sexta-feira, 31 de julho de 2026

Lançamento: A espada de Kaigen, M. L. Wang

"No topo de uma montanha isolada, na beira de uma península congelada, vivem os guerreiros mais poderosos do mundo. Capazes de erguer o mar e empunhar lâminas de gelo através, eles são conhecidos como a 'Espada de Kaigen': a lendária e implacável linha de frente que protege o Império de qualquer invasão estrangeira.
Entre eles está Matsuda Mamoru, um jovem prodígio de catorze anos que passou a vida inteira treinando para dominar a técnica da Lâmina Sibilante e honrar o peso das expectativas ancestrais de sua família. Ali também vive sua mãe, Misaki, que luta diariamente para enterrar um passado de liberdade e seus dias como uma temida lutadora em um país distante para se submeter à vida tradicional de esposa e dona de casa. A suposta era de paz do Império começa a desmoronar quando um forasteiro chega com revelações perturbadoras. Quando Mamoru passa a questionar as verdades que moldaram sua existência, o horizonte se torna vermelho sangue. O sussurro da guerra se transforma em um rugido avassalador e uma invasão iminente ameaça destruir tudo o que eles conhecem. Diante do caos, os Matsuda precisarão decidir pelo que realmente vale a pena lutar. Quando o aço corta o gelo e o passado se recusa a permanecer morto, eles descobrirão que a verdadeira força não reside na lâmina, mas no coração ― e que a honra tem um preço que poucos estão dispostos a pagar."
Este é o texto de divulgação de A espada de Kaigen (The sword of Kaigen), romance de fantasia juvenil da escritora americana M. L. Wang. Este é apenas o segundo título da autora lançado no Brasil (o primeiro foi Sangue sobre Bright Haven, publicado pela Jangada, em abril deste ano). 
A espada de Kaigen tem 504 páginas, tradução de Beatriz D’Oliveira e é uma publicação da Editora Aleph, com data de lançamento agendada para o dia 19 agosto de 2026.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Lançamento: O tenebroso brillho do Sol, Ana Paula Maia

"A lama levou tudo: casas, pessoas, famílias, um vilarejo inteiro. Eliote é o único remanescente do desastre, atuando como vigia da represa e escavando obsessivamente a terra em busca do corpo dos filhos. Antes de ser tragado pela lama, o vilarejo tinha seus ritos peculiares, como a "coberta da alma", na qual, durante uma semana, uma pessoa vivia como um morto, usando suas roupas e conversando como ele. A estranheza desse ritual ainda assombra Eliote, por tê-lo ensinado a conviver com as ausências. Agora, sua única companhia são os manequins que ele coleciona em meio à devastação. Tudo muda quando acontecimentos difíceis de descrever começam a ser captados pelas câmeras, como um orbe luminoso de origem desconhecida."
Este é o texto de apresentação de O tenebroso brilho do Sol, novela de terror de Ana Paula Maia, escritora em alta desde que a edição inglesa seu romance Assim na terra como embaixo da terra, originalmente publicado em  2017, foi finalista do Booker Prize. 
O volume tem 112 páginas e publicação pela editora Companhia das Letras, com lançamento agendado para o dia 4 de setembro de 2026.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

HQ Memories 30

HQ Memories
é um fanzine de e sobre quadrinhos editado pelo cartunista Luigi Rocco sob a chancela do selo Inumanos Agrupados, dedicado a resgatar trabalhos e autores esquecidos dos quadrinhos brasileiros e estrangeiros.
A edição 30 resgata do esquecimento as seguintes histórias: "O monstro solitário" (1960), de Giorgio Scudellari; a conclusão de "He-Man e os Mestres do Universo" (1986), de James Shull, Chris Weber, Karen Willson e Gérald Forton; "Verso e reverso" (1967), de Vilmar Rodrigues; "The Prankster" (1967), de Jim Aparo e Denny O’Neil; "Pesca-Ria!" (1958), de Zezo; e "The swamp spirit" (1948), de Dick Briefer. 
A edição tem 44 páginas em formato magazine e capa em cartão em cores; detalhes de cada um dos trabalhos apresentados podem ser conferidos no blogue da publicação, aqui.
Rocco também está republicando os primeiros quinze números do fanzine, agora no formato grande, e já alcança o número catorze. 
HQ Memories pode ser encomendado diretamente com o autor, pelo email luigirocco29@gmail.com.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Lançamento: Repetição, Alexey Dodsworth

