terça-feira, 27 de outubro de 2009

Warehouse 13


Segunda-feira, dia 26 de outubro, a Warner levou ao ar o primeiro episódio do seriado Warehouse 13, que me pegou de surpresa. Eu estava assistindo a estreia da segunda temporada de The mentalist e assim que este acabou, fui capturado por monte de explosões de luz que me fizeram ficar ligado até a uma da madrugada. Eram as cenas de presentação do novo seriado, que eu classificaria como um híbrido de Arquivo X e Os caçafantasmas.
A história de Warehouse 13 começa numa exposição de arte asteca num museu na capital norte-americana, na noite em que o presidente dos EUA vai visitá-la. Um forte esquema de segurança é instalado, mas o agente Peter Lattimer sente que algo não vai bem. Uma peça em exposição está emanando vibrações estranhas, que influenciam um dos funcionários do museu que nessa condição tenta assassinar o presidente. Enquanto a agente Myka Bering, responsável pelo esquema de segurança, detém o agressor, o agente "sensitivo" remove a peça da exposição, mas acaba rendido por um homem estranho que, utilizando-se de um equipamento misterioso, desaparece do local com o artefato.
Mais tarde, sob pressão do FBI que exige informações sobre o destino da escultura roubada, o agente Lattimer recebe a visita de uma estranha mulher que se identifica como sendo a Sra. Frederick da Segurança Nacional, que lhe entrega uma ordem federal para que ele se apresente no dia seguinte num certo lugar da Dakota do Sul. Quando ele chega lá, encontra um galpão enorme, aparentemente abandonado no meio do nada. Enquanto espera à porta que alguém o atenda, um outro carro chega, trazendo a agente Bering. Eles não se dão muito bem a princípio e nenhum deles imagina o que vão fazer ali. Surge então por detrás deles o mesmo homem que havia desaparecido com o artefato asteca, vestido de forma extravagante e carregando um equipamento desconhecido e de função misteriosa. Ele se apresenta como o encarregado do depósito Arthur "Artie" Nielsen e, enquanto os leva para dentro, explica que agora eles fazem parte de uma equipe secreta especial encarregada de recolher e armazenar artefatos que possam colocar a segurança nacional em risco. O depósito está repleto desses artefatos, alguns tecnológicos, outros mágicos, e talvez até alienígenas.
A imagem geral do interior do gigantesco galpão, que tem diversos níveis, é a do grande depósito visto no final de Os caçadores da arca perdida, onde foi armazenada a Arca da Aliança. Ele explica que esta é a 13ª encarnação do depósito, que existe desde tempos antigos. A 12ª versão teria sido instalada nos EUA por Nicola Tesla, M.C. Escher e Thomas Edison, mas como um incêndio a destruiu, foi construída a nova instalação. Finalmente, ele encarrega os relutantes agentes de sua primeira missão, que é investigar um estranho caso de demência de um jovem, que agrediu a namorada.
A premissa é interessante e pressupõe possibilidades criativas para futuros enredos, com histórias de terror, fantasia e ficção científica, viagens no tempo, realidade alternativa e uma bem vinda dose de steampunk. Porém, o desenvolvimento da primeira missão dos dois agentes não é muito animador. Há um constante clima de farsa que não se decide entre o dramático e o cômico. Por exemplo, os agentes têm que carregar para lá e para cá, um balde cheio de um estranho líquido que, só porque o autor do seriado quer, tem a capacidade de anular o poder de todo e qualquer artefato, seja lá qual for. A natureza do tal departamento super-secreto que sequer tem um nome reporta ao seriado satírico The Middleman, e a própria interpretação dos atores pressupõe uma comicidade contida.
Não há muito mais o que avaliar sobre o seriado neste momento. Episódios de estreia são geralmente introdutórios, servem para contextualizar e apresentar os personagens. Algumas vezes eles vão além e também contam uma boa história, que não foi o caso de Warehouse 13, que tem um jeitão de Buffy, a caçavampiros. Mas isso não quer dizer que o seriado não fique legal mais adiante, porque afinal de contas a ideia é muito boa. Informações na internet dão conta de uma grande audiência nos EUA para o seriado, especialmente do público feminino. Talvez os próximos episódios insiram alguma tensão romântica no casal de agentes.
Tudo muito legal, mas bem que poderia passar um pouquinho mais cedo, né?

