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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Lançamento: Estrelas 3

Está disponível o terceiro volume da série Estrelas: Mulheres pioneiras da ficção científica, antologia de contos de sob a organização e tradução de Rubens Angelo, com edição do selo independente Sci-Fi Tropical.
Diz o texto de apresentação: "O objetivo deste livro é celebrar a ficção científica – e mais especificamente, aquela escrita por mulheres. Este projeto visa corrigir uma terrível injustiça: o apagamento histórico sofrido por estas escritoras pioneiras, apesar de suas inegáveis contribuições para a formação deste gênero literário que tanto admiramos."
Estão presentes na edição os textos “Um conto do Raio X” (1898), de Clara H. Holmes; “Quando o tempo retrocedeu” (1901), de Ethel Watts Mumford; “O bebê da câmara frigorífica” (1902), de Eva L. Ogden; “O raio de deslocamento” (1903), de Harriet Prescott Spofford; “Aqueles filamentos fatais” (1903), de Mabel Ernestine Abbott; “Os cinco sentidos” (1909), de Edith Nesbit; e “Um voo para a liberdade” (1912), de E. J. Rath, além de prefácio de Jana Bianchi, posfácio de Ursulla Mackenzie e um ensaio da Cristina Alves.
O volume tem 166 páginas e pode ser adquirido aqui.

terça-feira, 30 de julho de 2024

Biblioteca dos Livros Impossíveis

O saite SciFi Tropical, capitaneado pelo escritor e editor do Rubens Angelo, está com um novo e empolgante projeto editorial. Trata-se Biblioteca dos Livros Impossíveis, coleção de ebooks com histórias de ficção científica pré Golden Age, ao preço de R$3,00 cada edição. 
Diz o editor sobre seu projeto: "A verdade é que os grandes escritores de ficção científica que hoje povoam as livrarias foram inspirados por gerações de autores anteriores, com histórias que muitas vezes criavam novos conceitos e ideias que mais tarde seriam reconhecidos facilmente como temas sci-fi basilares. Infelizmente, a maioria destas obras antigas de referência não está acessível ao grande público, seja por estarem perdidas em obscuras revistas nunca reeditadas, seja pelo simples descaso das editoras, que não enxergam o potencial comercial dessas histórias. É por essa razão que a Biblioteca dos Livros Impossíveis foi criada: permitir que os fãs da ficção científica conheçam algumas dessas histórias precursoras que ajudaram a moldar o gênero. E não se trata apenas de ler uma narrativa interessante e criativa, mas também ter a chance de conhecer seu autor e entender o contexto histórico da história, ampliando nosso conhecimento histórico-literário."
A coleção já dispõe de quatro títulos: A máquina pensante, de J. J. Connington, Eu, robô, de Eando Binder, A curiosa experiência de Thomas Dunbar, de Gertrude Barrows e O reinado do super-homem, de Herbert Fine, que não é outro se não  o criador do Superman, Jerry Siegel.
Cada edição traz, em cerca de 45 páginas, um conto, um prefácio caprichado contextualizando o trabalho e algumas ilustrações. Ou seja, o texto em si tem por volta de trinta páginas, que se leem em meia hora, se muito.
Os ebooks, ofertados em arquivos pdf, são diagramados para leitura na tela de smartphones. 
Mais informações sobre como adquirir as edições da coleção estão disponíveis aqui.

domingo, 31 de março de 2024

Estrelas: Mulheres pioneiras da ficção científica

A ficção científica tem uma enorme dívida com as escritoras mulheres. Para começar, foi uma mulher, a escritora inglesa Mary Shelley, que produziu o texto que muitos consideram a obra fundadora do gênero: Frankenstein ou O Prometeu moderno. Depois dela, muitas outras escritoras contribuíram de forma relevante para com a formação do gênero, mas foram apagadas ou simplesmente deixadas de lado diante da produção avassaladora de ficções para meninos adolescentes escritas por homens. O gênero se tornou um Clube do Bolinha, no qual menina não entrava. Algumas autoras inclusive disfaçavam seus nomes - a ainda fazem isso hoje - citando apenas as iniciais e o sobrenome e, até mesmo, deixavam seus maridos assumirem a autoria das peças. 
Tocado por esse vergonhoso paradigma, o organizador e editor Rubens Angelo selecionou oito contos de autoras marcantes para formar a antologia Estrelas: Mulheres pioneiras da ficção científica, publicada pelo selo Sci-Fi Tropical. São elas: “O mortal imortal” (1833), de Mary Shelley; “Uma nova sociedade” (1841), de Betsey Guppy; “Sequência da visão de Bangor no século XX” (1848), de Jane Sophia Appleton; “Florina” (1883), de Emília Freitas; “Uma viagem à Lua” (1884), de Polly Cabell; “A curiosa experiência de Thomas Dunbar” (1904), de Gertrude M. Barrows; “O sonho da sultana” (1905), de Rokeya Sakhawat Hossain; “Bogotá no ano 2000: um pesadelo” (1905), de Soledad Acosta de Samper.
Além disso, o volume conta com ensaios de Lu Evans, Romy Schinzare, Ursulla Mackenzie, Lady Sybylla e prefácio da Ana Lúcia Merege.
O volume tem 202 páginas e pode ser adquirido aqui, disponível unicamente em formato digital.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Lançamento: Mestres da ficção científica

Está disponível a antologia digital Mestres da ficção científica, seleta com sete contos de grandes medalhões do gênero, com organização e tradução de Rubens Angelo para o selo Sci-Fi Tropical. 
Diz o texto de apresentação: "Quando pensamos em autores famosos da ficção científica, logo chegamos a um punhado de nomes que aprendemos a admirar: Isaac Asimov, Philip K. Dick, Frank Herbert, George Orwell… E por que são tão memoráveis? Possivelmente porque esses grandes mestres da ficção científica tiveram a habilidade de criar viagens únicas, capazes de nos levar para longe, para conhecer outras realidades, outros mundos, outras ideias; e ao voltarmos, nos sentimos diferentes, mais sábios ou mais esperançosos. E este é o intuito deste livro, uma coleção de histórias criadas por esses visionários que ajudaram a popularizar a literatura de ficção científica, a torná-la grande e praticamente universal."
O volume tem 184 páginas e traz sete textos: “Devemos ficar juntos”, de Isaac Asimov; “O wub está muito além”, de Philip K Dick; “Hora zero”, de Ray Bradbury; “Elo Perdido”, de Frank Herbert; “Sr. Simpson e o sobrenatural”, de George Orwell; “Solidão”, de Judith Merril; e “O homem que fez o mundo”, de Richard Matheson. Cada conto é introduzido por uma breve biografia do respectivo autor, além de muitas notas explicativas. A capa foi gerada com IA pelo próprio editor.
Angelo tem uma elogiosa trajetória como editor através do saite que emprestou o nome ao selo, pelo qual, entre outras coisas, publicou uma ótima coleção de minibooks gratuitos, com contos de fc de autores lusófonos para serem lidos em smartphones, que vale muito a pena conhecer. Li, gostei e recomendo.