"Em 2030, uma startup revolucionou o mercado com um serviço irresistível: trazer os mortos de volta através de dados, pegadas digitais e algoritmos. Após perder seu irmão gêmeo em um violento conflito político, Gael vê sua mãe mergulhar no conforto de um 'repetidor' virtual ― um clone digital moldado por mensagens e áudios do filho falecido. Inicialmente chocado com a mercantilização do luto, o jovem se vê encurralado quando, ao testar a ferramenta, depara-se com uma simulação hiper-realista que tem o peso, o calor e o cheiro exato de seu irmão. Já em 2100, em uma Paulistânia hipertecnológica, os limites da medicina foram ultrapassados e a morte já não significa nada. Quase todos se renderam à juventude eterna, mas Gael é um dos poucos humanos que ainda escolhe envelhecer. Ao lado de uma gata geneticamente modificada e de uma inteligência artificial invisível, ele orquestra um plano audacioso para salvar a humanidade de um erro que começou no passado."
Este é o texto de paresentação de Repetição, romance do escritor Alexey Dodsworth que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 384 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lançamento: Sol de Limão, Lady Sybylla

"Letícia, carinhosamente conhecida como Leca, é uma ilustradora de 35 anos que vê sua realidade desmoronar ao receber uma notícia devastadora: o diagnóstico de Alzheimer precoce. Em uma São Paulo futurista e distópica, que ainda tenta curar as feridas de uma longa ditadura teocrática, Leca percebe que o seu cérebro vem se deteriorando a cada dia. As palavras e as cores ― que sempre foram seu porto seguro e sua ferramenta de trabalho ― começam gradativamente a escapar de sua mente. O que parecia ser uma sentença definitiva de apagamento de sua identidade ganha contornos inesperados quando uma tecnologia experimental entra em cena de forma ilegal. Envolvida em uma conspiração tecnológica que mexe com segredos de Estado, Leca precisa equilibrar o conforto das memórias cotidianas e a frieza das linhas de código que agora correm por seu corpo."
Este é o texto de paresentação de Sol de limão, romance da escritora Lady Sybylla que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 240 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

sábado, 25 de julho de 2026

Lançamento: A besta, Felipe Castilho

"Em um mundo que passou pela Última Grande Guerra, a raça humana encontrou a estabilidade e o equilíbrio ecológico sob as diretrizes do Mundo Livre. Mas à margem da geopolítica oficial, erguem-se os tecnofeudos do Vetor: ilhas artificiais convertidas em paraísos corporativos para bilionários que se recusam a abandonar o topo da pirâmide. É nesse cenário de contradições que Amaranth, a frenética “Manhattan do hemisfério Sul”, se torna o epicentro de uma conspiração que cruza os limites do tempo e da própria biologia.
Quando um cargueiro autônomo atraca sob o controle da máfia Shokushu, o que deveria ser uma operação de contrabando rotineira se transforma em um pesadelo sangrento. No porão, dezenas de refugiados humanos dividem espaço com os vestígios de uma carnificina. Uma criatura brutal e supostamente extinta escapou de seu confinamento tecnológico, deixando uma trilha de destruição que ameaça a soberania da cidade-estado. 
Enquanto a inventariante digital Micaela desembarca na ilha em busca dos rastros perdidos de seu pai cientista, o lutador de rua Dorival “Marreta” e o enigmático mercenário Bayu são arrastados para o centro de uma arena clandestina onde a brutalidade é o maior espetáculo. Conforme o espaço aéreo é invadido e o pânico se espalha, fica claro que tudo aquilo não é um erro, mas uma calculada demonstração de poder."
Este é o texto de apresentação de A besta, romance de Felipe Castilho que compõe a série de quatro títulos que inaugura o catálogo de ficção científica brasileira da Editora Aleph.
O volume tem 312 páginas e tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Lançamento: Uma longa órbita, Jana Bianchi

Desde 1991, quando publicou o único livro de ficção científica de um autor brasileiro (Amorquia, André Carneiro, Coleção Zenith) que a Editora Aleph não publicada ficção científica brasileira. Talvez a editora tivesse seus motivos, mas agora eles parecem superados com o anúncio de pré-venda de quatro títulos inéditos do gênero de escritores e escritoras brasileiros: Uma longa óbita, de Jana Bianchi; A besta, de Felipe Castilho; Sol de Limão, de Lady Sybylla e Repetição, de Alexey Dodsworth. Este e os próximos três posts apresentarão cada um dos títulos.
O primeiro deles é Uma longa óbita, de Jana Bianchi. Diz o texto de apresentação: "Ao ser convidada a integrar um comitê de crise no assentamento científico do planeta Tau Ceti f, a bióloga Tarsila enfrenta um desafio urgente: colônias de seres bioluminescentes estão criando biofilmes que corroem o sistema de captação de água, ameaçando a sobrevivência de toda a colônia humana local. Impedida de desembarcar fisicamente devido à gravidade esmagadora dessa superterra, Tarsila precisa recorrer a uma tecnologia revolucionária: os gaiatos, avatares sintéticos que permitem projetar sua consciência a centenas de quilômetros de distância. Enquanto corre contra o tempo para decifrar o comportamento errático dos microrganismos e evitar a extinção do assentamento, Tarsila vive o paradoxo de duas realidades simultâneas: a solidão asséptica do espaço e a vida vibrante e repleta de conexões humanas na superfície do planeta."
O volume tem 240 páginas e, assim como os demais títulos, tem data de lançamento agendada para o dia 1 de setembro de 2026.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Em campanha: Troquei de rosto com Nicolas Cage

