quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Especulando sobre o cinema brasileiro

Uma coisa sobre a qual trato pouco aqui é cinema. Apesar de ser uma arte muito popular e manter amplo diálogo com a ficção especulativa, como podemos comprovar pelas superproduções internacionais de maior audiência entre os brasileiros, são raros os casos de fc&f no cinema nacional. Tirando José Mojica Marins e Ivan Cardoso, os cineastas locais não se mostram entusiasmados com o gênero. Sem dúvida que há alguma produção, especialmente no âmbito dos curta metragens e das animações, mas nos longas o panorama segue o mesmo visual árido que Fausto Cunha afirmou ser o da ficção científica na literatura brasileira no ensaio "Um planeta quase desabitado", prefácio à edição brasileira de No mundo da ficção científica, de L. David Allen.
Alguns pesquisadores têm feito levantamentos interessantes sobre o assunto, como o escritor João Batista Melo no livro Lanterna mágica (Civilização Brasileira, 2011) e o professor Alfredo Suppia, da Universidade de Federal de Juiz de Fora, que publicou no Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2011 (Devir, 2012) um artigo detalhando essa relação conflituosa. Ainda assim, é preciso ser criativo para reunir alguma filmografia, aproveitando histórias de realismo mágico e absurdismo que nem sempre são reconhecidas como ficção especulativa. Mas parece que as coisas estão mudando. Em 2014, estrearam pelo menos quatro longas metragens cujos argumentos focam efetivamente o gênero fantástico.
Branco sai, preto fica, de Adirley Queirós, lança mão da ficção científica para denunciar o apartheid social que impera na capital do país. Nele, um viajante de 2073, vindo numa máquina do tempo montada em um contêiner, chega ao nosso tempo para investigar um incidente de violência no qual um homem – Marquim, o protagonista – perdeu uma das pernas. O futuro de onde ele vem mostra uma Brasília sofisticada e poderosa,  ilhada por favelas, na qual só se pode entrar com passaportes. O filme foi vencedor do Festival de Brasília.
O amuleto, de Jeferson De, investe num drama de terror para contar uma história de mistério e violência numa floresta assombrada por fantasmas de bruxas.
A narrativa segue o padrão das histórias de psicopatas sobrenaturais como Sexta-feira treze e A hora do pesadelo, com jovens sendo mortos de formas bizarras. Apesar de um elenco formado por celebridades globais e do prestígio do diretor, que também filmou Bróder e Carolina, o filme foi esculhambado pela crítica. Mas quem é que liga para isso?
Outro filme de horror que estreou em 2014 foi Isolados, de Tomas Portella, no qual um casal enfrenta o sobrenatural num casarão isolado na região serrana do Rio de Janeiro, onde já aconteceram casos de violência. Trata-se de uma releitura de um dos temas mais recorrentes do gênero, o das casas assombradas, que tem recebido muita atenção dos realizadores do gênero. A ideia remete, é claro, a clássicos como A casa da noite eterna, The evil dead e Horror em Amityville mas, sendo Portella um diretor que tem no currículo filmes como Meu nome não é Johnny e Qualquer gato viralata, dá para esperar coisas um tantinho diferentes.
Enfim, mas não necessariamente completando a lista que deve ter mais filmes perdidos em meio a produção independente, O menino no espelho, de Guilherme Fiúza Zenha, fantasia inspirada numa história de Fernando Sabino, sobre um menino que ganha um duplo de si mesmo quando este sai do espelho. É o título mais enfronhado na tradição do cinema brasileiro para crianças, que utiliza a fantasia de forma mais frequente, como visto em Castelo Ratimbum, O menino maluquinho e Os Xeretas, entre outros. Mas, mesmo assim, é importante que um filme como este tenha vindo complementar a grade dos subgêneros da ficção fantástica num mesmo ano. Tomara que não tenha sido apenas uma coincidência e que a fc&f tenha vindo para ficar também no cinema nacional.

sábado, 8 de agosto de 2015

Graça infinita

Graça infinita (Infinite jest), David Foster Wallace. Tradução de Caetano W. Galindo. 1136 páginas. Editora Companhia das Letras, São Paulo, 2014.

