ele é um teste para uma corrida espacial de verdade. Seria também um eco de O jogo do exterminador, de Orson Scott Card?
A boa notícia é que os desenhos já não lembram tanto os mangás e, pouco a pouco, reencontram o estilo elegante e simples que sempre caracterizou o trabalho do estúdio de Maurício de Sousa.
A publicação tem 98 páginas em cores e custa R$9.90.