Ficção fantástica é a mais vendida do Brasil

Meu amigo Miguel Carqueija, autor do romance Farei meu destino (Editora Giz, 2008), enviou-me pelo correio, um recorte do jornal O Globo, de 3/10/2009, a página 6 do caderno "Prosa e Verso", com uma reportagem inspiradora sobre Renato Canini, quadrinhista veterano que nos anos 1970 deu personalidade brasileira ao Zé Carioca. Canini foi justamente homenageado este ano no festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, e a reportagem exibe lindas imagens de seus trabalhos e uma emocionante capa da saudosa revista Recreio, que ele ilustrava.
Mas o que realmente me saltou aos olhos estava no verso, página 5, que estampa uma relação dos livros mais vendidos, creditada à Infoglobo, cujo levantamento corresponde aos dias 18 a 29 de setembro.
Lembro que há alguns anos era raro encontrar um título de ficção fantástica nas listas de mais vendidos de qualquer veículo de imprensa, tanto que esse é o tipo de informação que eu raramente confiro. Até porque sempre me pareceu que essas listas são um tanto suspeitas. Enfim, compartilho aqui com vocês o que eu vi:
Incrível! Na pesquisa de O Globo, nada menos que nove dos dez títulos de ficção mais vendidos no Brasil são fantásticos ou assemelhados. Tolkien continua arrebentando com cinco títulos relacionados, enquanto Stephanie Meyer ocupa outras 3 posições com livros de sua série romântica de vampiros. Nas pontas da tabela, em primeiro lugar o romance de realismo fantástico A cabana, e em décimo o único título realista, O vendedor de sonhos.
Mas, como sempre, há um pequeno truque da redação que faz uso do velho jargão "dividir para vencer". Na mesma coluna há uma outra tabela dedicada aos livros infanto-juvenis, mais modesta, com apenas cinco títulos relacionados. Os dois primeiros são As crônicas de Narnia e Diários do Vampiro - O despertar. Acredito que ambos poderiam figurar sem qualquer problema na lista principal, o que certamente alijaria pelo menos o último livro da relação e, neste caso, todos os livros da lista seriam fantásticos.
Lamentavelmente, ainda há um único livro de ficção científica na relação. Apesar do crescimento explosivo da ficção fantástica no mercado, alavancado pela fantasia e o horror, a FC parece não estar colhendo absolutamente nada dessa onda.
Outra ausência sentida é a de livros de autores nacionais. Mas um dia eles estarão lá, tenho certeza.

domingo, 25 de outubro de 2009

Mandei mal vol.1


Ao que tudo indica, enganei-me desastrosamente na redação da nota anterior, sobre o lançamento das antologias Imaginários.
Não há nenhuma promoção anunciada pela editora Draco que ofereça os dois volumes pelo preço de um no dia do lançamento. Cometi algum erro na pesquisa ou misturei estações. Peço desculpas à editora e aos leitores pelo mal entendido, espero não causar nenhum tipo de problema ao evento por conta disso.
O organizador Tibor Maricz me alertou sobre o erro e o trecho do artigo que comentava esse detalhe foi removido para evitar complicações.
E voltamos a nossa programação normal...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lançamentos à vista


Dia 28 de novembro abrigará o lançamento de nada menos que 3 antologias de ficção fantástica na capital paulista.
Entre 15 e 18 horas, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509) será apresentada Contos imediatos, antologia de ficção científica organizada por Roberto de Sousa Causo para a editora Terracota, com um time de peso: Luiz Brás, Ataíde Tartari, Sidemar V. de Castro, Ademir Pascale, Miguel Carqueija, Tatiana Alves, João Batista Melo, Chico Pascoal, André Carneiro, Jorge Luiz Calife, Mustafá Ali Kanso e Tibor Moricz.
Praticamente no mesmo horário, na Livraria Cultura do Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902), rola o lançamento dos dois primeiros volumes da coleçao de antologias Imaginários, publicada pela editora Draco.
A coleção não pretende tematizar seus volumes, que misturam FC, fantasia e horror sem cerimônia. O volume 1 traz textos de Gerson Lodi-Ribeiro, Giulia Moon, Jorge Luiz Calife, Ana Lúcia Merege, Carlos Orsi, Flávio Medeiros, Roberto de Sousa Causo, Osíris Reis, Martha Argel, Davi M. Gonzales e Richard Diegues.
O volume 2 dá espaço aos autores portugueses João Barreiros, Jorge Candeias, Sacha Ramos e Luis Filipe Silva, ao lado dos brasileiros Alexandre Heredia e André Carneiro. Ambos os volumes foram organizados por Tibor Moricz, Saint-Clair Stockler e Eric Novello.