Leitores de ficção científica são muito desconfiados. Traumatizados por décadas de críticas nada favoráveis a suas histórias preferidas, aprenderam a desconfiar de toda e qualquer opinião, especialmente quando vem do mainstream e ainda mais quando é unânime. Os leitores de fc têm na ponta da língua uma ampla coleção de frases feitas usadas pelos críticos, entre as quais se destaca a máxima "Se é bom, certamente não é ficção científica". O trauma é tão intenso que, quando a crítica é favorável, a desconfiança é ainda maior. Porque, afinal, quem nunca entendeu absolutamente nada de fc certamente deve estar enganado. Fica valendo outro velho jargão: "Não li e não gostei" e o preconceito pela crítica acaba por tornar os fãs de fc igualmente preconceituosos. Deve ser por isso que Graça infinita, obra monumental do escritor novaiorquino David Foster Wallace (1962-2008) extremamente bem avaliada pela crítica, não despertou entusiasmo no meio dos fãs de fc quando de sua publicação no Brasil, ainda em 2014 pela Editora Companhia das Letras. O que é uma enorme e inaceitável injustiça porque, neste caso, as boas palavras da crítica em relação ao livro estão cobertas de razão. E o livro é mesmo ficção científica sem nenhuma sombra de dúvida. Mais do que isso: é muito provável que seja o melhor livro de fc já escrito. Mas aí já é o meu entusiasmo pessoal falando.
Graça infinita é um romance massivo de cerca de 600 mil palavras, publicado originalmente em 1996 nos EUA, considerado pela crítica americana como o último grande romance do século 20. Em termos de extensão, não é nenhuma novidade. Há dezenas de livros que têm essa dimensão e alguns são até maiores. Portanto, não é o tamanho do livro que conta aqui, embora ele seja ótimo também por isso. O que torna Graça infinita memorável é que se trata de uma literatura de alta octanagem, repleta de todo tipo de gadgets que a literatura pós-moderna já ousou aproveitar: citações, experiências formais, discursos descontrutivistas, solilóquios em fluxo de pensamento, linguagem não convencional, sexo, drogas, rock'n'roll e violência próprias da cultura popular deste início de século. Mas não só isso.
Há uma história em Graça infinita. Só não dá para saber com muita certeza quem é o protagonista porque a narrativa é de tal forma fragmentada e são tantos os personagens que algumas vezes parece que estamos lendo, de fato, uma coletânea de contos decapitados, passados todos no mesmo universo. Digo decapitados porque a maior parte dessas histórias não tem início e muitas delas também não têm fim.
De forma geral, o livro acompanha a vida dos três irmãos da família Incandenza: Orin, Hal e Mario. Orin, o mais velho, é  atleta profissional, jogador de futebol americano com sérios problemas para dormir. Hal é um gênio viciado em maconha que estuda no ATE, colégio voltado à formação de jogadores de tênis de alto desempenho; e o caçula, Mario, é um adolescente mentalmente deficiente e com um defeito congênito (sua cabeça é desproporcional ao corpo). O pai, James Incandenza – chamado pelos filhos de "Sipróprio" –, também ele um gênio da tecnologia ótica, fundador do ETA e cineasta experimental com uma extensa filmografia, suicidou-se alguns anos antes, mas sua herança maldita ecoa fortemente na vida dos filhos e da esposa, que os meninos chamam de "Mães". A família Incandenza vive em Boston, num futuro impreciso no qual a contagem dos anos é patrocinada por grandes corporações (no caso, estamos em AFGD que, por extenso, significa Ano da Fralda Geriátrica Depend) e os países da América do Norte foram politicamente unificados na Organização das Nações da América do Norte – Onan, para os íntimos – que passa por uma situação de instabilidade política com diversas comunidades terroristas lutando pela separação, como os violentos grupos canadenses Assassinos Cadeirantes e Frente de Libertação de Quebec, entre outros. Os grupos disputam a posse de uma arma chamada por eles de O Entretenimento, que nada mais é que uma das diversas versões de Graça infinita, filme produzido por James Incandenza que tem um nível de mesmerização tão potente que leva seus expectadores à morte. Cópias remetidas anonimamente já causaram baixas em cargos importantes do governo e uma exibição em rede do filme – essa sociedade futura é tão viciada em audiovisuais quanto a nossa – pode ser o ato que permitirá resultados efetivos na luta separatista. A curiosa apresentação gráfica do livro, que não tem nada escrito em sua capa, remete justamente ao cartucho de O Entretenimento.
Wallace elabora o cenário desse futuro com uma riqueza de detalhes que beira a de uma enciclopédia e torna o improvável extremamente convincente. Para coroar o capricho do autor, o livro contém um caderno de mais de 130 páginas, em corpo reduzido, com notas tão bem elaboradas que são peças literárias em si, como por exemplo o verbete que detalha a filmografia de James Incandenza, divertidíssima para quem aprecia boa ficção científica.
A obra de Wallace – que se suicidou em 2008 – dialoga com as de outros dois autores associados à literatura pós-moderna: Thomas Pynchon e China Miéville, que também trafegam pela ficção científica e o experimentalismo formal. A diferença entre eles é que Graça Infinita não é uma obra hermética e cifrada. Apesar das ousadas propostas formais e estilísticas, o texto é claro e acessível, focado em dramas explicitamente humanos: não é necessário ser um iniciado em fc ou em literatura pós-moderna para entender o que o autor diz. Talvez seja isso que tenha deixado os fãs de fc tão aborrecidos... azar deles.

