Terceiro volume da coleção Futuro Infinito, publicada pela editora Patuá, com curadoria de Luiz Brás, Amália atrás de Amália é uma novela de ficção científica escrita pelo professor acadêmico e poeta Marco Aqueiva, autor de Sob os próprios pelos: seres extraordinários (2014), Germes entre dias brancos (2016) e O azul versus o cinza & O cinza versos o azul (2012).
A história acompanha a luta de uma mãe em busca de sua filha, num panorama distópico em que o poder instituído tudo faz para barrar a jornada, numa narrativa fragmentada que exige a participação ativa do leitor.
O volume tem 88 páginas e pode ser encontrado aqui.
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domingo, 10 de novembro de 2019
Amália atrás de Amália
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quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Back in the USSR
Nos longínquos anos 1980 e 1990, todos os fãs de literatura fantástica tinham a certeza, como diria Stephen King, que o mundo tinha seguido adiante, pois não se publicava mais nada no país. Então, alguns deles se uniram para publicar fanzines literários - no que foram muito bem sucedidos - e, eventualmente, livros. Um deles foi uma antologia cujo tema era a banda britânica The Beatles, mas o livro não vingou. Uma das histórias escritas para essa antologia foi "Back in the USSR", do tradutor e professor Fábio Fernandes, uma história ousada com um ressurreto John Lennon numa realidade alternativa na qual a tecnologia do Dr. Frankenstein se tornou aplicável em larga escala e a guerra fria continua firme e forte.
Publicado em edição virtual em 2012 pela Editora Draco, Back in the USSR: Um thriller surrealista chega agora pela Editora Patuá, como primeiro volume da coleção Futuro Infinito, com curadoria editorial de Luiz Bras.
Esta nova versão foi substancialmente ampliada - tem 224 páginas -, vem com um cenário histórico e tecnológico bem mais intrincado, e está repleta de citações que vão fazer a diversão dos leitores mais experientes. mesmo para aqueles que não encontrarem os ovos de páscoa, a qualidade dos escritos de Fernandes, que já publicou os livros Interface com o vampiro e Os dias da peste, garante a diversão.
O volume anuncia Matando gigantes, de Claudia Dugim, e Braza 2000, de Roberto de Sousa Causo, como futuros títulos da coleção. O primeiro foi lançado recentemente, apos a publicação de Fanfic, de Braulio Tavares, e Amália atrás de Amália, de Marco Aqueiva. Sem dúvida, uma proposta significativa num mercado em tempo de crise.
Publicado em edição virtual em 2012 pela Editora Draco, Back in the USSR: Um thriller surrealista chega agora pela Editora Patuá, como primeiro volume da coleção Futuro Infinito, com curadoria editorial de Luiz Bras.
Esta nova versão foi substancialmente ampliada - tem 224 páginas -, vem com um cenário histórico e tecnológico bem mais intrincado, e está repleta de citações que vão fazer a diversão dos leitores mais experientes. mesmo para aqueles que não encontrarem os ovos de páscoa, a qualidade dos escritos de Fernandes, que já publicou os livros Interface com o vampiro e Os dias da peste, garante a diversão.
O volume anuncia Matando gigantes, de Claudia Dugim, e Braza 2000, de Roberto de Sousa Causo, como futuros títulos da coleção. O primeiro foi lançado recentemente, apos a publicação de Fanfic, de Braulio Tavares, e Amália atrás de Amália, de Marco Aqueiva. Sem dúvida, uma proposta significativa num mercado em tempo de crise.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Algazarra
Santiago Santos, autor do excelente romance episódico Na eternidade sempre é domingo (2016), retorna às estantes pela Editora Patuá com a coletânea de microcontos Algazarra. São cinquenta textos que vão de trezentas a mil palavras e trafegam por diversos temas e formatos, passando inclusive pela fantasia, o terror, a ficção científica e o realismo fantástico, entre outros gêneros. O volume é ainda valorizado pela belíssima capa de Ericka Lugo.
Organizada pelo próprio autor, esta é a primeira seleta de suas publicações no bem avaliado saite Flash Fiction, ainda ativo e publicando periodicamente trabalhos inéditos sempre surpreendentes pela ousadia e qualidade.
Santiago é jornalista e constrói seu multiverso ficcional a partir de Cuiabá, onde reside desde criança. Recomendadíssimo.
Mais informações no saite da Editora Patuá, aqui.
Organizada pelo próprio autor, esta é a primeira seleta de suas publicações no bem avaliado saite Flash Fiction, ainda ativo e publicando periodicamente trabalhos inéditos sempre surpreendentes pela ousadia e qualidade.
Santiago é jornalista e constrói seu multiverso ficcional a partir de Cuiabá, onde reside desde criança. Recomendadíssimo.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
Distrito Federal
Luiz Bras estreou no restrito ambiente da ficção especulativa literária há menos de dez anos, mas já faz parte dos grandes nomes do gênero no país. Fica fácil entender o por quê quando descobrimos que Bras é clone de Nelson de Oliveira, importante escritor mainstream que se retirou da lida para algum refúgio paradisíaco, para curtir os mimos proporcionados pelos milhões de dólares de seu bem merecido patrimônio. Bras herdou de Oliveira a habilidade com as palavras, que tem aplicado no exercício da ficção especulativa, a qual está empenhado em entender e interagir.