Foi provavelmente a ideia inusitada do filme Quero ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999) e fonte de inspiração dos organizadores Marcos Tadeu Mageste e Maikon Barboza para montar a antologia Troquei de rosto com Nicolas Cage: Contos do absurdo, que abriu uma campanha de financiamento direto para viabilizar sua publicação pela Editora Diário Macabro. 
Diz o texto de apresentação: "Troquei de rosto com Nicolas Cage é uma antologia que apresenta contos que exploram o estranho, o onírico e o aterrorizante através das lentes da filmografia e da própria persona de Cage. Nela, você verá fãs, sósias e a própria figura do ator em situações insanas e dignas da homenagem que ele merece." 
A antologia reúne contos assinados por Vitor Vargas, Jaqueline Egias, Bruno Andrade, Fábio Aresi, Felipe Teodoro, Danielly Silva, Heclair Pimentel Filho, Rodrigo Ortiz Vinholo, Paulo Florindo, Arthur Morais, Pablo A. Rebello, Luciano Reis, Paulo Diniz e Daniel Freitas. Os organizadores Mageste e Barboza também não se furtaram a tambem prestar homenagens de fãs ao ator visto em filmes como Despedida em Las Vegas, Con Air e A outra face, entre outros. A capa traz uma ilustração de Rodrigo Tannus.
A edição prevê um volume de aproximadamente 250 páginas e os fãs de Nicolas Cage (ou não) podem apoiar a publicação aqui até o dia 10 de agosto de 2026.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Lançamento: Paraíso sísmico, Paisagem Personas

Paisagens Personas é mais um dos infinitos heterônimos do escritor paulista Nelson de Oliveira, que desenvolve inúmeras ações voltadas a arte da criação literária. Uma de suas muitas teses é o conceito de literatura-arte e literatura-artesanato, e é sobre isso que trata seu novo livro de não-ficção Paraíso sísmico: As subversões criativas da escrita literária. Como o próprio autor diz, "um convite a todos que desejam assimilar os mecanismos da expressão literária e do pensamento crítico".
Diz o texto de apresentação: "As pessoas estão cada vez mais interessadas em aprender e dominar os mecanismos da expressão literária, se possível num espaço estimulante e pleno de liberdade. Esse interesse está diretamente relacionado à busca da compreensão mais ampla da vida e da sociedade. Um bem-vindo efeito colateral do exercício constante da escrita literária é o aprofundamento da subjetividade estética."
Paraíso sísmico tem 292 páginas e é uma publicação da Alta Books pelo selo Faria e Silva.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Somnium 129

Está disponível o número 129 do Somnium, fanzine digital do Clube de Leitores de Ficção Científica, editado por Rubens Angelo, Eduardo Torres, Gerson Lodi-Ribeiro, Sidemar Vicente de Castro e Luiz Felipe Vasques. 
O volume tem 81 páginas e traz contos de Cesar Alcázar, João Gomes, Dario Andrade e Sid Castro, artigos de Cesar Silva sobre os editores do Somnium, e de Eduardo Torres sobre o Hélio-3; resenha de Rubens Angelo a antologia Científica Ficção 1 (2023, Tramatura); e um relato sobre ufologia, não creditado. Rubens Angelo assina a ilustração da capa. 
O Somnium pode ser baixado gratuitamente aqui, unicamente em versão pdf. Outras edições também estão disponíveis.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Juvenatrix 285

Está disponível a edição de agosto do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em dezessete páginas, traz contos de Krzysztof Dabrowski (Polônia), história em quadrinhos de Beralto, e resenhas aos filmes de cinema Terror no cemitério (1965), O monstro atômico (1957), A volta do Homem Colossal (1958), O gorila matador (1940), O beijo da tarântula (1975) e Ameaça espacial (1956), todas assinadas por Rosatti
A edição é completada com notícias e divulgação de livros, publicações alternativas e de bandas de metal extremo. A capa traz uma ilustração de Angelo Junior.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sábado, 18 de julho de 2026

