Entre os lançamentos do final de 2011, chegaram-me às mãos três títulos interessantes.
Fiz questão de ler primeiro a coletânea de tiras Rei Emir Saad: O monstro de Zazarov, novo álbum do cartunista carioca André Dahmer. Trata-se de uma série de humor negro, na qual o dito Emir Saad, rei do Ziniguistão, mantém seu poder através de violência, tortura e crimes políticos, às vezes fazendo o tipo de rei medieval, outras o de ditador sul-americano ou de algum estado da Europa Oriental. As tiras são interessantes e devem funcionar muito bem quando publicadas num jornal diário, mas a leitura s contínua é algo incômoda. Dahmer tem se especializado em fazer graça com temas espinhosos, como em sua série de tiras mais conhecida, "Malvados", sobre as maldades cotidianas, e "Apóstolos", com críticas ao Cristianismo. O álbum tem 96 páginas em cores e foi publicado pelo selo Barba Negra da Editora Leya.
Outro lançamento recente é Brasil 1500: Segredo de Estado, de Fábio Fonseca, Andrei Miralha e Otoniel Oliveira. Trata-se de uma aventura histórica, que acontece em Lisboa entre a volta de Vasco da Gama de sua viagem às Índias e a partida da frota de Pedro Álvares Cabral. Um jovem acaba envolvido nas tramas de um espião espanhol, cobiçoso de informações sobre as novas rotas descobertas pelos navegantes portugueses. A aventura tem ilustrações competentes e um estilo narrativo algo didático. O melhor de tudo é o desprezível espião espanhol Mendoza, que estabelece todos os conflitos da história. Como já disse, a história termina exatamente no momento em que a frota cabralina zarpa do Rio Tejo, com um gancho perfeito para uma sequência. O álbum tem 48 páginas em cores e é uma publicação da Devir Livraria.
Completei minhas leituras em 2011 com o surpreendente A Liga Extraordinária: Século 1969, de Alan Moore e Kevin O'Neil, também publicado pela Devir Livraria. Depois dos excelentes volumes iniciais (A Liga Extraordinária I e II) e de ter sido obrigada a saltar a publicação do excepcional Black Dossier por conta de problemas com direitos autorais da edição original, a editora brasileira havia apresentado em 2010 o fraquinho A Liga Extraordinária: Século 1910, que não satisfez os leitores das edições anteriores. A ausência da contextualização de Black Dossiê, que não é muito esclarecida nem mesmo no resumo que acompanha a edição, deixou a história solta e frouxa.
As muitas alterações dos personagens e a dificuldade do autor em continuar a usar referências contemporâneas – que devem ter sido justamente as causas dos problemas legais enfrentados em Black Dossier – também tiraram o brilho que caracterizava a trama. Restrito às referências de domínio público, Moore e O'Neil tiveram de frear seu ímpeto criativo, fixando a história em Wilhelmina Murray e Allan Quartermain às voltas com o supervilão místico Oliver Haddo. As novas aquisições da Liga, Thomas Carnacki, Arthur Raffles e o curioso Orlando, imortal que muda periodicamente de sexo, não chegaram a empolgar. Então, a expectativa por Século 1969 não era das melhores, principalmente porque o apelo steampunk das primeiras edições certamente não estaria presente. Contudo, os autores conseguiram destacar novos caminhos para sustentar a aventura iniciada na edição anterior. Agora, uma Liga Extraordinária diluída e ilegal chega ao tempo do amor livre, da pílula e das drogas numa Londres alternativa em constante orgia. Depois das duas guerras mundiais e dos anos de ditadura do Grande Irmão, quando a Liga foi desfeita e devidamente apagada da memória oficial, Murray, Quartermain e Orlando têm uma nova chance de acabar com as armações de Haddo. O clímax da narrativa acontecendo durante um show de rock no Hide Park, em ritmo de viagem lisérgica. Os textos de apoio acrescentaram mais detalhes ao período "em branco" da Liga, de forma que a trama voltou a ganhar foco. Impossível não fazer paralelo entre A Liga Extraordinária e outra obra importante de Alan Moore, Watchmen, que também conta uma história de intrigas numa realidade alternativa com um grupo de heróis atirados na ilegalidade. Mas isso só melhora a coisa toda.
Século 1969 ainda está distante da excitação dos primeiros volumes de A Liga Extraordinária, mas já recuperou um pouco do brilho dessa que é uma das sagas mais criativas da história dos quadrinhos.
domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O melhor do mundo da FCB
Há alguns dias, o escritor Luiz Bras promoveu por email uma votação informal entre cerca de 50 fãs, pesquisadores, editores e autores de FC para identificar um possível cânone da ficção científica curta brasileira que lhe servisse de base para um artigo analítico. Bras solicitou que cada convidado indicasse, em ordem de preferência, três textos que fossem os melhores da FCB na opinião de cada um.
