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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Fractais tropicais

Lançada ainda em 2018, mais exatamente no dia 19 de dezembro, pela editora SESI-SP, a antologia Fractais tropicais propõe ser um panorama representativo da aventura de produzir literatura de ficção científica no Brasil a partir do elencamento de seus principais textos na opinião do organizador, o também escritor Nelson de Oliveira. Conhecido como importante antologista das recentes gerações de escritores no Brasil nos livros Geração 90 e Geração Zero Zero, assim como por seus próprios trabalhos, como os premiados O filho do crucificado e Poeira: Demônios e maldições, entre outros, Oliveira também se tornou ele mesmo um autor de ficção científica, gênero que observa ser a alternativa mais favorável à crise de criatividade da literatura brasileira.
Do alto de suas 496 páginas, Fractais tropicais posta-se como pedra fundamental para um cânone da fc nacional, pois faz um levantamentos técnico, estilístico e histórico do gênero a partir das "Ondas" de autores vinculados ao movimento dos fãs (fandom), conceito consagrado entre os estudiosos do gênero. Dessa forma, o volume se divide em três partes correspondendo a cada uma das ondas, apresentadas em ordem cronológica inversa, ou seja, iniciando pela terceira e voltando no tempo, como numa viagem ao passado, o que faz todo o sentido num livro de fc.
Dessa forma, o volume se inicia com a "Terceira Onda", formada pelos autores que exercitam o gênero a partir do estabelecimento das redes sociais da internet na virada para o século 21, com textos de Cristina Lasaitis, Ana Cristina Rodrigues, Lady Sybilla, Cirilo Lemos, Alliah; Santiago Santos, Márcia Olivieri, Andréa del Fuego, Luiz Brás (heterônimo do próprio organizador), Ademir Assunção, Tibor Moricz e Ronaldo Bressane.
Na "Segunda Onda", também chamada de Geração dos Fanzines, aparecem os autores que produziram seus trabalhos ao longo dos anos 1980 e 2000 nas páginas das publicações independentes – período em que o gênero não tinha nenhum espaço no mercado formal –, dentre os quais Oliveira selecionou textos de Braulio Tavares, Ivanir Calado, Carlos Orsi, Lucio Manfredi, Fabio Fernandes, Ataíde Tartari, Finísia Fideli, Gerson Lodi-Ribeiro, Jorge Luiz Calife, Roberto de Sousa Causo, Ivan Carlos Regina, Octávio Aragão e Fausto Fawcett.
Finalmente, a "Primeira Onda", com uma seleta de autores clássicos publicados nos anos 1960 e 1970: André Carneiro, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Jeronimo Monteiro e Rubens Teixeira Scavone. Poderia continuar ainda mais ao passado, recuando à era pré-fandom que tem exemplos importantes desde o século 19, mas isso por certo enfraqueceria os objetivos mais imediatos do volume.
Percebe-se que, ainda que o organizador tenha se empenhado em dar alguma representatividade aos gêneros, sempre, e ainda hoje, predomina a presença masculina entre os autores. Embora nos demais gêneros da literatura fantástica, como a fantasia e o terror, haja uma presença feminina mais expressiva, e a Terceira Onda realmente mostre um aumento na variedade autoral, a fc continua sendo o Clube do Bolinha da literatura, fantástica, e esse será um panorama difícil de mudar, pois os protocolos do gênero, estabelecidos nos anos 1940 e 1950 nas revistas pulp americanas, privilegiavam o público adolescente masculino.
Outras análises podem ser obtidas, mas é conveniente deixá-las para outra oportunidade. O importante agora é destacar que, com Fractais tropicais, a ficção científica dá um passo importante em direção ao estabelecimento de um campo respeitável na literatura nacional.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Sabixões e Sabixinhos

Produzido a duas mãos por Sofia Soft e Teo Adorno, Sabixões e sabixinhos confessa ser uma história em quadrinhos. De fato, é a volta de Adorno, que em outras encarnações foi apaixonado por quadrinhos, à linguagem preferida de sua infância. Mas ousada como é, a dupla Soft/Adorno não se conformou com a linguagem engessada dos quadrinhos, com seus requadros, balões e onomatopeias, e enveredou por um experimentalismo digno de um sonho surrealista. O livro tem 104 páginas, mas a ordem não importa, pois é possível ler a história a partir de qualquer ponto, inclusive de cabeça para baixo, que também foi contemplado com conteúdos. O leitor pode ler num sentido, depois no outro, ou girar loucamente o livro, como melhor lhe aprouver. Os textos são espalhados na página, as vezes na forma de aforismos, outras como um poema, que compõem um ritmo inusitado com as imagens dos "bixinhos" geométricos que, mais uma vez, remetem ao expressionismo de Kadinsky. Se é HQ é algo para os acadêmicos da área. Mas para nós, mortais, é muito divertido e libertador.
Sabixinhos e Sabixões é uma publicação da editora @Link. O livro ainda não aparece no saite da editora, então experimente o contato com os autores nas redes sociais, aqui.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Inaugurando 2018