Lançamento da antologia Rumo a fantasia


No dia 5 de novembro às 19 horas, na Biblioteca Viriato Corrêa em São Paulo, a Devir realizará um bate-papo para marcar o lançamento da antologia Rumo à Fantasia.
Já confirmaram presença os autores Braulio Tavares, Rosana Rios, Roberto de Sousa Causo e o ilustrador Vagner Vargas. E eu também estarei lá.
A Biblioteca Viriato Corrêa fica na Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, São Paulo (telefone 11-5573-4017).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hinata-Sou


Se você não viu o final ou perdeu um capítulo importante daquela série fabulosa ou embolorou o VHS que era a jóia da sua coleção, seus problemas acabaram.
Hinata-Sou é exatamente aquilo que um otaku quer de um site de animes. Tem praticamente tudo o que se refere a seriados de TV, OVAs, longas de cinema e até alguns live-actions, prontos para baixar e assitir. Todo bem organizado e rápido de consultar.
O site disponibiliza vários links para download de cada filme, a maior parte legendado e em formato mp4, mas tem alguma coisa em AVI, MVK e outros formatos de vídeo. Para garantir que não vai ter dores de cabeça com codecs, recomendo o uso do software gratuito VLC Portable, que roda praticamente tudo e pode ser baixado aqui.
Faça a festa, maluco!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

E-zines de terror no mês do Halloween


Como tem sido desde o início do ano, os fanzines eletrônicos de terror estão sustentando uma regularidade admirável, abrindo muito espaço para artistas e articulistas que atuam nesse gênero. O mês ainda não acabou e já foram distribuídos quatro títulos:

Soturma 2, editado pelo heteronômio Senhor Arcano através do selo Sombrias Escrituras, traz artigos sobre as bandas Sopor Aeternus e My Dying Bride, matérias sobre o poeta George Trakl, o pintor Bruno Amadio e a ourives Marina Brandt, entrevistas com o poeta Alessandro Reiffer e com Rosana Raven, editora do fanzine Flores do Lado de Cima. Contos de Alessandro Reiffer, Rogério Silva Farias, poemas de Sr. Arcano, Silde, Carla Augusta, Rogério Silvério, M. Pereira Lima e Roni P. Dias. O Soturna também produziu um CD sugerindo uma trilha sonora ideal para os fãs, que pode ser adquirido através do e-mail artesoturna@ymail.com.

Adriano Siqueira distribuiu o número 32 do seu fanzine Adorável Noite. Dedicado à divulgação da cena cultural do horror paulista, é distribuído em versão impressa nas casas noturnas da capital. Traz poemas de Lord Diamond, Medye Platinun, Glaydson Alonso do Nascimento, Abigail Lucena de Farias, Maharee contos de Darlon Carlos, Ana Dominik Spuk e Arlequim Noctâmbulo. Números anteriores podem ser obtidos aqui.

Terrorzine 14, editado por Ademir Pascale e Elenir Alves para a Cranik, incentiva a produção de contos muito curtos e apresenta vinte trabalhos de diversos autores, mais entrevistas com os escritores L. F. Riesenberg, Daniel Pedrosa e Albarus Andreos.

Finalmente, a já citada Rosana Raven distribuiu o seu
Flores do Lado de Cima 10, com artigos sobre Edgar Allan Poe e Stephen King, muitas fotos do evento musical Metal World for Children realizado no início de outubro em Sampa, um conto de Oscar Mendes, poesias e resenhas de discos. Destaque para as belas colagens de Erik Thurn, as composições de Wagner Moloch disponíveis na internet (confira vários links na edição) e o e-book Empadas e mortes de M. D. Amado.
Outubro tem combustível para mais. Vou ficar atento.