Usando um processo de pontuação ponderado similar ao usado no extinto Prêmio Nova, obteve o seguinte resultado:
1 - A escuridão, de André Carneiro (25 pontos)
2 - A ética da traição, de Gerson Lodi-Ribeiro (20 pontos)
3 - Eu matei Paolo Rossi, de Octavio Aragão (13 pontos)
4 - Mestre-de-armas, de Braulio Tavares (13 pontos)
5 - O homem que hipnotizava, de André Carneiro (6 pontos)
6 - Pendão da esperança, de Flávio Medeiros Jr. (6 pontos)
7 - Água de Nagasáqui, de Domingos Carvalho da Silva (5 pontos)
8 - Assassinando o tempo, de Cristina Lasaitis (5 pontos)
9 - Cão de lata ao rabo, de Braulio Tavares (5 pontos)
10 - Um braço na quarta dimensão, de Jerônymo Monteiro (5 pontos)
O artigo com as conclusões de Bras será publicado na edição de março do jornal literário Rascunho.
Ainda que tenha sido uma pesquisa informal, o levantamento é válido e pode ser comparado com uma votação similar realizada em 1998 pelo fanzine Megalon. Mesmo levando em conta que nessa votação valia votar também na ficção longa, o resultado revela que muita coisa mudou na opinião dos fãs. As 10 primeiras posições então eram:
1 - A ética da traição, de Gerson Lodi-Ribeiro
2 - A mãe do sonho, de Ivanir Calado (romance)
3 - Demônios, de Aluísio de Azevedo
4 - A escuridão, de André Carneiro
5 - Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (romance)
6 - O vampiro de Nova Holanda, de Gerson Lodi-Ribeiro
7 - O príncipe da sombras, de Baulio Tavares
8 - O 31.o peregrino, de Rubens Teixeira Scavone
9 - A nuvem, de Ricardo Teixeira
10 - A chave do tamanho, de Monteiro Lobato (romance)
Participei de ambas as votações e, para dizer a verdade, discordo do resultado de ambas. Por pura diversão, resolvi definir os 10 melhores contos da FCB – sem considerar romances – na minha opinião. O resultado foi:
1 - A escuridão, de André Carneiro
2 - Tuj, de Walter Martins
3 - Um braço na quarta dimensão, de Jerônymo Monteiro
4 - O 31.o peregrino, Rubens T. Scavone
5 - Da mayor speriencia, de Nilson Martello
6 - O último artilheiro, de Levy Menezes
7 - A última publicidade do hebefrênico Alfredo, Ivan Carlos Regina
8 - O altar de nossos corações, de Ivanir Calado
9 - Aí vem o sol, de José dos Santos Fernandes
10 - Mestre-de-armas, de Braulio Tavares.
É claro que o resultado de qualquer votação vai variar conforme o grupo de votantes e a época em que a dinâmica for realizada, devido aos grupos de consulta serem geralmente muito pequenos e a uma série de outras influências imponderáveis. A FCB ainda carece de muito estudo para determinar, com precisão, um cânone legítimo de si mesma. Mas dinâmicas como esta sempre servem para fazer avançar um pouco mais a noção que o gênero faz de si mesmo.
Usando um processo de pontuação ponderado similar ao usado no extinto Prêmio Nova, obteve o seguinte resultado:
1 - A escuridão, de André Carneiro (25 pontos)
2 - A ética da traição, de Gerson Lodi-Ribeiro (20 pontos)
3 - Eu matei Paolo Rossi, de Octavio Aragão (13 pontos)
4 - Mestre-de-armas, de Braulio Tavares (13 pontos)
5 - O homem que hipnotizava, de André Carneiro (6 pontos)
6 - Pendão da esperança, de Flávio Medeiros Jr. (6 pontos)
7 - Água de Nagasáqui, de Domingos Carvalho da Silva (5 pontos)
8 - Assassinando o tempo, de Cristina Lasaitis (5 pontos)
9 - Cão de lata ao rabo, de Braulio Tavares (5 pontos)
10 - Um braço na quarta dimensão, de Jerônymo Monteiro (5 pontos)
O artigo com as conclusões de Bras será publicado na edição de março do jornal literário Rascunho.