Bang! 18

Está disponível para download gratuito a versão digital da revista portuguesa Bang! número 18, publicação da editora Saída de Emergência totalmente dedicada à literatura fantástica.
Muito bem produzida e editada por Safaa Dib, a revista tem 88 páginas em cores fartamente ilustradas, e traz ficções de Rosa Maria Salazar e Emanuel R. Marques, quadrinhos de Estevão Ribeiro, artigos de Eric Novello, Jorge Palinhos, António Monteiro, João Lameiras, Pedro Piedade Marques, Pedro Lisboa, Diana Sousa, Eduarda Barata, Randall Munroe e Carl Bialik, sobre diversos livros publicados em Portugal, muitos deles com edição brasileira. Também há uma divertida seção na qual diversos ilustradores dão suas versões para as figuras clássicas do terror e um portfólio do ilustrador português Tiago Pimentel.
Para baixar uma cópia é necessário estar logado no saite da editora e o cadastro também é gratuito. As edições anteriores também estão todas disponíveis. Vale muito a pena.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Escuridão total sem estrelas, Stephen King

Escuridão total sem estrelas (Full dark, no stars), Stephen King. Tradução de Viviane Diniz. 390 páginas. Editora Objetiva, selo Suma das Letras, Rio de Janeiro, 2015.