A Editora @Link convida os leitores da boa ficção científica para o lançamento de dois livros do gênero: Eros ex machina: Robôs sexuais, antologia organizada por Luiz Bras, e a coletânea Às moscas, armas!, do premiado escritor Nelson de Oliveira que ressurge depois de um longo período sabático no Caribe.
Eros é uma seleta com dezoito contos eróticos com robôs, que traz textos de Alex Xavier, Dani Rosolen, Fabio Mariano, Francis Toyama, Gabriel Felipe Jacomel, Gê Martins, Giovanna Picillo, Gláuber Soares, Luiz Bras, Marco Rigobelli, Maria Esther, Mélani Sant’Ana, Nanete Neves, Nathalie Lourenço, Nathan Elias-Elias, Ricardo Celestino, Sonia Nabarrete e Tobias Vilhena.
Em Às moscas, armas!, Nelson de Oliveira retorna aos contos, formato com o qual já publicou diversos livros. O autor, que sempre trafegou entre o realismo e o fantástico, deve ter voltado com as baterias recarregadas plenamente pois a editora anuncia que este é seu melhor livro – e já valeria a pena mesmo que não fosse.
O evento, que contará com a presença siamesa de Bras e Oliveira, está marcado para o dia 24 de fevereiro, das 16 às 20 horas, na Sensorial Discos, Rua Augusta nº2389, em São Paulo, capital.
Vale todo o esforço para comparecer e matar a saudade do bronzeado Nelson de Oliveira, além de adquirir estes dois livros que decerto estarão entre as publicações essenciais da fcb em 2018.
Mais informações na fanpage do evento, aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Citizen Who

O que pode acontecer quando se reúnem o escritor Nelson de Oliveira e o ilustrador Teo Adorno? A resposta está em Citizen Who: Peripécias do famigerado Escritor Que Não Tem Boas Ideias, que acaba de ser publicado pela Editora Terracota.
Apresentado como "Um cordel bizarro. Edição de luxo", o livro – quase uma revista – tem 64 páginas fartamente ilustradas no estilo modernista de Adorno, com textos curtos, sem rima e sem métrica, mas que ainda assim remetem ao formato de cordel. Trata-se de uma obra claramente experimental, que brinca com a forma, o estilo e os temas abordados, que vão de Cidadão Kane a Doctor Who, como já se percebe no título, passando por Jorge Luiz Borges, A divina comédia e outras citações explícitas e implícitas. O livro ousa também no preço, que vem estampado na capa. Uma leitura divertida que recupera o trabalho de Nelson de Oliveira depois do prolongado auto exílio nas Bahamas. Pelo jeito, ele está mais a vontade com as influências populares, ser perder o estilo difícil de classificar. Na dúvida, vou dizer que é fantasia, mas quem não concordar estará coberto de razão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Hyperpulp 3

Editada por Alexandre Mandarino, a revista eletrônica Hyperpulp, dedicada à literatura especulativa, chega ao terceiro número com uma seleção de contos inéditos que merecem atenção.
Os textos, publicados em português inglês, são assinados por brasileiros e estrangeiros, alguns deles indicados aos mais importantes prêmios do gênero. São eles: Aliette de Bodard, Christian Larsen, Jay Caselberg, Frank Roger, Rachael Bundock, Benjamin Kensey, Sylvia Spruck Wrigley, KJ Hannah Greenberg, Luiz Bras, Yarrow Paisley, Nancy Fulda e Tobias Buckell.
Completa a edição uma entrevista com os escritores brasileiros Luiz Bras e Nelson de Oliveira, que Bras jura ter acontecido pouco antes de Oliveira mudar-se com a família para as Bahamas, onde goza de férias vitalícias. A capa é de Leandra Lambert.
A revista está aberta a submissões e anuncia, em seu editorial, o breve lançamento da Hyperpulp Nano, que será dedicada exclusivamente à publicação de contos ultracurtos.
Hyperpulp tem ótimo acabamento visual e todas as suas edições da  podem ser baixadas gratuitamente aqui.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Celebração Portal Farenheit

