sexta-feira, 25 de abril de 2025

Lançamento: O ouvinte, Algernon Blackwood

A Sociedade das Relíquias Literárias - SRL é um projeto da Editora Wish para viabilizar a tradução e publicação em ebook de textos raros de ficção fantástica internacional, resgatando assim obras desconhecidas de autores em domínio público, quase sempre inéditas em português. Uma assinatura mensal dá ao apoiador o direito de um novo ebook a cada mês, entre outras recompensas aditivas.
A relíquia de abril é a novela de horror O ouvinte (The listener), do escritor londrino Algernon Blackwood (1869-1951), originalmente publicada em 1917. 
Diz a sinopse: "Ao se mudar para uma casa decadente com um aluguel estranhamente barato, um jovem escritor busca isolamento e tranquilidade para escrever. Entretanto, ele encontra apenas um conclave sinistro de gatos, odores nauseantes e a estranha sensação de estar sendo vigiado. A cada entrada em seu diário, sua sanidade escorre pelos cantos da página, até que um som rastejante e uma figura disforme anunciam: talvez ele nunca tenha estado sozinho ali."
O ouvinte ocupa o número 61 da coleção SRL; tem 142 páginas, tradução de Camila Fernandes Carmocini e traz também uma biografia do autor. A capa tem uma ilustração de Jane Herkenhoff. 
Esta é a segunda novela de Blackwood na Coleção SLR; a primeira foi O fascínio da neve, publicada em 2022 no volume número 28. 
Para fazer parte da Sociedade, basta formalizar o apoio na página do projeto, aqui.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Nas ruínas de Innsmouth

A nova campanha de financiamento direto da Editora Clock Tower é a antologia Nas ruínas de Innsmouth, com contos inéditos de autores brasileiros em homenagem ao escritor H. P. Lovecraft.
Diz o texto de apresentação: "Kevin Horowitz, um jornalista fracassado do Arkham News, é chamado em 1946 às ruínas da cidade portuária de Innsmouth pelo agente do FBI Richard O'Brien. Richard tem algo muito importante a revelar a Kevin. Enquanto conversam sobre fatos e eventos anteriores à destruição da cidade, durante e após essa interação entre eles, muita coisa acontece".
Catorze contos e duas poesias formam o corpo principal da antologia, com os seguintes autores: Alexandre Callari, Explorador, Hugo Sales, Dama Oliveira, Julius, Marcos Faria Martins Filho, Helton Lucinda Ribeiro, Ari C. Freire, Lucas Freitas, Alex Rebonato, Felipe Silva Carvalho, Luciano Reis, Focinho Curto, Luciano Paulo Giehl, Liveira e Paulo R. Caetano Tonon. O livro conta ainda com ilustrações internas de  André Mantoano, Franz Brehme, Rafael Danesin, Renan Ribeiro e Sandro Andrade, que também assina a capa.
Nas ruínas de Innsmouth tem organização de Denilson Ricci e Robilam C. Jr, com volume estimado de mais de 250 páginas. Conforme as metas forem alcançadas, a editora promete somar ao conteúdo já selecionado, traduções dos contos inéditos "Fishhead", de Irvin S. Cobb, "The harbor-master", de Robert W. Chambers, "In the abyss", de H.G. Wells, além de republicar "A sombra sobre Innsmouth" e "Dagon", ambos de H. P. Lovecraft.
O livro pode ser apoiado aqui até o dia 30 de maio de 2025.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Lançamento: Senhor da Luz, Roger Zelazny

"Os deuses da Cidade Celestial governam pela doutrinação. Regem o destino de seus súditos e determinam quem é bem-vindo a seu panteão oligárquico. Ao morrer, esses entes são meramente substituídos por outros com os mesmos atributos e o mesmo nome, mantendo sempre uma casta dominante sob a justificativa de proteger a humanidade dos reveses mortais da tecnologia avançada.
Até que um deus é ressuscitado por um trio de divindades rebeldes, assume a forma humana e passa a liderar um novo grupo de fiéis que luta por uma revolução científica e tecnológica no mundo. Impulsionado pela compaixão e pelo sofrimento, esse deus renascido busca um modo de escapar do ciclo de reencarnações que sustenta essa guerra santa."
Este é o texto de apresentação da edição brasileira de Senhor da luz (Lord of light), romance de Roger Zelazny (1937-1995), ganhador do Prêmio Hugo em 1968. Zelazny é um dos mais inspirados escritores americanos de ficção científica e estava inacreditavelmente inédito no Brasil até hoje, embora tenha edições portuguesas que circularam por aqui.
Uma curiosidade sobre este romance, que mistura espaçonaves, budismo e induismo, é que ele foi o tema da falsa produção de cinema engendrada pela CIA para resgatar os diplomatas americanos refugiados na embaixada canadense no Irã, em 1979, durante a revolução islâmica, como relatado no filme Argo (2012), de Ben Affleck. Belos desenhos elaborados pelo ilustrador americano Jack Kirby davam conta do projeto, igualmente falso, de um parque temático baseado no romance de Zelazny, o que era então muito plausível devido ao estrondoso sucesso mundial de Star Wars. 
A edição brasileira tem 408 páginas, tradução de Ana Ban e faz parte da Coleção Biblioteca a editora Aleph.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Lançamento: Utopia 3, Inácio Araujo

