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domingo, 24 de junho de 2018

Almanaque: Os lançamentos da fcf&h em 2017

Como faço há muitos anos, em 2017 também acompanhei as publicações de livros de fantasia, ficção científica e horror no Brasil, em sequência ao trabalho iniciado pelo Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica. Essa pesquisa, além do levantamento estatístico muito interessante, gerou o já disponível Almanaque da Arte Fantástica Brasileira - Lançamentos 2017, que traz a relação integral dos lançamentos da literatura de gênero no país naquele ano, em duas listas principais – de autores nacionais e estrangeiros –, subdivididas em lançamentos e relançamentos nos formatos romances, coletâneas, novelizações, livro de arte e não ficção, nos três gêneros da ficção fantástica. Para quem acompanha estes estudos, a edição apresenta novos dados sobre a evolução do mercado e sobre as tendências do ponto de vista editorial. A lista não é absoluta e, tal como a verdade, sempre alguma coisa escapa. Mas como isso também é uma constante, acredito que as conclusões são confiáveis.
Apesar do campo estar vivendo um momento de aparente otimismo, a situação revelada pelos números não é muito animadora quando comparada ao passado recente. Confirmando a tendência, 2017 mostra queda na atividade editorial em relação à 2016, especialmente no que se refere a edição de autores nacionais. Considerando-se os números totais, isto é, lançamentos e relançamentos de autores brasileiros em todos os formatos e gêneros, foram 252 títulos (235 inéditos) em 2017, contra 321 (295 inéditos) em 2016.
Entre os livros de autores estrangeiros, a situação se manteve estável, com a publicação de 348 títulos (326 inéditos) contra 339 (219 inéditos) em 2016. Mas é bom que se diga que grande parte da responsabilidade por esse desempenho é da coleção de ebooks do Perry Rhodan, publicada pela editora SSPG que há alguns anos lança regularmente uma média de sete títulos inéditos por mês.
Ainda assim, somando brasileiros e estrangeiros, em 2017 foram 600 títulos contra os 660 em 2016, uma retração significativa portanto. A não ser para aqueles que desprezam a produção nacional em favor do material traduzido, não há muito o que comemorar.
Na tabela ao lado, podemos ver a evolução dos números ao longo do tempo a partir de 2011 e observar a tendência de queda que vem se confirmando nos números parciais de 2018. Na medida em que os investimentos de editoras e autores não se transformam  em lucro, estes migram para outras atividades, permanecendo no meio apenas os fãs diletantes. Era de se esperar que isso acontecesse depois da bolha de 2012. Mas ainda temos números generosos se comparados aos paupérrimos cenários vividos nos anos 1980 e 1990.
Quem quiser, pode repetir esses estudo a partir das listas anteriores, disponíveis na plataforma Issuu.
Estão lá as listas de 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 a 2016, mas por conta das alterações que a plataforma impôs aos usuários, não é mais possível baixar os ebooks diretamente. Mas existem alternativas indiretas como, por exemplo, o Issuu Publication Downloader, aqui. Aproveite.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Resenha: Almanaque do Terror

A Coleção Mundo Estranho, da Editora Abril, distribuiu nas bancas o Almanaque do Terror, edição especial dedicada a expor um histórico do gênero através de uma série de listas, ótimas para criar polêmica entre os fãs.
Em suas 76 páginas, o Almanaque olha o gênero sob diversos ângulos, a maior parte do tempo no viés audiovisual, com levantamentos sobre filmes, séries de tv, animes, videogames, seus heróis, vilões e criadores. No meio da predominância óbvia que não convence sequer o fã iniciante, a revista consegue lembra-se de personalidades significativas como Dario Argento, George Romero e até do brasileiro José Mojica Marins, embora não considere nenhum de seus filmes suficientemente assustador para figurar na lista dos melhores que, em seu lugar, apresenta bobagens homéricas como Atividade paranormal e A bruxa de Blair. Também ignorou totalmente o trabalho legendário da Hammer e o moderno e assustador cinema oriental.
Na relação das séries de tv a coisa também é feia. Enquanto a ridícula Goosebumps foi relacionada entre as dez melhores séries de todos os tempos, clássicas como Kolchak e os demônios da noite e Galeria do terror foram solenemente esnobadas.
O que limpa um pouco a barra dos pesquisadores da Mundo Estranho é a seção de livros e quadrinhos, que são geralmente esquecidos nesse tipo de publicação, embora as listas também sejam bastante parciais, seguindo o gosto de algum jornalista muito mal informado quanto aos cânones do gênero, embora alguns bons títulos até apareçam por ali. Sinceramente, por melhor que seja, Bento, de André Vianco, não tem a menor chance de figurar entre os dez melhores livros de terror de todos os tempos. Além do que a relação apela para histórias de suspense e mistério, que comprometeram sua caracterização. Se assim fosse, alguns dos muitos filmes de Alfred Hitchcock deveriam também ter sido lembrados em suas devidas listagens, como Os pássaros e Psicose. O interessante é que, entre os grandes mestres, aparecem – ainda que também isso seja discutível – Neil Gaiman, Clive Barker e Anne Rice, mas nenhum de seus livros foi lembrado.
A lista de quadrinhos também é tendenciosa. Enquanto ousaram relacionar o recente e esquecível álbum nacional Pixu no "Top5" dos quadrinhos de horror, não se lembraram de nenhum dos verdadeiros clássicos da arte, como por exemplo a obrigatória Tales from the Crypt, entre outros títulos da EC Comics que até hoje influenciam os criadores do gênero. A revista Kripta aparece, e é de fato clássica no Brasil, mas não deveria, nunca, ser citada a versão brasileira, e sim a original, Creepy, da Warren, editora americana que também publicou outros títulos fundamentais como Eerie e Vampirella.
O Almanaque ainda oferece um pequeno guia turístico com algumas atrações temáticas, entre casas assombradas famosas e parques de diversões.
Almanaque do Terror parece ser uma publicação dirigida a leitores de pouca ou nenhuma vivência com o gênero mas, mesmo assim, seria desejável uma representatividade histórica mais apurada e o didatismo adequado para não tratar este gênero artístico, tradicional e muito respeitável, apenas como uma bizarra atração de circo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Lançamentos 2011

