MLD é um fanzine diferenciado. No aspecto editorial, apresenta anúncios publicitários nas capas e nas páginas centrais. No conteúdo, também é bastante incomum, apresenta a história de humor sobre futebol "Chico, o mico", de Bruno Borovac e Guilherme Carbonari, com um desenho caricato bem interessante.
Produzido e publicado pelo selo Píbola Comix, o fanzine tem 20 páginas em formato magazine, com o miolo em preto e branco, capas em cores, e é vendido por apenas R$0,50!
Mais informações sobre a revista podem ser obtidas no saite da editora, aqui.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Tangram
Tangram, de Pedro Hutsch Balboni e Aureo Henrique Leite dos Santos, traz o que aparenta ser uma história de super heróis. Aparente porque não comparecem ao enredo as características inequívocas do gênero, como o discurso maniqueísta e a presença ostensiva de anabolizados fantasiados. Os personagens principais são bandidos e a narrativa está mais para uma história policial.
Diz o texto da contracapa: "Super-seres habitam um universo em construção, repleto de tramas e subtramas. Nesta primeira edição, os bandidos Aço, garra e Múltiplo se deparam com um evento incomum e inexplicável."
Tangram tem 24 páginas, impresso em offset em papel cuchê e capa cartonada laminada impressa em duas cores. A história pode ser acompanhada no saite da série, aqui.
Diz o texto da contracapa: "Super-seres habitam um universo em construção, repleto de tramas e subtramas. Nesta primeira edição, os bandidos Aço, garra e Múltiplo se deparam com um evento incomum e inexplicável."
Tangram tem 24 páginas, impresso em offset em papel cuchê e capa cartonada laminada impressa em duas cores. A história pode ser acompanhada no saite da série, aqui.
Aventura de Gally
Fabio Lino é autor do fanzine Aventura de Gally, com uma história de fantasia com furries (animais antropomórficos). A narrativa lembra vagamente o quadrinho japonês, mas a influência do desenho Disney é mais evidente, num resultado elegante e agradável.
Diz o texto de apresentação: "Gally é uma gerbilo valente que, após perder sua família ainda jovem, construiu uma amargura dentro de si e agora procura vingança."
A revista tem 28 páginas impressas digitalmente, capa em cores. A história está disponível também na fanpage da série, aqui.
Diz o texto de apresentação: "Gally é uma gerbilo valente que, após perder sua família ainda jovem, construiu uma amargura dentro de si e agora procura vingança."
A revista tem 28 páginas impressas digitalmente, capa em cores. A história está disponível também na fanpage da série, aqui.
Calendar
Calendar é o primeiro número do fanzine da jovem e simpática quadrinhista Lígia Zanella, com uma história no estilo shoujo, que é o quadrinho japonês dirigido a leitoras adolescentes.
A revista tem 24 páginas de ótima qualidade gráfica, com capa colorida em papel cuchê e miolo impresso em preto e branco.
Diz o texto da contracapa: "Calendar conta a história de Suzan, uma moça trabalhadora e esforçada que vê sua vida tomar outro rumo quando conhece um rapaz de foram inusitada."
Mais informações sobre a autora e seus projetos aqui.
A revista tem 24 páginas de ótima qualidade gráfica, com capa colorida em papel cuchê e miolo impresso em preto e branco.
Diz o texto da contracapa: "Calendar conta a história de Suzan, uma moça trabalhadora e esforçada que vê sua vida tomar outro rumo quando conhece um rapaz de foram inusitada."
Mais informações sobre a autora e seus projetos aqui.
Sky of bolt
Sky of bolt, Parte 1: Livro da Ilha, de Ricardo S. Bastos, é um pequeno álbum que reúne os quatro primeiros episódios de uma série de aventura e fantasia que já vai pelo número 7 em sua edição regular.
Diz o texto da capa: "A jornada não desejada de uma jovem chamada Pas em uma ilha se inicia. Sem saber como e por que foi parar lá, ela tenta sobreviver aos perigos desse local. Porém, a presença de um enigmático jovem pode lhe trazer respostas".
A edição encadernada tem 112 páginas em preto e branco, capa cartonada em cores, com a arte imitando os trejeitos do quadrinhos japonês.
Mais informações podem ser encontradas na fanpage da série, aqui.
Diz o texto da capa: "A jornada não desejada de uma jovem chamada Pas em uma ilha se inicia. Sem saber como e por que foi parar lá, ela tenta sobreviver aos perigos desse local. Porém, a presença de um enigmático jovem pode lhe trazer respostas".
A edição encadernada tem 112 páginas em preto e branco, capa cartonada em cores, com a arte imitando os trejeitos do quadrinhos japonês.
Mais informações podem ser encontradas na fanpage da série, aqui.