Abilio Godoy, Ataide Tartari, Brontops Baruq, Bruno Cobbi, Claudio Brites, Danny Marks, Georgette Sillen, Izilda Bichara, Laura Fuentes, Luiz Bras, Marcia Olivieri, Marco Antônio de Araújo Bueno, Maria Helena Bandeira, Mayrant Gallo, Mustafá Ali Kanso, Nelson de Oliveira, Petê Rissatti, Ricardo Delfim, Roberto de Sousa Causo, Sid Castro e Tiago Araújo, todos autores da antologia Portal Farenheit – sexto e último volume da série idealizada por Nelson de Oliveira –, vão celebrar o lançamento do livro no próximo dia 12 de fevereiro, das 15 às 17 horas, na Biblioteca Viriato Corrêa.
A informação foi dada por Roberto de Sousa Causo através de sua coluna no Terra Magazine.
Ele ainda informa que, durante o evento, haverá sorteio de exemplares, apresentação de stand-up comedy sobre a ficção científica e um espetáculo musical. A entrada é franca.
A Biblioteca Viriato Corrêa fica na Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, São Paulo, bem pertinho da estação Vila Mariana do Metrô.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Portal Fahrenheit

A coleção Portal, idealizada e editada por Nelson de Oliveira, divulgou a capa de seu sexto e último volume, que leva o subtítulo de Fahrenheit, em homenagem ao clássico romance da ficção científica de Ray Bradbury, Fahrenheit 451.
O livro, tem 160 páginas - o mais extenso da coleção - e traz um respeitável time de autores brasileiros: Abilio Godoy, Ataíde Tartari, Brontops Baruk, Bruno Cobbi, Claudio Brites, Danny Marks, Georgette Silen, Ozilda Bichara, Laura Fuentes, Luiz Bras, Márcia Olivieri, Marco Antônio de Araújo Bueno, Maria Helena Bandeira, Mayrant Gallo, Mustafá Ali Kanso, Nelson de Oliveira, Petê Rissatti, Ricardo Delfim, Roberto de Sousa Causo, Sid Castro e Tiago Araújo. Um fecho de ouro para este que é um dos mais ousados projetos coletivos da literatura fantástica brasileira.
Ainda não há informação definitiva sobre a data e o local do lançamento, mas deve acontecer ainda em 2010.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Livros recebidos 3

Um dos mais relevantes agitadores culturais no fandom brasileiro de ficção científica nos últimos tempos, Nelson de Oliveira, enviou-me três de seus títulos mais recentes.
Babel Hotel, publicado pela Editora Scipone, é uma novela infantojuvenil creditada ao ilustre pseudônimo Luiz Bras, que este ano esteve concorrendo ao Prêmio Jabuti. A história acompanha a vida de alguns dos moradores da cidade de Cobra Norato, onde todo dia é sexta-feira 13. O livro tem 160 páginas e a ficha catalográfica diz que saiu em 2009, mas de fato ele só veio a ser divulgado e distribuído em 2010.
Junto a ele, recebi o romance Poeira: demônios e maldições, edição caprichadíssima da Editora Língua Geral em sua coleção Ponta de Lança, desta feita assinada por Nelson.
Este livro de 400 páginas, lançado no início de 2010, assinalou o fim da carreira ficcionista do autor, que desde então passou a exercer a tarefa de crítica e edição, ficando a Luiz Brás a função de escrever ficção. A história conta sobre um lugar em que os livros foram proibidos, contudo começam a surgir, do nada, volumes clandestinos por toda parte, enquanto pessoas desaparecem misteriosamente. Uma ideia instigante que remete a metalinguagem. A apresentação gráfica do romance tem muita personalidade, com a bordas pintadas e um acabamento sofisticado, que dá prazer de manusear. Sem trocadilho, certamente não vai pegar poeira na minha estante: vou lê-lo rapidinho.
E já fazem algumas semanas que recebi do autor a antologia Paraíso líquido, de Luiz Bras, publicado pela Editora Terracota. O livro, que reúne treze contos do autor, foi publicado em 2010 com apoio do Proac (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Estado da Cultura, e distribuído gratuitamente aos leitores durante o lançamento.
Uma boa oportunidade para quem quiser conhecer este importante autor da literatura brasileira será o curso Cosmovisão: a literatura encontra a tecnologia, a arte encontra a ciência, que Nelson vai ministrar no Espaço Terracota, no Bairro da Aclimação, em São Paulo, nos próximos dias 29 novembro, 1 e 3 de dezembro. Vale a pena participar. Mais informações, no saite da Terracota, aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Só pode restar um