Em campanha: Vulcânicos, Raul Tabajara

"Na cidade futurista do Boqueirão, onde os bares servem caipirinha e os jovens andam em Kombis tunadas, também vivem os descendentes dos antigos super-heróis. Seus poderes são muito fracos. Alguns levitam pequenos objetos, outros acendem cigarros com os dedos, mas os descendentes de vulcânicos, esses são um problema! Não ter controle e transformar partes do próprio corpo em lava causam traumas e problemas mentais. Uma crise de nervos pode levá-los à auto-explosão, ferindo todos à sua volta. Daniel, o Agente da Força de Contenção de Supers, tem o dever de monitorar vulcânicos. Mas qual é o limite entre segurança pública e eugenia?"
Este é o texto de apresentação de Vulcânicos, romance do escritor Raul Tabajara, que está em campanha de financiamento direto para viabilizar sua publicação. O livro terá cerca de 300 páginas e é uma publicação da editota Noctívaga.
A campanha recebe apoios aqui até o dia 31 de julho de 2026.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Resenha: Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados, Ana Cristina Rodrigues.

Atlas ageográfico de lugares imaginados
; Ana Cristina Rodrigues. 256 páginas. Manaus: Lendari, 2019.

Desertos intermináveis são fortes no imaginário leitor, assim como grandes geleiras, montanhas altíssimas, rios muito longos ou muito largos, florestas fechadas, mares desconhecidos, etc. São imagens de fundo sublime, que atraem e assustam. São, em seu fulcro, uma espécie de representação do divino, tão poderoso diante do ser humano que este se sente absolutamente incapaz de enfrentá-lo. Desertos aparecem com frequência na literatura fantástica. Duna, de Frank Herbert, é o exemplo mais destacado, mas está longe de ser único. A famosa série A torre negra, de Stephen King, inicia o primeiro volume, O pistoleiro, justamente assim: "O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás". O quanto basta para capturar a atenção do leitor e mantê-lo atento pelos sete volumes da série. Mais recentemente, as escritoras Nnedi Okorafor (Quem teme a morte) e N. K. Jemisin (Lua de sangue) também usaram desertos sem fim para desenvolver suas histórias. 
Logo, não é de surpreender que a escritora carioca Ana Cristina Rodrigues tenha notado esse valor e instalado os personagens de seu romance Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados em uma jornada por um deserto mítico impossível em busca de redenção e de memórias perdidas. O livro foi publicado em 2019, pela manauara Editora Lendari.
A história acompanha três dias de caminhada de um grupo formado por uma jovem bibliotecária, um homem-morcego, o Rei-Máquina e um cavalo, que estão no tal deserto sem ter ideia de como foram parar lá. Sem água, sem alimento e sem abrigo, eles terão de colaborar uns com os outros para sobreviver e chegar a algum lugar que faça sentido em suas existências miseráveis. Cada um deles traz em si um sentimento de culpa que, conforme a caminhada avança, se revela em seus detalhes mais sórdidos; exceto pelo cavalo que, aparentemente, não está ali pelos mesmos motivos. A cada dia, o grupo é confrontado por uma entidade misteriosa que os desafia e conduz em direção a determinados pontos do deserto nos quais serão testados em seus limites físicos e emocionais.
O conceito do Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados é muito interessante pois trata de um livro mítico que registra a exitência de lugares de existência fugidia, criados e descriados conforme a vontade e conveniência dos deuses. A autora intercala os capítulos do romance com verbetes do Atlas, que trata de lugares em que os personagens visitaram ou visitarão em algum momento de suas vidas: o Deserto da Negação, a Cidade Sem Nome, o Oásis do Possível, a Cidade de Lata, o Desfiladeiro sobre o Vazio, os Penhascos do Ontem, e muitos outros. 
É evidente que o romance é uma expansão do conto "O longo caminho de volta" que apareceu na coletânea da autora Anacrônicas (Aquário, 2014) – e também na antologia Cidades indizíveis (Liyr, 2011) –, inserido integralmente no corpo do romance, acrescido de prequela e sequela. Não parece que as histórias dos demais personagens tenham sido também contos independentes, mas funcionam mais ou menos da mesma forma, de modo que o romance tem a textura de uma colcha de pequenos retalhos que vão se interligando até um desfecho comum. 
Trata-se de um bem realizado exercício criativo de Rodrigues, com poucos paralelos na ficção fantástica brasileira. Não seria demasiado dizer que é a sua obra-prima, ainda que se possa identificar algumas soluções incômodas ao estilo deus-ex-machina, mas que são aceitáveis diante da complexa estrutura da narrativa.
Para os que curtirem as ideias do Atlas ageográfico de lugares imaginados, a autora ainda oferece o conto Elegia etérea para o enterro da última quimera, publicado em 2015 unicamente em formato virtual.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Lançamento: Oriki, Henrique André & Rafael Calça

