sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

30 de janeiro: Dia do Quadrinho Brasileiro


Dia 30 de janeiro é o dia das histórias em quadrinhos brasileiras e já faz alguns anos que a data foi estabelecida por influência da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo e o Prêmio Angelo Agostini, que tem sido religiosamente apurado todos os anos desde a sua criação em 1984.
A data foi escolhida para homenagear o patrono das HQs brasileiras, o piemontês naturalizado brasileiro Angelo Agostini (1843-1910) que nesse dia, em 1869, iniciou a publicação da série de ilustrações "As aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à corte" que viria a ser identificada como a primeira manifestação da nona arte em território brasileiro, e uma das primeiras do mundo.
Muitas atividades são promovidas por quadinhistas, cartunistas e editores pelo país para marcar a data, como o encontro de cartunistas divulgado abaixo. Mas, sem dúvida, a mais significativa será a entrega do Prêmio Angelo Agostini para os melhores das HQs brasileiras em 2009.
Em sua 26ª edição, espera-se a presença de grande números de profissionais para a cerimônia que acontece dia 27 de fevereiro no Senac Lapa Faustuolo (Rua Faustolo, 1347, São Paulo). Além disso, haverá exibição do filme Deu no New York Times (roteirizado e encenado pelo soudoso Henfil), palestras, bate-papos e lançamentos de revistas.
Os vencedores, apurados em votação direta pelos fãs de quadrinhos, foram: desenhista – Adauto Silva; roteirista – Laudo Ferreira Junior; cartunista – Sivanildo Sill; lançamento – Roko-LokoHey Ho, Let´s Go! (Editora Rock Brigade) e fanzineQI (Edgard Guimarães).
Ainda será entregue o Troféu Jayme Cortez para o editor José Salles (Editora Júpiter II) e homenageados os veteranos Franco de Rosa, Henrique Magalhães e Rodval Mathias como Mestres do Quadrinho Nacional.
Meus parabéns a todos os ganhadores.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

100 anos sem Angelo Agostini


Já está marcado: dia 30 de janeiro, das 15h às 20h, acontece o Encontro dos Cartunistas de ABC versão 2010, evento que já assume uma certa tradição entre os profissionais da região, pois vem sendo realizado sem falta há oito anos.
Como sempre, vão acontecer diversas atividades paralelas,
como seções de autógrafos, produção caricaturas ao vivo, análises de portfólios, uma exposição-relâmpago com o tema "Nosso políticos e as promessas não cumpridas" e uma homenagem ao pioneiro dos quadrinhos Angelo Agostini.
O evento acontece no Fran's Café Portugal, na Avenida Portugal, 1126, em Santo André. O restaurante é aberto ao público, mas pede-se aos visitantes que comparecerem ao evento que doem um gibi que será encaminhado pelo evento para alguma instituição.
A realização do encontro é iniciativa de Editora Virgo e organizada por Mario Mastrotti, telefone 7032-4902.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

2010 quente


Estão rolando muitos comentários animados sobre os lançamentos de livros e periódicos e tudo leva a crer que o ambiente continuará aquecido ao longo de 2010.
Já podemos curtir o volume 5 da revista em quadrinhos Boca do Inferno.Com, da editora independente Júpiter II. A revista traz histórias de Walter Jr., José Salles e Valmar Oliveira, mais a republicação do clássico "A roupa do mendigo" de Hélio do Soveral e José Menezes. Complementa a edição um artigo de Renato Rosatti sobre o cultmovie Teenagers from outer space (1959).
Ainda podemos participar do batepapo com alguns dos autores presentes no novo número "Fundação" do periódico Portal, organizado por Nelson de Oliveira, publicado no finalzinho de 2009. O encontro acontece no próximo sábado, dia 23 de janeiro, no Café Flores na Varanda, rua Camilo 455, V. Romana, São Paulo/SP, a partir das 16 horas. Espera-se para o evento os escritores Ataíde Tartari, Brontops Baruq, Giulia Moon, Laura Fuentes, Leandro Leite Leocádio, Luiz Brás, Luiz Roberto Guedes, Marco Antônio de Araújo Bueno, Ricardo Martins, Roberto de Sousa Causo, Roberto Melfra e Rodrigo Novaes de Almeida. O convite está aqui.
No dia 20 de fevereiro, das 14h30 às 17h30 na Livraria Cultura Shopping Bourbon, em São Paulo, acontece um outro batepapo, desta vez com o tema ficção científica. Promovido pelo Aumanak, espera-se a presença de escritores e editores atuantes, tais como Alan Uemura, Renato Azevedo, Cristina Lasaitis, Nelson Magrini, Gianpaollo Celli, Adriano Piazzi, Rodrigo Coube e o advogado especialista em direito autoral Marcus Vinicius.
Finalmente, conforme prometi informar, o romance de estreia de Ademir Pascale, O desejo de Lilith, será lançado em conjunto com a antologia Poe 200 Anos, organizada pelo mesmo, ou seja, dia 20 de fevereiro no Bardo Batata, rua Bela Cintra, 1333, em São Paulo/SP. O convite pode ser visto aqui.
Como o clima na capital não está ajudando muito, recomendo que os interessados em comparecer a essas atividades o façam munidos de guarda-chuva ou capa. Mas, para uma tranquilidade plena, colete salva-vidas e bote inflável devem fazer parte do pacote.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Bokurano


