A organização da exposição Quadrinhos'51, recentemente inaugurada no MuBA, em São Paulo, anunciou que a programação do ciclo de palestras, divulgada aqui há alguns dias, foi alterada para que todas as atividades ocorram aos sábados às 14 horas.
A programação agora é a seguinte:
31 de março – Ainda há preconceito contra os Quadrinhos?
Participantes: Jotabê Medeiros, Álvaro de Moya, Gonçalo Júnior, Francisco Ucha;
14 de abril – Linguagem dos Quadrinhos no Cinema e na TV – Por que a TV brasileira despreza esse filão?
Participantes: Celso Sabadin, Walter Negrão;
28 de abril – Os Grandes Mestres e a Produção Editorial dos anos 50 a 70
Participantes: Primaggio Mantovi, Rodolfo Zalla;
5 de maio – A Ficção Científica nos Quadrinhos
Participantes: Cesar Silva, Roberto Causo e Marcelo Naranjo;
12 de maio – Ângelo Agostini, onde tudo começou
Participantes: Gilberto Maringoni, Gonçalo Júnior, Francisco Ucha;
19 de maio – Os quadrinhos italianos – Um tributo a Sergio Bonelli
Participantes: Sidney Gusman, Adriano Rainho e Álvaro de Moya;
26 de maio – 1951, Uma Exposição Educativa
Participantes: Álvaro de Moya, Maurício Kus;
Encerramento com exibição do filme de 1969, História em Quadrinhos, de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya.
Para conseguir um dos 150 lugares disponíveis no auditório, é aconselhável chegar com meia hora de antecedência. O MuBA fica na Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, Vila Mariana, São Paulo. Mais informações sobre Quadrinhos'51 no blogue do evento, aqui.
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
E-Draco
Outra editora que entrou com tudo no mercado de livros virtuais é a Draco, que inaugurou recentemente um respeitável catálogo com mais de trinta títulos, a maior parte deles exclusivos do formato. Os textos, em português, estão disponíveis no formato universal Epub e para o console Kindle, da Amazon.Além dos romances e antologias do catálogo real da editora, está disponível a exclusiva coleção Contos do Dragão, que oferece minilivros com um conto inédito em cada volume. São eles: A torre das almas, Eduardo Spohr; Fritei minha dignidade no bacon, Alliah; Dies Irae, Lidia Zuin; As noivas rancas, Rober Pinheiro; O incrível congresso de astrobiologia, Cris Lasaitis; O primmeiro contacto, Fábio Fernandes; Maria e a fada, Ana Cristina Rodrigues; A encruzilhada, Ana Lúcia Merege; O turista, Erick Santos Cardoso; O cheiro do suor, Eric Novello; Por um punhado de almas, Cirilo S. Lemos; Brazil reloaded, Antonio Luiz M. C. Costa; Bonifrate, Douglas MCT; A coleira do amor, Gerson Lodi-Ribeiro; O cão, Leonel Caldela; Bons inimigos, Claudio Brites; Névoa e sangue, Nazarethe Fonseca; Eu, a sogra, Giulia Moon; Dividindo Mel, Iris Figueiredo; Vida e morte do último astro pornô da Terra, Marcelo A. Galvão; A sombra no Sol, Eric Novello; e Seolferwulf, José Roberto Vieira. Um detalhe que pode confundir o leitor desatento é o design das capas, que lembra muito a coleção Companhia de Bolso da Companhia das Letras.
A catálogo completo das publicações virtuais da Draco está na Amazon com preços que variam de U$0,99 a U$7.99, mas os livros podem ser também adquiridos nas livrarias brasileiras Gato Sabido, Saraiva e Cultura, com preços em Reais.
Mais informações podem ser obtidas no blogue da Editora Draco.
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Horizonte sombrio
Cansados de esperar que as editoras reais lhes deem atenção, muitos autores estão migrando para as editoras virtuais. Em 2010, o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica identificou um grande crescimento dos ebooks, tendência que prosseguiu em 2011 e parece manter-se em 2012, principalmente com a chegada dos leitores digitais ao mercado. Os ebook readers ainda não são uma escolha popular, mas configuram uma tendência para futuro, embora seja muito cedo para comemorar, se é que há algo para se comemorar nisso.De qualquer forma, já não são apenas os novos autores que surgem nas edições virtuais. O experiente escritor Miguel Carqueija anuncia que acaba de ser publicado pela AgBooks seu livro Horizonte sombrio, que o próprio autor apresenta como "uma História Alternativa passada no tempo da Revolução Getulista e presta homenagem ao grande físico e inventor brasileiro, Padre Roberto Landell de Moura, e ao escritor Fred Saberhagen". O livro tem prefácio de Ronald Rahal e pode ser comprado aqui.
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Ciclo de Palestras Quadrinhos'51
Inaugurada no dia 21 de março no MuBA - Museu Belas Artes de São Paulo, a exposição Quadrinhos'51 é uma homenagem a primeira exposição de histórias em quadrinhos do mundo, que aconteceu em São Paulo em 1951. Além da exibição de publicações raríssimas e originais de artistas nacionais e estrangeiros do anos 1950, 1960 e 1970, o evento promove, ao longo dos meses de março, abril e maio, um ciclo de palestras sobre a arte dos quadrinhos.
