quinta-feira, 12 de agosto de 2010

De volta à literatura

E de volta aos vampiros, que parecem não estar a fim de pendurar as chuteiras e continuam assombrando as livrarias em uma inesgotável torrente de romances e séries. Os autores brasileiros também vão nessa e oferecem uma boa quantidade de títulos que envolvem diretamente ou, pelo menos, margeiam o tema.
Lua negra é novo romance da escritora Laura Elias, sequência direta a Crepúsculo Vermelho, de 2009. Publicado pela Mythos Books, deve ser distribuído nas bancas de revistas, como é praxe da editora. Trata-se de uma chick-lit assumida, que tem boa demanda entre as leitoras brasileiras. O primeiro volume foi um dos mais vendidos da autora, que recebeu carta branca da editora para desenvolver esta sequência.
Beijos & sangue é uma antologia, organizada por Jossy Borges & Rebis Kramrisch para a Editora Clube de Autores. O volume dá sequência a uma série de antologias de autores brasileiros com histórias românticas de horror, que já publicou outros dois volumes em 2010 - Beijos & névoas e Beijos & sombras -, além de uma edição virtual no início do ano. Beijos & sangue é o volume mais avantajado até o momento, com quatorze contos de Beronique, Cadu Lima Santos, Celly Monteiro, Georgette Silen, Jossi Borges, M. Blanco, Priscila Mendes, Rebis Kramrisch, T. G. Lira e Yane Faria.
Outra antologia distribuída nas bancas é Crepúsculo: O despertar dos vampiros, organizada por Wladyr Nader para a editora Livros Escala. Reúne contos de horror de Alida Ionescu, Elisabeth Lorenzotti, Furio Lonza, Giulia Moon, John Polidori, Kizzy Ysatis, Luiz Roberto Guedes, Marcia Kupstas, Martha Argel, Nilza Amaral, Ornella Accasto Grizante, Pedro Biava, Silvia Brunello, Victor Luiz Moraes Esteves e Wladir Dupont. A capa da edição distribuída nas bancas não é exatamente essa que pode ser vista ao lado, que era uma versão teste, mas é bem parecida. Vale a pena dar uma olhada por conta dos autores selecionados, gente do primeiro time quando se fala de literatura de horror no Brasil.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nas livrarias

Os quadrinhos também chegam às livrarias. De fato, têm chegado mais a elas do que às bancas. E, de uma forma geral, os quadrinhos de livraria têm sido mais relevantes do que os mais populares. Estes lançamentos, por exemplo, são a papa fina da arte.
Metrópolis, publicado pela editora NewPop, é um volume encadernado com um dos primeiros trabalhos do saudoso i
lustrador japonês Osamu Tezuka (1928-1989), publicado originalmente em 1949. Conta a história de um menino robô que é o centro das atenções de uma espécie de máfia do futuro. A partir dessa obra, Tezuka desenvolveu alguns de seus maiores sucessos editoriais, como Astroboy e A princesa e o cavaleiro. Metrópolis também é uma obra extremamente significativa porque foi a partir dela que o quadrinhos japonês desenvolveu sua estética moderna, tão popular no mundo inteiro. O álbum tem 168 páginas e custa R$24,90.
Outro clássico que chega às livrarias é Flash Gordon, com as primeiras pranchas do
personagem ilustradas por Alex Raymond (1909-1956), publicadas entre 1934 e 1936. Trata-se da primeira investida da Editora Kalaco nos quadrinhos, e o projeto pretende repetir o que a extinta Editora Brasil-América implementou na década de 1970. É um livro enorme (36x27cm), no formato horizontal, com capa dura e 138 páginas. Seria legal se a edição agregasse algum valor ao trabalho da EBAL, por exemplo, publicando as pranchas com seu colorido original. Pelos R$119,00 que custa - quase R$1,00 por página! -, isso bem poderia ser possível, mas eu não tenho muita esperança. O volume será lançado na Bienal do Livro de deve chegar às livrarias em seguida.
Mas a grande novidade é mesmo a chegada, pela Devir Livraria, de mais uma sequência da ficção alternativa de Allan Moore e Kevin O'Neill A Liga Extraordinária, Século: 1910. É o primeiro volume de três, que vai avançar a trama ao longo do século XX. A edição tem 96 páginas em cores e será disponibilizada nas versões com capa dura (R$46,00) e capa cartonada (R$35). Pena que a série fica agora com uma falha no Brasil, uma vez que o volume anterior, Black dossier, publicado nos EUA em 2007, não foi publicado aqui.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nas bancas

Não é só a literatura que está recebendo boas novidades estes dias, os quadrinhos também têm o que mostrar. Nas bancas já podem ser adquiridos alguns títulos interessantes - pelo menos do meu ponto de vista. O que mais me chamou a atenção foi, de
longe, Jonah Hex: Marcado pela violência, edição da Panini com a história que inspirou o recente filme de cinema com o personagem. Fazia muito tempo que não era publicada uma nova história com o pistoleiro mais mal encarado do velho oeste. A última da qual me lembro foi publicada em 1995 pela Abril Jovem, na revista Vertigo, posteriormente republicada pela Opera Graphica: tinha os dois pés no horror sobrenatural e muita gente não gostou. Desta vez, a história está mais faroeste mesmo, ainda que o brutalismo seja igualmente assustador. A história é de Justin Gray e Jimmy Palmiotti, e os desenhos são do brasileiro Luke Ross, com a participação especial em algumas páginas do veterano ilustrador filipino Tony de Zuniga, que foi o primeiro a trabalhar o personagem nos anos 1970. Uma bela homenagem. O álbum tem 148 páginas em cores, em papel especial e custa R$14,90.
Outro lançamento que eu estava ansioso por adquirir é Who fighter: O coração das trevas, mangá para adultos, publicado pela HQ Maniacs Editora. Trata-se de uma edição única, com uma seleta de três contos de guerra de viés fantástico, de autoria de Seiho Takinazawa. Os desenhos têm um estilo hiperrealista que lembra a série Ás de Espadas, de Ricardo Barreiro e Juan Gimenez, um dos maiores clássicos do gênero. O formato da edição remete ao original japonês, em preto e branco e com a leitura invertida, mas foi produzido com uma capricho superior às edições vulgares de mangás no Brasil, com papel de qualidade e capa cartonada e laminação fosca. Tem 212 páginas e custa R$14,90.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Vaporpunk