Já faz alguns tempo que o fandom se acostumou aos pseudônimos dos autores de FC&F. A mania não é restrita ao gênero e é praticada há séculos por autores tão importantes como Mark Twain e Malba Tahan, por exemplo.
Na FC, Isaac Asimov publicou como Paul French, e Stephen King como Richard Bach. No Brasil, Rubens Teixeira Scavone estreou no gênero assinando Senbur T. Enovacs, um anacrônimo de seu nome e muita gente achou que se tratava de um escritor tcheco, e Gerson Lodi-Ribeiro fez carreira com sua persona feminina, Carla Cristina Pereira.
Há alguns meses estamos acompanhando o trabalho de Luiz Bras, pseudônimo que o importante escritor Nelson de Oliveira criou para assinar livros infanto-juvenis. Ambos, Bras e Oliveira, chegaram recentemente às livrarias com romances de ficção fantástica que devem agradar aos leitores.
Luiz Bras publicou Babel Hotel, na coleção Diálogo da editora Scipione. Trata-se de uma releitura do dia que se repete indefinidamente, visto em filmes de cinema como O feitiço do tempo e 12:01, na série recente série de TV Day break, em diversos episódios de outros seriados (X files, Supernatural e até na série brasileira A grande família). Eis um breve trecho do texto de divulgação da editora: "Um grupo de sete pessoas, totalmente diferentes umas das outras, começa a sentir os efeitos misteriosos de um "feitiço" do tempo. Todo dia, na pequena cidade de Cobra Norato, um desses personagens morre. E renasce no dia seguinte, que é o mesmo de ontem. E é sempre sexta-feira 13."
Enquanto isso, Nelson de Oliveira aparece com Poeira: demônios e maldições, pela editora Língua Geral, Coleção Ponta de Lança, uma história que dialoga com a "Biblioteca de Babel" de Jorge Luiz Borges e Farenheit 451, de Ray Bradbury. A editora resume o livro assim: "em um tempo futuro, numa cidade não nomeada, um mundo onde a publicação de livros foi estritamente proibida, novas obras começam a surgir, misteriosamente, na biblioteca chefiada pelo temido Frederico e depois em todo o planeta." Um trecho da obra pode ser lida aqui. As premissas são instigantes e prometem fortes emoções. O reconhecido talento de Oliveira também é uma ótima recomendação.
Na coluna "A literatura na poltrona", no O Globo, José Castelo conta uma história curiosa: que Oliveira estaria usando estes lançamentos quase simultâneos para assinalar uma mudança radical em sua carreira: a substituição definitiva de Oliveira por Bras. Uma resenha de Roberto Causo a este novo e derradeiro livro de Oliveira, no Terra Magazine, acena com a mesma informação.
Essa é uma novidade. Nenhum dos autores do fandom que um dia adotou um heteronômio jamais abandonou seu próprio nome em favor dele. Sinal que Oliveira, agora Bras, está muito convicto de que a FC&F será seu caminho literário de agora em diante. Sorte nossa.

domingo, 23 de agosto de 2009

Portal Stalker


Está circulando a nova edição do periódico Portal, antologia de literatura fantástica editada por Nelson de Oliveira, que faz parte de um amplo debate que esse escritor tem articulado no ambiente mainstream, sobre o valor da ficção fantástica como resposta a crise criativa.
A edição tem 108 páginas e traz contos de Brontops, Ivan Hegenberg, Luiz Bras, Marco Antonio de Araújo Bueno, Maria Helena Bandeira, Mayrant Gallo, Roberto de Sousa Causo, Rodrigo Novaes de Almeida, Sergio Tavares e Tiago Araújo.
Em digníssima forma de livro, cada edição da Portal compila trabalhos de dez autores brasileiros e está projetada para ter seis edições, das quais Portal Stalker é a terceira.
As anteriores foram Portal Solaris e Portal Neuromancer, publicados em 2008. As tiragens são limitadas e distribuídas gratuitamente para leitores escolhidos pelo editor e pelos autores nelas publicados.
Além de sugerir a ficção fantástica como ambiente válido para um trabalho artisticamente relevante, Nelson de Oliveira homenageia alguns dos clássicos da FC&F mundial.
Stalker é um romance de autoria dos irmãos russos Arkady e Boris Strugatsky, inédito no Brasil, mas com adaptação para o cinema dirigida por Andrey Tarkovsky. Uma edição portuguesa, pela editora Caminho, pode ser obtida nos sebos.
Solaris refere-se ao livro do escritor polonês Stanislaw Lem, também levado ao cinema por Tarkovsky em sua primeira versão em 1972, e por Steven Soderberg 30 anos depois. Já Neuromancer é o cultuado romance do americano Willian Gibson que inaugurou o movimento cyberpunk.
Os próximos volumes, sem data determinada de publicação, farão referência aos livros Fundação de Isaac Asimov, 2001, uma odisseia no espaço de Arthur C. Clarke e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.
Mais informações sobre a revista Portal podem ser obtidas no blog do projeto, aqui.