Um grupo de estudantes em férias, oito meninos e sete meninas, encontram uma caverna na praia. Dentro dela, um programador de computadores meio louco que propõe a eles uma boa diversão: participar de um novo jogo que ele criou, para o qual são necessários 15 jogadores. Como as crianças estão entediadas, decidem aceitar. Para isso são levadas a "assinar" um contrato, colocando a palma da mão numa espécie de leitor ótico.
Depois disso, as crianças desmaiam e acordam na praia, achando que tudo não passou de um sonho. Até que começa a aparecer um robô gigantesco no mar e as 15 crianças são teletransportadas para seu interior. Lá eles reencontram o programador e ficam sabendo que uma das regras do jogo é que cada um deles pilote o robô em uma luta mortal contra um outro robô gigante. E que, como o robô usa a energia do piloto, este morre depois da luta.
Mas há segredos ainda mais tenebrosos por detrás do jogo, que envolvem inclusive a existência de todo o universo.
Bokurano é uma história de ficção científica de dimensões cósmicas, criada por Mohiro Kitoh, publicada originalmente no Japão em uma série de história em quadrinhos entre 2003 e 2009. Chegou ao Brasil na forma de uma série de desenhos animados, exibida pela emissora a cabo Animax em 24 episódios semanais.
Apesar da aparência inicial de uma aventura infanto-juvenil, Bokurano é uma história extremamente dramática e realista, sendo que o único ponto de fantasia é a existência dos tais robôs gigantes, que são realmente enormes. Com centenas de metros de altura, destroem cidades inteiras durante os combates.
A escolha do piloto é aleatória e ninguém sabe quem será o próximo. A criança escolhida é marcada com uma estranha tatuagem, um elemento de horror na vida delas. Enquanto o governo tenta descobrir o que está acontecendo, o que é aquele monstro e o que as crianças tem a ver com ele, estas têm de administrar suas vidas, coisa que não é fácil para nenhuma delas, cada qual com seus próprios problemas pessoais e familiares.
Mas, afinal, o que é aquele jogo? É real ou só uma simulação? E de onde vêm aqueles robôs? E por que eles lutam?
Estas respostas serão dadas aos poucos por um bizarro avatar de nome Koyemshi que, apesar da aparência simpática, é um cretino de marca maior.
O seriado já foi totalmente exibido e a partir desta semana começa a ser reprisado. Ele pode ser visto aos domingos em vários horários, o mais acessível é às 13h30.
Outros animes exibidos pela emissora também valem ser observados e tratarei deles oportunamente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vampire Wars


Há algum tempo, finalmente decidi montar um perfil na rede de relacionamento Facebook, para ver se rolava alguma coisa diferente. O serviço é interessante e me agradou mais que o Orkut, do qual me afastei gradualmente, embora ainda mantenha por lá uma comunidade do Hiperespaço.
Não tenho muita utilidade para redes de relacionamento de forma geral, mas o Facebook tem um serviço de games bem curioso, dos quais a FarmVille é o mais popular. Eu mesmo tenho uma fazendinha bem bonita, cuidadosamente administrada pela minha esposa.
Mas eu quero falar aqui de um outro jogo que acabei experimentando: Vampire Wars, um RPG que, contra todos os prognósticos, é bem emocionante. Isso porque é um jogo exclusivamente mental, sem interfaces animadas, como um jogo de cartas.