"Estamos no século 25, as grandes guerras finalmente terminaram, a União Universal tomou o poder, eliminou os estados nacionais, estabeleceu uma língua única e levou a uma era de enorme prosperidade. O mundo inteiro tornou-se uma megaorganização dirigida por um CEO com o auxílio de um grupo de gerentes e diretores de departamento; tudo existe sob os auspícios do lucro e do progresso científico, que esticou tanto a duração da vida humana que as próprias noções de tempo e memória perderam sentido.
No entanto, esse mundo é menos perfeito do que parece. Com os humanos conformados à nova ordem, caberá a dois replicantes manter viva a chama da rebelião na Terra. Um deles tem em seu programa pensamentos de vários autores anarquistas dos séculos 19 e 20; o outro foi programado com textos e ideias do líder trotskista J. Posadas. Juntos, eles buscam promover a revolução em um mundo de pessoas voluntariamente submissas à ordem universal. Ao mesmo tempo, os humanos, que com o tempo tornaram-se ágrafos, vivem a frustração de não conseguirem se estabelecer em outro planeta antes que as fontes de vida da Terra se extingam. Diante da emergência, os dois replicantes revolucionários, associados ao astronauta Gagarin 33, mudam seus planos e, com a ajuda de um antigo astronauta, saem a uma nova aventura, em busca do único lugar em que a Terra e vida poderão se revigorar."
Este é o texto de apresentação do romance de ficção científica Utopia 3: Últimas notícias do século 25, do crítico de cinema e escritor Inácio Araujo, publicado no finalzinho de 2024, e só agora devidamente divulgado. O autor cedeu uma breve entrevista ao programa Entrelinhas, da TV Cultura, na última sexta-feira, 18 de abril, comentando suas influências e objetivos dentro de um gênero que raramente autores do maisntream ousam trafegar e, por isso mesmo, vale uma olhada. Afinal, grandes exemplos da fc brasileira vieram por autores não especialistas no gênero. 
O romance tem 254 páginas e é uma publicação da editora Iluminuras.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Juvenatrix 270

Está circulando a edição de maio do fanzine eletrônico de horror e ficção científica Juvenatrix, editado por Renato Rosatti. 
Em nove páginas, traz conto de Caio Alexandre Bezarias e resenhas de autoria do  editor aos filmes Escravos da noite (1970), O ataque das cobras (1976), A morte numa noite fria (1973) e O começo do fim (1957), cujo cartaz ilustra a capa. A edição é completada com notícias e divulgação de livros e publicações alternativas, e de bandas de metal extremo.
Cópias em formato pdf podem ser obtidas pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Psiu 16 e 17

Estão disponíveis as edições 16 e 17 do Psiu, tradicional fanzine de quadrinhos editado por Edgard Guimarães, através do selo EGO da Editora Marca de Fantasia, em formato exclusivamente digital. A publicação recupera trabalhos antigos nunca vistos pelos leitores desta geração, e também algum material inédito.
Em páginas 68, o número 16 apresenta trabalhos de Luigi Rocco, Luiz Iório, Henrique Magalhães, Joselito, Jota Carlos, Cícero Valadares e do próprio editor. 
O número 17 tem 70 páginas e traz quadrinhos de Luiz Iório, Henrique Magalhães, Rony, Osires, Quino, Joselito, Jota Carlos e Luiz Sá. Traz ainda a seção "Cartas d'antanho", com transcrições de missivas antigas recebidas pelo editor ao longo de sua atividade como editor independente. 
Todas as edições do Psiu, além de outras publicações do selo Ego, podem ser baixadas gratuitamente aqui.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Lançamento: Imagens estranhas, Uketsu

Esconder-se do público é uma estratégia recorrente em diversas artes e cada artista que a adota tem suas próprias motivações. 
No cinema, o caso mais famoso é de Greta Garbo (1905-1990) que, depois de de atingir o estrelato, aposentou-se aos 36 anos de idade; tornou-se reclusa e não retormou mais às telas. 
Outros artistas famosos por sua reclusão são o mestre dos quadrinhos Steve Ditko (1927-2018) e o escritor Thomas Pynchon. 
Mas há outros casos interessantes. Por exemplo, o do filósofo iluminista francês François-Marie Arouet, mais conhecido por Voltaire (1694-1778). Como os livros impressos eram controlados pela coroa, havia então na Europa um próspero mercado negro de manuscritos que eram disputados por leitores. Ao ler os textos de Voltaire, se entende por que ele se escondia sob o pseudônimo: era um crítico feroz e ácido que não respeitava nada nem ninguém. Um verdadeiro revolucionário.
Já Ellery Queen, famoso autor de romances de crime e mistério, era um nome guardachuva. Muitos autores escreveram sob esse pseudônimo, incluindo Theodore Sturgeon (1918-1985) e Jack Vance (1916-2013).
Outro exemplo mais ou menos recente é o da banda pop Gorillaz, formada por músicos reais que se apresentavam através de imagens em desenho animado. Lançaram clips, cds, até uma linha de bonecos, depois desapareceram. Puro marketing.
A estretégia está sendo usada agora pelo misterioso escritor japonês Uketso, cuja novela de terror Imagens estranhas (Strange pictures) está sendo publicado no Brasil pelo selo Suma da Companhia das Letras. Misturando mangá e literatura, o autor se apresenta pela internet usando máscara e voz distorcida, e tem obtido sucesso com seu trabalho, já traduzido em dezenas de países.
Diz o texto de apresentação: "As ilustrações feitas por uma gestante e publicadas por seu marido em um blog escondem um alerta temeroso. O desenho que uma criança faz da própria casa carrega uma mensagem sombria. O retrato feito por uma vítima de assassinato em seus momentos finais conduz um detetive amador em uma caçada eletrizante."
O volume tem 184 páginas, tradução de Maria Luísa Vanik, e já está disponível no saite da editora, aqui.