"No ano de 2978, Anayo vive com sua avó Ayodele na aldeia de Akintoye. A menina estranha o apego da avó, a maior cientista da aldeia, às histórias do passado, enquanto as novas gerações parecem cada vez mais distantes de suas origens. Diante disso, Ayodele é convocada pelo conselho da aldeia a criar algo capaz de restabelecer esse vínculo. Surge então o Oriki, uma tecnologia que conecta quem a utiliza às memórias de seus antepassados. Ao experimentar essa invenção, Anayo descobre que imaginar o futuro não significa deixar o passado para trás, mas reconhecer nas histórias herdadas os caminhos que ainda estão por vir."
Este é o texto de apresentação do livro infantil Oriki, ficção científica afrofuturista que inaugura o gênero na editora. Trata-se de um livro ilustrado, de 32 páginas, com texto do escritor paulista Henrique André, que já teve outras obras afrofuturistas editadas, inclusive pela Kitembo – editora especialista no gênero –, e as belas ilustrações do também paulista Rafael Calça, que tem no currículo os prêmios Jabuti e HQMix, e deu à narrativa contornos de uma história em quadrinhos.
Uma ótima porta de entrada para formação de jovens leitores no gênero.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Resenha: Quimeras do agora, Ana Rüsche

Quimeras do agora: Literatura, ecologia e imaginação política no Antropoceno
, Ana Rüsche. 152 páginas. São Paulo: Bandeirola, 2025.

Só pelo título já dá para concluir: Quimeras do agora é um livro acadêmico. E é mesmo. Trata-se de um ensaio elaborado pela pesquisadora Ana Rüsche durante o pós-doutorado na Universidade de São Paulo (USP), publicado em 2025 pela Editora Bandeirola. Os temas do trabalho, como se pode imaginar, são as mudanças climáticas e a ficção científica. Um tema complexo, sem dúvida, uma vez que a crise climática não é consenso entre os  intelectuais. Muitos deles ainda afirmam que o aquecimento global é um fenômeno natural que nada tem a ver com a ação humana sobre o planeta e que é a leitura marxista do mundo que leva a essa interpretação radical. 
Rüsche não entra no mérito; seu objetivo é identificar exemplos do tratamento do tema na produção literária de ficção científica e nisso é um trabalho provavelmente pioneiro no ambiente acadêmico brasileiro. A pesquisadora tem se dedicado às questões ambientais na ficção científica, que ganharam fôlego com o surgimento de um tipo de ficção especificamente voltado às questões ambientais, que tem sido chamado de Solapunk, sobre o qual também ainda não há consenso. Tudo é muito novo e um tanto assustador, mas tem conquistado autores e muitas parte do mundo, como é possível conferir na antologia Como aprendi a amar o futuro, organizada por Francesco Verso e Fabio Fernandes, e publicada em 2023 pela Editora Plutão (com uma resenha disponível aqui). Mas a pesquisa de Rüsche tem objetivos mais profundos e tão interessantes quanto. 
O ensaio tem introdução do biólogo Marcos Rodrigues (Unicamp) e um apêndice de referência sobre obras citadas. O corpo principal do texto está dividido em oito capítulos. 
Os dois primieros, "Um demônio com muitos nomes" e "Antropoceno: um nome para o consenso científico?" – que abrangem praticamente metade do ensaio –, são dedicados a elaborar uma levantamento genealógico do termo "Antropoceno" que, na definição do senso comum, poderia significar uma era geológica marcada pela ação humana sobre o meio ambiente. Mas Rüsche não se limita a essa leitura superficial e se aprofunda em inúmeras definições outras, que passam pelo "Capitaloceno" de Andreas Malm, o "Plantationceno" de Anna Tsing, o "Chthuluceno" de Donna Haraway, entre outros. Trata-se da parte mais interessante e rica do ensaio, com muitos aspectos próprios para citações em pesquisas futuras.
Em "Monstros mostram: a fantasia de Frankenstein", Rüsche inicia a aproximação das questões ambientais com a fc propriamente dita, buscando detalhes da obra fundadora do gênero que possam ser vinculadas a conceitos antropocênicos, no qual teve de ser bastante criativa. 
"Um problema de cognição? A apatia e o capitalismo de vigilância" vai buscar vículos entre o Antropoceno e o capitalismo (reforçando a ideia de uma leitura marxista), cuja base mais evidente é a afirmação "é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo". Verdade. Isso leva a outra conclusão importante do ensaio, que identifica a absoluta inadequação da literatura realista em lidar com as questões climáticas. Logo, apenas a literatura especulativa – a ficção científica –, teria essa condição. E também é verdade. 
Em "Utopias e o paradoxo da quimera", "Ecocídio, devastação e resistência em Floresta é o nome do mundo" e "Distopias e colonialismo: a pedagogia da catástrofe" a pesquisadora finalmente mergulha na análise de obras de ficção científica (alguns diriam que nem tanto): Utopia, de Thomas More, Floresta é o nome do mundo, de Ursula K. Le Guin, e Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão – única obra de escritor brasileiro analisada.  
O trabalho é completado em "A petição pelo impossível", que conclui: "A literatura é um valioso campo de prova de nossas ideias mais delirantes, e precisamos justamente desse arroubos e delírios para nos devolver a capacidade de sonhar coletivamente." O que também é uma verdade.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Resenha: O último continente, Simone Saueressig

O último continente
, Simone Saueressig. 166 páginas. Novo Hamburgo: da autora; 2021. 