Ainda que tenha sido uma pesquisa informal, o levantamento é válido e pode ser comparado com uma votação similar realizada em 1998 pelo fanzine Megalon. Mesmo levando em conta que nessa votação valia votar também na ficção longa, o resultado revela que muita coisa mudou na opinião dos fãs. As 10 primeiras posições então eram:
1 - A ética da traição, de Gerson Lodi-Ribeiro
2 - A mãe do sonho, de Ivanir Calado (romance)
3 - Demônios, de Aluísio de Azevedo
4 - A escuridão, de André Carneiro
5 - Padrões de contato, de Jorge Luiz Calife (romance)
6 - O vampiro de Nova Holanda, de Gerson Lodi-Ribeiro
7 - O príncipe da sombras, de Baulio Tavares
8 - O 31.o peregrino, de Rubens Teixeira Scavone
9 - A nuvem, de Ricardo Teixeira
10 - A chave do tamanho, de Monteiro Lobato (romance)
Participei de ambas as votações e, para dizer a verdade, discordo do resultado de ambas. Por pura diversão, resolvi definir os 10 melhores contos da FCB – sem considerar romances – na minha opinião. O resultado foi:
1 - A escuridão, de André Carneiro
2 - Tuj, de Walter Martins
3 - Um braço na quarta dimensão, de Jerônymo Monteiro
4 - O 31.o peregrino, Rubens T. Scavone
5 - Da mayor speriencia, de Nilson Martello
6 - O último artilheiro, de Levy Menezes
7 - A última publicidade do hebefrênico Alfredo, Ivan Carlos Regina
8 - O altar de nossos corações, de Ivanir Calado
9 - Aí vem o sol, de José dos Santos Fernandes
10 - Mestre-de-armas, de Braulio Tavares.
É claro que o resultado de qualquer votação vai variar conforme o grupo de votantes e a época em que a dinâmica for realizada, devido aos grupos de consulta serem geralmente muito pequenos e a uma série de outras influências imponderáveis. A FCB ainda carece de muito estudo para determinar, com precisão, um cânone legítimo de si mesma. Mas dinâmicas como esta sempre servem para fazer avançar um pouco mais a noção que o gênero faz de si mesmo.
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Fandemônio
O título provocativo, resultado da fusão das palavras fandom + pandemônio, é de uma coluna de análise do estado da arte da FC nacional publicado no saite O Bule.A coluna, assinada pelo escritor Roberto de Sousa Causo, será mensal e vai apresentar textos densos e longos. O artigo de estreia, "Para deglutir o futuro", faz referência a discussão sobre a antropofagia do Modernismo aplicada a FCB, que vem gerando discussão há muito tempo e teve um recente ressurgimento em alguns fóruns do fandom. Vale a pena acompanhar.
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Brontops Baruq vence Concurso Hydra
Depois de uma longa espera finalmente foi anunciado o nome do conto vencedor do Prêmio Hydra, promovido pelo escritor Christopher Kastensmidt em parceria com o saite Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show.
Trata-se do conto "História com desenho e diálogo", publicado originalmente na antologia Portal Fundação, em 2010. O trabalho será traduzido para o inglês e publicado no referido saite na edição de janeiro.
Além do texto de Baruq, os organizadores acharam por bem publicar ainda o conto "Por um fio” de Flávio Medeiros Júnior, visto na antologia Steampunk (Tarja Editorial, 2010), que será publicado na edição de março ou abril. Dessa forma, a FCB rompe a intransponível barreira linguística e tenta se instalar do concorrido mercado norteamericano. Parabéns aos vencedores!
Trata-se do conto "História com desenho e diálogo", publicado originalmente na antologia Portal Fundação, em 2010. O trabalho será traduzido para o inglês e publicado no referido saite na edição de janeiro.
Além do texto de Baruq, os organizadores acharam por bem publicar ainda o conto "Por um fio” de Flávio Medeiros Júnior, visto na antologia Steampunk (Tarja Editorial, 2010), que será publicado na edição de março ou abril. Dessa forma, a FCB rompe a intransponível barreira linguística e tenta se instalar do concorrido mercado norteamericano. Parabéns aos vencedores!
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Livros estrangeiros do Clube de autores
Um dos efeitos da lei do direito autoral é que, de vez em quando, alguns autores entram em domínio público.
Durante um tempo isso não significou muito para a FC, mas finalmente estamos entrando nas franjas do gênero, e alguns autores notáveis já estão com seus textos livres para serem publicados sem que seja necessário pedir autorização aos seus herdeiros. É o caso de Robert Howard e H. P. Lovecraft, ambos falecidos há mais de 70 anos e donos de uma farta e interessante produção literária fantástica.