O usuário se cadastra no aplicativo e monta um um avatar, um vampiro que deve formar um clã e realizar missões para ganhar itens e poderes, de forma a enfrentar outros vampiros em lutas mortais. A cada missão cumprida, o avatar ganha pontos e vai assim subindo de nível. Um bom clã pode ser muito útil nas lutas e nas missões, uma vez que é possível pedir-lhes auxílio. Meu avatar é Thomas, o bonitão aí ao lado.
No inicio é muito fácil e dá para subir muitos níveis em poucas horas, mas vai ficando cada vez mais difícil. As missões vão se complicando, bem como os adversários a enfrentar - sempre do mesmo nível. As lutas também contam pontos e assim vai se estabelecendo um ranking, que muda a cada luta. O vitorioso ganha pontos e sangue, enquanto os derrotados, obviamente os perdem e podem até morrer. As lutas acontecem a qualquer momento, inclusive quando não se está conectado. Por isso, é bom manter o avatar em forma.
Para manter os poderes ativos, o vampiro tem que contar com um constante suprimento de sangue, que pode ser obtido no cumprimento das missões e com o domínio de escravos. O sangue é a moeda corrente no jogo, para dominar escravos, comprar habilidades ou melhorá-las.
Eventualmente, o jogador pode encontrar itens secretos de poder que são acrescentados ao seu portfólio. Além disso, há muitas interfaces de relacionamento, em que se pode mandar mensagens a outros vampiros, votar neles e participar de sorteios e premiações. Eventualmente, o jogo dá acesso a outros cenários, com missões especiais que distribuem itens exclusivos. A conquista de novos usuários para o aplicativo também é premiada e, eventualmente, o jogo inaugura missões especiais que valem itens raríssimos caso o jogador as cumpra.
Ou seja, apesar de paradão, é um jogo muito legal mesmo.
Bola dentro do Facebook que já influenciou a criação de uma fazendinha similar no Orkut.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Death Zine Z

Sapiando nos blogs que acompanho, encontrei no Infernotícias este zine de quadrinhos, que tem uma linha editorial bem divertida. Trata-se de Death Zine Z, editado por Rafael Dantas, que distribuiu seu número 1 em 2009. O conteúdo principal é composto por histórias em quadrinhos, criadas pelo cartunista n-Rod, com lutas improváveis entre personagens famosos dos quadrinhos.

O zine também reproduz notícias tiradas do site UniversoHQ e divulgações de bandas de rock. Dantas, que é ilustrador, também usa o fanzine para mostrar seus portfólios, que evoluem a olhos vistos. O mais curioso, contudo, é o formato com que o zine é distribuído, em arquivos com imagens jpg, que podem ser abertos nos visualizadores de imagens. A edição 1 pode ser baixada aqui, e a 2, aqui.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

As moradas da utopia


Já me disseram que toda a ficção científica é poesia, mas o formato em si é coisa rara na literatura fantástica. São poucos os autores que se arriscam nele e, quando o fazem, é de maneira rápida, a serviço de algum efeito dramático em sua prosa, ou então como uma prática à parte, sem envolvimento com a FC&F. Mas isso tem mudado.
Especialmente em 2009, foram publicados várias coletâneas poéticas de FC&F, tais como Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos, de Eucanaã Ferraz, Antropophagya, de Marius Arthorius, Sete sombras e uma vela, Alexandre de Souza e Momentos noturnos, de Adriano Siqueira. Mas estava sentido falta de um lançamento em 2009 do meu amigo José Ronaldo Viega Alves, poeta e contista de Sant'Ana do Livramento, que há tempos vem publicando, sem falta, pelo menos um título ao ano, sempre pela editora Opção2. São 18 títulos no total e já tenho uma pequena coleção deles, a maior parte com poesias do autor, eventualmente crônicas.
E José Ronaldo não me decepcionou: recebi há pouco As moradas da utopia, coletânea poética com 58 páginas publicada em 2009, na qual o autor explora, como nas edições anteriores, suas memórias, os espaços de sua cidade natal, referências da cultura pop etc. Nem todas são explicitamante fantásticas, mas sempre há alguma referência. Por exemplo:

Cidade-universo
por José Ronaldo Viega Alves

Toda cidade é um universo
onde a cidade do passado
vive se entrelaçando
com a cidade do presente.
Sobretudo aquela
que cada vez mais
se perde na distância,
a cidade encantada
da nossa infância.

As poesias são cândidas, positivistas e construtivas, sem experimentalismos gráficos, brutalismo e outras pós-modernidades. Poesias ingênuas e saudosistas que se lê com prazer, completadas com alguns haikais nas últimas páginas.
O autor não está na internet, mas pode ser encontrado na Rua Hugolino Andrade, 941, Centro, Sant'Ana do Livramento/RS, CEP 97574-010. A editora Opção2 pode ser contatada pelo e-mail arthur.goju@bol.com.br.