domingo, 10 de junho de 2012

Republicações de Fantasia e Horror de autores brasileiros em 2011

Romance de Fantasia
Um centauro no jardim, Moacir Scliar. Cia de Bolso.

Romance de Horror
Esfinge, Coelho Netto. Editora Infinitum. (edição digital)

Coletânea de Horror
Trash, Volume 1: Zumbis e tentáculos, Hugo Máximo. Editora Bookess.

sábado, 9 de junho de 2012

Lançamentos inéditos de 2011: Coletâneas digitais de Fantasia e Horror de autores brasileiros

Fantasia
1000 universos 1,  Junior Cazeri, org. Blogue Café de Ontem.
1000 universos 2,  Junior Cazeri, org. Blogue Café de Ontem.
1000 universos 3,  Junior Cazeri, org. Blogue Café de Ontem.
O mal bate a sua porta, Christian David, org. Edição do organizador.
Metadimensão, Rynaldo Papoy. Editora Smashwords.

Horror
Green death: Ecoterrorismo licantrópico, Volume zero, Alfer Medeiros, org. Dos autores.
Psy vamp, Daniel Cavalcante & Johnatahn Cordeiro, orgs. Ed. Infinitum.
Os selvagens (cães) cadáveres de guerra, Rochett Tavares, org. Dos autores.

Lançamentos inéditos de 2011: Romances digitais de FCF&H de autores brasileiros

Fantasia
Antologia dos titãs, Eric Musashi. Editora Bookess.
Clara e a misteriosa casa dos livros, Lílian Ávila. Editora Bookess.
A feiticeira e o lobisomem, Rodrigo Cesar Lima. Editora Bookess.
O juízo final, Livro 1: As profecias profundas do tempo, Pedro Gabriel Teixeira Leite. Editora Bookess.
Os herdeiros dos titãs, Eric Musashi. Editora Giostri.
Krisalia, Arthur de Paula Ribeiro. Editora Bookess.
Max River: A última batalha, Alexandre de Andrade Farias. Editora Bookess.
A ordem dos heróis e a saga do príncipe, Eldner Felipe. Editora Bookess.
O princípio de tudo, Pedro Gabriel teixeira Leite. Editora Bookess.
Redenção, Livia Lorena Damasceno. Editora Bookess.
Sacerdotes, Parte 1, Diego Nogues. Editora Bookess.
Os três mundos de Jimmy, Rodrigo Cesar Lima. Editora Bookess.

Ficção científica
A máquina do tempo, Volume 1, Ronald Rahal. Do autor.
A máquina do tempo, Volume 2, Ronald Rahal. Do autor.
A planta plástica, Jim Mayal. Editora Bookess.
Série ficção científica: Século 23, um novo horizonte, Cláudio Manoel de Almeida. Editora Bookess.
V.I.N.C.I. 238, Ronald Rahal. Editora Marcos Valerio XR.

Horror
Anakagawea, Rochett Tavares. Do autor.
Os ceifeiros, Kleber Martins. Editora Bookess.
O diário de uma vampira: Garota infernal, Maria Eduarda. Editora Bookess..
Euronymous: O demônio da morte, Jackson Freitas Costa. Editora Bookess.
Gossip vampire, Maria Eduarda. Editora Bookess.
O lado oculto de Rose, Ademir Pascale. Editora Rochett Tavares.
Mundo monstro: O estranho caso do vampiro assassino, Gian Danton. Editora Infinitum.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hiperespaço digitalizado