Simone Saueressig é uma dessas escritoras que sempre merecem ser lidas. Ativa desde os anos 1980, escrevendo principalmente literatura infanto-juvenil, construiu um catálogo de obras relevantes, muitas adotadas por prefeituras e governos estaduais para compor bibliotecas escolares. Seu livro mais conhecido é A máquina fantabulástica (Scipione, 1997), que já superou a casa das centenas de milhares de exemplares vendidos. Os temas de sua literatura navegam entre a fantasia, o horror, o mistério e a ficção cientifica, com igual desenvoltura e qualidade. 
Nos últimos anos, a autora acelerou o rítmo de lançamentos por editoras, por editais públicos e também por autoedição. Entre esses lançamentos mais recentes, está O último continente, novela de ficção científica que se coloca como sequência a Padrão 20: A ameaça do espaço-tempo (Besouro Box, 2014), em que o casal de jovens protagonistas Maria do Céu e Shiaka se viu às voltas com uma trama que pretendia destruir o acelerador de partículas CERN, em Genebra. 
Em O último continente, Maria do Céu e Shiaka estão de férias em Torres, no litoral do Rio Grande do Sul, mas, ao investigar o comportamento suspeito de Helena, filha de um cientista desaparecido, literalmente embarcam numa aventura perigosíssima em alto mar a bordo de um barco de pesquisas conduzido por Félix, uma inteligência artificial muito eficiente, mas que tem suas limitações. 
Helena acredita que seu pai ainda esteja vivo, preso em algum lugar no meio do oceano, numa ilha artificial formada por resíduos plásticos, e ela não está de todo enganada. A viagem, repleta de perigos, com direito a navio fantasma, tempestades e até o ataque de um exército de ratazanas famintas, efetivamente chega à ilha plástica flutuante, onde PIANE – o barco perdido do pai de Helena – está encalhado. Félix assume o controle da embarcação mas os parâmentros da missão original do PIANE, que também era controlado por uma IA,  contaminam seu sistema e podem impedir o resgate dos sobreviventes perdidos no meio do Atlântico. 
A história apresenta personagens fortes e decididos, mas é preciso aceitar a situação em que os jovens se metem com alguma permissividade para aproveitar a emoção da aventura. Afinal, não é muito provável que três jovens consigam se apropriar com tanta facilidade de um barco com tais tecnologias. Mas Saueressig contorna bem a dificuldade encadeando uma sequência ininterrupta de cenas de ação intensa, que deixa pouco espaço para outras preocupações do leitor. Os momentos mais intensos da narrativa acontecem a bordo do navio fantasma Lyunov Orlova, e quando os jovens desembarcam na ilha flutuante e têm de enfrentar uma IA enlouquecida. O maior mérito da história, contudo, é trazer a discussão da poluição dos oceanos pelo lixo plástico, que é efetiva e muito séria, e nem sempre é tratada de forma consistente pelos autores brasileiros.
O último continente foi editado com recursos da autora e ganhou o Prêmio AGES 2022 na categoria Livro do Ano, além de uma Menção Honrosa no V Prêmio ASBREST de Literatura. A publicação ainda está disponível no blogue da autora, aqui, e vale muito a pena conferir.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Resenha: A vida das nebulosas, Olaf Stapledon

A vida das nebulosas
(Nebula maker), Olaf Stapledon, 168 páginas. Tradução de Gustavo Terranova Aversa. São Paulo: Andarilho, 2025. 

