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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Solarium 3

Solarium 3, Frodo Oliveira, org. 220 páginas, capa de Natalia Caruso. Editora Multifoco, selo Anthology, Rio de Janeiro, 2014.

Em 2009, Frodo Oliveira organizou para a Editora Multifoco o primeiro volume da coleção Solarium, uma antologia de contos de ficção científica com 25 textos de autores novos e algumas boas revelações. Desde então, essa parceria rendeu duas sequências, a mais recente delas publicada em 2014, que é referência desta resenha.
Solarium 3 mantém a proposta de apresentar autores novos no panorama da fc brasileira. O próprio organizador assina um dos 29 textos presentes na edição, que também tem Aldo Costas, Anderson Dias Cardoso, Andrei Miterhofer Cutini, Bruno Eleres, Cesar Bravo, Cristiano Gonçalves, Daniel I. Dutra, Davi M. Gonzales, David Machado Santos Filho, Demetrios Miculis, Edgard Santos, Eduardo Alvares, Emerson D. E. Pimenta, Fabiana Guaranho, Fabio Baptista, Fernando Aires, Giovane Santos, Gutemberg Fernandes, Helil Neves, Ítalo Poscai, Jowilton Amaral da Costa, Lucas Félix, Marcelo Sant'Anna, B. B. Jenitez, Patrick Brock, Ricardo Guilherme dos Santos, Sheila Schildt e Thiago Lucarini.
Não seria produtivo comentar conto a conto aqui, pois a maior parte é amadora e carece de um desenvolvimento mais apurado mas, como sempre acontece em antologias desse tipo, alguns textos se destacam e merecem ser observados mais detidamente.
"Olhos de Cronos", de Andrei Miterhofer Cutini, é uma ucronia sobre um homem ferido e sem memória que desperta nos arredores de um povoado arruinado pela guerra e habitado por aleijados e moribundos assolados por ladrões de órgãos. Em seus bolsos, alguns itens estranhos que vão se revelar as chaves da salvação do seu mundo. Fica patente a influência da obra de Philip K. Dick, especialmente do conto "O pagamento" (em Realidades adaptadas, Philip K. Dick, Aleph, 2012), mas Cutini demonstra habilidade na condução do enredo, sem replicar os maneirismos do autor americano.
"Contato secreto: Operação Forget", de Cristiano Gonçalves, é uma bem elaborada ficção ufológica na linha do seriado de televisão Arquivo X. Militar desmemoriado desperta no hospital depois de participar de uma ação secreta que o deixou em coma por alguns dias. Disposto a entender o que se passou, inicia uma investigação que irá levá-lo a uma evidente conspiração governamental.
"O agricultor", de David Machado Santos Filho, vai a um futuro no qual comer carne se tornou um crime. A engenharia genética desenvolveu, então, uma nova espécie de vegetais híbridos que replicam tecidos comestíveis para substituir a proteína animal na mesa dos consumidores. Entre simulacros de aves, boi, porco e até mesmo leite e ovos, a próxima aposta do agricultor é um novo tipo de carne que pode se tornar um grande negócio no futuro. Humor negro absurdista apresentado em detalhes instigantes e um desfecho surpresa bem construído – coisa rara –, este bom texto critica os extremos da moda do veganismo.
"Ogum S. A.", de Patrick Brock, é uma divertida space opera apresentada em forma de diário de um pouco honesto empreendedor do ramo dos transportes interplanetários, que relata os dramas e alegrias, sucessos e fracassos de sua vida atribulada. Um dos melhores textos do volume que, junto ao conto comentado no parágrafo anterior, usa de um protagonista sem caráter, típico da literatura brasileira, para especular sobre a nossa cultura e atitudes frente a vida.
"Só", de Ricardo Guilherme dos Santos - autor cujos préstimos fez chegar às mãos este volume – também investe numa space opera na qual a inteligência artificial de uma espaçonave de gerações relata a história dramática do povo que a construiu e usou através dos séculos, em sua viagem em direção à eternidade. A personalização de espaçonaves e computadores, que é um dos temas recorrentes da ficção científica, tem aqui um exemplo de contornos poéticos que obteria resultados mais expressivos se o autor tivesse elaborado uma voz própria para a sua I.A., uma linguagem de máquina, digamos assim – perseguida por William Gibson e Bruce Sterling em A máquina diferencial, totalmente perdida na tradução brasileira, diga-se de passagem –, que daria ao texto um aspecto literário mais expressivo. Exemplo de construção de vozes próprias bem sucedidas na fc&f brasileira estão no conto "Meu nome é Go", de André Carneiro, publicado na coletânea A máquina de Hyerônimus e outras histórias (UFSCar, 1997), e nos textos da série A saga de Tajarê, de Roberto de Sousa Causo, vistos em A sombra dos homens (Devir, 2004), mas como não são especificamente vozes de máquinas, este é aparentemente um desafio ainda por realizar na fc brasileira.
Há potencial nos demais textos apresentados na antologia, que renderiam ótimas peças se tivessem uma orientação técnica especializada, mas é preciso ter em mente que, tal como suas edições anteriores, Solarium 3 é uma antologia de autores novos, muitos deles estreantes. A proposta da seleção não é publicar o melhor da fc nacional, mas abrir espaço ao exercício do gênero no país, uma missão legítima e digna que seria feita por revistas e fanzines, se eles existissem neste momento. Encarado como um periódico literário, Solarium 3 não decepciona e, como tal, é uma iniciativa que deve ser valorizada.
Solarim 3 – bem como os demais volumes da série – pode ser encontrado no saite da Editora Multifoco, aqui.