Entre os muitos títulos do autor estão as bem avaliadas coletâneas de contos Paraíso líquido (2010), Máquina Macunaíma (2013) e Pequena coleção de grandes horrores (2014), os romances Sozinho no deserto extremo (2012), Sonho, sombras e super-heróis (2011) e Babel Hotel (2009), a não ficção Muitas peles (2011) e uma porção de antologias, como autor selecionado, como organizador ou ambos.
Um dos traços de Bras é sua busca constante por uma voz particular, que se aproveita de um estilo maduro com traços pós-modernos e poesia concretista abusando de aliterações e pleonasmos, além de propostas narrativas que fogem do padrão convencional sem perder de vista os elementos especulativos, geralmente da ficção científica mas também da fantasia e do horror, com um diálogo próximo ao do estilo que se convencionou chamar de cyberpunk, com o qual o autor parece se identificar. Outra característica de Brás é sua facilidade para lidar com temas nacionais de todos os matizes, desde elementos folclóricos até a política nacional. E é exatamente este o caso de Distrito Federal, romance que o autor nomeou como "rapsódia tupinipunk", que revela muito sobre a forma como o autor a compôs.
Trata-se de um texto experimental, com pendão inegavelmente poético, que retoma ideias testadas em dois contos homônimos vistos em suas antologias anteriores. A história é um vitral formado por pequenas narrativas focadas nas ações e solilóquios de um curupira – o último de sua espécie – que, enlouquecido com a destruição das matas brasileiras, toma o corpo de um jovem humano e passa a assassinar, com requintes de artística crueldade, a população corrupta da capital do país: deputados, senadores, ministros, governadores, prefeitos, secretários, banqueiros, tesoureiros, políticos de forma geral pois, para o curupira, a corrupção fede terrivelmente.
As ações deste improvável anjo vingador, que sempre escapa de qualquer tentativa de captura, faz surgir um exército de imitadores que matam da mesma forma que ele. Há algum conflito quando o curupira encontra, por acaso, o último saci, que também tomou o corpo de alguém e está matando, mas como são inimigos naturais, acabam não se entendendo.
Na medida em que o curupira e o saci promovem sua cruzada sangrenta, a realidade vai sendo sobreposta pela de um popular jogo eletrônico online, justamente chamado de Distrito Federal, que mistura política, mitologia e muita violência. O surgimento de uma criança especial, que não é nem menino nem menina, exacerba ainda mais os acontecimentos, o que pode levar ao fim da humanidade sobre o planeta.
A leitura do texto é fácil e ligeira, com abundância de frases muito curtas, mas a narrativa fragmentária não dificulta o entendimento do enredo, embora este seja algo secundário na obra. A experiência estética literária é bem mais importante aqui, por isso é recomendável que o leitor esteja aberto à ela.
Distrito Federal é uma publicação da editora paulista Patuá, cujo lema "livros são amuletos" combina perfeitamente com este romance, que tem 280 páginas em papel polem e acabamento luxuoso, encadernado com capas duras e ilustrado por Teo Adorno – outro clone que Nelson de Oliveira deixou para trás.
Uma última observação que se pode fazer sobre Distrito Federal está expressa, de forma clara e absoluta, na última página do volume: "...reunião de ciência & religião, passado, presente & futuro, cultura popular & alta cultura..."; é a receita de Luiz Brás para resolver o histórico impasse entre a ficção de gênero e o mainstream, que tem buscado desde a sua estreia. Desta forma, Distrito Federal é a proposta mais bem acabada do autor para a ficção de gênero brasileira. Resta saber se o fandom e o mainstream, monstros ferozes, cheios de tentáculos e presas afiadas, vão entender isso. Se não entenderem, azar deles. Luiz Bras entendeu muito bem.
Entre os muitos títulos do autor estão as bem avaliadas coletâneas de contos Paraíso líquido (2010), Máquina Macunaíma (2013) e Pequena coleção de grandes horrores (2014), os romances Sozinho no deserto extremo (2012), Sonho, sombras e super-heróis (2011) e Babel Hotel (2009), a não ficção Muitas peles (2011) e uma porção de antologias, como autor selecionado, como organizador ou ambos.
Um dos traços de Bras é sua busca constante por uma voz particular, que se aproveita de um estilo maduro com traços pós-modernos e poesia concretista abusando de aliterações e pleonasmos, além de propostas narrativas que fogem do padrão convencional sem perder de vista os elementos especulativos, geralmente da ficção científica mas também da fantasia e do horror, com um diálogo próximo ao do estilo que se convencionou chamar de cyberpunk, com o qual o autor parece se identificar. Outra característica de Brás é sua facilidade para lidar com temas nacionais de todos os matizes, desde elementos folclóricos até a política nacional. E é exatamente este o caso de Distrito Federal, romance que o autor nomeou como "rapsódia tupinipunk", que revela muito sobre a forma como o autor a compôs.