O mais interessante em se vasculhar peças artísticas anteriores à estruturação de um modelo comercial para um gênero é encontar propostas inovadoras que não tiveram continuidade. Ideias ousadas, não raro arriscadas, que navegam águas desconhecidas e perigosas e podiam em poucas palavras deixar de ser um coisa para se tornar outra. Nem todos os leitores gostam disso, pois essa instabilidade temática traz uma certa insegurança quanto aos parâmetros desejáveis num produto de consumo. No caso da ficção científica, falamos de qualquer coisa anterior ao final da década de 1930, a partir de quando se estabeleceu a chamada Era de Ouro da FC, que estabeleceu a maior parte dos protocolos do gênero pelos editores das revistas pulp.
O escritor inglês Olaf Stapledon (1886-1950) é um desses pioneiros do gênero. Pacifista e Doutor em Filosofia ela Universidade de Liverpool, quando trabalhou temas ligados à Ética, mas foi na fc que encontrou terreno fértil para desenvolver suas teses. Não foi um autor de muitos livros, tendo escrito pouco mais de uma dúzia de obras de ficção. A novela A vida das nebulosas (Nebula maker), escrita por volta de 1933 mas só publicada em 1976, foi uma espécie de rascunho para outro de seus romances, o bem mais conhecido Criador de estrelas (Star maker), de 1937.*
A vida das nebulosas ganhou edição no Brasil em 2025, pela Editora Andarilho, com tradução de Gustavo Terranova Aversa. Está dividida em quinze capítulos, separados em quatro momentos: "O surgimento do universo e das nebulosas" (5 capítulos); "A natureza física, mental e social das nebulosas" (3 capítulos); "As guerras cósmicas e as lideranças dissidentes" (5 capítulos) e "O fim da era das nebulosas" (2 capítulos). 
A narração é incomum: não há diálogos, tudo é contado através da intermediação de um narrador onisciente. Sua mente viaja através das eras até os primeiros momentos do contínuo espaço-tempo e o surgimento dos objetos cósmicos primitivos. 
O testemunho é dado em tom de sofrimento, pois o narrador não consegue abster-se de sua visão, que é insuportavelmente lenta para os padrões da percepção humana. Ele é obrigado a acompanhar cada momento através de bilhões de anos de evolução, até o aparecimento das nebulosas primitivas. Testemunha o surgimento da inteligência nesses belos e curiosos objetos cósmicos, que apresentam diversos modos de ser e existir. Algumas nebulosas são autocontidas, separadas do resto do universo por distâncias impossíveis, enquanto outras vivem em pequenos agrupamentos e desenvolvem uma relação social entre si. A sociedade das nebulosas floresce, desenvolve linguagem, cultura e tecnologias. Mas, dentre estas, há um tipo em especial, que são as nebulosas predadoras, que movem uma campanha de subjugação sobre as demais e, logo, toda a sociedade das nebulosas enfrenta guerras e morte, com seus heróis e mártires, até o inevitável fim. 
Trata-se, portanto, de uma peça sui-generis dentro da ficção científica, que se espraia entre o ensaio filosófico e a fábula, e diz muito mais sobre o ser humano do que sobre as nebulosas. Um texto a ser lido, sem dúvida, principalmente para que gosta de experimentar os diversos caminhos abandonados pelo desenvolvimento da ficção científica comercial.
Stapledon é considerado um dos grandes da ficção científica mundial e, em 2014, foi incluido no Science Fiction and Fantasy Hall of Fame. 

* Criador de estrelas, publicado em 2021 pela Editora Skull.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Lançamento: Contos do Reino Perigoso, J. R. R. Tolkien

Depois das adaptações do cinema, Tolkien se tornou um poderso caçaníqueis para editores ao redor do mundo. Além de republicações de seus livros principais, surgiram novos textos, reescritos por seus herdeiros, que buscam a todo custo ampliar o mundo criado pelo autor inglês. 
Mas Tolkien não escreveu apenas histórias passadas na Terra-Média. Há uma série de outros livros do autor que não recebem a mesma atenção dos editores. 
Contos do Reino Perigoso é uma coletânea de novelas e contos não necessariamente ligados a Saga do Anel, que mostram outros viézes da obra tolkenia. 
Diz o texto de apresentação: "Contos do Reino Perigoso reúne pela primeira vez em um único volume as histórias mais imaginativas (e muitas vezes esquecidas) do mestre da fantasia, J.R.R. Tolkien: os clássicos infantis 'Roverando', 'Mestre Giles d’Aldeia' e 'Ferreiro do Bosque Maior', o conto 'Folha de Cisco' e uma tradução inédita do livro de poemas 'As aventuras de Tom Bombadil'. A edição ganha vida com as inconfundíveis ilustrações à lápis de Alan Lee, artista vencedor do Oscar que também assina o posfácio. O livro também inclui uma introdução do tolkienista Tom Shippey e o aclamado ensaio 'Sobre estórias de fadas', que oferecem aos fãs da Terra-Média e entusiastas da fantasia uma visão fascinante da genialidade de Tolkien e seu processo criativo."
O volume tem 432 páginas, tradução de Cristina Casagrande, Reinaldo José Lopes e Rosana Rios e é uma publicação da editora HarperCollins Brasil.