A dúvida mais frequente entre o público leigo sobre o gênero do terror é se há alguma diferença entre "terror" e "horror". É provável que os dicionários considerem os dois termos como sinônimos e é isso mesmo. Contudo, os especialistas aproveitaram a diferença de grafia para definir "terror" como o nome do gênero de forma geral, que inclui todos os tipos de histórias que aterrorizam independente do agente do medo, enquanto que "horror" define especificamente aquelas cuja emoção emana de um vetor sobrenatural. Porque, é claro, existem muitas histórias em que o monstro não vem da mitologia, de outra dimensão ou de outro planeta: são pessoas normais, homens e mulheres que, como vemos todos os dias no noticiário policial, podem ser tão maldosos e degenerados quanto qualquer monstro de fantasia.
Dessa forma, seriam "de terror" as histórias de psicopatas, assassinos seriais, violência doméstica, perversões, tragédias fatais, canibalismo, etc, e como "de horror" as histórias de fantasmas, vampiros, lobisomens, alienígenas, zumbis etc que, geralmente, têm níveis de leitura mais ricos no campo metafórico.
Os livros assinados pelo escritor norte americano Stephen King são usualmente associados ao horror. E muitos deles são de fato vinculados ao sobrenatural. Contudo, King dá a todos eles um aspecto naturalista tão palpável que facilmente somos levados a questionar se estão efetivamente instalados nesse campo. Histórias como O iluminado (The shining), um de seus maiores sucessos, ficam na fronteira dessa definição, contemplando tanto a leitura fantástica quanto a naturalista, conforme a interpretação do leitor.
É o que acontece com as quatro histórias do autor que compõe a coletânea Escuridão total sem estrelas, publicada originalmente em 2010 nos EUA e traduzida em 2015 no Brasil pelo selo Suma das Letras da editora Objetiva. São histórias em que o maravilhoso se confunde com o psicológico e tudo o que parece sobrenatural pode ser apenas fruto da imaginação perturbada do protagonista.
A primeira história, "1922", é a mais longa e pesada do conjunto. Conta como uma família comum do meio-oeste americano, que sempre viveu mais ou menos bem, desmorona por quase nada, embora pareça quase tudo a princípio. Um fazendeiro, pressionado pela esposa que pretende vender as terras que herdou para morar na cidade grande, temeroso por perder suas próprias terras, planeja e executa, com a concordância do filho adolescente, o assassinato da mulher. Todos os cuidados que toma para não ser incriminado dão certo, mas ele não contava com a imaturidade do filho que engravida a namorada a quem ama profundamente e que, em tese, foi o argumento usado pelo pai para convencer o filho a ser seu cúmplice; e alguém que matou a própria mãe para não ser afastado de sua amada certamente não terá escrúpulos de passar por cima de qualquer outra dificuldade. O narrativa tem uma estrutura recorrente na obra do autor, como  visto por exemplo no conhecido romance O cemitério (Pet sematary), em que uma decisão equivocada do protagonista, ainda que decorrente de circunstâncias com as quais o leitor compactua, desencadeia uma série de eventos que, passo a passo, levam-no à perdição completa.
O segundo conto é "Gigante do volante", que tem um interessante viés metaliguístico. Autora de uma popular série de livros de detetive, ao retornar de uma palestra numa cidadezinha próxima de onde mora, é atacada e estuprada por um maníaco – o Gigante do Volante do título –  que acredita que a matou. Mas ela sobrevive e inicia uma cruzada de justiça para terminar de vez com a onda de violência que a vitimou. Mas, para isso, terá de se tornar ela mesma um monstro.
A seguir, encontramos o curioso "Extensão justa", um conto de humor negro que também aborda a questão da justiça. Um homem com câncer terminal encontra-se com um estranho vendedor ambulante que lhe oferece uma barganha com o que ele chama de "extensões" numa prosaica e bem pouco séria barraquinha de rua. No caso, o homem está interessado em estender sua vida um pouco mais, mas o vendedor exige, além de uma comissão de 10% de todos os seus ganhos futuros depositados uma vez ao ano numa conta no exterior, que indique alguém que irá receber o refluxo do mal que será tirado dele. Este aparenta ser o texto mais sobrenatural do livro mas, ainda aqui, podemos fazer uma leitura realista em que a aparição bizarra não seja real e esteja apenas na imaginação desesperada do personagem. Mas os resultados parecem indicar um pouco mais do que isso.
Fechando o volume, "Um bom casamento" conta como as coisas se encaminham entre um casal que tem o que parece ser um casamento perfeito há mais de 25 anos – financeiramente próspero e com filhos adultos e bem criados – quando a esposa encontra, por acidente, provas de que seu marido talvez seja um famigerado psicopata que assassinou diversas mulheres e crianças ao longo das últimas décadas.
Como acontece nos livros deste mestre do horror, os contos fazem inúmeras citações da cultura pop, como canções, livros, filmes de cinema e televisão, que cria um ambiente confiável e realista, e, em alguns casos, são fundamentais para se compreender o enredo. Nada está ali por acaso e, como nas mais elaboradas histórias de mistério, todo detalhe será aproveitado no final.
King diz no posfácio que este volume, ganhador dos prêmios Bram Stoker 2010 e British Fantasy 2011 de melhor coletânea: "Tentei dar o meu melhor em Escuridão total sem estrelas para mostrar o que as pessoas poderiam fazer, e como poderiam se comportar, sob certas circunstâncias terríveis", e é justamente esta a costura que alinhava estas quatro trabalhos tão diferentes entre si.
O que nos assusta de verdade em Escuridão total sem estrelas não é a violência e as mortes, sempre descritas com riqueza de detalhes dignas de uma imagem em alta definição, mas sim o fato de que, sob a mesma pressão, talvez nós também tenhamos talento para realizar coisas igualmente terríveis. O inferno não é o outro; está dentro de nós pronto para emergir: é só ter o motivo certo. Como diz King ao final de seu posfácio: "...acredito que a maioria das pessoas é essencialmente boa. Sei que eu sou. É quanto a você que não tenho tanta certeza". Touchê!