Trata-se de um texto experimental, com pendão inegavelmente poético, que retoma ideias testadas em dois contos homônimos vistos em suas antologias anteriores. A história é um vitral formado por pequenas narrativas focadas nas ações e solilóquios de um curupira – o último de sua espécie – que, enlouquecido com a destruição das matas brasileiras, toma o corpo de um jovem humano e passa a assassinar, com requintes de artística crueldade, a população corrupta da capital do país: deputados, senadores, ministros, governadores, prefeitos, secretários, banqueiros, tesoureiros, políticos de forma geral pois, para o curupira, a corrupção fede terrivelmente.
As ações deste improvável anjo vingador, que sempre escapa de qualquer tentativa de captura, faz surgir um exército de imitadores que matam da mesma forma que ele. Há algum conflito quando o curupira encontra, por acaso, o último saci, que também tomou o corpo de alguém e está matando, mas como são inimigos naturais, acabam não se entendendo.
Na medida em que o curupira e o saci promovem sua cruzada sangrenta, a realidade vai sendo sobreposta pela de um popular jogo eletrônico online, justamente chamado de Distrito Federal, que mistura política, mitologia e muita violência. O surgimento de uma criança especial, que não é nem menino nem menina, exacerba ainda mais os acontecimentos, o que pode levar ao fim da humanidade sobre o planeta.
A leitura do texto é fácil e ligeira, com abundância de frases muito curtas, mas a narrativa fragmentária não dificulta o entendimento do enredo, embora este seja algo secundário na obra. A experiência estética literária é bem mais importante aqui, por isso é recomendável que o leitor esteja aberto à ela.
Distrito Federal é uma publicação da editora paulista Patuá, cujo lema "livros são amuletos" combina perfeitamente com este romance, que tem 280 páginas em papel polem e acabamento luxuoso, encadernado com capas duras e ilustrado por Teo Adorno – outro clone que Nelson de Oliveira deixou para trás.
Uma última observação que se pode fazer sobre Distrito Federal está expressa, de forma clara e absoluta, na última página do volume: "...reunião de ciência & religião, passado, presente & futuro, cultura popular & alta cultura..."; é a receita de Luiz Brás para resolver o histórico impasse entre a ficção de gênero e o mainstream, que tem buscado desde a sua estreia. Desta forma, Distrito Federal é a proposta mais bem acabada do autor para a ficção de gênero brasileira. Resta saber se o fandom e o mainstream, monstros ferozes, cheios de tentáculos e presas afiadas, vão entender isso. Se não entenderem, azar deles. Luiz Bras entendeu muito bem.
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domingo, 2 de novembro de 2014
As encarnações do Distrito Federal
Distrito Federal é o novo romance do escritor de ficção científica Luiz Bras, que será apresentado ao público no próximo dia 19 de novembro, quarta-feira, a partir das 18 horas, no restaurante Canto Madalena (R. Medeiros de Albuquerque, 471, S. Paulo).
Visto que o autor tem um ótimo conto com esse nome, publicado na coletânea Máquina Macunaíma (Ragnarok, 2013), é de imaginar que se trata de uma expansão do mesmo. O mesmo título também nomeia um dos poemas de Pequena coleção de grandes horrores (Circuito, 2014) mas, em se tratando de Luiz Bras, nada é uma certeza. Confira: trechos de Distrito Federal podem ser lidos aqui.
O volume tem ilustrações de Teo Adorno – que muitos afirmam ser um clone de Luiz Bras – e é uma publicação da Editora Patuá.
Visto que o autor tem um ótimo conto com esse nome, publicado na coletânea Máquina Macunaíma (Ragnarok, 2013), é de imaginar que se trata de uma expansão do mesmo. O mesmo título também nomeia um dos poemas de Pequena coleção de grandes horrores (Circuito, 2014) mas, em se tratando de Luiz Bras, nada é uma certeza. Confira: trechos de Distrito Federal podem ser lidos aqui.
O volume tem ilustrações de Teo Adorno – que muitos afirmam ser um clone de Luiz Bras – e é uma publicação da Editora Patuá.
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domingo, 12 de outubro de 2014
Agenda: Hiperconexões reload
No próximo dia 18 de outubro acontece o lançamento do segundo volume da antologia poética Hiperconexões: realidade expandida, organizada por Luiz Bras e publicada pela Editora Patuá, reunindo textos de 65 autores brasileiros desafiados a falar a respeito da relação cada vez mais íntima entre homem e máquina. O volume tem apresentação do professor Ramiro Giroldo, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e posfácio do poeta e editor Victor Del Franco. O primeiro volume, lançado em 2013, pode ser lido gratuitamente aqui.
O evento acontece a partir das 15 horas no Hussardos Clube Literário, rua Araújo, 154, 2º andar, em São Paulo, e contará com pocket show do grupo Percutindo Mundos.
O evento acontece a partir das 15 horas no Hussardos Clube Literário, rua Araújo, 154, 2º andar, em São Paulo, e contará com pocket show do grupo Percutindo Mundos.
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