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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Imerso nas sombras, Roberto Schima

Imerso nas sombras
é uma megacoletânea de contos de horror do escritor paulistano Roberto Schima. O volume teve publicações anteriores por diversas plataformas de auto-edição, sendo esta a mais atualizada. São 701 páginas com mais de cinquenta histórias originais deste que é um dos mais elogiados escritores da segunda onda da ficção científica brasileira, que também tem um belo portfólio em contos de fantasia e terror. 
Diz o texto de apresentação do próprio autor: "Dizer tratar-se de uma antologia de horror é um tanto exagerado. Antes de mais nada, preciso deixar claro que, de um modo geral, meus contos e noveletas estão longe de serem assustadores. Alguns beiram mais à fantasia, outros são singelos, nada havendo de terrível, constituindo-se apenas situações fora do normal, ou digamos, sobrenatural. Certas histórias são juvenis, outras, mais adultas, mas, de um modo geral, os monstros (vampiros, lobisomens, fantasmas e afins), quando surgem, fazem mais os papéis de heróis, revelando no ser humano o verdadeiro aspecto monstruoso que procuro apontar. Afinal, desde criança, fui alguém que amava os monstros, fossem eles sobrenaturais, mitológicos, pré-históricos, abissais ou do espaço. Desenhava meus monstros e, como tem sido de praxe em meus livros, colocarei algum exemplos na seção 'Galeria' no final do livro. Ah! Apesar do que escrevi acima, se eventualmente alguma história causar um calafrio ou até fizer perder o sono, prometo não ficar preocupado e deliciar-me-ei prazerosamente com isso."
O volume está disponível aqui, exclusivamente em formato digital.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Lançamento: Tio Vampiro, Roberto Schima

Está disponível Tio Vampiro, novo livro do escritor Roberto Schima, um dos grandes nomes da segunda onda da ficção cinetífica brasileira, grande vencedor da única edição do concurso Jerônymo Monteiro, do periódico Isaac Asimov Magazine, nos anos 1990. 
Trata-se de uma novela de horror com "a história de um garoto que, por força das circunstâncias, tem que passar alguns dias na taciturna casa de seu não menos estranho tio-avô. Um homem magro, alto e solitário, chamado Francisco, mas que, entre os parentes – dos quais permanece distante –, é conhecido sob a alcunha de Tio Vampiro." Ainda que tenha se notabilizado por sa ficção cinetífica, Schima é hábil com todos os gêneros do fantástico, 
O volume tem 144 páginas em versão digital e pode ser baixada gratuitamente no saite da editora Obook, aqui.

sábado, 2 de março de 2024

Lançamento: A melodia das marés, Roberto Schima

Está disponível A melodia das marés, novo romance de Roberto Schima pela editora Obook. 
Schima é um autor da Segunda Onda da ficção científica brasileira, provavelmente o escritor mais laureado do fandom, pois colecionou diversos prêmios Nova como escritor, ilustrador e ensaista, tendo sido também o grande vencedor da única edição do Concurso Jerônymo Monteiro, promovido pela versão brasileira do periódico Isaac Asimov Magazine, publicado pela Editora Record entre 1990 e 1992. Em sua bibliografia estão os livros Pequenas portas do eu (1987), Tríplice universo (1993), Limbographia (2013), Os fantasmas de Vênus (2013), O olhar de Hirosaki (2014) e Sob as folhas do ocaso (2019), entre outros, nos quais demonstra desenvoltura em todos os gêneros fantásticos, com igual qualidade. Por isso, a publicação de A melodia das marés é uma grande oportunidade para se conhecer sua ficção, uma vez que o volume, publicado em ebook, está sendo distribuído gratuitamente.  
Diz o texto de apresentação: "Daniel, impetuoso jovem de vinte e três anos, ama os oceanos. Tendo completado o curso de mergulho, parte para suas primeiras aventuras no fundo do mar a bordo do barco “Cajuru” com um velho conhecido, Tio Ed. Em um dos mergulhos, inesperadamente, tem a impressão de ouvir algo inusitado: uma música! A origem do mistério o levará a uma intrigante descoberta, cuja solução contribuirá para seu próprio amadurecimento."
O volume tem 87 páginas e está disponível no saite da editora, aqui.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Resenha do Almanaque: Pequenas portas do eu, Roberto Schima

Pequenas portas do eu, Roberto Schima. 172 páginas. Ilustrações e capa do autor. João Scortecci Editor, São Paulo, 1987.