terça-feira, 31 de março de 2015

Andarilho das estrelas

Jean Pires de Azevedo Gonçalves informa que seu romance de ficção científica A saga de um andarilho pelas estrelas, está disponível em edição da editora Multifoco no selo Dimensões Ficção.
Diz o texto de divulgação: "Utopia pós-moderna, conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos".
O texto foi composto em prosa mas também guarda trechos poéticos, na forma de oito sonetos.
O volume está disponível no saite da Multifoco, e também nas livrarias Cultura, Travessa e Cata Preço.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Colheita macabra

Este ano, trouxe dois livros do Fantasticon, recebidos diretamente de seus autores. O primeiro que me chegou às mãos foi Diabólica e outras histórias (2013, Literata), primeira coletânea individual de Ademir Pascale, autor que há anos desenvolve o trabalho de organizar antologias coletivas para diversas editoras. Apesar do título sugestivo, a coletânea reúne 14 histórias que trafegam pelo horror, a fantasia e a ficção científica, sendo boa parte inédita. Os contos são curtos, formando um volume de 124 páginas que se leem rapidamente. O volume, impresso em papel pólem, tem um bom acabamento, com capa de laminação fosca e orelhas. Apesar de ser a primeira coletânea de Pascale, não é o primeiro livro do autor, que já tem em sua bibliografia, os romances O desejo de Lilith (2010, Draco) e Encruzilhada (2011, Literata). Estes e outros títulos do autor podem ser conferidos aqui.
O segundo livro foi Ritual do espírito maligno, publicação do selo Dimensões Ficção da editora Multifoco, primeiro romance da jovem autora Wândria Coelho, estudante de Ciências Biológicas na Unesp, que veio diretamente da cidade de Catanduva, no interior de São Paulo, para prestigiar o evento e divulgar o trabalho. O volume tem 122 páginas e conta, é claro, uma história de terror sobrenatural, na qual um jovem que se meteu onde não devia e acabou amaldiçoado, busca desesperadamente por uma maneira de se livrar de um destino nada agradável. Entre bruxarias e exorcismos, ele vai descobrir mistérios sobre o mundo dos mortos que certamente preferia nunca ficar sabendo. Uma ótima estreia, conforme avaliação do saite Prosa Mágica. Ambos estão na fila para futuras resenhas aqui.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Livros que não podem passar em branco

Enquanto fazia a ronda pelos saites das editoras brasileiras, encontrei por acaso uma imagem tão fabulosa que eu não poderia deixar de mostrar aqui. Trata-se da capa do romance Os Sete Cavaleiros de Algord: A Torre, de Michel Fonseca, pela Editora Multifoco.
Nunca tive o livro em mãos e não posso dizer muito sobre o seu conteúdo, mas tenho o relise divulgado pela editora: "Mick Fronsac e seus seis amigos são abduzidos para Galáxia Irione, mais precisamente para o planeta Tood-Sil’s. Assim que chega, Mick conhece a jovem Celina D’Kiet, mas logo são separados pelo Capitão Silk Aydu, que leva Mick para o Palácio Sil’s. Lá ele reencontra seus amigos e conhece o General Ivaniv Koor, que conta que eles são a reencarnação de sete cavaleiros que viveram em um planeta chamado Algord..." e por aí vai.
Confesso que a sinopse não me atraiu, mas a capa, ah, a capa... gostaria de saber o nome do artista que a produziu, ele está de parabéns. Uma imagem como essa numa gôndola de livraria certamente venderia o peixe. Em 2010, a Multifoco também produziu a melhor capa do ano, vista na antologia É proibido ler de gravata, comentada aqui.
Outro lançamento da Multifoco que vale registrar é a coletânea de contos A cor da tempestade, de Mustafá Ali Kanso, autor de Curitiba que tem sido assistente do veterano escritor André Carneiro nas oficinas literárias que este realiza naquela cidade. Ali Kanso esteve em várias edições do Projeto Portal, de Luiz Brás, e demonstra ter uma produção de boa qualidade.
Diz o relise: "Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa (...) A Cor da Tempestade premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove".
Finalmente, o livro de não ficção O grotesco nos quadrinhos, de Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva, que apresenta um estudo acadêmico sobre "os pressupostos expostos por Bakhtin relacionados ao conceito de grotesco" nas histórias em quadrinhos. Parte desse trabalho está disponível aqui e aqui, e pode dar uma amostra do que o interessado vai encontrar na edição. Um trabalho, no mínimo, inusitado, que vale conhecer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quadrinhos em história