Astaroth 64

Depois de um lapso de quase sete anos, volta ser publicado o fanzine de cinema fantástico Astaroth, editado por Renato Rosatti.
O editor, que também publica os fanzines Juvenatrix e Boca do Inferno, além do blogue Infernotícias, confidenciou que sentia falta de fazer um fanzine simples e descomprometido, daí a decisão em retomar o antigo título. A ideia é reapresentar artigos do período em que seus fanzines eram publicados em papel com tiragens muito pequenas, que poucos tiveram acesso.
Bem mais simples que na série anterior, o novo Astaroth tem quatro páginas no formato A4 e traz um único e longo artigo sobre o remake de O planeta dos macacos, de 2001. A versão impressa é distribuída gratuitamente em eventos, e a digital pode ser solicitada pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

Megalon 67

Está disponível para download gratuito o número 67 do fanzine de ficção científica e horror Megalon, editado por Marcello Simão Branco e publicado originalmente em dezembro de 2002.
A edição tem 30 páginas e traz ficções de Rogério Amaral de Vasconcellos, Miguel Carqueija e Simone Saueressig; uma seção de entrevistas especiais com o autor gaúcho Max Mallman, com os quadrinhistas Alvimar Pires dos Anjos e André Diniz e com o escritor americano James Rittenhouse; uma resenha detalhada da cerimônia de entrega do Prêmio Argos 2002, além das seções fixas "Diário do fandom" e "Publicações recebidas". A capa traz um desenho de Mozart Couto.
Como parte da série série Pulp Brasil, o editor disponibiliza a capa da revista Isaac Asimov Magazine nº25, publicada em janeiro de 1993.

Conexão Literatura 2

Está circulando o segundo número da revista eletrônica Conexão Literatura, dedicada ao universo da literatura fantástica. Esta edição homenageia Edgar Allan Poe (1809-1849), ilustre escritor americano que teve uma vida difícil e morreu na miséria, mas que é hoje respeitado e muitos reputam como pioneiro em todos os gêneros da literatura especulativa.
A publicação tem 61 páginas e traz ficções de Ricardo de Lohem Dania Pedroza, Miriam Santiago e Daniel Borba, artigos de Miguel Carqueija, Dennis Donato Piasecki, Renato A. Azevedo, Angelo Miranda, Dione Souto Rosa e Adriana Chaves, e entrevistas com Luis Maldonalle, Marcos Mioni, Shirley Couto, Lorena Rocque, Jean Carlos de Andrade e Sérgio Vencio.
Conexão Literatura pode ser baixada gratuitamente aqui.