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Resenha: Kerouac,
Ainda vai demorar muito tempo para que os espaços da mídia dedicados aos quadrinhos brasileiros processem tudo o que foi publicado em 2011, tal a quantidade de títulos editados no ano. Por isso, enquanto aguardamos as edições de 2012, vamos comentando alguns deles.Há poucos dias li o álbum Kerouac, (a virgula faz parte do título), de João Pinheiro, semidocumentário com a biografia de Jack Kerouac (1922-1969), importante escritor norte americano, autor da bíblia "beat" Pé na estrada (On the road), um relato de uma aventura pelas estradas dos Estados Unidos.
João Pinheiro é ainda um artista novo no ambiente dos quadrinhos, atuando na área desde 2005, quando publicou nas revistas nacionais Grafitti e Front. Como escritor, publicou em 2010 o livro infantil O monstro (nem tão monstruoso) e o menino João (Editora Noovha América).
Kerouac, é, portanto, seu segundo livro autoral, um trabalho ousado com 112 páginas sobre esse importante personagem do século 20, que hoje já não é tão lido (pelo menos até que lancem o filme que está sendo produzido sobre Pé na estrada, previsto para junho deste ano).
Como a obra de Kerouac fala por si, não foi intenção de Pinheiro fazer uma versão dela, mas sim falar sobre o autor. Não sei se foi a melhor opção, já que a vida pessoal de Kerouac não parece tão interessante sem experiências narradas em Pé na estrada.
O trabalho de arte de Pinheiro é irregular, alternando momentos brilhantes com outros ruins, de traços imprecisos e grosseiros. Também nota-se alguma dificuldade do autor em definir claramente a fisionomia dos personagens, que se confundem o tempo todo.
A parte mais interessante do álbum é a cenografia, que demonstra ser resultado de uma pesquisa apurada, com desenhos bem elaborados, especialmente os automóveis, e uma boa técnica de claro escuro.
Mesmo sem um grande trabalho de arte, o valor de Kerouac, reside no esforço em recuperar para as novas gerações a literatura deste rebelde sem causa que influenciou toda uma geração.
Kerouac, é uma publicação da Devir Livraria.
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A patrulha do espaço
A editora Jupiter 2 de José Salles, acaba de lançar A patrulha do espaço, revista com três histórias em quadrinhos de ficção científica no estilo ingênuo dos anos 1950, roteirizadas pelo saudoso Gedeone Malagola (1924-2008) e ilustradas pelo desenhista paraibano Emir Ribeiro. Gedeone é mais conhecido por Raio Negro, um super herói brasileiro que sempre vale a pena lembrar. Portanto, não há qualquer justificativa para a advertência "Para adultos" publicada na capa. Da mesma forma que a Editora Jupiter 2 é uma homenagem à clássica Editora Jupiter, a revista é uma homenagem à Patrulha do espaço original publicada em 1953. Nas edições originais, as histórias foram desenhadas pelo próprio Gedeone, imitando o estilo de Milton Caniff.
A editora Jupiter 2 tem a interessante proposta de recuperar a obra de Gedeone e já publicou algumas dezenas de edições nos últimos anos. Esse é o tipo de ação que bem merecia um financiamento público.
Mais informações sobre esta e outras publicações da Editora Jupiter 2, podem ser obtidas no blogue da editora, aqui.
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Ao mestre com carinho: Rodolfo Zalla
O registro da memória brasileira nunca foi dos melhores. Muitas vezes, só se percebe o valor do trabalho de uma pessoa quando já é tarde demais para uma conversa pessoal. Tantos artistas, editores e produtores culturais não tiveram chance de deixar para as gerações seguintes um bom depoimento de suas experiências, seus sucessos e fracassos, e por desconhecermos os seus acertos, acabamos por repetir-lhes os erros, sem falar no gigantesco prejuízo para a História.Nascido na Argentina em 1930, onde se iniciou e aperfeiçoou na carreira de ilustrador, Zalla migrou para o Brasil em 1963 e passou a produzir para diversas editoras fazendo quadrinhos de guerra, faroeste e, especialmente, terror, sua especialidade. Criou dezenas de personagens, entre as quais, Zora a Mulher Lobo, ilustrou milhares de capas e livros, e colaborou de forma decisiva para o desenvolvimento de uma linguagem brasileira na arte dos quadrinhos.
No DVD de 72 minutos, além do depoimento do mestre, há extras muito interessantes, nos quais Zalla conta curiosidades de sua carreira e sua vida pessoal. A produção é independente e artesanal, mas tem boa qualidade, com ótimos som e montagem.
O DVD é difícil de encontrar, mas pode ser adquirido nas lojas especializadas em quadrinhos.
Tomara que o exemplo de Baraldi frutifique. Ainda há muitos outros artistas que precisam ser resgatados para a História. E a hora é agora.
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