Por esse motivo, têm aparecido alguns livros no mercado, e não podia deixar de acontecer que também começassem a preencher as estantes das editoras virtuais, como a Clube de Autores, que disponibilizou em seu catálogo as novelas Pombos do inferno (Pigeons from hell), e Reino das sombras: Uma aventura de Kull da Valúsia (The shadow kingdom), ambas de Robert E. Howard, além das antologias A cor surgida do espaço e outros contos, de H.P. Lovecraft e Zaccarath e outros contos, de Lord Dunsany.
Para quem dispõe de um dispositivo de leitura de arquivos digitais, é uma boa pedida, mas os livros também podem ser obtidos em formato real, já que a editora mantém um processo de produção por demanda. Pode parecer oportunista, mas é legal.E sempre é bom lembrar que o Clube de Autores foi responsável para publicação do melhor romance da FC brasileira em 2011, B9, de Simone Saueressig.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Mais deuses
Um sinal de que a concorrência está acirrada em um determinado nicho comercial é a duplicidade de peças com um mesmo tema surgindo quase que simultaneamente. Foi assim, por exemplo, com Vida de inseto e Formiguinhaz, Impacto profundo e Armagedon, e tantos outros. A prática vem acontecendo também no restrito mercado brasileiro de livros fantásticos.
Recentemente, tivemos a publicação das antologias Sagas 2: Estranho Oeste, da editora Argonautas, e Cursed City, da editora Estronho, ambas tratando de histórias de faroeste e horror. Também é o caso de Steampunk, da Editora Tarja, Vaporpunk, da Editora Draco e Steampink, da Editora Estronho, todas com contos de ficção fantástica vitoriana.
O fenômeno repete-se mais uma vez com as publicações de A batalha dos deuses, da Editora Novo Século, já comentada aqui, e a novíssima Deuses, da editora Infinitum Libris.
Lançada ainda em 2011, Deuses é também uma antologia de contos de autores brasileiros, com o diferencial de ser publicada apenas em formato virtual epub. Diz o seu relise: "Diversas mitologias contam as histórias de deuses e deusas que, de alguma forma, influenciam a vida na terra. Sejam gregos, romanos, babilônios, egípcios, astecas, chineses, celtas, judaico… todos tiveram algum papel na história da humanidade, desde a descoberta do fogo às grandes guerras, ou até mesmo nas histórias de amor. E nos dias de hoje não é diferente. O que esses seres estão fazendo hoje pela – ou com – a humanidade? Quais são suas motivações? Por onde andam as divindades de povos extintos? Como eles agiriam nos dias de hoje? Em qualquer lugar, entre a multidão, pode estar o Grande Arquiteto do Universo a nos observar".
Os organizadores Daniel Cavalcante e Jonathan Cordeiro selecionaram para a antologia textos de Gustavo Silva de Mattos, João Manuel da Silva Rogaciano, Erivelton Gomes, Goldfield, Gian Danton, Ramon de Souza, Diego Matioli da Motta, Roberta Spindler, Samuri José Prezza, Sarah Micucci e Akularith.
A edição, que foi distribuída gratuitamente através das redes sociais, pode ser encontrada no saite da editora Infinitum Libris.
Recentemente, tivemos a publicação das antologias Sagas 2: Estranho Oeste, da editora Argonautas, e Cursed City, da editora Estronho, ambas tratando de histórias de faroeste e horror. Também é o caso de Steampunk, da Editora Tarja, Vaporpunk, da Editora Draco e Steampink, da Editora Estronho, todas com contos de ficção fantástica vitoriana.
O fenômeno repete-se mais uma vez com as publicações de A batalha dos deuses, da Editora Novo Século, já comentada aqui, e a novíssima Deuses, da editora Infinitum Libris.
Lançada ainda em 2011, Deuses é também uma antologia de contos de autores brasileiros, com o diferencial de ser publicada apenas em formato virtual epub. Diz o seu relise: "Diversas mitologias contam as histórias de deuses e deusas que, de alguma forma, influenciam a vida na terra. Sejam gregos, romanos, babilônios, egípcios, astecas, chineses, celtas, judaico… todos tiveram algum papel na história da humanidade, desde a descoberta do fogo às grandes guerras, ou até mesmo nas histórias de amor. E nos dias de hoje não é diferente. O que esses seres estão fazendo hoje pela – ou com – a humanidade? Quais são suas motivações? Por onde andam as divindades de povos extintos? Como eles agiriam nos dias de hoje? Em qualquer lugar, entre a multidão, pode estar o Grande Arquiteto do Universo a nos observar".