Já que o editor não toma vergonha, os leitores resolveram se antecipar e o fanzine Hiperespaço também chega ao formato virtual através dos préstimos do blogue Gabinete do Dr. Lucchese, editado por Alexandre Lucchese.
Para inaugurar o trabalho, o editor escolheu o número 9 do fanzine, publicado em outubro de 1985 ainda na fase do formato A4. Foi a primeira edição com capa em cores e impressão offset, e aquela que teve a maior tiragem: 200 exemplares. A edição tem vinte páginas e publica artigos de modelismo, cinema e literatura assinados por José Carlos Neves, Luis Saulo Adami, Francisco Rubens, Valdocir Del Pupo e Roberto de Sousa Causo, HQs de Beralto e Mario Mastrotti, conto de Antonio Marcelo, e uma entrevista com o então roteirista de quadrinhos – e hoje escritor de sucesso – Júlio Emílio Braz.
Diz Lucchese em seu editorial: "É incrível que muitos zines das década de 1970, 1980 e 1990 - grandes formadores de leitores e de escritores – não estejam todos catalogados e arquivados. Na verdade, sempre é difícil encontrar na rede este documentos. Por isso, resolvi de algum modo parar de reclamar e auxiliar um pouquinho na recuperação desta memória – que não vivi, mas que me capturou de algum modo".
Explico: naqueles tempos, quando a internet não era nem sonhada e o mais moderno sistema de comunicação era o videotexto, ninguém previa que no futuro seria possível republicar aquele material em outro formato, por isso os editores pediam aos colaboradores que cedessem seus trabalhos apenas para a publicação em papel. Não me sinto a vontade para relançar os fanzines sem a autorização de cada um dos colaboradores, e como perdi o contato com a maior parte deles, isso se tornou uma tarefa impossível. Mas não me oponho a quem o queira fazer e até dou uma força na divulgação.
Agradeço sensibilizado à iniciativa do editor e também à escritora Simone Saueressig, que cedeu o exemplar original para que fosse escaneado. Obrigado, amigos!

Lançamentos inéditos de 2011: Não-ficção de FC&F de autores brasileiros

Fantasia
Anuário brasileiro de literatura fantástica 2010, Marcello Simão Branco & Cesar Silva. Devir Livraria.
Enciclonérdia: Almanaque de cultura nerd, Luís Flávio Fernandes & Rosana Rios. Panda Books.
Mito e magia, Karin Volubuef. Editora Unesp.
Ragnarock: O crepúsculo dos deuses, Mirella Four. Editora Cultrix.

Ficção científica
Ficção científica: Um gênero para a ciência, Roberto Belli. Editora Edifurb.
Matrix revelations: Tudo o que você queria saber sobre o filme, Goulart Gomes. Editora Clube de Autores.
A metrópole replicante: Construindo um diálogo entre Metropolis e Blade Runner, Alfredo Luiz Suppia. Editora UFJF.
Muitas peles, Luiz Bras. Editora Terracota.

Lançamentos inéditos de 2011: Coletâneas Poéticas de FCF&H de autores brasileiros

Fantasia
O bravo brado de um bardo no território das imaginações, Cassio Aquino. SoaCaos Publicações.
Contribuições para o conhecimento do microcosmo, José Ronaldo Viega Alves. Editora Opção 2.
Em busca do tempo perdido, José Ronaldo Viega Alves. Editora Opção 2.

Horror
Anjo vadio, Sr. Arcano. Editora Clube de Autores.
Sete sombras e uma vela, Sr. Arcano. Do autor.

Ray Bradbury (1920-2012)