Acaba de ser lançada Quadrinhos em história, a primeira antologia de histórias em quadrinhos publicada pela Editora Multifoco. Organizado pela escritora Jana Lauxen e pelo editor da revista Café Espacial, Sergio Chaves, o álbum inaugura o selo Literarte, que pretende publicar obras de autores novos não exclusivamente literárias, como ilustrações, quadrinhos e fotografias.
Treze trabalhos foram selecionados para a edição: "Um novo começo" (Alberto Pessoa), "Cecília" (Alex Mir e Elthz), "Coelho branco" (Bräo), "Maria da Penha" (Brenno Dias e Denis Mello), "Olho de peixe" (Daniel Magalhães), "12 problemas bucais de Hércules" (Denny Chang), "A carona" (Eliezer França); "Tobias e o boi da cara preta" (Lederly Mendonça), "Bacana people" (Murilo Souza), "Infância" (Rafael Pereira), "Chuvas negras" (Renato Gaion e Marcelo Capanema), "O evangelho do infanticida" (Valter do Carmo Moreira e Francisco Elber) e "Covardia" (Zé Wellington e André Pinheiro). O álbum tem 96 páginas em preto e branco, formato 14x21 cm, e a capa é assinada por Salu Santos.
O lançamento aconteceu no dia 19 de novembro, no Espaço Multifoco, em São Paulo, mas o álbum ainda não aparece no catálogo online da editora. Para adquirir um exemplar, contate um dos autores ou informe-se com a editora Jana Lauxen pelo email jana.lauxen@hotmail.com. O preço anunciado é de R$30,00.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bandeira negra

Um dos temas dos quais eu recentemente percebi que muito me interessam são os piratas, homens truculentos e temidos que foram inclusive utilizados como armas políticas e de guerra na disputa pelo domínio dos mares nos tempos das grandes navegações.
Glamurizados pelo cinema, alguns piratas tornaram-se, ao olhos do povo, tanto em verdadeiros heróis como nos mais desprezíveis vilões que já respiraram, além de terem inspirado uma enorme quantidade de livros, entre os quais o seminal A ilha do tesouro (1883), de Robert Louis Stevenson, e o aterrorizante O relato de Arthur Gordon Pym, de Edgar Allan Poe. A história da pirataria é repleta de fatos interessantes e a atividade ainda hoje é exercida com grande lucratividade em diversas partes do mundo, permitindo abordagens muito variadas.
A onda favorável de antologia que invadiu as praias do mercado editorial brasileiros nos últimos anos permitiu que se viabilizasse uma antologia exclusivamente dedicada a esse tema. Trata-se de Bandeira negra, organizada por Lino França Jr. e Frodo Oliveira para a Editora Multifoco.
Os autores são Alexandre Matheus Bliska, Álisson Zimermann, Cadu Lima Santos, Carmelo Ribeiro do Nascimento, Cristiana Soares, Flávio de Souza, Ieda Silva Castaldi, Jeff Araújo, Leonilson Lopes, Maria Fernanda Reis Esteves, Maurício Chizini Barreto, MIguel Carqueija, MIlton Lucas Dutkievicz, Rafaela Rocha, Regina Castro, Ronaldo Luiz Souza, Sóira Celestino, Suzy M. Hekamiah, Thomé de Oliveira e Vinícius S. Reidryk.
O lançamento da antologia Bandeira negra acontece no sábado dia 22 de janeiro, a partir das 19 horas, no Espaço Multifoco, que fica na Av. Mem de Sá, 126, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro. Uma bem vinda novidade no ambiente literário nacional.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Proibido ler de gravata