Entre os anos 1985 e 2000, quando se organizou e consolidou o fandom brasileiro de ficção científica, o nome do escritor paulistano Roberto Schima era tido pelos fãs como sinônimo de excelência criativa, tanto como autor de contos quanto de ilustrações. Com um estilo que todos identificavam como similar ao do escritor norte-americano Ray Bradbury, os trabalhos de Schima espalharam-se por todos os periódicos do gênero, fossem amadores ou profissionais. Seu nome era seguidamente lembrado nas votações do então disputadíssimo Prêmio Nova, do qual ele foi o maior colecionador de troféus. Sua obra era eclética, de um estilo sensível que navegava bem nos três vértices da ficção especulativa: a ficção científica, a fantasia e o horror. Também era um bom ensaísta, tendo contribuído com os fanzines com diversos artigos de grande qualidade.
Em 1992, seu trabalho foi definitivamente entronado no cânone da fc brasileira com a novela “Como as neves de maio”, vencedora do primeiro certame profissional de contos de ficção científica promovido no País, o Concurso Jerônymo Monteiro, realizado pela versão brasileira da revista Isaac Asimov Magazine (editora Record). Em 1993, ao lado de Roberto de Sousa Causo e Cid Fernandes, Schima apareceu na antologia Tríplice universo (Edições GRD), que reunia textos inéditos dos primeiros classificados do Concurso Jerônymo Monteiro. 
Em 1987, publicou, com recursos próprios, a coletânea Pequenas portas do eu, com dez textos do início de sua produção. Nem todos os contos deste volume são de ficção fantástica; há de tudo um pouco, que revela que o autor estava experimentando os gêneros. Mas o estilo melancólico e pessimista que o caracterizou já estava lá, evocando as angústias e decepções que provavelmente moveram sua criatividade.
O conto que abre a antologia é “João Feijão”, texto realista e melodramático sobre um homem simplório que passou a vida toda sem realizar nada, e encontra seu destino depois de ser humilhado no trabalho.
“Canção noturna” relata um episódio da tragédia do Titanic, através de um grupo de antipáticos sobreviventes.
“O menino e o cometa” traz a história de um homem idoso que tem um momento de nostalgia ao retornar ao bairro de sua infância. O conto faz referência à última passagem do cometa Halley, em 1986, que frustrou todas as expectativas e não mostrou sua cara para ninguém que não tivesse um bom telescópio.
“O planeta hostil” é um conto de ficção científica assumido e o melhor texto do volume. Conta o destino trágico de uma equipe de pesquisadores em missão num planeta paradisíaco, de vida e beleza exuberantes, mas que esconde um perigo inimaginável. Trata-se de um conto que faz bom uso do famigerado final surpresa, tão danoso em mãos inábeis, mas que funciona muito bem aqui.
“Quando Papai Noel morreu” tem um clima levemente fantástico, mais ou menos como um episódio do clássico seriado de televisão Além da Imaginação. Conta a história de um menino que passa pela sua primeira noite de Natal após a morte do pai.
A fantasia dá o ar de sua graça no texto mais longo do livro, a noveleta “A árvore que queria voar”, fábula espiritualista sobre uma gaivota que reencarnou como uma árvore mas, por capricho da natureza, continua com as memórias de sua vida alada.
“Perpetuador de ideias, criador de mundos” é uma metalinguagem no qual o autor romanceia, com sobrecarregados tons de dramaticidade, a construção do próprio livro.
Laivos de horror surgem aqui e ali no conto “O eterno sorriso”, no qual um rapaz tem uma crise de autopiedade ao ver um rosto desfigurado de uma jovem.
Outro conto em que a carga dramática excede o texto em si é “O menino e a arraia”, no qual um garoto trava um diálogo poético com sua pipa, brinquedo que em alguns lugares é conhecido por arraia ou papagaio. O contraste entre a alegria e a tragédia é intensificado pela brevidade do texto.
“O pequeno ser prateado” é a segunda fc do livro, conto ufológico de contexto interessante e final anticlimático, que parece homenagear o clássico A guerra dos mundos, de H. G. Wells. Ao voltar para casa depois de um dia de trabalho, um jovem testemunha a queda de um ovni numa área de mata. Curioso, ele se encaminha para o local, acompanhado de outros populares que também viram o fenômeno. Mas, ao chegar lá, o grupo age violentamente contra o ser estranho que emerge dos destroços, matando-o enquanto a nave se desintegra, sem deixar provas do acontecido além de uma cratera comum.
O livro ainda conta com diversas ilustrações do autor que, como já foi dito, desenvolveu também uma bem avaliada carreira como desenhista de ficção científica, ilustrando uma grande quantidade de capas dos fanzines brasileiros.
Não há dúvida que o estilo de Schima evoluiu muito depois da publicação desta coletânea. Ainda que o pessimismo e a fatalidade continuassem a fazer parte importante de suas obras posteriores, o autor passou a controlar melhor as doses, de forma a não parecer tão niilista aos leitores. A preferência do autor pela ficção científica também deve ter sido percebida a partir dos resultados desta seleta, que tem nesse gênero os seus melhores momentos.
Depois de um intervalo de quase vinte anos, Schima voltou a ativa nas redes sociais, e tem colaborado com inúmeras revistas e antologias de gêneros variados, bem como publicando compilações de seus textos recentes por diversas plaformas de autoedição. Contudo, é um autor que ainda precisa ser redescoberto. Sua importância histórica é fundamental para o entendimento do que foi a Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira que, embora não esteja tão distante no tempo, parece estar a anos-luz da memória dos leitores e, principalmente, dos autores de hoje.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Os fantasmas de Vênus