Na última terça feira, dia 5 de junho, os 91 anos de idade, deixou a nossa convivência o influente escritor norte americano Ray Bradbury, um dos maiores autores de ficção fantástica que já existiram.
Bradbury compõe a trindade dos escritores de ficção científica na opinião dos brasileiros. Ao lado de Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, forma o "ABC" do gênero, como é chamado pelos seus inúmeros leitores. Contudo, Bradbury é um estranho no ninho, pois não se conformava com as orientações impostas pelo mercado. Sua ficção científica, por exemplo, não é científica em quase nada, uma vez que lhe importava muito mais as pessoas do que a ciência. Bradbury também era mais versátil que seus colegas de gênero, enveredando com igual desenvoltura por terrenos tão pantanosos como o terror, a fantasia, o mistério e até o realismo, sem esquecer da poesia em prosa e verso.
Nascido em 22 de agosto de 1920 em Waukegan, Illinois, estado do meio-oeste americano, Ray Douglas Bradbury tinha tudo para ser um legítimo redneck. O que alterou sua caminhada foram as histórias em quadrinhos de Buck Rogers que, quando criança, colecionava recortando cuidadosamente dos jornais. Também era leitor ávido dos livros de Júlio Verne e H. G. Wells, das novelas de Edgar Rice Burrougs, Clark Ashton Smith e H. Ride Haggard, e fascinado com as maravilhas de seu mundo, especialmente parques de diversão itinerantes, circos, mágicos, trens, dinossauros e uma pletora de coisas simples que não era importante para mais ninguém.
Aos oito anos de idade, pressionado pelos colegas de escola que exigiam dele um comportamento mais "normal", o pequeno Ray rasgou toda a sua coleção de quadrinhos. Mas isso só serviu para que ficasse perdido num mundo que ele não compreendia e entendeu ali que o seu destino não era ter uma vida "normal". Voltou avidamente à sua coleção e decidiu que seria um escritor. Em 1938, publicou seus primeiros contos no personalzine Futuria Fantasia, e em 1941, chegou ao primeiro conto profissional na revista Super Science Stories. Seu primeiro texto a fazer sucesso foi "O lago" ("The lake", 1942).
Bradbury tornou-se um dos maiores escritores americanos, com uma produção de qualidade reconhecida pelo mainstream, apesar de instalada no que se chama de ficção de gênero que, de forma geral, é desprezada pela crítica. Entre seus grandes livros está o romance Fahrenheit 541 (1953), alegoria sobre a censura que conta a história de um homem apaixonado pelos livros cujo trabalho é justamente destruí-los. Levado ao cinema em 1966 pelo importante cineasta francês François Truffaut, tornou Bradbury uma personalidade conhecida no mundo inteiro.
Outros livros importantes de Bradbury são Crônicas marcianas (Martian chronicles, 1950), Algo sinistro vem por aí (Somethig wicked this way comes, 1952) e O vinho da alegria (Dandelion wine, 1957), além das coletâneas Os frutos dourados do Sol (The golden apples of the sun, 1953), O homem ilustrado (The illustrated man, 1951) e O país de outubro (The october country, 1955). Vários de seus contos estão entre os mais significativos da literatura mundial, devido a sua poética incomparável.
Suas histórias foram adaptadas para inúmeras outras mídias, principalmente o teatro, o cinema e a televisão. A melhor versão para os quadrinhos aconteceu nos anos 1950 pela lendária editora EC Comics de William Gaynes. Al Feldstein adaptou vários de seus contos, que foram ilustrados por grandes mestres como Frank Frazetta e Wallace Wood. Algumas dessas HQs foram publicadas no Brasil no início dos anos 1990 pela editora L&PM nos álbuns O papa-defuntos e O pequeno assassino.
O primeiro de seus livros aqui publicados foi O país de outubro, traduzido em dois volumes pela Editora GRD em 1963 e 1966, antologia que reúne alguns de seus contos mais destacados. Praticamente toda a sua obra foi traduzida no Brasil, sempre ficando em catálogo.
Bradbury tem creditado em seu nome cerca de 60 romances e mais de 600 contos, traduzidos no mundo inteiro. Recebeu diversos prêmios e homenagens, entre os quais estão o National Medal of Arts Award, World Fantasy Award, Prometheus Award, Stoker Award, SFWA Grand Master, Emmy Award e Sir Arthur Clarke Awards. Seu nome foi emprestado ao Science Fiction and Fantasy Writers of America para os prêmios da categoria Roteiro, e o autor ainda ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e uma citação especial ao Prêmio Pulitzer, em 2007.
Bradbury não foi um escritor convencional. Ele partia do princípio que o verdadeiro escritor não é aquele que escreve para viver, mas o que vive para escrever, como algo vital, necessário, terapêutico até. E isso é algo que não dá para ensinar como fazer, como se pode ver na coletânea de ensaios O zen e a arte da escrita (Zen in the art of Writing, 1990), publicado no Brasil em 2011 pela Editora Leya, em que o mestre resume a sua técnica criativa em uma frase brilhante: "Toda manhã, pulo da cama e piso num campo minado. O campo minado sou eu. Depois da explosão, passo o resto do dia juntando os pedaços. Agora é a sua vez. Pule!"