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Greg
Greg: O contador de histórias, de Márcio Gotland, traz uma única história de ficção especulativa em suas vinte páginas em preto e branco muito bem impresso em papel de qualidade, com um trabalho de arte primoroso que nada deixa a dever a qualquer profissional do mercado. Diz o texto na contracapa: "Em um futuro distópico, a segregação social é a marca visível da cidade de Kant, e nesse contexto desolador, Gregório encontra uma arma poderosa: as histórias". Este trabalho também pode ser acompanhado na internet, aqui.
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quadrinhos
O quadrinho brasileiro não morreu... ainda
Enquanto as bancas estão inundadas de quadrinhos estrangeiros de mascarados ambíguos e mitologia oriental que mal conseguimos perceber, o quadrinho nacional segue vivendo na UTI a base de editais e ações entre amigos. Mas será que o quadrinho nacional realmente se tornou tão somente um sorvedouro de verbas públicas e favores da galera? Não mesmo.
Nos terríveis anos 1980, quando a catástrofe da distribuição cartelizada demoliu para sempre o mercado de quadrinhos nacionais nas bancas, a arte nativa refugiou-se nas edições independentes, os conhecidos fanzines. O ambiente alternativo fez muito bem ao quadrinho nacional, que encontrou identidade e linguagem próprias num caldeirão de criatividade que até hoje serve de fonte para os caça-talentos estrangeiros. Ainda que os artistas brasileiros ganhem prêmios e prestígio de superstars trabalhando para o mercado estrangeiro, não conseguem publicar uma única página autoral no próprio país, que ainda parece fazer questão de humilhá-los promovendo grandes festivais para festejar o predomínio absoluto do quadrinho estrangeiro em terras tupiniquins. Mas, em meio a essa enorme tristeza e escuridão, sempre há de existir alguma luz. Sim, são eles novamente: os fanzines estão de volta.
Numa visita ao Animefriends, um dos superdimensionados festivais que celebram o quadrinho estrangeiro, acontecido ao longo de duas semanas do último mês de julho, lá estavam alguns dos novos heróis do quadrinho brasileiro, oferecendo seus fanzines num corredor periférico, bem longe dos olhos do público mais interessado em quinquilharias importadas, em meio a palestras de subcelebridades e muito desconforto.
Mas, de fato, os fanzines nunca deixaram de circular. Durante a virada do milênio, as edições independentes migraram com força para a internet, aproveitando o apelo irresistível da publicação barata mas, no caso dos quadrinhos, as autores não ficaram satisfeitos com o resultado virtual. Sendo uma linguagem criada e desenvolvida na mídia impressa, o quadrinho soa estranho fora dela, por isso muitos voltaram ao papel, investindo na variedade de temas e estilos, e especialmente na qualidade gráfica.
Faço questão de prestigiar essa galera cheia de disposição, que enfrenta a maratona cansativa de um festival voltado para um público que não a valoriza, com esperança de tornar seus sonhos reais. Nos próximos posts, comentarei os títulos que adquiri na oportunidade.
Nos terríveis anos 1980, quando a catástrofe da distribuição cartelizada demoliu para sempre o mercado de quadrinhos nacionais nas bancas, a arte nativa refugiou-se nas edições independentes, os conhecidos fanzines. O ambiente alternativo fez muito bem ao quadrinho nacional, que encontrou identidade e linguagem próprias num caldeirão de criatividade que até hoje serve de fonte para os caça-talentos estrangeiros. Ainda que os artistas brasileiros ganhem prêmios e prestígio de superstars trabalhando para o mercado estrangeiro, não conseguem publicar uma única página autoral no próprio país, que ainda parece fazer questão de humilhá-los promovendo grandes festivais para festejar o predomínio absoluto do quadrinho estrangeiro em terras tupiniquins. Mas, em meio a essa enorme tristeza e escuridão, sempre há de existir alguma luz. Sim, são eles novamente: os fanzines estão de volta.
Numa visita ao Animefriends, um dos superdimensionados festivais que celebram o quadrinho estrangeiro, acontecido ao longo de duas semanas do último mês de julho, lá estavam alguns dos novos heróis do quadrinho brasileiro, oferecendo seus fanzines num corredor periférico, bem longe dos olhos do público mais interessado em quinquilharias importadas, em meio a palestras de subcelebridades e muito desconforto.Mas, de fato, os fanzines nunca deixaram de circular. Durante a virada do milênio, as edições independentes migraram com força para a internet, aproveitando o apelo irresistível da publicação barata mas, no caso dos quadrinhos, as autores não ficaram satisfeitos com o resultado virtual. Sendo uma linguagem criada e desenvolvida na mídia impressa, o quadrinho soa estranho fora dela, por isso muitos voltaram ao papel, investindo na variedade de temas e estilos, e especialmente na qualidade gráfica.
Faço questão de prestigiar essa galera cheia de disposição, que enfrenta a maratona cansativa de um festival voltado para um público que não a valoriza, com esperança de tornar seus sonhos reais. Nos próximos posts, comentarei os títulos que adquiri na oportunidade.
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