Roberto Schima, que nos anos 1990 era o grande nome da ficção científica brasileira, está disponibilizando sua novela Os fantasmas de Vênus, originalmente publicada em 1993 na coletânea Tríplice universo (GRD), agora pela plataforma de autoedição da Amazon. Trata-se de um drama familiar que se desenrola entre a ilha de Fernando de Noronha e a terraformação de Vênus.
Diz o texto de divulgação: "Pedro e Miguel, nascidos e criados no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, apesar de gêmeos, cada qual alimenta sonhos diferentes. Pedro ama o mar e tudo ligado a ele. Seu desejo nada mais é do que seguir a tradição pesqueira da família, conviver ao lado de peixes, crustáceos e estrelas do mar. Miguel foi cativado pelas estrelas também, só que pelas estrelas do céu. E seus sonhos conduziram-no ao espaço".
Trata-se de um dos mais expressivos trabalhos do autor, exemplo de uma época que é avaliada por muitos especialistas como o ponto culminante da produção de fc no Brasil. Vale a pena conhecer.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Conexão Literatura 37

Está circulando o número 37 da revista eletrônica Conexão Literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks.
A edição de 84 páginas comemora três anos de publicação e destaca o resultado do concurso de contos Os viajantes do tempo, promovido pela publicação e vencido pelos textos "Abismo do tempo", de Roberto Schima, e "Predestinada", de Maria Mattos. Roberto Schima é veterano da segunda onda da ficção científica brasileira, vencedor do concurso de contos Jerônymo Monteiro, promovido em 1991 pela saudosa revista Isaac Asimov Magazine, e há anos estava afastado das publicações de fc&f. Maria Mattos é professora carioca e está iniciando sua carreira como escritora. Ambos são entrevistados na edição, que também publica os textos premiados. Também são entrevistados os escritores Lendário Jhow (Garotos versus aliens), Alexandra Sá (Vítimas do próprio coração), José Carlos Castro (Crime hediondo), Katia Simões Parente (Em busca da fotografia perfeita), Gilson Pinheiro (Bruno e as estrelas), Roberto Martins de Souza (Histórias e memórias de idosos analfabetos) e Wellington Budim (Teu pecado). Ficções de Daniel Borba, Míriam Santiago e MBlancco e resenhas de Andrea Boechat, Rafael Botter e Eudes Cruz completam a edição.
Conexão Literatura é gratuita e pode ser baixada aqui. Edições anteriores também estão disponíveis.

