quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Juvenatrix 125

O editor fã Renato Rosatti acaba de anunciar o lançamento da edição 125 do fanzine de terror Juvenatrix, um dos mais antigos em atividade.
A edição, que é distribuida em forma de arquivo digital, tem 47 páginas e traz notícias e divulgação de livros, quadrinhos, fanzines, blogues, eventos e bandas de metal extremo, contos de Emanuel R. Marques, Matheus Ferraz e Mario Carlos Carneiro Junior, HQ de Sandro Santos e Mario Carlos Carneiro Junior e muitos artigos e resenhas de livros e cinema, incluindo uma grande lista dos filmes da Hammer e da Universal, pesquisada por Alaerte Golzenleuchter. A capa estampa uma bela ilustração assinada por Rafael Tavares.
Solicite ao editor uma cópia do arquivo, pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Coisas frágeis 2, Edição especial

Chegou hoje uma compra que fiz na loja virtual Submarino. Entre as encomendas, o segundo volume da antologia Coisas frágeis, do escritor britânico Neil Gaiman, publicado pela editora Conrad este ano. A primeira parte saiu em 2009, com quase a metade dos texto da edição original limados pela editora brasileira. Não acredito que então houvesse a intenção de lançar esta segunda parte, mas talvez o fato do primeiro livro ter sido bem aceito e do autor, em vista a Flip naquele ano, ter criticado a parcialidade da edição, tenham motivado a publicação do material que faltava. Sorte nossa, pois há dois trabalhos premiados ente eles ("Hora de fechar" e "Noivas proibidas dos escravos sem rosto na casa secreta da noite do temível desejo", ganhadores do Prêmio Locus para melhor conto, respectivamente em 2004 e 2005).

Como gostei sobremaneira da primeira parte, a princípio planejei comprar a edição na livraria, e talvez o fizesse apesar do preço salgado: R$43,00. Mas com outras prioridades adiante, fui postergando a compra até que, por acaso, dei de cara com o título na Submarino pela bagatela de R$10,00. Uma oferta imperdível.
A Submarino tem frequentes iniciativas promocionais desse tipo, nas quais oferece títulos de seu estoque a preços muito baixos, e já aproveitei várias delas (aliás, o primeiro volume de Coisas frágeis também estava disponível pelo mesmo preço). O que surpreendeu é que se tratava de um livro muito recente.

Quando comentei o fato com meus colegas, fiquei sabendo que a edição vendida na Submarino era graficamente mais simples que a das livrarias. E, de fato, isso se confirmou.
Mas as diferenças são apenas cosméticas, como o papel do miolo, que é off set alta alvura, e não o pólem amarelado da edição oficial. A encadernação não é costurada, mas fresada e colada, e a capa não tem orelhas, não tem relevo seco nem reserva de verniz no título, embora mantenha a laminação fosca. Um selo "Edição especial" no canto inferior direito da capa, identifica a edição que, inclusive, tem outro ISBN. A edição normal é 9788576163985, e a esta, mais barata, é 9788576164456.
Contudo, longe de me incomodar, fiquei esperançoso, porque é a primeira vez, em muito tempo, que uma editora brasileira produz uma edição popular simultaneamente a um lançamento importante de seu catálogo.
Sou um entusiasta dos livros populares, pois a literatura não deve ser um produto elitista, de luxo, mas uma arte ao alcance de todos. Não que não se possam fazer edições de luxo. Há mercado também para esse tipo de tiragem, com capa dura e outras sofisticações. Afinal, um livro impresso em um papel durável e bem encadernado pode durar centenas de anos numa estante e é certamente o tipo ideal de exemplar para se ter numa biblioteca pública, por exemplo, onde há muita rotatividade. O custo elevado será diluído pela durabilidade e pela quantidade de vezes que o exemplar será lido e relido ao longo dos anos.
Nos EUA, um mesmo título é disponibilizado em várias apresentações: bolso, paperback, hardcover, em pano, em couro, embalados em caixa de madeira, numerados e autografados pelo autor etc, cada produto dirigido a um nicho de mercado específico. Seria bom se as editoras brasileiras adotassem esses mesmo critérios. Pelo menos a novata editora Underworld tem anunciado seus lançamentos sempre em duas versões: com e sem capa dura. Mas parece ser apenas uma promoção de lançamento para fãs e colecionadores.
A única coisa estranha é que as diferenças entre as duas edições de Coisas frágeis 2 são muito discretas para justificar a gritante diferença de custo final. Fico imaginando se a Conrad fizesse edição de bolso em papel de polpa e capa em cuchê, como os livros da saudosa Coleção Argonauta, da editora portuguesa Livros do Brasil, talvez pudesse vender os exemplares por menos de R$5,00. Este é um sonho improvável, infelizmente.
Enfim, apesar de ser uma das editoras que mais esfolou seus leitores nos últimos anos, a Conrad agora fez por merecer os parabéns por essa iniciativa. Tomara que continue a fazê-lo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cebola jovem


Maurício de Sousa não perde tempo e já criou um novo título para sua nova franquia editorial. Trata-se do álbum Cebola Jovem Especial: O grande prêmio, no qual as versões adolescentes de Cebolinha e sua turma se envolvem em uma história de ficção científica inspirada no longa do cinema Tron: O legado. Cebola exibe toda a sua habilidade num novo videogame de corrida, sem saber que ele é um teste para uma corrida espacial de verdade. Seria também um eco de O jogo do exterminador, de Orson Scott Card?
A boa notícia é que os desenhos já não lembram tanto os mangás e, pouco a pouco, reencontram o estilo elegante e simples que sempre caracterizou o trabalho do estúdio de Maurício de Sousa.
A publicação tem 98 páginas em cores e custa R$9.90.