Este foi mais um dos títulos apresentados ao público durante a IV Fantasticon, realizada em São Paulo no finalzinho de agosto. Proibido ler de gravata, publicada pela editora Multifoco, é uma antologia de contos de ficção científica montada a partir de uma longa oficina literária comandada pelo decano da ficção científica brasileira, o escritor André Carneiro, que também assina a organização do volume. Acho que já disse aqui que a capa do livro, que pode ser vista ao lado, na minha opinião, é a melhor do ano.
A antologia de 192 páginas traz diversos textos de cada um dos autores publicados: Alda Slonik, Bertoldo Schneider Jr., Clair Nery Cardoso, Mustafá Ali Kanso, Silvio André Xavier e do próprio André Carneiro.
Como os livros da Multifoco não são fáceis de achar nas livrarias, o negócio é encomendar diretamente na editora, aqui.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Histórias que nos sangram


Esta dica eu pesquei no blogue Biblioteca Mal Assombrada.
Trata-se da coletânea Histórias que nos sangram, do escritor pernambucano Geraldo de Fraga, publicado em 2009 pela Editora Multifoco.
Aparentemente mais um entre dezenas de livros publicados naquele ano, devidamente relacionado nas listas de lançamentos e que, como muitos outros livros, não chama a atenção por seu título, que remete às muitas antologias de horror publicadas nos anos 1960, com histórias de autores estrangeiros. Um nome que poderia ser usado por qualquer antologia de terror, independente de seu conteúdo. Uma escolha recorrente quando não se quer dirigir a opinião do leitor e leva a pensar que talvez seja algo sem muita personalidade.
Mas a resenha publicada de Mario Carneiro Jr. não revela um livro desse tipo. Os trabalhos de Geraldo de Fraga são, na verdade, muito personalizados e um ótimo exemplo do que um autor de gênero pode fazer com o caldo cultural de que dispõe. Outra resenha favorável pode ser lida no blogue Mundo de Fantas.
Sem receio de desagradar os que defendem uma ficção sem amarras culturais, Fraga investe descaradamente no regionalismo histórico. Seus contos, todos eles, passam-se em algum lugar de Pernambuco, entre os anos de 1694 e 1940, e se envolvem intimamente com o modo de ser do lugar e da época. Só por isso, o livro merece uma olhada atenta dos analistas da ficção fantástica nacional. Pelo menos eu fiquei interessadíssimo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Solarium

Foi lançada há poucos dias a antologia de ficção científica Solarium, publicada pela editora "on demand" Multifoco sob o selo Antology.
Organizada pelo escritor pernambucano Frodo Oliveira, reúne contos de autores novos, muitos deles estreantes: André Gonzaga, Chico Anes, Danny Marks, Emanoel Ferreira, Gabriel Zigue, Hugo Vera, Humberto Amaral, José Geraldo Gouvêa, Larissa Redeker, Lino França Jr., Luiz R. R. Faria Jr., Magalhães Neto, Marcelo Andrades, Márcio Aragão, Marcus Vinicius da Silva, Nuno Lago, Pablo Casado, Ricardo Delfin, Ronaldo Luiza Sousa, Sabine Mendes e Victos Stéfano, além do próprio organizador, é claro. A maior parte dos trabalhos é bastante curta, sendo que o mais longo deles é "Atlantis", de Marcelo Andrades, um dos poucos que passa de 4000 palavras.
O livro tem 178 páginas e uma apresentação simples, tão econômica que nem traz uma apresentação que contextualize a sua proposta editorial. Ficamos, assim, dependendo da intuição sugerida pela ilustração e pelo brevíssimo texto da capa, que reproduzo a seguir:

"Bem vindo ao futuro. Este é o convite que a antologia Solarium faz aqueles que não têm medo de vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas, batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz arte do inconsciente coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da ficção científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o futuro, este eterno desconhecido."

Dizia o escritor norte-americano Robert Heinlein que era fundamental que o primeiro capítulo de um livro fosse o melhor de todo o romance, que o primeiro parágrafo dele fosse o melhor de todos e a primeira frase desse parágrafo fosse tão boa que o leitor seria imediatamente fisgado e, dessa forma, iria irremediavelmente até o final da leitura. Por isso, uma das coisas que eu gosto de fazer quando pego um livro deste tipo é ler a primeira frase de cada um dos contos e ver qual deles me fisga de verdade. Geralmente o resultado não é muito animador - a maioria dos autores não liga muito para esse bom conselho do saudoso mestre - mas Solarium tem pelo menos uma ótima introdução, que quero compartilhar com vocês. Trata-se da primeira frase do conto "Os estranhos", de José Geraldo Golveia, que começa assim: "As silhuetas deles poluem agora a visão do horizonte." Realmente inspirador e tive de ler o conto inteiro na sequência.
Tenho a impressão que o livro foi uma edição cooperada, por isso recomendo, para quem quiser comprá-lo, que entre em contato com Larissa Redecker, que foi meu fornecedor neste caso. Mas acredito que cada um dos outros autores também deve ser um foco de distribuição da tiragem. Então, se você conhece algum deles, dê-lhes a preferência, é claro.