terça-feira, 7 de julho de 2026

Leo Protheus

"O detetive Leo Protheus vaga por uma São Paulo pós-guerra nuclear portando pistola de raios e acompanhado de uma secretária de pernas biônicas. Encontra pelo caminho um traficante de armas modificado para parecer um sátiro, um jagunço com mão de metal, androides em clubes noturnos, femme fatales cibernéticas, seguranças-robôs, carros voadores, poder econômico criminalizado e ausência do Estado."
Este é o texto de apresentação do álbum em quadrinhos Leo Preotheus e a Ultra Defesa, criação do roteirista Julio Emílio Braz com as ilustrações barrocas de Mike Deodato Jr, produzida num período em que os artistas brasileiros ainda estavam flertando com as editoras estrangeiras. A aventura saiu originalmente em 1990 na revista Seleções BD da editora portuguesa Meribérica-Liber, depois, em 1996, com  título próprio pela americana Caliber, e seguia inédita no Brasil. 
A editora independente Excelsior Quadrinhos recupera a obra em uma edição especial que, além das aventuras de "Protheus", apresenta também os nove episódios da série "Megalópolis", de 1998, que a antecedeu. Traz ainda, entrevistas com Braz e Deodato, e um prefácio do pesquisador Roberto de Sousa Causo. 
Não encontrei quase nada sobre a editora na internet, então é bem provável que ela não tenha loja própria, mas a publicação pode ser encontrada no saite O Martelo, aqui.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Crônicas Tentaculares 1

Está em campanha de financiamento direto o primeiro número da revista em quadrinhos Crônicas Tentaculares, publicação do selo FantasticHub, que tem uma linha editorial voltada à ficção Weird
Crônicas Tentaculares se articula a outros títulos similares da editora: Crônicas Hiborianas, com histórias do bárbaro Amra; Crônicas Pulp, com histórias de diversos personagens em domínio público; e Crônicas Míticas, que faz uma ponte entre as demais, com aventuras que se passam entre a Era Hiboriana e a era dos mitos humanos.
Diz o texto de apresentação: "Uma viagem pelas eras esquecidas da Terra; muito antes da humanidade erguer suas primeiras cidades, muito antes dos impérios, das religiões e dos mitos, houve uma época em que entidades inimagináveis caminhavam livremente pelo mundo. Seres antigos, vastos e incompreensíveis, cujos nomes sobreviveram apenas em fragmentos de lendas, pesadelos e escritos proibidos".
Crônicas tentaculares traz uma aventura de 32 páginas da personagem Explorador, um viajante entre tempos e realidades, com roteiro de Escriba Collares e Ilustrações de Eduardo Cardenas. 
Para apoiar e garantir um exemplar, visite a página do projeto, aqui, até o dia 17 de julho de 2026.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Lançamento: Planeta parasita, Stanley G. Weinbaum

O saite SciFi Tropical, editado por Rubens Angelo, apresenta mais um volume de sua Biblioteca dos Livros Impossíveis, coleção de ebooks com histórias de ficção científica pré Golden Age. Trata-se do conto Planeta parasita (Parasit planet), do escritor americano Stanley G. Weinbaum (1902-1935), publicado originalmente em 1935 no periódico Astounding.
Diz o texto do apresentação: "Em Planeta parasita, conhecemos o aventureiro Hamilton 'Ham' Hammond, que enfrenta perigosos seres que fazem parte da fauna e flora de Vênus, um planeta com severas condições climáticas."
Os títulos anteriores da coleção são: A máquina pensante, de J. J. Connington, Eu, robô, de Eando Binder, A curiosa experiência de Thomas Dunbar, de Gertrude Barrows, O reinado do super-homem, de Herbert Fine, Destruidor sombrio, de A. E. van Vogt, e O homem atomo, G. Paytom Wertenbaker.
Os ebooks são ofertados em arquivos pdf diagramados para leitura na tela de smartphones. Para adquirir esta e outras edições da coleção, visite a página do projeto, aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lançamento: A original, Brandon Sanderson & Mary Robinett Kowal

"Em um futuro não muito distante, a humanidade conquistou a longevidade por meio de nanitos injetáveis que circulam pelo corpo, reparando danos e prolongando a vida indefinidamente, desde que se submetam aos check-ins semanais nas Estações de Renovação. Aqueles que deixam de comparecer às renovações ou desafiam o sistema arriscam-se a serem “editados” por um governo onipresente capaz de monitorar, modificar e até apagar identidades. Quando Holly Winseed desperta em um quarto de hospital sem memórias e com uma nova identidade imposta, descobre que se tornou uma Réplica Provisória. Agentes do governo lhe dão uma única semana para cumprir uma missão impossível: encontrar e eliminar sua Original, acusada de assassinar seu marido, Jonathan. Se tiver sucesso, herdará seu lugar na sociedade. Se fracassar, deixará de existir."
Este é o texto de apresentação de A original (The original), romance de ficção científica publicado em 2020, do escritor americano Brandon Sanderson em parceria com a também americana Mary Robinette Kowal.
A original tem 144 páginas, e publicação pela Editora Trama, com a data de lançamento agendada para ‎julho de 2026. O nome do responsável pela tradução não foi divulgado.