domingo, 5 de novembro de 2017

Limbographia

Os anos 1980-1990 foram era dourada da ficção fantástica brasileira. Um período romântico e idealista, de teses apaixonadas e debates ferozes, quando os gêneros obtiveram um desenvolvimento conceitual de tal monta que as obras daquela época chegaram a ser classificadas como "alta literatura" por especialistas mais recentes. Sem dúvida que é um exagero mas, de fato, havia na ficção daquele tempo um vigor e uma personalidade tão fortes que estabeleceram uma identidade para a fc&f nacional. Entre os autores desse período, nenhum foi mais festejado que Roberto Schima. O artista teve uma produção robusta e reconhecida não só pelos fãs, mas também por especialistas, sendo o maior vencedor do Prêmio Nova - o mais importante prêmio do gênero no país -, e não apenas como autor, mas também como ilustrador. Também foi o grande vencedor do concurso de contos Jerônimo Monteiro, promovido pela revista Isaac Asimov Magazine em 1991.
Apesar disso tudo, Schima teve apenas um único livro solo publicado (Pequenas portas do eu, Scortecci, 1987). A maior parte de sua produção ficou restrita aos fanzines, que desapareceram na virada do século, assim como o autor, que se afastou do campo por muitos anos.
Mas como quem é vivo sempre aparece, os antológicos contos de Roberto Schima estão novamente disponíveis na coletânea Limbographia, organizada pelo autor. Anteriormente publicada pela AgBooks, o livro chega agora em edição luxuosa pela plataforma Clube de Autores. São 20 contos de ficção científica e fantasia, entre os quais o premiado "Como a neve de maio", vencedora do já citado Prêmio Jerônimo Monteiro. Ilustrações do autor também valorizam a edição, que tem capa dura e 578 páginas em papel couchê.
O preço do volume é salgado, mas Shima é, sem qualquer dúvida, um autor que merece o investimento.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Schima returns

Roberto Schima, escritor e ilustrador de fc&f muito ativo nos anos 1990, ficou bastante conhecido por vencer o concurso literário Jerônimo Monteiro, promovido pela revista Isaac Asimov Magazine em 1991. Seu afastamento voluntário do fandom e do mercado editorial ao longo dos primeiros anos do século 21 fez muita falta, pois Schima sempre foi um dos mais bem avaliados autores da conhecida Segunda Onda da fc brasileira. Contumaz vencedor do Prêmio Nova, artista de grandes recursos e boas ideias, Shima é dono de uma obra que deveria fazer parte da bagagem de leitura de qualquer brasileiro interessado em literatura fantástica.
Por isso, foi uma grata surpresa quando Schima enviou um comentário para a resenha a seu livro Pequenas portas do eu, publicado no blogue Almanaque da Arte Fantástica Brasileira.
Disse Roberto Schima: "Grato pela lembrança e pelo texto. Afastei-me por algumas decepções e também por sentir que a criatividade havia morrido, afora questões do cotidiano. Recentemente, lancei alguns trabalhos, casos seus leitores tenham curiosidade: Limbographia e O olhar de Hirosaki. Para quem quiser fazer download de minhas histórias e desenhos: Minhateca. Tenho ensaiado um retorno, todavia, o cotidiano corrido tem atrapalhado. Abraços, Roberto Schima."
Esta é uma ótima notícia e merece este registro, pois é imperativo o resgate a obra deste autor que, com raras exceções, ficou restrita aos fanzines hoje desaparecidos.