Surgem as primeiras notícias consistentes sobre a antologia Vaporpunk: Relatos steampunk publicados sob as ordens de
Suas Majestades, organizada por Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva para a Editora Draco, cujo lançamento está anunciado para acontecer na FantastiCon 2010, entre 27 e 29 de agosto.
Trata-se da segunda antologia brasileira dentro do tema steampunk – a primeira foi Steampunk: Histórias de um passado extraordinário, publicada pela Tarja Editorial em 2009 –, porém desta vez com autores brasileiros e portugueses. A antologia tem 312 páginas e reúne oito trabalhos, entre contos e novelas, de Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi, Lodi-Ribeiro, Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura.
A divulgação da imagem da capa causou frisson entre os fãs, e sugere que, tal como na antologia da Tarja, os trabalhos selecionados devem seguir mais ou menos a mesma toada, com dirigíveis navegando o espaço aéreo da virada do século XIX para o XX.
O que me assustou foi o preço de capa divulgado: R$49,90. Com tantos lançamentos anunciados para o evento, vai fazer estragos no bolso dos leitores.

Vampiros na cultura pop

Mais um livro que se dedica a entender a mitologia dos vampiros chega ao mercado. Trata-se de Vampiros na
cultura pop, de Maurício Muniz e Manoel de Sousa, ambos fãs de quadrinhos com uma substancial carreira na área editorial.
O livro tem 148 páginas em cores em papel couchê, formato grande (20x26cm) e acabamento luxuoso. O saite Antigravidade apresenta uma prévia do que é o volume, com a visualização de muitas de suas páginas.
Diz o relise: "Os vampiros marcaram com gotas de sangue seu território no imaginário popular. Desde o lançamento do livro Drácula, em 1897, esses seres das trevas entraram para as artes populares e nunca mais saíram. Cinema, quadrinhos, TV e games ampliaram esse domínio conforme atesta o livro Vampiros na Cultura Pop, que traz uma catalogação do que mais divertido e interessante se criou sobre o tema."
Vampiros na cultura pop tem o preço de capa de R$39,90 e é uma publicação da Editora Europa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aos olhos da morte


A Bienal do Livro e a FantastiCon estão chegando com inúmeros lançamentos de livros, uma festa editorial de FC&F brasileiras como nunca se viu. Não tenho a pretensão de relacionar tudo
aqui, então vou falar aos poucos, conforme as divulgações de cada título chegarem a mim, se chegarem.
Mas também há coisas acontecendo "off-Bienal", em vários pontos da cidade, e hoje vou falar do lançamento da coletânea Aos olhos da morte, editado pela Editora Literata, com 21 contos de terror do escritor mineiro M. D. Amado. Trata-se do primeiro título do selo Estronho que deve lançar muitos outros nos próximos meses.
O relise anuncia o volume assim: "Quem nunca teve medo da morte? Ou estremeceu a simples menção dessa palavra? Descubra, através destas páginas, o quanto você teme o inevitável. Está preparado para enfrentar a morte? Se vista de coragem, familiarize-se com ela, mergulhe nestes parágrafos e descubra a dor e a beleza em cada conto. Sinta o hálito gélido da morte, encare seus olhos e deixe-se beijar."
O autor edita, desde 1996, o saite Estronho e Esquésito, através do qual publica o fanzine de terror Read In Peace. Participou de várias antologias e publicou, em 2009, a coletânea virtual Empadas e mortes.
O lançamento está anunciado para o dia 14 de agosto a partir da 18 horas, no restaurante Bardo Batata (R. Bela Cintra, 1333), que já é um ponto de referência em São Paulo no que se refere a livros de FC&F.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Black Angels e Nunca se Sabe 3

Conforme prometido, está disponível, desde o dia 30 de julho, a edição especial Black Angels, revista eletrônica que reúne os
talentos dos escritores Ademir Pascale e Hugo Maximo.
A revista traz dois contos: "Demônio da peste", de Pascale, e "Desdemona deve morrer", de Maximo, que começam e se desenvolvem
em texto, mas concluem como histórias em quadrinhos desenhadas por Maximo. Ambas parecem acontecer no mesmo universo e contam histórias sobre profissionais que alugam seus talentos para serviços tão aleatórios quanto proteger artefatos místicos e investigar traições conjugais. A revista tem 63 páginas no total e pode ser baixada gratuitamente aqui.
Maximo aproveitou o ensejo e lançou, praticamente ao mesmo tempo, a terceira edição de seu personalzine eletrônico Nunca se Sabe. O zine dá sequência às histórias iniciadas nas edições anteriores, mas também publica um conto curto e a primeira parte de uma nova HQ. Vale a pena acompanhar o trabalho que Hugo Maximo. Ele está pronto para o mercado mas, por enquanto, nos entrega na faixa. Não demora, tenho certeza, e vamos ter que pagar para ter acesso aos trabalhos dele. Baixe sua cópia aqui.