Manara e as mutantes

O envolvimento de quadrinhistas europeus no universo dos super-heróis sempre rende momentos memoráveis, como quando o artistas francês Jean 'Moebius' Giraud realizou uma histórica grafic novel para o Surfista Prateado.
Agora é a vez do italiano Milo Manara, especialista em quadrinhos eróticos, emprestar seu gigantesco talento para uma aventura dos heróis Marvel. Trata-se de X-Men: Garotas em fuga, que acaba de chegar às bancas pela Editora Panini.
A história foi escrita por aquele que é considerado o melhor roteirista dos X-Men, Chris Claremont, e tem a participação de Vampira, Psylocke, Kitty Pride, Tempestade e Rachel Summers, no paradisíaco cenários das ilhas gregas. O álbum também apresenta uma entrevista e muitos esboços do artista italiano.
A edição é luxuosa, com capa cartonada e papel especial, tem 64 páginas coloridas e custa R$14,90. Apesar do tema batido, merece a atenção dos apreciadores do bom quadrinho.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novas especulações sobre a criação & Os golens

Acabei de receber a antologia poética Novas especulações sobre a criação & Os golens, de autoria de José Ronaldo Viega Alves, gaúcho de Sant'Anna do Livramento que mantém uma produção bastante regular, publicando pelo menos um livro por ano, às vezes até dois, e já reunindo em seu currículo mais de duas dezenas de volumes publicados.
Viega Alves gosta de trabalhar com temas inusitados, como a fantasia e a ficção científica, e embora não seja um poeta gótico, as vezes avança também no terror.
O volume, de 68 páginas, está dividido em três partes: "A criação", "Os golens" e "Outras poesias", esta a mais longa da coletânea. A maior parte dos poemas ocupa apenas uma página, de modo que é um livro que se lê rapidamente.
Ao longo do tempo, Viega Alves desenvolveu um estilo lírico e enxuto, de leitura fácil e imagens vibrantes. Como, por exemplo, em "Quando os relógios não tinham ponteiros":
O tempo lá na infância/ fluía bem mais devagar? / Por que essa consciência / de que aqueles dias / eram mais inteiros? / Brincar, brincar e brincar... / O que eu não consigo lembrar / é se os relógios tinham ponteiros.
O livro tem acabamento artesanal e foi publicado pela editora alternativa Opção2. Mais informações sobre este e outros livros do autor pelo email da editora: arthur.goju@bol.com.br, ou diretamente com o autor, pelo correio: Rua Hugolino Andrade, 741, Centro, Sant'Anna do Livramento/RS, 97574-010.

QI 106

Chegou pelo correio o número 106 do fanzine Quadrinhos Independentes, editado em Brasópolis por Edgard Guimarães. A publicação, que quase foi cancelada no número 100, seguiu adiante e já completa o primeiro ano na nova dinâmica comercial, distribuído unicamente a assinantes.
A edição encarta a cédula de votação do Prêmio Angelo Agostini e destaca um artigo em que Leonardo Santana aponta seus dez quadrinhos favoritos. Traz uma HQ de Anjos e mais quatro páginas de "Fazenda de robôs", de Guimarães, o catálogo de lançamentos (com a divulgação do Anuário 2009, obrigado por isso, amigo!) e a seção de cartas, a mais parruda da edição. Destaque para a opinião de Maurício dos Santos, com um depoimento emocionado sobre o desaparecimento dos fanzines brasileiros, na opinião dele, obliterados pela onipresença da internet. Mas é bom que se diga que o grande rede não tem culpa da falta de convicção dos antigos fanzineiros. A verdade é que a maior parte deles nunca quis ser independente e só o foi por falta de opção. Atualmente, o sonho de profissionalização não passa mais pelos fanzines pois a internet é muito mais eficiente como vitrine. Os que seguem publicando são aqueles editados por fanzineiros fiéis e militantes.
Como este número completa a assinatura, o editorial conclama os leitores a renovarem suas assinaturas para as 6 edições de 2011, por apenas R$20,00. É a chance de quem está a fim de fazer parte deste exclusivo "clube de leitores". Para mais informações, entre em contato com o editor no email edgard@ita.br.
Ah, Edgard Guimarães avisa também que a editora independente Marca de Fantasia publicou, em edição virtual, o seu livro de ensaios Estudos sobre histórias em quadrinhos, com um estudo aprofundado sobre a linguagem das HQs, compilando mais de uma dezena de artigos publicados em congressos de comunicação. O livro custará apenas R$5,00, e com certeza deve valer a pena.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Angela entre dois mundos

A Devir Livraria acaba de anunciar a publicação do novo romance inédito de Jorge Luiz Calife, Angela entre dois mundos. Trata-se de uma prequela à "trilogia" Padrões de contato, republicada pela Devir em 2009 em um único volume.
Calife é considerado o principal expoente da ficção científica hard brasileira e seus romances anteriores são muito bem avaliados pelos leitores, o que é garantia de satisfação. Em time que está ganhando, não se mexe.
Diz o relise: "Tem início a saga humana que se expandirá galáxia afora, conduzida pela superinteligência da Tríade, e a partir da perspectiva da bela e imortal Angela Duncan, a escolhida para nos servir de guia por uma jornada rumo ao desconhecido."
O romance, que tem 216 páginas e traz na capa uma elegante ilustração de Vagner Vargas, já está anunciado no saite da editora, aqui.