Os organizadores Daniel Cavalcante e Jonathan Cordeiro selecionaram para a antologia textos de Gustavo Silva de Mattos, João Manuel da Silva Rogaciano, Erivelton Gomes, Goldfield, Gian Danton, Ramon de Souza, Diego Matioli da Motta, Roberta Spindler, Samuri José Prezza, Sarah Micucci e Akularith.
A edição, que foi distribuída gratuitamente através das redes sociais, pode ser encontrada no saite da editora Infinitum Libris.
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Livros que não podem passar em branco
Enquanto fazia a ronda pelos saites das editoras brasileiras, encontrei por acaso uma imagem tão fabulosa que eu não poderia deixar de mostrar aqui. Trata-se da capa do romance Os Sete Cavaleiros de Algord: A Torre, de Michel Fonseca, pela Editora Multifoco.
Nunca tive o livro em mãos e não posso dizer muito sobre o seu conteúdo, mas tenho o relise divulgado pela editora: "Mick Fronsac e seus seis amigos são abduzidos para Galáxia Irione, mais precisamente para o planeta Tood-Sil’s. Assim que chega, Mick conhece a jovem Celina D’Kiet, mas logo são separados pelo Capitão Silk Aydu, que leva Mick para o Palácio Sil’s. Lá ele reencontra seus amigos e conhece o General Ivaniv Koor, que conta que eles são a reencarnação de sete cavaleiros que viveram em um planeta chamado Algord..." e por aí vai.
Confesso que a sinopse não me atraiu, mas a capa, ah, a capa... gostaria de saber o nome do artista que a produziu, ele está de parabéns. Uma imagem como essa numa gôndola de livraria certamente venderia o peixe. Em 2010, a Multifoco também produziu a melhor capa do ano, vista na antologia É proibido ler de gravata, comentada aqui.
Outro lançamento da Multifoco que vale registrar é a coletânea de contos A cor da tempestade, de Mustafá Ali Kanso, autor de Curitiba que tem sido assistente do veterano escritor André Carneiro nas oficinas literárias que este realiza naquela cidade. Ali Kanso esteve em várias edições do Projeto Portal, de Luiz Brás, e demonstra ter uma produção de boa qualidade.
Diz o relise: "Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa (...) A Cor da Tempestade premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove".
Finalmente, o livro de não ficção O grotesco nos quadrinhos, de Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva, que apresenta um estudo acadêmico sobre "os pressupostos expostos por Bakhtin relacionados ao conceito de grotesco" nas histórias em quadrinhos. Parte desse trabalho está disponível aqui e aqui, e pode dar uma amostra do que o interessado vai encontrar na edição. Um trabalho, no mínimo, inusitado, que vale conhecer.
Nunca tive o livro em mãos e não posso dizer muito sobre o seu conteúdo, mas tenho o relise divulgado pela editora: "Mick Fronsac e seus seis amigos são abduzidos para Galáxia Irione, mais precisamente para o planeta Tood-Sil’s. Assim que chega, Mick conhece a jovem Celina D’Kiet, mas logo são separados pelo Capitão Silk Aydu, que leva Mick para o Palácio Sil’s. Lá ele reencontra seus amigos e conhece o General Ivaniv Koor, que conta que eles são a reencarnação de sete cavaleiros que viveram em um planeta chamado Algord..." e por aí vai.
Confesso que a sinopse não me atraiu, mas a capa, ah, a capa... gostaria de saber o nome do artista que a produziu, ele está de parabéns. Uma imagem como essa numa gôndola de livraria certamente venderia o peixe. Em 2010, a Multifoco também produziu a melhor capa do ano, vista na antologia É proibido ler de gravata, comentada aqui.Outro lançamento da Multifoco que vale registrar é a coletânea de contos A cor da tempestade, de Mustafá Ali Kanso, autor de Curitiba que tem sido assistente do veterano escritor André Carneiro nas oficinas literárias que este realiza naquela cidade. Ali Kanso esteve em várias edições do Projeto Portal, de Luiz Brás, e demonstra ter uma produção de boa qualidade.
Diz o relise: "Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa (...) A Cor da Tempestade premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove".Finalmente, o livro de não ficção O grotesco nos quadrinhos, de Fabio Luiz Carneiro Mourilhe Silva, que apresenta um estudo acadêmico sobre "os pressupostos expostos por Bakhtin relacionados ao conceito de grotesco" nas histórias em quadrinhos. Parte desse trabalho está disponível aqui e aqui, e pode dar uma amostra do que o interessado vai encontrar na edição. Um trabalho, no mínimo, inusitado, que vale conhecer.
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