Como todo mundo já sabe, o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, a partir de sua edição para 2011, passou a publicar apenas uma relação parcial de recomendações de livros de ficção científica, fantasia e horror publicados no País durante o ano. A lista completa, bem como as análises estatísticas que caracterizaram a publicação em suas sete primeiras edições, deixaram de aparecer.
A decisão de não mais publicar a lista completa dos lançamentos teve como objetivo dar ao volume uma agilidade maior, tanto na produção como em sua leitura, investindo nas demais seções, especialmente as resenhas. Mas não há dúvida que a lista completa tem valor e faz falta. Para mim mesmo, a lista de lançamentos é a seção que mais frequento nas edições do Anuário.
Tanto que, em 2012, publiquei aqui, numa sequência de diversos posts, a lista completa dos lançamentos que não saiu no Anuário 2011. Mas concordo que não é um documento fácil para o pesquisador.
Há alguns dias, recebi do amigo Alexandre Yudenitsch, a cópia impressa de um caderno que ele mesmo montou usando aquelas listas. Confesso que fiquei agradecido pela iniciativa dele, porque o caderno se provou utilíssimo e já me facilitou a vida algumas vezes.
Então, decidi oferecer aos colegas um documento um pouco mais organizado, com a lista completa dos lançamentos de literatura fantástica de 2011 montada exatamente como se fosse para a edição do Anuário, contudo, em arquivo pdf que pode tanto ser visualizado online quanto baixado para o hd do computador.
É claro que dizer que a lista é "completa" é um pouco de exagero, porque não é possível garantir que tudo tenha sido relacionado. Muitas vezes topamos com títulos desconhecidos anos depois de publicados, mas acredito que as ausências são poucas.
O Anuário impresso continuará a publicar apenas a lista de recomendados, mas vou tentar manter, em pdf, a edição da lista integral dos lançamentos, de forma a complementar o Anuário e facilitar a vida dos pesquisadores que, de mesma forma que eu, gostam de ter um acesso rápido à informação de referência.
O arquivo pode ser baixado gratuitamente aqui. Use a abuse.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Uma lista ampliada

O Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2011 está no prelo e uma das novidades desta edição é que não será mais publicada ama lista abrangente das publicações do ano. Isso porque o trabalho de relacionar os títulos era muito grande e com a ampliação do mercado e a presença importante de editoras virtuais, ficou impossível fazer um levantamento completo, como seria desejável. Então, incompleto por incompleto, os autores decidiram focar a lista apenas nos títulos recomendados, cujos critérios são bastante pessoais e subjetivos. Quais serão eles? Aguardem o Anuário 2011.
Contudo, como disponho de uma lista bem maior, pensei que poderia ser útil que essa relação ampliada estivesse em algum lugar, mesmo que não no Anuário. Então, a partir de hoje, vou publicar essa listagem aqui, em várias partes porque é bastante extensa, ainda que certamente incompleta. A cada dia pretendo publicar uma categoria e, para começar, segue a lista, em ordem alfabética, dos lançamentos nacionais inéditos em romances de fantasia.
Bom proveito!